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O Amor Seja Sem Hipocrisia

O amor é uma das virtudes mais ricas, edificantes e importantíssimas que há do ponto de vista Cristão e no ser humano em geral. Não há nenhum atributo, merecimento, benfeitoria ou dom que se lhe possa comparar ou igualar. Ele transcende, em larga medida, as polutas aspirações do ser humano e todos os bens mundanais. O amor, nas suas várias configurações antropológicas, é mais relevante do que a fé e a esperança (LER). Destas três grandes virtudes Cristãs, que imprescindivelmente devem fazer parte do cardápio espiritual dos filhos de DEUS, o amor é a maior e a mais importante delas (1Co 13:13). 

Tanto o primeiro grande mandamento como o segundo, contidos nas Escrituras Sagradas, que são indissociáveis um do outro e indispensáveis para se entrar no Reino de DEUS, têm a ver com o amor a DEUS e o amor ao próximo.  Destes dois mandamentos, exortava peremptoriamente o Senhor Jesus Cristo, dependem toda a lei e os profetas (Mt 23:36-40). Só há valoração e completa valorização espiritual quando tudo é feito altruisticamente com base na sublime lei do amor, isto é, amor a DEUS e amor ao próximo. O cumprimento pleno e efectivo da Lei de DEUS se resume unicamente no amor. 

O amor é o oxigênio interminável das almas piedosas, habituando-as a saberem relacionar-se com quaisquer tipos de pessoas e situações de forma determinada, devotada, humilde e abnegada. É fonte inesgotável da bondade e do perdão, que brota dos corações puros, projectando-se positivamente na vida de terceiros. O amor ama na felicidade e, ao mesmo tempo, ama na dor e no sofrimento. O amor consegue sempre tudo e é capaz de fazer tudo em prol da unidade, harmonia, paz, reconciliação e felicidade. É, justamente, por tudo isto, escrevia o Apóstolo Paulo, que “o amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece”, pois “tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta” (1 Co 13:4-7). 

Viver o amor é encarnar diariamente, de forma deliberada e holística, a premissa da verdade, da paz, do perdão, da reconciliação, da humildade, da moderação, da empatia, da bondade e da abnegação. O amor é o único caminho para chegarmos verdadeiramente a DEUS e relacionarmo-nos saudavelmente com ELE como seus filhos amados. O amor é, em última instância, a personificação do próprio Todo-Poderoso Jeová. DEUS é amor; e quem está em amor está em DEUS, e DEUS nele (1 Jo 4:16). 

Quem não vive o amor no seu dia-a-dia jamais poderá ter qualquer tipo de intimidade ou relacionamento com o nosso Todo-Poderoso DEUS, sobretudo aquele que odeia o seu irmão. E se disser o contrário, é um autêntico mentiroso. Isto porque, admoestava sabiamente o autor sagrado, “se alguém diz que ama a Deus mas tem ódio ao seu irmão é um mentiroso. Aquele que não ama o seu irmão, a quem vê, como pode amar a Deus, a quem não vê!” (1 Jo 4:20). E, por fim, concluiu de forma exortativa: “o mandamento que Jesus nos deixou é este: aquele que ama a Deus deve também amar o seu irmão” (1 Jo 4:21). 

Só quem realmente não tem o amor no seu coração consegue abominar o seu próximo ao ponto de criar as oportunidades maléficas para prejudicá-lo e fazer-lhe mal, porque “o que ama o seu próximo não lhe faz nenhum mal. Pois o amor é o cumprimento total da lei. O amor não faz mal ao próximo. De sorte que o cumprimento da lei é o amor” (Rm 13:10). O amor é a manifestação visível e real de tudo o que é mais puro e sincero no ser humano. É o maior dom espiritual que há, razão pela qual quem anda genuinamente no amor nunca cansa e nem se cansa. 

