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O Hedonismo Cristão (1), por Hernandes Dias Lopes

“Os homens serão mais amigos dos prazeres que de Deus. Essas pessoas adoram a si mesmas em vez de adorar a Deus. São ególatras e narcisistas. Estão embriagadas de amor por si mesmas. Vivem para satisfazer os próprios desejos. Fazem da vida uma corrida desenfreada em busca do prazer imediato. São consumados hedonistas. O lazer, a diversão, o culto ao corpo e o culto ao estômago estão tomando o lugar de Deus na sociedade contemporânea. A televisão, o cinema, o futebol, os salões de jogos, os jogos de internet estão ocupando a mente e o tempo dos crentes. Em média, os cristãos passam horas/semana diante da televisão e apenas 1 hora/semana estudando a Bíblia na Escola Dominical. Muitas pessoas que frequentam a igreja ainda vão a boates, clubes noturnos e casas de shows. O mundo as está apanhando em sua rede. Hans Burki diz que a raiz do problema dessas pessoas é que elas colocam a si mesmas e seus deleites acima de Deus. Buscar ser igual a Deus significa colocar a si mesmo no lugar de Deus, transformando-se em Deus e destituindo o Senhor”. 

(Hernandes Dias Lopes, in Comentários Expositivos do 2 Timóteo, Hagnos, SP, 2014, p. 87). 

A Igreja do Senhor Jesus Cristo e a Pós-modernidade


Celebra-se hoje “O Dia da Reforma Protestante”. A propósito disso, partilho aqui esta brevíssima reflexão que fiz há dois anos sobre “A Igreja do Senhor Jesus Cristo e a Pós-modernidade”. Destaquei a importância cimeira da Reforma Protestante na afirmação e consolidação do Evangelho pelo mundo, bem como os grandes desafios espirituais que se colocam a Igreja nos conturbados e libertinos dias em que vivemos. 

Tenha um bom proveito na visualização e auscultação do vídeo. 

Discriminação Racial e Trans-humanismo: O Novo Desafio do Século XXI, Pelo Professor Catedrático Paulo Otero


“1. Discriminar alguém sem um fundamento racional é atentar contra a sua dignidade – uma vez que todos somos criados à imagem e semelhança de Deus (Gn, 1,27), todos temos a mesma dignidade.
2. Toda a discriminação racial é profundamente contrária aos postulados cristãos: há uma incompatibilidade axiológica entre cristianismo e racismo – nenhum cristão pode ser racista e nenhum racista se pode dizer cristão.
3. Em sentido diferente, a apologia da discriminação racial tem em Nietzsche e nos seus herdeiros um expoente máximo: a defesa de “uma raça dominante” ou de “homens superiores” (“Para Além do Bem e do Mal”, nºs 61 e 62), em que se alicerçou o nazismo, encontra hoje novas formas de projeção – o trans-humanismo é uma delas.
4. Uma utilização da técnica e da ciência tendo o propósito da criação de super-homens, transformando as condições físicas e psíquicas naturais do ser humano, por via de uma alteração tecnológica da nossa identidade genética, numa fusão entre o artificial e o humano, procurando construir uma nova raça, poderá tornar-se a preocupação central do século XXI – aqui reside o problema do trans-humanismo.
5. Se a ciência e a tecnologia deixam de estar ao serviço da pessoa humana viva e concreta e da sua dignidade, sem quaisquer limites éticos ou jurídicos, tudo se torna possível – através do trans-humanismo, o ser humano arrisca-se, arvorando-se em Deus, a destruir a sua própria humanidade.
6. Tal como o antissemitismo e o “apartheid” traduzem formas radicais de discriminação racial do século XX, o trans-humanismo poderá ser a discriminação racial do século XXI, criando, acima da raça humana, uma raça trans-humana e, pelas suas características artificiais, também super-humana – a ideia de Platão de “indivíduos superiores” e “indivíduos inferiores” (“A República”, 459e, 460a e c) terá, por manipulação humana, existência biológica.
7. A vitória do trans-humanismo, criando um “homem novo”, expressão de uma nova civilização, numa “ascensão da humanidade à sobre-humanidade” (Miguel de Unamuno, “La Dignidad Humana”, Madrid, 4ª ed., 1957, p. 145), recuperando o mito de Hitler sobre a raça ariana, conduzirá ao suicídio da igual dignidade de todo o género humano.”[1]



[1] Pensamento do senhor Professor Catedrático Paulo Otero, extraído no seu Facebook.