O Racismo, Por Robert de Barros Neves



Partilho aqui, mais uma vez, este sucinto vídeo sobre a problemática do Racismo na óptica do nosso ilustre Robert de Barros Neves (LER). Vale a pena verem. Recomendo. Tenham um bom proveito na auscultação. Obrigado. 

Um Dia, Um Aniversariante


O meu grandíssimo amigo Robert de Barros Neves faz anos hoje (LER). Amigo de todas as horas, momentos e circunstâncias. Uma autêntica amizade recheada de partilha e cumplicidade mútua. 

Muitos parabéns e feliz aniversário, caro amigo Robert de Barros Neves. Votos de maiores bênçãos terreno-espirituais a todos os níveis da vida. Todas as felicidades do tempo e da eternidade. 

A Natalidade: Uma Questão de Humanismo e de Humanidade



Partilho aqui, mais uma vez, caros leitores, o vídeo que gravei intitulado “A Natalidade: Uma Questão de Humanismo e de Humanidade” (LER). Esta reflexão vem na sequência da celebração do décimo quarto aniversário deste espaço – a “As Verdades” (LER)

A Natalidade: Uma Questão de Humanismo e de Humanidade


O mundo Ocidental confronta-se com sérios problemas de fundo que urge resolver. A começar, desde logo, por todos eles, com a crise da democracia, as desigualdades sociais, a desertificação do interior, a falta de empregos e a precariedade laboral, o relativismo moral e a negação dos grandes Princípios e Valores Cristãos que outrora o enformaram e nortearam desde o génesis, a imigração, a exclusão social, a pobreza, a xenofobia, o cancro do divórcio, a desestruturação e o colapso da família tradicional, etc. O problema da natalidade é mais um num rol de crises existenciais que se vive no Ocidente há bastante tempo. No entanto, ele não pode ser dissociado do permanente ataque directo à família tradicional, através das leis e práticas infames a que ela foi deliberadamente votada. 

E mais, um outro agravante, com a revolução sexual dos anos sessenta do século passado (promiscuidade sexual, bem entendido), encabeçada particularmente pelas neo-feministas que teve como apologia viver a sexualidade de forma livre, descomprometida e despida de todo o pudor ou tradicionalismo que, até então, estava profundamente enraizado nas sociedades. Em consequência disso, nesta patente visão de devassidão, começou-se a legitimar socialmente o uso desenfreado de métodos contraceptivos, o consumo da pornografia, a defesa de homossexualidade, a despenalização e legalização do aborto, uma aversão ao casamento e todas as outras aberrações sexuais que tão bem conhecemos. O prazer sexual passou a ganhar destaque e lugar cimeiro em muitas pessoas em detrimento do compromisso matrimonial. As mulheres, particularmente as da alta sociedade, passaram a ter um certo tipo de pavor à maternidade, tendo em conta os danos colaterais que esta comporta, tentando a todo o custo impor a prática da barriga de aluguer e inseminação artificial em muitos ordenamentos jurídicos, como sendo um padrão natural, sob falso pretexto de emancipação feminina ancorada nos “avanços civilizacionais”. 

Por isso, o movimento anti-natalista está a ganhar cada vez mais terreno, mormente na Europa. Ela é defendida maioritariamente pelas neofeministas e alguns homens com distúrbios de personalidade. Num passado recente estivemos a conversar praticamente três horas com uma amiga da nossa faculdade para não laquear as trompas. Mas, infelizmente, não conseguimos demovê-la deste maléfico intento. Ela estava bastante convicta e determinada a esterilizar-se. Não quer casar. Não quer engravidar. Não quer saber de filhos. Tem fobia ao conceito da família tradicional. Contudo, para nossa surpresa e espanto gosta imenso dos animais e quer cercar-se deles no seu futuro lar. Justificava a sua decisão com a auto-determinação sexual, a incredulidade nos seres humanos, sobretudo nos homens, os parcos recursos existentes no mundo e a conservação do meio ambiente e dos animais em especial (LER). Aliás, os argumentos dela não diferem tanto da apologia dos anti-natalistas (LER). Esta ideologia não vem de hoje. Desengane-se quem pense o contrário. Já nos longínquos anos de 1912 o iconoclasta português, J. Teixeira Junior, completamente rendido à mundividência jacobina, escrevia o seu polémico livro intitulado “Mulheres, Não Procreeis!”, onde apelava as mulheres a “não aumentardes o número de miseráveis”, exortando-lhes firmemente a “declarardes a greve de véntres” (LER). Tudo isto para dizer que assistimos, cada vez mais, a uma séria adulteração dos Grandes Princípios e Valores Humano-Sociais, que até então serviam de modelo basilar e norteador das Sociedades, sem que nenhuma alternativa credível surgisse com suficiente consenso social para preencher o vazio das referências obliteradas. 

Não temos a mínima dúvida que um dos factores que condicionam decisivamente a natalidade tem a ver principalmente com estas “modernas” formas de família, que foram inventadas para suprir o vazio da referência da família tradicional que foi preterida. A legalização do aborto e o patente individualismo que se vive cada vez mais na sociedade acabou por agravar consideravelmente a taxa de natalidade. Ali, por algumas mulheres optarem pela realização do aborto, reduzindo-o meramente, em determinados casos, a método contraceptivo. Tal hedionda prática acaba, em algumas situações, por ter reflexos negativos no não conseguimento delas em engravidar no futuro. Aqui a questão tem mais que ver com o comodismo egocêntrico, que se tem cultivado cada vez mais, onde as pessoas exclusivamente pensam em primeiro lugar nelas e no seu bem-estar em detrimento dos outros. Não querem nada que lhes tire o tempo ou lhes dê algum tipo de trabalho. Ora, ter filhos é a antítese de tudo isto. A partir do momento em que as pessoas, antes de casarem, já estão a planear um putativo divórcio que poderão ter no futuro, somando à primazia abismal que os casais vão dando à carreira profissional em detrimento da procriação, tudo isto constitui um significativo obstáculo em fazer filhos. 

Por isso, todos os ardilosos argumentos que os casais inventam para justificar a falta de mais filhos, nomeadamente as questões financeiras, os poucos dias de licença parental, falta de apoio do Estado ou a falta de estabilidade profissional, não passam de falatórios inúteis para branquear as suas próprias insuficiências. São apenas meros protestos para justificar o injustificável. É verdade que devia haver mais apoio do Estado a casais que querem fazer filhos, mormente a nível do abono de família, bem como a flexibilização das empresas a fim de não prejudicar profissionalmente as mulheres que optarem por engravidar ou o seu progresso na carreira. Sabemos que, por razões cognoscíveis, infelizmente, tem havido uma manifesta insensibilidade do Estado e das empresas neste sentido, somando a falta de trabalho e precariedade laboral com que muitos jovens enfrentam no seu dia-a-dia. No entanto, mesmo assim, continuamos a entender que estes impedimentos circunstanciais e momentâneas não são determinantes para os casais não aumentarem o agregado familiar. 

