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Adeus ao Uso da Máscara ou um Momentâneo Até Já?


 A partir de hoje deixou de vigorar o uso obrigatório de máscaras em Portugal. Nunca fui apologista de obrigar coercivamente as pessoas a usarem a máscara. Elas devem ser inteiramente livres de fazerem as opções que julgarem mais convenientes para as suas vidas, sem qualquer tipo de paternalismos ou tutela estatal. As minhas profundas reservas para com a não obrigatoriedade do uso da máscara não têm nada a ver com a esfera secular, mas sim com a sua dimensão espiritual. 

A máscara, a todos os níveis, tem uma conotação bastante negativa do ponto de vista Cristão. Ela é manifestamente incompatível com os Princípios e Valores do Cristianismo. A Palavra de DEUS exorta-nos vivamente a afastarmo-nos do mal e também de toda a aparência do mal (1 Tessalonicenses 5:22). Por isso, faz-me imensa confusão a máscara ser, neste momento, o nosso importante “aliado” no sagrado culto que prestamos a DEUS (pelos menos desde quando despoletou a maldita pandemia do coronavírus). Vemos a promoção – até à exaustão – das máscaras nos nossos púlpitos, bancos de igrejas e congregações em geral. Um desfile interminável de máscaras: máscaras a serem usadas nas pregações, na Escola Bíblica Dominical, no louvor e adoração, sob o falso pretexto de “protegermo-nos” uns aos outros e obedecer aos ditames das autoridades, que decretam o seu uso obrigatório nos templos. 

A Igreja deveria ter feito finca-pé para não aceitar a máscara nas suas instalações, reclamando com maior alcance a excepção que os restaurantes beneficiavam. Faz algum sentido estar a pregar ou louvar a DEUS com máscara? Obviamente que não. 

Toda esta trapalhada e deriva eclesiástica deve-se ao facto de as lideranças das igrejas decidirem, unilateralmente, sem base bíblica, fechar a Casa de DEUS, antes de ser propriamente decretado o estado de emergência, condicionando posteriormente a imposição do Estado na liberdade do culto dos crentes. Se as autoridades das igrejas não tivessem inicialmente alinhado na agenda mundana do Estado este, em circunstância alguma, ousaria obrigar à proibição das celebrações religiosas, uma vez que não tem competência constitucional para fazê-lo. A propósito disso, do fecho das igrejas, escrevia o ilustre Professor Catedrático Jorge Bacilar Gouveia, que “não esteve bem a hierarquia católica, que foi mais drástica do que o poder político, tomando e até antecipando uma proibição que nem o próprio Estado teve a ousadia de aplicar com tanta severidade”. 

E mais, a declaração do estado de sítio ou do estado de emergência “em nenhum caso pode afectar os direitos à vida, à integridade pessoal, à identidade pessoal, à capacidade civil e à cidadania, a não retroatividade da lei criminal, o direito de defesa dos arguidos e a liberdade de consciência e de religião”, tal como preceitua a Constituição da República Portuguesa (art.º 19.6). Mas, infelizmente, as igrejas optaram erradamente por alinhar na onda do fecho generalizado e na subserviência sem precedentes ao poder político em detrimento da Palavra de DEUS e da saúde espiritual dos fiéis, distorcendo inclusive o alcance teológico da passagem bíblica de Romanos 13:1-7 para justificar o injustificável, isto é, o fecho das igrejas. 

O dia da libertação das máscaras chegou finalmente hoje. Espero que não seja momentaneamente um até já, mas sim uma libertação permanente. Espero igualmente que o uso de máscara não seja mais obrigatório, mas sim facultativo, para o bem de todos. Espero, por fim, que as máscaras abandonem definitivamente os nossos púlpitos e portas das nossas igrejas para assim podermos proclamar e louvar livremente o nosso Eterno DEUS, sem qualquer tipo de obstáculo, sufoco ou impedimento.  

Teologia de Alimentação (3): Viver para Comer

A vida Cristã converge, indubitavelmente, para o equilíbrio saudável do ser interior e exterior, contribuindo efetivamente para a harmonia de todo o corpo. A nossa saúde espiritual é extremamente importante, tal como a saúde física. É apenas necessário encontrar o ponto de equilíbrio entre essas duas realidades indissociáveis e igualmente indispensáveis da existência humana. 

Acontece que, por razões compreensíveis — sobretudo devido à cultura predominante que confere demasiada primazia à estética e à exterioridade em detrimento da interioridade do ser — muitos Cristãos acabam por negligenciar deliberadamente esta última, optando por abraçar a moda de viver exclusivamente das aparências e do culto desenfreado da imagem. Ludibriados pela tendência de “manter a linha”, através da falsa ideia de alcançar o “corpo perfeito”, esses Cristãos lançam-se num esforço desmedido para se enquadrarem nos decadentes padrões deste “presente século mau” em que estamos submersos. 

