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Um Dia, Uma Fotografia


Com alguns estudantes Guineenses do Instituto Politécnico de Beja, momentos depois de ter terminado com bastante sucesso a conferência sobre o 45.º Aniversário da nossa Independência nacional (LER). Este estabelecimento de ensino superior português, pela informação que me foi fidedignamente reportada, estão neste momento inscritos mais de duas centenas de guineenses em diferentes cursos, graças aos auspiciosos protocolos assinados entre o IPBeja e o projecto Tchintchor. Uma excelente e louvável iniciativa cooperativa por parte de ambas as instituições que, por esta via, estão a contribuir decisivamente para a formação e qualificação dos nossos estudantes. Estão mesmo de parabéns. 

Comemoração do 45.º Aniversário da Independência da Guiné-Bissau


Estive ontem, a convite da Associação de Estudantes Guineenses, no Instituto Politécnico de Beja, como um dos oradores convidados para falar sobre o tema "Guiné-Bissau: As Novas Apostas para o Desenvolvimento Sustentável", no âmbito da comemoração do 45.º Aniversário da nossa Independência. 

Na minha explanação, abordei toda a problemática em torno da nossa dolorosa independência nacional, refutando a versão veiculada pelo PAIGC ao longo dos anos para legitimar a equivocada opção armada escolhida, tal como tenho reiteradamente defendido aqui: (1), (2), (3), (4), bem como apresentado concomitantemente alternativas político-governativas exequíveis com vista a dinamizar o nosso país rumo ao desenvolvimento sustentável. Reiterei ainda a convicção da necessidade de alterarmos, com carácter de urgência, o nosso modelo semi-presidencial para presidencial com vista a obter o desejado "pacto de regime" (LER). Percorrendo este importantíssimo caminho há, sem margem para dúvidas, condições propícias para lançarmos grandes opções político-governativas e, consequentemente, libertar definitivamente o nosso país da miséria gritante a que foi votado desde a sua auto-determinação. Neste ponto, não me distanciei da tese que outrora defendi há cinco anos "Em Defesa do Futuro da Guiné-Bissau" (LER)

Foi, de facto, um debate intenso, profícuo e bastante esclarecedor. Resta-me, para efeitos de registo, agradecer à Associação de Estudantes Guineenses no Instituto Politécnico de Beja por esta excelente iniciativa cívica e pelo convite que me endereçaram; também ao Professor Doutor Emílio Kafft Kosta pela edificante companhia e boleia no regresso a Lisboa. 

Um Dia, Uma Fotografia: Bissau, Há 17 anos


Uma pose clássica. Eu, na minha eterna escola secundária, no Pavilhão do Liceu Nacional Kwame Nkrumah, em Bissau. Tinha acabado de completar no dia anterior 17 anos de idade, isto é, em 2001. 

Antídotos Contra o Preconceito

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O preconceito é um vírus malévolo a todos os níveis. Baseia-se meramente num precipitado juízo temerário. Tem, por isso, o poder de repelir qualquer tipo de interacção, bloquear eventuais oportunidades de relacionamentos que poderão surgir, odiar, e, em casos extremos, destruir vidas, tal como a experiência milenar nos tem demonstrado. O preconceito é um cancro social que, em última instância, evidencia o carácter patológico da própria pessoa preconceituosa. É uma das melhores vias para consumar o pecado, pois baseia-se meramente na soberba e desconsideração do próximo, por razões socialmente estereotipadas, desdobrando-se nas infindáveis discriminações raciais, religiosas, políticas, condições financeiras e estrato social, cultural, etc. É um mundo interminável de malignidade, razão pela qual é deveras incongruente com o decoro Cristão e bastante feio haver preconceito no meio dos eleitos de DEUS. Infelizmente, pela tristeza nossa, temos assistido inúmeros flagrantes casos de preconceitos no meio Evangélico-Protestante que, por sua vez, vai ganhando cada vez mais contornos espirituais preocupantes na santificação dos crentes e na Obra Missionária. 