A título exemplificativo, para justificar a nossa contra-argumentação: na Europa do Norte, mais precisamente na Dinamarca, Suécia e Finlândia, dos países com maiores índices do desenvolvimento humano do planeta e com melhores planos estatais de apoio ao incentivo à natalidade, mesmo assim continuam a apresentar um défice bastante acentuado a nível da procriação. A realidade destes países se aplica igualmente a países desenvolvidos comparativamente com os países em vias de desenvolvimento, ou seja, há mais queda em número de filhos e de fertilidade nos países ricos do que propriamente nos países mais pobres. Da mesma sorte, os casais da classe média alta fazem menos filhos em relação aos da classe média e baixa. O “oxigénio da natalidade” continua a ser assegurado especialmente pelos países pobres e casais da classe média e baixa. Obviamente que há vários factores que concorrem para determinar este quadro. A nosso ver, continuamos a entender que o factor determinante prende-se, acima de tudo, com o patente egoísmo da nossa sociedade, baseado num hedonismo descomprometido, alheio aos compromissos duradouros. As pessoas unicamente pensam no seu bem-estar e somente no seu bem-estar, insistimos, dando mais prioridade ao trabalho, à carreira e à vida boémia, razão pela qual não querem fazer mais filhos para não ficarem enturvadas ou condicionadas na sua liberdade e conforto de vida. Portanto, o falso pretexto que invocam da falta de condições financeiras, da instabilidade profissional e da falta de apoio estatal para não fazer mais filhos é de rejeitar liminarmente. 

Quando os casais egoisticamente optam por ter um filho correm depois sérios riscos no futuro, uma vez que toda a esperança familiar é depositada neste único filho. Se ele falhar é, em última instância, o projecto de toda a família que vai por água abaixo, com as implicações sociais que nos são conhecidas. Nesta ordem de ideias, há muitos pais que são abandonados na velhice ou forçosamente colocados num lar de idosos, porque não têm outros filhos com sensibilidade filial para cuidar deles e ampará-los nos momentos das suas adversidades. Diferentemente de um casal com três ou mais filhos, em que dificilmente estes todos serão insensíveis ao ponto de um deles, pelo menos, não querer cuidar dos seus progenitores quando realmente estes precisarem. É muito difícil que todos eles falhem neste dever de cuidado para com os pais. 

É justamente, por tudo isto, que é extremamente importante que os casais se consciencializem para fazerem mais filhos, procurando superar todos os preconceitos, tabus, mitos, falácias e barreiras que a nossa sociedade tem construído em torno da demografia e das famílias numerosas. Se hoje são os pais a sacrificarem-se para cuidar dos seus filhos, quer seja na pobreza ou na riqueza, amanhã são os mesmos filhos que terão a responsabilidade de cuidar deles quando estes se encontrarem doentes, velhos ou incapacitados. A natalidade é uma questão de Humanismo e de Humanidade, que transcende qualquer tipo de lógica minimalista, circunstancial, economicista e hedonista, tal como infelizmente é apregoado na nossa moribunda sociedade para legitimar a não procriação. 

A África do Domínio à Autodeterminação



Partilho aqui, mais uma vez, o vídeo que gravei intitulado “A África do Domínio à Autodeterminação”, a propósito do Dia de África que se comemora hoje (LER). Esta reflexão vem na sequência da celebração do décimo quarto aniversário deste espaço – “As Verdades” (LER)

A Questão do Carnivorismo e do Vegetarismo à Luz das Escrituras Sagradas



Partilho convosco, mais uma vez, caros leitores, o vídeo que gravei intitulado “A Questão do Carnivorismo e do Vegetarismo à Luz das Escrituras Sagradas” (LER). Esta reflexão, tal como as últimas que tenho feito aqui, vem na sequência da celebração do décimo quarto aniversário deste espaço – “As Verdades” (LER)

Teologia de Alimentação: A Questão do Carnivorismo e do Vegetarismo à Luz das Escrituras Sagradas


A temática da “doutrinação alimentar” tem ganhado nas últimas três décadas um destaque cimeiro praticamente em todas as culturas e sociedades, entrando também esta problemática na hermenêutica bíblica. Até aqui nada de anormal ou mal. É bastante pertinente que os filhos de DEUS tenham as noções fundamentais sobre alimentação e adoptem, com isso, nas suas rotinas diárias, hábitos alimentares equilibro-balanceados, tal como sadiamente prescrevem as Escrituras Sagradas, evitando deliberadamente cair no pecado de comezainas e glutonarias que afectam drasticamente a saúde física, mental e espiritual do corpo – o templo do Espírito Santo. O problema prende-se máxime com o facto de alguns teólogos extrapolarem na sua exegese bíblica, veiculando equivocamente que no início da criação o propósito original de DEUS para o Homem era que ele perfilhasse exclusivamente as dietas vegetarianas no seu cardápio diário, sustentando esta tese com base em Génesis 1:30. O referido texto versa da seguinte forma: “Deus continuou: «Dou-vos todas as plantas que produzem semente e que existem em qualquer parte da terra e todas as árvores de fruto, com a sua semente própria. É isso que devem comer”. Só posteriormente, formulam ainda os tais teólogos, que o Homem passou a incorporar o mundo animal na sua alimentação” (Génesis 9:3)

Da nossa parte, refutamos manifestamente este entendimento redutor. Não comungamos dele. Jamais podemos subscrevê-lo, uma vez que não tem qualquer tipo de suporte ou acolhimento bíblico. O preceito sagrado em apreço, circunscreve uma sugestão meramente facultativa de DEUS para com o Homem e não vinculo-imperativa. Isto porque tudo aquilo que DEUS tinha criado era muito bom (Génesis 1:31) e não havia qualquer problema que o Homem desfrutasse daquilo que achasse mais conveniente para a sua alimentação quotidiana, excepto “a árvore do conhecimento do bem e do mal” (Génesis 2:9). No dia em que dela comer, advertia peremptoriamente o Eterno Jeová, fica condenado a morrer (Gênesis 2:17). Do resto, o Homem podia perfeitamente comer de tudo, uma vez que tudo estava sob o seu domínio, inclusive a carne, “pois tudo aquilo que Deus fez é bom. E nada merece desprezo, se nos servirmos disso dando graças a Deus. Com a oração e a palavra de Deus, tudo fica santificado (1 Timóteo 4:4-5)

E mais, logo depois da queda do Homem no jardim do Éden, DEUS planeou salvá-lo dos seus pecados, proporcionando-lhe concomitantemente as túnicas de peles para vesti-lo com vista a ocultar a sua nudez do pecado (Génesis 3:9-24). O sacrifício de alguns animais fora preciso para tal providência Divina, tal como ficou implicitamente em Génesis 3:21. Para alguns biblistas isto significava a providência de DEUS por meio do Messias em face da Sua obra redentora na Cruz do Calvário. O Todo-Poderoso DEUS vai usar assim, desta forma, um animal para concretizar os seus soberanos propósitos salvíficos para com a Humanidade outrora decaída. Animal este que, em última instância, representa o Senhor Jesus Cristo e o Seu sacrifício expiatório na Cruz do Calvário, simbolizado no pão e no vinho da Santa Ceia do Senhor, que todos precisam comer e beber para alcançarem realmente a salvação (Mateus 26:26-30; 1 Coríntios 11:23-26).  “Aquele que come o meu corpo e bebe o meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia. Pois o meu corpo é verdadeira comida e o meu sangue é verdadeira bebida. Quem comer o meu corpo e beber o meu sangue vive unido a mim e eu a ele”, formula o Senhor Jesus Cristo aquando da Sua encarnação (João 6:54-56). A carne sempre fez parte dos hábitos alimentares dos seres humanos desde os primórdios, estendendo tal realidade até aos dias coevos e projectando-se na eternidade, através da festa das “bodas do Cordeiro” (Apocalipse 19-7-10), obviamente numa outra dimensão alimentar, isto é, a espiritual. 

