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A PALAVRA DO SENHOR (17): Quem Tem Ouvidos Para Ouvir, Que Ouça


«Naquilo que vou agora dizer não vos posso louvar. É que as vossas reuniões não contribuem para o bem, mas para o mal. Em primeiro lugar, ouço dizer que, mesmo quando se reúnem, ficam divididos. E, em parte, eu acredito. Diferenças até é conveniente que existam, para que se saiba quem são os verdadeiros crentes. Contudo, ao reunirem-se, não estão a agir como quem participa na ceia do Senhor, pois cada um leva consigo a ceia para comer, e enquanto uns ficam com fome outros embriagam-se. Não tem cada um a sua casa para lá comer e beber? Por que é que desprezam a igreja de Deus e vão envergonhar os que nada têm? Que querem que vos diga? Que vos louve? Neste ponto, não! 

De facto, eu recebi do Senhor aquilo que vos transmiti. Isto é, que o Senhor Jesus, na noite em que foi entregue, tomou pão, deu graças a Deus, partiu-o e disse: «Isto é o meu corpo, entregue para vosso benefício. Façam isto, em memória de mim.» Do mesmo modo, no fim da ceia tomou o cálice e disse: «Este cálice é a nova aliança feita através do meu sangue. Sempre que dele beberem, façam-no em memória de mim. Portanto, sempre que comerem este pão e beberem este cálice, estão a anunciar a morte do Senhor até que ele venha. 

Assim, aquele que comer o pão e beber o cálice do Senhor de modo indigno é culpado de ofensa ao corpo e sangue do Senhor. Que cada um se examine a si mesmo e, assim, coma deste pão e beba deste cálice. Pois se não reconhece o corpo do Senhor, o que faz é comer e beber a sentença da sua própria condenação. É por isso que há muitos que estão fracos e doentes no vosso meio e até bastantes que estão mortos. Se nos examinarmos a nós mesmos, já não seremos julgados por Deus. Quando o Senhor nos julga, corrige-nos, para não sermos condenados com o mundo. 

Enfim, meus irmãos, quando se reunirem para a ceia do Senhor, esperem uns pelos outros. Quem tiver fome coma em casa, para que a reunião não vos traga o castigo de Deus. Quanto às outras coisas, darei ordens quando aí for.» 

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(Apóstolo Paulo, in A Bíblia Sagrada, 1 Coríntios 11:17-33, Versão, A Boa Nova Em Português Corrente, Lisboa, Sociedade Bíblica de Portugal, 2004). 

A PALAVRA DO SENHOR (16): Quem Tem Ouvidos Para Ouvir, Que Ouça


“Foi antes da festa da Páscoa. Jesus sabia que tinha chegado a sua hora de deixar este mundo para ir para o Pai. E ele, que amou sempre os seus que estavam no mundo, quis dar-lhes provas desse amor até ao fim. Estavam a cear. O Diabo já tinha metido no coração de Judas, filho de Simão Iscariotes, a ideia de atraiçoar Jesus. Jesus sabia que o Pai lhe tinha dado toda a autoridade, que tinha vindo de Deus e que voltaria em breve para Deus. Levantou-se então da mesa, tirou a capa e pegou numa toalha que pôs à cintura. Depois deitou água numa bacia e começou a lavar os pés aos discípulos e a enxugá-los com a toalha. Aproximou-se Simão Pedro que lhe disse: «Senhor, tu vais lavar-me os pés?» Jesus respondeu-lhe: «O que eu faço, tu não o podes entender agora, mas hás de compreendê-lo mais tarde.» Pedro insistiu: «Nunca hei de consentir que me laves os pés.» «Se eu não te lavar», respondeu-lhe Jesus, «não podes partilhar da minha vida.» Simão Pedro replicou: «Senhor, nesse caso não me laves só os pés, mas também as mãos e a cabeça!» Disse-lhe Jesus: «Aquele que já tomou banho está limpo e não precisa de lavar senão os pés. Vocês estão limpos, mas não todos.» Jesus sabia qual era o discípulo que o havia de atraiçoar. Por isso disse: «Nem todos estão limpos.» 

Depois de lhes lavar os pés, Jesus pôs a capa pelas costas, sentou-se de novo à mesa e perguntou-lhes: «Compreendem o que eu acabo de vos fazer? Chamam-me Mestre e Senhor e têm toda a razão, porque o sou. Se eu, que sou Senhor e Mestre, vos lavei os pés, também de agora em diante devem lavar os pés uns aos outros. Dei-vos o exemplo para que, assim como eu fiz, o façam também uns aos outros. Reparem bem no que vos digo: o servo não é maior que o seu senhor, nem o enviado é maior que aquele que o envia. Já sabem o que é preciso fazer. Felizes serão se o puserem em prática. Não me refiro a todos vós, pois bem sei os que escolhi. Mas é preciso que se cumpra a palavra da Sagrada Escritura: O homem que come o pão comigo voltou-se contra mim. Desde já vos digo estas coisas, antes que elas aconteçam para que, quando acontecerem, acreditem que Eu sou aquele que sou. Fiquem a saber que se alguém receber aquele que eu enviar, recebe-me a mim. E quem me receber, recebe também aquele que me enviou.» 