O Senhor Jesus Cristo foi, por todos os seres humanos, a maior vítima do preconceito por causa do seu aspecto físico que não tinha qualquer atractivo, somando a outros factores exteriores, nomeadamente religiosos e à Sua Humilde condição de vida. Em consequência disso, foi exposto ao opróbrio dos homens e desprezado pelo povo (Isaías 53:2-3; Salmos 22:6), teimando ainda este preconceito até aos dias de hoje, isto é, a clara rejeição da Sua salvífica mensagem perante os filhos da perdição, que "ao mal chamam bem, e ao bem mal; que fazem das trevas luz, e da luz trevas; e fazem do amargo doce, e do doce amargo!" (Isaías 5:20).  

Ora, nenhum destes preconceitos e abominações devem fazer parte do cardápio espiritual de um devoto Cristão. Somos todos chamados a dar “o benefício da dúvida” a qualquer ser humano, ou seja, tratar todos por igual e sem qualquer tipo de discriminação. Em outras palavras, viver autenticamente o amor Cristão na sua plenitude e consequentemente amar ao nosso próximo como requem e instam as Escrituras, independentemente da sua condição humano-social. 

Tal nobre propósito, no entanto, só se torna exequível incorporando diariamente os impolutos Princípios e Valores do Evangelho. Ele, o Evangelho, tal como escrevia peremptoriamente o Apóstolo Paulo, é o poder de Deus para salvar todos os que creem (Romanos 1:16-17), bem como “é proveitosa para ministrar a verdade, para repreender o mal, para corrigir os erros e para ensinar a maneira certa de viver; a fim de que todo homem de Deus tenha capacidade e pleno preparo para realizar todas as boas acções” (2 Timóteo 3:16-17). Somente, em suma, o Evangelho do Senhor Jesus Cristo é o único antídoto eficaz para erradicarmos definitivamente o preconceito do nosso meio, visto que é coisa do Diabo. E nós, os filhos de DEUS, temos que pautar a nossa vida e conduta com os frutos dignos de arrependimento, sobretudo com as virtudes do amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança (Gálatas 5:22), visto que contra estas coisas não há lei – condenação, bem entendido. Amém. 

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(Artigo da nossa autoria. Publicado primeiramente no Boletim Oficial da Igreja Evangélica Baptista da Amadora no dia 9 de Setembro de 2018, tal como está ilustrado nas imagens supra, a propósito de sermos encarregados pelo Pastor Marcos Mendes Ferraz (LER) a dirigir o culto nesse dia, isto é, a parte do louvor/adoração e posteriormente entregarmos a mensagem. O Tema da nossa pregação foi “O Impreterível Percurso da Salvação”, baseado no texto sagrado do Evangelho segundo Lucas 9:51-62. Nos próximos dias, querendo o Todo-poderoso DEUS, disponibilizaremos o conteúdo visual da referida pregação bem como um comentário escrito). 

Carta de Um Amante Apaixonado


«"Maria" à medida que te fui conhecendo fui criando uma grande e genuína admiração por ti e percebi que és uma pessoa diferente no bom sentido. Foi algo inesperado, mas muito bem-vindo. Fazes-me acreditar realmente que ainda há pessoas pelas quais vale a pena lutar na vida. Espero que não tomes esta minha franqueza como ofensiva, compreende que eu simplesmente não podia fingir que não sentia o que sinto por ti. Independentemente de sentires ou não o mesmo por mim não me arrependo deste sentimento, pelo contrário. De facto, és uma pessoa especial e o mínimo que mereces é o máximo que alguém possa fazer por ti. Não te contentes com menos do que isso. Gostava de saber realmente o que tens a dizer sobre isto e se de facto vislumbras a possibilidade de virmos a ter algo mais sério e profundo...»

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(Esta carta chegou-me na semana passada, através de um amigo, para emitir um parecer, ou melhor, "visto prévio". E assim fiz com algumas pontuais observações que, por razões óbvias, não vou reproduzir aqui. A carta em questão já seguiu para a sua destinatária "Maria" (e já agora, por questão de confidencialidade, entendi conveniente colocar ficticiamente o nome de "Maria" para assegurar a privacidade das pessoas envolvidas).    

