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Era Uma Vez em Paris



Dá-me uma agradável e inexplicável sensação que brevemente estarei em Paris. Não sei o porquê. Passei fugazmente seis vezes em Paris que, praticamente, não deu para desfrutar plenamente do encantador "balsamo" da célebre "cidade das luzes". Agora, nos últimos dias, tenho sentido uma arrebatadora nostalgia do regresso. Somente este harmonioso som do compositor e pianista Éric Alfred Leslie Satie para me despertar ainda mais o misterioso ímpeto para com a romântica cidade. As experiências únicas sempre serão as únicas, feliz ou infelizmente. 

Onde Está o Espírito do Senhor Há liberdade



Qualquer Cristão Protestante que veio dos bancos da Escola Bíblica Dominical (EBD), desde a mais tenra idade, seguramente conhece esta linda música infantil. É um clássico Evangélico que encerra uma profundíssima mensagem de louvor e adoração. Aprendi-a ainda no longínquo tempo da classe primária da minha Igreja, em Bissau, e até hoje continuo saudosamente a cantá-la. A generalidade das crianças das nossas Igrejas conhecem-na perfeitamente. Enquanto o Senhor Jesus Cristo não voltar as próximas gerações vão certamente aprendê-la e entoá-la de forma sucessiva nos seus devocionais Cristãos. É um cântico que nos remete indubitavelmente para a liberdade plena que os crentes no Senhor Jesus têm de manifestarem, sem qualquer tipo de reserva ou inibição, o seu louvor e adoração diante do Altíssimo DEUS. Onde está o Espírito do Senhor, formulava o Apóstolo Paulo em tom exortativo, aí há liberdade (2 Co 3:17). Foi, aliás, a postura espiritual que o salmista David adoptou durante todo o seu percurso de vida (2 Sm 6:16; Sl 103:122; 145:1-21), assim como inúmeros heróis da fé ao longo da milenar história do Cristianismo. 

Nos finais do século XIX, mais precisamente com o advento do movimento pentecostal, tem surgido insanáveis querelas doutrinárias entre os biblistas protestantes sobre o modelo ideal de uma liturgia Cristã à luz das Escrituras Sagradas, levando as igrejas tradicionais a censurarem todas as manifestações que rotulam preconceituosamente de “ostentação” nos cultos públicos, tendo em conta a ênfase exacerbada que os movimentos carismáticos dão à espiritualidade de exposição. 

Há, a nosso ver, nestas duas leituras antagónicas, um défice bastante acentuado de interpretação das Escrituras Sagradas sobre o decoro cultual que se espera dos autênticos Cristãos no seu louvor e adoração ao Eterno DEUS. As igrejas tradicionais pecam pelo excesso de zelo neste ponto, bem como os pentecostais por defeito. Os primeiros traçam inflexivelmente um padrão universal de louvor e adoração para todas os países, culturas, sociedades e civilizações, reprimindo depois qualquer tipo de peculiaridade que possa eventualmente surgir nos cultos. E nesta visão ultra puritana e autoritária, despedida de qualquer fundamento bíblico, descuram factores sociológicos e da própria personalidade de cada um na forma de encarar a Fé e consequentemente manifestar a sua espiritualidade. Os segundos, de forma exagerada e desordeira, transformam os cultos, em determinadas situações, em autênticos espectáculos degradantes com vista alimentar a carnalidade e legitimação de uma falsa espiritualidade. Nem oito nem oitenta, diz a sabedoria popular. O pressuposto aferidor para um louvor e adoração ser aceite aos olhos do nosso Eterno DEUS é um espírito quebrantado e contrito (Sl 51:17), uma vez que DEUS “é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade” (Jo 4:24). 

É o Espírito Santo que, em última instância, deve ser o arbítrio do nosso louvor e adoração em qualquer circunstância, razão pela qual se sentimos por parte do mesmo Espírito de DEUS motivação para dançar, pular, gritar, bater palmas, levantar as mãos e fazer qualquer outra coisa temos toda a liberdade de fazê-lo, sem quaisquer tipos de constrangimentos da Igreja e de terceiros, contando que tudo seja feita com decência e moderação, tal como requerem ordeiramente as Escrituras Sagradas (1 Co 14:26-40). Não podemos reduzir, em circunstância alguma, a nossa espiritualidade às convenções e preceitos polutos dos homens, sob pena de cairmos em vários riscos espirituais. Assim concebo. Assim entendo. Assim, acima de tudo, que penso. 