São pessoas capazes de adoptar uma dieta alimentar austera, passar horas a fio no ginásio e privar-se de várias comodidades do dia a dia, com o único intuito de não perder “a linha”. Contudo, ao mesmo tempo, têm intencionalmente descurado os preceitos mais importantes da Palavra de DEUS — nomeadamente a santidade, a fidelidade, a obediência e o compromisso. Paradoxalmente, são os mesmos Cristãos que se aborrecem rapidamente quando a pregação se prolonga por mais alguns minutos, não assumem qualquer tipo de responsabilidade na Igreja, não priorizam as coisas sagradas e permanecem alheios a tudo o que diz respeito ao Reino de DEUS. Limitam-se a vestir disfarçadamente a capa de “bons cristãos” ao domingo — e nada mais. Parecem, por fora, tal como os hipócritas fariseus, “muito bonitos, mas por dentro estão cheios de ossos de mortos e de toda a espécie de podridão” (Mt 23:27-28). 

O ponto de equilíbrio encontra-se, acima de tudo, no exercício permanente da piedade Cristã, pois nela reside o segredo da verdadeira felicidade, que conduz à vida eterna. Trata-se de um exercício que nos habilita a viver plena e dignamente — tanto numa perspetiva secular como espiritual. Habilita-nos a nutrir, da melhor forma possível, o nosso corpo e a nossa alma. Habilita-nos, por fim, a ter uma vivência sã, equilibrada, plena e harmoniosa à luz da impoluta Revelação Divina. 

Por isso, convém recordar, em nome da harmoniosa saúde física, mental e espiritual de todos os fiéis em Cristo Jesus: “O exercício físico, por si mesmo, tem pouco valor. Mas a vida piedosa vale tudo, pois leva consigo uma promessa de vida, tanto para agora como para o futuro” (1 Tm 4:8). 

Teologia de Alimentação (2): Viver Para Comer


Se somos, à luz das Escrituras, encorajados a zelar pela nossa saúde espiritual, da mesma forma somos exortados a cuidar bem do nosso corpo. Essas duas realidades são concomitantemente intrínsecas e indissociáveis do ponto de vista teológico. Aliás, como bem afirma a sabedoria popular para confirmar esta grande verdade: “mente sã, corpo são”. 

Sabemos que, por razões amplamente conhecidas, a inércia, a preguiça, o desregramento, as comezainas, a glutonaria e as concupiscências carnais são hábitos extremamente perniciosos e prejudiciais à saúde do corpo. Todos esses vícios são reprovados e condenados nas Sagradas Escrituras. O nosso corpo é templo do Espírito Santo (1 Co 6:19); ele é, por assim dizer, sagrado em todos os níveis. 

Por ser sagrado, merece da nossa parte cuidados especiais, por meio de hábitos saudáveis de alimentação, repouso e prática regular de exercícios físicos. Devemos evitar escolhas que possam conduzir a alma a desequilíbrios emocionais e perturbações mentais, a fim de mantermos um estado de saúde integral — física, emocional e espiritual. 

Caso contrário, se deliberadamente negligenciarmos essas prescrições salutares, seremos responsabilizados diante do Todo-Poderoso DEUS por todas as malfeitorias cometidas contra o nosso corpo durante a nossa breve peregrinação neste mundo. 

Por isso, convém recordar, em nome da harmoniosa saúde física, mental e espiritual de todos os fiéis em Cristo Jesus: “Se alguém destruir o templo de Deus, Deus o destruirá; porque o templo de Deus, que sois vós, é santo” (1 Co 3:17).

O Jovem Cristão e o Mundo



A vida de um jovem nos dias que correm não é nada fácil. A situação agrava-se ainda mais quando se trata de um devoto Cristão, tendo em conta a predominante cultura do "presente século mau" que entra flagrantemente em contradição com os impolutos Princípios e Valores da Palavra de DEUS. A começar, desde logo, com a ênfase exacerbada que se vai dando ao relativismo moral, ao ateísmo obscurantista, ao materialismo desenfreado, às paixões libidinosas, à avidez pelo lucro fácil, à corrupção generalizada e ao vício insaciável pelo poder, consubstanciam as manifestas marcas distintivas do nosso tenebroso mundo dito "pós-moderno". E, assim, nesta adulteração comportamental, a força vai-se sobrepondo ao Direito, o interesse à Verdade, o dinheiro à Consciência, e com todas as profundas implicações que isto acarreta do ponto de vista humano-social. Sabemos que, por razões cognoscíveis, os jovens acabam por ser as presas mais fáceis destas profanas concupiscências. 

É neste contexto de deboche que o jovem Cristão é chamado para afirmar intrepidamente a sua fé, sem quaisquer tipos de complexos, sendo "sal e luz do mundo" (Mateus 5:13-16), no meio duma geração corrompida e perversa (Filipenses 2:15). Mas, para isso, ele precisa conservar sadiamente a fé e a boa consciência (1 Timóteo 1:19), isto é, uma consciência que não é manchada por nenhum vício ou pecado, dando convictamente o testemunho do Evangelho "dentro e fora do tempo" – repreendendo, corrigindo, exortando com toda a paciência e doutrina (2 Timóteo 4:2). No entanto, para que isso se concretize, tal como admoestam as Escrituras Sagradas, tem impreterivelmente que fugir das paixões da mocidade, seguindo a justiça, a fé, o amor e a paz com os que, com um coração puro, invocam o Senhor (2 Timóteo 2:22). As nobres virtudes da justiça, fé, amor e paz são excelentes e eficazes antídotos contra os desejos da mocidade, que combatem contra a alma (1 Pedro 2:11), bem como habilitando o jovem Cristão a apresentar irrepreensivelmente como "obreiro aprovado", que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade (2 Timóteo 2:15). 