Depois de ter pronunciado estas palavras, Jesus sentiu-se muito comovido. Então declarou abertamente: «Fiquem a saber que um de vós me vai atraiçoar.» Os discípulos olhavam uns para os outros sem saberem de quem falava. Um dos discípulos, aquele que Jesus amava de modo especial, estava reclinado ao seu lado. Simão Pedro fez-lhe sinal para perguntar a Jesus a quem é que ele se referia. Esse discípulo inclinou-se para Jesus e perguntou-lhe: «Senhor, quem é ele?» «É aquele a quem eu der o bocado de pão que vou molhar no prato.» Jesus pegou depois num pedaço de pão, molhou-o e deu-o a Judas, filho de Simão Iscariotes. Logo que Judas comeu o pedaço de pão, Satanás apoderou-se dele. Depois Jesus disse-lhe: «Faz depressa o que tens a fazer.» Nenhum dos que estavam à mesa compreendeu por que é que Jesus disse aquilo a Judas. Como este estava encarregado da bolsa do dinheiro, muitos pensaram que Jesus lhe estava a pedir para comprar as coisas necessárias para a festa da Páscoa, ou então para dar alguma coisa aos pobres. Judas comeu o pão e saiu imediatamente. Era noite.” 

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(Palavras do Senhor Jesus Cristo, in A Bíblia Sagrada, Evangelho segundo João 13:1-30, Versão, A Boa Nova Em Português Corrente, Lisboa, Sociedade Bíblica de Portugal, 2004).

A PALAVRA DO SENHOR (15): Quem Tem Ouvidos Para Ouvir, Que Ouça


"Jesus falou depois à multidão e aos seus discípulos desta maneira: «Os doutores da lei e os fariseus têm autoridade para explicar a Lei de Moisés. Tudo o que eles vos mandam, devem aceitá-lo e pô-lo em prática, mas não imitem o que eles fazem. É que eles dizem uma coisa e fazem outra. Arranjam fardos impossíveis de suportar e colocam-nos às costas dos outros. Mas eles mesmos nem com um dedo lhes querem tocar. Tudo o que fazem é só para os outros verem. Trazem frases piedosas na testa e mandam pôr largas franjas nas capas. Gostam de ocupar os lugares mais importantes nos banquetes e os assentos de mais destaque nas sinagogas. Gostam de ser saudados nas praças públicas e de que o povo os trate por Mestres. Mas não deixem que ninguém vos trate por Mestres, porque só um é o vosso Mestre e vocês são todos irmãos. Também não devem chamar pai a ninguém aqui na terra, porque um só é o vosso Pai celestial. Nem queiram que vos chamem chefes, porque um só é o vosso chefe, o Messias. Quem de vós for o maior deve pôr-se ao serviço dos outros. Pois todo aquele que se engrandece será humilhado e todo o que se humilha será engrandecido.» 

Jesus disse: «Ai de vós, doutores da lei e fariseus fingidos! Fecham a porta do reino dos céus na cara das pessoas. Não entram, nem deixam entrar os que gostariam de o fazer. Ai de vós, doutores da lei e fariseus fingidos! Devoram os bens das viúvas e desculpam-se com longas orações. Mas Deus há de castigar-vos ainda mais por causa disso. Ai de vós, doutores da lei e fariseus fingidos! Correm o mundo inteiro para arranjarem um adepto mas, quando o conseguem, tornam-no duas vezes mais merecedor do inferno que vocês. Ai de vós, conselheiros cegos! Ensinam que se uma pessoa jurar pelo templo, isso não tem importância, mas se jurar pelo ouro do templo, então fica obrigada a cumprir o que jurou. Ó insensatos e cegos! Que é mais importante? O ouro, ou o templo que torna o ouro sagrado? Também costumam ensinar que se uma pessoa jurar pelo altar, isso não tem importância, mas se jurar pela oferta posta sobre o altar, então fica obrigada a cumprir o que jurou. Ó cegos! Que é mais importante? A oferta ou o altar que torna a oferta sagrada? Assim pois, quando uma pessoa jura pelo altar, jura por ele e por tudo o que está em cima dele. Aquele que jura pelo templo, jura por ele e por Deus que nele habita. E aquele que jura pelo céu, jura pelo trono de Deus e pelo próprio Deus que nele está. Ai de vós, doutores da lei e fariseus fingidos! Dão a Deus a décima parte da hortelã, do endro e dos cominhos, e põem de lado as coisas mais importantes da lei, tais como a justiça, a misericórdia e a fidelidade. Estas coisas é que era preciso cumprir, sem desprezar as outras. Conselheiros cegos! Vocês são daqueles que coam um mosquito, mas engolem um camelo! Ai de vós, doutores da lei e fariseus fingidos! Limpam a parte de fora do copo e do prato, mas a parte de dentro está cheia de roubos e violências. Fariseu cego! Limpa primeiro a parte de dentro do copo, para que a de fora também possa ficar limpa. Ai de vós, doutores da lei e fariseus fingidos! São semelhantes a túmulos caiados. Por fora parecem muito bonitos, mas por dentro estão cheios de ossos de mortos e de toda a espécie de podridão. Assim são vocês: por fora parecem muito boas pessoas aos olhos dos outros, mas lá por dentro estão cheios de fingimento e maldade. Ai de vós, doutores da lei e fariseus fingidos! Constroem os túmulos dos profetas e fazem belos monumentos aos mártires, e declaram: “Se tivéssemos vivido nos tempos dos nossos antepassados, não nos teríamos juntado a eles para matar os profetas!” Desse modo confessam que são descendentes daqueles que assassinaram os profetas. Acabem então o que os vossos antepassados começaram! Serpentes! Raça de víboras! Como é que hão de escapar à condenação do inferno? Por isso eu vos mandarei profetas, sábios e mestres; mas vocês hão de matar alguns e crucificar outros, espancar alguns nas sinagogas, perseguindo-os de cidade em cidade. Portanto, é sobre vocês que há de cair o castigo pela morte de todos os inocentes, desde Abel, o justo, até Zacarias, filho de Baraquias, que vocês assassinaram entre o templo e o altar. Fiquem sabendo que é sobre esta geração que vai cair o castigo por tudo isto!» 