Que o nosso Todo-poderoso DEUS nos ajude a não cairmos nestes condicionalismos denominacionais e tradições dos homens que, em última instância, consubstancia uma falsa adoração. Que, de facto, possamos ser instrumentos nas Suas poderosíssimas mãos para Glória do Seu Grande Nome. Que assim seja.

Silentium


Que perfeita harmonia. Uma autêntica inspiração musical. O silêncio cauto e prudente é o cofre da sensatez, diziam sabiamente os antigos. Grande momento de recolhimento, introspecção, reconciliação e apaziguamento. 

Maré Alta


«Aprende a nadar, companheiro
Aprende a nadar, companheiro
Que a maré se vai levantar
Que a maré se vai levantar 


Que a Liberdade está a passar por aqui
Que a Liberdade está a passar por aqui.» 


(Sérgio Godinho, in “Maré Alta” [OUVIR]). 

O Testemunho da Fé



Que formoso hino de adoração (e também pode ouvir esta versão AQUI). Um grande clássico evangélico. Encerra pertinentes questões da fé Cristã, que se vai desdobrar em última instância na milagrosa Graça salvífica de DEUS para com o pecador. 

Dentro de algumas horas, querendo o nosso Eterno DEUS, estarei a pregar no culto da tarde da minha igreja, a Evangélica Baptista da Amadora, bem como no dia 20 do próximo mês na mesma hora. Vou usar nos dois cultos separados um dos meus predilectos Textos Sagrados – Salmo 23:1-6 e o Salmo 1:6, respectivamente. Foi com eles que, desde a mais tenra idade, construí uma enorme afinidade espiritual até à data presente. A generalidade da minha compreensão bíblico-teológica resulta desta gratificante e inenarrável experiência Cristã. Espero, com a preciosa ajuda Divina, continuar sempre assim nesta abençoada senda de intimidade e crescimento espiritual.

Nobody Fills My Heart Like Jesus



A vida sem a presença do Senhor Jesus Cristo não faz qualquer tipo de sentido. É um tédio infinito que, por sua vez, consubstancia um vazio impreenchível, atraindo com ele todas as desgraças mundanais. Isto porque Ele é a causa inicial e última de todas as bem-aventuranças terreno-celestiais, que qualquer ser humano poderá almejar. Nele, dizia o Santo Apóstolo Paulo para elucidar os cépticos atenienses, "vivemos, e nos movemos, e existimos" (Actos 17:28). 

Por isso, interiorizando a impoluta verdade soteriológica exposta e também o hino de adoração em apreço, ninguém preenche, ou jamais preencherá, o meu grato coração como o Senhor Jesus Cristo tem feito. Louvado seja DEUS agora e para todo o sempre! 

Time Lapse



Uma deleitosa e inspiradora melodia – companhia ideal para os que vivem neste mundo a sonhar... 

Firmado na Rocha Jesus Cristo



«Eu te amo, ó SENHOR, força minha. O SENHOR é a minha rocha, a minha cidadela, o meu libertador; o meu Deus, o meu rochedo em que me refúgio; o meu escudo, a força da minha salvação, o meu baluarte» (Salmo 18:1-2). 


Daqui algumas horas estarei na minha Igreja, a Evangélica Baptista da Amadora, a leccionar na Escola Bíblica Dominical para as duas classes (Jovens e Adultos), dirigir o louvor e pregar. É a primeira vez que tal acontecerá: estar a ministrar as três actividades eclesiásticas num mesmo culto matinal. É, de facto, uma coincidência gratificante. Prometo depois partilhar convosco o conteúdo da pregação, bem como ainda o do domingo passado da Igreja Evangélica Baptista de Mem-Martins. 

Shall We Meet Beyond the River?


Um magnífico cântico que ilustra a morada final dos remidos que alcançarão as Bem-aventuranças eternas. Gosto bastante do louvor com os hinos, especialmente os contemplativos. É uma das múltiplas formas que dispomos para consolidar ainda mais a nossa fé no Senhor Jesus Cristo. 

Dentro de algumas horas, querendo DEUS, estarei a pregar na Igreja Evangélica Baptista de Mem Martins e também no próximo domingo a convite do Pastor Mário Jorge Marques, tal como no ano passado (LER). Depois reduzirei, por escrito, a minha explanação e partilhar convosco aqui, através do artigo intitulado "O Ministério do Púlpito", à semelhança de outras ocasiões. 

