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Dar Sempre Graças a DEUS em Todas as Circunstâncias


Gosto especialmente deste belíssimo hino Evangélico-Cristão. É um dos meus favoritos. Carrega uma mensagem teológica bastante profunda e concomitantemente poderosíssima. A gratidão é uma das virtudes que não está ao alcance de todos, infelizmente, tendo em conta a postura de ingratidão que minam as mentes empedernidas e mal-agradecidas. A gratidão excede, em larga medida, as mundividências redutoras da compreensão humana. É um hábito salutar que, de forma indelével, marca e caracteriza uma vida inteira. Está subjacente ao substrato identitário das almas piedosas, reflectindo notoriamente no seu carácter interior e na forma peculiar de estar, relacionar e encarar os enormes desafios da vida. Habilita-nos ainda, da mesma sorte, para a simplicidade das coisas e reiterados reconhecimentos perante os favores imerecidos que vamos recebendo por parte de DEUS e dos nossos semelhantes. 

A gratidão está associada indubitavelmente à satisfação, à alegria e à felicidade. Permite-nos olhar positivamente para a vida e estarmos penhorados a ela, independentemente das circunstâncias favoráveis ou adversas em que possamos estar adstritos. O facto de termos DEUS no coração, uma família de apoio incondicional e amigos especiais que nos circundam no nosso percurso diário neste “vale de lágrimas”, são motivos manifestamente suficientes para sermos eternamente gratos. Por isso, a Palavra de DEUS nos insta e encoraja a darmos sempre graças em toda e qualquer conjuntura em que possamos estar submergidos, porque essa é a vontade de DEUS em Cristo Jesus para connosco (1 Tessalonicenses 5:18). E esta nobre postura de vida traduz, em última instância, a manifestação visível das bem-aventuranças de todos aqueles que são genuinamente transformadas pela acção do Espírito Santo. Que assim seja. E assim sempre será.   

Herança Litúrgica


Sou um assumido fã incondicional de louvor e adoração com os hinos. Sinto-me mais “próximo” de DEUS ouvindo e cantando os tradicionais hinos Evangélico-protestantes, sem prejuízo obviamente de reconhecer o devido mérito a alguns belíssimos cânticos que também são entoados no nosso meio Cristão. Nutro uma simpatia bastante especial para com os hinos. Sempre foi assim desde criança. Julgo que os hinos nos protegem, da melhor forma possível, das heresias litúrgicas que a generalidade dos cânticos promove sorrateiramente nas nossas congregações. Há louvores que mais parecem “concertos” do que propriamente um autêntico “culto racional” ao nosso Santíssimo DEUS, tal como inspiradamente requerido nas Escrituras Sagradas (Romanos 12:1; 1 Coríntios 14:20-40). 

Tenho imensa pena que os tradicionais hinos estejam, cada vez mais, a ser relegados para segundo plano nos nossos cultos congregacionais em detrimento da “pomposa adoração” dos cânticos (alguns deles de proveniências e mensagens teológicas duvidosas, infelizmente). Há igrejas em que os hinos já não fazem parte da sua liturgia, entrando assim flagrantemente em contradição com uma das grandes heranças da Reforma Protestante e da nossa Fé Cristã. Jamais pactuarei com esta redutora mundividência eclesiástica. Os hinos fazem parte do substrato identitário da nossa Fé Reformada e também Cristã, insisto. Consubstanciam, sem margem para dúvidas, aroma agradável de adoração. Não podem, por isso, em circunstância alguma, caírem em desuso cultual como é cada vez mais notório em muitos círculos Protestantes, sob pena de estarmos deliberadamente a apagar parte importantíssima da nossa herança Cristã. 

Esta preocupante desvinculação na entoação dos hinos nas nossas Igrejas deve-se, a meu ver, à galopante e reiterada “instrumentalização” e “mundanismo” a que o louvor e adoração têm sido votados nos últimos séculos – fruto de uma abordagem “libertadora”, catapultado, máxime, pelos movimentos carismático-pentecostais e neopentecostais nos finais do século XIX, acabando concomitantemente por influenciar praticamente todas as outras denominações evangélicas neste sentido. A partir do momento em que, por razões doutrinárias, triunfou este “novo” paradigma do “avivamento litúrgico”, os hinos passaram a ser vistos como uma coisa do passado, de velhos e caducos. Os jovens, os recém-convertidos e os crentes em geral, já não se identificam tanto a sua espiritualidade com eles, preferindo refugiar-se mais num louvor pomposo e completamente excêntrico. 

