Um Dia, Uma Aniversariante

A nossa estimada irmã Maria José Alexandre celebra hoje mais um aniversário, acrescentando uma nova primavera à sua vida, graças a DEUS. Ninguém fica indiferente ao cruzar-se com a nossa querida irmã Maria José ou ao fazer parte do seu círculo de relações, tendo em conta a sua visão elevada, abrangente e apurada da vivência cristã. 

Marca todos de forma positiva e demonstra amor para com todos os que a rodeiam, sem fazer aceção de pessoas. Encarna, de forma evidente, os grandes princípios e valores da fé cristã no seu quotidiano, servindo de exemplo para os demais (LER)

A estimada irmã Maria José Alexandre é, de facto, uma grande mulher de DEUS. É também uma mulher de família, vivendo sempre em torno dos seus entes queridos. A Igreja e a família constituem pilares estruturantes do seu substrato identitário. Vive servindo incansavelmente a Igreja do Senhor Jesus Cristo, a família e o próximo, com todas as suas forças e inteligência. 

A irmã Maria José Alexandre é uma pessoa piedosa, amorosa, aberta, acessível e profundamente humilde. Possui um perfil pacífico, agregador, altruísta, generoso e desprendido; relaciona-se bem com todos, sem preconceitos nem atitudes de superioridade para com quem quer que seja. 

Guardo comigo, ao longo de muitos anos até à presente data, apenas boas recordações da nossa estimada irmã Maria José. Sempre me tratou com amor e carinho, tal como faz com todos os que cruzam o seu caminho. Acompanhou de perto o meu percurso no Seminário Teológico Baptista (STB) e na Igreja Evangélica Baptista da Amadora, inteirando-se, com genuína preocupação, dos meus desafios de vida e procurando ajudar na medida do possível. Assim procedeu, primeiramente, com o meu irmão Evaristo Vieira e, posteriormente, comigo. 

Todas estas nobres qualidades humano-espirituais que destaco na irmã Maria José Alexandre são igualmente evidentes na vida e no ministério do seu marido, o Pastor Manuel Alexandre Jr., confirmando, assim, a máxima popular: “ao lado de um grande homem há uma grande mulher”. 

Sem me alongar mais, apresento os meus mais sinceros parabéns e votos de feliz aniversário à estimada irmã Maria José Alexandre. Que o nosso Eterno e Todo-Poderoso DEUS continue a abençoá-la rica e poderosamente em todos os aspetos da sua vida, concedendo-lhe vida abundante e saúde, juntamente com toda a sua amada família. Que a graça e a bondade do Senhor Jesus estejam sempre consigo, hoje e para todo o sempre. Que se cumpra sobre a sua vida a bênção: “O Senhor te abençoe e te guarde; o Senhor faça resplandecer o seu rosto sobre ti e tenha misericórdia de ti; o Senhor sobre ti levante o seu rosto e te dê a paz” (Nm 6:24-26). Que assim seja. 

Em suma, estimada irmã Maria José Alexandre, desejo-lhe felicidades espirituais, familiares, ministeriais, relacionais e terrenas, bem como todas as felicidades do tempo e da eternidade. 

Fé e Trabalho: Como Unir os Dois


A fé e o trabalho são duas realidades que, ao longo da história do Cristianismo, têm gerado inúmeros equívocos doutrinários no seio do povo de Deus, levando frequentemente a extremos na forma de os conceber. Há quem dê prioridade exclusiva à fé, negligenciando completamente o trabalho na sua rotina de vida. Inversamente, há quem faça do trabalho o seu modus vivendi, sacrificando deliberadamente o compromisso com Deus em nome da atividade profissional. Ambas as perspetivas estão profundamente erradas à luz das Sagradas Escrituras. 

O cristão deve viver a sua fé de forma comprometida e devota diante de todo o mundo, dando testemunho vivo da sua salvação. E isso implica honrar a Deus tanto na dimensão espiritual como na dimensão civil. Do mesmo modo, o cristão deve viver a sua fé trabalhando. Nenhum cristão, pelo simples facto de pertencer a uma comunidade eclesiástica, deve sentir-se no direito de não trabalhar e de viver à custa dos outros (2 Ts 3, 6-12). Pelo contrário, todos os cristãos são exortados pelo apóstolo Paulo a considerar uma honra trabalhar com as próprias mãos, de modo a não serem “pesados a ninguém” (1 Ts 4, 11-12), e a praticar também uma solidariedade material, partilhando os frutos do seu trabalho com o necessitado (Ef 4:28). 

Os crentes, tal como sustenta a Doutrina Social da Igreja, “devem viver o trabalho ao estilo de Cristo e torná-lo ocasião de testemunho cristão diante dos «de fora» (1 Ts 4, 12). (…) Mediante o trabalho, o homem governa com Deus o mundo; juntamente com Ele, permanece seu senhor e realiza coisas boas para si e para os outros. O cristão é chamado a trabalhar não só para conseguir o pão, mas também por solicitude para com o próximo mais pobre, ao qual o Senhor manda dar de comer, de beber, vestir, acolhimento, atenção e companhia (cf. Mt 25, 35-36)” (LER). Cada trabalhador, afirma Santo Ambrósio, “é a mão de Cristo que continua a criar e a fazer o bem”. 

Perante tudo o que ficou exposto, a fé e o trabalho são dimensões complementares, intrínsecas e irrenunciáveis na vida de um cristão, desde que colocadas na ordem correta. Fazem parte do substrato identitário de um filho de Deus. Tanto assim é que o apóstolo Paulo se empenhou em advertir a Igreja, com sabedoria divina, acerca da importância cimeira de integrar a fé e o trabalho na dinâmica da vida cristã, nomeadamente no capítulo terceiro da Segunda Epístola aos Tessalonicenses. 

É preciso trabalhar. É precisamente neste ponto que o apóstolo Paulo aprofunda ainda mais a sua exortação. Surge uma advertência clara, uma séria chamada de atenção, feita em nome do Senhor Jesus Cristo. Isto significa que esta recomendação traz o selo do nome mais sagrado e, por isso, não se trata de um assunto leviano ou secundário, mas de algo profundamente importante. 

Paulo escreve: “Irmãos, em nome do Senhor Jesus Cristo, queremos recomendar-vos que se afastem de todos aqueles irmãos que vivem sem fazer nada e que não seguem os ensinamentos da tradição que receberam de nós” (2 Ts 3:6). Refere-se àqueles irmãos que viviam sem nada fazer. Eram pessoas que não queriam trabalhar e que, além disso, criavam intrigas, calúnias e conversas inúteis no meio da comunidade. Em vez de edificarem, prejudicavam a vida da Igreja. 

Na verdade, sabemos que nem todas as pessoas têm a mesma disposição para o trabalho. Também reconhecemos que há muitos que desejam trabalhar e não conseguem, por diversas razões: falta de emprego, problemas de saúde, limitações físicas, dependência de terceiros ou incapacidade temporária. Não é destes casos que Paulo fala. O apóstolo dirige-se àqueles que, tendo saúde, capacidade e oportunidade, simplesmente não querem trabalhar. 

Ao que tudo indica, alguns viviam influenciados pela ideia de que a vinda de Cristo seria imediata. Por isso, abandonavam responsabilidades, desfaziam-se dos seus bens e limitavam-se a esperar, sem produzir nem contribuir. 

Nem todo o trabalho é, automaticamente, uma bênção. Há contextos laborais profundamente nocivos. Quando uma pessoa exerce a sua profissão na área de que gosta, isso já é um bom começo. Contudo, não basta. Também contam o ambiente de trabalho, os colegas, as chefias e as condições humanas em redor. Há quem trabalhe naquilo que ama, mas viva num ambiente tóxico, marcado por humilhações, pressões abusivas ou bullying. Nesses casos, o trabalho torna-se um peso que afeta a saúde mental, o equilíbrio familiar e a dignidade pessoal. 

Também o trabalho deixa de ser bênção quando ocupa o lugar que pertence a outras prioridades da vida, mormente o lugar de Deus. O excesso de trabalho destrói lares, fragiliza casamentos, afasta pais dos filhos e rouba a paz interior. Para o cristão, o trabalho é importante, mas não pode ocupar o lugar central da existência. 

