Quem nos Acudirá da Maldita Mutilação Genital Feminina?



Assinala-se hoje o “Dia Internacional da Tolerância Zero à Mutilação Genital Feminina” (LER). Uma efeméride que não tem praticamente qualquer tipo de repercussão prática na vida das mulheres guineenses, limitando-se apenas a um mero formalismo institucionalista para engodar a conivente opinião pública e continuar a perpetuar as tremendas violências contra as inofensivas mulheres. A Guiné-Bissau é um país sexista e misógino. Não é feito para o sucesso das mulheres, infelizmente. A autonomia e a afirmação das mulheres não é algo bem visto na nossa caduca sociedade de matchundadi”. E tudo isto acaba por acentuar, de forma considerável e drástica, a descriminação, o abuso e a violência que inúmeras mulheres enfrentam penosamente no seu quotidiano (LER)

Desde logo, a titulo de exemplo,  a desproteção legal, a injustiça social e do mercado laboral, o não acesso à educação, a galopante mortalidade materno-infantil, a impune ofensa à integridade física e psicológica, que engloba a hedionda prática da mutilação genital (ALI) (AQUI), a violência domestica e o casamento forçado, a que a maioria  das mulheres é submetida em nome da anátema religião ou tradição, e que resultam sempre nos danos psicológicos irreparáveis e, em determinados casos, na morte prematura das visadas. Todos estes gritantes males cometidos contra as nossas inofensivas mulheres, que não têm merecido uma atenção especial dos nossos sucessivos governantes, pelo menos, por enquanto, violam flagrantemente os Princípios e Valores consagrados na Declaração Universal dos Direitos do Homem, que a Guiné-Bissau ratificou e adoptou na sua Constituição da República, conhecidos como direitos irrenunciáveis e inderrogáveis a qualquer pessoa humana. São conjuntos de direitos inatos ao Homem e que configuram os chamados Direitos Fundamentais, transcendendo o próprio Estado na sua actuação com os particulares.  

O Aniversariante


O meu mano mais velho Adriano Vieira, também conhecido por “Adrivé”, completa hoje mais uma primavera na vida. Casado com a minha cunhada Miriam Gomes Vieira e pai de quatro filhos. Nutrimos um pelo outro, à semelhança de todos os meus irmãos, excelentes relações. Acompanhou, desde o começo, o meu processo de crescimento. Não me lembro se alguma vez chegámos a ter algum problema ou diferendo insanável. Tenho grande respeito e consideração pelo meu irmão. Guardo comigo boas recordações e imensas saudades dele e, igualmente, não tenho margem para dúvidas que ele sente o mesmo para comigo. 

Espero, querido irmão Adriano Vieira, “Adrivé”, que esta data possa repetir-se inúmeras vezes na vida cercado de toda a nossa família. Que o nosso Todo-poderoso DEUS ricamente te abençoe e te ajude a realizar todos os legítimos desejos do teu coração. A graça do Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus e a comunhão do Espírito Santo sejam sempre contigo! Eternas felicidades, irmão!

O Aniversariante


O meu prezado amigo e irmão em Cristo Hugo Alexandre Pereira Mendes faz anos hoje. Amigo de todos os momentos, circunstâncias e horas. Uma grande e genuína amizade coroada de admiração, solidariedade, partilha e cumplicidade mútua. Um amigo, tal como dizia inspiradamente o autor sagrado, “ama em todos os momentos; é um irmão na adversidade” (Provérbios 17:17). Posso afirmar, sem qualquer tipo de rodeios, que este axioma bíblico se aplica perfeitamente na minha longínqua amizade com o Hugo. Ele está sempre presente nos momentos bons e menos bons que vou enfrentando. Sei que posso sempre contar com ele, porque tem-me como se fosse um irmão mais novo e vice-versa. 

Por isso, caro amigo Hugo Mendes, faço votos que continues sempre autêntico e feliz na tua forma de encarar a vida, sobretudo “que o Senhor te abençoe e te proteja; que o Senhor te mostre o seu rosto acolhedor e te trate com bondade; que o Senhor olhe para ti e te conceda a paz!” (Números 6:24-26). Que assim seja. 

A Importância da Educação Cristã nos Ministérios da Igreja


É um facto universalmente assente entre os crentes e manifestamente incontestável, que a Educação Cristã é uma das mais importantes e poderosíssimas áreas eclesiásticas. Todos os ministérios da Igreja dependem e convergem nela. Não se pode falar isoladamente de Adoração, Evangelização-Missões, Mordomia e Acção Social, sem previamente correlacioná-los com a Educação Cristã e vice-versa. São ministérios completamente intrínsecos e indissociáveis da Educação Cristã. Tanto que, por esta razão, ela tem merecido uma atenção especial por parte de todas as denominações Evangélico-protestantes ao longo dos séculos, visando levar os fiéis a perseverarem inabalavelmente “na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações” (Actos 2:42). Por outras palavras, estarem acima de tudo “edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, sendo o próprio Cristo Jesus a principal pedra angular desse alicerce” (Efésios 2:20). Só assim, incorporando integralmente estas inequívocas verdades soteriológicas, poderemos reverenciar Cristo como único Senhor nos nossos corações e responder eficientemente com mansidão e temor a todo aquele que nos pedir a razão da esperança que há em nós, e, consequentemente, cumprir cabalmente o mandato da “Grande Comissão” (1 Pedro 3:15; Mateus 28:18-20). A Educação Cristã está associada à Doutrina do Evangelho e esta, por sua vez, instruí e molda o carácter do crente para a prática de toda a boa obra (2 Timóteo 3:17)