No entanto, há um risco bastante acrescido e real do amor ser beliscado, camuflado e adulterado, tendo em conta as realidades conjunturais e vicissitudes supervenientes. Há ainda o risco maior do amor ser parcelado, negligenciado e protelado por causa da insensibilidade humana e oportunismo egocêntrico. Há, acima de tudo, infelizmente, o risco do amor ser subvertido, repulsado, restringido, rejeitado e completamente bloqueado nas mentes empedernidas. Estes perniciosos riscos enumerados, consubstanciam autênticos inimigos directos do amor e venenos mortais para acabar definitivamente com o amor no coração do ser humano. 

É, justamente, por tais lamentáveis situações, que vemos pessoas a usarem e abusarem dos outros, sem dó nem piedade, como objectos de prazer, para satisfazerem os seus insaciáveis caprichos carnais. É por tais situações que, para grande tristeza nossa, estamos submergidos numa sociedade de aproveitamento, de manipulação e de violência física e verbal contra o próximo. É por tais situações que, cada vez mais, proliferam no mundo o divisionismo, o adultério, o divórcio, a corrupção, a ofensa, o abuso, a violação, a brutalidade, a guerra, a carnificina, o homicídio e toda a sorte de malignidade contra DEUS e o próximo em geral. A inevitável consequência objectiva de subtrair deliberadamente o amor de DEUS, na convivência humano-social, é atrair todas as desgraças deste mundo e uma rampa deslizante para a perdição eterna. 

Por isso, o amor de DEUS tem de fazer parte do substrato identitário do ser humano para, desta forma, convertê-lo e humanizá-lo, habilitando-lhe assim para a prática de toda a boa obra que se funda em DEUS (1 Tm 3:17) – a razão primeira e última do amor. Quem ama verdadeiramente a DEUS, e tem-No no seu coração, jamais cometerá as hediondas e detestáveis práticas acima descritas para prejudicar o seu próximo. A sua conduta, antes pelo contrário, será sempre pautada para o bem e sempre o bem-fazer. 

Vivamos, em suma, de forma genuína, a virtude do amor no nosso coração e mente durante toda a nossa momentânea peregrinação neste mundo maligno. Rejeitamos resolutamente viver um amor superficial e de hipocrisia, despidos de qualquer tipo de valor espiritual, uma vez que esta repreensível conduta não se coaduna com os elevados Princípios e Valores Cristãos. Ela é manifestamente contrária com tudo aquilo que se espera de nós, como seres humanos, criados à imagem e semelhança de DEUS. Vivamos, sim, na Lei do Amor, porque só o amor nos libertará da condenação presente e também da vindoura. Que assim seja. E assim sempre será no nome Bendito do Senhor Jesus Cristo. 

A Importância Cimeira do Amor nas Nossas Vidas


Estive, no passado dia 27 de Outubro, a pregar na minha Igreja. O tema que foi objecto da minha meditação com a congregação foi “A Importância Cimeira do Amor nas Nossas Vidas”, baseado na conhecida passagem bíblica de 1 Coríntios 13:1-13. 

A sublime figura de estilo usada pelo Apóstolo Paulo para definir o amor no texto sagrado em apreço não se encontra paralelismo em lado algum da história da humanidade, bem como em nenhum outro pensador clássico, medieval, moderno ou pós-moderno. Também não se encontra paralelismo nas argutas formulações poéticas de Ovídio, o grande “mestre de amor”, e nem nas heróicas obras literárias de William Shakespeare, estendendo-se igualmente as pomposas e proliferadas canções românticas de artistas contemporâneas dos nossos dias (LER)

É um amor plenamente holístico e sacrificial em todas as suas dimensões humano-espirituais. Transcende, em larga medida, o mero altruísmo pessoal. Não envolve contrapartidas. Colide completamente com as injustiças, as inverdades, o egoísmo, a jactância, o moralismo hipócrita, o falso saber e a espiritualidade de fachada. Não é passível de arbitrariedades ou mudanças circunstanciais. Ele é constante, incondicional e sempiterno. É mais precioso do que todos os bens mundanais, os dons espirituais e a própria vida. É um amor que, sendo encarnado pelos Homens com índole de “boa vontade”, procura compreender mais do que ser compreendido, consolar mais do que ser consolado, amar mais do que ser amado. É um amor omnipotente que nos remete indubitavelmente para o Todo-Poderoso DEUS – a razão primária e última de todo e qualquer tipo de amor. 

