Globalização: Marcha-atrás
a todo o vapor? A epidemia veio pôr a nu as falhas de uma economia interconectada
já contestada. Estaremos dispostos a renunciar ao modelo que permitiu o nosso
enriquecimento? São conjuntos de interrogações que foram suscitadas
numa longa reportagem da Revista Courrier Internacional deste mês sobre o “Repensar
o Mundo” em que vivemos, abordando a pertinente temática da pandemia do coronavírus,
globalização, crise climática e natalidade (LER).
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A Ler
A verdade
está a perder importância como pilar moral e político. Porque triunfam os
mentirosos, as teorias da conspiração e a oratória do disparate? A verdade é a
primeira vítima dos tempos em que a mentira triunfa. Serão as “fake news” o
novo veneno das nossas democracias? Como combater a desinformação? E como
devemos olhar para os “factos” apresentados pelos denunciantes nos grandes
casos mediáticos? São conjuntos de pertinentes interrogações que foram
suscitadas numa longa reportagem da Revista Courrier Internacional deste mês sobre
a perniciosidade da mentira na nossa Democracia participativa e liberal (LER).
O Império da Constituição, Por Valter Hugo Mãe
«A Constituição é de
aplicação direta. Quer dizer, ela faz-se valer em todas as situações como um
código essencial, sem requisição de qualquer formalidade para ser uma imposição
entre todos. Isto significa que cada um de nós está imediatamente protegido pelos
preceitos constitucionais, mas significa também que cada um de nós está
obrigado à sua observação. Por mais críticos que possamos ser, não podemos
desadequar a nossa conduta aos seus preceitos. Não há opinião que valha contra
cumprir ou não cumprir os mandos da Constituição.
Assim, qualquer ação
inconstitucional não só não pode obrigar os demais, como obriga a uma rejeição
liminar, sem necessidade de qualquer argumento além desse mesmo.
Todas as ditaduras
começam na paulatina agressão aos valores constitucionais. A criação de uma
progressiva permissividade em que o império da lei superior é menorizado por
pulsões moralistas e preconceituosas é método para diminuir a esplendorosa
conquista de direitos fundamentais que séculos de História nos garantiram
depois de muito sangue e muita morte. A Constituição não é, por isso, um
assunto menor, é a norma fundamental onde tudo o mais se mede e se ergue.
Que exista um político
eleito que possa sequer ironizar o império da Constituição é aberrante, e que o
sistema não se imponha penalizando-o imediatamente e de modo veemente é mais
aberrante ainda. É uma falha ingénua da democracia, que se vê posta em causa no
que tem de mais sagrado. Opinar começa apenas depois de garantida a democracia,
e isso é feito pela Constituição. Opinar tem de ser depois de sacralizados os
direitos fundamentais. Qualquer inversão neste domínio é torpe, cretina,
desumana, insuportável. A democracia não serve para a liberdade irresponsável
dos que almejam violentar e diminuir os outros. A democracia serve como imposição
de um trato de dignidade onde os propósitos de ódio não podem ter lugar.
Sociedade é cuidado. Qualquer desvio precisa de ser atendido em processo
negociado pelas leis, mas nunca em detrimento da Constituição. Nunca em
detrimento da Constituição (LER).
As Redes Sociais: Um Mundo Perigoso de se Estar
Assusta-me
imenso o pântano em que as redes sociais se converteram. É um espaço onde, cada
vez mais, proliferam impunemente as fake news e outras inqualificáveis
aberrações que nos atemorizam. Muitas notícias que circulam na “rede” ficam bastante aquém do
ponto de vista da autenticidade. A começar, desde logo, por suspeitas
infundadas, boatos premeditados, manipulações articuladas, calúnias desnecessárias,
mentiras grosseiras, intimidações preocupantes, insultos gratuitos e flagrantes
violações – com a finalidade última de arruinar a vida dos visados (LER).