A espiritualidade, importa ainda salientar, é mais voltada para a razão e contemplação do que propriamente à emoção e à ostentação. Os dois últimos são sentimentos, muitas das vezes, efémeros e sem qualquer tipo de repercussão prática no decorrer do tempo. Ao passo que aqueles são consistentes e duradouros. Conseguem conjugar muito bem os aspectos do genuíno sentimento natural com a inabalável certeza da fé. Ter fé não é viver exclusivamente de emoção ou exposição circunstancial e, muito menos, depender inteiramente delas; é viver, em última instância, da espiritualidade lúcida que a mensagem do Evangelho encerra em todas as suas vertentes e plenitude. O nosso Eterno DEUS, exortava peremptoriamente o Senhor Jesus na Sua conversa com a mulher samaritana, “é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade” (João 4:24). Adoremos, pois, de forma ordeira e decente, o Todo-poderoso DEUS em espírito e em verdade. Que assim seja. 

O Que Seria da Humanidade sem a Música?

É uma questão extremamente difícil de conceber do ponto de vista gnosiológico. Jamais conseguiríamos apurar na perfeição uma resposta cabal e definitiva sobre o impacto imediato que isto teria na convivência diária no seio dos seres humanos. Não há margem para dúvidas que muitas das coisas deixavam de fazer sentido se não houvesse, de facto, a música para “colorir” a nossa rotina diária. Os efeitos colaterais seriam extremamente avassaladores. Talvez a generalidade das aves não teria razão de existir e, com a provável inexistência desta importantíssima espécie na natureza, o ecossistema ficaria fortemente abalado e desequilibrado. Não haveria harmonia no Universo. O caos apoderar-se-ia de tudo. As pérolas que gotejam nos olhos de amantes estariam completamente viciadas e, em consequência disso, o amor seria uma hipocondria. A inspiração não passaria apenas de uma miragem. A poesia teria de ser reinventada para outros fins. A nossa devoção a DEUS certamente não seria igual. O riso não faria sentido. Entraríamos num vaivém solitário de profunda melancolia existencial. As contradições do dia-a-dia ter-nos-iam submergido e teriam passado por cima das nossas legítimas aspirações. A vida não teria nenhuma graça e perderia todo o seu doce sabor de felicidade. E, assim, a fortiori, a morte apresentar-se-ia como inevitável solução. 

A música está intrinsecamente ligada à harmonia, à beleza, ao encanto e à sublimidade, ao sossego, à reconciliação. Também, por sua vez, representa tranquilidade, conforto, alegria e paz interior. Consegue transportar-nos para uma realidade transcendental e liga-nos directamente com o Divino. Com a música superamos a vulnerabilidade da madrasta vida e os limites da imaginação humana. Permite-nos inspiradamente auto-avaliar cuidadosamente a nossa limitada condição antropológica. Proporciona-nos momentos marcantes de puro prazer que, as mais das vezes, ficam para sempre na memória cognitiva. Ela é o aconchego e bálsamo das nossas almas. 

Sem a música, respondendo directamente a pergunta inicial do título do artigo, a Humanidade estaria paupérrima em todos os aspectos vivenciais, máxime do ponto de vista emocional e intelectual. Quiçá seja por esta mesma razão que DEUS nos outorgou incondicionalmente esta maravilhosa dádiva para aliviar as nossas pressões rotineiras e equilibrar o nosso estado de alma. A música existe, por certo, em suma, para proporcionar a felicidade e o bem-estar ao Homem.  

II - Cântico de Maria

“Maria disse então: A minha alma celebra a grandeza do SENHOR e o meu espírito se alegrou em DEUS, meu salvador, porque ele olhou com amor para esta sua humilde serva! Daqui em diante toda a gente me vai chamar ditosa, pois grandes coisas me fez o DEUS poderoso. ELE é Santo! Ele é sempre misericordioso para aqueles que O adoram, em todas as gerações. Fez coisas grandiosas com o Seu poder extraordinário. Dispersou os orgulhosos de pensamento e coração. Derrubou os poderosos dos seus tronos e exaltou os humildes. Encheu de bens os que têm fome e mandou embora os ricos de mãos vazias. Ajudou o povo de que o serve, lembrando-se dele com misericórdia. Conforme tinha prometido aos nossos antepassados, a Abraão e seus descendentes para sempre.”

