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O Uso do Cabelo Humano: Uma Descaracterização da Identidade da Mulher Africana

A temática da beleza tem sofrido revezes significativos, a todos os níveis, nas últimas três décadas, impulsionado sobretudo a crescente globalização e influência inquestionável das grandes agências de moda, coadjuvadas pelos media que, de forma lobby-imperativa, ditam as tendências e padrões universais da moda e beleza. Estas mudanças comportamentais, a nível da estética e da beleza, tiveram mais impactos perniciosos nas mulheres em geral, particularmente nas mulheres africanas, por serem o elo mais fraco em toda esta crescente dinâmica multicultural da pós-modernidade a que estamos submergidos. 

Por isso, a mulher africana confronta-se, cada vez mais, com seríssimas crises de identidade ideológico-cultural sem precedentes, apostatando deste modo o seu substrato de africanidade, numa amálgama paradoxal de falso empoderamento feminista, procurando inutilmente conquistar a legitimação de terceiros (dos homens, bem entendido). Mulheres que, na generalidade das situações, já não se revêm tanto no conceito de africanidade, tendo inclusive repulsa dela, assumindo-se despudoradamente de “modernas”, mas que não conseguem assimilar na perfeição a mundividência do mundo ocidental e serem aceites, tal como almejariam. 

E justamente por todas estas vicissitudes comportamentais que as nossas mulheres fazem de tudo para parecerem com as caucasianas, procurando renegar as suas idiossincrasias, traços, feições, fisionomia, estética, tom de pele, africanidade, hábitos e costumes. O complexo de inferioridade, com o seu cabelo natural, é mais um dilema num conjunto de dilemas que encerra o paradoxo da mulher africana. 

O famigerado cabelo humano, em abono da verdade, não confere pergaminhos à mulher africana e, tão pouco, estatuto ou qualquer tipo de afirmação social. Não lhe acrescenta a beleza e a honra. Não lhe torna mais destacadamente bonita, antes pelo contrário retira-lhe o brilho e a sua peculiaridade tropical, ofuscando de forma drástica a sua beleza natural, reduzindo-a à inferioridade perante as outras mulheres. 

Com isso, não estamos a pôr em causa o perfil multifacetado que está inerente à mulher na forma de se apresentar perante os terceiros. Não estamos a colocar em causa a liberdade que assiste às mulheres africanas para se exibirem como bem entenderem no seu círculo de convivência diária. Não estamos igualmente a pôr em causa a vaidade feminina e a sua autodeterminação em todas as esferas e dimensões sociais. Não estamos, da mesma sorte, a negar às nossas mulheres a faculdade de, forma livre e unilateral, aculturarem-se aos padrões predominantes da beleza do mundo ocidental ou qualquer outro tipo de cultura que julgassem mais conveniente para se sentirem auto-realizadas e felizes. Nada disso é a nossa pretensão nesta esboçada e subsumida crónica. Os gostos não se discutem, já dizia peremptoriamente a sabedoria popular. Realmente, os gostos não se discutem. 

E mais, importa ainda salientar, não estamos a ser alheios às constantes pressões que as próprias mulheres africanas vivem no seu quotidiano no que concerne à sua apresentação físico-visual, mormente por parte dos grunhos homens. Estamos plenamente cientes de toda esta triste realidade. O que estamos a questionar, e concomitantemente a refutar, é um amplo acolhimento que o cabelo humano tem tido no seio das mulheres africanas em detrimento do afro, desvalorizando completamente este pela opção preferencial daquele, como sendo um requisito indispensável para se estar bonita. Só se é bonita quando se coloca o cabelo humano, entende de forma equivocada a generalidade das mulheres africanas, desprezando assim a carapinha. 

Há mulheres que até têm vergonha de ostentarem o seu cabelo natural, preferindo reiteradamente refugiar-se no afamado e proliferado cabelo humano. Não se sentem bem com o seu cabelo afro por considerarem-no pouco atraente, feio e desprestigiante. Não lhe reconhecendo o mérito e a dignidade devida ao ponto de sentir orgulho nele, optando inversamente por disfarçá-lo com cabelo humano de proveniência bastante duvidosa. Muitas mulheres africanas só se sentem bonitas quando estão ornamentadas com cabelo humano ou consideram bonitas as suas congéneres quando estas também colocam o mesmo cabelo. 

Ora, é este entendimento redutor, complexado e descabido que somos manifestamente contra. O cabelo humano não acrescenta beleza à mulher africana e nem lhe torna mais bonita, insistimos. O cabelo humano, antes pelo contrário, consubstancia uma autêntica descaracterização da identidade da mulher africana em todas as suas facetas e dimensões.