Amor de Perdição


"Greensleeves" ilustra cristalinamente amor de perdição. Quem diria que um tirano conseguiria fazer esta profunda e impressionante declaração amorosa? Foi o que aconteceu há praticamente quinhentos anos com o despótico rei Henrique VIII para conquistar a sua amada Ana Bolena. Um sentimento que acabou por servir de pretexto para a Inglaterra renunciar à autoridade papal e romper em definitivo com a poderosa Igreja Católica, que dominava então o mundo neoclássico, através da "Res publica Christiana", culminando com a dissolução dos mosteiros e subsequente fundação da Igreja Anglicana. O rei Henrique VIII, da Casa do Tudor, usurpava assim o poder eclesiástico, autoproclamando-se o seu chefe supremo (LER), bem como sentenciando o conceituado Advogado Thomas More à pena capital por este se ter recusado liminarmente a dar anuência à sua união ilegítima com Ana Bolena. 

Fiquei bastante escandalizado aquando da minha inesquecível passagem pelo parlamento britânico (LER) e por constatar que o retrato de Henrique VIII é dos mais destacados ali. Um autêntico paradoxo. 

A Vernaculidade do Crioulo



Uma das características distintivas da mítica banda guineense Super Mama Djombo foi a de preservar a originalidade do crioulo nas suas construções musicais, seguindo nesta esteira artística o saudoso José Carlos Schwarz, Aliu Bari, etc. O crioulo é uma língua que assenta em metáforas, ditos e provérbios de elevados significados ético-morais. E isto reflecte-se sobretudo na nossa híbrida música, poesia e mosaico sociocultural. 


Não obstante o realismo exposto sucede que, por vicissitudes várias e supervenientes, o crioulo enfrenta cada vez mais enormes desafios na sua vernaculidade e afirmação. Está, de forma galopante, a aproximar-se do português fruto da tão propalada "evolução linguística", perdendo assim o seu brilho peculiar o do crioulo de "djibá".

O Azar de C4 Pedro


Não podia deixar de concordar com Rita Ferro Rodrigues pela sua intrepidez em denunciar veementemente o teor misógino da canção do afamado C4 Pedro que, de forma explicita, incita a violência sexual contra as vulneráveis mulheres (LER). Não acredito que a letra da música tenha o intuito pedagógico de alertar a consciência social para o drama e o risco que milhões de mulheres correm diariamente neste âmbito, tal como poderá induzir à primeira vista uma leitura descuidada. O objectivo subjacente na intenção do artista angolano é mesmo chocar o público e ganhar, com isso, ainda mais notoriedade. Foi, sem margem de dúvida, um acto propositado e ignóbil. 

Já há muitos anos que me desprendi do kizomba. Não faz parte da minha rotina musical, bem como dos meus estilos favoritos. Raramente o ouço. Não sei dança-lo e nem faço questão disso, tendo em conta o seu carácter demasiadamente lascivo. 

A música está associada à poesia, à harmonia e à beleza (LER), razão pela qual espera-se que se revista de conteúdo valorativo para enriquecer a sociedade e não, inversamente, resvalar na vacuidade moral como tem sucedido nos nossos tenebrosos dias. 

C4 Pedro foi extremamente infeliz com a sua machista música – o azar foi dele e não da inofensiva Belita. A única forma que dispõe agora para redimir-se deste escusado imbróglio é pedir, humildemente, desculpa as mulheres pelos danos causados. Ainda vai a tempo de fazê-lo. 

Herança Litúrgica


Sou um assumido fã incondicional de louvor e adoração com os hinos. Sinto-me mais “próximo” de DEUS ouvindo e cantando os tradicionais hinos Evangélico-protestantes, sem prejuízo obviamente de reconhecer o devido mérito a alguns belíssimos cânticos que também são entoados no nosso meio Cristão. Nutro uma simpatia bastante especial para com os hinos. Sempre foi assim desde criança. Julgo que os hinos nos protegem, da melhor forma possível, das heresias litúrgicas que a generalidade dos cânticos promove sorrateiramente nas nossas congregações. Há louvores que mais parecem “concertos” do que propriamente um autêntico “culto racional” ao nosso Santíssimo DEUS, tal como inspiradamente requerido nas Escrituras Sagradas (Romanos 12:1; 1 Coríntios 14:20-40). 