Naturalmente que, depois da queda do Homem no Jardim do Éden, toda a natureza ficou deteriorada por causa do pecado original. Perdeu-se significativamente o brilho, a perfeição e a harmonia inicial que havia no universo, ficando a terra amaldiçoada por causa de Adão e Eva, passando também a produzir espinhos e cardos (Génesis 3:17-19). Por isso, nesta mesma esteira do pensamento, “sabemos que toda a criação geme e está juntamente com dores de parto até agora. E não só ela, mas nós mesmos, que temos as primícias do Espírito, também gememos em nós mesmos, esperando a adoção, a saber, a redenção do nosso corpo” (Romanos 8:22-23), razão pela qual, “segundo a sua promessa, aguardamos novos céus e nova terra, em que habita a justiça” (2 Pedro 3:13). O Homem ficou drasticamente atingido pelo cancro do pecado, bem como pelo universo e tudo o que nele há, criando assim um desequilíbrio estrutural na natureza sem precedentes. E justamente por isso, a comida que extraímos na natureza para comermos encerra fungos, parasitas, bactérias e vírus perniciosos à saúde. Da mesma forma, o ar que respiramos está também poluído e contaminado, independentemente de acção directa do Homem, tal como temos vindo a assistir mais acentuadamente nos últimos séculos, mormente com a revolução industrial do séc. XVIII. Toda a obra da criação passou a ser significativamente contaminada pelo vírus do pecado, fazendo com que as coisas que precisamos para a nossa sobrevivência sejam susceptíveis de criar-nos danos colaterais na nossa saúde físico-mental. E esta realidade se aplica também em dimensões alimentares, infelizmente. Somente a comida vegetariana não dispõe de nutrientes suficientes para garantir uma boa saúde. Da mesma forma, a dieta exclusiva do mundo animal está desprovida de garantir a uma pessoa a estabilidade desejada a nível da sua saúde. Mesmo conjugadas as duas dietas no cardápio alimentar, elas continuam a ficar bastante aquém daquilo que realmente o nosso organismo espera, tendo em conta a contaminação que ambas incorporam, por causa do “pecado original”, insistimos. 

No início da criação o Homem tinha toda a liberdade para comer aquilo que lhe aprouvesse, exceptuando a árvore do conhecimento do bem e do mal. Não havia “exclusão” dele optar pelo carnivorismo, tal como sustentam erradamente alguns teólogos. Ele podia perfeitamente adoptar unicamente a comida do mundo animal, bem como optar somente pelo vegetarismo ou, inclusive, conjugar os dois regimes alimentares na sua dieta, pois tudo o que DEUS tinha feito era bom e não havia qualquer tipo de inconveniências, desequilíbrios, falta, vírus, aversões e malignidade na obra da criação. Foi o pecado que trouxe todos estes cancros no mundo, criando assim patentes inimizades entre o Homem e a natureza, culminando funestamente com a morte. 

Mesmo assim, o Omnipresente JEOVÁ delineou o projecto da salvação desde a eternidade, partilhando-o com a Humanidade. Nesta partilha evidenciou aquilo que era a condição original que se esperava do Homem – tanto a nível da sua imaculabilidade espiritual, moral, ética e forma de viver e consequentemente cuidar do seu próprio corpo. E neste último ponto, tal como se pode verificar nos textos sagrados sobre as ofertas alçadas ao SENHOR que reflectem o processo da salvação, estavam incluídas as ofertas da vertente vegetariana e também do mundo animal. Naquela através da apelidada “oferta de cereais” composta por flor da farinha, azeite, incenso aromático e sal (Levítico 2:1-16; 6:14-15; 24:5-9). E nesta, conhecida por sacrifícios de holocaustos, que envolvem pombos, rolas, cabrito, cordeiro e vaca (Levítico 1:5-17; 6-13; 12:6-8; 22:17-19). Todas essas ofertas eram “para ser queimada em honra do Senhor e que será do seu agrado” (Levítico 2:2; 6:14-23)

Tudo isto para concluir que as dietas vegetarianas e do mundo animal, desde os primórdios da Humanidade, estavam inteiramente à disposição do Homem para ele deliberadamente optar por aquilo que bem entendesse, mantendo esta opção no seu estado de pós queda e, ao mesmo tempo, na eternidade junto com o nosso Soberano e Todo-Poderoso Jeová. Por isso, não temos de ficar espantados com estas artimanhas e heresias dos homens que induzem ao erro, antes pelo contrário, devemos continuar sóbrios, vigilantes doutrinalmente e esperar pacientemente no Senhor Jesus Cristo. E mais, sabemos que há pessoas que de forma ignorante e inconsciente caem nestas heresias, fazendo a apologia de doutrinas que não têm apoio bíblico. Outros, de forma deliberada e consciente, adulteram as Escrituras Sagradas com o intuito de confundir os santos Filhos de DEUS. 

De qualquer das maneiras, temos de nos consciencializar que tudo isto evidencia os “sinais dos tempos” que precederão o fim do mundo. Tal como oportunamente nos advertem as Escrituras Sagradas, para finalizar, “que, nos últimos tempos, alguns deixarão a fé, para prestar atenção a espíritos mentirosos e seguir doutrinas de demónios. Hão de seguir os que lhes ensinam a mentira como se fosse verdade, que abafaram a voz da sua consciência e impedem as pessoas de casar e proíbem certos alimentos. Mas Deus criou todos os alimentos para que os crentes que aceitaram a verdade se pudessem servir deles, dando graças a Deus. Pois tudo aquilo que Deus fez é bom. E nada merece desprezo, se nos servirmos disso dando graças a Deus. Com a oração e a palavra de Deus, tudo fica santificado” (1 Timóteo 1-5). Que assim seja. 

O Reino de DEUS Pode Ser Tomado de Assalto?



Caros leitores, partilho aqui convosco o vídeo que gravei intitulado “O Reino de DEUS Pode ou Não Ser Tomado de Assalto Com Base na Afirmação do Senhor Jesus Cristo em Mateus 11:12? Este vídeo vem na sequência do artigo anterior que publiquei sobre a mesma questão teológica (LER), bem como da celebração do décimo quarto aniversário deste espaço – “As Verdades” (LER). Tenham um bom proveito na visualização e auscultação do vídeo. 