Assusta-me ainda mais a forma
leviana e irresponsável como a generalidade dos meus patrícios guineenses estão
a usar as redes sociais, especialmente os pseudo “activistas de sofá” que
presunçosamente se armam inutilmente de livres “pensadores”, “democratas” e “agentes
de mudança”, contudo, resvalando sempre na desinformação, má-língua e na
falta de educação (LER). As Redes Sociais são um mundo
perigoso de se estar. Um mundo, de facto, bastante perigoso de se estar (LER). E dizem ainda, mesmo assim, fazendo
fé a reportagem da revista The Atlantic de Washington, que não vimos nada. Que
susto!
O Leviatã das Redes Sociais
Desde a Revolução
Francesa do século XVIII, convencionou-se no Ocidente que os media se
ajustariam melhor ao epíteto de “quarto poder”, em contraposição aos
tradicionais poderes estatais — o legislativo, o executivo e o judiciário —,
sendo, deste modo, os exímios fiscalizadores da ação governativa e,
concomitantemente, o reduto último das sociedades. Uma premissa, aliás, que já
vinha do “poder moderador”, formulada doutrinalmente pelo ilustre Benjamin
Constant, servindo subsequentemente de bitola constitucional em diversos
Estados europeus e no continente americano.
O ideal do “quarto
poder” dos media, numa primeira avaliação, funcionou. Funcionou de facto, não
obstante a forte oposição inicial e a difusa agenda ideológica contrária ao
progressismo moderno por parte de uma parcela significativa dos reputados
jornais, rádios e revistas mundiais. Mesmo assim, essa “obscura agenda” não
triunfou. Foi graças, máxime, à imprensa ocidental que se catapultaram as
grandes mudanças político-governativas e sociais, consolidando os postulados da
democracia participativa e todos os ganhos inerentes que esta comporta até à
atualidade nas sociedades modernas — abertas, bem entendido.
No entanto, o
surgimento das redes sociais, nos finais do século passado, veio obstruir
significativamente a vigorosa asserção do “quarto poder” dos media. Em vez de
estas novas plataformas de comunicação se circunscreverem meramente ao reforço
das democracias liberais e à reafirmação do primado dos Direitos Humanos,
tornaram-se, inversamente, espaços onde proliferam cada vez mais a
desinformação, arrastando de forma conspurcada os media tradicionais. Hoje, é
preciso um discernimento apurado e cuidados redobrados relativamente às
notícias que vamos ouvindo, vendo e lendo, uma vez que parte delas é viciada
pelas fake news, tendo as redes sociais como principais vanguardistas.
É nelas, para grande
infelicidade nossa, que germinam mensagens de intolerância de várias ordens —
mormente de ódio, racismo, sexismo, autoritarismo, insultos a terceiros,
instituições e países —, bem como manipulação da opinião pública, violação de
direitos de personalidade no seu conceito lato sensu e toda a sorte de
despotismos que por aí pululam a uma velocidade impressionante.
As redes sociais
tornaram-se, sem dúvida, o leviatã das nossas vidas. Têm o poder de adulterar a
realidade, transformando, aparentemente, a verdade em mentira e esta em
verdade. Têm ainda o poder de impor agendas e, em consequência disso, de
influenciar as massas. Possuem igualmente um poder que a maioria das pessoas
não imagina, um poder que se desdobra em grosseiras arbitrariedades, violações
e abusos. É um mundo bastante perigoso em que se está inserido. Por isso, com
caráter de urgência, impõe-se uma regulamentação das redes sociais pelo poder
político dos países, com vista a estancar definitivamente as patentes
arbitrariedades impunes que grassam no seu seio (LER).
Apesar de todos os recuos
que elencámos relativamente às redes sociais, continuamos a defender
convictamente que elas vieram, naturalmente, revolucionar e conferir uma nova
dimensão à liberdade de expressão, proporcionando a todos — sem exceção —, de
forma igualitária e justa, as ferramentas indispensáveis para se darem a
conhecer ao mundo, quer no aspeto positivo, quer no negativo. Tudo isto, no
cômputo geral, é um bom sinal e bastante benéfico para a sociedade. É a melhor
“pulsação” da democracia participativa (LER), desde que sejam
escrupulosamente fiscalizadas pelo poder político, através do princípio da
responsabilidade e da responsabilização dos agentes que violam os Direitos,
Liberdades e Garantias nas redes sociais.