A Falsa Imagem Sex Symbol do Senhor Jesus Cristo


Sentimo-nos compelidos a tomar posição sobre as especulações de que o aspecto físico do Senhor Jesus Cristo tem sido objecto ao longo da História, máxime com o recente estudo publicado que veio deitar por terra o deslumbrante retrato da “Última Ceia” desenhado por Leonardo da Vinci, no séc. XV, que é comummente acolhido no mundo Cristão como sendo a fidedigna imagem do Filho de DEUS (LER). É verdade que não temos nenhum relato bíblico no Novo Testamento que nos indique os detalhes da estrutura física do Senhor Jesus, no entanto, e atentando cuidadosamente a uma leitura holística das Sagradas Escrituras, rapidamente conseguiremos apurar o que poderá ser a possível imagem do Messias. O Senhor Jesus, em abono da verdade, não era um homem “bonito” à luz dos padrões do decadente mundo, tal como prolifera na Sua falsa imagem comercial. Se fosse de facto uma pessoa bem-parecido os autores sagrados teriam destacado este pormenor, tal como fizeram com alguns heróis da fé, nomeadamente Moisés (Êxodo 2:1-2); Actos 7:20; Hebreus 11:23), José (Génesis 39:6) e David (1 Samuel 16:12)[1]. 

O Profeta Isaías, descrevendo a figura do “Servo Sofredor”, registou que “cresceu diante do Senhor como um simples rebento, ou raiz em terra árida sem aparências nem beleza para poder dar nas vistas. O seu aspecto não tinha qualquer atractivo. Era desprezado e abandonado pelos homens, como alguém cheio de dores e habituado ao sofrimento, e para o qual se evita olhar. Era desprezado e tratado sem nenhuma consideração” (Isaías 53:2-3). Na mesma esteira do pensamento, o Patriarca David descrevendo o Seu padecimento escreveu: “mas eu sou verme, e não homem, opróbrio dos homens e desprezado do povo. Todos os que me vêem zombam de mim” (Salmo 22:6-7). Estas descrições, e outras realidades subjacentes a Messias, ajudam-nos, pelo menos, a construir uma figura credível sobre a Sua aparência física. 

Desde logo, a encarnação do Filho de DEUS está visceralmente ligada à humildade e ao sofrimento. Humilhou-se da Sua natureza Divina e de tudo aquilo que superficialmente os seres humanos consideram como sendo o ideal, tomando a forma de escravo (Filipenses 2:5-8). Nasceu fora de Jerusalém onde residia a fina flor judaica em condições extremamente precárias e de uma família bastante pobre. Foi igualmente crucificado fora dos portões de Jerusalém com dois malfeitores (Hebreus 13:12; Lucas 23:33). Terá provavelmente exercido a carpintaria, até aos trinta anos de idade, uma profissão que não era da nobreza. Não tinha uma casa onde reclinar a cabeça (Mateus 8:20), bem como não desposou a ponto de ter filhos e deixar herdeiros. Um homem que vivia miseravelmente da esmola dos outros, mormente das mulheres, que, na altura, não tinham qualquer tipo de reputação social (Lucas 8:2-3). Não teve uma formação religiosa destacada, tal como a dos escribas e fariseus (João 7:15). Veio de uma região onde nem sequer havia um profeta (João 7:52) e, muito menos, se esperava alguma coisa de boa (João 1:46). Os seus discípulos eram genericamente pessoas desprovidas de cultura literária e das mais simples da sociedade judaica (Actos 4:13). A Sua doutrina não tinha um acolhimento favorável por parte dos seus incrédulos ouvintes, antes pelo contrário tamanha oposição (Hebreus 12:3; Isaías 49:73). Viveu aparentemente como um marginal e acabou condenado como se fosse um criminoso na Cruz do Calvário. Contudo, é este Homem desprezado, “irrelevante”“fracassado” e “mal-apessoado” aos olhos do mundo que habita toda a plenitude de DEUS “e foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades” (Colossenses 1:15-17). 

Se o Senhor Jesus desprendeu-se dos cobiçados “valores materialistas”, acabados de se mencionar, e de todos os reinos do mundo e a glória deles quando foi tentado pelo Diabo no deserto (Mateus 4:8-11), por que razão não podemos concluir também que abdicou da beleza física que foi sempre enfatizada desde os primórdios da Humanidade como sendo o sumo bom? E mais, a beleza física nunca foi condição sine qua non para agradar a DEUS. A mulher virtuosa exaltada nas Escrituras não é louvada pela sua beleza física, mas sim pelos seus excelsos atributos humano-espirituais (Provérbios 31:1-31), porque “enganosa é a beleza e vã a formosura” (Provérbios 31:30). Isto para salientar que os filhos da perdição é que dão demasiada primazia à imagem exterior, descurando o interior – o mais importante (Mateus 23:5; 27-28). 