Por isso, nesta óptica Divina, tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. É um amor que derruba os preconceitos, supera os impossíveis, constrói pontes e projecta-se para a eternidade. Este amor merece ser fervorosamente enaltecido, cantado, proclamado, partilhado e, sobretudo, vivido. Que assim seja sempre nas nossas vidas. 

O MINISTÉRIO DO PÚLPITO: Os Imperativos da Vida Cristã (Rm 13:8-14).


Partilho aqui a minha pregação ontem intitulada “Os Imperativos da Vida Cristã”, baseada no texto sagrado de Romanos 13:8-14. Desenvolvi os três grandes imperativos bíblicos que encerram o nosso processo de salvação na passagem em apreço, nomeadamente o nosso relacionamento com o estado (v. 1.7), o nosso relacionamento com o próximo mediante a encarnação do amor (v. 8-10), o nosso relacionamento com o tempo (v. 11-12). Tudo isto deve levar-nos imperativamente a rejeitar as obras das trevas (v.12), vestir do Senhor Jesus Cristo (v.12; 14) e, por fim, andar honestamente (v.13). 

Por outras palavras, devemos despir-nos da nossa velha e pecaminosa natureza, colocar as armaduras de DEUS na nossa vida (Efésios 6:11-14) para, desta forma, com a imprescindível ajuda do Espírito Santo, podermos andar digna e honestamente para glória do Senhor Jesus Cristo (VER). Que assim seja. 

O Ministério do Púlpito


 Dentro de alguns minutos, querendo DEUS, estarei a dirigir o culto na minha igreja e consequentemente a pregar. A minha explanação incidirá sobre “Os Imperativos da Vida Cristã”, baseado no texto bíblico de Romanos 13:8-14. Procurarei, na medida do possível, com a ajuda do Espírito Santo, explorar o alcance teológico e teleológico do tema em apreço, bem como fazer a sua aplicação prática nas nossas vidas. 

Neste grande capítulo treze, o Apóstolo Paulo vincou manifestamente a postura que deve caracterizar e simultaneamente nortear um Cristão no Senhor Jesus Cristo, nomeadamente a sua relação com o Estado (v. 1-7), a relação com o próximo (v. 8-10) e, por fim, a sua relação com o tempo (v.11-12). Tempo passado, presente e vindouro que, em última instância, encerará definitivamente o nosso processo da salvação. No entanto, até chegarmos à glorificação final, precisamos imperativamente de rejeitar as obras das trevas (v.12), andarmos honestamente (v.13) e revestirmo-nos do Senhor Jesus (v.14). Por outras palavras, abandonar plenamente todo o tipo de pecado e revestir-se inteiramente do Senhor Jesus Cristo. Devemos, tal como formula o Pastor Hernandes Dias Lopes sobre este versículo, “andar como Jesus andou, falar como Jesus falou, agir como Jesus agiu, sentir como Jesus sentiu. Jesus deve dominar-nos da cabeça aos pés!”. 

Tudo isto, em suma, só se alcança por amar em primeiro lugar a DEUS e também ao próximo como nós mesmos (v.9), pois o amor é o cumprimento total da lei (v.10). Que assim seja. Assim sempre será. 

As Folhas de Outono: Libertar Para Melhor Renascer


Não tenho, como escrevi aqui oportunamente, qualquer preferência especial por nenhuma estação do ano em concreto, não obstante vir de um clima quente e ser naturalmente tropicalista.  Maravilho-me com o inverno, a primavera, o verão e o outono. Gosto de períodos de chuva e de seca. Amo, da mesma sorte, sem qualquer tipo de hesitação, o calor e o frio em simultâneo.  Aprecio imenso todas as épocas do ano, procurando, na medida do possível, ajustar as suas cómodas e/ou incómodas particularidades naturais (LER). Todas estas estações do ano encerram realidades cognoscíveis que, como seres humanos que somos, podemos sempre aprender imenso com elas. 