Qual é, então, a prioridade máxima? O próprio Senhor Jesus ensinou: “Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas” (Mt 6:33). O Reino de Deus vem em primeiro lugar; depois seguem-se as demais áreas da vida, incluindo a família e o trabalho. Quando o trabalho sobe ao topo dessa pirâmide, instala-se o desequilíbrio e inicia-se uma rampa deslizante para a perdição. 

Apesar dessas exceções, de forma geral o trabalho é uma bênção. O trabalho oferece autonomia, liberdade e dignidade. Quem não trabalha, quando o poderia fazer, torna-se frequentemente dependente do Estado, da família, dos amigos ou de instituições diversas. Essa dependência pode limitar a liberdade pessoal e enfraquecer o sentido de responsabilidade. 

Trabalhar não é fácil. Exige esforço, disciplina, sacrifício e perseverança. Obriga a levantar cedo, suportar pressões e enfrentar dificuldades. Contudo, no final, há recompensa: a pessoa pode pagar as suas contas, organizar a sua vida e viver com maior independência. 

Mesmo quando ainda não alcançámos o emprego ideal, muitas vezes é necessário enfrentar circunstâncias menos favoráveis enquanto se espera por algo melhor. Isso faz parte do pragmatismo da vida cristã. Em tempos difíceis, importa perseverar, suportar com paciência e continuar a orar para que Deus abra portas melhores no tempo certo. 

Naturalmente, há situações em que o trabalho perde toda a sua dignidade: exploração, escravidão moderna, salários injustos, abuso patronal ou ambientes de violência psicológica extrema. Quando o trabalho destrói a pessoa e fere a sua dignidade, deixa de cumprir o seu propósito. 

Paulo apresenta-se como exemplo: “Não andámos por aí sem fazer nada, nem comemos de graça o pão de ninguém. Antes trabalhámos duramente, noite e dia, para não nos tornarmos pesados a nenhum de vocês” (2 Ts 3:7). O apóstolo mostra que o trabalho dignifica. Ele não queria ser peso para ninguém e esforçava-se por sustentar-se, mesmo tendo direito a receber apoio. 

Depois recorda uma frase firme e conhecida do texto sagrado: “Se alguém não quiser trabalhar, também não coma” (2 Ts 3:10).  O sentido deste versículo é claro: quem recusa voluntariamente o dever do trabalho não deve esperar usufruir dos frutos produzidos pelo trabalho dos outros. 

A ociosidade voluntária gera muitos males. Pessoas desocupadas entregam-se facilmente a intrigas, mexericos e conflitos inúteis. Por isso Paulo diz “que andam por aí alguns sem fazer nada ou ocupando-se com ninharias” (2Ts 3:11). 

A solução apostólica é simples e profunda: “que trabalhem em paz e ganhem o pão que comem” (2 Ts 3:12). O trabalho deve ser feito em paz, com responsabilidade e honestidade. 

Mas Paulo vai ainda mais longe: “'E da vossa parte, irmãos, nunca se cansem de fazer o bem” (2 Ts 3:13). O cristão não trabalha apenas para sobreviver, acumular ou enriquecer. Trabalha também para servir, partilhar e abençoar os outros. Aqui entra a mordomia cristã: usar os recursos com sabedoria para a glória de Deus e para socorrer o próximo. 

Fazer o bem nem sempre traz reconhecimento. Muitas vezes encontramos ingratidão. Ainda assim, somos chamados a perseverar, porque ao fazer o bem honramos a Deus e revelamos uma vida transformada. 

No final da carta, Paulo deseja que o Senhor da paz conceda paz em todas as circunstâncias. Essa paz começa na reconciliação com Deus, estende-se ao interior da pessoa e alcança também o relacionamento com os outros. 

Quem vive em guerra consigo mesmo dificilmente terá paz com Deus ou com o próximo. Mas quem se submete ao Senhor encontra equilíbrio, direção e descanso. 

Fé e trabalho não são inimigos. Pelo contrário, completam-se quando colocados na ordem correta. O trabalho deve ser visto como vocação, serviço e meio de dignidade, nunca como ídolo. A fé ensina-nos a trabalhar com honestidade, equilíbrio e propósito. 

Que Deus nos ajude a guardar estas verdades no coração e a vivê-las no dia a dia. Não é fácil, mas com a ajuda Divina e a orientação do Espírito Santo, é possível. Que assim seja. E assim sempre será no nome Bendito do Senhor Jesus Cristo. 

A Páscoa de Cristo à Luz da Teologia da Salvação


Celebra-se hoje a Páscoa, razão pela qual me sinto compelido, no bom sentido do termo, a partilhar convosco uma brevíssima reflexão sobre “A Páscoa de Cristo à Luz da Teologia da Salvação”, isto é, no processo de redenção da humanidade. 

Desde logo, importa dizer que o Senhor Jesus Cristo veio a este mundo e viveu verdadeiramente como homem, participando da nossa condição humana, embora sem pecado (2 Co 5:21). Porém, quando faltava pouco tempo para passar desta vida para a eternidade, o Senhor Jesus Cristo tomou a firme decisão de ir a Jerusalém (Lc 9:51). 

Não se tratava de uma decisão qualquer ou leviana, mas de uma resolução consciente, esclarecida e profundamente determinada, pois implicava a sua humilhação, sofrimento e morte. Ainda assim, o Senhor Jesus Cristo não desfaleceu no ânimo; antes, avançou firmemente para cumprir a vontade do Pai. Foi assim que o Senhor Jesus Cristo entrou triunfalmente em Jerusalém, enquanto a multidão lhe rendia o devido louvor, clamando:Hosana! Bendito o que vem em nome do Senhor! Bendito o Reino do nosso pai Davi, que vem em nome do Senhor! Hosana nas alturas!” (Mc 11:9-10). 

Passados poucos dias, porém, o Senhor Jesus Cristo confrontou-se com a dura realidade: foi preso, açoitado, humilhado e morto na cruz do Calvário (Lc 23:33). Contudo, ao terceiro dia ressuscitou dentre os mortos e manifestou-se com provas irrefutáveis, assinalando este grande marco da história do cristianismo (Mt 28:5-7). 

Por essa razão, este acontecimento central foi narrado nos quatro Evangelhos – Mateus, Marcos, Lucas e João. O apóstolo Paulo, de forma ainda mais aprofundada, desenvolve esta verdade em 1 Coríntios 15, salientando que, sem a ressurreição, vã seria a nossa fé; a fé cristã estaria desprovida de sentido, fundamento e esperança (1 Co 15:12-23). Mas nós sabemos e proclamamos que Jesus Cristo ressuscitou dos mortos. Ele é a esperança viva de todos aqueles que nele esperam (1 Co 15:20; Mc 16:6; Jo 11:25-26; Rm 10:9). 

É também importante traçar o paralelismo entre o Senhor Jesus Cristo e o homem caído, representado em Adão. O primeiro homem, Adão, desejou ser como Deus. Inflamou-se na soberba, no orgulho e na pretensão de igualdade com o Criador. Como consequência, foi humilhado: destituído da glória original da sua criação, expulso do Jardim do Éden e submetido à morte (Gn 3:16-23). Jesus Cristo, porém, sendo Deus, não se apegou egoisticamente aos privilégios da sua glória. Antes, como afirma a Escritura, “a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz” (Fl 2:7-8). 

Por isso, “Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu o nome que está acima de todo nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai” (Fl 2:9-11). 

Vemos aqui um profundo contraste entre Adão e Cristo. Adão quis exaltar-se e foi humilhado. Cristo humilhou-se voluntariamente e foi exaltado. Adão procurou elevar-se pela desobediência (Gn 3:5-6; Cristo foi elevado pela obediência perfeita (Gn 3:5-6). Adão trouxe condenação e morte (Rm 3:23; 5:12-15); Cristo trouxe justificação e vida eterna (Gl 2:16; Rm 5:1-2). 

Eis uma grande lição para nós: o caminho para o verdadeiro crescimento espiritual e para a comunhão com Deus não passa pelo orgulho, pela arrogância ou pela exaltação pessoal. Pelo contrário, passa pela humildade. Como o próprio Senhor ensinou: “Porquanto qualquer que a si mesmo se exaltar será humilhado, e aquele que a si mesmo se humilhar será exaltado” (Lc 14:11; Mt 23:12). 

