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Em Defesa da Heterossexualidade


«A verdade, porém, é que não há homossexualidade sem heterossexualidade. Enquanto a vida humana não for substituída por trocas mecânicas, geradas por computadores e cientistas, e enquanto não se criar um Grande Útero electrónico, que gerará a vida sem relações sexuais, e enquanto não se propagar a profissão, sindicalizada e taxada (os governos não dormem), de “barriga de aluguer”, e enquanto não se estatuir que a mulher é uma mera reprodutora impessoal, enquanto nada disso for assim, a realidade é a da vida criada por seres de sexos diferentes. Não discuto aqui nem o afecto, nem o respeito, nem o carinho, nem o mistério do amor. Não discuto aqui a dignidade de cada um. Não discuto aqui monopólios sobre o coração. Só digo que a regra comum, a dos casamentos heterossexuais, foi instituição porque era “natureza” biológica. O facto de se ter perdido em ritos meramente formais, parcerias vazias, laços de conveniências, traições, desumanidades não altera a realidade». 

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(Extraído in a Revista SÁBADO, p. 30, nº 508 – 23 a 29 de Janeiro de 2014). 

O Sexo Está Fora de Moda


O interesse das novas gerações pelas práticas sexuais é cada vez menor. O minimalismo nas relações está em alta. Estarão os jovens a trocar o sexo por todas as outras atividades que os chamam? Há ecrãs a mais, contacto físico a menos, uma vida cheia, pressão, ansiedade e novas formas de sexualidade. Onde estamos, afinal?, esboça a Revista Expresso hoje na sua longa reportagem sobre o sexo e a sexualidade, falando mesmo na recessão e o fim da libido.  Vale a pena ler a referida rubrica, isto é, se achar oportuno fazê-lo. Tenha um bom proveito na leitura (LER)

Os Cristãos Baptistas e a Sexualidade


«Deus criou o homem, concedendo-lhe a prerrogativa de fecundidade, fertilidade e natalidade, permitindo-lhe a multiplicação da espécie humana, povoando e dominando a Terra. Deus não condena o ato sexual em si, mas a prática sexual desgovernada, sem limites e sem princípios divinos.  Deus não deixa a sexualidade ao critério de cada um, até mesmo aos casados lhes adverte e aconselha para que nenhum dos cônjuges negue o sexo, antes procedam com consentimento mútuo. A atração física, emocional e o verdadeiro amor no casamento são condições indispensáveis para uma sexualidade abençoada. Todas as práticas sexuais desviadas dos padrões das Escrituras se inscrevem no mundo do abrasamento e das perversões (parafilias), degradantes da vida e da sua dignidade, a saber: prostituição, homossexualidade, pedofilia, pornografia, incesto, violação e bestialidade».

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(Extraído in Declaração de Fé Baptista [LER].).

Igualdade Radical Para a Mulher


“E os Humanos prosseguem vivendo torturados e divididos por outro dilema: amar o amor ou amar sem amor!... Por isso, eles falam tão fácil e insensatamente de «fazer amor»!... O paradigma expresso na primeira parte do dilema – que não é senão uma tautologia alienante – é a segregação directa do amor romântico; o paradigma representado na segunda parte é o resultado da «Dogmática» tradicional que distingue e separa Sexualidade e Amor – quer se confundam amor e Sexualidade de modo a que esta seja tomada apenas genética e economicamente em ordem a «fazer filhos», quer se distingam Sexualidade e Amor de modo a permitir a afirmação do amor místico que pretende, se não repudiar, pelo menos abstrair da Sexualidade” (LER)

O Santo que Sistematizou o Pecado Original


Quando se diz na gíria Evangélico-protestante que “Deus ama o pecador, mas abomina o pecado” raramente sabemos que estamos a pagar tributo a Santo Agostinho que já formulava o referido brocardo na sua célebre obra “A Cidade de Deus”. Foi, igualmente, o Bispo de Hipona que sistematizou o conceito do “Pecado Original” há 1616 anos atrás na sua magistral “Confissões” (LER). Nós, os Protestantes, em abono da verdade, somos mais Católicos do que aquilo que porventura julgamos ou admitimos publicamente. 

O amor incondicional de DEUS para com a Humanidade outrora decaída é visceralmente ligado ao “Pecado Original”. E este, por sua vez, segundo o Doutor da Igreja, entrou no mundo por via do sexo e da sexualidade. A libido e os cuidados redobrados que o ser humano normalmente tem com as regiões pudendas são as manifestações visíveis da vergonha que procedem do castigo, encerrava peremptoriamente o reputado Teólogo Católico (LER). E toda esta doutrina vai ter fortes implicações práticas na forma peculiar como a Igreja Católica encara e aborda o sexo, máxime negando implicitamente o seu carácter de fruição, reduzindo-a lato sensu à procriação. Por isso, a problemática sobre a intransigente oposição do Vaticano ao uso de métodos contraceptivos entre os casais no âmbito matrimonial só poderá ser holisticamente compreendida no “Pecado Original” de Santo Agostinho. 

A Doutrina (2): O Pecado Original de Santo Agostinho


«A própria união conjugal que se realiza em conformidade com os preceitos das leis matrimoniais[1] para gerar filhos, não procura, embora seja lícita e honesta, um quarto afastado e sem testemunhas? Um cônjuge, antes de começar as carícias ao outro cônjuge, não despede todos os seus familiares e até os próprios paraninfos e todos os que qualquer parentesco autorizava a estarem presentes? É certo que, como diz o maior orador romano, como alguém lhe chamou, todos os actos legítimos pretendem realizar-se em plena luz, isto é, pretendem ser conhecidos; mas este acto tão legitimamente realizado, embora aspire a ser conhecido, envergonha-se, todavia, se for contemplado.» 



(Santo Agostinho, in “A Cidade de Deus [Volume II]”, p. 1293, 1294, Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa, 2011). 

[1] A frase matrimonialium praescripta tabularum (preceitos das «tábuas» matrimoniais), bem como a referencia à procriação de filhos, constituem uma clara alusão à Lei das doze tábuas que impunha ao marido a declaração perante o censor de que contraía casamento liberum quaesendum causa para ter filhos).