A Ler
A ler o Courrier Internacional. É uma das minhas
revistas favoritas há sensivelmente nove anos, tal como o suplemento semanal da
revista Expresso. Não prescindo de nenhuma edição delas. Tenho-as sempre
comigo. São revistas extremamente boas e que nos enriquecem bastante do ponto
de vista intelecto-cultural. Gosto imenso dos livros e sou um leitor
compulsivo (LER). Emprego a generalidade do meu tempo a ler
e a escrever. Por isso, gasto uma verba significativa do meu dinheiro nos livros e nas
revistas (LER). Mesmo assim, não compro livros de conteúdos “pobres” e,
tão pouco, não perco tempo a ler coisas que não vão acrescentar-me nada
culturalmente. Sou, mesmo assim, bastante selectivo naquilo que vou lendo
diariamente. Aprecio praticamente os livros de todos os géneros literários, especialmente
os de Teologia, Literatura e Política. Não sou muito dado a poesia, mas sim a
prosa. Tanto que, por esta razão, escrevo somente crónicas e nunca me aventurei
nas águas poéticas. Tenciono, num futuro breve, começar também a escrever sobre os textos
poéticos.
O Corrier Internacional é daquelas revistas
imprescindíveis, porque dão-nos sempre um panorama abrangente e transversal
daquilo que passa no nosso mundo pós-moderno, nos mais variados domínios,
através de reputados jornais, revistas e articulistas. Vale, portanto, a pena, sempre comprá-la, lê-la e guardá-la.
Recomendo.
A Mulher, o Feminismo e a Lei da Paridade, por Joana Bento Rodrigues
«A
mulher dita feminista – a que integra as “tribos”, a que se deslumbra com as
capas de revistas, a que se diz emancipada, a que não precisa de relações
estáveis, a que não quer engravidar para não deformar o corpo nem perder
oportunidades profissionais, a que frequentemente foge da elegância no vestir e
no estar – optou por se objectificar, pretendendo ser apenas fonte de desejo em
relações casuais, rejeitando todo o seu potencial feminino, matrimonial e
maternal» (…) o activismo feminista actual não procura satisfazer o que as
mulheres precisam, mas apenas o que pretende uma poderosíssima minoria de
mulheres. Este activismo tornou-se, inclusivamente, desprestigiante para a
mulher. Priva-a da possibilidade de ascensão social e profissional pelo mérito.
Retira-lhe a doçura e candura. Nega-lhe o papel fundamental do matrimónio e da
maternidade. Objectifica a mulher, enquanto presa para sexo fácil e espaço de
diversão. Promove paradas onde se expõe o corpo de forma grosseira e agreste à
visão. Claramente, não representa a “mulher comum”! (…) Por tudo isso, declaro-me
anti-feminista e contra a nova Lei da Paridade!» (LER).
O Sexo Está Fora de Moda
O interesse das novas
gerações pelas práticas sexuais é cada vez menor. O minimalismo nas relações
está em alta. Estarão os jovens a trocar o sexo por todas as outras atividades
que os chamam? Há ecrãs a mais, contacto físico a menos, uma vida cheia,
pressão, ansiedade e novas formas de sexualidade. Onde estamos, afinal?, esboça
a Revista Expresso hoje na sua longa reportagem sobre o sexo e a sexualidade, falando mesmo
na recessão e o fim da libido. Vale a
pena ler a referida rubrica, isto é, se achar oportuno fazê-lo. Tenha um bom proveito na leitura (LER).