Tenho imensa pena que os tradicionais hinos estejam, cada vez mais, a ser relegados para segundo plano nos nossos cultos congregacionais em detrimento da “pomposa adoração” dos cânticos (alguns deles de proveniências e mensagens teológicas duvidosas, infelizmente). Há igrejas em que os hinos já não fazem parte da sua liturgia, entrando assim flagrantemente em contradição com uma das grandes heranças da Reforma Protestante e da nossa Fé Cristã. Jamais pactuarei com esta redutora mundividência eclesiástica. Os hinos fazem parte do substrato identitário da nossa Fé Reformada e também Cristã, insisto. Consubstanciam, sem margem para dúvidas, aroma agradável de adoração. Não podem, por isso, em circunstância alguma, caírem em desuso cultual como é cada vez mais notório em muitos círculos Protestantes, sob pena de estarmos deliberadamente a apagar parte importantíssima da nossa herança Cristã. 

Esta preocupante desvinculação na entoação dos hinos nas nossas Igrejas deve-se, a meu ver, à galopante e reiterada “instrumentalização” e “mundanismo” a que o louvor e adoração têm sido votados nos últimos séculos – fruto de uma abordagem “libertadora”, catapultado, máxime, pelos movimentos carismático-pentecostais e neopentecostais nos finais do século XIX, acabando concomitantemente por influenciar praticamente todas as outras denominações evangélicas neste sentido. A partir do momento em que, por razões doutrinárias, triunfou este “novo” paradigma do “avivamento litúrgico”, os hinos passaram a ser vistos como uma coisa do passado, de velhos e caducos. Os jovens, os recém-convertidos e os crentes em geral, já não se identificam tanto a sua espiritualidade com eles, preferindo refugiar-se mais num louvor pomposo e completamente excêntrico. 

A espiritualidade, importa ainda salientar, é mais voltada para a razão e contemplação do que propriamente à emoção e à ostentação. Os dois últimos são sentimentos, muitas das vezes, efémeros e sem qualquer tipo de repercussão prática no decorrer do tempo. Ao passo que aqueles são consistentes e duradouros. Conseguem conjugar muito bem os aspectos do genuíno sentimento natural com a inabalável certeza da fé. Ter fé não é viver exclusivamente de emoção ou exposição circunstancial e, muito menos, depender inteiramente delas; é viver, em última instância, da espiritualidade lúcida que a mensagem do Evangelho encerra em todas as suas vertentes e plenitude. O nosso Eterno DEUS, exortava peremptoriamente o Senhor Jesus na Sua conversa com a mulher samaritana, “é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade” (João 4:24). Adoremos, pois, de forma ordeira e decente, o Todo-poderoso DEUS em espírito e em verdade. Que assim seja. 

O Dilema do Tempo



Dentro de alguns minutos ganharemos mais uma hora, ou melhor, reconquistaremos a hora que tínhamos perdido (VIDE)(ALI) e (AQUI). Vamos continuar sempre com mesmo dilema de Proust (LER). 

Ainda Sobre o Excêntrico Classicista



É impressionante como a música tem o poder sedativo de domar sorrateiramente o nosso ímpeto pessimista. Um dos melhores remédios para transcendermos os nossos desgastastes desafios quotidianos e profundos anseios da alma é deixarmos inspirar pelo efeito remidor da música, tal como a do classicista Gould. Chama-se isto, numa óptica soteriológica, "a arte da fuga".

O Excêntrico Classicista



Som formidável e bastante irresistível. Uma raridade artística nos dias que correm. Um génio que soube representar na perfeição um outro grande génio de todos os tempos, Johann Sebastian Bach, e tornou-se um colosso universal da música clássica. Gostar do piano e não conhecer o excêntrico Gould ou apreciá-lo é, completamente, uma manifesta contradição. Foi pianista por excelência, que deixa o comum dos mortais num indomável calafrio sentimental. O seu patente e inquestionável talento inebria-nos de forma apaixonada. Por isso, amparo sempre no seu peculiar toque nos meus momentos mais introspectivos, procurando encontrar a inspiração e solução ideal para "reconciliar-me" com o mundo. 

O Que Seria da Humanidade sem a Música?

