Uma parte da comunidade dos PALOP na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa (VER). A partir de amanhã e até sexta-feira será a "Semana de África", na FDUL, promovida pelo Núcleo de Estudantes Africanos da referida Escola (VER). Haverá uma série de actividades culturais que ilustram e abordam as diferentes temáticas sobre a realidade sociopolítica do Continente. Estão todos intimados a comparecer, especialmente os africanos.
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Um Dia, Uma Fotografia
Uma parte da comunidade dos PALOP na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa (VER). A partir de amanhã e até sexta-feira será a "Semana de África", na FDUL, promovida pelo Núcleo de Estudantes Africanos da referida Escola (VER). Haverá uma série de actividades culturais que ilustram e abordam as diferentes temáticas sobre a realidade sociopolítica do Continente. Estão todos intimados a comparecer, especialmente os africanos.
Núcleo, África e Xutos e Pontapés
NÚCLEO dos Estudantes Africanos da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa (no qual faço parte da direcção, como vice-presidente do conselho fiscal), celebra hoje até Sexta-feira, o dia de África. Os dias vão alternar-se de acordo com a ordem alfabética dos países. Na quarta-feira será o dia da Guiné-Bissau. Fica desde já o convite estendido, para todos os leitores deste blog.
ÁFRICA. Problemas e sérios problemas. Mesmo assim, continuo optimista quanto ao futuro do nosso continente. Tenho a esperança que a situação da guerra e da pobreza que se vive em África um dia vai acabar, e os africanos vão poder viver em clima de paz e de estabilidade.
XUTOS E PONTAPÉS. Sem Eira nem Beira. Musica fascinante; e com uma poderosa mensagem por detrás. Indirecta para os governantes portugueses, mutatis mutandis. Confesso que ultimamente, tenho apreciado bastante os Xutos e Pontapés, ao contrário do comentador da TVI, Vasco Pulido Valente. Confira a musica: aqui.
ISAÍAS 45:7: “Eu formo a luz, e crio as trevas; eu faço a paz, e crio o mal; eu, o SENHOR, faço todas estas coisas”. Foi um dos versículos ontem do nosso estudo na EBD. Importa esclarecer-lo. Torna incongruente com a mensagem da Bíblia, afirmarmos que DEUS criou o mal. Sem entrar por enquanto, em grandes pormenores, partilho da mesma opinião de santo Agostinho, no sentido que, o mal não “é, realmente, uma entidade. Seria apenas a ausência do bem, da mesma maneira que as trevas são a ausência da luz.” (Tenho estado a preparar já algum tempo, um estudo sobre este assunto. Brevemente será publicado nas Teses Teológicas).
XUTOS E PONTAPÉS. Sem Eira nem Beira. Musica fascinante; e com uma poderosa mensagem por detrás. Indirecta para os governantes portugueses, mutatis mutandis. Confesso que ultimamente, tenho apreciado bastante os Xutos e Pontapés, ao contrário do comentador da TVI, Vasco Pulido Valente. Confira a musica: aqui.
ISAÍAS 45:7: “Eu formo a luz, e crio as trevas; eu faço a paz, e crio o mal; eu, o SENHOR, faço todas estas coisas”. Foi um dos versículos ontem do nosso estudo na EBD. Importa esclarecer-lo. Torna incongruente com a mensagem da Bíblia, afirmarmos que DEUS criou o mal. Sem entrar por enquanto, em grandes pormenores, partilho da mesma opinião de santo Agostinho, no sentido que, o mal não “é, realmente, uma entidade. Seria apenas a ausência do bem, da mesma maneira que as trevas são a ausência da luz.” (Tenho estado a preparar já algum tempo, um estudo sobre este assunto. Brevemente será publicado nas Teses Teológicas).
Família, EBD e Férias
FAMÍLIA. A minha cunhada Marta Gomes Vieira e o meu sobrinho David Aleluia Gomes Vieira chegaram ontem de Bissau para acompanhar o meu irmão (o Evaristo) que está na sua última fase da tese do mestrado. Ontem foi o meu primeiro encontro com o menino David desde que nasceu. Pouca afinidade no inicio. Já esta noite, o relacionamento foi completamente diferente. Aceitou-me sem qualquer receios. O David é um espectáculo!
V - A ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL. Lição de anteontem: O Senhor está Vivo. Uma lição especial devido a comemoração do dia da páscoa. Ênfase na ressurreição de Jesus Cristo. De facto esta é a razão da nossa fé e esperânça, que Jesus Cristo, morreu pelos nossos pecados e no terceiro dia ressuscitou dos mortos. Aleluia! (Mateus 27:62 – 28:20). P.S: Depois desta breve interrupção do livro de Isaías, na próxima semana, voltaremos ao estudo dele.