O outono é uma grande estação do ano que nos remete indubitavelmente para a importância cimeira que a mudança e renovação comportam no desenvolvimento de qualquer vida. Não há vida sem a renovação e vice-versa. As duas realidades são concomitantemente intrínsecas e indissociáveis uma da outra. É deveras saudável e bastante reconfortante para alma quando interiorizamos o conceito de mudanças positivas na nossa vivência quotidiana com terceiros à nossa volta. A vida realmente só faz sentido quando imprimimos de forma holística e acertada as mudanças requeridas para o nosso crescimento interior e exterior, isto é, libertar para melhor renascer. 

Precisamos, para o nosso próprio bem e crescimento pessoal, de nos libertar de todas as malévolas “folhas” que vão obstruindo a nossa coesão, paz, harmonia, crescimento e percurso de vida, tal como a estação do outono. Deixar as más companhias, os maus hábitos, os relacionamentos tóxicos e vícios prejudiciais à nossa saúde. Repudiar atitudes perniciosas contra o nosso próximo e os terceiros, bem como expectativas irrealistas e inexequíveis que criam apenas perturbações existenciais na alma. Diferentemente destas importantíssimas e determinantes reformulações, renovar constantemente a nossa poluída mente com pensamentos divinos da humanidade e da humanização para, desta forma, podermos atrair as novíssimas “folhas” que nos conduz realmente à verdadeira felicidade (LER). Que assim seja. 

Porque é que São os Negros a Sofrerem Mais Com o Racismo?



Porque é que São os Negros a Sofrerem Mais Com o Racismo? É a pertinente questão que procurei responder neste brevíssimo vídeo. Para ter uma visão mais abrangente e completa sobre o tema em questão, pode visualizar este meu vídeo sobre “A Origem do Racismo e Como Combatê-lo” (LER), bem como o artigo intitulado “O Racismo e da Democracia na América” (LER). Recomendo-os. Tenha um bom proveito. Obrigado. 

Antídotos Contra o Preconceito

O preconceito é um vírus malévolo a todos os níveis. Ele baseia-se meramente num juízo temerário, precipitado, infundado e equivocado. Tem o poder de repelir qualquer tipo de interacção, bloquear oportunidades de relacionamentos, odiar sem fundamentos tangíveis e, em casos extremos, destruir vidas, tal como a experiência milenar nos tem indubitavelmente demonstrado. O preconceito é um cancro social que, em última instância, evidencia o carácter patológico da própria pessoa preconceituosa. É julgar arbitrariamente as pessoas por critérios errados. Por isso, é uma das melhores vias para consumar o pecado, pois baseia-se meramente na soberba, na desconsideração e na inferiorização do outro – por razões socialmente estereotipadas, desdobrando-se nas discriminações raciais, religiosas, políticas, condições financeiras e estrato social. É um mundo interminável de malignidade, razão pela qual é manifestamente incongruente com os impolutos pressupostos valorativos da Fé Cristã. 

O Senhor Jesus Cristo foi, por todos os seres humanos, a maior vítima do preconceito – tanto racial, religiosa e social – por causa do seu aspecto físico que não tinha qualquer tipo de atractivo aos olhos humanos (Isaías 53:2-3). Um “verme”, nas palavras do salmista, “desprezado por todos e escarnecido” (Salmo 26:7). Em consequência disso, foi exposto ao opróbrio dos homens e duramente contrariado pelos pecadores (Hebreus 12:2-3), teimando este preconceito até aos nossos dias pós-modernos, isto é, a rejeição liminar da Sua soteriológica mensagem perante os filhos da perdição, que “ao mal chamam bem, e ao bem mal; que fazem das trevas luz, e da luz trevas; e fazem do amargo doce, e do doce amargo!” (Isaías 5:20)

Ora, nenhum destes preconceitos e abominações devem fazer parte do cardápio de um devoto Cristão. Somos todos convocados a amar o nosso próximo como a nós mesmos, independentemente da sua raça, condição social e proveniência (Levítico 19:18; Mateus 29:39). Tratar todos por igual e sem fazer discriminação negativa de pessoas (Tiago 2: 1-13). Por outras palavras, é viver autenticamente o amor Cristão na sua plenitude e várias dimensões humano-espirituais, tal como instam as Escrituras Sagradas. 