Jesus Cristo foi exaltado acima de todos os nomes, e toda a humanidade – os que já partiram, os que vivem hoje e os que ainda hão de vir – reconhecerá um dia o seu senhorio (Fl 2:11). Uns para salvação e vida eterna (Mt 25:32-34; Ap 7:14); outros para juízo, por terem rejeitado a graça durante a sua peregrinação terrena (Mt 25:41). 

Todavia, apesar de todas as vicissitudes da paixão, o Senhor Jesus Cristo ressuscitou. Ele é a esperança e a certeza de todos os que nele confiam. Sem a ressurreição do Senhor Jesus Cristo, a fé bíblica não teria fundamento. A ressurreição constitui o alicerce, a garantia e a esperança da nossa fé. Cristo é a esperança de todos aqueles que existiram, existem e existirão; dos que creram no passado, dos que hoje abraçam a fé e dos que no futuro ainda se renderão ao Evangelho. 

Mas tudo isto confronta-nos com um desafio: renunciar a nós mesmos, tomar a nossa cruz e seguir determinadamente Jesus Cristo todos os dias (Lc 9:23). Isto implica abandonar o ego, rejeitar os prazeres pecaminosos, a corrupção e a maldade deste mundo (1 Pd 2:1-2), para nos convertermos sinceramente a Deus. Só assim demonstramos que “nascemos de novo”, que somos filhos de Deus e que fomos transformados pela sua graça (Rm 12:1-2). Essa obra realiza-se em nós pela acção do Espírito Santo (1 Co 12:3; Rm 8:11; Ef 1:13-14; Tt 3:5), embora também exija da nossa parte uma disposição sincera para corresponder à mensagem salvífica da Boa Nova (Rm 10:8-11). 

Essa mensagem centra-se na encarnação, vida, morte e ressurreição gloriosa do Senhor Jesus Cristo. Sabemos que Jesus Cristo morreu e ressuscitou ao terceiro dia (Mt 28:6). A morte não teve domínio sobre Ele (At 2:24). Aquele que durante o seu ministério ressuscitou mortos (Mc 5:35-43; Jo 11:1-45), também ressuscitou pelo poder de Deus, vencendo definitivamente a morte (Rm 6:9; Hb 2:14-15). Por outras palavras, tal como escreve o Apóstolo Paulo, o Senhor Jesus Cristo “não só destruiu a morte, como trouxe à luz a vida e a imortalidade, mediante o evangelho” (2Tm 1:10). 

Por isso, somos chamados a confiar nesta mensagem salvífica, a entregar o coração ao Senhor Jesus Cristo e a permitir que a verdade da ressurreição transforme a nossa vida. Somos igualmente chamados a anunciá-la àqueles que estão ao nosso redor (Mt 28:18-20). 

Que Deus nos abençoe, que Deus nos ajude a interiorizar estas verdades e, acima de tudo, a vivê-las diariamente. 

Jesus Cristo ressuscitou. Ele é a certeza e a esperança da nossa fé. Aleluia! Aleluia! Aleluia! 

Será Que a Mulher Guineense é Realmente Emancipada?


Venho novamente hoje dar sequência à minha rúbrica habitual em defesa do futuro da Guiné-Bissau. Pretendo continuar nesta senda de reflexão sobre a problemática, os desafios, os dilemas, as contradições e as contrariedades que as mulheres guineenses enfrentam no seu quotidiano, aproveitando também o ensejo do mês de março, consagrado à celebração da mulher. 

O tema que trago hoje prende-se com uma questão pertinente: será que a mulher guineense é, de facto, emancipada? A minha resposta é, claramente, negativa. Não considero que a mulher guineense seja verdadeiramente emancipada. Quando falamos de emancipação, devemos ter em conta pressupostos fundamentais como a autonomia e a autodeterminação. Estes conceitos desdobram-se em várias dimensões da vida humana, começando, desde logo, pela emancipação intelectual. 

A emancipação intelectual traduz-se na capacidade de uma pessoa compreender o que está em jogo, reconhecer os interesses que a rodeiam e, a partir daí, tomar decisões mais acertadas e conscientes para a sua vida. Em suma, trata-se de decidir o próprio futuro de forma esclarecida e livre de manipulação. Assim, uma pessoa intelectualmente emancipada é capaz de fazer escolhas informadas e responsáveis. 

Ora, não considero que a generalidade das mulheres guineenses esteja intelectualmente emancipada. Tal condição exige, entre outros fatores, o acesso à educação, sendo que muitas mulheres ainda são privadas desse direito básico. A negação da instrução condiciona a liberdade, sobretudo no que diz respeito à capacidade de fazer escolhas conscientes e autónomas. Como consequência, a mulher continua, muitas vezes, a ser manipulada, instrumentalizada e relegada para um plano secundário nas relações com o homem. 

Neste contexto, a mulher guineense tende a viver em função do homem, ajustando as suas expectativas, esperanças e projetos de vida à figura masculina, frequentemente idealizada como a fonte da sua felicidade. Desde tenra idade, muitas são incutidas com a ideia de que devem encontrar um homem – de preferência poderoso e financeiramente estável – que lhes proporcione realização. Assim, a sua felicidade é frequentemente associada à presença masculina, o que limita a sua autonomia. 

Este paradigma impede a verdadeira emancipação intelectual. Uma mulher verdadeiramente emancipada não aceitaria, por exemplo, situações de abuso, violência ou violação. Contudo, verifica-se que tais práticas são, por vezes, toleradas ou até legitimadas. Recordo que, em certos contextos, comportamentos violentos eram interpretados como manifestações de amor, o que evidencia uma profunda distorção de valores. Sabemos, porém, que o amor se expressa através do respeito, do cuidado, da consideração e do afeto – nunca pela violência. 

Para além da dimensão intelectual, importa considerar a emancipação financeira. Também neste domínio, a mulher guineense, de forma geral, ainda não se encontra plenamente emancipada. Mesmo quando trabalha e aufere rendimento, persiste a ideia de que o homem deve assumir o papel de provedor principal, o que gera dependência económica. 

Essa dependência leva muitas mulheres a aceitar situações de desrespeito, traição ou violência, por receio de perder o suporte financeiro. Assim, o poder económico do homem acaba por reforçar relações desiguais, nas quais a mulher se vê condicionada a manter o silêncio ou a tolerar comportamentos prejudiciais. Mesmo entre mulheres instruídas, esta mentalidade ainda persiste, revelando que a emancipação financeira não se resume apenas à obtenção de rendimento, mas também à mudança de mentalidade. 

Outra dimensão essencial é a emancipação sexual. Neste aspeto, verifica-se igualmente que a mulher guineense ainda enfrenta fortes limitações. A sua sexualidade é frequentemente vivida em função do homem, orientada para satisfazer os seus desejos, enquanto o prazer feminino continua a ser um tabu. 

Práticas como a mutilação genital feminina constituem exemplos extremos dessa realidade, representando uma grave violação dos direitos humanos e da dignidade da mulher. Mesmo fora desses casos, muitas mulheres são socializadas para não reconhecer ou reivindicar o seu próprio prazer, sendo frequentemente estigmatizadas quando o fazem. Deste modo, a mulher continua, em muitos casos, a viver a sua sexualidade de forma condicionada, sujeita a normas sociais que favorecem o homem e reprimem a sua autonomia. 

Em suma, só se poderá falar de verdadeira emancipação da mulher guineense quando esta se concretizar nas dimensões intelectual, financeira e sexual. Estas três vertentes são fundamentais para que a mulher possa exercer plenamente a sua liberdade e autodeterminação. 

A emancipação intelectual permite-lhe compreender e decidir com consciência; a emancipação financeira liberta-a da dependência económica; e a emancipação sexual assegura-lhe o direito de viver a sua intimidade com liberdade e dignidade. 

Contudo, importa referir que, nos dias de hoje, tem-se falado cada vez mais em “empoderamento” em vez de “emancipação”. Isto porque não basta possuir, em teoria, certas condições – é necessário que a mulher tenha também a capacidade prática de agir, decidir e afirmar-se. 

Apesar de alguns progressos, sobretudo ao nível da educação, muitas mulheres continuam a viver em função do homem, acreditando que a sua felicidade depende dele. No entanto, a verdadeira felicidade reside no próprio indivíduo. As relações devem acrescentar valor, e não servir como única fonte de realização pessoal. 

