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A Ler


Globalização: Marcha-atrás a todo o vapor? A epidemia veio pôr a nu as falhas de uma economia interconectada já contestada. Estaremos dispostos a renunciar ao modelo que permitiu o nosso enriquecimento? São conjuntos de interrogações que foram suscitadas numa longa reportagem da Revista Courrier Internacional deste mês sobre o “Repensar o Mundo” em que vivemos, abordando a pertinente temática da pandemia do coronavírus, globalização, crise climática e natalidade (LER)

A Ler


A verdade está a perder importância como pilar moral e político. Porque triunfam os mentirosos, as teorias da conspiração e a oratória do disparate? A verdade é a primeira vítima dos tempos em que a mentira triunfa. Serão as “fake news” o novo veneno das nossas democracias? Como combater a desinformação? E como devemos olhar para os “factos” apresentados pelos denunciantes nos grandes casos mediáticos? São conjuntos de pertinentes interrogações que foram suscitadas numa longa reportagem da Revista Courrier Internacional deste mês sobre a perniciosidade da mentira na nossa Democracia participativa e liberal (LER)

O Império da Constituição, Por Valter Hugo Mãe


«A Constituição é de aplicação direta. Quer dizer, ela faz-se valer em todas as situações como um código essencial, sem requisição de qualquer formalidade para ser uma imposição entre todos. Isto significa que cada um de nós está imediatamente protegido pelos preceitos constitucionais, mas significa também que cada um de nós está obrigado à sua observação. Por mais críticos que possamos ser, não podemos desadequar a nossa conduta aos seus preceitos. Não há opinião que valha contra cumprir ou não cumprir os mandos da Constituição. 

Assim, qualquer ação inconstitucional não só não pode obrigar os demais, como obriga a uma rejeição liminar, sem necessidade de qualquer argumento além desse mesmo. 

Todas as ditaduras começam na paulatina agressão aos valores constitucionais. A criação de uma progressiva permissividade em que o império da lei superior é menorizado por pulsões moralistas e preconceituosas é método para diminuir a esplendorosa conquista de direitos fundamentais que séculos de História nos garantiram depois de muito sangue e muita morte. A Constituição não é, por isso, um assunto menor, é a norma fundamental onde tudo o mais se mede e se ergue. 

Que exista um político eleito que possa sequer ironizar o império da Constituição é aberrante, e que o sistema não se imponha penalizando-o imediatamente e de modo veemente é mais aberrante ainda. É uma falha ingénua da democracia, que se vê posta em causa no que tem de mais sagrado. Opinar começa apenas depois de garantida a democracia, e isso é feito pela Constituição. Opinar tem de ser depois de sacralizados os direitos fundamentais. Qualquer inversão neste domínio é torpe, cretina, desumana, insuportável. A democracia não serve para a liberdade irresponsável dos que almejam violentar e diminuir os outros. A democracia serve como imposição de um trato de dignidade onde os propósitos de ódio não podem ter lugar. Sociedade é cuidado. Qualquer desvio precisa de ser atendido em processo negociado pelas leis, mas nunca em detrimento da Constituição. Nunca em detrimento da Constituição (LER)

As Redes Sociais: Um Mundo Perigoso de se Estar


Assusta-me imenso o pântano em que as redes sociais se converteram. É um espaço onde, cada vez mais, proliferam impunemente as fake news e outras inqualificáveis aberrações que nos atemorizam. Muitas notícias que circulam na “rede” ficam bastante aquém do ponto de vista da autenticidade. A começar, desde logo, por suspeitas infundadas, boatos premeditados, manipulações articuladas, calúnias desnecessárias, mentiras grosseiras, intimidações preocupantes, insultos gratuitos e flagrantes violações – com a finalidade última de arruinar a vida dos visados (LER)

Assusta-me ainda mais a forma leviana e irresponsável como a generalidade dos meus patrícios guineenses estão a usar as redes sociais, especialmente os pseudo “activistas de sofá” que presunçosamente se armam inutilmente de livres “pensadores”“democratas” e “agentes de mudança”, contudo, resvalando sempre na desinformação, má-língua e na falta de educação (LER).  As Redes Sociais são um mundo perigoso de se estar. Um mundo, de facto, bastante perigoso de se estar (LER). E dizem ainda, mesmo assim, fazendo fé a reportagem da revista The Atlantic de Washington, que não vimos nada. Que susto!