Tal nobre propósito, no entanto, só se torna exequível incorporando diariamente os imaculados Princípios e Valores do Evangelho. O Evangelho, tal como escrevia peremptoriamente o Apóstolo Paulo, “é o poder de Deus para salvar todos os que creem” (Romanos 1:16-17), bem como “é proveitosa para ministrar a verdade, para repreender o mal, para corrigir os erros e para ensinar a maneira certa de viver; a fim de que todo homem de Deus tenha capacidade e pleno preparo para realizar todas as boas acções” (2 Timóteo 3:16-17). Somente o Evangelho do Senhor Jesus Cristo é o único antídoto eficaz para erradicarmos definitivamente o cancro do preconceito no nosso modo de viver. 

E nós, que somos os eleitos filhos de DEUS, temos de pautar a nossa conduta com os frutos dignos de arrependimento, sobretudo com as virtudes do “amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, modéstia, autodomínio” (Gálatas 5:22-23), uma vez que contra estas coisas não há lei (condenação, bem entendido). Que assim seja. 

A Certeza e Esperançá na Ressurreição do Senhor Jesus Cristo



Caros amigos, vai aqui mais um vídeo meu sobre a certeza e esperança na ressurreição do Senhor Jesus Cristo. Depois de três dias retido na sepultura, o Senhor Jesus Cristo ressuscitou com a Força e o Poder de DEUS (Mateus 28:1-10; Marcos 16:1-8; Lucas 24:1-12; João 20:1-10), apresentando-Se com provas irrefutáveis (1 Coríntios 15:5-8). Aleluia! 

Sem a ressurreição do Senhor Jesus Cristo, tal como expressamente sustentava o Apóstolo Paulo, é vã a nossa fé (1 Coríntios 15: 12-18). A fé Cristã está alicerçada na morte e ressurreição gloriosa do Senhor Jesus, pois Ele ressuscitou dentre os mortos e foi feito as primícias dos que dormem (1 Coríntios 15:20). A humilhante e difícil “Via Dolorosa para o Calvário”, que teve duramente que enfrentar, passou agora a ser o caminho aconchegado e ideal do Perdão, do Amor, da Paz, da Reconciliação, da Esperança e da Vida Eterna em Cristo Jesus nosso Senhor e Salvador (LER) (VER). Louvado seja DEUS eternamente! Que assim seja! E assim sempre será!   

Epígrafes Sobre o Amor


“Um amor sem sonhos é um amor com medo, um amor triste e estéril que não pode dar frutos. Quem não sonha não pode amar.” (LER).  

Epígrafes Sobre o Amor.


“É inútil pensar que podemos viver uma relação amorosa sem criar alguma dependência; o corpo, o espírito e o coração habituam-se muito depressa ao prazer repetido dos pequenos gestos. Precisamos todos tanto de amor como o planeta precisa do Sol.” (LER)

Epígrafes Sobre o Amor


“As mulheres gostam de pensar que podem mudar os homens e, às vezes, até conseguem, mas essas mudanças só resultam se, de facto, os homens quiserem mudar; porque se o tentarem fazer só para agradar, tais alterações resultam em efeito «boomerang»: mais tarde ou mais cedo, eles regressam à sua verdadeira essência. E quanto mais tarde, pior.” (LER)

O Que é o Amor?