O Reino de DEUS Pode ou Não Ser Tomado de Assalto Com Base na Afirmação do Senhor Jesus Cristo em Mateus 11:12?


“E, desde os dias de João o Batista até agora, se faz violência ao reino dos céus, e pela força se apoderam dele.” (O Senhor Jesus Cristo, Evangelho segundo Mateus 11:12).  



Temos, nos últimos sete anos, demorado imenso a matutar e a digerir sobre o alcance teológico desta misteriosa afirmação do Senhor Jesus Cristo. A nossa dúvida prendia-se, mais, especialmente, com o seguinte questionamento: será que o Reino de DEUS pode mesmo ser tomado de assalto, tal como fez transparecer o Senhor Jesus nessa Sua peremptória afirmação? E de que maneira? São estas pertinentes questões que nos levaram a vasculhar vários comentários bíblicos para nos tentarmos reconciliar definitivamente com esta passagem bíblica, sem prejuízo obviamente daquele que sempre foi o nosso convicto entendimento inicial sobre ela. 

Confessamos que, por razões várias, os inúmeros comentários que lemos ao longo deste tempo todo, até então, não nos convenceram na sua generalidade. Muitos deles pareceram-nos abstratos e colaterais do real cerne da questão. Por outras palavras, ficaram bastante aquém. A título exemplificativo, por todos eles, excluindo nesta abordagem a referência de teólogos e intérpretes bíblicos que também tivemos o cuidado de ler, a Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal, com afinidades mais com a doutrina Pentecostal, considera que existem três interpretações comuns para essa afirmação do Senhor Jesus e passa a enumerá-las: “(1) Ele pode referir-se ao esforço das pessoas para se aproximar de Deus, que havia começado com a pregação de João Baptista. (2) Pode ter usado a expectativa dos activistas judeus que de que o Reino de Deus chegaria por meio de uma violenta derrota de Roma (que representa o mundo). (3) Pode estar dizendo que, para entrar no Reino de Deus, é necessário ter coragem, fé inabalável, determinação e resignação, porque a crescente oposição se manifesta a todos os seguidores de Jesus”. Diferentemente dessas interpretações, a Bíblia de Estudo de Genebra, da ala tradicional e conservadora do protestantismo, comentando o mesmo trecho bíblico, considera que “o Reino está avançado poderosamente, embora homens violentos como Herodes, que havia aprisionado João Baptista, tentassem sobrepujá-lo pela força. Não são, porém, os fortes e poderosos que alcançam o reino, mas os fracos e humildes (vs. 28:30), que conhecem suas próprias fraquezas e estão dispostos a depender de Deus (cf. Lc 16:16, nota)”

Há, como se pode constatar, vários entendimentos e patentes divergências doutrinárias sobre esta afirmação do Senhor Jesus Cristo. De forma subsumida, há os que entendem que aqueles que tomam o Reino de DEUS à força são agentes que foram convocados pela mensagem do Reino que se iniciou com a pregação do Profeta João Baptista, razão pela qual corresponderam-na imediatamente nas suas vidas e, deste modo, pela força, se apoderam dele. São, com base neste entendimento, as pessoas que fariam parte do Reino de DEUS pela soberana vontade de DEUS – e que o tomam de assalto, beneficiando assim da salvação que foi reservada por elas antes da fundação do mundo. Diferentemente desta leitura, outros entendem que os que usam de violência para conquistar o Reino de DEUS são elementos estranhos a ele, procurando a todo o custo, com força do maligno, tomá-lo de assalto e, consequentemente, obstruir a sua vigorosa mensagem evangelístico-salvífica. Por isso, conseguiram concretizar tal diabólico plano com a decapitação do Profeta João Baptista e, posteriormente, com a horrenda morte do Senhor Jesus Cristo na Cruz do Calvário. São, de acordo com este entendimento, pessoas que querem obstruir e destruir definitivamente a mensagem do Evangelho, levando-os a humilhar, perseguir e matar todos aqueles que são os verdadeiros filhos do Reino de DEUS. Há ainda outras posições intermédias que, a nosso ver, julgamos inoportunas reproduzir aqui, uma vez que os dois importantes entendimentos opostos esboçam na íntegra a problemática teológico-doutrina de Mateus 11:12. 

Antes de manifestar a nossa humilde opinião sobre esta afirmação do Senhor Jesus, importa, desde logo, definir para os leitores o Reino de DEUS para assim poderem estar holisticamente dentro do assunto. O Reino de Deus, tal como formula inspiradamente a Declaração da Fé Baptista Portuguesa, que também subscrevemos na íntegra, “inclui a sua soberania geral sobre o universo e sobre todos os homens que espontânea e voluntariamente O reconhecem como Rei e Senhor. Todos os crentes devem orar e esforçar-se para que o reino de Deus venha em plenitude e a sua vontade seja feita sobre a Terra. A consumação plena do seu reino aguarda a segunda vinda de Jesus Cristo e o fim da era presente” (LER)

Posto isto, estamos agora em condições de responder diretamente à pergunta do título do artigo: Sim, a nosso ver, o Reino de DEUS pode ser tomado de assalto, aliás, é claramente isso que se pode depreender da afirmação do Senhor Jesus na passagem bíblica em apreço. Até aqui nada de surpreendente ou anormal, uma vez que a querela doutrinária não se prende com o facto de o Reino de DEUS ser tomado de assalto, mas sim quem são os tais “violentos” que o conquistam pela força. E isto remete-nos novamente para a exegese do texto de Mateus 11:12 e o seu alcance teológico e teleológico, isto é, para aferir com precisão quem são os ditos violentos que se apoderam do Reino de DEUS pela violência – se são ou não agentes afectos ao próprio Reino. 

Para responder a esta última questão, julgamos que é imprescindível perceber se o verbo “tomado por esforço” está na voz activa ou passiva, tal como desdobram vários biblistas com o intuito de perceber da melhor forma o alcance da afirmação do Senhor Jesus. Isto é amiúde determinante para concluirmos se o Reino de DEUS, na passagem bíblica em questão, está sendo atacado num sentido positivo ou negativo. As duas realidades são extremamente importantes para compreender o alcance prático da afirmação do Senhor Jesus, insistimos. A referida passagem bíblica, fazendo fé aos inúmeros comentários que lemos, é de difícil compressão. Não está manifestamente claro se o verbo grego “tomado por esforço” está na voz activa ou passiva. No entanto, tendo em consideração o contexto e a afirmação do Senhor Jesus, não hesitamos em concluir que o verbo “tomado por esforço” está na voz passiva, fazendo com que o Reino de DEUS seja apoderado desfavoravelmente pelos“violentos” (LER)