O Leviatã das Redes Sociais


Desde a Revolução Francesa do século XVIII, convencionou-se no Ocidente que os media se ajustariam melhor ao epíteto de “quarto poder”, em contraposição aos tradicionais poderes estatais — o legislativo, o executivo e o judiciário —, sendo, deste modo, os exímios fiscalizadores da ação governativa e, concomitantemente, o reduto último das sociedades. Uma premissa, aliás, que já vinha do “poder moderador”, formulada doutrinalmente pelo ilustre Benjamin Constant, servindo subsequentemente de bitola constitucional em diversos Estados europeus e no continente americano. 

O ideal do “quarto poder” dos media, numa primeira avaliação, funcionou. Funcionou de facto, não obstante a forte oposição inicial e a difusa agenda ideológica contrária ao progressismo moderno por parte de uma parcela significativa dos reputados jornais, rádios e revistas mundiais. Mesmo assim, essa “obscura agenda” não triunfou. Foi graças, máxime, à imprensa ocidental que se catapultaram as grandes mudanças político-governativas e sociais, consolidando os postulados da democracia participativa e todos os ganhos inerentes que esta comporta até à atualidade nas sociedades modernas — abertas, bem entendido. 

No entanto, o surgimento das redes sociais, nos finais do século passado, veio obstruir significativamente a vigorosa asserção do “quarto poder” dos media. Em vez de estas novas plataformas de comunicação se circunscreverem meramente ao reforço das democracias liberais e à reafirmação do primado dos Direitos Humanos, tornaram-se, inversamente, espaços onde proliferam cada vez mais a desinformação, arrastando de forma conspurcada os media tradicionais. Hoje, é preciso um discernimento apurado e cuidados redobrados relativamente às notícias que vamos ouvindo, vendo e lendo, uma vez que parte delas é viciada pelas fake news, tendo as redes sociais como principais vanguardistas. 

É nelas, para grande infelicidade nossa, que germinam mensagens de intolerância de várias ordens — mormente de ódio, racismo, sexismo, autoritarismo, insultos a terceiros, instituições e países —, bem como manipulação da opinião pública, violação de direitos de personalidade no seu conceito lato sensu e toda a sorte de despotismos que por aí pululam a uma velocidade impressionante. 

As redes sociais tornaram-se, sem dúvida, o leviatã das nossas vidas. Têm o poder de adulterar a realidade, transformando, aparentemente, a verdade em mentira e esta em verdade. Têm ainda o poder de impor agendas e, em consequência disso, de influenciar as massas. Possuem igualmente um poder que a maioria das pessoas não imagina, um poder que se desdobra em grosseiras arbitrariedades, violações e abusos. É um mundo bastante perigoso em que se está inserido. Por isso, com caráter de urgência, impõe-se uma regulamentação das redes sociais pelo poder político dos países, com vista a estancar definitivamente as patentes arbitrariedades impunes que grassam no seu seio (LER)

Apesar de todos os recuos que elencámos relativamente às redes sociais, continuamos a defender convictamente que elas vieram, naturalmente, revolucionar e conferir uma nova dimensão à liberdade de expressão, proporcionando a todos — sem exceção —, de forma igualitária e justa, as ferramentas indispensáveis para se darem a conhecer ao mundo, quer no aspeto positivo, quer no negativo. Tudo isto, no cômputo geral, é um bom sinal e bastante benéfico para a sociedade. É a melhor “pulsação” da democracia participativa (LER), desde que sejam escrupulosamente fiscalizadas pelo poder político, através do princípio da responsabilidade e da responsabilização dos agentes que violam os Direitos, Liberdades e Garantias nas redes sociais.

A Ler

A ler o Courrier Internacional. É uma das minhas revistas favoritas há sensivelmente nove anos, tal como o suplemento semanal da revista Expresso. Não prescindo de nenhuma edição delas. Tenho-as sempre comigo. São revistas extremamente boas e que nos enriquecem bastante do ponto de vista intelecto-cultural. Gosto imenso dos livros e sou um leitor compulsivo (LER). Emprego a generalidade do meu tempo a ler e a escrever. Por isso, gasto uma verba significativa do meu dinheiro nos livros e nas revistas (LER). Mesmo assim, não compro livros de conteúdos “pobres” e, tão pouco, não perco tempo a ler coisas que não vão acrescentar-me nada culturalmente. Sou, mesmo assim, bastante selectivo naquilo que vou lendo diariamente. Aprecio praticamente os livros de todos os géneros literários, especialmente os de Teologia, Literatura e Política. Não sou muito dado a poesia, mas sim a prosa. Tanto que, por esta razão, escrevo somente crónicas e nunca me aventurei nas águas poéticas. Tenciono, num futuro breve, começar também a escrever sobre os textos poéticos. 