Jesus continuou: «Oh, Jerusalém, Jerusalém! Matas os profetas e apedrejas os mensageiros que Deus te envia! Quantas vezes eu quis juntar os teus habitantes como a galinha junta os pintainhos debaixo das asas! Mas tu não quiseste. Agora, a tua casa vai ficar abandonada! E digo-vos que não voltarão a ver-me até à altura em que disserem: “Bendito seja aquele que vem em nome do Senhor!”»" (LER)

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(Palavras do Senhor Jesus Cristo, in A Bíblia Sagrada, Evangelho Mateus 23:1-39, Versão, A Boa Nova Em Português Corrente, Lisboa, Sociedade Bíblica de Portugal, 2004).

A PALAVRA DO SENHOR (14): Quem Tem Ouvidos Para Ouvir, Que Ouça


“«Noutra ocasião, Jesus falou ao povo deste modo: «Eu sou a luz do mundo. Quem me seguir deixa de andar na escuridão e terá a luz da vida.» Disseram então os fariseus: «Tu dás testemunho de ti mesmo e portanto o teu testemunho não tem valor.» Jesus retorquiu: «De facto, eu dou testemunho de mim mesmo, mas ele é válido porque eu sei donde vim e para onde vou. Vocês é que não sabem donde eu vim, nem para onde vou. Julgam de modo puramente humano, mas eu não julgo ninguém. Mesmo que eu julgue, o meu julgamento é válido, porque não sou eu apenas a julgar, mas sim eu e o Pai que me enviou. Na vossa lei está escrito que o testemunho de duas pessoas é verdadeiro. Pois bem, eu sou testemunha de mim próprio, mas o Pai, que me enviou, testemunha também por mim.» Perguntaram-lhe: «Onde está o teu Pai?» «Vocês não me conhecem a mim nem ao meu Pai. Se me conhecessem, também conheceriam o Pai», respondeu-lhes Jesus. Jesus pronunciou estas palavras quando estava a ensinar no templo, no lugar em que se encontrava a caixa das ofertas. E ninguém o prendeu, porque a sua hora ainda não tinha chegado. 

Jesus disse-lhes mais: «Eu vou-me embora. Vocês hão de procurar-me, mas hão de morrer no pecado. Para onde eu vou, não podem ir.» Diziam entre si os judeus: «Será que ele vai matar-se? Pois afirma: “Para onde eu vou, vocês não podem ir.”» Jesus continuava a dizer-lhes: «Vocês são cá de baixo mas eu venho lá de cima. Vocês pertencem a este mundo, mas eu não sou deste mundo. Por isso é que vos disse que haviam de morrer nos vossos pecados. Se não acreditarem naquilo que eu sou, hão de morrer nos vossos pecados.» «Quem és tu, afinal?», perguntaram-lhe os judeus. Jesus respondeu-lhes: «O que vos tenho dito desde o princípio. Teria muito que dizer e condenar a vosso respeito. Mas devo transmitir ao mundo tudo o que ouvi daquele que me enviou, e que é verdadeiro. E aquilo que eu digo ao mundo é aquilo que lhe ouvi.» Eles não perceberam que Jesus lhes falava do Pai. Por isso Jesus tornou a dizer-lhes: «Quando vocês levantarem ao alto o Filho do Homem, hão de descobrir quem eu sou, e que nada faço por minha própria vontade. Digo apenas aquilo que o Pai me ensinou. Aquele que me enviou está comigo e não me deixa só, porque faço sempre aquilo que lhe agrada. Ao ouvirem estas palavras, muitos dos presentes creram nele. Disse então Jesus aos judeus que tinham acreditado nele: «Se obedecerem fielmente ao meu ensino, serão de facto meus discípulos. Conhecerão a verdade e ela vos tornará livres.»”. 

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(Palavras do Senhor Jesus Cristo, in A Bíblia Sagrada, Evangelho João 8:12:32, Versão, A Boa Nova Em Português Corrente, Lisboa, Sociedade Bíblica de Portugal, 2004). 

A PALAVRA DO SENHOR (13): Quem Tem Ouvidos Para Ouvir, Ouça


“E aconteceu que, completando-se os dias para a sua assunção, (o Senhor Jesus) manifestou o firme propósito de ir a Jerusalém. E mandou mensageiros diante da sua face; e, indo eles, entraram numa aldeia de samaritanos, para lhe prepararem pousada. Mas não o receberam, porque o seu aspecto era como de quem ia a Jerusalém. E os discípulos Tiago e João, vendo isso, disseram: Senhor, queres que digamos que desça fogo do céu e os consuma, como Elias também fez? Voltando-se, porém, repreendeu-os e disse: Vós não sabeis de que espírito sois. Porque o Filho do Homem não veio para destruir as almas dos homens, mas para salvá-las. E foram para outra aldeia. 

E aconteceu que, indo eles pelo caminho, lhe disse um: Senhor, seguir-te-ei para onde quer que fores. E disse-lhe Jesus: As raposas têm covis, e as aves do céu, ninhos, mas o Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça. E disse a outro: Segue-me. Mas ele respondeu: Senhor, deixa que primeiro eu vá enterrar meu pai. Mas Jesus lhe observou: Deixa aos mortos o enterrar os seus mortos; porém tu, vai e anuncia o Reino de Deus. Disse também outro: Senhor, eu te seguirei, mas deixa-me despedir primeiro dos que estão em minha casa. E Jesus lhe disse: Ninguém que lança mão do arado e olha para trás é apto para o Reino de Deus”. 

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(A Bíblia Sagrada, in Evangelho Lucas 9:51-62, Versão Almeida Revista e Corrigida). 