As Redes Sociais e as Fake News
Um dia depois de ter sido lançado
oficialmente o primeiro jornal português de fact-checking cognominado “Polígrafo” (LER) para depurar,
dizem os seus fundadores, as falsas notícias que têm pululado impunemente nas
várias plataformas de comunicação social, sinto-me compelido novamente a
posicionar sobre os reiterados diferendos em torno do uso das redes sociais.
Confesso publicamente que não tenho uma mundividência minimalista sobre as
redes sociais e, tão pouco, catastrofista, tal como algumas pessoas da nossa
praça pública (ALI) e (AQUI). As redes sociais configuram, sem
margem para dúvidas, uma das maiores e melhores conquistas do presente século.
Veio democratizar o debate e a opinião pública, acabando, deste modo, com o
elitismo secular e monopolista dos afamados “fazedores de opinião”, que
privilegiadamente dominam restritivamente os medias tradicionais. Além
deste assente e incontestável ganho humano-social, as redes sociais
proporcionam extraordinárias interações que, de outro modo, seriam
completamente difíceis de conseguir, somando a um rigoroso escrutínio público
sobre a realidade política, governativa, social, religiosa, cultural e tudo
aquilo que se passa no mundo (ah, já estava a esquecer, e também da intimidade
da vida privada, que vai configurando a sedutora bisbilhotice de sempre da vida
alheia).
As redes sociais vieram naturalmente revolucionar
e outorgar uma outra dimensão a liberdade de expressão, conferindo a todos, sem
execpção, de forma igualitária e justa, as ferramentas indispensáveis para se
dar a conhecer ao mundo – quer seja no aspecto positivo ou negativo. Hoje
qualquer ser humano pode ser dono da sua própria opinião, construir a sua exclusiva
narrativa dos acontecimentos e catapultar-se para a ribalta, com as profundas
implicações sociais que isso encerra. Tudo isto, no cômputo geral, é um bom
sinal e bastante benéfico para a sociedade. É a melhor “pulsação” da
Democracia Participativa.
Naturalmente que todos estes
benefícios comportam também alguns riscos e desvantagens, tal como a
generalidade dos ganhos (LER). Há sempre prós e contras
praticamente em tudo. É nesta óptica que devem ser vistas e enquadradas as
falsas notícias que têm estado a ser deliberadamente veiculadas nas redes
sociais e, em determinados casos, nos medias tradicionais. E de facto, elas
têm-se disseminado com um alcance sem precedentes, pondo em causa a reputação
dos países, o bom nome das pessoas, instituições, com o claro objectivo de
prejudicar os visados. Acresce ainda, a tudo isto, o acolhimento bastante
favorável no seio das redes sociais da mensagem de intolerância de várias
ordens, do autoritarismo, de ódio declarado, do racismo, do sexismo, da
violação de direitos da personalidade no seu conceito latu sensu,
da manipulação da opinião pública e toda a sorte de despotismo que por aí
prolifera.
Surge, perante tudo isto, mutatis
mutandis. É importante, com carácter de urgência, alterar este malévolo e
assustador cenário das redes sociais. Apostar sobretudo em outros meios mais
exequíveis para combater definitivamente estes galopantes males e não continuar
no mesmo discurso tautológico, conspirativo e de vitimização das redes sociais
por vários relevantes acontecimentos mundiais, nomeadamente a ascensão ao poder
dos partidos extremistas e o Brexit (LER), culpando em última instância as
falsas notícias das redes sociais por isso. É preciso reforçar a fiscalização
preventiva e segurança das plataformas informáticas, apertando o rastreio das
informações que consubstanciam uma clara violação dos Direitos Humanos,
chamando a responsabilidade jurídico-penal aos putativos infractores. Só assim
haverá condições propícias para banir as notícias atentatórias da dignidade da
pessoa humana.
No que toca às falsas notícias não há
outra alternativa viável que não seja a sensibilização da opinião pública para
veemente repudiá-las, através de um consumo esclarecido e recensão crítica das
notícias que vão aparecendo na “rede”.