Na nossa leitura, respondendo agora directamente à pergunta em questão, as pessoas que fazem violência ao Reino de DEUS, e pela força se apoderam dele, são elementos estranhos a ele, que procuram pela força de Satanás controlar o Reino de DEUS. Não são filhos de DEUS, mas sim filhos da perdição. Há dois factores que nos levam a chegar esta conclusão. A primeira prende-se sobretudo com duas palavras manifestamente pejorativas do ponto de vista bíblico, que encerram a frase do Senhor Jesus no referido texto, nomeadamente a “força” e a “violência” que os violentos usam para se apoderarem do Reino de DEUS. Nós sabemos, pela revelação Divina, “não por força nem por violência, mas sim pelo meu Espírito” que triunfaremos ou ganharemos a simpatia do Todo-Poderoso DEUS (Zacarias 4:6). E mais, a violência, seja ela qual for, é manifestamente censurada e reprovada nas Escrituras Sagradas. Por isso, o Senhor Jesus rejeitou liminarmente a visão zelota de empreender a força e a violência como meios legítimos para fazer vincar a todo o custo a vontade de DEUS. Acresce ainda ao facto de, considerando inversamente que os “violentos” que tomam de assalto o Reino de DEUS são as pessoas que se esforçaram legitimamente para se beneficiar da salvação, entrar flagrantemente com a doutrina da graça e da eleição que nos ensinam manifestamente que a salvação é toda ela fruto do trabalho exclusivo do nosso Omnisciente DEUS, excluindo qualquer tipo de colaboração humana nela (Efésios 2:8-10). Ninguém é salvo por alguma obra ou espontânea decisão sua, mas tão-somente pela imerecida graça de DEUS. O Todo-Poderoso DEUS escolhe quem ELE quer salvar e os salva. Se é assim, como é que é possível as pessoas, por iniciativa delas, conquistarem por mérito o Reino de DEUS, tal como sustenta a tese oposta? 

A par dos argumentos e contra-argumentos que acabamos de expor, há ainda um conjunto de situações que apoiam a tese que estamos a defender. A começar, desde logo, com o arbítrio aprisionamento e decapitação do Profeta João Baptista nos capítulos subsequentes (Mateus 14:1-12, Marcos 6:14-29, Lucas 9-7-9), bem como o próprio Senhor Jesus Cristo e a ininterrupta perseguição e martírio, sem precedentes, que os filhos de DEUS têm sido objecto ao longo de toda a história do Cristianismo persistindo  até à data presente, com vista a impedir a proclamação do Evangelho. E isto evidencia-se tanto para os declarados inimigos da Fé e concomitantemente com os falsos profetas e cristãos, que vêm a nós, os filhos de DEUS, disfarçadamente em ovelhas, mas interiormente são lobos devoradores (Mateus 7:15). Com  efeito, “eles mataram o Senhor Jesus e os profetas e perseguiram-nos também a nós. Eles não agradam a Deus e estão contra toda a gente, pois querem impedir que preguemos a salvação aos não-judeus. Isto acabou de encher completamente a medida dos seus pecados e por isso o castigo de Deus caiu finalmente sobre eles” (1 Tessalonicenses 2:15-16). São eles que tentaram tomar pela violência o Reino de DEUS e consequentemente impedir a propagação da Boa Nova da Salvação. Esta inequívoca verdade vai ganhando contornos e implicações esclarecedoras na parábola do “trigo e joio”, tendo como pano de fundo o Reino de DEUS representado soberanamente pelos seus filhos como “trigo” e os inimigos do Reino representados pelo “joio”. O Omnisciente DEUS é o semeador, ou seja, responsável máximo do Reino. Enquanto semeou a boa semente no seu campo fértil, isto é, no Reino, veio também o inimigo do Todo-Poderoso DEUS, semeando o joio no meio do trigo e foi-se embora.  Quando as plantas cresceram e se começaram a formar as espigas, diz o texto sagrado, apareceu também o joio. No entanto, o Eterno Jeová recomendou que deixassem-nos crescer os dois até ao tempo da ceifa. Nessa altura dirá aos ceifeiros: “apanhem primeiro o joio e atem-no em feixes para ser queimado no fogo, mas recolham o trigo para o meu celeiro” (Mateus 13:24-30). A mesma verdade, é ilustrada na parábola do “Bom Pastor”, que encerra vários figurantes, nomeadamente a porta, o curral, as ovelhas, o ladrão e salteador, o Bom Pastor das Ovelhas, o porteiro, o mercenário (João 10:1-18). Há nesta parábola uma usurpação do ladrão e salteador ao Reino de DEUS, coadjuvados neste premeditado assalto às ovelhinhas do Senhor Jesus pelo assalariado, isto é, os falsos profetas, os falsos pastores e falsos líderes Cristãos, com o intuito de “a roubar, a matar, e a destruir” os filhos do Reino do Reino (João 10:10). O Senhor Jesus, por conseguinte, é “o bom Pastor; o bom Pastor dá a sua vida pelas ovelhas. Mas o mercenário, e o que não é pastor, de quem não são as ovelhas, vê vir o lobo, e deixa as ovelhas, e foge; e o lobo as arrebata e dispersa as ovelhas. Ora, o mercenário foge, porque é mercenário, e não tem cuidado das ovelhas. Eu sou o bom Pastor, e conheço as minhas ovelhas, e das minhas sou conhecido” (João 10:11-14). Esta passagem bíblica esboça muito bem como o Reino tem sido atacado ferozmente e tomado de assalto pelos inimigos da Cruz, que se vai traduzir com a manifestação visível do anticristo “que se revolta e se coloca acima de tudo o que se considera divino ou sagrado. Chegará mesmo a tomar assento no templo de Deus, apresentando-se a si mesmo como deus” (2 Tessalonicenses 2:4). Porém, tal como admoesta ainda as Escrituras Sagradas sobre esta diabólica figura, “o rebelde há de manifestar-se a seu devido tempo. Com efeito, as forças misteriosas do mal já estão em atividade. Mas para que tudo se realize é preciso que aquele que está a impedi-lo saia da sua frente. 8Então aparecerá o rebelde e o Senhor Jesus vai vencê-lo com o sopro da sua boca e dominá-lo com o esplendor da sua vinda. O rebelde aparecerá com a força de Satanás e fará falsos milagres, sinais e prodígios. Utilizará todas as artimanhas do mal para enganar os que se vão perder, porque não acolheram nem amaram a verdade a fim de serem salvos. Por isso, o Senhor permitiu que fossem dominados por uma força enganadora que os leva a acreditarem na mentira. Assim se faz o julgamento daqueles que não acreditam na verdade, mas preferem praticar o mal” (2 Tessalonicenses 2:6-12)

