Era Uma Vez em Paris
Onde Está o Espírito do Senhor Há liberdade
Silentium
Maré Alta
«Aprende a nadar, companheiro
O Testemunho da Fé
Nobody Fills My Heart Like Jesus
Time Lapse
Firmado na Rocha Jesus Cristo
Shall We Meet Beyond the River?
Amor de Perdição
A Vernaculidade do Crioulo
O Azar de C4 Pedro
Herança Litúrgica
Ainda Sobre o Excêntrico Classicista
O Excêntrico Classicista
O Que Seria da Humanidade sem a Música?
É uma questão extremamente difícil de conceber do ponto de vista gnosiológico. Jamais conseguiríamos apurar na perfeição uma resposta cabal e definitiva sobre o impacto imediato que isto teria na convivência diária no seio dos seres humanos. Não há margem para dúvidas que muitas das coisas deixavam de fazer sentido se não houvesse, de facto, a música para “colorir” a nossa rotina diária. Os efeitos colaterais seriam extremamente avassaladores. Talvez a generalidade das aves não teria razão de existir e, com a provável inexistência desta importantíssima espécie na natureza, o ecossistema ficaria fortemente abalado e desequilibrado. Não haveria harmonia no Universo. O caos apoderar-se-ia de tudo. As pérolas que gotejam nos olhos de amantes estariam completamente viciadas e, em consequência disso, o amor seria uma hipocondria. A inspiração não passaria apenas de uma miragem. A poesia teria de ser reinventada para outros fins. A nossa devoção a DEUS certamente não seria igual. O riso não faria sentido. Entraríamos num vaivém solitário de profunda melancolia existencial. As contradições do dia-a-dia ter-nos-iam submergido e teriam passado por cima das nossas legítimas aspirações. A vida não teria nenhuma graça e perderia todo o seu doce sabor de felicidade. E, assim, a fortiori, a morte apresentar-se-ia como inevitável solução.
A música está intrinsecamente ligada à harmonia, à beleza, ao encanto e à sublimidade, ao sossego, à reconciliação. Também, por sua vez, representa tranquilidade, conforto, alegria e paz interior. Consegue transportar-nos para uma realidade transcendental e liga-nos directamente com o Divino. Com a música superamos a vulnerabilidade da madrasta vida e os limites da imaginação humana. Permite-nos inspiradamente auto-avaliar cuidadosamente a nossa limitada condição antropológica. Proporciona-nos momentos marcantes de puro prazer que, as mais das vezes, ficam para sempre na memória cognitiva. Ela é o aconchego e bálsamo das nossas almas.
Sem a música, respondendo directamente a pergunta inicial do título do artigo, a Humanidade estaria paupérrima em todos os aspectos vivenciais, máxime do ponto de vista emocional e intelectual. Quiçá seja por esta mesma razão que DEUS nos outorgou incondicionalmente esta maravilhosa dádiva para aliviar as nossas pressões rotineiras e equilibrar o nosso estado de alma. A música existe, por certo, em suma, para proporcionar a felicidade e o bem-estar ao Homem.
A Pacificação
Núcleo, África e Xutos e Pontapés
XUTOS E PONTAPÉS. Sem Eira nem Beira. Musica fascinante; e com uma poderosa mensagem por detrás. Indirecta para os governantes portugueses, mutatis mutandis. Confesso que ultimamente, tenho apreciado bastante os Xutos e Pontapés, ao contrário do comentador da TVI, Vasco Pulido Valente. Confira a musica: aqui.
ISAÍAS 45:7: “Eu formo a luz, e crio as trevas; eu faço a paz, e crio o mal; eu, o SENHOR, faço todas estas coisas”. Foi um dos versículos ontem do nosso estudo na EBD. Importa esclarecer-lo. Torna incongruente com a mensagem da Bíblia, afirmarmos que DEUS criou o mal. Sem entrar por enquanto, em grandes pormenores, partilho da mesma opinião de santo Agostinho, no sentido que, o mal não “é, realmente, uma entidade. Seria apenas a ausência do bem, da mesma maneira que as trevas são a ausência da luz.” (Tenho estado a preparar já algum tempo, um estudo sobre este assunto. Brevemente será publicado nas Teses Teológicas).