A PALAVRA DO SENHOR (12): Quem Tem Ouvidos Para Ouvir, Ouça


“Enquanto estava em Mileto, Paulo mandou um recado aos presbíteros da igreja de Éfeso para se irem encontrar com ele. Quando lá chegaram, disse-lhes: «Bem sabem como passei todo o tempo que estivemos juntos, desde o primeiro dia em que cheguei à região da Ásia. Fiz o meu trabalho como servo do Senhor, com toda a humildade e com muitas lágrimas, nesses tempos difíceis que passei por causa dos judeus que se levantaram contra mim. Também sabem que fiz tudo para vos ajudar, pregando-vos o evangelho e ensinando publicamente, e de casa em casa. Tanto aos judeus como aos não-judeus mostrei com firmeza que deviam voltar-se para Deus e crer em Jesus, nosso Senhor. Agora vou para Jerusalém, obedecendo ao Espírito Santo, sem saber o que lá me vai acontecer. Sei apenas que o Espírito Santo me tem avisado, em todas as cidades aonde vou, que me esperam prisões e dificuldades. Mas para mim a minha vida não tem valor. O que interessa é que eu chegue ao fim da carreira e cumpra o ministério que o Senhor Jesus me deu, de dar testemunho do evangelho da graça de Deus. 

E agora sei que nenhum de vós, entre os quais andei a pregar o reino de Deus, me voltará a ver. Por isso, tomo-vos hoje por testemunhas de que se algum se perder, não sou eu o culpado, porque vos anunciei todo o plano de Deus sem vos esconder nada. Portanto, cuidem bem de vós e de todo o rebanho sobre o qual o Espírito Santo vos pôs como supervisores. Sejam pastores da igreja de Deus, pois ele adquiriu-a com o sangue do seu próprio Filho. Pois sei muito bem que, depois de eu partir, vão introduzir-se no vosso meio os que querem destruir a igreja, como os lobos ferozes destroem as ovelhas. Mesmo entre vós hão de aparecer alguns a ensinar doutrinas falsas, arrastando consigo os discípulos. Por conseguinte, estejam vigilantes. Lembrem-se de que durante três anos, de dia e de noite, nunca deixei de vos aconselhar, um por um, com muitas lágrimas. 

E agora entrego-vos à proteção de Deus e à palavra da sua graça, palavra que tem poder para vos edificar e para vos dar a herança entre todos os santificados. Nunca cobicei de ninguém nem a prata nem o ouro nem o vestuário. Pelo contrário, sabem muito bem que trabalhei com as minhas próprias mãos para conseguir tudo aquilo de que eu e os meus companheiros precisávamos. Mostrei-vos em tudo que é trabalhando assim que podemos ajudar os necessitados e recordar estas palavras do Senhor Jesus: “É mais feliz quem dá do que quem recebe.”» 

Quando Paulo acabou de dizer isto, ajoelhou-se com todos os irmãos e orou. Todos se puseram a chorar, abraçando e beijando Paulo. Eles estavam muito tristes por lhes ter dito que nunca mais o veriam. E acompanharam-no até ao navio.” 

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(Apóstolo Paulo, in A Bíblia Sagrada, Actos dos Apóstolos 20:17-38, A Boa Nova Em Português Corrente, Lisboa, Sociedade Bíblica de Portugal, 2004) 

O Poder da Oração


A oração não é um paliativo na vida do crente. Não é uma ferramenta para circunstancialismos momentâneos. Não é um sedativo para a consciência temerosa. Não serve exclusivamente para os casos limite de dificuldades, insucessos, frustrações e aflições. Não visa saciar o ego, e nem deve consubstanciar-se em tautologia alienante, e espetáculos espirituais degradantes (1 Coríntios 14:6-12; 23; Mateus 23:14). Não é nada disso. Ela excede, em larga medida, as redutoras arbitrariedades humanas e as suas polutas aspirações. 

O crente no Senhor Jesus deve orar pela vontade soberana de DEUS no Universo, pela sua vida e da Igreja, dos seus familiares, amigos e inimigos, patrícios e da Humanidade em geral. Estar, acima de tudo, agradecido a DEUS pelo passado, o presente e apelar à graça pelo futuro. Deve também orar pelas coisas boas e más, que acontecem na sua vida e no mundo, sobretudo da vida, saúde, o pão diário, a confissão dos pecados e o livramento das investidas malévolas de Satanás (Mateus 6:9-13; Lucas 11:2-4 [LER])

O crente não pode basear a sua oração em presunção e, tão pouco, fazer uma interpretação literal das palavras do Senhor Jesus, que expressamente diz: "e, tudo o que pedirdes em oração, crendo, o recebereis” (Mateus 21:22), julgando que se a oração não for atendida, em todas as situações, é por falta de fé. Orar com fé nem sempre é sinónimo de resposta garantida, tal como equivocamente alguns Cristãos ainda julgam, visto que ficamos sempre aquém da realidade espiritual. As nossas orações devem sempre ser pautadas por legítimas expectativas e conjugadas com a suprema vontade de DEUS, porque muitas vezes pedimos mal para satisfazer meramente o nosso orgulho e deleites carnais que não se coadunam com a vida sacrossanta (Tiago 4:1-3; Romanos 8:26). 

Tal não significa, no entanto, que nos devemos retrair nos nossos genuínos pedidos de oração. Devemos fervorosamente "orar em todo o tempo com toda a oração e súplica no Espírito" (Efésios 6:18), isto é, por tudo aquilo que nos aprouver e acharmos conveniente, sem prejuízo de consciencializarmo-nos de que podemos ter uma resposta positiva ou negativa por parte de DEUS. Mesmo assim, continuamos penhoradamente gratos a ELE pela tão maravilhosa salvação, que graciosamente nos outorgou mediante o Senhor Jesus Cristo (LER), uma vez que o Seu poder também se aperfeiçoa na fraqueza (2 Coríntios 12:9 [LER]. O substrato das nossas orações, insistimos, deve ser pelo cumprimento da vontade soberana de DEUS em todos os domínios da vida. As nossas orações não devem circunscrever-se unicamente a pedidos, mas também à gratidão, louvor e adoração por tudo Aquilo que DEUS É, representa e fez por nós pecadores. 