As falsas notícias, em abono da verdade, traduzem uma clara manifestação da
liberdade de expressão. Justamente por isso é que surgiu o jornal “Polígrafo”,
como outros dos seus congéneres, para fazer face às fake news que
se vão propagando descontroladamente nas redes sociais e também na “insuspeita” imprensa
de várias sensibilidades ideológico-políticas.
Artigo de Opinião
Por imperativo de consciência voltei novamente a publicar
no meu jornal favorito, o Observador (ALI) e (AQUI),
tendo em conta as importantes eleições brasileiras que se realizam já amanhã.
Como lusófono, e sobretudo amigo do Brasil, sinto-me compelido a partilhar a
minha modesta opinião sobre a enraizada e alarmante crise político-governativa
que se vive neste momento no país do samba. Tenho estado, desde a primeira
hora, a acompanhar de perto a preocupante campanha eleitoral e as utópicas
propostas dos candidatos/partidos para todos os gostos. Se fosse brasileiro não
hesitaria votar em branco, sendo assim congruente com a minha ideologia
Evangélico-Crista, procurando não legitimar com o meu precioso voto nenhum dos
propostos candidatos/partidos. O Brasil está a correr sérios riscos de uma
eventual instabilidade político-governativa, sobretudo de uma sublevação
militar, fazendo fé nas notícias que têm vindo a ser veiculadas pela imprensa
internacional.
Espero, de facto, que estas previsões sejam irrealistas.
Espero mesmo que sim. Vou estar aqui a torcer para que tudo corra bem e que o
nosso "país irmão" consiga realmente reencontrar-se,
reconciliar-se e redimensionar-se na senda do desenvolvimento para o bem-estar
de todo o afável povo brasileiro.
A Igualdade Diferenciada (5)
«No século XXI,
temos assistido a muitos movimentos associados à condição feminina e à
libertação sexual, descendentes do feminismo clássico e dos movimentos dos
direitos civis e da igualdade, iniciados na América dos anos 60. (…) E em
Portugal, o cantinho sem história, um juiz acolitado por uma juíza considera
que um criminoso socialmente integrado tem todo o direito a violar uma mulher
embriagada e desmaiada numa casa de banho, num processo de “sedução mútua”,
segundo o repugnante acórdão que a dupla consagrou. Este acórdão, que vem na
cauda do da “coutada do macho ibérico”, e inventa o conceito jurídico de
“mediana ilicitude”, não é uma anomalia. Neste país marialva onde a violência
dos homens sobre as mulheres permanece impune ou é desculpabilizada, até pelas
outras mulheres, a sentença reflete um primitivo pensamento dominante. Aqui
chegará um dia, atrasada como sempre, a revolução americana».
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A Igualdade Diferenciada (6), por Clara Ferreira Alves
«As mulheres marcham simbolicamente contra anos de
dominação, violência sexual e silêncio envergonhado e culpado. As mulheres
contam tudo. (…). As mulheres deixaram de ter medo. E estão a ser
ouvidas. Com todos os exageros e deformações do #Metoo, como os houve no
feminismo, estamos a assistir a um dos grandes momentos da história dos
direitos civis e da igualdade de direitos. As mulheres estão em marcha, não
apenas nas ruas mas na internet, nos media e nas redes sociais. As mulheres
deixaram de estar caladas, e é preciso não perceber a coragem que existe em
enfrentar o sistema e denunciar publicamente um abuso sexual antigo e
silenciado pela moral e a hipocrisia vigentes. Eu saúdo a coragem. Saúdo as
mulheres que desafiam o poder do Estado (…), sofrendo as ameaças de morte, as
acusações e as perseguições. A sua vida nunca mais será a mesma.[1]»
Dias do Fim
O movimento anti-natalista é uma
ideologia infundada, irresponsável e extremamente perigosa para a Humanidade. Ela é defendida maioritariamente pelas assanhadas
neofeministas e alguns homens com distúrbios de personalidade. Recentemente
estive a conversar praticamente três horas com uma amiga da minha faculdade
para não laquear as trompas. Mas, infelizmente, não consegui demovê-la deste
maléfico intento. Ela estava bastante convicta e determinada a esterilizar-se. Não
quer casar. Não quer engravidar. Não quer saber de filhos. Tem fobia ao
conceito da família tradicional. No entanto, para minha surpresa e espanto,
gosta imenso dos animais e quer cercar-se deles no seu futuro lar. Justificava
a sua decisão com auto-determinação sexual, a incredulidade nos seres humanos,
sobretudo nos homens, os parcos recursos existentes no mundo e a conservação do
meio ambiente e os animais em especial. Alias, os argumentos dela não diferem
tanto com esta prolixa reportagem do “El Mundo” sobre a mesma temática (LER).