Ser destacadamente atraente e bonito só por si não tem nenhum mal. É uma graça natural que DEUS confere especialmente a algumas pessoas, tal como acontece com outros dotes naturais. E pode perfeitamente ser conjugada com uma vida piedosa e sacrossanta. Temos exemplos manifestos disso nas Escrituras Sagradas, nomeadamente a devotada Rebeca que “era uma moça muito formosa, virgem, a quem nenhum homem havia possuído” (Génesis 24:16). A rainha Hadassa, também cognominada de Ester, “era muito bela, de corpo e de feições” (Ester 2:7). A predilecta de Salomão, a Sulamita, é descrita como “a mulher mais bela entre todas as mulheres (Cantares 1:8; 4:1-7; 6:4), somando os homens supra mencionados. O mal está em buscar a beleza exterior a todo o custo, concentrando toda a atenção e energia nela, expondo-se a determinados riscos prejudiciais à saúde – como fazem algumas almas presunçosas e narcisistas. Este leviano comportamento consubstancia uma errada noção da realidade que ainda hoje se apregoa sorrateiramente na nossa moribunda sociedade, que é na beleza física que reside a perfeição e a felicidade humana. E as pessoas fazem de tudo para se manterem “em forma”, a fim de despertarem a atenção especial de terceiros, especialmente de pessoas influentes para possíveis relacionamentos, expondo-se, inclusive, em casos extremos, à loucura de operações plásticas para se sentirem auto-realizadas. 

A Palavra de DEUS reprova claramente esta redutora mundividência e conduta, exortando-nos para uma vida consagrada e santificada. Os Cristãos são desafiados a sair do âmbito daquilo que todos pensam e julgam como melhor ou ideal, sobretudo dos padrões predominantes do “presente século mau”, para encontrar a luz Divina que conduz à salvação. É este sair do mundanismo que nos leva a concluir peremptoriamente que o Senhor Jesus não tinha sido um homem notoriamente bonito e, nem tão-pouco, fez questão de procurar tal efémero atributo. A imagem que se vende de um Jesus Cristo sex symbol é completamente falsa, visando apenas a locupletação, e sem qualquer tipo de sustentáculo bíblico. O Messias não tinha qualquer tipo de atracção física que despertasse a atenção neste sentido, razão pela qual foi manifestamente desdenhado pelos ímpios. 

A beleza que o Senhor Jesus dispunha era interior e que, infelizmente, continua ainda hoje a ser negligenciada em detrimento da momentânea beleza exterior. A beleza interior perdura para toda a eternidade, pois produz os frutos dignos de arrependimento (Actos 26:20), isto é, o amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança e o viver exclusivamente na plena dependência de DEUS (Gálatas 5:22). Esta beleza, sim, e de forma inequívoca, o Senhor Jesus dispunha e de sobra. Por isso, “Deus O elevou acima de tudo e lhe deu o Nome que está acima de todo o nome; para que ao nome de Jesus se dobrem todos os joelhos: no Céu, na Terra e debaixo da terra; e para que todos proclamem, para glória de Deus Pai: Jesus Cristo é o Senhor!” (Filipenses 2:9-11). Que assim seja. E assim sempre será. 



[1] E, com isso, importa esclarecer que não estamos a fazer a apologia de que o Senhor Jesus era feio. Nada disso, uma vez que todas as criaturas de DEUS são todas primorosas, não obstante a mancha do pecado que veio subsequentemente deteriorar esta impoluta imagem. Mesmo assim, os seres humanos continuam a herdar a perfeita imagem e semelhança de DEUS (Génesis 1:27; 5-2; 1 Coríntios 11-7). Aos olhos do Eterno DEUS, ninguém é feio. Com efeito, tendo em conta “o pecado original” de Adão e Eva, algumas mulheres e homens passaram a ser mais destacadamente bonitos comparativamente aos demais – na distorcida e mundana visão do Homem. É nesta lógica secularista que analisaremos o título do artigo em apreço, procurando extrair com ele a verdade teológico-espiritual sobre a verdadeira beleza.