É verdade que este postulado teológico tem merecido um amplo apoio no seio do Cristianismo, insistimos, tendo os círculos mais tradicionais do protestantismo como herdeiros e vanguardistas. É verdade que há, neste meio Evangélico-conservador, um investimento acentuado e irrepreensível nos Pastores, Oficiais da Igreja, Professores da Escola Bíblica Dominical e nos membros em geral, através de reputadas Escolas de Profetas, riquíssimas ofertas da literatura Cristã, pregações de excelência e ensino doutrinário consistente. É verdade também que são os meios onde os crentes estão mais bem preparados para lidar positivamente com os desafios do “presente século mau”, dispondo de melhores biblistas, exegetas e teólogos, representando na sua generalidade a nata teológica do Cristianismo. Têm, por esta razão, mais ferramentas bíblicas comparativamente com as outras denominações. Da mesma sorte, são menos propensos aos riscos de apedeutismo dogmático, heresias doutrinárias, apostasia religiosa e escândalos espirituais, tal como comummente se verifica de forma reiterada nos círculos carismático-pentecostais e neo-pentecostais. Mesmo assim, apesar de todos estes salutares benefícios espirituais que encarnam desde a Reforma Protestante, não lhes tornam incólumes a uma série de evitáveis superficialidades e carnalidades que pateteiam. Tinham, em termos objectivos, tudo para catapultar um boom sem precedentes, a nível da unidade, coesão e avanço missionário. Acontece que, por razões cognoscíveis, infelizmente, não é isso que tem vindo a acontecer. 

É, por curioso que pareça, nos meios Evangélico-tradicionais onde se verifica uma maior estagnação a nível de crescimento dos novos convertidos, pondo em causa o impreterível “rejuvenescimento” da Igreja, com todos os agravantes que isto representa no equilíbrio evangelístico. É também neste meio que há mais indolência espiritual, descomprometimento com a causa do Evangelho e menos fervor missionário. Há um alheamento galopante dos crentes com a espiritualidade e tudo o que toca à santidade da vida Cristã. Uma alienação, de forma subsumida, com a obra de DEUS, dando mais primazia às coisas deste corruptível mundo, vivendo uma vida azáfama, saturada e depauperada. Uma postura que entra flagrantemente em contradição com o ideal da vida Cristã e o gozo da salvação. 

Perante todas estas manifestas incongruências espirituais, podemos questionar: será que os evangélicos tradicionais são realmente guardiões da sã Doutrina, tal como fazem questão de se auto-proclamar? Em caso afirmativo, porque que denotam mais alienação com as coisas sagradas? Podemos separar a Doutrina com o decoro Cristão? Até que ponto a maturidade Cristã pode reflectir a nossa absorção doutrinária? É possível conhecer autenticamente as Escrituras Sagradas e mesmo assim negligenciar deliberadamente as suas impolutas prescrições? Ou, inversamente, esta conduta consubstancia meramente falta do conhecimento delas? Pode haver incongruência entre o conhecimento doutrinário com a vivência prática do Cristianismo? São pertinentes questões que nos poderão ajudar a compreender melhor o deliberado desfasamento, esvaziamento, desacerto, desconexão e ignorância espiritual por parte daqueles que julgam ser detentores das verdades salvíficas e, mesmo assim, ostenta(re)m uma postura de vida manifestamente contraditória com elas. 

Da nossa parte, julgamos convictamente que a sã Doutrina é a única ferramenta que nos habilita a ter uma vida espiritual regrada, sacrossanta, bem-sucedida e feliz. É a Doutrina, tal como formalizava inspiradamente o Reformador Protestante Menno Simons, que revela o carácter do Homem. Por isso, não temos motivos para concluir que uma pessoa pode conhecer a Doutrina da salvação e mesmo assim ter uma conduta não conducente com ela. Uma coisa é o conhecimento teórico, que não tem qualquer tipo de expressividade na vida da pessoa, limitando-se apenas a saciar o seu ego intelectual. Outra coisa, e bem diferente, é o conhecimento com repercussões práticas. Aquele não tem qualquer tipo de valor espiritual, razão pela qual as pessoas que ficam somente nesse domínio redutor são consideradas “insensatas”. Ao passo que este, o conhecimento prático, é o conhecimento que conduz à vida eterna, uma vez que todo aquele que ouve as palavras do Senhor Jesus e as pratica será comparado a um homem sábio, que construiu a sua casa sobre a rocha da salvação (Mateus 7:24). A Doutrina, sem obras dignas do arrependimento, é morta. Não tem qualquer  beneficio espiritual.   

A sã Doutrina, por conseguinte, é a única ferramenta indispensável e exequível que a Igreja Vitoriosa dispõe ao seu alcance para dinamizar a sua acção missionária para com o mundo perdido, habilitando-a incansavelmente no poderoso testemunho da fé e na proclamação do Evangelho. E este pressuposto só se alcança mediante o ensino aprofundado da Palavra de DEUS (Educação Cristã, bem entendido). Por isso, todo o triunfo espiritual passa indubitavelmente em conferir importância cimeira à Educação no seio das Igrejas, bem como em todos os ministérios que lhes são subjacentes, para um maior e melhor sucesso religioso-espiritual. Que assim seja.  

Carrilho, o Filósofo (4)


«As polémicas são um dos modos mais interessantes de testar a força e o valor das nossas ideias, bem como das dos outros. Hoje há um problema que tem a ver com o tom pejorativo que se pretende dar ao que é polémico, mas isso tem a ver com o espaço público estar cheio  de gente que se exprime só para dizer que existe, mas sem que tenha o que quer que seja para dizer. Daí o terror das polémicas, que não é senão o do próprio vazio.» 

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(Manuel Maria Carrilho, in Política à Conversa, p. 87, Editorial Notícias, Lisboa, 2003). 