O Corrier Internacional é daquelas revistas imprescindíveis, porque dão-nos sempre um panorama abrangente e transversal daquilo que passa no nosso mundo pós-moderno, nos mais variados domínios, através de reputados jornais, revistas e articulistas. Vale, portanto, a pena, sempre comprá-la, lê-la e guardá-la. Recomendo. 

A Mulher, o Feminismo e a Lei da Paridade, por Joana Bento Rodrigues


«A mulher dita feminista – a que integra as “tribos”, a que se deslumbra com as capas de revistas, a que se diz emancipada, a que não precisa de relações estáveis, a que não quer engravidar para não deformar o corpo nem perder oportunidades profissionais, a que frequentemente foge da elegância no vestir e no estar – optou por se objectificar, pretendendo ser apenas fonte de desejo em relações casuais, rejeitando todo o seu potencial feminino, matrimonial e maternal» (…) o activismo feminista actual não procura satisfazer o que as mulheres precisam, mas apenas o que pretende uma poderosíssima minoria de mulheres. Este activismo tornou-se, inclusivamente, desprestigiante para a mulher. Priva-a da possibilidade de ascensão social e profissional pelo mérito. Retira-lhe a doçura e candura. Nega-lhe o papel fundamental do matrimónio e da maternidade. Objectifica a mulher, enquanto presa para sexo fácil e espaço de diversão. Promove paradas onde se expõe o corpo de forma grosseira e agreste à visão. Claramente, não representa a “mulher comum”! (…) Por tudo isso, declaro-me anti-feminista e contra a nova Lei da Paridade!» (LER)

O Sexo Está Fora de Moda


O interesse das novas gerações pelas práticas sexuais é cada vez menor. O minimalismo nas relações está em alta. Estarão os jovens a trocar o sexo por todas as outras atividades que os chamam? Há ecrãs a mais, contacto físico a menos, uma vida cheia, pressão, ansiedade e novas formas de sexualidade. Onde estamos, afinal?, esboça a Revista Expresso hoje na sua longa reportagem sobre o sexo e a sexualidade, falando mesmo na recessão e o fim da libido.  Vale a pena ler a referida rubrica, isto é, se achar oportuno fazê-lo. Tenha um bom proveito na leitura (LER)

As Redes Sociais e as Fake News


Um dia depois de ter sido lançado oficialmente o primeiro jornal português de fact-checking cognominado “Polígrafo” (LER) para depurar, dizem os seus fundadores, as falsas notícias que têm pululado impunemente nas várias plataformas de comunicação social, sinto-me compelido novamente a posicionar sobre os reiterados diferendos em torno do uso das redes sociais. Confesso publicamente que não tenho uma mundividência minimalista sobre as redes sociais e, tão pouco, catastrofista, tal como algumas pessoas da nossa praça pública (ALI) (AQUI). As redes sociais configuram, sem margem para dúvidas, uma das maiores e melhores conquistas do presente século. Veio democratizar o debate e a opinião pública, acabando, deste modo, com o elitismo secular e monopolista dos afamados “fazedores de opinião”, que privilegiadamente dominam restritivamente os medias tradicionais. Além deste assente e incontestável ganho humano-social, as redes sociais proporcionam extraordinárias interações que, de outro modo, seriam completamente difíceis de conseguir, somando a um rigoroso escrutínio público sobre a realidade política, governativa, social, religiosa, cultural e tudo aquilo que se passa no mundo (ah, já estava a esquecer, e também da intimidade da vida privada, que vai configurando a sedutora bisbilhotice de sempre da vida alheia). 

As redes sociais vieram naturalmente revolucionar e outorgar uma outra dimensão a liberdade de expressão, conferindo a todos, sem execpção, de forma igualitária e justa, as ferramentas indispensáveis para se dar a conhecer ao mundo – quer seja no aspecto positivo ou negativo. Hoje qualquer ser humano pode ser dono da sua própria opinião, construir a sua exclusiva narrativa dos acontecimentos e catapultar-se para a ribalta, com as profundas implicações sociais que isso encerra. Tudo isto, no cômputo geral, é um bom sinal e bastante benéfico para a sociedade. É a melhor “pulsação” da Democracia Participativa. 