De Braços bem Abertos ao Outono de Surpresas


Podes, ó Tempo, entrar: eu te convido
 A ser hóspede meu, que eu nunca faço 
 Distinção quando és bom ou mau, pois passo 
 Os meus dias, de ti nunca esquecido.

 Ou me batas à porta, enfurecido,
 Envolto em furacões, com torvo braço, 
 Ou entres brandamente, passo a passo, 
 Cum sorriso na boca apetecido: 

 Ou me sejas contrário, ou venturoso, 
 Eu me acomodo a ti e a pouco custo, 
 Se visitar-me vens, tempestuoso. 

 Às tuas intenções sempre me ajusto. 
 Tu, a quem pensa, és sempre proveitoso: 
 Feliz quem te ama sem pavor nem susto. 

(Francisco Joaquim Bingre, in 'Sonetos').

O Amor não Correspondido


O facto de DEUS ter preocupado imenso com a condição pecaminosa dos humanos, ao ponto de envia-los o Seu único Filho, a fim deste os resgatar das garras do mal que no qual estavam subjugados, numa perspectiva lógica das coisas, poderia ser o ponto de viragem na forma como os homens deveriam encarar os desafios da Sua preciosa Palavra e de relacionar com o Seu Filho amado que Ele deu por nós, JESUS CRISTO. Ao que a Bíblia Sagrada nos tem revelado e perpetuando ao longo dos tempos, até aos nossos dias, o amor de JESUS CRISTO ao mundo, não foi nada correspondido, antes pelo contrário, suscita grandes controvérsias no seio dos homens, que o rejeitaram categoricamente, tanto que o Filho do Homem - a expressão viva deste mesmo incomensurável amor - foi sentenciado injustamente à pena de morte.
A celebração da páscoa deve servir acima de tudo, para auto-avaliarmos a nossa condição espiritual e reconhecer profundamente os nossos sucessivos erros em teimar a não corresponder aquilo que DEUS fez por nós, pecadores. Não receber este maravilhoso amor e dádiva da salvação nas nossas vidas, não só estamos a negligenciar os propósitos de DEUS, bem como condenar a nós próprios para a perdição eterna, uma vez que não acreditamos no nome do único Filho de DEUS.

Em Homenagem a Todas as Mulheres do Mundo

“Mulher exemplar não é fácil de encontrar; ela vale muito mais que as jóias! O seu marido confia inteiramente nela, não lhe faltando com nada. Ela só lhe dá satisfação e nunca desgostos, todos os dias da sua vida. Ela procura lã e linho e trabalha de boa vontade com as suas mãos. Tal como um navio mercante, ela traz as suas provisões de muito longe. Levanta-se antes de romper o dia, prepara de comer para a família e distribui as tarefas pelas suas criadas. Examina um terreno e compra-o e planta uma vinha com o produto do trabalho. Põe-se ao trabalho com toda a energia; os seus braços nunca estão parados. Vigia bem os seus negócios; durante a noite, a sua lâmpada mantém-se acesa. As suas mãos trabalham com a roca de fiar e os seus dedos, com o fuso. Estende a mão segura aos infelizes e é generosa para com os pobres. Não receia a neve para os seus familiares, porque todos eles trazem roupa suficiente. Ela faz as suas próprias mantas e os tecidos de linho e púrpura com que se veste. O seu marido é conhecido e considerado na assembleia, quando toma assento no conselho dos anciãos da terra. Ela faz tecidos de linho fino para vender e fornece cintos aos mercadores. Reveste-se de força e dignidade e sorri a pensar no futuro. Fala sempre com sabedoria e dá conselhos com bondade. Vigia tudo o que se passa na sua casa e não prova o pão da ociosidade. Os seus filhos levantam-se para a felicitar e o seu marido, para a elogiar: «Muitas mulheres foram exemplares, mas tu és a melhor de todas.» Encantos são enganos e beleza é ilusão, mas uma mulher que respeita o SENHOR é digna de elogio. Recompensem-na com o fruto das suas mãos e louvem-na diante da assembleia pelo seu trabalho.” 

(In A Bíblia Sagrada, versão: "A Boa Nova em Português Corrente, Provérbios 31:10-31”).
Nota: A mulher retratada na foto é de nacionalidade ganesa (África), pertencendo  à etnia Fanti. Extraído aqui.

V - Imagem que fala por si


(Pensador, Político e Estadista africano, Francis Nwia Kofie Kwame Nkrumah (1909 – 1972), um dos grandes Pan- Africanistas do nosso continente. Protagosnista na Fundação da Organização da Unidade Africana (OUA), conhecida hoje como a Unidade Africa (UA)).