Acontece que, para tristeza nossa, alguns jovens Cristãos em vez de serem portadores do "bom cheiro de Cristo" em todo o lugar (2 Coríntios 2:14), transviaram-se do caminho da Verdade e deixaram-se influenciar pelos ímpios princípios e valores do mundo, sob o falso pretexto de terem uma "mente aberta" e/ou "progressista", levando-lhes deste modo "a naufragar na fé" (1 Timóteo 1:19). Esperamos, com a graça Divina, que os nossos jovens não estejam nesta promíscua e lamentável situação espiritual. Mas que, acima de tudo, tenham capacidade suficiente para aguentar a pressão do mundo e permanecer resolutamente na Sã Doutrina, uma vez que "toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça; para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra” (2 Timóteo 3:16-17). Que assim seja.

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(Artigo da nossa autoria. Publicado primeiramente no Boletim Oficial da Igreja Evangélica Baptista da Amadora, no dia 27 de Maio de 2017, tal como está ilustrado nas imagens supra, a propósito do culto dominical dirigido pelos Jovens da referida congregação). 

Teologia de Alimentação (1): Viver Para Comer


Cuidar escrupulosamente do nosso corpo e cultivar diariamente hábitos de sobriedade fazem parte das salutares prescrições bíblicas. O nosso corpo é o templo do Espírito Santo, exortava perentoriamente o Apóstolo Paulo em 1 Coríntios 6:19, sublinhando esta inequívoca verdade teológica. Devemos, portanto, procurar afastar-nos de todos os vícios nocivos que são perniciosos para a nossa saúde física, mental e espiritual. 

Para o nosso próprio bem, é essencial tomarmos decisões sábias que se reflitam positivamente no nosso bem-estar. Essas decisões passam, acima de tudo, por comer bem e viver bem. O cardápio alimentar que adotamos no quotidiano desempenha um papel amiúde importante e determinante no nosso equilíbrio, saúde e qualidade de vida. 

Tanto é assim que, conscientes desta realidade, poderíamos afirmar que não comemos apenas para viver, mas, de certo modo, vivemos também para comer. 

Por isso, convém recordar, em nome da harmoniosa saúde física, mental e espiritual de todos os fiéis em Cristo Jesus, que “o Reino de Deus não consiste em comer e beber, mas em justiça, paz e alegria no Espírito Santo” (Rm 14:17). Que assim seja. 

CONSIDERAÇÕES PASCAIS (5): A Dolorosa Via-Sacra do Messias [II]


II. A Injustiça. O Senhor Jesus Cristo ao ser traído, por tudo e todos ao Seu redor, abriu portas para ser, concomitantemente, objecto de inauditas arbitrariedades por parte dos homens que detêm a verdade em injustiça (Romanos 1:18). O processo acusatório que incidia sobre Ele, de início ao fim, estava completamente viciado. A forma como foi preso e sentenciado é o exemplo manifesto disso. Não havia nenhum crime que o Filho do Homem praticasse que justificasse a condenação à morte (Isaías 53:9), tal como o próprio Pôncio Pilatos reconheceu depois de interrogá-Lo (João 18:34-35). A Mensagem que Ele encarnava e proclamava não representava qualquer tipo de ameaça real contra as autoridades vigentes. Mesmo assim o sinédrio, em conluio total com a turba ululante e com a aquiescência do sanguinário governador romano (Lucas 13:1), declarou Jesus culpado de blasfémia contra DEUS, e, consequentemente, condenou-O à pena capital (Mateus 26:65-66; Marcos 14:63-64), contra todas as evidências legais. Aquele que nunca conheceu o pecado (2 Coríntios 5:21), o Justo Filho de DEUS, foi reduzido a um marginal. E assim, a mentira triunfou momentaneamente sobre a Verdade. O mal silenciando o Bem. O ódio ofuscando o Amor. Somente por três dias.