Esta ideologia não vem de hoje. Desengane-se
quem pense o contrário. Já nos longínquos anos de 1912, o iconoclasta
português, J. Teixeira Junior, completamente rendido a mundividência jacobina,
escrevia o seu polémico livro intitulado “Mulheres, Não Procreeis!” onde
apelava as mulheres a “não aumentardes o número de miseráveis”,
exortando-lhes firmemente a “declarardes a gréve de ventres” (LER). Tudo isto
para dizer que assistimos, cada vez mais, a uma séria adulteração dos Grandes
Princípios e Valores Humano-sociais, que até
então serviam de modelos basilares e norteadores das Sociedades, sem que
nenhuma alternativa credível surgisse com suficiente consenso social para
preencher o vazio das referências obliteradas. Estamos mesmo a viver “sinais
dos tempos”, ou melhor, dias do fim (LER).
O Conservadorismo Caduco
O paradoxo e a manifesta hipocrisia do conservadorismo
caduco da sociedade saudita, sobretudo a recusa incompreensível de permitir as
mulheres conduzirem em pleno século XXI (AQUI).
Vale a pena ler infra a intrépida denuncia feita pela activista
Akram Khoja sobre este assunto.
«Ora, estamos em 2016, num
mundo em que as mulheres, apesar dos obstáculos que a sociedade lhes coloca,
têm marcado presença em todos os campos: científico, económico, político,
desportivo, da comunicação social. Não entendo porque se arrasta o debate sobre
esta questão. Ainda não há muito tempo, os defensores do conservadorismo
recusavam dar estudos às raparigas; exactamente os mesmos que, hoje, põem as
filhas nas melhores escolas, para assegurarem o seu futuro. Combateram a
instalação de antenas parabólicas [acusadas de levar a imoralidade para dentro
de casa]; hoje, servem-se dos canais por satélite para transmitir os seus
discursos pelo mundo. Advertiram contra os efeitos nocivos dos telemóveis; a
maioria usa-os. São as mesmas pessoas que persistem em manter na lista negra
[os defensores da permissão de condução às mulheres], usando argumentos
religiosos e alegando que isso levará a família saudita à destruição e a
sociedade à perda. Segundo eles é uma heresia um homem e uma mulher sem
vínculos de casamento ou de família ficarem sozinhos. Isso não os impede de
empregar um motorista [frequentemente paquistanês] para levar a esposa ou as
filhas à escola, à faculdade, ao emprego, a visitar parentes ou as compras…
Quando um estrangeiro me pergunta a razão pela qual no meu país as mulheres não
têm o direito de conduzir, não sei que dizer».
---------------------------------
(in Revista Courrier
Internacional, Lisboa, p. 36, Edição, Julho 2016, Número 245).