Para a Recordação do Amigo Demócrito

"A amizade de um único ser humano inteligente é melhor do que a amizade de todos os insensatos." (Filósofo da Grécia Antiga Demócrito).


Pátria
A Pátria não é apenas
Um corpo de bailador.
Não são duas mãos morenas
Nem mesmo um beijo de amor
Mais do que os livros que lemos,
Mais que os amigos que temos,
Mais até que a mocidade,
A Pátria, realidade,
Vive em nós, porque vivemos.

(do Poeta/Professor/Folclorista Pedro Homem de Mello, in "Eu Hei-de Voltar um Dia").

O Demócrito já voltou, pelo que só tenho que deseja-lo muitas bênçãos e felicidades na sua  terra, Angola. Amigo, que o nosso Eterno DEUS imensamente te abençõe e te protege na Sua Graça e Paz, acima de tudo que sejas um homem muito bem sucedido em tudo quanto fazes para glória e louvor do Seu Grande Nome.

"O Senhor te abençoe e te guarde; o Senhor faça resplandecer o seu rosto sobre ti, e tenha misericórdia de ti; o Senhor levante sobre ti o seu rosto, e te dê a paz." (A Bíblia Sagrada, livro de Números 6:24-26). 

(Demócrito é amigo e irmão em Cristo. Estudou o curso de Técnico de Manutenção de Material Aério na Académia da Força Aéria em Sintra/Portugal após 4 anos de intensos estudos. Regressou ontem para Angola onde deseja cumprir o sonho. Observação: A foto foi tirada na sua página de perfil no facebook).

"O carácter de um homem faz o seu destino." (Filósofo Demócrito).