Naturalmente que todos estes benefícios comportam também alguns riscos e desvantagens, tal como a generalidade dos ganhos (LER). Há sempre prós e contras praticamente em tudo. É nesta óptica que devem ser vistas e enquadradas as falsas notícias que têm estado a ser deliberadamente veiculadas nas redes sociais e, em determinados casos, nos medias tradicionais. E de facto, elas têm-se disseminado com um alcance sem precedentes, pondo em causa a reputação dos países, o bom nome das pessoas, instituições, com o claro objectivo de prejudicar os visados. Acresce ainda, a tudo isto, o acolhimento bastante favorável no seio das redes sociais da mensagem de intolerância de várias ordens, do autoritarismo, de ódio declarado, do racismo, do sexismo, da violação de direitos da personalidade no seu conceito latu sensu, da manipulação da opinião pública e toda a sorte de despotismo que por aí prolifera. 

Surge, perante tudo isto, mutatis mutandis. É importante, com carácter de urgência, alterar este malévolo e assustador cenário das redes sociais. Apostar sobretudo em outros meios mais exequíveis para combater definitivamente estes galopantes males e não continuar no mesmo discurso tautológico, conspirativo e de vitimização das redes sociais por vários relevantes acontecimentos mundiais, nomeadamente a ascensão ao poder dos partidos extremistas e o Brexit (LER), culpando em última instância as falsas notícias das redes sociais por isso. É preciso reforçar a fiscalização preventiva e segurança das plataformas informáticas, apertando o rastreio das informações que consubstanciam uma clara violação dos Direitos Humanos, chamando a responsabilidade jurídico-penal aos putativos infractores. Só assim haverá condições propícias para banir as notícias atentatórias da dignidade da pessoa humana. 

No que toca às falsas notícias não há outra alternativa viável que não seja a sensibilização da opinião pública para veemente repudiá-las, através de um consumo esclarecido e recensão crítica das notícias que vão aparecendo na “rede”. As falsas notícias, em abono da verdade, traduzem uma clara manifestação da liberdade de expressão. Justamente por isso é que surgiu o jornal “Polígrafo”, como outros dos seus congéneres, para fazer face às fake news que se vão propagando descontroladamente nas redes sociais e também na “insuspeita” imprensa de várias sensibilidades ideológico-políticas. 

Artigo de Opinião


Por imperativo de consciência voltei novamente a publicar no meu jornal favorito, o Observador (ALI) e (AQUI), tendo em conta as importantes eleições brasileiras que se realizam já amanhã. Como lusófono, e sobretudo amigo do Brasil, sinto-me compelido a partilhar a minha modesta opinião sobre a enraizada e alarmante crise político-governativa que se vive neste momento no país do samba. Tenho estado, desde a primeira hora, a acompanhar de perto a preocupante campanha eleitoral e as utópicas propostas dos candidatos/partidos para todos os gostos. Se fosse brasileiro não hesitaria votar em branco, sendo assim congruente com a minha ideologia Evangélico-Crista, procurando não legitimar com o meu precioso voto nenhum dos propostos candidatos/partidos. O Brasil está a correr sérios riscos de uma eventual instabilidade político-governativa, sobretudo de uma sublevação militar, fazendo fé nas notícias que têm vindo a ser veiculadas pela imprensa internacional. 

Espero, de facto, que estas previsões sejam irrealistas. Espero mesmo que sim. Vou estar aqui a torcer para que tudo corra bem e que o nosso "país irmão" consiga realmente reencontrar-se, reconciliar-se e redimensionar-se na senda do desenvolvimento para o bem-estar de todo o afável povo brasileiro. 

A Igualdade Diferenciada (5)


«No século XXI, temos assistido a muitos movimentos associados à condição feminina e à libertação sexual, descendentes do feminismo clássico e dos movimentos dos direitos civis e da igualdade, iniciados na América dos anos 60. (…) E em Portugal, o cantinho sem história, um juiz acolitado por uma juíza considera que um criminoso socialmente integrado tem todo o direito a violar uma mulher embriagada e desmaiada numa casa de banho, num processo de “sedução mútua”, segundo o repugnante acórdão que a dupla consagrou. Este acórdão, que vem na cauda do da “coutada do macho ibérico”, e inventa o conceito jurídico de “mediana ilicitude”, não é uma anomalia. Neste país marialva onde a violência dos homens sobre as mulheres permanece impune ou é desculpabilizada, até pelas outras mulheres, a sentença reflete um primitivo pensamento dominante. Aqui chegará um dia, atrasada como sempre, a revolução americana». 