III. Humilhação. Quando a injustiça reina nos corações das pessoas elas passam a ser capazes de praticar as piores barbáries, que excedem a lógica da razão. Foi o que aconteceu no caso particular do Senhor Jesus. Desde o Seu despótico julgamento, ferido de tremenda ilegalidade, até a Sua crucificação no Gólgota, foi exposto ao opróbrio, tendo sido injuriado, cuspido no rosto, dado punhadas, enquanto outros o esbofeteavam lançando, inclusive, sorte sobre as suas vestimentas (Mateus 26:67-68), sendo que até um dos incriminados troçava dele (Lucas 23:39). O autor sagrado regista que "os soldados entrelaçaram uma coroa de espinhos que puseram na cabeça de Jesus. Depois colocaram-lhe aos ombros um manto vermelho. Aproximavam-se e faziam pouco dele: «Viva o rei dos judeus!» E davam-lhe bofetadas" (João 19.1-3). Uma passagem bíblica, que se coaduna com a profecia sobre a condição terrena do Servo Sofredor (Isaías 53:1-12). Este sofrimento e tremenda humilhação, a que foi sujeito, encerra a Verdade central do Evangelho: A salvação da Humanidade pecadora. O Senhor Jesus abdicou, em primeiro lugar, da Sua natureza divina e tomou a forma de escravo, "tornando-se igual aos homens. E, vivendo como homem, humilhou-se a si mesmo, obedecendo até à morte, e morte na cruz" (Filipenses 2:5-8). Viveu como escravo e acabou como escravo, encarando tudo isto com bastante determinação, com vista a honrar a vontade de DEUS. Aquele que é o obreiro de todas as coisas, o Alfa e o Omega (Colossenses 1:13-18), a humildade em pessoa (Mateus 11:28), agora é reduzido a insignificância como se de um qualquer tratasse, por causa do Seu amor incondicional que nutre pela Humanidade.

IV. A Morte. Chegado ao ponto decisivo da Sua missão salvífica, que é a inevitável morte que Lhe esperava dentro de algumas horas, o Senhor Jesus manteve-se sereno até ao fim. Não cedeu às provocações e tentações que estava a ser objecto na cruz (Marcos 15:29-32). Resistiu na força do Espírito Santo, tal como aquando da Sua tentação no deserto (Mateus 4:1-11). Não se distraiu uma única vez do Seu verdadeiro intento. Teve ainda a amabilidade de pedir ao Pai para perdoar aqueles que estavam a trespassar (Lucas 23:34), sendo coerente com a mensagem do perdão que sempre pregou, sobretudo a de não pagar o mal com o mal e amar os inimigos, independentemente das circunstancias favoráveis ou adversas a que se possa estar circunscrito (Mateus 5:41-44). É nesta postura de amor incondicional, que clamou com grande brado, dizendo: "Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito. E, havendo dito isto, expirou" (Lucas 23:46). Com a morte de Jesus estava assim tudo consumado (João 19:30). Em consequência deste desfecho auspicioso, "o véu do templo se rasgou em dois, de alto a baixo; e tremeu a terra, e fenderam-se as pedras. E abriram-se os sepulcros, e muitos corpos de santos, que dormiam, foram ressuscitados" (Mateus 27:51-52; Lucas 23:45) culminando na barreira que separava o Eterno DEUS dos humanos, bem como a instauração de uma nova ordem de relacionamento entre ambos, graças à expiação do Senhor Jesus Cristo na cruz do Calvário.

Por isso, não se pode falar de todos estes vexames que evidenciamos e a série de outros que não foram aqui enumerados sem falar, acima de tudo, da ressurreição do Filho de DEUS. Depois de três dias retido na tumba Ele ressuscitou com força e poder (Mateus 28:1-10; Marcos 16:1-8; Lucas 24:1-12; João 20:1-10), apresentando-se com provas irrefutáveis (1 Coríntios 15:5-8). Sem a ressurreição do Senhor Jesus Cristo, tal como expressamente sustenta o Apóstolo Paulo, é vã a nossa fé (1 Coríntios 15: 12-18). A fé Cristã está alicerçada na morte e ressurreição vitoriosa de Jesus, porque Ele ressuscitou dentre os mortos, e foi feito as primícias dos que dormem (1 Coríntios 15:20). A dolorosa via-sacra que teve que suportar até a cruz do Calvário passou agora a ser o caminho aconchegado do Perdão, do Amor, da Paz, da Reconciliação, da Esperança e da Vida Eterna em Cristo Jesus nosso Eterno Senhor e Salvador. Aleluia! 

CONSIDERAÇÕES PASCAIS (4): A Dolorosa Via-Sacra do Messias [I]


Tal como sublinhámos nas nossas abordagens antecedentes: Jesus ao tomar o livre-arbítrio de ir a Jerusalém estava, sem margem de dúvida, a comungar inteiramente com a Sua missão redentora em favor da Humanidade (LER) e também (ALI) (AQUI). E tal impreterível decisão envolveria, em última instância, a traição, a injustiça, a humilhação, a morte e a sua ressurreição. Analisaremos infra, de forma sumária e sistemática, cada uma dessas aleivosas vias-sacras do Messias para o Calvário. 

(I) A traição. Começou, desde logo, com a multidão que rodeou o Senhor Jesus na Sua entrada apoteótica no "Domingo de Ramos" na Cidade Santa pedindo, dias depois, energicamente a Pilatos para crucificá-Lo (Marcos 15:8-15). Uma tamanha incongruência sem precedentes. Embora isso não seja manifestamente clarividente, nas Escrituras Sagradas, que é a mesma multidão que falseou Jesus, contudo há um entendimento generalizado no seio dos Teólogos Cristãos, sustentando que não é a mesma multidão que se revoltou contra Ele, sob o argumento que a turba que entrou com o Filho do Homem não era da cidade de Jerusalém, porque vinha das urbes circunvizinhas, para onde Ele passou, e seguiram-No até Jerusalém, tendo depois regressado às suas origens. O emérito papa Bento XVI defende esta posição no seu segundo volume de Jesus de Nazaré, bem como a maioria dos reputados Biblistas Protestantes.