FÉRIAS. Já foram. Retomei às aulas hoje aqui no Seminário e amanhã na faculdade. Os próximos dias serão intensos com muitos testes e trabalhos para entregar. Só DEUS para nos ajudar.
V - A ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL. Lição de anteontem: O Senhor está Vivo. Uma lição especial devido a comemoração do dia da páscoa. Ênfase na ressurreição de Jesus Cristo. De facto esta é a razão da nossa fé e esperânça, que Jesus Cristo, morreu pelos nossos pecados e no terceiro dia ressuscitou dos mortos. Aleluia! (Mateus 27:62 – 28:20). P.S: Depois desta breve interrupção do livro de Isaías, na próxima semana, voltaremos ao estudo dele.
FÉRIAS. Já foram. Retomei às aulas hoje aqui no Seminário e amanhã na faculdade. Os próximos dias serão intensos com muitos testes e trabalhos para entregar. Só DEUS para nos ajudar.
A minha conversa com o professor Marcelo Rebelo Sousa
Estudo de manhã. E às minhas aulas terminam às 13.00h. Depois desta hora, costumo permanecer na faculdadade a tarde toda para reorganizar a matéria. Hoje felizmente, tive a oportunidade de cruzar com o professor Marcelo no corredor da biblioteca da faculdade; aliás, ele é o docente lá e faz parte do conselho científico. O homem estava rodeado de cinco pessoas. No entanto, aproximei-me dele e comprometei - o. Disse-lhe, que eu sou muito fã do seu programa: “As Escolhas de Marcelo” da RTP; e acima de tudo gosto da forma como ele aborda às questões. O homem ficou todo contente.
Perante este elogio inesperado da minha parte, aproveitei a ocasião para manifestar-lhe a minha preocupação de ver incluir nas “Escolhas”, mais assuntos internacionais do que o habitual, e de uma forma especial os de África. Entretanto, respondeu-me que os telespectadores, normalmente, apreciam mais os conteúdos nacionais do que propriamente os de internacionais; de modo que, ele tenta fazer todo o possível para agradar os telespectadores. Percebi logo que eram questões de audiências que estavam em causa, só que falou de uma forma indirecta (o hábitual línguagem dos políticos). Todavia, agradeceu-me pela iniciativa, e disse que tomará as minhas preocupações em considerações.
Platão e o governo dos homens: a anticonstituição
Este foi o tema da estreia do trabalho oral que apresentei hoje na faculdade. Uma exposição de quinze minutos, mas que valeu a pena.
A concepção de Sócrates sobre o estatuto de obdiência do homem perante a vontade do poder tem o seu desenvolvimento doutrinal em Platão (427-347 a.C).
Sem prejuízo do contributo de Xenofonte, também discípulo de Sócrates, no elogio do modelo político de Esparta e na crítica à democracia, Platão foi um dos primeiros autores a conceber um modelo totalitário de sociedade política.
Não obstante entender que a lei deve ser norteada pelo propósito de realizar a felicidade de todos, encontrando-se o legislador vinculado a agir sempre no sentido de alcançar a melhor e a mais justa solução, Platão defende que a lei não deve existir para garantir a liberdade dos cidadãos fazerem o que lhes agrada, “mas para os levar a participar na fortificação do laço de estado”. O certo, porém, é que acaba por encontrar na supressão excessiva da liberdade do povo e no abuso da autoridade do rei a causa da decadência do regime persa.
Partindo da descriminação entre indivíduos superiores e indivíduos inferiores, negando aos filhos destes últimos educação. Tal como Xenofonte, confere ao estado a faculdade de seleccionar os cidadãos, verificando-se que o indivíduo só existe dentro do estado e para o Estado, num modelo de ausência de qualquer noção de direitos da pessoa humana: ao estado compete, segundo o modelo traçado na sua obra A Republica, o controlo do número de casamentos e a própria selecção dos nubentes; a procriação encontra-se sujeita a um regime de autorização, isto de tal modo que as mulheres têm os filhos para a cidade ou para o estado, justificando-se, em consequência, que as crianças sejam separadas dos pais e que se usem “todos os meios possíveis para que nenhuma delas reconheça a sua progenitura, atribuindo-se ainda ao estado a sua educação e instrução.
Partidário do governo de uma elite sobre uma massa desprezível, Platão confia ao filósofo o governo do Estado, enquanto detentor da sabedoria e da virtude. O filosofo, vinculado a governar com justiça, é configurado como chefe infalível, situado acima das leis e, por isso mesmo, nunca por elas limitado. O governo de homem é preferível ao governo de leis.