Intertexto, de Bertolt Brecht


«Primeiro levaram os negros
Mas não me importei com isso
Eu não era negro 

Em seguida levaram alguns operários
Mas não me importei com isso
Eu também não era operário 

Depois prenderam os miseráveis
Mas não me importei com isso
Porque eu não sou miserável 

Depois agarraram uns desempregados
Mas como tenho meu emprego
Também não me importei 

Agora estão me levando
Mas já é tarde.
Como eu não me importei com ninguém
Ninguém se importa comigo.» (LER).

Carrilho, o Filósofo (3)


«Vivemos em sociedades atordoadas pelo carrossel dos acontecimentos, presas ao instante e à sua caótica fugacidade, incapazes de se ler no seu passado e de se projectar no futuro. Há várias razões para isto. Uma, evidente, tem que ver com as dificuldades de adaptação do modelo representativo à sociedade mediática, nomeadamente à constante pressão do instantâneo, do vivido e do directo, sobre as áreas da ponderação, da deliberação e da decisão.» 

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(Manuel Maria Carrilho, “De Olhos Bem Abertos”, p. 83, Sextante, Porto, 2011). 

A Aniversariante


A minha prezada amiga Sali Mané Semedo, cognominada “Dama de Ferro”, faz anos hoje. Gosto da Sali e ela também gosta de mim. Admiração que nutrimos um pelo outro é recíproca. Temos praticamente as mesmas mundividências, não obstante pontuais divergências (in)sanáveis que vamos tendo em determinados assuntos. A Sali é uma pessoa genuína, solidária, contundente, imprevisível e com uma personalidade fortíssima. É, na generalidade das situações, irredutível nas suas convicções. Dono da sua própria opinião. Tem ainda uma consciência social bem apurada. São características distintivas e peculiares, que fazem-na ser inquestionavelmente a “Dama de Ferro”

Por isso, sem entrar mais em prolegómenos, cara amiga Sali Mané Semedo, faço votos que sejas sempre bem-sucedida e realizada em todos os aspectos do teu percurso de vida. Todas as felicidades do tempo e da eternidade. 

A Mulher e os Livros

Carrilho, o Filósofo (2)


«A extraordinária «história» de Dominique Strauss-Kahn vem, mais uma vez, lembrar como a tragédia é uma experiência de que se podem tirar lições únicas, tanto sobre a fragilidade da vida e as contingências que a atravessam, como sobre os paradoxos do destino e os desígnios que os selam. Mas ela permite – independentemente da evolução judicial do caso – tirar algumas conclusões mais, que o nosso tempo acrescenta à imemorial sabedoria da tragédia.» 

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(Manuel Maria Carrilho, in “De Olhos Bem Abertos”, p. 92, Sextante, Porto, 2011). 

Carrilho, O Filósofo (1)


«Vivemos numa época que tende a folhetinizar tudo – acontecimentos, crises, vidas públicas, catástrofes, aventuras privadas. O folhetim tornou-se talvez mesmo a única versão da História que a época comporta – de anteontem até depois de amanhã, e o esforço já é grande». 

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(Manuel Maria Carrilho, “De Olhos Bem Abertos”, P. 29, Sextante, Porto, 2011).

A Mulher e os Livros

Sabedoria Cristã


Uma vez que todos os homens são filhos de DEUS, num conceito lato sensu, e o Senhor Jesus Cristo veio para todos salvar, a universalidade dos fundamentos e da mensagem Cristã tem como consequência a afirmação de uma regra de igualdade entre todos os Homens. O Apóstolo Paulo, comungando holisticamente da referida ideia, vai vincar peremptoriamente que “não há judeu nem grego; não há escravo nem livre; não há homem nem mulher” (Gálatas 3:28). Por isso, ainda, na mesma esteira do pensamento, esboçava o impreterível carácter missionário que deve assistir a todos os fiéis seguidores do Senhor Jesus, considerando “devedor, tanto a gregos quanto a bárbaros, tanto a sábios como a ignorantes” (Romanos 1:14). 

A Mulher e os Livros

O Puritano Inconformista


Nestes tempos de paixões frívolas e ridículas, refresca-me a releitura dos estóicos: "Em breve exalaremos o nosso último sopro. Entretanto, enquanto perdurarmos, enquanto estivermos na companhia dos homens, cultivemos a humanidade. Não sejamos causa de medo ou de perigo para ninguém. Desdenhemos danos, injustiças, injúrias e escárnios e suportemos com grande ânimo os nossos males passageiros: porque, como costuma dizer-se, num esfregar de olhos já a morte nos alcançou."

(Séneca, De Ira, 3.43.5) [LER]

As Leis Imorais Não têm Força no Fórum da Consciência


Cara "Joana", não confundas o inconfundível e nem tão pouco associes outros temas que não tem nada a ver com o debate em apreço, tal como equivocadamente estás a fazer. É preciso separar correctamente “o trigo do joio”. Obviamente que ninguém está aqui a pôr em causa a felicidade dos homossexuais e, muito menos, a livre decisão que lhes assiste. Somos livres de fazer as escolhas que nos convêm, contando que estejamos ao mesmo tempo preparados para assumir integralmente as suas devidas consequências. E uma das inevitáveis consequências decorrentes de ser homossexual é manifestamente a de não poder ter filhos. Por isso, os homossexuais têm apenas que encaixar esta objectiva ideia na cabeça e conformar-se com ela. Como a maioria dos homossexuais não se conforma com tal condicionalismo natural, procuram arranjar falsamente a ideia piedosa de estarem demasiados preocupados com as crianças institucionalizadas, a fim de poderem a todo o custo adoptá-las. Estão simplesmente a servir-se das pobres crianças para fazer valer a sua ilegítima pretensão. Quem, já agora, diz que uma criança institucionalizada quer ser adoptada por pessoas do mesmo sexo? Onde foste buscar essa ideia? Conheces, porventura, a verdadeira aspiração de uma criança ao ponto de saber essa particularidade dela? 