Não comungamos deste entendimento preconizado. Temos uma leitura bastante diferente. É verdade que a multidão que entrou com o Senhor Jesus em Jerusalém era forasteira, no entanto acreditamos que foi, de facto, a mesma que dias precedentes O clamava devotamente: "hosana ao Filho de David! Bendito ou que vem em nome do Senhor! Hosana nas maiores alturas!" (Mateus 21:9-10) e, posteriormente, mudaram de opinião e pediram a Sua injusta crucificação. Isto porque não fazia qualquer sentido a caravana, que entrou com Jesus em Jerusalém, percorrer dezenas de quilómetros (alguns seguiram-No desde Jericó) para ficar apenas um ou poucos dias em Jerusalém e logo a seguir regressar às suas terras, sem ficar para celebrar a grande festa da Páscoa judaica. Aliás, a maioria das pessoas estava precisamente ali por causa da referida efeméride, que decorria naquela mesma altura do calendário. E não estamos a falar de uma mera celebração. É das mais importantes festas judaicas, que atraía montes de peregrinos para Jerusalém, tal como aconteceu em algumas ocasiões com o Senhor Jesus e a Sua família, que tiveram de deslocar-se de Nazaré para ir assistir à aludida festividade (Lucas 2:41-52). Esperava-se, por parte desta multidão, o ardente desejo de aproveitar a oportunidade aí presente para comemorar a Páscoa, como é commumente prática, hospedando-se em alguma parte da cidade.

Acresce ainda o facto que, ao longos dos três anos volvidos no ministério evangelístico, o Senhor Jesus granjeou uma enorme simpatia e fama incontornável perante o povo – tanto na região da Judeia, Samaria e da Galileia, fazendo com que conquistasse uma grande popularidade. E, justamente, por isso, havia diferentes entendimentos a Seu respeito, comparando-O com figuras proeminentes e bastante consensuais no panorama religioso de Israel, nomeadamente João Baptista, Elias, Jeremias ou um dos profetas antigos que ressuscitou e, por fim, Messias prometido (Mateus 16:13-16; Marcos 8:27-30 Lucas 9:18-20). Toda essa insigne compreensão, que o povo tinha Dele, demonstrava a elevada estima e admiração que nutria por Ele. É evidente que o Senhor Jesus era mais importante em comparação com todas essas mediáticas figuras mencionadas. Ele é o Filho de DEUS, o Salvador do mundo.

E mais, esta fama popular contribuiu decisivamente para que Ele não fosse preso e morto prematuramente, tal como sempre desejavam os chefes dos sacerdotes e doutores da lei (João 7:30). Sabemos que isto nunca iria acontecer assim tão depressa, uma vez que "a sua hora ainda não tinha chegado" (João 7:32:44). Com efeito, para gerir esse compasso de espera até chegar mesmo a Sua hora, foi preciso DEUS usar a multidão para "protege-Lo" provisoriamente, razão pela qual Jesus gozou desta "imunidade temporária" até ao tempo limite da Sua passagem desta vida para o além (João 13:1). Por isso, quando chegou a hora pré-estabelecida, que coincidiu, igualmente, com o poder das trevas (Lucas 22:53; João 13:1), perdeu completamente a "legitimidade" que beneficiava no seio do povo e, em consequência disso, foi preso e condenado à morte (Lucas 22:53).

A chegada da hora de Jesus coincidiu concomitantemente com a manifestação visível do poder das trevas (Lucas 22:53). É este poder das trevas, que por sua vez, confundiu espiritualmente a multidão em Jerusalém e mais tarde os próprios discípulos. Tal poder maléfico começou a dar sinais evidentes com a cidade a ficar em "alvoroço" com a Sua entrada triunfal (Mateus 21:10), curiosamente o mesmo termo "alvoroço" que havia em Jerusalém aquando do seu nascimento em Belém de Judeia (Mateus 2:3) que, posteriormente, culminou com a matança das criancinhas por parte do rei Herodes para poder liquidá-Lo (Mateus 2:16-18). Da mesma sorte, este último "alvoroço" resultou na predestinada morte do Filho do Homem. São os efeitos devastadores do poder das trevas, que contagiou tudo e todos na cidade de Jerusalém, incluindo a mesma multidão que aclamava Jesus, e até mesmo os seus discípulos.

Ainda em jeito de contra-argumento, para os Teólogos que têm uma leitura diferente da nossa, importa ainda salientar que Jesus tinha muitos admiradores em Jerusalém, apesar de nem todos eles considerarem-No o Messias. Mesmo assim nutriam um enorme carinho e admiração por Ele (João 7:40-52). Eis a grande questão que se coloca: onde estariam essas pessoas na hora da Sua condenação? Será, porventura, que todos os habitantes de Jerusalém eram contra Ele? Porque é que alguns não saíram à rua para defendê-Lo ou, pelo menos, tentar protegê-Lo? Não repara, caro leitor, que algo não bate certo aqui em termos da coerência argumentativa da posição que refutamos?