«São Jerónimo defrontou-se com uma infinidade de tarefas espinhosas na tradução da Bíblia para o Latim, tal como os seus predecessores gregos se tinham debatido com o hebreu.
'ahab, hesed, raham, designando respectivamente desejo espontâneo, afeição misericordiosa e compaixão, podiam todos caber no conceito amplo do “eros” helénico; e no entanto a conotação libidinosa da acepção restrita levou os tradutores gregos a preferirem os muito mais obscuros e rebuscados “agapé” e “agapaó”, e no Novo Testamento ocasionalmente “philia”.
Em São Jerónimo “agapé” torna-se principalmente “caritas”, e menos frequentemente “dilectio”; e, manobrando subtilmente com a conotação mais carnal de “agapaó”, reserva-lhe o equivalente latino “cupiditas”, enfatizando na sua Vulgata, com intuito austeramente mortificador, que “radix malorum cupiditas est” (1ª Carta de São Paulo a Timóteo, 6:10).
E no entanto a polaridade era evitável, porque existia para ambos os sentidos uma palavra latina neutra, “amor” – uma palavra cuja neutralidade se converteu, às mãos dos doutrinadores cristãos, em ambiguidade.
Santo Agostinho esclarecê-lo-á logo de seguida, no seu De Doctrina Christiana (III.x.xv / xvi): o “amor” fica contingentemente dependente da intenção de quem ama, do objecto da sua afeição, pelo que será “caritas” se visa Deus em si mesmo ou nas criaturas, será “cupiditas” em tudo o resto.
Ao “Viator” medieval fica aberta a singela opção entre Jerusalém e Babilónia. São Tomás, séculos volvidos, reforçará a dicotomia através de uma subtil assimilação fonética entre “caritas” e “castitas” (Summa Theologiae, 2a-2ae.151.2).
Só muito mais tarde o romantismo procurará uma ímpia síntese do conceito de “amor”, propositadamente integrativa de “caritas” e “cupiditas”, com sacrifício da “castitas” (ou, se quisermos, com libertação do equívoco). Ímpia decerto por convenção, mas uma síntese mais próxima da indiferenciação semântica do original hebreu.
Sempre que pensamos no tema ressoam essas distantes tensões, esses motivos para a culpabilização, para a renúncia, para a frustração, a lembrarem-nos dos arbítrios e acasos de que a nossa cultura é feita.
Tudo culpa dos tradutores (LER).

Epígrafes Sobre o Amor


“O maior inimigo de um amor pleno é o medo. O medo de não ser suficientemente amado, de não amar o suficiente, de não sermos a pessoa que pensamos que o outro quer, o medo da responsabilidade, da rotina, do compromisso, o medo de falhar, de se deixar ir, de amar e de se deixar amar” (LER).

Declaração Amorosa de Um Rapaz Muito Rico


“Sabe qual é a minha situação económica e custa-me falar dela nesta carta em que tudo deve ser espiritual. Sei que você não é uma rapariga ambiciosa, que não sonha com automóveis nem com brilhantes ou casacos de peles caros, e creio que um bem-estar e uma absoluta tranquilidade quanto aos problemas económicos pode torná-la feliz (…)

Devotadamente aguarda conhecer a sua resposta, com a impaciência e inquietação que você pode supor, o seu fiel admirador. Marcelo” (LER).

De Profundis (1)


“A maioria das relações acaba quando as pessoas não respeitam as alegrias e as tristezas uns dos outros. É kamikaze. O fim da relação amorosa conduz a uma solidão substancial e a solidão, para mim, representa a anulação da Humanidade. Fico frustrado e apetece-me ir, casal a casal, dar-lhe um par de estalos” (LER)

O Amor é Muito Difícil, Por José Luís Peixoto


«O Amor é Muito Difícil. Penso que o amor é muito difícil. Existem muitos obstáculos a que possa ser o absoluto que é. A palavra amor é uma palavra muito gasta, muito usada, e muitas vezes mal usada, e eu quando falo de amor faço-o no sentido absoluto... há uma série de outros sentimentos aos quais também se chama amor e que não o são. No amor é preciso que duas pessoas sejam uma e isso não é fácil de encontrar. E, uma vez encontrado, não é fácil de fazer permanecer» (LER)