A oração é um instrumento poderosíssimo de que os Cristãos dispõem para falar livremente com o Todo-poderoso Jeová e verem concretizarem-se os impossíveis/milagres. Ela ajuda-nos a estar permanentemente no centro da vontade de DEUS, funcionando igualmente como um antídoto necessário para não cairmos na cilada do Diabo e concomitantemente vencê-lo na força do Espírito Santo (Mateus 26:41; Lucas 22:40). Tem o poder para sarar as nossas feridas, fazer desaparecer os nossos pecados (Tiago 5:13-15) e bastante determinante no sucesso da Evangelização e Missões (Lucas 10:2). Habilita-nos ainda a expulsar os demónios (Mateus 17:21) e um dos elementos intrínsecos e eficazes da armadura de DEUS (Efésios 6:18). Com ela podemos ser milagrosamente abençoados (Mateus 7:7-8) e receber o consolo de DEUS (2 Coríntios 1.1-4). É um manancial para obtermos a sabedoria Divina (Tiago 1:5), proporcionando-nos a paz, a força e o discernimento suficiente para nos reconciliarmos com DEUS, connosco, o próximo e tudo aquilo que está ao nosso redor (Filipenses 4:6-7).  Por isso, somos desafiados a orar sem cessar (1Tessalonicenses 5:17), porque "a oração feita por um justo pode muito em seus efeitos" (Tiago 5:16). 

A oração, em suma, tem poder para restaurar vidas perdidas, converter o pecador dos seus maus caminhos, libertar de todos os vícios e salvar da perdição eterna. Usemos, pois, de forma intrépida e incessante, o poder da oração para sermos bem-sucedidos na nossa peregrina caminha Cristã neste "presente século mau", ganhando assim muitas almas para o Reino de DEUS e alcançar simultaneamente as bem-aventuranças eternas. Que assim seja.  

A PALAVRA DO SENHOR (11): Quem Tem Ouvidos Para Ouvir, Ouça


«Recorda a todos estas coisas, advertindo-os em nome de Deus, para não armarem discussões que não servem para nada, a não ser para perdição dos que as ouvem. Prepara-te para te apresentares diante de Deus de maneira que lhe agrade, como um trabalhador que não tem nada de que se envergonhar e que proclama a palavra da verdade com rectidão. Evita os palavreados mundanos que não servem senão para aumentar a descrença. As palavras dos que assim falam alastram como a gangrena. Entre esses estão Himeneu e Fileto. Eles afastaram-se da verdade e fazem perder a fé aos outros, dizendo que a ressurreição já aconteceu. Porém, o fundamento estabelecido por Deus está bem firme. E nele está escrito: O Senhor conhece aqueles que lhe pertencem. E ainda: Todo aquele que invoca o nome do Senhor deve afastar-se da injustiça

Numa casa rica não há só utensílios domésticos de ouro e prata. Há também alguns de madeira e de barro. Uns servem para fins nobres, outros para usos mais correntes. Portanto, quem está limpo dessas coisas é um utensílio nobre, purificado e útil ao dono, e serve para fazer tudo o que é bom. 

Mas tu, foge das paixões da juventude. Procura a justiça, a fé, o amor e a paz com todos os que invocam o nome do Senhor, de coração sincero. Evita as conversas estúpidas e insensatas. Bem sabes que só produzem discórdias, e quem está ao serviço do Senhor não deve andar metido em discórdias. Mas deve tratar toda a gente com delicadeza, deve saber ensinar e ser capaz de suportar o mal. Deve saber corrigir os seus adversários com mansidão, pois talvez Deus os leve a arrependerem-se para reconhecerem a verdade. E assim escapam da armadilha do Demónio que os traz amarrados para fazerem o que ele quer.» 

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(Apóstolo Paulo, in A Bíblia Sagrada, 2 Timóteo 2:14-26, A Boa Nova Em Português Corrente, Lisboa, Sociedade Bíblica de Portugal, 2004)

O Que o Senhor Detesta


«Há seis coisas que o Senhor detesta
e uma sétima que ele não tolera:
olhares altivos, língua mentirosa;
mãos que matam inocentes;
coração que faz planos criminosos;
pés que correm pressurosos para o mal;
falsas testemunhas que proferem mentiras;
e aquele que provoca discórdias entre irmãos.» 

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(A Bíblia Sagrada, in Provérbios 6:16-19, Versão, "A Boa Nova Em Português Corrente", Sociedade Bíblica de Portugal, Lisboa, 2004). 