É verdade que nem todos em Jerusalém, como em outras cidades, gostavam de Jesus. Mas havia um número bastante significativo da multidão que O tinha como profeta, e alguns deles como Messias. Talvez fosse por esta mesma razão que Pilatos tentou arranjar uma alternativa momentânea para libertá-Lo, usando assim uma prerrogativa que não era comum naquela altura, isto é, colocando o povo como juiz num mediático processo religioso-político. Porventura, terá pensando que com isso conseguiria salvar o Senhor Jesus da sentença capital, de que traiçoeiramente estava a ser acusado, uma vez que o marginal Barrabás jamais seria preferido pelo povo em comparação com o Filho de DEUS. Presumia equivocadamente o governador romano. Debalde foram as suas "benévolas" pretensões (Mateus 27:15-26; Marcos 15:6-15; Lucas 23:13-25; João 18:38-40). Não resultaram e caíram literalmente por terra.

Estando manifestamente a reinar o poder das trevas, por causa da chegada da hora do Filho do Homem (João 13:1; 17:1), conseguiu obnubilar completamente todos aqueles seguidores, que aclamavam Jesus na sua entrada triunfal em Jerusalém, razão pela qual não há que admirar a mudança rápida operada na multidão. Em certas ocasiões, a própria multidão, intitulada pelo o autor sagrado de discípulos, teve esta postura dupla e redutora sobre quem é realmente o Senhor Jesus (João 6:47-58), chegando ao ponto de abandoná-Lo só porque demonstrava claramente quem deveras É (João 6:66). Por isso, não temos que ficar completamente surpreendidos com a momentânea mudança de posição da mesma multidão em Jerusalém.

O impacto abismal desta manifestação do poder das trevas foi de tal maneira que afectou drasticamente a espiritualidade dos discípulos. A começar com a censura gananciosa que fizeram com a mulher, que devotadamente ungiu o Senhor Jesus, na casa de Simão "leproso", em Betânia (Mateus 26:6-13; Marcos 14:3-9; João 12:1-8). E, ulteriormente, o sono anormal que se apoderou deles em Getsémani, ao ponto de não conseguirem resistir apenas uma hora com o Senhor Jesus em oração, não obstante estarem predispostos espiritualmente, mas a carne estava bastante fraca (Mateus 26:40-46), bem como por, finalmente, abandonarem o seu Mestre aquando da Sua prisão (Mateus 26:56). Foi, igualmente, o mesmo poder das trevas que levou Judas a trair Jesus, vendendo-O por trinta moedas de prata, e, consequentemente, ao seu suicídio (Mateus 26:14-16; 27:3-5). Da mesma sorte, levando o Apóstolo Pedro a negá-Lo três vezes (Mateus 26:69-75; Marcos 14:66-72; Lucas 22:55-62; João 18:15-18), bem como todos os discípulos a duvidar da Sua Ressurreição dos mortos, mesmo estando a falar visivelmente com eles em carne e osso (Marcos 16:9-13; Lucas 24:10-49). 

Este poder das trevas somente esvaneceu nos discípulos quando "abriram os olhos" (Lucas 24:30-35; 45-49) e começaram a interiorizar melhor a verdade central das Escrituras Sagradas, que é a vitória do Messias sobre a morte, e sendo Ele o único caminho para a salvação de todo aquele que Nele crê (Actos 4:11-12). A partir daí foram definitivamente revestidos pelo poder do Espírito Santo (Actos 1:8) e o impacto imediato que tudo isto teve depois no testemunho miraculoso dos discípulos, tal como ficou registado nas Sagradas Escrituras, sobretudo no livro de Actos dos Apóstolos.

CONSIDERAÇÕES PASCAIS (3): A Teologia da Salvação


A promessa dada ao patriarca Abraão teria apenas a concretização com a vinda, morte e ressurreição do Senhor Jesus Cristo na cruz do Calvário, razão pela qual a história de ambos se entrecruza e apresenta similitudes. Desde logo, as duas proeminentes figuras bíblicas foram instrumentos usados por DEUS para resgatar a Humanidade outrora perdida pelo pecado original (Génesis 3:1-24)

Tal como Abraão foi desafiado para se dirigir ao "Santo Monte" e ali sacrificar o seu único filho, assim foi com Jesus em relação à sua vida. Tanto um como o outro correspondeu, sem margem de dúvida, à solicitação divina. Abraão fez-se acompanhar, para a viagem, dos seus dois servos. Da mesma sorte Jesus levou com ele os seus discípulos e durante o percurso granjeou outros peregrinos, que também seguiam rumo a Jerusalém para assistir à Páscoa dos Judeus. Na sua oração em Getsémani, momentos antes de ser preso, já apenas com os seus restritos discípulos, levou consigo Pedro e os dois filhos de Zebedeu (Mateus 26:37), equivalendo deste modo o mesmo número de pessoas que cercava Abraão na viagem (Génesis 22:3). 

