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Um Dia, Uma Fotografia


 Eu, Vieira Térsio, há quinze anos, com apenas vinte dois anos de idade. 


Às vezes sou proustiano. Outras vezes não. Depende do estado de alma em que me encontro. O passado será sempre presente quando recordamo-lo, máxime aquele passado aprazível que encerra marcas profundíssimas e indeléveis que jamais conseguiremos extinguir da comunhão da memória. Quando lembro do meu passado – tanto longínquo como recente – desperta-me sempre um sentimento de gozo indescritível. É como um verdadeiro regresso ao “espírito do tempo”. Uma momentânea redenção soteriológica que inunda o meu pobre ser, projectando-me para as “marcas do tempo” do meu percurso de vida neste “Vale de Lágrimas”

Não carrego comigo vestígios de amargura, de ressentimentos, de pessimismo e de vingança – longe de mim tais atrofiamentos da alma! Longe de mim isso! Considero-me, acima de tudo, uma pessoa optimista, bem-sucedida, realizada e feliz, graças a DEUS. O Cristianismo faz-me ser melhor a todos os níveis. Não é uma crença fugaz, mas sim uma certeza inabalável que encarno no meu substrato identitário. Louvado seja DEUS para todo o sempre! Que assim seja!

Um Dia, Uma Fotografia


Eu, numa pose clássica, nos remotos anos de 2000, na minha cidade natal, em Bissau, com apenas dezasseis anos de idade (LER)

O Jovem Cristão e o Mundo



A vida de um jovem nos dias que correm não é nada fácil. A situação agrava-se ainda mais quando se trata de um devoto Cristão, tendo em conta a predominante cultura do "presente século mau" que entra flagrantemente em contradição com os impolutos Princípios e Valores da Palavra de DEUS. A começar, desde logo, com a ênfase exacerbada que se vai dando ao relativismo moral, ao ateísmo obscurantista, ao materialismo desenfreado, às paixões libidinosas, à avidez pelo lucro fácil, à corrupção generalizada e ao vício insaciável pelo poder, consubstanciam as manifestas marcas distintivas do nosso tenebroso mundo dito "pós-moderno". E, assim, nesta adulteração comportamental, a força vai-se sobrepondo ao Direito, o interesse à Verdade, o dinheiro à Consciência, e com todas as profundas implicações que isto acarreta do ponto de vista humano-social. Sabemos que, por razões cognoscíveis, os jovens acabam por ser as presas mais fáceis destas profanas concupiscências. 

É neste contexto de deboche que o jovem Cristão é chamado para afirmar intrepidamente a sua fé, sem quaisquer tipos de complexos, sendo "sal e luz do mundo" (Mateus 5:13-16), no meio duma geração corrompida e perversa (Filipenses 2:15). Mas, para isso, ele precisa conservar sadiamente a fé e a boa consciência (1 Timóteo 1:19), isto é, uma consciência que não é manchada por nenhum vício ou pecado, dando convictamente o testemunho do Evangelho "dentro e fora do tempo" – repreendendo, corrigindo, exortando com toda a paciência e doutrina (2 Timóteo 4:2). No entanto, para que isso se concretize, tal como admoestam as Escrituras Sagradas, tem impreterivelmente que fugir das paixões da mocidade, seguindo a justiça, a fé, o amor e a paz com os que, com um coração puro, invocam o Senhor (2 Timóteo 2:22). As nobres virtudes da justiça, fé, amor e paz são excelentes e eficazes antídotos contra os desejos da mocidade, que combatem contra a alma (1 Pedro 2:11), bem como habilitando o jovem Cristão a apresentar irrepreensivelmente como "obreiro aprovado", que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade (2 Timóteo 2:15). 

Acontece que, para tristeza nossa, alguns jovens Cristãos em vez de serem portadores do "bom cheiro de Cristo" em todo o lugar (2 Coríntios 2:14), transviaram-se do caminho da Verdade e deixaram-se influenciar pelos ímpios princípios e valores do mundo, sob o falso pretexto de terem uma "mente aberta" e/ou "progressista", levando-lhes deste modo "a naufragar na fé" (1 Timóteo 1:19). Esperamos, com a graça Divina, que os nossos jovens não estejam nesta promíscua e lamentável situação espiritual. Mas que, acima de tudo, tenham capacidade suficiente para aguentar a pressão do mundo e permanecer resolutamente na Sã Doutrina, uma vez que "toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça; para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra” (2 Timóteo 3:16-17). Que assim seja.

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(Artigo da nossa autoria. Publicado primeiramente no Boletim Oficial da Igreja Evangélica Baptista da Amadora, no dia 27 de Maio de 2017, tal como está ilustrado nas imagens supra, a propósito do culto dominical dirigido pelos Jovens da referida congregação). 

"Jóias de Mafra"

Estas são algumas das crianças do acampamento de Mafra que eu considero: "Jóias de Mafra." Com certeza que são, fiz promessa no post 31 de Julho de que iria mostrar-vos as fotos, “promessa é divida”. Elas aí estão.
São crianças a quem eu tive oportunidade de transmitir valores essenciais da vida. Mostrar quão importante é saber lidar e resolver os desafios que a vida nos coloca, independentemente de nascermos num lar pobre ou não, ou de não ter uma pessoa como modelo para nos instruir. Procurei incentiva-las a dedicarem-se na escola como o único meio determinante para seus futuros, também a crer e confiar em Jesus Cristo como o caminho para a nossa salvação.
Dizia um teólogo: "A caminhada cristã é uma oportunidade e temos que aproveitar essas oportunidades para passar a mensagem do evangelho". Que tremenda é a frase! Esforço-me todos os dias para cumprir este testemunho.
Para concluir, estou com saudades deles “com tantas desordens que as vezes criam”… Acima de tudo são crianças “queridas”.