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Pensamento da Jornalista Clara Ferreira Alves, in a Revista Expresso (LER).

A Igualdade Diferenciada (6), por Clara Ferreira Alves


«As mulheres marcham simbolicamente contra anos de dominação, violência sexual e silêncio envergonhado e culpado. As mulheres contam tudo. (…). As mulheres deixaram de ter medo. E estão a ser ouvidas. Com todos os exageros e deformações do #Metoo, como os houve no feminismo, estamos a assistir a um dos grandes momentos da história dos direitos civis e da igualdade de direitos. As mulheres estão em marcha, não apenas nas ruas mas na internet, nos media e nas redes sociais. As mulheres deixaram de estar caladas, e é preciso não perceber a coragem que existe em enfrentar o sistema e denunciar publicamente um abuso sexual antigo e silenciado pela moral e a hipocrisia vigentes. Eu saúdo a coragem. Saúdo as mulheres que desafiam o poder do Estado (…), sofrendo as ameaças de morte, as acusações e as perseguições. A sua vida nunca mais será a mesma.[1]» 


[1]Pensamento da Jornalista Clara Ferreira Alves, in a Revista Expresso (LER)

Dias do Fim


O movimento anti-natalista é uma ideologia infundada, irresponsável e extremamente perigosa para a Humanidade.  Ela é defendida maioritariamente pelas assanhadas neofeministas e alguns homens com distúrbios de personalidade. Recentemente estive a conversar praticamente três horas com uma amiga da minha faculdade para não laquear as trompas. Mas, infelizmente, não consegui demovê-la deste maléfico intento. Ela estava bastante convicta e determinada a esterilizar-se. Não quer casar. Não quer engravidar. Não quer saber de filhos. Tem fobia ao conceito da família tradicional. No entanto, para minha surpresa e espanto, gosta imenso dos animais e quer cercar-se deles no seu futuro lar. Justificava a sua decisão com auto-determinação sexual, a incredulidade nos seres humanos, sobretudo nos homens, os parcos recursos existentes no mundo e a conservação do meio ambiente e os animais em especial. Alias, os argumentos dela não diferem tanto com esta prolixa reportagem do “El Mundo” sobre a mesma temática (LER)

Esta ideologia não vem de hoje. Desengane-se quem pense o contrário. Já nos longínquos anos de 1912, o iconoclasta português, J. Teixeira Junior, completamente rendido a mundividência jacobina, escrevia o seu polémico livro intitulado “Mulheres, Não Procreeis!” onde apelava as mulheres a “não aumentardes o número de miseráveis”, exortando-lhes firmemente a “declarardes a gréve de ventres” (LER). Tudo isto para dizer que assistimos, cada vez mais, a uma séria adulteração dos Grandes Princípios e Valores Humano-sociais, que até então serviam de modelos basilares e norteadores das Sociedades, sem que nenhuma alternativa credível surgisse com suficiente consenso social para preencher o vazio das referências obliteradas. Estamos mesmo a viver “sinais dos tempos”, ou melhor, dias do fim (LER)

O Conservadorismo Caduco


O paradoxo e a manifesta hipocrisia do conservadorismo caduco da sociedade saudita, sobretudo a recusa incompreensível de permitir as mulheres conduzirem em pleno século XXI (AQUI)

Vale a pena ler infra a intrépida denuncia feita pela activista Akram Khoja sobre este assunto. 

«Ora, estamos em 2016, num mundo em que as mulheres, apesar dos obstáculos que a sociedade lhes coloca, têm marcado presença em todos os campos: científico, económico, político, desportivo, da comunicação social. Não entendo porque se arrasta o debate sobre esta questão. Ainda não há muito tempo, os defensores do conservadorismo recusavam dar estudos às raparigas; exactamente os mesmos que, hoje, põem as filhas nas melhores escolas, para assegurarem o seu futuro. Combateram a instalação de antenas parabólicas [acusadas de levar a imoralidade para dentro de casa]; hoje, servem-se dos canais por satélite para transmitir os seus discursos pelo mundo. Advertiram contra os efeitos nocivos dos telemóveis; a maioria usa-os. São as mesmas pessoas que persistem em manter na lista negra [os defensores da permissão de condução às mulheres], usando argumentos religiosos e alegando que isso levará a família saudita à destruição e a sociedade à perda. Segundo eles é uma heresia um homem e uma mulher sem vínculos de casamento ou de família ficarem sozinhos. Isso não os impede de empregar um motorista [frequentemente paquistanês] para levar a esposa ou as filhas à escola, à faculdade, ao emprego, a visitar parentes ou as compras… Quando um estrangeiro me pergunta a razão pela qual no meu país as mulheres não têm o direito de conduzir, não sei que dizer».