Nas duas misteriosas histórias o burro esteve presente. Abraão viajou para o local de burro e Jesus entrou triunfalmente em Jerusalém montado num burro. O patriarca Abraão levou apenas o seu filho Isaque para "o lugar de adoração", que que iria servir para a oblação. O Senhor Jesus, nos momentos cruciais, esteve praticamente sozinho. No primeiro momento, ainda em Getsémani com os discípulos, o Evangelista Lucas regista que "afastou-se deles a uma curta distância e, pondo-se de joelhos" a orar (Lucas 22:41 ; Mateus 26: 39). No segundo momento, depois de ter sido preso, foi desamparado até à Sua horrenda morte na cruz (Mateus 26:31-32). E mais, Abraão somente viu o lugar que DEUS lhe havia indicado já no terceiro dia de viagem. O Senhor Jesus, segundo as Escrituras, ressuscitou ao terceiro dia (Lucas 24:46)

O patriarca Abraão e o Senhor Jesus representam o pacto de DEUS com a Humanidade, bem como a sua concretização holística. Podemos apenas salientar uma única diferença substancial neles: foi com Jesus que fomos definitivamente justificados e passámos a ter paz com DEUS (Romanos 5:1-2) que, aliás, é o único que dispõe desse poder remidor. Com a vida e obra do Messias prometido, o Todo Poderoso DEUS honrou dignamente a Sua sagrada promessa. 

Resta, pois, a cada um de nós, cumprir, igualmente, com a sua parte neste admirável processo da salvação. Somos todos desafiados, sem excepção, pelas Escrituras Sagradas, a subir ao "Santo Monte" e ali oferecer o nosso sacrifício vivo, santo e agradável ao eterno DEUS (Romanos 12:1). Sacrifício que deverá traduzir o genuíno arrependimento, conversão, contrição e santificação (Actos 26:20), fazendo com que "cheguemos à unidade da fé e ao pleno conhecimento do Filho de Deus, ao homem adulto, à medida completa da estatura de Cristo" (Efésios 4:13). Amém. 

CONSIDERAÇÕES PASCAIS (2): Entrada Triunfal de Jesus em Jerusalém


Tal como vincámos no artigo precedente (LER), era extremamente importante e inadiável a partida do Senhor Jesus Cristo a Jerusalém, visto que era o lugar onde convergiam todas as profecias bíblicas a Seu respeito. E mais, até então, era a cidade de oblação para a expiação dos pecados que o povo sistematicamente cometia, pelo que o Filho do Homem tinha que ser sacrificado ali para selar definitivamente a Velha Aliança firmada pelo Eterno JEOVÁ e, deste modo, instaurar um Sacerdócio Real na ordem de Melquisedeque (Génesis 14:18-21; Salmo 110:4; Hebreus 5:5-6; 6:20; 7:15-17). 

A decisão de Jesus em deslocar-se a Jerusalém tinha inúmeros sobressaltos a todos os níveis, sobretudo do ponto de vista geográfico e espiritual. No lugar onde se encontrava, a região do mar da Galileia, segundo os teólogos Cristãos, fica 200 metros abaixo do nível do mar, enquanto a altura média de Jerusalém é de 760 metros acima do referido nível. Por isso, subir até à Cidade Santa era uma trajetória bastante penosa. Aqui, o cumprimento escrupuloso de todas as profecias dependia dessa obediência plena do Filho de DEUS, bem como a salvação da Humanidade perdida no lamaçal do pecado. E tudo isto consubstanciava, em termos pratico-espirituais, um tremendo desafio no itinerário deliberativo do Messias. 

No decorrer da viagem o Senhor Jesus atraiu uma enorme turba dos peregrinos que seguiam, igualmente, para Jerusalém a fim de assistir à celebração da Páscoa dos judeus (João 2:13), especialmente por ter curado dois cegos na circunscrição de Jericó (Mateus 20:29-34). E, foi assim, de forma heróica, que o Senhor Jesus entrou triunfalmente em Jerusalém, com a multidão a render-Lhe devidamente louvor, adoração e acções de graças, entoando vivamente: “hosana ao Filho de David; bendito o que vem em nome do Senhor. Hosana nas alturas!” (Mateus 21:1-10), contrariando todas as evidências da censura maléfica por parte dos fariseus (Lucas 19:39-40). 

A decisão subordinada de Jesus, de se entregar em Jerusalém, é semelhante à prova que DEUS colocou ao patriarca Abraão. Este também foi desafiado a sacrificar o seu único Filho, Isaque. E, prontamente, correspondeu com a vontade expressa do SENHOR; e fez-se acompanhar com os seus servos. Era também um percurso íngreme e com enorme carga espiritual, a priori, fatídica, tal como o do Messias. Durante a difícil viagem para Jerusalém, concretamente à região do Monte Mória, em Sião, Abraão a determinada altura da caminhada, depois de vislumbrar o lugar que DEUS lhe indicara, disse então aos seus criados: “fiquem aqui com o burro que eu vou até lá adiante com o menino, para adorarmos o Senhor e depois voltamos para junto de vocês” (Génesis 22:4-5). 