Uma Nova Aquisição Bíblica



Escusado seria dizer que gosto bastante dos livros e de ler em particular. Nutro uma atenção especial pela literatura e escrita (ALI) (AQUI). É uma forma peculiar a que disponho para me "libertar" e reconciliar-me comigo e com o mundo em geral, razão pela qual me tenho desdobrado em inúmeros investimentos nestas importantes áreas do saber. Amo os livros. Aprecio a leitura. Sou um fã incondicional da escrita (LER). Os livros, de diferentes géneros, integram a minha humilde biblioteca. E quando se trata ainda dos livros de Teologia, nomeadamente da Bíblia Sagrada, fico ainda mais fascinado. Por isso, tenho coleccionado algumas versões bíblicas – tanto as versões normais como as de Estudo para enriquecer ainda mais os meus conhecimentos Teológicos e consolidar a minha espiritualidade. 

Seguindo essa lógica livresca adquiri, num passado recente, a Bíblia de Estudo MacArthur para incorporar o meu leque bíblico. Temos a Palavra de DEUS em suporte de papel, digital e, sobretudo, no coração, para responder com mansidão e temor a qualquer que nos pedir a razão da esperança que há em nós (1 Pedro 3:15)

O Reino de DEUS Poderá Ser Tomado de Assalto?


“Desde os dias de João Batista até agora, o Reino dos céus é tomado à força, e os que usam de violência se apoderam dele” (Palavras do Senhor Jesus, in Mateus 11:12 [LER]). 

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Nos últimos cinco anos tenho demorado imenso a matutar sobre o alcance teleológico e teológico-prático desta misteriosa afirmação do Senhor Jesus. A minha dúvida prendia-se, mais, especialmente, com o seguinte questionamento: Será que o Reino de DEUS pode mesmo ser tomado de assalto, tal como fez transparecer o Senhor Jesus nessa Sua peremptória afirmação? E de que maneira? São estas pertinentes questões que me levaram a vasculhar vários comentários bíblicos e a falar com alguns Pastores para tentar reconciliar-me definitivamente com esta passagem bíblica, sem prejuízo obviamente daquilo que sempre foi o meu convicto entendimento inicial sobre ela. 

Confesso que, por razões várias, os inúmeros comentários que li, até então, não me convenceram. Pareceram-me todas abstratas e colaterais do real cerne da questão. Por outras palavras, ficaram todas aquém. A Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal, com afinidades mais com a doutrina Pentecostal, por exemplo, considera que existem três interpretações comuns para essa afirmação de Jesus e passa a enumerá-las: "(1) Ele pode referir-se ao esforço das pessoas para se aproximar de Deus, que havia começado com a pregação de João Baptista. (2) Pode ter usado a expectativa dos activistas judeus que de que o Reino de Deus chegaria por meio de uma violenta derrota de Roma (que representa o mundo). (3) Pode estar dizendo que, para entrar no Reino de Deus, é necessário ter coragem, fé inabalável, determinação e resignação, porque a crescente oposição se manifesta a todos os seguidores de Jesus". Diferentemente dessas interpretações, a Bíblia de Estudo de Genebra, da ala tradicional e conservadora do Protestantismo, comentando o mesmo trecho bíblico, considera que "o Reino está avançado poderosamente, embora homens violentos como Herodes, que havia aprisionado João Baptista, tentassem sobrepujá-lo pela força. Não são, porém, os fortes e poderosos que alcançam o reino, mas os fracos e humildes (vs. 28:30), que conhecem suas próprias fraquezas e estão dispostos a depender de Deus (cf. Lc 16:16, nota)"

Da minha parte, somente estes dias – por tanto meditar na problemática que o versículo em apreço encerra – acabei por encontrar a “válvula de escape” e, assim, sedimentar ainda mais a minha reiterada posição inicial. Por isso, nos próximos dias, querendo o Todo-poderoso DEUS, reduzirei a escrito um prolixo artigo para dar a conhecer a minha humilde opinião sobre esta importante afirmação do Senhor Jesus, bem como contra-argumentar outras posições assumidas em torno dela. Até lá, de forma sequencial e sistemática, vou partilhando as várias versões bíblicas sobre este complexo versículo bíblico. 

Um Dia, Uma Fotografia


Eu e o meu queridíssimo sobrinho Reginaldo Sá Vieira na histórica cidade de Múnster, Alemanha, num dos emblemáticos lugares onde foi assinado o afamado "Tratado de Vestefália", que pôs termo à ferrenha guerra dos trinta anos na Europa. Tive a grata oportunidade de explicar cuidadosamente ao meu sobrinho as implicações políticas que isto teve na coesão, pacificação e afirmação do Velho Continente nos anos subsequentes. 