O Valor Sagrado do Casamento


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O casamento é o substrato identitário da família. Não é um romantismo momentâneo, nem baseado em conveniências de fachada ou individualismo mero circunstancial dos nubentes. Não é também um berbicacho que se vai consubstanciando numa “prisão” ou “enforcamento” dos cônjuges, tal como jocosamente se costuma dizer por aí fora. Ele é, apropriando-me da Declaração da Fé Baptista Portuguesa, “o vínculo voluntário e legalmente assumido entre um homem e uma mulher que se amam, constituindo uma união espiritual, psíquica e física. Esta unidade é monogâmica, heterossexual e indissolúvel, segundo o plano de Deus, expresso na Sua Palavra. No pleno gozo de igualdade de valor e dignidade pessoal, cada um dos cônjuges desenvolve todo o seu potencial humano dentro da especificidade de funções de cada um”. E na mesma esteira do pensamento, o Código Civil Português vem expressamente dizer que “o casamento baseia-se na igualdade de direitos e deveres dos cônjuges” e estes estão “reciprocamente vinculados pelos deveres de respeito, fidelidade, coabitação, cooperação e assistência” (artigo 1671.1; 1672.º). E isto, em última instância, traduz-se o amor no seu autêntico sentido etimológico e teológico (LER). Um amor que transcende, de longe, a mera inclinação erótica e superficial, a qual, fomentada egoisticamente, rápida e miseravelmente se desvanece. Os cônjuges, portanto, devem procurar encarnar no seu quotidiano o genuíno e puro amor. Amor esse, ratificado legalmente pela promessa de ambos, “é indissoluvelmente fiel, de corpo e de espírito, na prosperidade e na adversidade; exclui, por isso, toda e qualquer espécie de adultério e divórcio”[1]

E por tudo o que foi exposto, e mais se poderia acrescentar sobre éste grande instituto milenar, estive no sábado passado de “corpo e alma” no casamento da minha queridíssima prima Astrides Gomes Vieira Costa, que a minha família carinhosamente apelida “Antchontchi”, com o Bernardino Ambrosio da Costa. Foi uma cerimónia bonita, tal como o amor incondicional que ambos têm evidenciado ao longo de todo este tempo. Acompanhei, desde o início, o percurso da minha prima “Antchontchi” até quando deixei a nossa cidade natal, Bissau, para o exterior do país. Sempre fomos próximos, não obstante eu ser consideravelmente mais velho. Fomos incontidos os mesmos princípios, valores e forma de estar e encarar os desafios da vida. Recebemos, em suma, praticamente a mesma educação. Por isso, na minha intervenção, na cerimónia, lembrei do nobre legado da nossa família que sempre apostou seriamente na nossa educação, formação, qualificação  e afirmação como homens e mulheres dignos de qualquer sociedade em que estamos inseridos (LER), bem como os pressupostos intrínsecos e irrenunciáveis que devem caracterizar um casamento bem-sucedido e a sentida ausência dos país da minha prima na festa, nomeadamente Duarte Vieira (“Duvi”) e a saudosa Teresa Gomes. E, por fim, invoquei a bênção Divina sobre a minha prima e o seu marido, fazendo votos que sejam eternamente felizes no seu lar para a imensa alegria e satisfação de toda a nossa família. Tenham mesmo, prima “Antchontchi” e cunhado Bernardino, um casamento frutuoso e feliz em todas as dimensões da vida. Que assim seja. 



[1] Concílio Ecuménico Vaticano II [Documentos Conciliares e Pontifícios], p. 381 e 382, Editorial A. O – Braga. 

Carta de Um Amante Apaixonado


«“Maria” à medida que te fui conhecendo fui criando uma grande e genuína admiração por ti e percebi que és uma pessoa diferente no bom sentido. Foi algo inesperado, mas muito bem-vindo. Fazes-me acreditar realmente que ainda há pessoas pelas quais vale a pena lutar na vida. Espero que não tomes esta minha franqueza como ofensiva, compreende que eu simplesmente não podia fingir que não sentia o que sinto por ti. Independentemente de sentires ou não o mesmo por mim não me arrependo deste sentimento, pelo contrário. De facto, és uma pessoa especial e o mínimo que mereces é o máximo que alguém possa fazer por ti. Não te contentes com menos do que isso. Gostava de saber realmente o que tens a dizer sobre isto e se de facto vislumbras a possibilidade de virmos a ter algo mais sério e profundo...[1]». 