Amar é Dar Tudo



A sublime figura de estilo usada pelo Apóstolo Paulo para caracterizar o Amor em 1 Coríntios 13:1-13 (LER) não encontra paralelismo em lado algum, bem como em nenhum outro pensador clássico, moderno ou dos nossos dias. Nem nas argutas formulações poéticas de Ovídio, o grande "Mestre de Amor", e nem nas heróicas obras literárias de William Shakespeare ou pomposas canções românticas de Edith Piaf, Jacques Brell, Whitney Houston, respectivamente, e tão pouco encontrada na mitologia de Tristão e Isolda (LER). É um Amor holístico e sacrificial em todas as suas dimensões humano-espirituais. Transcende, em larga medida, o mero altruísmo pessoal. Não envolve contrapartidas. Colide com as injustiças, as inverdades, o egoísmo, a jactância, o moralismo hipócrita, o falso saber e a espiritualidade de fachada. Não é passível de arbitrariedades ou mudanças circunstanciais. Ele é constante, incondicional e sempiterno. É mais precioso do que todos os bens mundanais, os dons espirituais e a própria vida. É um Amor que, sendo encarnado pelos Homens de "Boa Vontade", procura compreender mais do que ser compreendido, consolar do que ser consolado, amar do que ser amado. É um Amor omnipotente que nos remete indubitavelmente para o Todo-poderoso DEUS – a razão primária e última do próprio Amor. Por isso tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. Derruba os preconceitos, supera os impossíveis, constrói pontes e projecta-se para a eternidade. Este Amor merece ser fervorosamente enaltecido, cantado, proclamado, partilhado e sobretudo vivido diariamente. Que assim seja sempre nas nossas vidas, isto é, de viver sempre no Amor, pelo Amor e para o Amor. 

O Mais Importante é o Amor


«Se eu for capaz de falar todas as línguas dos homens e dos anjos e não tiver amor, as minhas palavras são como o badalar de um sino ou o barulho de um chocalho. Se eu tiver o dom de declarar a palavra de Deus, de conhecer os seus mistérios e souber tudo; e se eu tiver uma fé capaz de transportar montanhas e não tiver amor, não valho nada. Ainda que eu dê em esmolas tudo o que é meu, se me deixar queimar vivo e não tiver amor, de nada me serve. O amor é paciente e prestável. Não é invejoso. Não se envaidece nem é orgulhoso. O amor não tem maus modos nem é egoísta. Não se irrita nem pensa mal. O amor não se alegra com uma injustiça causada a alguém, mas alegra-se com a verdade. O amor suporta tudo, acredita sempre, espera sempre e sofre com paciência. O amor é eterno. As profecias desaparecem; as línguas acabam-se; o conhecimento passa. (…)  Agora existem três coisas: fé, esperança e amor. Mas a mais importante é o amor.» 

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(Apóstolo Paulo, in A Bíblia Sagrada, 1 Coríntios 13:1-8;13, Versão, "A Boa Nova Em Português Corrente", Sociedade Bíblica de Portugal, Lisboa, 2004). 

Doxologia V


“Naquela região havia pastores que passavam a noite no campo guardando os rebanhos. Apareceu-lhes um anjo e a luz gloriosa do Senhor envolveu-os. Ficaram muito assustados, mas o anjo disse-lhes: «Não tenham medo! Venho aqui trazer-vos uma boa nova que será motivo de grande alegria para todo o povo. Pois nasceu hoje, na cidade de David, o vosso Salvador que é Cristo, o Senhor! Poderão reconhecê-lo por este sinal: encontrarão o menino envolvido em panos e deitado numa manjedoura.» Nisto, juntaram-se ao anjo muitos outros anjos do céu louvando a Deus e cantando: 

«Glória a Deus no mais alto dos céus
e paz na Terra aos homens
a quem ele quer bem!»” 

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(Cântico de Simeão, in A Bíblia Sagrada, Evangelho Lucas 2:8-14, Versão, “A Boa Nova Em Português Corrente”, Sociedade Bíblica de Portugal, 2004). 

Doxologia IV


“(...) Simeão tomou-o nos braços, deu graças a Deus e disse: «Agora, Senhor, já podes deixar partir em paz o teu servo conforme a tua palavra! Já vi com os meus olhos a tua salvação que preparaste para todos os povos. Luz de revelação para os pagãos e glória para Israel, teu povo (…) Este menino é para muitos em Israel motivo de ruína ou salvação. Ele é sinal de divisão entre os homens, para revelar os pensamentos escondidos de muitos.»” 

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(Cântico de Simeão, in A Bíblia Sagrada, Evangelho Lucas 2:28-32; 34-35, Versão, “A Boa Nova Em Português Corrente”, Sociedade Bíblica de Portugal, 2004). 

Doxologia III


“Zacarias, o pai do menino, ficou cheio do Espírito Santo e pôs-se a profetizar dizendo: «Bendito seja o Senhor, Deus de Israel, porque veio socorrer e salvar o seu povo. Ele fez nascer entre nós um Salvador poderoso, descendente do seu servo David. Desde há muito tempo que ele o prometeu, por meio dos seus santos profetas, que nos ia livrar dos nossos inimigos e da mão de todos aqueles que nos odeiam; que havia de tratar com misericórdia os nossos antepassados e lembrar-se da sua santa aliança, e da promessa que tinha feito com juramento ao nosso antepassado Abraão: que nos ia livrar da mão dos nossos inimigos para podermos servi-lo sem receio, com santidade e justiça todos os dias da nossa vida. E tu, menino, serás chamado profeta do Altíssimo. Irás adiante do Senhor para lhe preparares os caminhos dando conhecimento da salvação ao seu povo para perdão dos seus pecados, porque o nosso Deus é cheio de misericórdia. Ele fará brilhar entre nós uma luz que vem do Céu. Essa luz iluminará os que se encontram na escuridão e na sombra da morte e guiará os nossos passos pelo caminho da paz.»"

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(Cântico de Zacarias, in A Bíblia Sagrada, Evangelho Lucas 1:67-80, Versão, “A Boa Nova Em Português Corrente”, Sociedade Bíblica de Portugal, 2004). 