O Aperto Calorento


Hoje, à semelhança da turbulenta situação climatérica (LER), bati todos os recordes no que toca a número de banhos num único dia. Banhei-me quatro vezes com a água fria para assim aplacar o calor abrasador que me sufocava. Nunca me tinha acontecido algo assim do género. Nem a minha veia tropicalista me ajudou a sair "ileso" do tão aperto calorento. Fica este importante dado para efeitos de registo e para a memória futura. O mundo está em avesso. São as manifestações visíveis dos "sinais dos tempos" (LER). Estamos a caminhar paulatinamente para os dias do fim... por culpa da desenfreada ganância humana.  

Um Dia, Uma Fotografia


Eu, perdido algures no meio de cataratas. Os puritanos também se entregam pontualmente ao escapismo hedonista. 

Era Uma Vez em Paris



Dá-me uma agradável e inexplicável sensação que brevemente estarei em Paris. Não sei o porquê. Passei fugazmente seis vezes em Paris que, praticamente, não deu para desfrutar plenamente do encantador "balsamo" da célebre "cidade das luzes". Agora, nos últimos dias, tenho sentido uma arrebatadora nostalgia do regresso. Somente este harmonioso som do compositor e pianista Éric Alfred Leslie Satie para me despertar ainda mais o misterioso ímpeto para com a romântica cidade. As experiências únicas sempre serão as únicas, feliz ou infelizmente. 

O Maior Eclipse Lunar do Século


Há aqui, porventura, alguém que tenha visto o tão afamado eclipse lunar do século? Conte-me lá como é que foi a sensação. Não consegui, infelizmente, avistá-lo. Tenho imensa pena. Espero estar com vida e saúde, daqui a 105 anos, isto é, em 2123, para experienciar o próximo eclipse lunar do século (LER)

Onde Está o Espírito do Senhor Há liberdade



Qualquer Cristão Protestante que veio dos bancos da Escola Bíblica Dominical (EBD), desde a mais tenra idade, seguramente conhece esta música infantil. É um clássico Evangélico. Aprendi-a ainda no longínquo tempo da classe primária da minha Igreja, em Bissau, e até hoje continuo saudosamente a cantá-la. A generalidade das crianças das nossas Igrejas conhecem-na e, enquanto o Senhor Jesus não voltar, as próximas gerações vão certamente aprendê-la e entoá-la de forma sucessiva nos seus devocionais. É um cântico que nos remete indubitavelmente para a liberdade que os crentes no Senhor Jesus têm de manifestarem, sem qualquer tipo de reserva ou inibição, o seu louvor e adoração diante de DEUS, pois "onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade", exortava o Apóstolo Paulo (2 Coríntios 3:17). Foi, aliás, a postura espiritual que o salmista David adoptou durante todo o seu percurso de vida (2 Samuel 6:16; Salmo 103:122; Salmo 145:1-21) e inúmeros heróis da fé ao longo da milenar história do Cristianismo. 

No início do século passado, mais propriamente com o aparecimento do movimento pentecostal, tem surgido querelas doutrinárias entre os teólogos sobre o modelo ideal de uma liturgia Cristã, levando as igrejas tradicionais a censurar todas as manifestações de "excentricidades" nos cultos públicos, tendo em conta a ênfase peculiar que os movimentos carismáticos dão à espiritualidade de ostentação. Há, a nosso ver, nestas duas leituras opostas, um défice acentuado de interpretação sobre o decoro cultual que se espera dos autênticos Cristãos. As igrejas tradicionais pecam pelo excesso de zelo neste ponto, bem como os pentecostais por defeito. Nem oito nem oitenta, diz a sabedoria popular. O pressuposto aferidor para um louvor e adoração ser aceite aos olhos de DEUS é um espírito quebrantado e contrito (Salmos 51:17), uma vez que DEUS "é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade" (João 4:24). 