Digo-te claramente que não é o amor às crianças desprotegidas que move verdadeiramente a maioria dos homossexuais, mas sim a ideia de poder concretizar uma realização pessoal de ter filhos, como é a tendência natural de qualquer ser humano que esteja no seu perfeito juízo. Esquecessem-se que essa pretensão não pode vincar só porque querem, tendo em conta outros valores superiores da criança em jogo, nomeadamente o direito de ter a “formatação” de um pai e de uma mãe no seu percurso de vida, independentemente de viver com eles ou não. Anular completamente este facto, por meros caprichos egocêntricos de certos indivíduos, é pôr em causa um direito fundamental de personalidade inerente a qualquer ser humano, particularmente o da criança. 

Se os homossexuais estão assim tão preocupados com as crianças órfãs e desamparadas nas instituições, e querem realmente ajudá-las, como fazem questão de defender publicamente, há forma mais sublime de o fazer e que certamente fará muito mais diferença na vida das mesmas do que quererem adoptá-las a todo o custo e incutir-lhes uma educação homossexual. Isto passa, acima de tudo, a meu ver, em fazer pontualmente uma doação pecuniária às instituições onde estas crianças estão acolhidas e concomitantemente apoiar/encorajar as pessoas que tomam conta delas. Estariam não somente a prestar um bom serviço às ditas “crianças desprotegidas”, bem como à sociedade e ao país em geral. 

E já agora, não precisas de ficar perplexa comigo. Não sou preconceituoso, como temerariamente julgas, e não precisas estar a conotar erradamente o meu blogue com adjectivos pejorativos. De resto, estou inteiramente de acordo com a qualificação que usaste para caracterizar o preconceito, apesar de não ser propriamente o tema objecto do presente debate. No entanto, se quiseres debater sobre o preconceito em Portugal e no mundo, não tenho nenhum problema em fazê-lo contigo. O cerne do nosso debate é sobre a co-adopção e a adopção por parte dos homossexuais e, sobretudo, destes quererem impor com os argumentos esgrimidos a tal aberrante conduta como sendo padrão normal da sociedade, fazendo com que eu e demais pessoas recusemos peremptoriamente aceitar. 

Em suma, como oportunamente defendi no artigo e volto a defender aqui: a prática homossexual é anti-natural, anti-valor da família, anti continuidade da espécie, anti-progresso, anti-civilização e anti-vida. Da mesma sorte, o regime da co-adopção e da adopção por parte dos mesmos casais ou não casais. Digo isto com a fundamentação de que se continuarmos sistematicamente a fomentar a ideologia homossexual a raça humana deixará de existir num curto prazo de tempo. 

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Escrevi este comentário há 5 anos, a propósito da aprovação na altura do regime de adopção por parte dos homossexuais, respondendo a uma colega que partilhou no fórum universitário o artigo que escrevi aqui (LER), acusando-me precipitadamente de ser homofóbico e preconceituoso e outros adjectivos que não importa agora estar aqui a mencionar, espoletando um conjunto de vociferações contra a minha pessoa. Na minha resposta, como se pode constatar, não resvalei na inqualificável postura de baixo nível e nem tão pouco me deixei intimidar. Sou uma pessoa educada e esclarecida. Não preciso de recorrer a argumentos intimidatórios para fazer valer a minha convicção. Mostrei, apenas, de forma intrépida, sem qualquer tipo de receio, a minha firme convicção. Não há nenhuma lei, “doutrina” ou raciocínios falazes que me possam convencer que a homossexualidade é algo normal e natural, tal como a nossa sociedade do “politicamente correcto” tem procurado fazer crer. O meu comentário, este, foi censurado e consequentemente fui bloqueado. Acontece que, por razões várias, felizmente, consegui estes dias recuperá-lo através da onedrive

O Sexo Está Fora de Moda


O interesse das novas gerações pelas práticas sexuais é cada vez menor. O minimalismo nas relações está em alta. Estarão os jovens a trocar o sexo por todas as outras atividades que os chamam? Há ecrãs a mais, contacto físico a menos, uma vida cheia, pressão, ansiedade e novas formas de sexualidade. Onde estamos, afinal?, esboça a Revista Expresso hoje na sua longa reportagem sobre o sexo e a sexualidade, falando mesmo na recessão e o fim da libido.  Vale a pena ler a referida rubrica, isto é, se achar oportuno fazê-lo. Tenha um bom proveito na leitura (LER)

Confissão Pública de Um Santo Pecador


A vida é feita, na sua generalidade, de surpresas. Surpresas que podem ser boas ou más, dependendo de situações concretas, circunstâncias dos factos e ocasiões em que eles ocorre(ra)m. A vida Cristã ainda mais. A espiritualidade é um mundo de surpresas, que requer o cuidado redobrado e discernimento suficiente para poder lidar sabiamente com elas. As surpresas vão sempre, inevitavelmente, surgir no nosso percurso de vida. O Todo-poderoso DEUS surpreende-nos permanentemente pela positiva, coroando-nos com as mais infinitas bênçãos espirituais nas regiões celestiais (Efésios 1:3). Ao passo que o inimigo, o nosso declarado e pior adversário, o Diabo, anda à nossa volta, como um leão a rugir, procurando-nos devorar (1 Pedro 5:8). Por isso, somos prevenidamente exortados pelos autores sagrados para sermos prudentes e vigilantes com as suas malévolas artimanhas, que visam em última instância afastar-nos de DEUS e consequentemente destruir-nos. 