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(in Revista Courrier Internacional, Lisboa, p. 36, Edição, Julho 2016, Número 245). 

A Caminho da Desordem Mundial


A revista Courrier Internacional na sua edição especial do passado Setembro deu mote à futurologia do Mundo depois de 2040, traçando um panorama extremamente apocalíptico daquilo que será a vida dos seres humanos, destacando relevantes aspectos políticos, económicos, sociais, religiosos, tecnológicos, climatéricos, geopolíticos. Prevê-se, de forma sintética, relações internacionais tensas, conflitos pelo controlo dos recursos naturais, dezenas de milhões de refugiados em várias partes do globo, impotência e declínio da ONU, obstrução e paralisação das instituições judiciárias internacionais, guerras religiosas, fome, epidemias, genocídios, pirataria, terrorismo e tráfico humano à escala planetária. Augura ainda a falência dos Estados e a criação de novas entidades, a proliferação de empresas militares privadas, aumento exponencial do tráfico de droga, alterações climáticas e catástrofes naturais, bem como a destruição dos ecossistemas, profundas alterações demográficas e com uma queda bastante acentuada, corrida desenfreada aos armamentos e fracassos dos tratados de não proliferação abrangendo actualmente os trinta países que possuem armas nucleares. 

Diante destes preocupantes “Sinais dos Tempos” (LER) não há margem de dúvida que os dias do amanhã serão bastantes desafiantes a todos os níveis, gerando grande imprevisibilidade e um clima de desconfiança na geopolítica e geoestratégia mundial – nada auspicioso para o futuro da Humanidade. Os ditos sete países mais industrializados do mundo, segundo a reputada revista, entrarão em colapso total confirmando assim o declínio dos EUA e a ascensão da China como primeira superpotência mundial. O Velho Continente, a Europa, afundar-se-á numa crise económico-financeira e de identidade ideológica sem precedentes. Surgirão novos estados no seu seio e alguns deixarão de existir e concomitantemente a propagação do Islão, transportando com ele as rivalidades internas existentes entre xiitas e sunitas. A desintegração da União Europeia proporcionará a proliferação de enclaves islâmicos na Europa e o apogeu do fascismo como resposta a nova realidade sociopolítica. 

O cenário em África não será também nada salutar, máxime verificará a explosão demográfica e a crónica escassez de recursos. Nesta marginalizada região da Terra haverá desintegração e perdas significativas de soberania, fruto de importantes alterações das fronteiras pós-coloniais. Germinará o aparecimento de territórios não reconhecidos internacionalmente e a corrida ao armamento, incluindo nuclear, somando à fixação territorial do islamismo radical e à “guerra santa” entre este e os Cristãos. Do Cáucaso e Ásia Central, Sudoeste Asiático e Pacifico, Médio Oriente até à América Latina, estarão em “alvoroço político” perante as profundas mudanças que ocorrerão no Mundo num futuro breve. 

É neste prisma oscilante de insegurança que devem ser lidas e vistas as belicosas tensões e crises internacionais que temos vindo impotentemente assistir. Mesmo assim, este caos que possivelmente enfrentaremos não representará, em circunstância alguma, o fim da História. Tal como a Humanidade conseguiu resistir às sucessivas crises cíclicas ao longo da sua existência, da mesma sorte superará este fenómeno desolador da desordem mundial que provavelmente baterá obre a Humanidade. O Homem é o autêntico produto da História e esta simplesmente depende dele. Por isso, enquanto subsistir um remanescente à face da Terra não haverá o fim da História, mesmo contra todas as evidências devastadoras em sentido contrário. 

Situação Alarmante


Uma notícia preocupante sobre a condição extintiva dos primatas. Extremamente preocupante (LER). O ser humano é um autêntico especialista em destruir tudo o que lhe circunda. Está permanentemente a devastar o meio ambiente e a criar desequilíbrios naturais. O que seria do ecossistema com o desaparecimento dos primatas referenciados na reportagem? A resposta não poderia ser mais que um desastre ecológico com contornos imprevisíveis do ponto de vista da biodiversidade e na nossa qualidade de vida. 