A Caminho da Desordem Mundial
A revista Courrier
Internacional na sua edição especial do passado Setembro
deu mote à futurologia do Mundo depois de 2040, traçando um panorama
extremamente apocalíptico daquilo que será a vida dos seres humanos, destacando
relevantes aspectos políticos, económicos, sociais, religiosos, tecnológicos,
climatéricos, geopolíticos. Prevê-se, de forma sintética, relações
internacionais tensas, conflitos pelo controlo dos recursos naturais, dezenas
de milhões de refugiados em várias partes do globo, impotência e declínio da
ONU, obstrução e paralisação das instituições judiciárias internacionais, guerras
religiosas, fome, epidemias, genocídios, pirataria, terrorismo e tráfico humano
à escala planetária. Augura ainda a falência dos Estados e a criação de novas
entidades, a proliferação de empresas militares privadas, aumento exponencial
do tráfico de droga, alterações climáticas e catástrofes naturais, bem como a
destruição dos ecossistemas, profundas alterações demográficas e com uma queda
bastante acentuada, corrida desenfreada aos armamentos e fracassos dos tratados
de não proliferação abrangendo actualmente os trinta países que possuem armas
nucleares.
Diante destes preocupantes “Sinais
dos Tempos” (LER) não
há margem de dúvida que os dias do amanhã serão bastantes desafiantes a todos
os níveis, gerando grande imprevisibilidade e um clima de desconfiança na
geopolítica e geoestratégia mundial – nada auspicioso para o futuro da
Humanidade. Os ditos sete países mais industrializados do mundo, segundo a
reputada revista, entrarão em colapso total confirmando assim o declínio dos
EUA e a ascensão da China como primeira superpotência mundial. O Velho
Continente, a Europa, afundar-se-á numa crise económico-financeira e de
identidade ideológica sem precedentes. Surgirão novos estados no seu seio e
alguns deixarão de existir e concomitantemente a propagação do Islão,
transportando com ele as rivalidades internas existentes entre xiitas e
sunitas. A desintegração da União Europeia proporcionará a proliferação de
enclaves islâmicos na Europa e o apogeu do fascismo como resposta a nova
realidade sociopolítica.
O cenário em África não será também
nada salutar, máxime verificará a explosão demográfica e a crónica escassez de
recursos. Nesta marginalizada região da Terra haverá desintegração e perdas
significativas de soberania, fruto de importantes alterações das fronteiras
pós-coloniais. Germinará o aparecimento de territórios não reconhecidos
internacionalmente e a corrida ao armamento, incluindo nuclear, somando à
fixação territorial do islamismo radical e à “guerra
santa” entre este e os Cristãos. Do Cáucaso e Ásia Central, Sudoeste
Asiático e Pacifico, Médio Oriente até à América Latina, estarão em “alvoroço
político” perante as profundas mudanças que ocorrerão no Mundo num
futuro breve.
É neste prisma oscilante de insegurança
que devem ser lidas e vistas as belicosas tensões e crises internacionais que
temos vindo impotentemente assistir. Mesmo assim, este caos que possivelmente
enfrentaremos não representará, em circunstância alguma, o fim da História. Tal
como a Humanidade conseguiu resistir às sucessivas crises cíclicas ao longo da
sua existência, da mesma sorte superará este fenómeno desolador da desordem
mundial que provavelmente baterá obre a Humanidade. O Homem é o autêntico
produto da História e esta simplesmente depende dele. Por isso, enquanto
subsistir um remanescente à face da Terra não haverá o fim da História, mesmo
contra todas as evidências devastadoras em sentido contrário.
Situação Alarmante
Uma notícia preocupante sobre a condição extintiva dos primatas.
Extremamente preocupante (LER). O ser humano é um autêntico especialista em destruir tudo o que lhe circunda.
Está permanentemente a devastar o meio ambiente e a criar desequilíbrios
naturais. O que seria do ecossistema com o desaparecimento dos primatas
referenciados na reportagem? A resposta não poderia ser mais que um desastre
ecológico com contornos imprevisíveis do ponto de vista da biodiversidade e na
nossa qualidade de vida.
Pôr os Pontos nos Is
Concordo genericamente com o eurodeputado
Paulo Rangel: Jesus não era Socialista e não se restringia a nenhuma ideologia
política. Ele transcende qualquer tipo de filosofia e redutores arbítrios
humanos (LER).