É verdade, para nós que somos eleitos filhos de DEUS, o Diabo já não tem qualquer tipo de poder sobre as nossas vidas. Não pode intentar qualquer acto que não seja da permissão Divina. Não pode decidir o nosso futuro e destino. Não pode anular a salvação que o Altíssimo DEUS soberanamente nos outorgou, mediante o sacrifício expiatório do Senhor Jesus na cruz do Calvário (LER). O amor, a graça, o perdão, a bondade e a misericórdia de DEUS sempre serão constantes nas nossas vidas e seguir-nos-ão todos os dias da nossa vida, conduzindo-nos à Casa do Senhor para toda a eternidade (Salmos 23:6). Pela incomensurável graça de DEUS, vencemos os infortúnios da vida, a tribulação, a angústia, a perseguição, os limites temporais, a morte e o próprio Diabo e todos os seus malditos seguidores. Somos assim, em todas estas coisas, “mais do que vencedores, por aquele que nos amou” (Romanos 8:37). 

Apesar de todas essas maravilhosas e inauditas bênçãos espirituais, que obtivemos pelo exclusivo mérito do Senhor Jesus Cristo, mesmo assim, olhando concretamente para a minha vida, fico sempre bastante aquém de corresponder na íntegra à suprema vontade de DEUS. Não por falta de conhecimento teológico ou das Escrituras Sagradas, mas sim por acto deliberado da minha parte. Peco intencionalmente por acção e/ou por omissão para alimentar egoisticamente os meus desordenados caprichos sensoriais e carnais, o que consubstancia uma clara contradição com o ideal da vida Cristã. Pecados reiterados que vão minando a minha comunhão com DEUS, gerando um défice acentuado na minha espiritualidade. Não é propriamente uma postura que me agrade. Não me sinto feliz, sabendo que estou a desobedecer aos impolutos Mandamentos de DEUS. Os meus pecados sempre me desagradaram profundamente. 

No entanto, parece que há uma força inexplicável que me leva a este acto de transgressão. Vivo permanentemente com este dilema e vai sempre perseguir-me para o resto da minha vida. Sou mesmo um miserável ser humano. Nem me compreendo, tal como o Apóstolo Paulo, “pois não faço aquilo que queria fazer e faço o mal que detesto. (…). Não faço o bem que eu quero, mas faço o mal que não quero (…). Encontro pois em mim esta regra: quando eu quero fazer o bem, faço mas é o mal. Cá no meu íntimo, eu quero seguir a lei de Deus, mas vejo que no meu corpo há uma outra lei que está contra a lei do meu entendimento. É isso que me torna prisioneiro da lei do pecado que está no meu corpo. Que homem infeliz eu sou! Quem me libertará deste corpo que me leva à morte?” (Romanos 7:15; 19-24). 

Por conseguinte, confesso aqui publicamente os meus pecados, pedindo perdão ao meu Eterno DEUS. Sei, de acordo com a revelação da Tua Palavra, “não desprezas um coração arrependido e humilde” (Salmos 51:17). Peço perdão pelas inúmeras faltas que livremente tenho cometido. Perdão pela frouxidão espiritual. Perdão pela falta de fé em várias ocasiões da minha vida e indolência na Tua Santa Seara. Perdão por não mostrar o amor Cristão ao próximo e irmãos na fé em especial, bem como por palavras torpes que vão saindo da minha boca que em nada te glorificam. Perdão pelas incongruências, hipocrisia, falsidade, soberba, concupiscência, desonestidade e falta de santidade. Peço perdão por não deixar o Teu Santo Espírito preencher integralmente a minha vida.   “Ó Deus, pelo teu amor, tem compaixão de mim; apaga os meus pecados, pela tua grande misericórdia! Lava-me completamente da minha maldade; purifica-me dos meus delitos. Reconheço as minhas faltas e estou sempre consciente dos meus pecados. Pequei contra ti, somente contra ti, fazendo o mal que tu condenas (…). Ó Deus, dá-me um coração puro; renova e dá firmeza ao meu espírito. Não me afastes da tua presença nem me prives do teu Santo Espírito! Faz-me sentir de novo a alegria da tua salvação; mantém-me com o teu espírito generoso, para que eu ensine aos transgressores os teus caminhos e os pecadores se voltem para ti. Ó Deus, tu és a minha salvação! Livra-me da morte e anunciarei com cânticos que tu és justo” (Salmo 51:1-6; 12-16). Amém. 

No Dia do Meu Aniversário


Estou, hoje, no meu aconchegado reduto de isolamento, já com 35 anos feitos (LER). Grato penhoradamente ao meu Eterno DEUS pela vida e saúde que me têm conferido até à data presente. Grato pelas inúmeras e extraordinárias experiências vividas ao longo destes anos todos. Grato pela família, irmãos na fé, amigos que me têm acompanhado em todos os ciclos e momentos do meu percurso de vida. Grato pelas muitas e infinitas bênçãos celestiais que o Todo-poderoso DEUS me tem, de forma imerecida, proporcionado. Grato, em suma, pelo dom da vida. Obrigado DEUS por tudo (LER). Até aqui nos ajudou o Senhor (1 Samuel 7:12)! Aleluia! 

O Que é a Felicidade?


A pergunta é bastante sugestiva e pertinente nos ansiosos, conturbados e depressivos dias que correm. Definir a felicidade é uma tarefa complicadíssima, visto que não é uma questão assim tão nítida e linear de abordar. Ela remete-nos concomitantemente para várias considerações dogmáticas, nomeadamente etimológicas, filosóficas, religiosas e culturais, para assim podermos holisticamente aferir com precisão o seu verdadeiro substrato axiológico. Apesar de todas essas diversas formulações e mundividências subjacentes em torno dela, é um facto universalmente assente e manifestamente incontestável que todas os seres humanos à face da Terra almejam e buscam afincadamente a felicidade como supremo bem, mesmo desconhecendo, na generalidade de situações, no que ela realmente consiste ou as vias mais correctas de encontrá-la. Esta legítima aspiração é notória na ênfase e primazia que as pessoas incansavelmente vão dando à felicidade no seu quotidiano, desdobrando-se no domínio pessoal, afectivo-amoroso, familiar, relacional, literário, musical, profissional, político e governativo. A felicidade faz parte do cardápio indispensável do ser humano. Sem ela a vida seria completamente monótona e não faria qualquer tipo de sentido, razão pela qual é a legítima meta de todos os seres humanos. 