A verdade, porém, é que mais tarde, na sua obra As Leis, Platão, abandonando o radicalismo da solução preconizada no livro A Republica, acaba por reconhecer a necessidade de existências de leis e de os homens lhes obedecerem, sob pena de não se diferenciarem de animais mais ferozes. Igualmente aqui proclama que a inteligência, sendo verdadeiramente livre por natureza, não pode ser súbdita ou escrava de ninguém.
Não obstante esta última inflexão política, o governo dos homens de Platão tornou-se, no entanto, o estandarte histórico de todos os regimes políticos que, desprezando a limitação do poder político pelo Direito, negam os direitos da pessoa humana: anticonstituição.
Partindo da descriminação entre indivíduos superiores e indivíduos inferiores, negando aos filhos destes últimos educação. Tal como Xenofonte, confere ao estado a faculdade de seleccionar os cidadãos, verificando-se que o indivíduo só existe dentro do estado e para o Estado, num modelo de ausência de qualquer noção de direitos da pessoa humana: ao estado compete, segundo o modelo traçado na sua obra A Republica, o controlo do número de casamentos e a própria selecção dos nubentes; a procriação encontra-se sujeita a um regime de autorização, isto de tal modo que as mulheres têm os filhos para a cidade ou para o estado, justificando-se, em consequência, que as crianças sejam separadas dos pais e que se usem “todos os meios possíveis para que nenhuma delas reconheça a sua progenitura, atribuindo-se ainda ao estado a sua educação e instrução.
Partidário do governo de uma elite sobre uma massa desprezível, Platão confia ao filósofo o governo do Estado, enquanto detentor da sabedoria e da virtude. O filosofo, vinculado a governar com justiça, é configurado como chefe infalível, situado acima das leis e, por isso mesmo, nunca por elas limitado. O governo de homem é preferível ao governo de leis.
A verdade, porém, é que mais tarde, na sua obra As Leis, Platão, abandonando o radicalismo da solução preconizada no livro A Republica, acaba por reconhecer a necessidade de existências de leis e de os homens lhes obedecerem, sob pena de não se diferenciarem de animais mais ferozes. Igualmente aqui proclama que a inteligência, sendo verdadeiramente livre por natureza, não pode ser súbdita ou escrava de ninguém.
Não obstante esta última inflexão política, o governo dos homens de Platão tornou-se, no entanto, o estandarte histórico de todos os regimes políticos que, desprezando a limitação do poder político pelo Direito, negam os direitos da pessoa humana: anticonstituição.
Em síntese, a doutrina política de Platão afirma-se como “totalitarista e anti-humanista ou, pelo menos mostra-se passível de permitir dela extrair esse sentido.
(Isto foi mais ou menos, o breve resumo daquilo que apresentei. O texto foi extraído no manual do professor Paulo Otero – Instituições Políticas e Constitucionais)
(Isto foi mais ou menos, o breve resumo daquilo que apresentei. O texto foi extraído no manual do professor Paulo Otero – Instituições Políticas e Constitucionais)
Boas vindas do GBU
Depois de me manter algumas conversas com o Samuel e a Flávia, responsáveis do GBU que são também os meus professores no Seminário. Resolvi-me escrever como membro no GBU. De seguida à inscrição, que é feita em on-line, no dia seguinte (anteontem) enviaram-me esta mensagem:
Ser caloiro
Hoje foi a minha estreia como aluno universitário, embora as aulas já tinham iniciado desde semana passada. Mas, para evitar ser pranxado resolvi não aventurar. Às nove já estava na faculdade para assistir às aulas, com um ar tímido, o ambiente estavam-me completamente estranho, e nem sabia onde ficava as salas. Depois de perguntar (uma senhora, funcionária da faculdade) acabei por encontrar. Já estavam a decorrer as aulas, bati a porta, e professora mandou-me entrar, atrasei quase cinco minutos. A professora era da aula prática de disciplina Direito Romano I. Depois na segunda aula, que devia ser Direito Constitucional I acabamos por não ter por causa da ausência do professor. A terceira e a quarta aula que me deixou um pouco barafundado, éramos no total de quase 400 alunos no Anfiteatro chegou o Professor da teoria Geral Direito Civil I, o homem falava, falava… ao mesmo tempo, estava sempre a fazer citações das passagens bíblicas para comprovar o pensamento, mas tudo bem decorado, até parecia um teológo.
Na última aula, foi novamente num anfiteatro com o professor da Economia Política I, que também falava, falava... parecia que estava ao mesmo tempo a contrariar o que estava a dizer… Gostei bastante da experiência. Já comecei a percorrer a caminhada… É assim, ser caloiro…
Na última aula, foi novamente num anfiteatro com o professor da Economia Política I, que também falava, falava... parecia que estava ao mesmo tempo a contrariar o que estava a dizer… Gostei bastante da experiência. Já comecei a percorrer a caminhada… É assim, ser caloiro…
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