Por fim, importa sublinhar que o caminho para a emancipação passa, inevitavelmente, pela educação. É através dela que se promove a consciência crítica, a autonomia e a capacidade de transformação social. Só com investimento sério na educação será possível alcançar uma sociedade mais justa, onde a mulher tenha igualdade de oportunidades, liberdade e dignidade. 

Em conclusão, considero que a mulher guineense ainda não é plenamente emancipada. Há progressos, sem dúvida, mas o caminho a percorrer continua a ser longo. É necessário continuar a lutar por uma verdadeira igualdade, onde a mulher possa exercer plenamente os seus direitos, viver com liberdade e alcançar a sua realização pessoal. 

Fico por aqui. Até uma próxima ocasião, se Deus quiser.

O Dia da Mulher Guineense


Hoje é um dia de particular significado para as valorosas mulheres guineenses. Celebra-se, no nosso país, o Dia da Mulher Guineense. Contudo, a mulher guineense continua, de forma persistente e deliberada, a ser votada à ignorância, à discriminação, à violência doméstica, à prostituição, ao casamento forçado, à mutilação genital feminina, aos elevados índices de mortalidade materno-infantil e ao feminicídio. 

Para grande infelicidade nossa, a mulher guineense vive uma realidade marcada pelo medo, pelo sofrimento e pela tragédia no seu processo de afirmação social. Desde a mais tenra idade até à vida adulta, é condenada a uma condição de subalternidade e subalternização, sendo frequentemente privada de direitos fundamentais e de adequada protecção jurídica. Vive, assim, à margem da sociedade, à mercê dos caprichos egocêntricos dos homens. 

Foi perante esta realidade aviltante e profundamente humilhante, vivida diariamente pelas nossas mulheres, que me senti compelido, há três anos, a gravar este podcast, com o objectivo de denunciar os flagrantes abusos e males perpetrados contra mulheres indefesas, bem como de identificar as origens destes verdadeiros cancros sociais e apresentar soluções exequíveis para a sua erradicação definitiva no nosso país. 

Um feliz Dia da Mulher Guineense a todos, em especial às valentes mulheres da nossa Terra.

A Prisão do Eng.º Domingos Simões Pereira Não Pode Cair no Esquecimento

A prisão despótica do Eng.º Domingos Simões Pereira (DSP) não pode ser relegada para o alheamento e/ou para o esquecimento. Não pode transformar-se num novo “normal” em Bissau, como se nada tivesse acontecido. A sociedade guineense não pode conformar-se com esta grave injustiça cometida contra um homem que dedicou toda a sua vida ao serviço da Guiné-Bissau e, em particular, do seu povo. 

A prisão do Presidente da Assembleia Nacional Popular e líder do PAIGC, Eng.º Domingos Simões Pereira, representa, em rigor, a prisão de todos nós que lutamos diariamente contra os golpistas, narcotraficantes, traidores, bandidos, criminosos e sanguinários que capturaram o nosso país. A detenção de DSP simboliza o triunfo momentâneo da mentira sobre a verdade, da traição sobre a lealdade, do ódio sobre o amor e da tirania sobre a democracia popular. 

Por isso, é imperativo que os homens e as mulheres guineenses se levantem para exigir, de forma firme e determinada, a libertação imediata e incondicional de DSP. Onde está a direcção do PAIGC, da UDEMU, CONQUATSA e da JAAC para lutar, com todos os meios legítimos disponíveis, pela libertação do seu líder dos calabouços? Onde está a sociedade civil guineense para, de forma convergente e uníssona, insurgir-se contra o status quo da ditadura instalada no nosso país? Onde estão os bons filhos da Guiné-Bissau para erguerem, com coragem, a sua voz em defesa do Estado de Direito Democrático e, consequentemente, da libertação de todos os cidadãos injustamente detidos, incluindo DSP? 

Quem deveria estar preso não é DSP, mas sim os corruptos e malfeitores que grassam impunemente na nossa praça pública. O Eng.º Domingos Simões Pereira corre sérios riscos de vida nas mãos destes golpistas grosseiros e criminosos narcisistas. Caso nada seja feito atempadamente para garantir a sua libertação, corre-se o risco de que venha a ter o mesmo destino trágico do Eng.º Amílcar Lopes Cabral. 

O Eng.º Amílcar Lopes Cabral foi manifestamente odiado por correligionários do seu próprio partido, ao ponto de ser barbaramente assassinado, não obstante o seu profundo humanismo, elevado sentido patriótico, inteligência invulgar e sacrifício abnegado em prol da autodeterminação da Guiné-Bissau e de Cabo Verde. Movidos pela inveja e pela luta pelo poder, mataram-no friamente, para grande desgraça do povo guineense. 

O Eng.º Domingos Simões Pereira é igualmente alvo de inveja por parte de alguns dos seus pares no partido, de colegas de formação e de certas chefias militares. Do mesmo modo, é alvo de animosidade por parte de guineenses de má-fé. Por essa razão, tem sido reiteradamente traído por inúmeras pessoas que outrora ajudou e promoveu. A sua maior força reside no facto de ser amplamente estimado pelo povo guineense e por todos os homens e mulheres de boa vontade. 

O Eng.º DSP não é apenas detestado por sectores menos esclarecidos da sociedade, mas também por alguns estratos mais instruídos. A crescente “domingosfobia” é fruto da maldade, da inveja e do ódio dirigidos contra quem procura ser competente, íntegro e progressista. O guineense típico tende a não valorizar pessoas inteligentes, portadoras de ideais revolucionários, quadros sérios e comprometidos com valores nobres e com o desenvolvimento do país. Quem revela tais qualidades humano-sociais torna-se, quase automaticamente, um alvo a abater. Assim aconteceu com o Eng.º Amílcar Lopes Cabral há quarenta e sete anos, e assim se tenta agora proceder com o Eng.º Domingos Simões Pereira (LER). Estão, dia após dia, a precipitar sorrateiramente a sua morte nos calabouços, de forma lenta e despercebida pelo povo guineense. 

Por todas estas razões, a prisão arbitrária do Eng.º Domingos Simões Pereira não pode cair no esquecimento. A sua libertação é urgente e necessária para o bem da nação guineense, custe o que custar. Não podemos vergar perante o autoritarismo dos golpistas e o abuso de poder desenfreado que estão a impor ao nosso país. A libertação inegociável de DSP constitui um imperativo nacional, essencial para a defesa da democracia e para a sua consolidação na Guiné-Bissau. 

Um Dia, Uma Aniversariante

A nossa Dama de Ferro, Sali Mané, completa hoje mais um ano de vida (LER). A Sali é uma mulher bem-educada, forte, trabalhadora, determinada e com os “pés bem assentes na terra”. Vive em função da sua família e é, acima de tudo, uma verdadeira mulher de família. É uma pessoa convicta dos seus ideais, desprovida de ambições ilusórias, autêntica nas relações e completamente dedicada àqueles que a rodeiam no seu círculo social mais próximo. 

A Sali Mané pensa de forma altruísta em si, na sua família e nos outros. Está sempre predisposta a ajudar quem necessita. É uma mulher humilde, generosa e profundamente comprometida com causas humanas e sociais. Por tudo isto, ela é – e será sempre – a nossa “Dama de Ferro”. 

Num dia como o de hoje, em que celebra mais uma primavera da vida, não poderia deixar de me associar a ela nesta ocasião especial para festejarmos juntos o seu aniversário. Por isso, estimada amiga Sali Mané, desejo-te as maiores e melhores realizações em todos os níveis da tua vida. Que sejas sempre abençoada, bem-sucedida e feliz no teu percurso de vida, juntamente com toda a tua amada família e amigos. 

Muitos parabéns e feliz aniversário. Todas as felicidades do tempo e da eternidade. 

A Morte de Um Justo

Tomei conhecimento ontem, com muita tristeza no coração, do desaparecimento físico do meu estimado irmão em Cristo, o Pastor José Seleiro Gonçalves. Era um homem devotado e profundamente comprometido com as nobres causas do Reino de DEUS. Procurou servir fielmente o Senhor Jesus Cristo, da melhor forma possível, durante a sua peregrinação neste mundo. Sentia muito orgulho em ser pastor e em ser chamado pastor. 