[1] Esta carta chegou-me na semana passada, através de um amigo, para emitir um parecer, ou melhor, “visto prévio”. E assim fiz com algumas pontuais observações que, por razões óbvias, não vou reproduzir aqui. A carta em questão já seguiu para a sua destinatária “Maria” (e já agora, por questão de confidencialidade, entendi conveniente colocar ficticiamente o nome de “Maria” para assegurar a privacidade das pessoas envolvidas.

O Valor Sagrado do Matrimónio



O casamento é o substrato identitário da família. Não é um romantismo momentâneo, nem baseado em conveniências de fachada ou individualismo mero circunstancial dos nubentes. Não é também um berbicacho que se vai consubstanciando numa "prisão" ou "enforcamento" dos cônjuges, tal como jocosamente se costuma dizer por aí fora. Ele é, apropriando-me da Declaração da Fé Baptista, "o vínculo voluntário e legalmente assumido entre um homem e uma mulher que se amam, constituindo uma união espiritual, psíquica e física. Esta unidade é monogâmica, heterossexual e indissolúvel, segundo o plano de Deus, expresso na Sua Palavra. No pleno gozo de igualdade de valor e dignidade pessoal, cada um dos cônjuges desenvolve todo o seu potencial humano dentro da especificidade de funções de cada um". E na mesma esteira do pensamento, o Código Civil Português vem expressamente dizer que "o casamento baseia-se na igualdade de direitos e deveres dos cônjuges” e estes estão “reciprocamente vinculados pelos deveres de respeito, fidelidade, coabitação, cooperação e assistência" (artigo 1671.1; 1672.º). E isto, em última instância, traduz-se o amor no seu autêntico sentido etimológico e teológico (LER). Um amor que transcende, de longe, a mera inclinação erótica e superficial, a qual, fomentada egoisticamente, rápida e miseravelmente se desvanece. Os cônjuges, portanto, devem procurar encarnar no seu quotidiano o genuíno e puro amor. Amor esse, ratificado legalmente pela promessa de ambos, "é indissoluvelmente fiel, de corpo e de espírito, na prosperidade e na adversidade; exclui, por isso, toda e qualquer espécie de adultério e divórcio"[1].  

E por tudo o que foi exposto, e mais se poderia acrescentar, estive no sábado passado, de "corpo e alma", no casamento dos meus grandíssimos amigos Hugo Silva e Christina Rossi Silva. Foi uma cerimónia bonita, tal como o amor incondicional que ambos têm evidenciado ao longo de todo este tempo. Acompanhei, desde o início, o seu processo de namoro e não podia ficar mais feliz com este gigantesco passo de compromisso. Espero, caros amigos Christina e Hugo, que o nosso Todo-poderoso DEUS possa continuar a abençoar-vos e a solidificar cada vez mais a vossa união matrimonial em todos os aspectos, sobretudo que a promessa do Salmo 127 e 128 seja uma realidade viva na vossa vida. Que sejam, em suma, eternamente felizes e tenham muitos filhos e netos e bisnetos. Amém. 



[1] Concílio Ecuménico Vaticano II [Documentos Conciliares e Pontifícios], p. 381 e 382, Editorial A. O – Braga.

Os Cristãos Baptistas e a Sexualidade


«Deus criou o homem, concedendo-lhe a prerrogativa de fecundidade, fertilidade e natalidade, permitindo-lhe a multiplicação da espécie humana, povoando e dominando a Terra. Deus não condena o ato sexual em si, mas a prática sexual desgovernada, sem limites e sem princípios divinos.  Deus não deixa a sexualidade ao critério de cada um, até mesmo aos casados lhes adverte e aconselha para que nenhum dos cônjuges negue o sexo, antes procedam com consentimento mútuo. A atração física, emocional e o verdadeiro amor no casamento são condições indispensáveis para uma sexualidade abençoada. Todas as práticas sexuais desviadas dos padrões das Escrituras se inscrevem no mundo do abrasamento e das perversões (parafilias), degradantes da vida e da sua dignidade, a saber: prostituição, homossexualidade, pedofilia, pornografia, incesto, violação e bestialidade».

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(Extraído in Declaração de Fé Baptista [LER].).