Estes inimigos da Fé Cristã tomam pela violência o Reino de DEUS, tal como os fariseus e doutores da lei se apoderavam da chave do conhecimento religioso, sentando na cadeira de Moisés (Mateus 23:2), mesmo assim não tomando posse da vida eterna, impedindo deliberadamente os que gostariam de o fazer (Lucas 11:52). Em consequência disso, “fecham-lhes na cara a porta do reino dos céus” (Mateus 23:13). São pessoas sem escrúpulos e autênticos malfeitores. Aproveitam-se das suas posições privilegiadas dentro das congregações para sedimentar e propagar heresias destruidoras de vidas humanas. Com as suas acções vergonhosas descredibilizam a imaculada imagem do Evangelho aos olhos do mundo. Esta mesma verdade aplica-se até aos dias de hoje: de pessoas que estão nas igrejas aparentando serem “nascidas de novo”, inclusive muitas delas com posições de relevo na Igreja, porém são autênticos agentes de Satanás dentro das congregações. Não fazem parte do Reino de DEUS, mas infiltrados que entram nele com o objectivo de fracassar os planos Divinos. São pessoas que não querem que se fale da santificação, da vida consagrada de oração, da denúncia do pecado, de Missões e Evangelizações. Estão nas congregações para, a todo o custo, impor uma agenda contrária aos impolutos Princípios e Valores das Escrituras Sagradas, vedando a materialização do avanço do Cristianismo. São dissimuladamente anticristos, uma vez que tentam fechar as portas das Igrejas, perseguindo os filhos de DEUS e até, em casos extremos, ceifando-lhes a vida. Usam a Igreja como antro de promiscuidade, convertendo-a em plataforma para auto-promoções, tráfico de influências, conluios, rivalidades, represálias, desvios de fundos, enriquecimentos ilícitos, imoralidade sexual, idolatria, sincretismo, liberalismo, misticismo e corrupção. Os falsos pastores e falsos cristãos apresentam-se disfarçados em ovelhas, mas por dentro não passam de patronos de fraude e lobos devoradores (Mateus 7:15). Disseminam sorrateiramente falsas doutrinas dentro das congregações, arrastando consigo os inúmeros discípulos, com o intuito de destruir, em última instância, a Igreja de Cristo (Actos 20: 29-30). São pessoas de mentes corrompidas e que andam longe da verdade. Têm a religião como um negócio e fonte de lucro, escrevia o Apóstolo Paulo a seu respeito (1 Timóteo 6:5). O Santo Pedro, seguindo a mesma esteira do pensamento, vai ao ponto de considerá-los “atrevidos e arrogantes. Encontram prazer em satisfazer as suas paixões em pleno dia. Os seus olhares são imorais e os seus apetites sensuais, insaciáveis. Seduzem as pessoas menos firmes e estão cheios de cobiça. É uma gente amaldiçoada. Afastaram-se do bom caminho e perderam-se” (2 Pedro 2:10; 13-14). Leitura igualmente reforçada por Judas, servo de Jesus Cristo e irmão de Tiago, lamentando o comportamento deles em tom reprovador “ai deles”, traçando o seu destino final como “reservada a sombria escuridão, para sempre” (Judas 1:11; 13) (LER)

Se é verdade que estes filhos da perdição, os “violentos”, que tomam pela força o Reino de DEUS, procurando inutilmente frustrar os planos de DEUS, jamais conseguirão vencer ao ponto de travar o galopante progresso do Evangelho no mundo. O Reino de DEUS vai continuar permanentemente a expandir poderosamente em todos os cantos e direções da face da Terra, contra a vontade destes declarados inimigos da Fé Cristã. Eles usam a violência para tomar o Reino de DEUS, obviamente com a permissão Divina, mesmo assim não conseguirão ter o controlo Dele. O Autor e Consumador da nossa Fé, o Senhor Jesus Cristo (Hebreus 12:2), através do Espírito Santo, não permitirá que eles tenham sucesso nos amados filhos de DEUS, visto que somos de Deus e vencer-lhes-emos, os falsos profetas e falsos cristãos, porque aquele que vive em nós é mais forte do que aquele que está nos que são do mundo (1 João 4:4). Por isso, não tenhamos medo de nada, porque são mais os que estão connosco do que os que estão com eles (2 Reis 6:16). O Todo-Poderoso DEUS continua soberanamente a ter o efetivo e absoluto controle no Seu Reino e a guiar pela mão poderosa os seus eleitos filhos no caminho da fé, do amor, da graça, da bondade, da justiça, da humildade, do perdão, da santificação, da Evangelização e Missões, da esperança e da vida eterna. A constante oposição destes violentos, que assaltam pela força o Reino DEUS, em circunstância alguma, obstruirão os planos salvíficos Divinos e, muito menos, travarão a vitória garantida dos filhos de DEUS.  Em todas estas coisas, “somos mais que vencedores, por aquele que nos amou” (Romanos 8:37). Os tais anticristos serão, em tempo oportuno, definitivamente derrotados pelo poder de DEUS e, simultaneamente, lançados para o fogo do inferno para sempre. Ao passo que a Igreja do Senhor, os verdadeiros agentes do Reino de DEUS, vai sempre sair vitoriosa em todas as ocasiões, contextos, circunstâncias e conjunturas, máxime da letargia, dos escândalos, dos pecados, das traições, das perseguições, dos falsos pastores, dos falsos líderes, dos falsos teólogos, dos falsos cristãos, dos ímpios e destes violentos que assaltam pela força o Reino de DEUS. As portas do inferno, em circunstância alguma, prevalecerão contra a Igreja de Cristo (Mateus 16:18). A predeterminada visão gloriosa se cumprirá e a Igreja Vitoriosa em paz repousará sobre as Bem-aventuranças Eternas. Que assim seja. E assim sempre será (LER). Aleluia! Aleluia! Aleluia! 

A Importância da Escrita na Autonomia de Pensamento



O meu blogue “As Verdades” fez ontem catorze anos de existência. São intensos e ininterruptos anos de introspecção, de adrenalina, de partilha, de interacção, de libertação, de satisfação e, acima de tudo, da proclamação da mensagem do Evangelho do Senhor Jesus Cristo. 

Louvo imensamente ao meu Eterno e Todo-Poderoso DEUS por me ter conferido a disponibilidade mental suficiente para poder reflectir sensatamente sobre os vários temas do nosso mundo pós-moderno, especialmente sobre a realidade da Igreja de Cristo no “presente século mau”. 

Fechou-se um ciclo e começa um novo com elevadas expectativas no horizonte (LER). Até aqui nos ajudou o SENHOR. A ELE toda a Glória pelos séculos dos séculos. Que assim seja. E assim sempre será. 

A PALAVRA DO SENHOR (36): Quem Tem Ouvidos Para Ouvir, Que Ouça


«Sendo completamente livre diante de todos, fiz-me servo de todos, para poder converter para Cristo o maior número possível. Com os judeus portei-me como judeu, para os converter. Sujeitei-me à Lei de Moisés com aqueles que a cumprem, para os converter, mesmo sabendo que não estou obrigado a isso. Com gentios vivi como gentio para os converter. Mas não sou livre da lei de Deus; antes cumpro a lei de Cristo. Fiz-me fraco com os que são ainda fracos na fé, para os converter. Fiz-me tudo para todos, de modo que por todos os meios pudesse salvar alguns. Faço tudo isto por amor do evangelho, esperando ter parte nas suas promessas. 