O Pastor Seleiro Gonçalves amava genuinamente as pessoas e gostava, com humildade, de servir. Relacionava-se com qualquer pessoa que se cruzasse no seu caminho; não era indiferente a ninguém. Tinha um trato fino e sincero, bem patente no seu demorado aperto de mão e/ou abraço. Era um homem afável e completamente desprovido de preconceitos ou de tiques de superioridade. Dava-se bem com qualquer pessoa, independentemente da sua origem, proveniência, estatuto social ou condição de vida. Era, por assim dizer, amigo de toda a gente. Para além de todas estas qualidades distintivas, manifestas na sua vida, o Pastor Seleiro era também um homem de serviço e profundamente comprometido com a Causa do Evangelho do Senhor Jesus Cristo. 

Conheci o Pastor José Seleiro Gonçalves através do meu irmão Evaristo Vieira. Ambos eram amigos e colegas no Seminário Teológico Baptista (STB). Não obstante a assinalável diferença de idade entre ele e o meu irmão, nada o impediu de ser um amigo próximo, primeiro do meu irmão e, posteriormente, meu. O meu irmão chamava-lhe carinhosamente “the president of America”, alcunha que ele aceitava de bom grado. 

O Pastor José Seleiro Gonçalves era meu amigo e também amigo da minha família. Era, da mesma forma, amigo de muitos africanos; aliás, não se cansava de vincar constantemente a sua forte ligação a África, através da sua mãe. O Pastor Seleiro esteve depois na Guiné-Bissau e, mais tarde, em Angola, reforçando assim os laços de proximidade com o nosso continente. Sentia os problemas e as dores de África como se fossem seus. Tal como a sua mãe estendia a mão para ajudar os necessitados e os pobres em geral, sem fazer acepção de pessoas, o Pastor Seleiro herdou essas características humano-sociais. Ajudou muitas pessoas, inclusive a mim, sem fazer alarido dessas benfeitorias. 

O Pastor José Seleiro Gonçalves era um homem bom e humilde. Amava a DEUS acima de todas as coisas e demonstrava, pelas suas obras, que era um fiel discípulo do Senhor Jesus Cristo. Deixava-se usar pelo Espírito Santo. Era pastor de ovelhas e, simultaneamente, um fervoroso missionário. Tinha uma noção clara do seu propósito de vida nesta terra, que era glorificar o Senhor Jesus Cristo através do seu testemunho de vida. 

Por isso, estou profundamente triste com o seu desaparecimento físico, não obstante saber que foi promovido à glória. O Pastor José Seleiro Gonçalves, servo bom e fiel, foi chamado à Casa do nosso Pai Celestial. “Bem-aventurados”, dizem as Sagradas Escrituras, “os mortos que, desde agora, morrem no Senhor. Sim, diz o Espírito, para que descansem dos seus trabalhos, pois as suas obras os acompanham” (Ap 14:13). Que as piedosas obras do Pastor José Seleiro Gonçalves o acompanhem na eternidade, entrando com elas no gozo do nosso Salvador Jesus Cristo (Mt 25:21). Que assim seja. 

Dia dos Meus Anos

Hoje é um dia particularmente especial para mim. É um dia de comemoração e de festa. Celebro mais uma primavera da minha vida, pela graça de DEUS. Nasci no dia 3 de Janeiro de 1984 e completo, por isso, 42 anos de vida. Sim, já lá vão mais de quatro décadas de existência, de experiência, de aprendizagem, de perseverança e de crescimento. 

Estes anos, simultaneamente desafiantes e abençoados, permitiram-me crescer em todas as dimensões do meu ser, enquanto ser humano, doptando-me de instrumentos indispensáveis para consolidar, cada vez mais, os grandes Princípios e Valores que fazem parte intrínseca do meu substrato identitário, nesta peregrinação terrena rumo à Pátria Celestial. 

Desejo continuar a crescer de forma saudável como pessoa, como homem e, acima de tudo, como ser humano. Crescer constante e vigorosamente na verdade, no amor, na moderação, na longanimidade, no perdão e na autonomia. Que se afastem de mim a soberba, a mentira, a falsidade, a hipocrisia, a cólera, o cinismo, a maldade e a malignidade. Longe de mim tais males sociais, destrutivos e mortais. Almejo ser cada vez mais humilde, mais fiel, mais justo, mais prestável, mais compreensivo, mais bondoso, mais honesto e mais amoroso com DEUS e com todas as pessoas que me rodeiam no meu círculo de convivência. Desejo ter plena consciência dos meus defeitos e virtudes, corrigindo os primeiros e aperfeiçoando os segundos. Em suma, quero possuir a capacidade necessária para depurar as minhas imperfeições e consolidar as minhas qualidades. 

Para tal, necessito imprescindivelmente da orientação e da sabedoria divinas, que me auxiliam na concretização destes legítimos objectivos de vida. Preciso, cada vez mais, de DEUS, do Senhor Jesus Cristo e do Espírito Santo na minha vida. Sem Eles, a minha vida não faria qualquer sentido. Desejo que Cristo esteja comigo, esteja atrás de mim, à minha frente, à minha direita e à minha esquerda, e que tudo aquilo que eu fizer seja sempre, em última instância, para louvor e honra do Senhor Jesus Cristo. 

Sinto-me profundamente grato pelos anos que vivi e tenho. Grato a DEUS pelo dom da vida que me concedeu e pela protecção constante que tem exercido sobre mim até ao presente momento, mantendo a fé de que essa protecção se estenderá por muitos e felizes anos, até ao fim dos meus dias nesta Terra (LER). Sou igualmente grato à minha família, aos meus amigos e a todos aqueles que DEUS colocou no meu caminho ao longo dos anos, para fazerem parte do meu percurso de vida. Considero-me despido de preconceitos, incredulidade, ganância, arbitrariedade e vícios. Pelo contrário, considero-me um homem livre, abençoado, optimista, feliz, reconciliado e pacífico. 

Encerrou-se, ontem, um ciclo da minha vida e inicia-se hoje um novo, repleto de elevadas expectativas por concretizar. Até aqui me ajudou o SENHOR JEOVÁ (1 Sm 7:12). A ELE, por intermédio do Senhor Jesus Cristo, sejam dados todo o Poder, toda a Honra e toda a Glória pelos séculos dos séculos. Assim seja, hoje e sempre, no Nome Bendito do Senhor Jesus Cristo. Amém. 

Um Dia, Uma Aniversariante

Hoje, a minha cunhada Marta Gomes Vieira celebra mais um aniversário, com alegria e gratidão. Sim, a Marta completa mais uma primavera na sua vida, graças a DEUS. 

Ao longo destes anos, a vida da minha cunhada tem sido marcada por inúmeros desafios e lutas, por sonhos e realizações, por milagres e conquistas — sobretudo, por grandes vitórias em Cristo Jesus. Vitórias que só são possíveis porque o nosso Bom e Todo-Poderoso DEUS esteve sempre com ela em todo o seu percurso de vida, juntamente com toda a nossa família, até à data presente, com a fé de que assim continuará por toda a eternidade. 

Espero, do fundo do meu coração, que a graça, o amor, o perdão e a bondade do nosso Eterno DEUS continuem a estar com a minha cunhada Marta para sempre, guardando-a, protegendo-a e livrando-a de todo o perigo e maldade do mundo. Que, conforme a promessa bíblica do Salmo 23, possa habitar na Casa do SENHOR por toda a eternidade (Sl 23:1-6). Que assim seja. 

Muitos parabéns e feliz aniversário, estimada cunhada Marta Gomes Vieira. Todas as felicidades do tempo e da eternidade. 

Acordo de Paz Entre Israel e o Hamas


Registo com enorme satisfação o acordo de paz anunciado esta madrugada ao mundo, no âmbito do conflito armado entre Israel e o grupo terrorista Hamas (LER). Há muito tempo que ambas as partes beligerantes poderiam ter alcançado um entendimento que poupasse as vidas de milhares de pessoas, deliberadamente dizimadas ao longo destes dois dolorosos anos de chacina e sofrimento. Morreram, de forma injusta e desnecessária, milhares de inocentes, e milhões ficaram diretamente afetados por esta bárbara guerra, alimentada por um clima de ódio exacerbado entre palestinianos e judeus (LER)

Nada justificava o traiçoeiro e brutal ataque que o grupo terrorista Hamas perpetrou em Israel no dia 7 de outubro de 2023, episódio que nos chocou profundamente (LER). Este hediondo e macabro atentado ultrapassou todos os limites do bom senso e da razoabilidade, revelando a verdadeira face do Hamas: um movimento terrorista que despreza por completo a vida humana em todas as suas dimensões, repudiando os princípios fundamentais do humanismo e da humanidade. 