In Bíblia Sagrada, Versão: A Boa Nova em português corrente, Evangelho s. Lucas 1:46-55

Guiné – Bissau, Verdade, Sinais e Cânticos

GUINÉ – BISSAU. A situação não está nada bem no meu pais. É preciso fazer uma reviravolta profunda no aparelho de estado, no sentido de mudar o que tem de ser mudado; caso contrário, corremos ainda sérios de riscos. Digo isto, porque não foram estes os principios traçados por Amilcar Cabral, na luta de libertação nacional. E já agora, alguém viu a reportagem ontem a noite na RTP1?
CÂNTICOS. Os cânticos na Bíblia, são momentos altos de exteriorização de profundo louvor e gratidão/exaltação ao DEUS Altíssimo, através daquilo que Ele tem feito no meio do seu povo e na vida de cada um. Quem não lembra de cântico de Zacarias? de Maria, Ana, ou de Moisés? Estejam atentos, as letras dos cânticos que vou estar a reproduzir aqui. São lições de tremendas bênçãos!
SINAIS DOS TEMPOS. A imoralidade era tal, que levou o pensador Eustache Deschamps, a afirmar: “Agora o mundo está covarde, decaído e fraco, velho, cobiçoso… vejo apenas fêmeas e machos estúpidos o fim se aproxima, na verdade. Tudo vai mal".
VERDADE. Nós os crentes, somos desafiados a firmar na verdade. Não numa verdade meramente humana. Mas sim, na verdade centralizada na pessoa de Jesus Cristo, e na Sua santa Palavra. Foi esta a mensagem e o desafio, que deixei com a igreja de Francos, quando subi ao púlpito. Contrariando deste modo, as concepções dos sofistas da Grécia antiga, dos racionalistas da época barroca e por fim do nosso mundo pós-moderno sobre o relativismo do conceito da verdade. Há somente uma única verdade e absoluta; e esta verdade absoluta, é Jesus Cristo. Só através Dele é que podemos chegar a plenitude da Verdade, uma vez que toda a verdade – desde científica, filosófica e política emanam do próprio Jesus. Parafraseando o teólogo e pai da igreja, Justin Mártir: “Toda a verdade, vem de DEUS”. E nas sugestivas palavras expressas por Jesus, aos seus discípulos, afirma: “e conhecereis a verdade e a verdade vós libertará (João 8:32). Indo mais além, declara: “Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim" (João 14:6).

(O Sermão foi em João: 8:30-32; mas também, percorremos os outros versículos – de 12 até 59. Embora, com a ênfase mais nos versículos 30-32)

I - Cântico de Ana

Ana orou desta maneira:
“ O SENHR encheu o meu coração de alegria; é ele quem me dá novas forças. Agora posso rir-me dos meus inimigos e alegro-me pela ajuda que DEUS me dá. Ninguém é santo como o SENHOR, ninguém é igual a ELE e não há protector como o nosso DEUS. Acabem com os discursos orgulhosos; e não digam palavras insolentes, porque o SENHOR conhece todas as coisas e julga tudo o que se faz. Os arcos dos heróis foram quebrados, mas os fracos estão cheios de força. Os que tinham fartura procuram trabalho para ganhar o pão e os famintos são saciados. A mulher estéril deu à luz sete filhos, e a mãe de muitos filhos ficou sem nenhum. O SENHOR dá a morte e faz reviver; faz com que se desça ao mundo da morte e levanta novamente os que para lá foram. É ELE quem dá a pobreza e a riqueza; ELE humilha e engrandece. Levanta do pó o indigente e tira o pobre da miséria. Fá-los assentar com os grandes e coloca-os em lugares de honra. Os fundamentos da terra pertencem ao SENHOR que sobre eles construiu o mundo. ELE guia os passos dos seus fiéis, mas os maus hão-de desaparecer nas trevas; pois não é a força que faz o homem triunfar. Os inimigos do SENHOR serão destruídos. Dos céus trovejará contra eles. O SENHOR julga a terra inteira, dá poder ao seu rei e a vitória ao seu escolhido.”


In Bíblia Sagrada, Versão: A Boa Nova, em português corrente, 1 Samuel 1:1-10