É o Espírito Santo que, em última instância, deve ser o arbítrio do nosso louvor e adoração em qualquer circunstância, razão pela qual se sentimos por parte do mesmo Espírito de DEUS motivação para dançar, pular, gritar, bater palmas e levantar as mãos e fazer qualquer outra coisa temos toda a liberdade de fazê-lo sem constrangimentos, contando que tudo seja feita com decência e moderação, tal como requerem as Escrituras Sagradas (1 Coríntios 14:40). Não podemos reduzir, em circunstância alguma, a nossa espiritualidade às convenções e preceitos polutos dos homens, sob pena de cairmos em vários riscos espirituais. 

Por isso, o Pastor Manuel Alexandre Júnior, consciente desta problemática teológica, sobretudo dos sérios riscos e insensibilidade espiritual que se correm na prática da adoração, sustenta que "o culto pelo culto, o culto desalinhado da razão mais forte que nos prende a Deus, o culto vazio de expressão sobrenatural, o culto rendido ao espectáculo como simulacro de um materialismo encapotado ou de mera satisfação carnal, pode ter aparência atractiva de alguma relevância, mas não passa de uma expressão religiosa sem alma, sem o vinculo de um genuíno relacionamento com Deus, pela fé viva no Senhor Jesus. Esse foi o problema que o profeta Isaías enfrentou na sua confrontação com a triste realidade religiosa do seu próprio povo; um povo que se dizia crente, temente e piedoso, mas que na prática vivia radicalmente afastado do culto que a Deus agrada. As palavras que o profeta veicula da parte de Deus são bem pesadas: “Ai de vós, nação pecadora, povo cheio de crimes, raça de malfeitores, filhos desnaturados! Abandonaram o SENHOR, desprezaram o Santo de Israel e voltaram-lhe as costas (…) As práticas religiosas daquele povo representavam problemas espirituais bem profundos: problemas de insensibilidade e autoconfiança religiosa, problemas de conformismo e acomodação, problemas de um materialismo atroz, que de Deus tudo espera, e que apenas a si próprio adora"[1]

Que o Todo-poderoso DEUS nos ajude a não cair nesta falsa adoração. Que, de facto, possamos ser instrumentos nas suas poderosíssimas mãos para Glória do Seu Grande Nome. Que assim seja. 



[1] Manuel Alexandre Júnior, in "Adoração [Tudo para a Glória de Deus"], p. 20, Cebapes, Lisboa, 2015). 

O Bloguista


Eu, Térsio Vieira, com um dos calhamaços da "Cidade de Deus" de Santo Agostinho. 

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"As Verdades" faz hoje doze anos de existência. É um espaço que espelha e reflecte fidedignamente a minha identidade ideológica. Aquilo que escrevo e publico aqui expressa os meus profundos sentimentos de alma. Tem-me servido para partilhar especialmente a mensagem do Evangelho, louvar a DEUS pelos seus excelsos atributos e grandes feitos, bem como formular relevantes assuntos que afectam o nosso mundo pós-moderno. Notei que, ao longo destes intensos anos volvidos, escrevi tantas coisas nas mais diversas áreas do conhecimento que nem sei como é que consigo arranjar demasiada inspiração para tudo isso. Tenho somente que agradecer penhoradamente ao meu Eterno DEUS por me ter abençoado com o dom da escrita e conferido concomitantemente a disponibilidade mental de poder partilhar as minhas convicções teológicas e cívico-políticas. 

Aquilo que escrevo só me vincula a mim e mais ninguém. Todos os artigos não assinalados são da minha exclusiva autoria, razão pela qual assumo todas as implicações decorrentes dos mesmos. Jamais tenciono, naquilo que escrevo, ganhar simpatia de terceiros e, muito menos, desdobrar-me em desvelos alimentados por uma mercenária ânsia de legitimação secular. Apenas, usando as inspiradoras palavras do Teólogo João Calvino, "colocar fielmente diante de mim o que julguei ser a glória de Deus". O objectivo primário e último deste espaço é reflectir a glória de DEUS em todas as dimensões da vida, "porque dele e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém” (Romanos 11:36). 

A Desfaçatez da Classe Política Guineense



Vai aqui, mais uma vez, o meu novo vídeo sobre "A Desfaçatez da Classe Política Guineense". Só por uma questão de boa educação é que não fui mais longe nos adjectivos para qualificar o ignóbil acto dos nossos actores políticos nos últimos dias, sobretudo do flagrante descaramento em torno da arbitrária partilha das noventa viaturas oferecidas pelo Reino de Marrocos. Vejam o vídeo, se assim acharem oportuno, e tirem também as vossas ilações. Obrigado. 