Do ponto de vista etimológico, a felicidade é associada ao estado de quem anda feliz, abarcando adjectivos como sorte, boa fortuna, êxito, contentamento, satisfação, realização e o bem-estar do individuo. Estes valores antropológicos conjugados ganham um peso relevantíssimo na globalidade dos seres humanos. Acontece que, por razões cognoscíveis, o enquadramento da felicidade no âmbito filosófico ultrapassa esta mera definição, máxime no pensamento classicista de Sócrates, Platão e Aristóteles, respectivamente. Na doutrina socrática, a que se pode extrair nos escritos dos seus discípulos Xenofonte e Platão, parte da premissa utilitarista para definir o conceito da felicidade, precedendo neste importante debate as concepções filosóficas de Epicuro, Jeremy Bentham e John Stuart Mill. Este, sobretudo, já no século XIX, definia o utilitarismo como sendo “a doutrina que aceita como fundamento da moral a utilidade, ou o princípio da maior felicidade, defende que as acções são correctas na medida em que tendem a promover a felicidade, e incorrectas na medida em que tendem a gerar o contrário da felicidade. Por felicidade entendemos o prazer, e a ausência de dor; por infelicidade a dor, e a privação de prazer[1].  O Professor Miguel Nogueira de Brito considera que é possível identificar pelo menos quatro propostas para definir o que seja utilidade, ou o bem-estar das pessoas. De acordo com a primeira dessas propostas, e talvez a mais influente, “o bem-estar consiste na experiência ou sensação de prazer. Uma segunda forma de definir utilidade recusa a orientação hedonista e, em vez disso, aceita que uma experiência recompensadora pode não ser necessariamente fonte de prazer. Uma terceira opção, talvez a mais difundida entre os filosóficos que se reclamam utilitaristas, consiste na definição da utilidade em termos da satisfação de preferências. Nesta perspectiva, aumentar a utilidade das pessoas significa satisfazer as suas preferências, sejam elas quais forem. A quarta forma de conceber a utilidade: trata-se daquela que procura resolver o problema das falsas preferências através da definição do bem-estar como a satisfação das preferências racionais ou informais[2]

Comungando holisticamente do eudemonismo, Sócrates vai resumindo que o que importa é a felicidade de todos e não a individual, tratando-se em última instância da do sábio. Um entendimento igualmente defendido por Platão, nas suas construções doutrinárias, ainda com maior alcance. Este, de forma subsumida, associa e identifica a felicidade com o bem e o prazer como sendo conceitos interligo-determinados e redutos últimos da verdadeira felicidade. Aristóteles, por sua vez, discorda parcialmente com esta mundividência de Platão em que a ideia do bem tomado como modelo não é modelo de coisa alguma, uma vez que o bem em si, mesmo tendo por objecto tornar conhecidas as diferentes formas de bens concretos, não passa de uma ideia indeterminada do bem. Nesta ordem de ideias, define a felicidade como actividade da alma de acordo com a virtude mais perfeita do homem. Ainda na mesma esteira do pensamento, segundo a obra conjunta de Caillé, Lazzeri e Senellart que cita Ética Nicómaco de Aristóteles, “o homem deve descobrir o que constitui a sua tarefa, aquilo que o visa e lhe diz respeito em supremo grau. Tal descoberta constitui o facto da ciência política. Tal ciência, soberana e dirigente possui por objecto o bem próprio do homem, bem idêntico para o individuo e para a cidade, mas mais perfeito quando atingindo e perseverado por toda uma cidade. A procura da felicidade adquire, pois, de imediato uma índole colectiva e política (…) É vivendo com os outros que o homem pode ser feliz”[3], encerrava advertidamente. 

Em relação à mundividência religiosa, máxime nas três grandes religiões monoteístas, nomeadamente no Judaísmo, Cristianismo e Islamismo, a felicidade transcende o comummente raio antropológico. Só é feliz nestas três religiões quem obedece aos cânones divinos pré-estabelecidos por ambas as denominações religiosas. O Judaísmo centraliza parte da sua adoração na Torah, que resumidamente se encerra em dez mandamentos outorgados pelo Patriarca Moisés (Êxodo 20:1-17). Cabe, por sua vez, a todos os fiéis, pôr escrupulosamente em prática a Lei de DEUS nos seus corações, afastando-se de qualquer tipo de mal, pois “feliz o homem que não segue o conselho dos maus, não se detém no caminho dos pecadores, nem toma parte na reunião dos provocadores! Antes põe toda a sua alegria na lei do Senhor e nela medita de dia e de noite. Ele é como uma árvore plantada à beira da água corrente, que dá o seu fruto na estação própria e cujas folhas não murcham. Em tudo o que faz é bem-sucedido”, exortava peremptoriamente o salmista para esboçar a ideia da felicidade no judaísmo (Salmo 1:3; 119:1-3). 