Tomada de Posses, Conferência, 23 de Janeiro e As Presidênciais

23 DE JANEIRO. Data dos Heróis Nacionais guineenses que assinala o início da luta armada em 1963, liderado por Engenheiro Amílcar Lopes Cabral, que culminou com a proclamação da independência nacional em Medina de Boé, no dia 24 de Setembro de 1973. Uma data importante para o nosso país, não obstante as incertezas e obscuridade que ainda estamos rodeados. Recomendamos a leitura de uma breve reflexão que fizemos há 4 anos atrás por ocasião da referida data, aqui.
TOMADA DE POSSES.
No dia 15 do corrente mês na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, tomou posse a nova direcção de AEGBL juntamente com seus respectivos órgãos para efectivação das funções que lhe foram confiadas pelos estudantes Guineenses. Uma cerimónia simples revestido com “enorme” solenidade do começo ao fim. E nós, na qualidade do Vice-presidente, prestamos igualmente o juramento, tal como outros elementos da Direcção, do Conselho Fiscal e Assembleia. E no dia seguinte, na nossa Igreja, a Igreja Evangélica Baptista da Amadora, também tomamos posse como professor da Escola Bíblica Dominical (EBD) da classe de jovens.
Já lá vão 4 anos que estamos a servir na igreja como Professor da Escola Bíblica Dominical trabalhando na classe de jovens.
PRIMEIRAS ACTIVIDADES DA AEGBL. Depois da investidura dos órgãos da direcção, resolvemos organizar de imediato o primeiro evento no dia 20 de Janeiro que marca 38 anos do desaparecimento físico do fundador e pai da nacionalidade guineense e cabo-verdiana, Engenheiro Amílcar Lopes Cabral em parceria com o Núcleo de Estudantes Africanos da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa (NEAFDL) e Associação de Jovens para Acção e Cidadania pela Guiné-Bissau (AJAC) e com apoio da Embaixada da Guiné-Bissau em Portugal para homenagear Amílcar Cabral e os Heróis Nacionais da Luta pela Libertação da Guiné e Cabo-verde. O evento decorreu no anfiteatro 08 da minha Faculdade, e contou com a participação de 5 grandes conferencistas de peso: O Secretário Executivo da CPLP, o guineense e Engenheiro Domingos Simões Pereira (veja aqui o seu discurso), Cabo-verdiano, Jurista e Analista Político José Luís Hopfer de Almada, guineense, Professor de História e Investigador na Universidade de Coimbra, Professor Doutor Julião Sousa, Cabo-verdiano, Sociólogo Rony Roreira e por fim, o português António Duarte da Silva, tendo como moderador o guineense/Consultor Internacional em Comunicação e Jornalismo António Lopes Soares (“Tony Tcheka”) contando ainda com a presença do Senhor Embaixador da Guiné-Bissau em Portugal, o Doutor Fali Embaló acompanhado com os respectivos corpos diplomáticos da Embaixada. Ao contrário, daquilo que havíamos anunciado aqui, acabámos por não puder contar com a presença dos Professores catedráticos Jorge Miranda e Marcelo Rebelo de Sousa devido as vicissitudes supervinientes. Este último Professor, fez ainda questão de marcar a presença por breves instantes na cerimónia.
CONFERÊNCIA. Depois da convergência total no pensamento e elogios vindos dos cincos conferencistas sobre a vida e obra de Amílcar Cabral e o legado que ele deixou à Humanidade, particularmente ao povo guineense e Cabo-verdiano, no que toca à dignidade da pessoa humana e a unidade idealizada entre os dois povos, a Guiné-Bissau e Cabo-verde, seguiu-se o momento do debate. Na nossa intervenção, questionamos a mesa até que ponto podemos considerar consistente o pensamento de Amílcar Cabral, uma vez que aquilo que ele havia idealizado para os dois povos, acabou por ser posto em causa por ambos países. A começar pela “desvinculação” de Cabo-verde do PAIGC para o partido PAICV aquando da revolução armada de 14 de Novembro de 1980 liderado por então General João Bernardo Vieira (Nino), conhecido como “O Movimento Reajustador” pondo o termo o regime ditatorial de Luís Cabral, não obstante posteriores incongruências praticado por ele. Lembramos ainda, das constantes instabilidades políticas que a Guiné-Bissau tem experimentado nos últimos anos, que demonstra claramente o desvio e desrespeito total pelo ideal traçado por Amílcar Cabral. E perante o exposto, interrogamos os conferencistas perante estes factos e qual é a leitura que fazem de tudo isso. No nosso entendimento, julgamos que a resposta é claramente negativa por razões supra-mencionados, obviamente, sem prejuízo do contributo nobre que ele (Amílcar Cabral) deu para todos nós e valores elevados do seu pensamento. Tal como o próprio dizia: “sou um simples africano que quis saldar a sua dívida com o seu povo”, e conseguiu fazê-lo pagando com a sua própria vida. Terminando a nossa pergunta, infelizmente, não houve resposta convincente que estavamos a espera vindo por parte do moderador "TonyTcheca". A conferência foi encerrado com o discurso do Senhor Embaixador Fali Embaló.
PRÓS E CONTRAS NA UNIVERSIDADE LUSÓFONA DE LISBOA. Prosseguindo com as actividades no dia seguinte de homenagem a Amílcar Cabral e os Heróis Nacionais da Libertação da Guiné e Cabo-verde, organizamos um debate prós e contras, na qual fui um dos protagonistas nos 4 elementos que constituem a mesa, dois guineenses e igualmente dois cabo-verdianos sob tema: "Influência do Pensamento de Amílcar Cabral na União dos Povos da Guiné e Cabo-verde no tempo da Luta Armada”. Na abordagem que fizemos perante dezenas de jovens/intelectuais guineenses e cabo-verdianos, destacamos a excelente capacidade de liderança e mobilização que Amílcar Cabral detinha perante os seus, sobretudo, a forma eficiente como a sua mensagem conseguiu chegar aos guineenses e cabo-verdianos, despertando-os para a unidade e causa da independência nacional. E por fim, acusamos os cabo-verdianos de serem responsável número um na ruptura da unidade dos dois países/povos pré-estabelecido por Amílcar Cabral. O debate foi bastante intenso com total dissenso, ou seja, cada um a procurar chamar a razão e verdade para o seu lado.
AS PRESIDÊNCIAIS. Com a vitória do Professor Cavaco Silva como é que será o cenário político, económico e sobretudo da dívida externa portuguesa nos próximos tempos? Veremos como é que serão as coisas. A meu ver, não será nada fácil para o governo socialista.
ESCLARECIMENTO SOBRE DILMA ROUSSEFF. O facto de destacamos a eleição/tomada de posse e algumas qualidades do recém presidente do Brasil, tal como outrora fizemos com o eleito Presidente dos EUA Barak Obama e alguns comentários orais que proferimos nas nossas conversas informais com os amigos sobre a sua pessoa e o ideal que pretende para o povo americano, mereceu erradamente o reparo e crítica por parte do nosso amigo David Cameira, isso não deve ser entendido como a nossa admiração ou adesão à sua ideologia política. Constatamos que alguns leitores do nosso blog, interpretaram mal o nosso pensamento. Tal como escrevemos a tempos atrás aqui, no qual mantivemos na íntegra, não temos a “ideologia política” na perspectiva como é concebido e encarado na nossa sociedade. A nossa ideologia política é a Doutrina Social da Igreja regido única e exclusivamente pelos preceitos bíblicos.
FC PORTO, BENFICA E SPORTING. Se o F C do Porto assegurar mais 4 vitórias consecutivas nos próximos jogos, será com certeza o justo campeão nacional. O Benfica terá poucas possibilidades de inverter a situação nestes cenários. Pelo que, os próximos jogos serão decisivos para apurar se realmente o FC Porto conseguirá manter a consistência que tem demonstrado ao público português. O Sporting cada vez mais a perder o ritmo. Parece quem vive de “estado de necessidade”.