O SENHOR é o Meu Pastor



O Salmo 23 é inquestionavelmente um dos Salmos que mais inspirou os santos de DEUS ao longo dos séculos, tendo em conta a poderosíssima mensagem teológica que encerra. Perfila-se também como um dos meus favoritos versículos bíblicos. Memorizei-o desde tenra idade, nos bancos da Escola Bíblica Dominical (EBD), e permanece perfeitamente gravado na minha mente até aos dias de hoje. É um Salmo a que recorro reiteradamente nos meus devocionais, mormente nos momentos mais cruciais, e vai continuar sempre assim durante toda a minha peregrinação neste "vale de lágrimas". Ele é o prenúncio da Igreja Triunfante, razão pela qual deve fazer parte do cardápio espiritual de todos os fiéis no Senhor Jesus Cristo. 

O Salmo 23 expressa o cuidado especial que o Todo-poderoso DEUS tem para com o seu eleito povo, ilustrado na ternurenta e amorosa figura do Bom Pastor que o Filho de DEUS vai reclamar na Sua humilde encarnação (João 10:11-16). O Bom Pastor que está pronto a morrer pelas suas ovelhas, tal como o Senhor Jesus fez connosco, diferentemente do "assalariado" que não se importa minimamente com as ovelhas (João 10-12-13). O Sumo Pastor (1 Pedro 5:4) proporciona às suas ovelhas provisão, direcção e protecção, saciando-lhes assim todas as suas necessidades físico-espirituais. Apesar de todo este amparo e reconforto que o Bom Pastor proporciona para as suas ovelhas na longa trajectória à "Terra Prometida", acontece que surgirão pontualmente os "vales da sombra da morte" que teremos de enfrentar. Mesmo assim, usando "o escudo da fé" (Efésios 6:16), não temos que ter medo de nada, porque o Senhor estará sempre connosco. Os "vales" são inevitáveis provações que o Omnisciente DEUS permite para moldar o nosso carácter e, deste modo, preparar-nos para entrar no Céu (LER)

Esta soteriológica verdade remete-nos indubitavelmente para o percurso peculiar do povo de DEUS no deserto e a sua milagrosa passagem pelo mar vermelho (Êxodo 14:15-31), bem como dos grandes heróis da fé (Hebreus 11:1-40). Tal como Baraque venceu os cananeus no vale de Jezreel, Josafá os amonitas, os moabitas e habitantes dos montes de Seir no vale de Beraca (2 Crónicas 20:26-27), Gideão os midianitas no vale de Moré (Juízes 7: 1), David os edomitas no vale do sal (2 Samuel 8:13; 1 Crónicas 18:12), etc., assim também venceremos todos os "vales" que aparecerão no nosso caminho.  Isto porque, tal como expressamente dizia a profecia messiânica, "todos os vales serão levantados, todos os montes e colinas serão aplanados; os terrenos acidentados se tornarão planos; as escarpas, serão niveladas" para a libertação definitiva do povo de DEUS (Isaías 40:4; Mateus 3:3; Marcos 1:3; João 1:23). E, assim, em todas estas coisas, escrevia peremptoriamente o Apóstolo Paulo, "somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou” (Romanos 8:37). Venceremos todos os nossos inimigos, sobretudo o Diabo, com a força e unção do Espírito Santo, evidenciado pelo salmista através de um banquete de vitória a frente dos nossos inimigos (Salmo 23:5), concluindo, com a grande promessa, que a bondade e a misericórdia seguir-nos-ão todos os dias da nossa vida e habitaremos na Casa do Senhor para toda a eternidade (Salmo 23:6). Que assim seja. 

Dia Mundial do Livro


Eu, Térsio Vieira, com o livro da minha vida – A Bíblia Sagrada. 

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Dizem que hoje é o "Dia Mundial do Livro" e acredito que sim. Gosto muito dos livros, da leitura, escrita, intelectualidade, racionalidade, cultura geral e de refugiar-me no confronto saudável de ideias. É uma forma peculiar que disponho para tentar reconciliar-me com o Mundo. Naturalmente, para ser bem-sucedido nestes salutares hábitos, é extremamente importante gostar dos livros e da leitura em especial, razão pela qual tenho feito inúmeras aquisições literárias ao longo dos anos e concomitantemente investido bastante na leitura. 