O Cristianismo parte deste postulado teológico, no entanto vai reinterpretando harmoniosamente o conceito teleológico da Lei, demonstrando que a justificação do Homem (a felicidade suprema, bem entendido) é unicamente pela Graça Redentora de DEUS, mediante a fé no Senhor Jesus Cristo (Efésios 2:8-10), diferentemente do entendimento do Judaísmo. Para que serve então a Lei no Cristianismo? A Lei, de acordo com o Apóstolo Paulo, servia “para mostrar aquilo que é contra a vontade de Deus. E só devia durar até que viesse aquela descendência, a quem a promessa se destinava. (…) Dessa maneira, a lei foi a nossa educadora, até que viesse Cristo, a fim de sermos justificados por meio da fé. Agora que veio o tempo da fé, já não estamos sujeitos à lei como nossa educadora, visto que pela fé que nos une a Jesus Cristo somos filhos de Deus. Com efeito, todos os que foram baptizados em Cristo revestiram-se das qualidades de Cristo” (Gálatas 3:19; 24-26). Um entendimento também reforçado em toda a epístola aos Romanos. A fé no Senhor Jesus Cristo, ancorada na Graça Soteriológica, é o único meio para o Homem usufruir plenamente das Bem-aventuranças eternas (vide, por todos os exemplos bíblicos, o grande Sermão do Monte do Senhor Jesus em Mateus 5:1-12 onde estas grandes verdades foram manifestamente proclamadas). E isto se evidencia, em última instância, na Lei do Amor (1 Coríntios 13:1-13), que consiste em amar a DEUS acima de todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos. Destes dois mandamentos, admoestava firmemente o Senhor Jesus, dependem toda a lei e os profetas (Mateus 22:37-40; Marcos 12:30-31; Lucas 10-27-28)

Ao contrário do Judaísmo e o Cristianismo o Islão exorta os seus fiéis a esforçarem-se a fazer a Jihad[4] e a Sharia[5]. Para superar as forças dos ímpios pode ser necessário lançar mão da jihad contra os infiéis, o que por sua vez pode significar recorrer à “guerra santa”. O martírio está na essência do estado de pureza religiosa e felicidade. Como afirmava Hassan al-Banna, fundador e líder da Irmandade Muçulmana, assassinado em 1949, para ilustrar este postulado: “o Corão é a nossa constituição, o Profeta é o nosso guia; a morte em nome da glória de Alá é a nossa maior ambição”[6]. O principal objectivo de todas as acções humanas, escreve ainda Manuel Castells e reconfirmado por Hans Küng na sua emblemática obra “Islão”, deve ser o estabelecimento da lei de Deus para toda a humanidade, colocando assim um ponto final na actual oposição entre Dar al-islam (o mundo muçulmano) e Dar al-Harb (o mundo não muçulmano). Verificado este processo "natural” de harmonização deixa automaticamente de haver subjectividade e tudo se passa a desenrolar por meio da umma[7]: o individuo torna-se parte da comunidade dos fiéis, um mecanismo básico de igualdade que oferece apoio mútuo, solidariedade e significados compartilhados. Tudo isto fundando-se com base na Sharia, que prevalece sobre a ideia do Estado-Nação e vincula toda a comunidade muçulmana, que aguarda determinadamente a devida recompensa na glória por ter honrado este ditame religioso. 

No âmbito cultural a concepção da felicidade acaba por ser praticamente idêntica em todas as culturas e os povos do mundo, registando apenas algumas nuances. A base da felicidade prende-se, mormente, por ser portador de uma boa saúde, educação, honrar os pais, ter uma boa formação profissional, um bom emprego que lhe habilite a possuir riquezas materiais, casar com uma pessoa bem-sucedida e construir com ela uma família estável, tendo inclusive filhos saudáveis e bem-aprumados nessa união matrimonial. A partir do momento que uma pessoa consegue preencher estes pressupostos convencionais, ela é automaticamente vista e considerada como sendo feliz. A felicidade acaba assim por ser entendida e esgotada, em todas as dimensões culturais, com a exterioridade do ter, isto é, ter saúde, ter formação/profissão, ter trabalho, ter família, ter filhos, ter poder, ter riqueza e ter uma vida desafogada, ter sucesso, etecetera. Justamente por isso, levando à letra esta máxima, todo o mundo luta incansavelmente para ter o poder, a riqueza, a glória e a fama, uma vez que todos os outros “teres” advêm destes efémeros atributos humanos. 

Da nossa parte, como devotos Cristãos que somos, comungamos plenamente com o conceito da felicidade do Cristianismo. A maior felicidade que uma pessoa pode ter durante a sua peregrinação neste tenebroso mundo é crer resolutamente no Senhor Jesus Cristo (Actos 16:31), e procurar diariamente ajustar a sua transitória vida aos impolutos mandamentos do Todo-Poderoso DEUS (Actos 26:20)Entendemos ainda que a felicidade vai muito mais além de que qualquer tipo de exterioridade, aparente sucesso social ou a ideia de um mero prazer passageiro, tal como é erradamente enfatizado no nosso mundo pós-moderno. Ela é, sem dúvida, um estado de alma. Há muitas pessoas afortunadas e com grandes sucessos sociais, mas, mesmo assim, destituídas da verdadeira felicidade, vivendo atormentadas, depressivas, desorientadas e completamente infelizes. Têm uma vida totalmente oca, triste e miserável. Outras, pobres, sem qualquer tipo de conforto material, são genuinamente felizardas. Um autêntico paradoxo, não é? Tudo isto para vincar que a felicidade não tem propriamente que ver com o “ter” ou com a falsa ideia do prazer imediato, mas sim com o “ser”. É no “ser”, aquilo que realmente somos, na nossa simplicidade de ver e encarar a vida, que a felicidade se manifesta com toda a sua força e vigor, porque ela é de interioridade e habita unicamente na interioridade da pessoa. Saber, acima de tudo, conviver e conformar-se com aquilo de que dispomos. Sermos realistas nas nossas abordagens e legítimas expectativas de vida, especialmente saber valorizar as pequenas coisas. Cultivar a gratidão pela vida e tudo aquilo que ela nos vai proporcionando – quer sejam coisas boas e más, uma vez que a felicidade consiste sobretudo neste binómio. Ser, igualmente, humildes, virtuosos, amorosos, solidários e pensar sempre no bem do próximo, bem como nunca se cansar de praticar boas acções. Afastar do mal e praticar sempre o bem, buscando a paz e reconciliação com tudo e todos à nossa volta. Eis, de forma abreviada, a definição e receita para a verdadeira felicidade. 