Pôr os Pontos nos Is


Concordo genericamente com o eurodeputado Paulo Rangel: Jesus não era Socialista e não se restringia a nenhuma ideologia política. Ele transcende qualquer tipo de filosofia e redutores arbítrios humanos (LER). A Sua mensagem do Evangelho é dos pobres do espírito – daqueles que procuram genuinamente reconhecer a sua miserável condição espiritual e aceitam, de bom agrado, o convite de abraçá-Lo como Único Senhor e Suficiente Salvador em suas vidas. O Messias não era Político e nem sequer tinha essa pretensão, apesar de infundadas suspeitas das autoridades romanas e do Sinédrio que recaíam sobre Ele, acusando-Lhe aleivosamente de querer ser o rei dos judeus e de Se autoproclamar Filho de DEUS, culminando assim com a Sua horripilante morte na Cruz do Calvário. 

É verdade que Jesus se relacionou com pessoas de diferentes classes sociais (tantos os pobres como os ricos) contudo, nestes relacionamentos que granjeou, Ele dava primazia especial aos mais desfavorecidos por serem pessoas que careciam de maior ajuda, nomeadamente os órfãos, as viúvas, os doentes, os estrangeiros e os pobres em geral. E os seus seguidores, os Cristãos, são chamados a olhar com devida atenção para os marginalizados da sociedade. Tal não significa, de modo algum, que Jesus era Socialista, Social-democrata, Comunista, Democrata Cristão, e, muito menos, de Esquerda ou de Direita como muitas vezes é catalogado partidariamente. Apenas evidenciava, de forma manifesta, a componente da Justiça Social que a Doutrina do Evangelho também encerra. 

Os Fantasmas da Educação


Não consigo compreender o alcance prático deste estudo (LER). Sinceramente. Talvez pela minha limitação cognitiva e a maneira como fui sempre "formatado". O entendimento que tem triunfado nas últimas décadas a nível da educação é o dos pais evitarem redarguir os filhos e, pior ainda, bater-lhes, sob pena de causar neles uma baixa auto-estima e desequilíbrios emocionais para o resto da vida. Por isso os pais devem procurar, acima de tudo, centrar-se unicamente no conceito da "Pedagogia Positiva", realçando apenas as qualidades intrínsecas dos filhos, acompanhando tal postura com uma boa dose de mimos, abraços, beijos, elogios e uma constante valorização. Agora este estudo vem dizer praticamente o contrário. 

O grande pensador inglês, Bertrand Russell, consciente da aurora dessa realidade, denuncia- a de forma crítica, considerando que a "psicanálise aterrorizou os pais cultos com o medo de causarem, sem querer, mal aos filhos. Se os beijam, podem provocar o complexo de Édipo; se não os beijam, podem provocar crises de ciúmes. Se os repreeendem em qualquer coisa, podem fazer nascer neles o sentimento do pecado; se não o fazem, os filhos adquirem hábitos que os pais consideram indesejáveis. Quando vêem as crianças a chupar no polegar, tiram disso toda a espécie de conclusões terríveis, mas não sabem o que fazer para o evitar. O uso dos direitos dos pais que era antigamente uma manifestação triunfante da autoridade, tornou-se tímido, receoso e cheio de escrúpulos" (LER)

A Escola que João Amós Comenius fez sobre esta temática da educação, na sua célebre obra "Didáctica Magna", que lhe conferiu o título de "Pai da Pedagogia Moderna", é completamente oposto àquilo que é hoje bastante apregoado nos círculos académico-científicos. Em suma, quando pensamos no delicado tema da educação, ressoam sempre essas distantes tensões, esses motivos para a culpabilização, para a renúncia, para a frustração, a lembrarem-nos dos arbítrios e acasos de que a nossa cultura pós-moderna é feita. Tudo culpa dos psicanalistas, educadores e dos pais inseguros...

Pessoas Tóxicas


Uma interessante entrevista que vale a pena ler (AQUI). Procura ver se tem no seu círculo de amizade ou relacionamento próximo "pessoas tóxicas" ou "altamente tóxicas" e previna-se com as recomendações dadas pelos especialistas no artigo. Um bom proveito na leitura.