A Sua mensagem do Evangelho é dos pobres do espírito – daqueles que procuram
genuinamente reconhecer a sua miserável condição espiritual e aceitam, de bom agrado,
o convite de abraçá-Lo como Único Senhor e Suficiente Salvador em suas vidas. O
Messias não era Político e nem sequer tinha essa pretensão, apesar de infundadas
suspeitas das autoridades romanas e do Sinédrio que recaíam sobre Ele,
acusando-Lhe aleivosamente de querer ser o rei dos judeus e de Se autoproclamar
Filho de DEUS, culminando assim com a Sua horripilante morte na Cruz do
Calvário.
É verdade que Jesus se relacionou com pessoas
de diferentes classes sociais (tantos os pobres como os ricos) contudo, nestes
relacionamentos que granjeou, Ele dava primazia especial aos mais
desfavorecidos por serem pessoas que careciam de maior ajuda, nomeadamente os
órfãos, as viúvas, os doentes, os estrangeiros e os pobres em geral. E os seus
seguidores, os Cristãos, são chamados a olhar com devida atenção para os
marginalizados da sociedade. Tal não significa, de modo algum, que Jesus era
Socialista, Social-democrata, Comunista, Democrata Cristão, e, muito menos, de
Esquerda ou de Direita como muitas vezes é catalogado partidariamente. Apenas
evidenciava, de forma manifesta, a componente da Justiça Social que a Doutrina
do Evangelho também encerra.
Os Fantasmas da Educação
Não consigo compreender o alcance prático deste estudo (LER).
Sinceramente. Talvez pela minha limitação cognitiva e a maneira como fui sempre
"formatado". O entendimento que tem triunfado nas últimas décadas a
nível da educação é o dos pais evitarem redarguir os filhos e, pior ainda,
bater-lhes, sob pena de causar neles uma baixa auto-estima e desequilíbrios
emocionais para o resto da vida. Por isso os pais devem procurar, acima de
tudo, centrar-se unicamente no conceito da "Pedagogia Positiva",
realçando apenas as qualidades intrínsecas dos filhos, acompanhando tal postura
com uma boa dose de mimos, abraços, beijos, elogios e uma constante
valorização. Agora este estudo vem dizer praticamente o contrário.
O grande pensador inglês, Bertrand Russell, consciente
da aurora dessa realidade, denuncia- a de forma crítica, considerando que a "psicanálise aterrorizou os pais cultos com o medo de causarem, sem querer, mal
aos filhos. Se os beijam, podem provocar o complexo de Édipo; se não os beijam,
podem provocar crises de ciúmes. Se os repreeendem em qualquer coisa, podem
fazer nascer neles o sentimento do pecado; se não o fazem, os filhos adquirem
hábitos que os pais consideram indesejáveis. Quando vêem as crianças a chupar
no polegar, tiram disso toda a espécie de conclusões terríveis, mas não sabem o
que fazer para o evitar. O uso dos direitos dos pais que era antigamente uma
manifestação triunfante da autoridade, tornou-se tímido, receoso e cheio de
escrúpulos" (LER).
A Escola que João Amós Comenius fez sobre esta temática
da educação, na sua célebre obra "Didáctica Magna", que lhe conferiu o título
de "Pai da Pedagogia Moderna", é completamente oposto àquilo que é hoje
bastante apregoado nos círculos académico-científicos. Em suma, quando pensamos no
delicado tema da educação, ressoam sempre essas distantes tensões, esses
motivos para a culpabilização, para a renúncia, para a frustração, a
lembrarem-nos dos arbítrios e acasos de que a nossa cultura pós-moderna é
feita. Tudo culpa dos psicanalistas, educadores e dos pais inseguros...
Pessoas Tóxicas
Uma interessante entrevista que vale a pena ler (AQUI).
Procura ver se tem no seu círculo de amizade ou relacionamento próximo "pessoas
tóxicas" ou "altamente tóxicas" e previna-se com as recomendações dadas pelos
especialistas no artigo. Um bom proveito na leitura.
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