O Dia do meu Aniversário

“Cada um tem a idade do seu coração, da sua experiência, da sua fé”. (Escritora Francesa George Sand).


Logo nos primeiros minutos do dia 03 de Janeiro, fui "blindado" com felicitações por parte dos meus amigos que estavam a espera da mudança do calendário para me darem os parabéns. Foi o que aconteceu com o grande Hugo Silva, que teve que suspender momentaneamente o seu estudo (a preparação para os exames) para vir ter comigo no meu quarto nos últimos cinco minutos antes do dia 03. Imediamente depois da mudança do calendário, foi a primeira pessoa a felicitar-me, desejando muitas felicidades e longa vida no percurso. De seguida, acompanhado do mesmo gesto de amabilidade um outro amigo meu, o grande João Ialá, juntamente com o César surpreenderam-me cantando os parabéns, fazendo votos que eu seja bem sucedido em tudo quanto faço; para não falar das mensagens que me chegavam do telemóvel e do facebook naquelas primeiras horas do meu aniversário.
Depois de uma noite abençoada e muito bem dormida, ainda de manhã, preparei-me e fui à Faculdade trabalhar (podia não trabalhar nesse dia, todavia por decisão própria resolvi não me acomodar). Chegando a Divisão Académica/Secretária da minha Faculdade - sessão onde presto o serviço, fui recebido com felicitações por parte dos colegas pela ocasião da data. Aproveitando-me igualmente, a oportunidade para deseja-los um feliz e bom ano 2011. Chegando a hora do almoço, fui almoçar com uns amigos da Faculdade no Refeitório II. O prato do almoço foi: Arroz de Peixe c/ coentros. Depois do almoço, voltei novamente à Faculdade para continuar a trabalhar. Chegando a minha hora de saída, dirige directamente à biblioteca  da Faculdade para pôr a matéria em dia (tinha o exame marcado dois dias depois, dia 05). Na biblioteca não estava a “absorver” nada bem a matéria, pelo que tive que abandonar o espaço em direcção à biblioteca da Reitoria da Universidade de Lisboa. Ainda a estudar na Reitoria, recebi uma chamada do meu amigo Hugo Silva que resolveu organizar um jantar especial para mim, deste modo comemorar o aniversário. Não estava propriamente interessado com a ideia devido ao exame que tinha nos dias seguintes, e também da minha falta de iniciativa nestas matérias (levamos o conservadorismo em tudo). Em outras palavras, não estava motivado para a festa, no entanto, com a sua persistência (ele é muito teimoso, claro num bom sentido), acabei por aceitar a solicitação.
Lá fomos nós jantar no restaurante "pizza hut" que situa em Picoas, escassos metros da nossa residência no Saldanha juntamente com outros 6 amigos. Era suposto, a ementa ser à descrição, tal como planeamos, pois tendo em conta “a alteração de circunstâncias” esse desejo o acabou por não se concretizar por falha da nossa parte, e isso fez com que, optemos por comprar somente as pizzas e jantar na residência. Cantaram-me os parabéns para depois jantarmos. No decorrer do jantar, tivemos ainda a oportunidade de trocar muitas impressões sobre os mais diversos assuntos. Foi assim e desta forma, que passei o dia mais importante da minha vida com acréscimo de mais um ano de vida, mantendo a mesma sensação da Poeta francesa Anne (Ninon de) Lenclos, "nunca tive outra idade senão a do coração".   
Em suma, quero agradecer imensamente a DEUS e todos aqueles que alegraram comigo neste dia tão especial, a começar pela minha família, amigos, companheiros, colegas etc. E ainda, das felicitações que recebi ao longo de todo o dia, através das telefonemas feitas, emails, mensagens no telemóvel, facebook, orkut etc. A todos, o meu muito obrigado pelo carinho demonstrado para comigo. Que DEUS grandemente vos abençoe!