[1] John Stuart Mill, in Utilitarismo, p. 50 e 51, Editora, Gradiva, Lisboa, 2005.
[2] Miguel Nogueira de Brito, “As Andanças de Cândido [Introdução ao Pensamento Político do século XX, p. 19 e 20, Edições 70, Lisboa, 2009.
[3] História Crítica da Filosofia Moral e Política, p. 73, Editorial Verbo, Lisboa/São Paulo, 2005.
[4] Palavra que na sua raiz etimológica significa empenho, consubstanciando a luta interior e exterior em nome de Alá.
[5] Legislação – o primado da lei islâmica face a qualquer tipo de Direito.
[6] Manuel Castells, O Poder Da Identidade [A Era da Informação: Economia, Sociedade e Cultura], Fundação Calouste Gulbenkian, 2007, p. 14.
[7] Comunidade de fiéis, em que todos são iguais na sua submissão perante Alá. 

A Mulher e os Livros

O Que é a Felicidade?


A pergunta é bastante sugestiva e pertinente nos ansiosos, conturbados e depressivos dias que correm. Definir a felicidade é uma tarefa complicadíssima, visto que não é uma questão assim tão nítida e linear de abordar. Ela remete-nos concomitantemente para várias considerações dogmáticas, nomeadamente etimológicas, filosóficas, religiosas e culturais, para assim podermos holisticamente aferir com precisão o seu verdadeiro substrato axiológico. Apesar de todas essas diversas formulações e mundividências subjacentes em torno dela, é um facto universalmente assente e manifestamente incontestável que todas os seres humanos à face da Terra almejam e buscam afincadamente a felicidade como supremo bem, mesmo desconhecendo, na generalidade de situações, no que ela realmente consiste ou as vias mais correctas de encontrá-la. Esta legítima aspiração é notória na ênfase e primazia que as pessoas incansavelmente vão dando à felicidade no seu quotidiano, desdobrando-se no domínio pessoal, afectivo-amoroso, familiar, relacional, literário, musical, profissional, político e governativo. A felicidade faz parte do cardápio indispensável do ser humano. Sem ela a vida seria completamente monótona e não faria qualquer tipo de sentido, razão pela qual é a legítima meta de todos os seres humanos. 

A PALAVRA DO SENHOR (25): Quem Tem Ouvidos Para Ouvir, Que Ouça


«Se alguém ensinar coisas diferentes e não seguir a doutrina certa, que é a de nosso Senhor Jesus Cristo, segundo os ensinamentos da nossa religião, esse é um orgulhoso e não compreende nada. É uma pessoa doentia que só levanta problemas e discussões. É daí que nascem as invejas, as intrigas, as injúrias, as suspeitas maldosas e as discussões inúteis de gente de entendimento corrompido e que anda longe da verdade. Eles pensam que a religião é um negócio. De facto, a religião pode até ser uma forma de enriquecimento se for praticada sem motivos interesseiros. 

Quando viemos ao mundo, não trazíamos nada; e quando formos embora, também nada podemos levar. Se tivermos alguma coisa que comer e com que nos vestir, é quanto basta. Porém os que desejam enriquecer caem na tentação e na armadilha e são vítimas de muitos desejos insensatos e prejudiciais, fazendo com que se afundem na ruína e na perdição. A raiz de todos os males é a ganância do dinheiro. Levados por ela, muitos perderam a fé e meteram-se em grandes aflições. 

Tu, porém, como homem de Deus, foge dessas coisas. Procura a justiça, a piedade, a fé, o amor, a paciência e a mansidão. Luta no bom combate da fé; segura a vida eterna, para a qual foste chamado e da qual fizeste tão bela profissão de fé diante de muitas testemunhas. Na presença de Deus, que dá a vida a tudo, e de Jesus Cristo que deu tão belo testemunho diante de Pôncio Pilatos, eu te peço: Até à vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, guarda sem defeito nem mancha o que te foi mandado. Na devida altura ele há de aparecer pelo poder daquele que é bendito, o único soberano, o Senhor dos senhores. É ele o único que não morre. Ele vive rodeado de uma luz que ninguém consegue penetrar. Ninguém o viu nem poderá ver. A ele seja dada honra e poder para sempre. Ámen.» 

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(Apóstolo Paulo, in A Bíblia Sagrada, 1 Timóteo 6:3-16, Versão, A Boa Nova Em Português Corrente, Lisboa, Sociedade Bíblica de Portugal, 2004). 

Nasceu O Redentor!



“Ó noite santa de estrelas fulgurantes

Ó linda noite em que o Cristo nasceu.
Estava o mundo pecador errante
Até que o Cristo na terra apareceu 

As almas vivem nova esperança
Em clara aurora a nova luz se ergueu 

Ajoelhai, ouvi a voz dos anjos
Natal, Natal
Nasceu O Vosso Rei 

Natal, Natal
Nasceu O redentor! 

Com os corações alegres nos curvamos
Aqui no berço de Cristo Jesus
Os Magos também do Oriente chegam
Guiados por uma estrela de luz 

O grande Rei nascido tão pobremente
Eterno amigo vindo nos revelar 

Ajoelhai, ouvi a voz dos anjos
Natal, Natal
Nasceu O Rei dos reis 

Natal, Natal
Nasceu O redentor! 

Ajoelhai, ouvi a voz dos anjos
Natal, Natal
Nasceu O Vosso Rei 

Natal, Natal
Nasceu O redentor!”