Contudo, a resposta do governo de Israel foi também desproporcional à luz do Direito Internacional Público, resultando em inúmeros crimes atrozes contra a humanidade (LER). Não se pode punir um povo inteiro pela conduta criminosa de uma parte da sua população. O governo de Israel, tal como os terroristas do Hamas, matou deliberadamente crianças, mulheres, idosos e homens inocentes. 

Nada disto deveria ter acontecido. Tanto o Hamas como o governo de Israel agiram de forma condenável nestes dois horripilantes anos de guerra, que ceifaram milhares de vidas e deixaram um rasto de destruição sem precedentes em ambos os territórios. Assim como não hesitei em condenar o ataque terrorista do Hamas em 7 de outubro (LER), também não hesitei em reprovar a resposta violenta e desproporcional de Israel (LER). Creio que cada um de nós deve defender intransigentemente o valor sagrado da vida humana, independentemente das nossas afinidades sociais, políticas, religiosas ou ideológicas. 

Obviamente, “nada podemos contra a verdade, senão em favor da própria verdade”, exortava o Apóstolo Paulo (2 Co 13:8). E o nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo afirmou, de forma manifesta e perentória, que somente a verdade do Evangelho nos libertará da condenação eterna (Jo 8:32). Por isso, devemos pautar a nossa conduta pela defesa firme da verdade e pela promoção da paz entre povos e nações, evitando cair no fanatismo e no radicalismo que em nada contribuem para a convivência pacífica e a verdadeira solução dos conflitos. A paz e a harmonia só se constroem com moderação, diálogo e respeito pelas diferenças — virtudes que, infelizmente, têm faltado nas relações entre palestinianos e israelitas. 

Espero, sinceramente, que este novo acordo de paz agora anunciado possa consolidar-se e prevalecer. Que os reféns israelitas regressem às suas casas e reencontrem os seus familiares e amigos. Que os palestinianos possam retomar a sua vida normal, sem bombas nem morte. E que, acima de tudo, triunfem o perdão, a reconciliação, o amor e a paz entre judeus e palestinianos — para o bem de toda a humanidade. Que assim seja.

A Alegria do Dia do SENHOR


O domingo é um dia santo e de celebração religiosa da nossa Fé Cristã. É o Dia do SENHOR e da alegria contagiante no Espírito Santo. Alegria de estarmos na Igreja, juntamente com os nossos irmãos na Fé, para cultuar o nosso Bondoso e Amoroso DEUS. É uma alegria que brota de corações puros que temem ao Senhor Jesus Cristo e têm-No como único Salvador nas suas vidas. O domingo é um dia de culto e de alegria que, em última instância, remete-nos indubitavelmente para a “piedade com contentamento” (1 Tm 6:6). E esta piedade com contentamento, que envolve o fruto do Espírito Santo em nós (Gl 5:22), consubstancia no substrato identitário da nossa Fé Evangélico-Cristã. 

Por isso, estamos sempre alegres, mesmo nas situações de adversidades e de problemas. Estamos alegres nos bons e nos maus momentos, bem como nas situações de dor e de felicidade. Estamos continuamente alegres em toda e qualquer situação, procurando transportar connosco esta alegria da salvação que inunda o nosso ser em todos os dias da semana, mês e ano, especialmente no sagrado Dia do SENHOR. Louvaremos, Senhor, tal como o salmista, de todo o nosso coração; contaremos todas as tuas maravilhas. Em ti nos alegraremos e saltaremos de prazer; cantaremos louvores ao teu nome, ó Altíssimo (Sl 9:1-2). 

É, justamente, por esta razão, que nos alegramos sempre quando nos disserem: Vamos à Casa do Senhor (Sl 122:1), porque “este é o dia que o Senhor fez; regozijemo-nos e alegremo-nos nele” (Sl 118:24). É uma alegria que excede a nossa compreensão humana, pois tem a sua origem e proveniência em DEUS para com os seus amados filhos, isto é, para connosco. Esta alegria transcendental leva-nos a fortiori a estarmos prontos e inteiramente disponíveis para servir no Reino de DEUS, com os nossos dons e talentos. A alegria de estar na Igreja é apenas uma parcela ínfima da responsabilidade da missão integral que os Cristãos têm para com a Grande Comissão do Senhor Jesus Cristo (Mt 28:18-20). 

Com efeito, a obrigatoriedade de o crente estar na Igreja aos domingos não o iliba de outras responsabilidades eclesiásticas. Também não o isenta de estar na Igreja nos outros dias da semana para servir e, muito menos, onera o seu compromisso com DEUS em todas as dinâmicas da vida. O culto dominical não deve servir como um analgésico espiritual para aplacar a consciência temorosa ou desdobrar-se num desvelo alimentado por uma ânsia de legitimação religiosa. E por fim, estar na Igreja não deve servir de pretexto para encobrir astutamente as insuficiências espirituais ou de muleta para o “igrejado” que vive deliberadamente na prática do pecado. 

É importante estar na Igreja para servir e adorar ao nosso Eterno DEUS. No entanto, é mais importante coadunar a nossa vida com os impolutos Princípios e Valores do Evangelho, através de uma vida devotada, santificada e de comprometimento com a Palavra e Obra de DEUS. É completamente despida de qualquer valor espiritual a mera religiosidade, baseada numa cristandade profana e ímpia. Não tem qualquer tipo de mérito espiritual o legalismo hipócrita que assenta nos caprichos egocêntricos e insaciáveis do Homem. Da mesma sorte, não tem ainda qualquer tipo de importância espiritual o farisaísmo hipócrita, que visa apenas vender uma falsa imagem religiosa, com o intuito diabólico de inutilmente ludibriar os verdadeiros Cristãos e a Igreja do Senhor Jesus Cristo em particular. 

Sim, é importante estar na Igreja para servir e adorar ao nosso Omnisciente DEUS, insisto neste ponto. Mas, o mais importante, acima de tudo, é estar no centro da vontade de DEUS e viver diariamente de acordo com o Evangelho da Salvação do Senhor Jesus Cristo. Só assim, estaremos a honrar na íntegra a nossa soberana vocação e a demonstrar, desta forma, que realmente “nascemos de novo” e somos autênticos filhos de DEUS. 

Estive hoje, no Dia do SENHOR, na minha Igreja, a cultuar DEUS por tudo o que É, fez e representa na minha vida. A minha vida sem DEUS não tem qualquer tipo de expressão, valor ou significado. A transformação que DEUS operou em mim, através da morte expiatória do Senhor Jesus Cristo na Cruz do Calvário, fez com que eu sou o que sou. 

Louvo a DEUS, sem medida, para todo o sempre, por esta graça imerecida da salvação que ELE amorosamente me concedeu. Estou-Lhe eternamente grato. E estar na Igreja para adorar e servir com alegria, especialmente no domingo, é o mínimo que posso fazer para agradecer ao Senhor Jesus Cristo. 

Em suma, apropriando-me das inspiradoras palavras do Apóstolo Paulo, digo convictamente com coração de louvor e exaltação ao Altíssimo DEUS: “ora, ao Rei dos séculos, imortal, invisível, ao único Deus, seja honra e glória para todo o sempre. Amém” (1 Tm 1:17). Que assim seja. Assim sempre será no nome Bendito do Senhor Jesus Cristo. 

A Alegria do Dia do SENHOR

O domingo, tal como vinquei nos artigos precedentes, é um dia sagrado para os devotos Cristãos. Não é um dia qualquer como os outros dias. Também não é um dia para distrairmos com superficialidades que não têm reflexos positivos no nosso crescimento espiritual. Não é um dia para tratarmos dos nossos negócios seculares, mas sim dos assuntos do Reino de DEUS. E temos a obrigação espiritual e eclesiástica de dedicá-lo exclusivamente aos afazeres Divinos, visto que é uma ordem bíblica. Devemos, com espírito de reverência e obediência, lembrar do dia do domingo, para santificar DEUS e celebrar, em comunhão fraternal com os nossos irmãos na Fé, a ressurreição gloriosa do Senhor Jesus Cristo. 