Não sabem que no estádio todos os corredores tomam parte na corrida, mas só um é que recebe o prémio? Corram, portanto, de maneira a poderem recebê-lo. Aqueles que se preparam para uma competição privam-se de tudo. E fazem-no só para ver se conseguem um prémio que, afinal, dura pouco. Mas nós trabalhamos por um prémio que dura para sempre. É desta maneira que eu corro e não como quem corre sem saber para onde. É assim que eu luto e não como quem dá socos à toa. Mas eu luto contra o meu corpo, para o dominar, a fim de não acontecer que, andando a pregar aos outros, seja rejeitado por Deus.[1]»  


[1] Apóstolo Paulo, in A Bíblia Sagrada, 1 Coríntios 9:19-27, Versão, A Boa Nova Em Português Corrente, Lisboa, Sociedade Bíblica de Portugal, 2004. 

A Importância de Orar de Joelhos


Orar de joelhos traduz, em última instância, a postura mais correcta de se apresentar diante do nosso Magnífico e Todo-Poderoso DEUS. Também diz muito sobre o grau da reverência que demonstramos para com ELE. É uma boa prática religiosa que já vinha desde a mais antiga tradição judaica. Os profetas do Antigo Testamento comummente oravam de joelhos. O Senhor Jesus Cristo, o Filho Unigénito de DEUS, subscreveu na íntegra este modelo de espiritualidade e orava de joelhos. Os seus discípulos, da mesma sorte, oravam de joelhos, bem como a Igreja primitiva. 

No entanto, por vicissitudes várias e supervenientes, orar de joelhos é uma boa prática que a ala tradicional do protestantismo postergou na sua liturgia pública. Praticamente não se ensina na Escola Bíblica Dominical (EBD) e nos cultos congregacionais, fazendo com que a generalidade dos fiéis não o coloque em prática nas suas orações devocionais. Somente se verifica esporadicamente nos cultos da ordenação pastoral e de casamento, tendo em conta a imposição das mãos do presbitério perante os consagrados. Mesmo nos círculos pentecostais ou neo-pentecostais, onde se costuma enfatizar efusivamente o conceito de oração, acabam sempre por esvaziar este importantíssimo pressuposto espiritual e ficar bastante aquém na postura correcta que se deve seguir quando de joelhos diante do SENHOR para orar. 

Orar de joelhos, tal como sustenta sabiamente o Teólogo Joseph Ratzinger, “é a posição de oração que exprime a extrema submissão à vontade de Deus, o abandono mais radical a Ele; uma posição que a liturgia ocidental prevê ainda na Sexta-Feira Santa, na Profissão Monástica e também na Ordenação Diaconal e nas Ordenações Presbiteral e Episcopal. Diversamente, Lucas diz que Jesus reza de joelhos. Deste modo, tomando por base a posição de oração, insere esta luta nocturna de Jesus no contexto da história da oração cristã: Estevão, durante a lapidação, dobra os joelhos e reza. (cf. Act 7, 60); Pedro ajoelha-se antes de ressuscitar Tábita da morte (cf. Act 9, 40); Paulo ajoelha-se quando se se despede dos anciãos de Éfeso (cf. Act 20, 36), e outra vez quando os discípulos lhe dizem para não subir a Jerusalém (cf. Act 21, 5). A propósito, diz A. Stoer: «Todos eles, perante a morte, rezam de joelhos; o martírio não pode ser superado senão através da oração. Jesus é o modelo dos mártires.” (LER)

Perante a verdade exposta, precisamos urgentemente de despertar e readoptar esta posição de oração de forma regular nos nossos cultos público-congregacionais e, deste modo, estimular os crentes a seguir o mesmo nas suas rotineiras orações em casa. A Igreja deve servir de exemplo neste sentido. E para isso, impõe libertar-se de perniciosos comodismos, conformismos, atrofiamentos, resignações e marasmos obstrutivos, que em nada contribuem para o crescimento e fortalecimento da nossa adoração. Que DEUS nos perdoe e nos ajude a superar estes importantes desafios espirituais. Que assim seja. 

Um Dia, Uma Fotografia: Bissau, Há 21 anos


Eu, juntamente com o meu irmão Evaristo Vieira e agora mulher Marta Gomes Vieira (VER), no Aeroporto Internacional Osvaldo Vieira, em Bissau, momentos antes do Evaristo viajar para Lisboa, a fim de estudar Teologia no Seminário Teológico Baptista (STB) e Direito na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa (FDUL). 

A saída do Evaristo foi um ponto de viragem na história da minha família, mais precisamente dos meus irmãos (nesta altura já éramos órfãos de pais há muito tempo e sozinhos no mundo), e com ganhos significativos que tudo isto teve na nossa afirmação como pessoas de bem na sociedade. DEUS é mesmo Bom. Louvado seja ELE eternamente! 

Um Dia, Um Aniversariante


O meu irmão mais velho Evaristo Vieira faz anos hoje. É um exemplo de disciplina, determinação, entrega e persistência. Desenvolve uma ética de trabalho irrepreensível. Desdobra-se em vários ofícios para alimentar este incomensurável gosto salutar. Actualmente desempenha funções de Pastor na Igreja Evangélica de Bandim, acumulando esta nobre responsabilidade eclesiástica com a de funcionário público no Ministério dos Negócios Estrangeiros e docente na Faculdade de Direito de Bissau (FDB). 

O meu irmão é ainda um homem de família, conseguindo encarnar holisticamente a máxima romana do “bonus pater famílias” (que o diga, por todos, a minha cunhada Marta Gomes Vieira e os seus três filhos [LER]). É uma pessoa bastante simples, desprovido de corrosivos vícios materialistas. Está inteiramente comprometido com a obra de DEUS. Tem-Na acima de todas as coisas na sua vida. Procura diariamente ajustar o seu testemunho com os impolutos preceitos bíblicos. Desde muito cedo evidenciou tais elevadas qualidades humano-espirituais, sobretudo engajamento no serviço do Reino de DEUS. Acompanhou o meu processo de vida e sempre me despertou para as coisas cristãs, bem como aos outros elementos da nossa família. É um orgulho para todos nós, a nossa família, especialmente pelo excelente e fervoroso ministério que tem vindo a desenvolver em prol do crescimento do Cristianismo na Guiné-Bissau. 

Por tudo o que foi dito, e que mais poderia ser acrescentado neste breve artigo, principalmente por ter um irmão bastante especial que sempre se preocupou comigo e me apoiou de forma incondicional, que desejo-lhe as maiores bênçãos terreno- celestiais e realizações a todos os níveis da vida. 

Estimado irmão Evaristo Vieira, que esta preciosíssima data possa repetir-se por muitas vezes na vida ao lado de todos os teus entes queridos. E que o nosso Todo-poderoso DEUS possa continuar a proteger-te do maligno, guiar-te no Caminho da Verdade e usar-te para a Sua Eterna Glória; que sejas sempre feliz e muito bem-sucedido na tua jornada de vida. A Graça do Senhor Jesus Cristo, o Amor de Deus e a Comunhão do Espírito Santo sejam sempre contigo e para todo o sempre. Todas as felicidades do tempo e da eternidade. 