A Estreia



Assinalam-se hoje os 500 anos da Reforma Protestante. Uma efeméride que serviu de pretexto para estrear o meu novo canal no youtube. Sou um assumido amante das redes sociais e reforcei ainda esta convicção depois de ter lido os calhamaços da "Sociedade em Rede" de Manuel Castells. Há mais de uma década que ando neste "admirável mundo novo", desdobrando-me no blogue, facebook, twitter, Instagram, evidenciando sempre "As Verdades" nas minhas considerações  

Neste canal tenciono abordar relevantes assuntos de várias ordens, nomeadamente a Teologia, Política, Sociedade, Relacionamentos, etc. Espero, de facto, ter disponibilidade mental suficiente para gravar os vídeos com alguma regularidade e estar à altura do desafio proposto. Sobre o vídeo em apreço dei ênfase acentuada aos grandes fundamentos da Reforma Protestante, bem como os desafios que se colocam a Igreja de Cristo nos dias de hoje. Tenham um bom proveito na visualização. 

E para terminar, quero agradecer penhoradamente o meu grandíssimo amigo João Paulo Martins pela tão importante colaboração na gravação do vídeo e, simultaneamente, na edição das imagens. Assim que contactei-o manifestou logo prontidão em me ajudar nesta nova empresa. Julgo que vamos ser bons parceiros. Mais uma vez, estimado irmão em Cristo, muito obrigado por tudo.

A Reforma que Reformou Definitivamente a Igreja


Assinalam-se este mês os 500 anos data oficial daquilo que mais tarde ficou célebre na História Moderna como a "Reforma Protestante". Foi precisamente no dia 31 de Outubro de 1517 que o inconformado Monge Martinho Lutero afixou as suas 95 teses na porta da Basílica do Castelo de Wittenberg, na Alemanha, distanciando-se completamente das heresias reinantes no seio da Igreja Apostólica Romana, vincando a inquestionável primazia das Escrituras Sagradas em todas as esferas da vida Cristã. Em consequência disso, insurgiu-se intrepidamente contra a profana prática da indulgência, o culto mariano, a infalibilidade da autoridade papal, a veneração dos santos, o ecumenismo teológico, a interpretação lato sensu das Escrituras Sagradas, a imposição do celibato ao clero e toda a sorte de idolatria e imoralidade associada ao Catolicismo ao longo dos séculos, oferecendo aos fiéis um "novo" paradigma bíblico centralizado exclusivamente na pessoa do Senhor Jesus Cristo e na Sua obra expiatória na Cruz do Calvário em favor da Humanidade decaída. 

Para o Teólogo alemão isto resume-se a cinco grandes imperativos soteriológicos, a saber: somente a Fé, somente a Escritura, somente Cristo, somente a Graça e somente a Glória a DEUS como únicos meios intrínsecos, indispensáveis e irrenunciáveis para levar o Homem ao pleno conhecimento da Verdade Redentora. 

Volvidos quase estes cinco séculos da pertinente Reforma Protestante, e vendo holisticamente a realidade espiritual das Igrejas nos dias que correm, ainda ficam bastante aquém daquilo que deveria ser o seu ideal bíblico. Continuamos a confrontar-nos com sérios e preocupantes desvios doutrinários, a começar com a incongruência no testemunho Cristão, o racionalismo e liberalismo teológico, o evangelho da prosperidade, o secularismo da fé, a letargia missionária (LER) e os vergonhosos escândalos promovidos pelos "vendilhões do templo" que descredibilizam a impoluta imagem do Cristianismo aos olhos do mundo (LER). Tudo isto, em suma, consubstancia uma autêntica crise da fé a que estamos impotentemente adstritos, colocando em causa os sublimes Princípios e Valores das Escrituras Sagradas. 

Esperamos, de facto, que DEUS continue a levantar mulheres e homens devidamente comprometidos com a Sua Santa Palavra, tal como fez com Lutero, Swinglio, Calvino, Simons e tantos outros anónimos Heróis da Fé ao longo da História do Cristianismo, para conduzir a Sua Amada Igreja na prossecução da sua sagrada missão terrena, que é Evangelizar e ganhar muitas almas para o Reino de Cristo. Que assim seja.

Um Epílogo Sentimental de Quem Muito Sofre VII


«Salva-me, ó Deus, porque estou quase a afogar-me;
estou a afundar-me num pântano profundo,
não tenho onde apoiar os pés.
Vim parar em águas muito fundas
e a corrente está a arrastar-me.
Estou rouco de gritar, dói-me a garganta;
os meus olhos cansaram-se de esperar, ó meu Deus!
São mais os que me odeiam sem razão
do que os cabelos da minha cabeça;
mais numerosos são ainda os inimigos
que mentem contra mim.
Terei então de restituir aquilo que não roubei? 

Tu, ó Deus, conheces bem a minha insensatez;
não posso esconder de ti as minhas culpas.
Que não passem vergonha por minha causa
os que confiam em ti, ó Senhor, Deus todo-poderoso.
Que aqueles que te procuram
não fiquem desiludidos por causa de mim, ó Deus de Israel.
Por amor de ti tenho sofrido insultos;
a minha cara cobriu-se de vergonha.
Sou como um estranho para os meus irmãos;
sou um desconhecido para os filhos da minha mãe. 

O zelo da tua casa me consome;
as ofensas dos que te insultam caíram sobre mim.
Mesmo quando eu choro e jejuo
eles fazem troça de mim;
mesmo quando me visto de luto
eles escarnecem de mim.
Falam de mim pelas ruas da cidade
e os bêbedos cantam cantigas sobre mim. 

Eu, porém, Senhor, dirijo-me a ti em oração;
responde-me, ó Deus, quando achares oportuno,
responde-me, pelo teu grande amor!
Tu que és ajuda fiel,
tira-me do lodo para que não me afunde!
Salva-me dos que me odeiam e das águas profundas!
Não deixes que a corrente me arraste;
não deixes que o abismo me engula,
nem que a boca do poço se feche sobre mim! 