Nas duas misteriosas histórias, segundo Joseph Ratzinger, encontramos várias figuras análogas que concorrem e apontam para a providência Divina no processo da Salvação. A começar com um acto livre de obediência, a viagem afectuado a Jerusalém, as pessoas envolvidas durante o percurso que, por vicissitudes supervenientes, acabaram por ficar para trás, o burro, o sofrimento e, por fim, o sacrifício expiatório (desenvolveremos estes pormenores nos artigos subsequentes). Mesmo assim, tanto Abraão como Jesus, não desfaleceram no seu nobre intento de servir a DEUS e foram obedientes até ao fim. 

A fé de Abraão estava bem ancorada no Todo Poderoso DEUS (Hebreus 11:8-19) e no Messias, o Salvador do Mundo, razão pela qual alegrou-se com a ideia de poder presenciar a vinda do SENHOR. Viu-o e regozijou-se (João 8:56) alcançando, deste modo, a bem-aventurança eterna.  Deus, da mesma sorte, honrando a Sua Santa Palavra, tendo em conta a missão redentora do Seu Amado Filho, elevou-O “acima de tudo e lhe deu o Nome que está acima de todo o nome; para que ao nome de Jesus se dobrem todos os joelhos: no Céu, na Terra e debaixo da terra; e para que todos proclamem, para a glória de Deus Pai: Jesus Cristo é o Senhor!”  (Filipenses 2:9-11). 

CONSIDERAÇÕES PASCAIS (1): A Impreterível Decisão que Todos Deveriam Tomar


Um dos momentos mais marcantes e determinantes em todo o percurso terreno do Senhor Jesus Cristo foi o de ter tomado livremente a discernida decisão de ir a Jerusalém (Lucas 9:51). Esta difícil decisão, encerraria, em última instância, a Sua predeterminada morte expiatória na Cruz do Calvário em favor da decaída Raça Humana, bem como a Sua triunfadora ressurreição dos mortos ao terceiro dia, tal como ficou registado nas Escrituras Sagradas. 

Instantes antes de ter sido traído e ter padecido às mãos dos malfeitores, na Sua Magnífica Oração Sacerdotal já dava glórias ao Pai e concomitantemente autoproclamava a vitória final sobre a horrenda morte nestes termos: "eu glorifiquei-te na terra, tendo consumado a obra que me deste a fazer" (João 17:4). Obra essa que tinha como finalidade resgatar a Humanidade dos seus pecados, e, deste modo, proporcionar-lhe novamente a reconciliação plena com DEUS. Com efeito, para a concretização holística deste misterioso plano salvífico, era necessário que o Senhor Jesus Cristo decidisse arbitrariamente corresponder na íntegra com os impolutos desígnios divinos na Sua vida. E assim foi, com bastante sucesso a todos os níveis. 

Por isso, igualmente, de forma analógica, o desafio que nos é lançado pelo Messias, o Filho do Todo Poderoso DEUS, o Salvador do Mundo, é de cada um em particular tomar a sua cruz e resolutamente segui-Lo, salvando assim a sua alma da condenação vindoura que recairá sobre os ímpios (Mateus 16:24-27 Romanos 8:1-3). É a sensata e inadiável decisão que todos deveriam tomar o quanto antes. A sorte está lançada para todos. 

Deleite Literário


Ando bastante empenhado numa aventura livresca. Fiz inúmeras requisições nos últimos tempos para aplacar a minha insaciável curiosidade intelectual. Nos momentos vagos preciso de distracção. É uma forma soteriológica que disponho para libertar a veia hedonista, mormente nas horas crepusculares. Com isso não estou a renunciar a minha concepção puritana. Nada disso. Apenas um escapismo momentâneo. Gosto de viver assim. Faz bem ao cérebro, dizem os entendidos na matéria (LER). Um bom “aperitivo” para trilhar a senda da sabedoria. 

Introduzi, na semana passada, a leitura dos Salmos nos meus devocionais diários (LER) e o Kapital do afamado Economista francês Thomas Piketty (Ali AQUI), tal como havia prometido (LER). São duas grandes apostas que vão acompanhar-me nos próximos dias. Uma boa conjugação entre o sagrado e o secular. 

A monotonia nunca é aliada da façanha. Por isso, por imperativo da consciência, procuro sempre diversificar as minhas opções e rotinas literárias. Leio, sobretudo, os livros que me despertam uma atenção especial. Não sou daquela estirpe da burguesia semi-letrada, intitulada de “pseudo-intelectual” que faz recessão crítica de determinadas obras, sem sequer as ter lido (LER). Somente falo dos que li ou estou, ocasionalmente, a ler. Não me vejo a viver sem livros. Serei sempre um amante dos livros. É a sorte que me coube, felizmente. 

E assim, de forma sapiencial, prossigo em classe no ano de 2015. Vou agora ouvir Morricone por uns instantes (VER) e volto já a seguir para continuarmos à nossa conversa.