É uma questão extremamente difícil de conceber do ponto de vista gnosiológico. Jamais conseguiríamos apurar na perfeição uma resposta cabal e definitiva sobre o impacto imediato que isto teria na convivência diária no seio dos seres humanos. Não há margem para dúvidas que muitas das coisas deixavam de fazer sentido se não houvesse, de facto, a música para “colorir” a nossa rotina diária. Os efeitos colaterais seriam extremamente avassaladores. Talvez a generalidade das aves não teria razão de existir e, com a provável inexistência desta importantíssima espécie na natureza, o ecossistema ficaria fortemente abalado e desequilibrado. Não haveria harmonia no Universo. O caos apoderar-se-ia de tudo. As pérolas que gotejam nos olhos de amantes estariam completamente viciadas e, em consequência disso, o amor seria uma hipocondria. A inspiração não passaria apenas de uma miragem. A poesia teria de ser reinventada para outros fins. A nossa devoção a DEUS certamente não seria igual. O riso não faria sentido. Entraríamos num vaivém solitário de profunda melancolia existencial. As contradições do dia-a-dia ter-nos-iam submergido e teriam passado por cima das nossas legítimas aspirações. A vida não teria nenhuma graça e perderia todo o seu doce sabor de felicidade. E, assim, a fortiori, a morte apresentar-se-ia como inevitável solução. 

A música está intrinsecamente ligada à harmonia, à beleza, ao encanto e à sublimidade, ao sossego, à reconciliação. Também, por sua vez, representa tranquilidade, conforto, alegria e paz interior. Consegue transportar-nos para uma realidade transcendental e liga-nos directamente com o Divino. Com a música superamos a vulnerabilidade da madrasta vida e os limites da imaginação humana. Permite-nos inspiradamente auto-avaliar cuidadosamente a nossa limitada condição antropológica. Proporciona-nos momentos marcantes de puro prazer que, as mais das vezes, ficam para sempre na memória cognitiva. Ela é o aconchego e bálsamo das nossas almas. 

Sem a música, respondendo directamente a pergunta inicial do título do artigo, a Humanidade estaria paupérrima em todos os aspectos vivenciais, máxime do ponto de vista emocional e intelectual. Quiçá seja por esta mesma razão que DEUS nos outorgou incondicionalmente esta maravilhosa dádiva para aliviar as nossas pressões rotineiras e equilibrar o nosso estado de alma. A música existe, por certo, em suma, para proporcionar a felicidade e o bem-estar ao Homem.  

A Pacificação


Quando quero libertar momentaneamente do meu cepticismo antropológico (ou será, porventura, agnosticismo?) procuro sempre refugiar-me nos ritmos musicais. É uma forma soteriológica que, eficazmente, disponho para aplacar o meu ímpeto inconformista com os tempos "pós-modernos" e de paixões frívolas em que vivemos. Que seria de nós sem o sedativo da música? A vida é precária e saber viver é uma das maiores artes que uma pessoa pode cultivar neste transitório "vale de lágrimas"

Atentai-vos à inconfundível orquestra do maestro Morricone (OUVIR)Um autêntico reconforto mental.

Núcleo, África e Xutos e Pontapés

NÚCLEO dos Estudantes Africanos da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa (no qual faço parte da direcção, como vice-presidente do conselho fiscal), celebra hoje até Sexta-feira, o dia de África. Os dias vão alternar-se de acordo com a ordem alfabética dos países. Na quarta-feira será o dia da Guiné-Bissau. Fica desde já o convite estendido, para todos os leitores deste blog.
ÁFRICA. Problemas e sérios problemas. Mesmo assim, continuo optimista quanto ao futuro do nosso continente. Tenho a esperança que a situação da guerra e da pobreza que se vive em África um dia vai acabar, e os africanos vão poder viver em clima de paz e de estabilidade.
XUTOS E PONTAPÉS. Sem Eira nem Beira. Musica fascinante; e com uma poderosa mensagem por detrás. Indirecta para os governantes portugueses, mutatis mutandis. Confesso que ultimamente, tenho apreciado bastante os Xutos e Pontapés, ao contrário do comentador da TVI, Vasco Pulido Valente. Confira a musica: aqui.
ISAÍAS 45:7: “Eu formo a luz, e crio as trevas; eu faço a paz, e crio o mal; eu, o SENHOR, faço todas estas coisas”. Foi um dos versículos ontem do nosso estudo na EBD. Importa esclarecer-lo. Torna incongruente com a mensagem da Bíblia, afirmarmos que DEUS criou o mal. Sem entrar por enquanto, em grandes pormenores, partilho da mesma opinião de santo Agostinho, no sentido que, o mal não “é, realmente, uma entidade. Seria apenas a ausência do bem, da mesma maneira que as trevas são a ausência da luz.” (Tenho estado a preparar já algum tempo, um estudo sobre este assunto. Brevemente será publicado nas Teses Teológicas).