A vida ensina-nos de múltiplas formas. E uma delas é através dos livros. Ter o hábito da leitura e capacidade de discernimento, para saber examinar eficazmente tudo e reter o bem, é um passo importante e determinante para trilhar o caminho da sabedoria. E a sabedoria é a única virtude que nos dá acesso directo à felicidade. Por isso, encarnando esta grande verdade, tenho lido imenso e adoptado alguns bons livros comigo. No entanto, neste rol dos favoritos, o único livro de que jamais prescindo é a Bíblia Sagrada. Leio-o todos os dias, porque me tem ensinando muito e transformado radicalmente a minha vida a todos os níveis. Toda a Escritura, tal como peremptoriamente sustentava o Apóstolo Paulo, "é inspirada por Deus e serve para ensinar, convencer, corrigir e educar, segundo a vontade de Deus, a fim de que quem serve a Deus seja perfeito e esteja pronto para fazer tudo o que é bom" (2 Timóteo 3:16). 

Tertúlia e Vigília de Oração


Dentro de algumas horas estarei a participar como convidado especial na tertúlia promovida pelo Núcleo de Estudantes Africanos da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa (NEAFDUL), sob o tema: "Escravatura na Líbia – Um Problema do Mundo ou Africano?". Não devo distanciar-me muito da tese que outrora defendi aqui no Jornal Observador (LER). Espero que, à semelhança de outras tertúlias (LER), possa ser um debate intenso, profícuo e esclarecedor. 

E depois deste evento cívico-cultural dirigir-me-ei para as instalações da Igreja Evangélica Assembleia de Deus de Benfica, em Lisboa, a fim de tomar parte, juntamente com os meus patrícios guineenses, numa vigília de oração que terá início às 22h:00 até à alvorada, onde serei um dos oradores. Que seja, de facto, um tempo de bênção e edificação para glória de DEUS. 

A Páscoa do Senhor Jesus Cristo na Teologia da Salvação



Hoje é um dia bastante especial para todo o Mundo Cristão. Celebra-se a Páscoa, isto é, o triunfo do Senhor Jesus Cristo sobre a morte e consequentemente a libertação da Raça Humana outrora perdida pelo lamaçal do pecado (LER). Partilho, por isso, convosco, este vídeo onde procuro abordar tão importante temática nas suas várias vertentes teológicas dentro das Escrituras Sagradas. Tenha um bom proveito na visualização e uma boa Páscoa. 

Um Dia, Uma Fotografia


Amizade é uma característica riquíssima nos seus vários sentidos etimológicos, especialmente nos tenebrosos dias que correm. É uma das nobres e maiores afeições naturais que o ser humano dispõe no seu relacionamento com o próximo. Encarná-la autenticamente é reflectir, em última instância, a natureza divina no nosso substrato identitário. Não se pode manifestar amizade sem previamente ter amigos. Os dois termos são concomitantemente intrínsecos e indissociáveis, visando o bem-estar do próximo. Por isso, ciente desta grande verdade antropológica, o Rei Salomão vai ao ponto de colocar no mesmo nível a genuína amizade com a fraternidade, considerando que "há amigos mais íntimos do que os irmãos" (Provérbios 18:24).  

O João Paulo Martins além de ser o meu amigo também é o meu irmão em Cristo. Pertencemos à mesma Igreja, a Evangélica Baptista da Amadora. Somos professores da Escola Bíblica Dominical da classe de Jovens. Nos últimos tempos, tal como registei aqui oportunamente (LER), tem colaborado comigo na gravação e edição dos vídeos para o meu canal no youtube. Voluntária-se, sempre que lhe solicito, para vir ter comigo em minha casa a fim de gravarmos. Tem sido uma oportunidade única para também debruçarmo-nos sobre a Teologia e a realidade política brasileira. Naturalmente, de forma pontual, temos tido algumas divergências de opinião. Mesmo assim, como sustentava o Apóstolo Paulo, "o saber ensoberbece, mas o amor edifica" (1 Coríntios 8:1). E o cordão umbilical que nos une é, acima de tudo, o amor Cristão. Sempre será assim para a nossa comunhão e edificação.