Tudo Tem o Seu Tempo, Pelo Rei Salomão


«Neste mundo, tudo tem a sua hora; cada coisa tem o seu tempo próprio. Há o tempo de nascer e o tempo de morrer; o tempo de plantar e o tempo de arrancar; o tempo de matar e o tempo de curar; o tempo de destruir e o tempo de construir; o tempo de chorar e o tempo de rir; o tempo de estar de luto e o tempo de dançar; o tempo de atirar pedras e o tempo de as juntar; o tempo de se abraçar e o tempo de se afastar; o tempo de procurar e o tempo de perder; o tempo de guardar e o tempo de deitar fora; o tempo de rasgar e o tempo de coser; o tempo de calar e o tempo de falar; o tempo de amar e o tempo de odiar; o tempo de guerra e o tempo de paz. (…). 

Deus fez tudo muito bem e na altura própria. Até colocou a eternidade no coração dos homens, mesmo se eles não conseguem compreender a obra que Deus fez, desde o princípio ao fim. Penso que a única coisa boa que uma pessoa pode fazer é divertir-se e gozar a vida. Mas todo aquele que come e bebe e vê os resultados do seu trabalho deve saber que isso é um dom de Deus. Sei que tudo aquilo que Deus faz ficará para sempre. Nada se lhe pode acrescentar nem retirar. Deus já o fez assim para que lhe tivessem respeito.[1]» 



[1] Rei Salomão, in A Bíblia Sagrada, Eclesiastes 3:1-8; 11-14, Versão, A Boa Nova Em Português Corrente, Lisboa, Sociedade Bíblica de Portugal, 2004. 

Um Dia, Uma Aniversariante


Hoje é o dia do aniversário da minha prezada irmã em Cristo Maria José Alexandre. Tenho enorme carinho e admiração por ela. É uma pessoa devotada, piedosa, humilde, generosa e profundamente comprometida com a causa do Reino de DEUS. Ela, juntamente com a sua família, tem sido instrumento de grandes bênçãos de DEUS na minha vida ao longo dos anos e até à data presente. Não me canso de reafirmar que a família Alexandre sempre procura inteirar-se da minha situação, convidando-me inúmeras vezes para ir almoçar com eles em sua casa e pontuais ofertas financeiras que me faziam quando era seminarista (LER). Estou, por tudo isto, penhoradamente grato à família Alexandre. Espero que DEUS vos conserve com estas distintivas e elevadas qualidades humanas, sobretudo a sensibilidade missionária. 

Muitos parabéns e feliz aniversário, estimada irmã Maria José Alexandre. Que o nosso Todo-Poderoso lhe abençoe e lhe proteja sempre nos seus desafios diários, dando-lhe vida e saúde suficientes para continuar a dar o testemunho do Evangelho para tudo e todos. Que venha sobre si a bondade do SENHOR, nosso Deus. Que Ele faça prosperar a obra das suas mãos, para o seu bem, da sua família e toda a Igreja de Cristo para louvor e honra do Seu grande nome! (Salmo 90:17). Que assim seja. 

O SENHOR é o Meu Pastor: Nada Me Faltará


O Salmo vinte e três é inquestionavelmente um dos Salmos que mais inspirou os santos de DEUS ao longo dos séculos, tendo em conta a poderosíssima mensagem teológica que encerra. Perfila-se também como um dos meus favoritos versículos bíblicos. Memorizei-o desde tenra idade, ainda nos bancos da Escola Bíblica Dominical (EBD) da minha Igreja em Bissau, e permanece intactamente gravado na minha mente até aos dias de hoje. Espero que assim seja durante toda a minha vida. É um Salmo a que recorro reiteradamente nos meus devocionais, especialmente nos momentos mais cruciais, e vai continuar sempre assim durante toda a minha peregrinação neste “vale de lágrimas”. Ele é o prenúncio da Igreja Triunfante, razão pela qual deve imperativamente fazer parte do cardápio espiritual de todos os fiéis no Senhor Jesus Cristo. 

O Salmo vinte e três expressa o cuidado bastante especial que o Todo-poderoso DEUS tem para com os seus eleitos filhos, ilustrado na ternurenta e amorosa figura do Bom Pastor que o Senhor Jesus Cristo vai reclamar na Sua humilde encarnação (João 10:11-16). O Bom Pastor que está pronto a morrer pelas suas ovelhas, tal como o Senhor Jesus fez connosco na Cruz do Calvário, diferentemente do “assalariado” que não se importa minimamente com as ovelhas (João 10-12-13). O Sumo Pastor (1 Pedro 5:4) proporciona às suas ovelhinhas provisão, direcção e protecção, saciando-lhes assim todas as suas necessidades físico-espirituais. 

Por conseguinte, apesar de todo este amparo e reconforto que o Bom Pastor proporciona para as suas ovelhas na sua longa trajectória à “Terra Prometida”, acontece que surgirão pontualmente os “vales da sombra da morte” que teremos de enfrentar. Mesmo assim, usando “o escudo da fé” (Efésios 6:16), não temos que ter qualquer tipo de receio ou medo, porque o Senhor estará sempre connosco. Os “vales” são meramente inevitáveis provações que o Omnisciente DEUS permite para moldar o nosso carácter e, deste modo, preparar-nos para entrar no Céu (LER)

Esta soteriológica verdade remete-nos indubitavelmente para o percurso peculiar do povo de DEUS no deserto e a sua milagrosa passagem pelo mar vermelho (Êxodo 14:15-31), bem como dos grandes heróis da Fé (Hebreus 11:1-40). Tal como Baraque venceu os cananeus no vale de Jezreel, Josafá os amonitas, os moabitas e habitantes dos montes de Seir no vale de Beraca (2 Crónicas 20:26-27), Gideão os midianitas no vale de Moré (Juízes 7: 1), David os edomitas no vale do sal (2 Samuel 8:13; 1 Crónicas 18:12), etc., assim também venceremos todos os “vales” que aparecerão no nosso caminho para nos dificultar o percurso à Terra Prometida.  Isto porque, tal como expressamente dizia a profecia messiânica, “todos os vales serão levantados, todos os montes e colinas serão aplanados; os terrenos acidentados se tornarão planos; as escarpas, serão niveladas” para a libertação definitiva do povo de DEUS (Isaías 40:4; Mateus 3:3; Marcos 1:3; João 1:23). E, assim, em todas estas coisas, escrevia peremptoriamente o Apóstolo Paulo, “somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou” (Romanos 8:37). Venceremos todos os nossos inimigos – a tanto visíveis como aqueles que são invisíveis, inclusive o próprio Diabo, com a força e unção do Espírito Santo, evidenciado pelo salmista através de um banquete de vitória a frente dos nossos inimigos (Salmo 23:5)

Por isso, a bondade e a misericórdia seguir-nos-ão todos os dias da nossa vida; e habitaremos na Casa do Senhor para todo o sempre (Salmo 23:6). De facto, a bondade, o amor, a graça, o perdão e a misericórdia de DEUS me seguirão todos os dias da minha vida e habitarei na Casa do Senhor para toda a eternidade. Que assim seja. E assim sempre será pela fé nas infalíveis promessas do Todo-Poderoso DEUS.