“Quantos anos tenho?... É evidente que um homem, na minha idade, não pode ter mais do que isso”. (Comediógrafo Italiano Ettore Petrolini em "Modestia a Parte").

Associação (AEGL), Eleição e Prescrição


ASSOCIAÇÃO. Aceitei o convite para integrar a lista V como o candidato a vice-presidente da direcção nas eleições aos órgãos da Associação de Estudantes Guineenses em Lisboa (AEGL). Há duas semanas atrás, tivemos a oportunidade de apresentar a nossa lista nas instalações da Faculdade de Direito da Universidade Lisboa. Na minha intervenção, realcei a importância do associativismo no despertar da consciência para as causas políticas e sociais, recordando o exemplo deixado pelos pan-africanistas que reivindicaram ideais nobres para África. Muitos deles foram barbaramente martirizados pelos colonialistas europeus, mesmo assim, conseguiram fazer valer as suas reivindicações. Lembrando ainda, da frágil situação sociopolítica que a Guiné-Bissau enfrenta, apelando os presentes à mobilização e o espírito de unidade para este tão grande desafio que nos espera, demonstrando que somos a razão e esperança daquilo.
ELEIÇÃO. A eleição para os órgãos da Associação de Estudantes Guineenses em Lisboa (AEGL) decorreu no sábado passado na minha faculdade. A nossa lista (lista V), que é também a única lista a concorrer foi o vencedor do escrutínio. Agora é pôr mão a obra.
PRESCRIÇÃO. Dou por prescrito todos os assuntos que aqui no blog havia prometido abordar com os leitores, posteriormente, na medida que já não são actuais nem tão-pouco relevantes neste preciso momento. As minhas sinceras desculpas por esse "incumprimento". No entanto, assim que voltar a entender, que eles são pertinentes abordar, com muito bom gosto, desenvolvê-los-ei aqui convosco.

IV - Imagem que fala por si



(Engenheiro Amílcar Lopes Cabral (1924-1973), mentor na fundação do PAIGC (Partido Africano Independente da Guiné e Cabo-verde e o MPLA em Angola juntamente com o Dr. Agostinho Neto. Pai da Nacionalidade Guineense e Cabo-verdiana. Um dos melhores Pan Africanistas africanos. Em 20 de Janeiro de 1973, Amílcar Cabral é assassinado em Conacri, por membros de seu próprio partido).

Mininus di Nha Terra, Guiné-Bissau

"As crianças são as flores da nossa luta e a razão do nosso combate." (Engenheiro Amílcar Lopes Cabral).





(As fotos foram extraídas: aqui. O Título do artigo está escrito em criolo, traduzido em português, significa: "As crianças do meu país, Guiné-Bissau").

Djintis di nha Terra





(O Título do post está escrito em criolo, que signica: "Pessoas do meu país". As fotos foram tiradas: aqui).

Viva a independência!

Hoje assinala-se em todo o território da Guiné-Bissau, o dia da independência nacional. Marca assim um ciclo na reviravolta do cenário político guineense. Depois de longas lutas, contra o regime colonial e da escravatura do império português, que negavam os nacionais o direito da cidadania. Os impedimentos e sérias de outros obstaculos, que cada vez mais, complicavam a vida dos nacionais, fizeram com que os compatriotas guineenses pegarem nas armas para lutar pela independência nacional. Batalha que deu início em 23 de Janeiro de 1963, numa ofensiva militar contra às colunas portuguesas no sul do país, sob comando do quartel de Titi. Com objectivo erradicar toda a dominação e exploração colonial, e o regime ditatorial do estado novo.
Luta armada, que levou 11 anos, que só veio a culminar com a proclamação da Independência em Medina de Boé, no dia como hoje, 24 de Setembro de 1974 pelo general João Bernardo Vieira, actual presidente da República. Viva a liberdade!


Esta é a Nossa Pátria Bem Amada - Hino nacional da Guiné-Bissau.

Sol, suor e o verde e mar,
Séculos de dor e
esperança!
Esta é a terra dos nossos avós!
Fruto das nossas mãos,
Da flôr do nosso sangue:
Esta é a nossa pátria amada


Refrão
Viva a pátria gloriosa!
Floriu nos céus a bandeira da luta.
Avante, contra o jugo estrangeiro!
Nós vamos construir
Na pátria imortal
A
paz e o progresso!
(repete as três linhas anteriores)
Paz e o progresso!


Ramos do mesmo tronco,
Olhos na mesma luz:
Esta é a força da nossa união!
Cantem o mar e a terra
A
madrugada e o sol
Que a nossa luta fecundou,