É verdade que não é fácil honrar na íntegra este desiderato bíblico-Cristão, tendo em conta a complicada dinâmica e exigentes desafios que a vida pós-moderna comporta. É verdade que enfrentamos inúmeras lutas pessoais, familiares, sociais, laborais, eclesiásticas, ou seja, lutas de várias ordens no sentido de tentar impedir-nos – dominicalmente – de estar na Igreja para servir o Senhor Jesus Cristo. É verdade ainda que o diabo tem procurado, de forma reiterada e determinada, desviar o nosso foco das coisas de DEUS, levantando fortes oposições dentro da Igreja e fora dela, com o intuito mortificador de nos afastar completamente dos sãos caminhos do Senhor Jesus Cristo. 

Devemos, no entanto, ter o discernimento espiritual suficiente para não cairmos em nenhuma destas e demais ciladas diabólicas que, em última instância, visam unicamente tirar-nos do Caminho da Salvação. Devemos resistir firmemente, na inteira dependência do Espírito Santo, todas estas tentações e setas incendiarias do inimigo. Devemos, por fim, rejeitar firmemente o “conformismo objectivo” e desculpas esfarrapadas para não estarmos na Igreja, especialmente no Dia do SENHOR. 

Estar na Igreja, juntamente com os nossos irmãos na Fé, para adorar a DEUS em espírito e em verdade, é um privilégio inigualável a todos os níveis. É um privilégio espiritual que ultrapassa todos os efémeros engodos, lucros e prazeres mundanais. É um privilégio que fomos graciosamente outorgados pelo Senhor Jesus Cristo, o autor e consumador da nossa Fé (Hb 12:2). Devemos, portanto, honrar este nobre privilégio salvífico nas nossas vidas e, deste modo, dar um poderosíssimo testemunho da Fé para o mundo perdido. 

Por isso, estimados irmãos em Cristo, não deixemos que ninguém nos tire este tão grande privilégio espiritual de estar no centro da vontade de DEUS, independentemente da conjuntura favorável ou desfavorável que possamos estar circunscritos ou mergulhados. Não deixando a nossa congregação, exorta o autor sagrado, “como é costume de alguns; antes, admoestando-nos uns aos outros; e tanto mais quanto vedes que se vai aproximando aquele Dia” (Hb 10:25). Que nunca deixemos, em circunstância alguma, que a pressão familiar, a pressão laboral, a pressão social, a pressão eclesiástica ou qualquer outra pressão nos afaste da comunhão com DEUS e com a amada Igreja do Senhor Jesus Cristo. 

Devemos procurar sempre dar primazia as coisas de DEUS nas nossas vidas, buscando primeiro o Reino de DEUS, e a sua justiça, e todas estas coisas nos serão acrescentadas (Mt 6:33), contrariando firmemente todas as tentações em sentido contrário para nos demover de dar o testemunho público da nossa fé. Que o desejo ardente e incontrolável de estar no centro da vontade de DEUS e na Igreja do Senhor Jesus Cristo possa tomar conta de nós e reinar definitivamente nos nossos corações. 

Estive hoje, como sempre, alegremente, na minha Igreja, a cultuar ao nosso Omnisciente DEUS com os meus irmãos na Fé. Primeiro, na Escola Bíblica Dominical (que tive o grato prazer de ministrar aos jovens) e depois no Culto de Adoração. Foi um autêntico tempo de refrigério, comunhão, testemunho, louvor e adoração ao nosso Grande e Todo-Poderoso DEUS. Que assim seja sempre! 

A Alegria do Dia do SENHOR

O domingo, o dia do SENHOR, é um grande dia da salvação. É também um dia do testemunho Cristão e de proclamação da mensagem salvífica do Senhor Jesus Cristo. O domingo é sagrado e deve ser livremente respeitado e guardado com amor por todos os filhos de DEUS. Nenhum autêntico Cristão jamais prescindirá este importante dia na sua vida e, muito menos, negligenciá-lo na sua agenda eclesiástica. O domingo deve ser vivido e celebrado com bastante alegria no coração na presença do nosso Magnífico e Bom DEUS. Nenhuma actividade secular pode ofuscar ou sobrepor-se ao sagrado Dia do SENHOR, excepto situações extremamente atendíveis e justificáveis à luz das Escrituras Sagradas. Todos os Cristãos devem, de forma consciente e obediente, na medida possível, estar na Igreja com os irmãos nesse dia da salvação para cultuar o nosso Todo-Poderoso DEUS, através do Senhor Jesus Cristo. 

Num mundo, cada vez mais secular e ímpio, em que tudo que é Divino é completamente negligenciado, ridicularizado e liminarmente rejeitado por causa do ateísmo, do egocentrismo, do sincretismo, do materialismo, do hedonismo e na busca insaciável pela vida de boémia e de auto-satisfação, impõe-se a todos os eleitos filhos de DEUS a reafirmarem, com força e vigor, o seu inabalável compromisso com a Causa Evangélico-Missionária, dando assim um poderoso testemunho do Evangelho do Senhor Jesus Cristo para o mundo perdido. Devemos, tal como a Palavra de DEUS nos exorta, ser o sal da terra e luz do mundo, com vista a resplandecer a nossa luz diante dos homens, para que vejam as nossas boas obras e glorifiquem a nosso Pai, que está nos céus (Mt 5:13-16). 

O domingo, o primeiro dia da semana, é o dia especialmente consagrado para os Cristãos. É um dia de descanso dos afazeres seculares para, desta forma, dedicar exclusivamente os assuntos do Reino de DEUS. É um dia a ser santificado por todo o Cristão com uma caridade operosa, disponibilizando-se para estar na Igreja e servir de acordo com os nossos dons e talentos. Também este dia dominical deve ser canalizado para o repouso, o silêncio, a meditação, o estudo, a oração e o ministério da hospitalidade e visitação, que enriquecem e favorecem o crescimento da vida espiritual. Os fiéis devem distinguir-se, também neste dia, sustenta a Igreja Católica Romana na sua Doutrina Social da Igreja, “pela sua moderação, evitando todos os excessos e as violências que não raro caracterizam as diversões de massas. O dia do Senhor deve ser sempre vivido como o dia da libertação, que faz participar da assembleia festiva dos primogénitos que estão inscritos nos céus” (Heb 12, 22-23) e antecipa a celebração da Páscoa definitiva na glória do céu”. 

Estive hoje, com imensa alegria no coração, tal como de costume, na minha Igreja, a cultuar ao nosso Omnipresente DEUS com os meus irmãos na Fé. Primeiro, na Escola Bíblica Dominical (EBD) e depois no Culto de Adoração ao Altíssimo DEUS. Foi um culto onde foi celebrada a Ceia do SENHOR – uma das ordenanças mais importantes do Cristianismo.  Realmente, foi um tempo agradável e de edificação na presença gloriosa do nosso Bom DEUS. Que assim seja. 

O Trágico Acidente do Elevador da Glória em Lisboa

Há três dias que estou a tentar digerir o funesto acidente do Elevador da Glória em Lisboa, reflectindo de forma demorada e profunda na brevidade da vida e na sua fugacidade, sobretudo no sofrimento brutal e incalculável que a morte causa nas famílias enlutadas. Realmente, nunca sabemos o dia em que vamos morrer, não obstante termos a consciência plena que viemos a este mundo para morrer e que, cedo ou tarde, teremos um dia que enfrentar a morte. Todos nós, sem excepção, vamos morrer um dia. É só uma questão de tempo até chegar aquele dia. 

Mesmo assim, apesar desta inequívoca verdade humano-antropológica manifestamente conhecida por todos nós, ninguém idealiza que vai morrer na sua correria do dia-a-dia e, muito menos, num acidente ou de forma prematura. A morte é imprevisível, repentina, surpreendente, implacável, assustadora e trágica. Ela ainda é extremamente maléfica, dolorosa, injusta, impiedosa, horrorosa e diabólica. Com a morte morre com ela todas as capacidades, criatividades, potencialidades, desafios e os legítimos sonhos do ser humano, deixando a dor e o sofrimento no seio dos familiares e amigos daqueles que são vítimas dela. 