Responde-me, Senhor, porque o teu amor é bondade;
olha para mim, pela tua grande compaixão.
Não desvies o olhar deste teu servo;
responde-me depressa, porque estou em perigo!
Aproxima-te de mim e salva-me;
livra-me dos meus inimigos!
Tu sabes as ofensas, a vergonha e a desonra, que sofri;
tu conheces os meus inimigos!
As ofensas e a doença despedaçam-me o coração.
Esperei compaixão de alguém, mas foi em vão;
não encontrei ninguém que me confortasse.
Deram-me fel, em vez de comida
e, quando tive sede, deram-me vinagre. 

Que os seus banquetes se transformem em armadilha,
para ele e para os seus convidados.
Escurece-lhes a vista, para que não vejam;
enfraquece-lhes os músculos, para que tremam.
Descarrega sobre eles a tua indignação;
Sejam atingidos pelo furor da tua ira!
Que o seu acampamento fique deserto
e que não haja quem habite nas suas tendas,
pois perseguem aqueles que tu castigaste
e troçam das dores dos que tu feriste.
Deixa que aumentem o rol dos seus pecados
e não permitas que alcancem o teu perdão.
Risca-os do livro da vida!
Não os ponhas na lista dos justos!
Mas a mim, que estou aflito e triste,
levanta-me, ó Deus, e salva-me. 

Louvarei com cânticos o nosso Deus;
glorificá-lo-ei, com ações de graças.
Isto será mais agradável para o Senhor
do que sacrifícios de touros e novilhos.
Que os humildes vejam isto e se alegrem
e os que procuram a Deus se encham de coragem,
porque o Senhor escuta os necessitados
e não despreza o seu povo na aflição. 

Louvem o Senhor os céus e a terra,
o mar e todos os seres que o habitam!
Na verdade, Deus há de restaurar Sião,
e reconstruir as cidades de Judá,
e hão de regressar os que tinham sido expulsos.
Os descendentes dos seus servos são herdeiros de Sião
e lá hão de habitar aqueles que o amam.» 

(Ao regente do coro, um Salmo de David, para ser entoado com a melodia de “Os Lírios”, in Salmo 69:1-36, A Boa Nova Em Português Corrente, Lisboa, Sociedade Bíblica de Portugal, 2004). 

A PALAVRA DO SENHOR (10): Quem Tem Ouvidos Para Ouvir, Ouça


«Com efeito, Deus manifesta a sua ira divina contra toda a impiedade e injustiça cometida por aqueles que, pela sua injustiça, não deixam que se conheça a verdade. Deus castiga-os porque eles conhecem bem aquilo que se pode conhecer a respeito de Deus. Pois também a eles Deus se deu a conhecer. De facto, desde a criação do mundo, Deus que é invisível mostrou claramente o seu poder eterno e a sua divindade nas suas obras. Por isso não têm desculpa. Eles sabiam que Deus existe mas não o adoraram nem lhe deram graças como é devido. Pelo contrário, os seus raciocínios tornaram-se vazios e os seus corações insensatos perderam-se na escuridão. Dizem-se sábios mas não têm juízo. Em vez de darem glória ao Deus imortal, adoraram imagens do homem mortal e até adoraram imagens de aves, serpentes e outros animais. 
Por isso Deus abandonou-os às paixões dos seus corações e caíram em ações vergonhosas desonrando os seus próprios corpos. Trocaram o verdadeiro conhecimento de Deus pela mentira. Adoraram e serviram coisas criadas em vez de adorarem e servirem o próprio Criador, ele que deve ser adorado eternamente! Ámen. 
Por isso Deus os abandonou às paixões vergonhosas. Até as mulheres mudaram as relações naturais por relações contra a natureza. Da mesma maneira, os homens deixaram as relações normais com a mulher para arderem de paixão uns pelos outros. Caíram em ações vergonhosas uns com os outros e eles mesmos receberam o castigo dos seus erros. 
Uma vez que não tiveram em consideração o conhecimento de Deus, o próprio Deus os abandonou ao seu entendimento corrompido para fazerem o que não deviam. Encheram-se de toda a espécie de injustiças, perversidades, ambições, maldades, invejas, crimes, desordens, mentiras, falsidades e calúnias. Tornaram-se maldizentes, inimigos de Deus, insolentes, orgulhosos, arrogantes, intriguistas, rebeldes para com os pais, sem consciência, desleais, sem amor e desumanos uns para com os outros. Eles sabem muito bem que é lei de Deus que todos os que vivem assim merecem a morte. E não só fazem tais coisas mas até aprovam os outros que fazem o mesmo.» 

(Apóstolo Paulo, in A Bíblia Sagrada, Romanos 1:18-32, A Boa Nova Em Português Corrente, Lisboa, Sociedade Bíblica de Portugal, 2004).

Cântico dos Degraus, do Rei Salomão


«Se não for o Senhor a edificar a casa,
em vão trabalham os construtores.
Se não for o Senhor a guardar a cidade,
em vão vigiam as sentinelas.
De nada vos serve trabalhar de sol a sol
e comer um pão ganho com tanta fadiga,
quando Deus é que dá a prosperidade aos seus fiéis. 

Os filhos são uma dádiva do Senhor,
eles são uma verdadeira bênção.
Os filhos nascidos na nossa juventude
são como flechas nas mãos dum guerreiro.
Feliz o homem que tem muitas dessas flechas!
Não será envergonhado pelos seus inimigos,
quando tiver de se defender diante dos juízes.» 

(in A Bíblia Sagrada, Salmo 127:1-5, A Boa Nova Em Português Corrente, Lisboa, Sociedade Bíblica de Portugal, 2004).