O trágico acidente do Elevador da Glória em Lisboa, no passado dia 3 do corrente mês, enquadra-se em tudo aquilo que acabei de salientar: da monstruosidade e impiedade da morte. Um terrível acidente com o histórico e famoso elétrico de Lisboa dizimou, em poucos minutos, vidas de dezasseis pessoas que estavam apenas nos seus afazeres de vida. Um devastador acidente que, de uma só vez, ceifou vidas de dezasseis pessoas. O desolador acidente matou prematuramente inocentes homens e mulheres – que tinham ainda incontáveis e legítimos sonhos de vida que, deste modo, ficaram por realizar. Um fatídico acidente, que ninguém previa, matou cinco portugueses, dois sul-coreanos, um suíço, três britânicos, dois canadianos, um ucraniano, um americano e um francês, deixando mais de duas dezenas internadas no hospital, estando alguns destes internados a correr ainda sérios riscos de vida. 

Lamento do fundo do meu coração toda esta trágica situação. Lamento profundamente a irrecuperável perda de vidas humanas que resultou do maldito acidente. Lamento imenso a condição clínica de todos aqueles que, neste momento, estão internados nos hospitais em consequência do sinistro acidente. Lamento sentidamente a situação de dor e sofrimento de todos aqueles que perderam ente-queridos no acidente e, em consequência, estão em grande pranto e sofrimento. Ninguém merece este destino fatídico. É um destino doloroso com séries implicações directas e colaterais na vida das vítimas e dos seus familiares. Ninguém merece mesmo isso: nem os que infelizmente morreram, nem os que estão hospitalizados, nem os que tiveram ferimentos ligeiros e nem mesmo a nossa cidade de Lisboa. 

Deixo aqui publicamente a minha singela e sentida homenagem a todos aqueles que foram directa e indirectamente vítimas deste mortífero acidente, rogando ao Todo-Poderoso DEUS que possa amparar, consolar, fortalecer e ajudar todos aqueles que perderam infelizmente as suas famílias, bem como curar com o Seu Poder Restaurador os que se encontram ainda hospitalizados e completamente traumatizados com o macabro acidente. Que o Eterno DEUS seja com todos que estão a sofrer com a desoladora situação e a todos abençoe na Sua graça, amor, perdão, consolação e protecção. Que assim seja. 

A Alegria do Dia do SENHOR


O domingo é o dia da semana que o genuíno filho DEUS está mais comprometido a respeitar e honrar, tendo em conta o seu significado teológico-salvífico. O Cristão está comprometido para abraçar alegremente o domingo e, desta forma, cumprir obedientemente com as suas obrigações eclesiásticas. 

O filho de DEUS está conscientemente comprometido para honrar o Senhor Jesus Cristo todos os dias da sua vida, especialmente neste importante dia da salvação. O domingo é um dia sagrado no calendário Cristão, porque é o dia da ressurreição gloriosa do Senhor Jesus Cristo que selou definitivamente a nossa eterna salvação. Todo e qualquer autêntico Cristão jamais preterirá, em circunstâncias nenhumas, o domingo na sua agenda semanal ao ponto de, liminarmente, descartá-lo na sua rotina de vida. O Cristão maduro na Fé, e devidamente comprometido com a nobre Causa do Evangelho, vai sempre dar primazia as coisas de DEUS na sua vida e reflectir esta nobre postura espiritual no seu engajamento na Igreja, mormente nas actividades dominicais. 

Nos meus já longínquos anos de experiência Cristã tenho procurado sempre, na medida do possível, com ajuda Divina, ter presente esta verdade soteriológica na minha vida. Aprecio imenso ir à Igreja. Gosto de estar na Igreja. Sinto alegria transbordante em envolver-me nos assuntos da Igreja. A minha vida, desde criança, até aos dias de hoje, está indissociavelmente ligada à Igreja.  Considero-me da Igreja. Sou Filho da Igreja. Faço parte, pela maravilhosa graça de DEUS, da eleita Igreja do Senhor Jesus Cristo (1 Ef 1:4-7; Pd 2:9). O Senhor Jesus Cristo e a Sua amada Igreja são tudo aquilo que almejo, busco e quero nesta transitória vida. A Igreja é o meu porto seguro. É o lugar em que me sinto mais confortável e satisfeito. Todos aqueles que me conhecem sabem que sou da Igreja, identifico-me plenamente com a Igreja e vivo em torno da Igreja. Espero continuar firmemente assim até aos fins dos meus dias aqui na terra. 

Estive hoje, com imensa alegria no coração, tal como de costume, na minha Igreja, a cultuar ao nosso Eterno, Grande e Todo-Poderoso DEUS com os meus irmãos na Fé. Primeiro, na Escola Bíblica Dominical (EBD) e depois no Culto de Louvor e Adoração ao Altíssimo DEUS. O domingo, o Dia do SENHOR, é de estudo bíblico, reflexão, comunhão, partilha, adoração, pregação e de confraternização entre os irmãos em torno da Obra expiatória do Senhor Jesus Cristo na Cruz do Calvário – para a nossa eterna salvação. Louvado seja DEUS para sempre! Que assim seja! 

Um Dia, Um Aniversariante

Eu e o meu grandíssimo amigo e irmão Dénis da Graça Andrade. Amigo e irmão de todas as horas, momentos, circunstâncias e ocasiões. Uma autêntica amizade recheada de apoio, partilha e cumplicidade mútua. Depois da primeira selfie que protagonizámos em pleno mar mediterrâneo, na região da Galileia, concretamente na cidade de Ptelemais da Fenícia/Acre, Israel, voltamos novamente a ensaiar esta nova e descontraída selfie já em Lisboa. 

O Dénis é um jovem inteligente, formado, equilibrado, culto, religioso e altamente bem-educado. Vive, a par de todas essas virtudes humano-sociais, uma espiritualidade vincada e esclarecida à luz da Palavra de DEUS. Foi com o Dénis, juntamente com a nossa irmã Carla, que nos lançámos num estudo minucioso e aprofundado das Escrituras Sagradas – quando ainda morávamos todos juntos como bolseiros na residência Universitária Egas Moniz, propriedade da Universidade de Lisboa, situada no Saldanha, em Lisboa. O estudo bíblico incidia em dois capítulos a cada duas sessões semanais que escrupulosamente mantínhamos de forma inadiável, correspondendo um capítulo a cada sessão em termos rotativos. Ou seja, cada um ia ministrando o estudo e havia sempre tempo para debates, contraditório e no final orávamos todos juntos. Começámos com o Evangelho segundo Mateus até 2 Tessalonicenses. Foi um tempo de comunhão, partilha, edificação e de grande crescimento no conhecimento da Palavra de DEUS. 

Foi ainda com o Dénis da Graça Andrade e o Hugo Silva que viajámos juntos para o Médio Oriente, concretamente Israel e Cisjordânia, bem como posteriormente para a Grécia, Bulgária e Espanha. Sempre, desde que nos conhecemos, fomos próximos um do outro. Vivemos experiências profundamente marcantes e inesquecíveis nos mais variados domínios que não são oportunas evidenciá-las todas aqui. Por isso, o Dénis convidou-me para ser o seu padrinho de casamento com a nossa irmã e Engenheira Odelma D'alva Teixeira Andrade. Um convite que muito me honrou e que penhoradamente lhe agradeço. 

Sem entrar mais em prolegómenos, o grande Dénis da Graça Andrade faz anos hoje (fará também amanhã seis anos de casamento com a nossa estimada irmã Odelma e esta, por sua, estará também a fazer anos nesse dia). O Dénis completa mais uma primavera na sua vida, graças a DEUS. Mais um dia de comemoração e de jubilo. Mais um dia de gratidão a DEUS pelo dom inefável da vida que ELE vai concedendo diariamente ao meu amigo e irmão em Cristo, tendo fé que tal estender-se-á ainda por longos e bons anos. 

Desejo-te, caro amigo e irmão Dénis da Graça Andrade, do fundo do meu coração, muitos parabéns e feliz aniversário. Votos de maiores bênçãos e realizações a todos os níveis da tua vida. Desejo-te, igualmente, felicidades nas tuas legítimas opções diárias e percurso terreno, consubstanciando em felicidades familiares, felicidades espirituais, felicidades relacionais e felicidades laborais. Que a graça, a bondade, o amor e a protecção do nosso Todo-Poderoso DEUS te sigam sempre ao longo da tua peregrinação aqui na terra, concedendo-te vida em abundância e saúde de qualidade. Desejo-te, por fim, muitas felicidades na tua vida. Todas as felicidades do tempo e da eternidade.