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A Igreja do Senhor Jesus Cristo no Mundo de Hoje

Estou, desde segunda-feira, a convite da Primeira Igreja Evangélica Guineense em Portugal – Queluz, a ministrar, por via online, a Escola Bíblica de Férias (EBF), diariamente, a partir das 21h00 e até às 22h00, seguindo-se um período destinado às perguntas e respostas. O tema que estamos a estudar é “A Igreja do Senhor Jesus Cristo no Mundo de Hoje”, tendo como texto-base o Evangelho segundo João 17:1-26. 

Esta parcela da Escola Bíblica de Férias tem a duração de uma semana, terminando no próximo domingo, dia em que estarei igualmente presente para pregar, presencialmente, no culto dominical da referida Igreja-irmã. 

Temos empreendido um estudo minucioso sobre a problemática teológica da salvação, a segurança da salvação dos filhos de Deus, a Igreja e o seu papel no mundo, bem como a santidade e a unidade da Igreja, seladas pelo poder do Espírito Santo e constituídas em armaduras poderosíssimas para enfrentar e derrotar o mal neste mundo hostil, onde reina o pecado, consubstanciado na incredulidade, na injustiça, na violência, na imoralidade, na maldade e na malignidade, entre outras manifestações diabólicas. 

A Igreja do Senhor Jesus Cristo é chamada a viver neste mundo hostil e perigoso, dando um vigoroso testemunho da fé e proclamando o Evangelho da graça e da salvação, sem jamais comprometer os seus sublimes princípios e valores divinos. 

No entanto, sabemos que a Igreja tem enfrentado grandes desafios nos dias de hoje que, de alguma forma, acabam por dificultar imenso a sua vigorosa afirmação missionária, tendo em conta a considerável influência do mundanismo no seu seio. Desde logo, deparamo-nos com a descaracterização de uma parte da sua liderança, cujos membros se encontram mais comprometidos com as coisas deste mundo do que propriamente com o serviço fiel à Igreja do Senhor Jesus Cristo; com as heresias destruidoras de vidas humanas; com o evangelho da prosperidade; com a corrupção sexual, moral e financeira que a constrange; com o sincretismo religioso, que se traduz em práticas de ocultismo, feitiçaria e pactos satânicos; com a falta de compromisso com a Evangelização e as Missões; com o alheamento de uma vida devotada e santificada; com o sectarismo e a desunião; e, por fim, com o apedeutismo e o relativismo bíblicos, entre tantos outros males. 

São, a nosso ver, alguns dos grandes desafios pós-modernos que se colocam à Igreja do Senhor Jesus Cristo. Para nossa grande tristeza, ela tornou-se, em determinados contextos, uma espécie de mercantilismo de ilusões, onde os valores materialistas e o evangelho da prosperidade são enfatizados e explorados até à exaustão, em detrimento da genuína conversão, da santidade e de uma vida Cristã verdadeiramente comprometida com os impolutos Princípios do Evangelho. 

São precisamente estes grandes desafios eclesiásticos que continuaremos a explorar nesta Escola Bíblica de Férias, à luz da Oração Sacerdotal do Senhor Jesus Cristo, procurando ensinar, despertar, exortar, aconselhar, mobilizar e convocar, com a ajuda e sob o poder do Espírito Santo, a Igreja para o cumprimento fiel da sua sagrada vocação e Missão no mundo de hoje. Que assim seja. 

A Apresentação das Novas Contas Nacionais da Guiné-Bissau Pelo Dr. Roberto Vieira



Eu vim de uma família que valoriza imenso os estudos (LER). A escola e os estudos são tudo para nós, pois fazem parte do cardápio indispensável da minha família. Não hesitamos no que toca aos estudos. O dinheiro pode faltar para as outras coisas ou mordomias, excepto no que toca aos estudos. Tanto que, por esta razão, tendo em conta o défice acentuado que caracteriza as escolas públicas da Guiné-Bissau, a minha família desdobra-se para garantir-nos explicações especiais para colmatar eventuais lacunas que poderão surgir na nossa absorção da matéria e, deste modo, possibilitar-nos uma formação sólida e consistente. E este investimento, graças a DEUS, resultou. Resultou porque temos homens e mulheres altamente qualificados nos mais variados domínios do saber. Homens e mulheres que estudaram e conseguiram assimilar realmente aquilo que para o qual estudaram; que não se limitaram apenas formalmente a ter um mero canudo sem ter o domínio efectivo da formação, mas que tiverem diplomas e concomitantemente têm o domínio profissional nas suas respectivas áreas. 

A minha família é bastante grande (LER). É grande em todos os domínios. Somos pessoas pobres e ao mesmo tempo ricas na espiritualidade, no humanismo, na verticalidade, na intelectualidade e na boa educação. Por isso, sem qualquer tipo de exagero ou presunção, não me canso de afirmar publicamente que tenho todas as referências, modelos e exemplos na minha família de que preciso para ser um homem bem-sucedido na sociedade. Entre as pessoas que mais admiro na Guiné-Bissau parte significativa delas está na minha família. 

Todo este intróito vem a propósito da apresentação na semana passada das Novas Contas Nacionais da Guiné-Bissau (ALI) e (AQUI). Um trabalho que contou com o apoio de vários organismos nacionais e internacionais, liderado pelo meu irmão Roberto Vieira. O meu irmão, desde há uns tempos para cá, sem qualquer tipo de exagero da minha parte, é uma das maiores autoridades no país no que toca à Economia, Estatísticas e Contas Nacionais na Guiné-Bissau. Sempre teve um percurso académico e profissional brilhante, coroado de vários sucessos (LER). E este importante trabalho que foi apresentado com bastante sucesso ao poder político e ao país em geral vem apenas confirmar a inquestionável competência técnico-profissional do meu irmão. Por isso, mais uma vez, estimado irmão Roberto Vieira, muitos parabéns pela proeza profissional. Que DEUS te abençoe e te guarde sempre no teu percurso de vida. Que assim seja. 

A Importância da Educação Cristã nos Ministérios da Igreja


É um facto universalmente assente entre os crentes e manifestamente incontestável, que a Educação Cristã é uma das mais importantes e poderosíssimas áreas eclesiásticas. Todos os ministérios da Igreja dependem e convergem nela. Não se pode falar isoladamente de Adoração, Evangelização-Missões, Mordomia e Acção Social, sem previamente correlacioná-los com a Educação Cristã e vice-versa. São ministérios completamente intrínsecos e indissociáveis da Educação Cristã. Tanto que, por esta razão, ela tem merecido uma atenção especial por parte de todas as denominações Evangélico-protestantes ao longo dos séculos, visando levar os fiéis a perseverarem inabalavelmente “na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações” (Actos 2:42). Por outras palavras, estarem acima de tudo “edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, sendo o próprio Cristo Jesus a principal pedra angular desse alicerce” (Efésios 2:20). Só assim, incorporando integralmente estas inequívocas verdades soteriológicas, poderemos reverenciar Cristo como único Senhor nos nossos corações e responder eficientemente com mansidão e temor a todo aquele que nos pedir a razão da esperança que há em nós, e, consequentemente, cumprir cabalmente o mandato da “Grande Comissão” (1 Pedro 3:15; Mateus 28:18-20). A Educação Cristã está associada à Doutrina do Evangelho e esta, por sua vez, instruí e molda o carácter do crente para a prática de toda a boa obra (2 Timóteo 3:17)

É verdade que este postulado teológico tem merecido um amplo apoio no seio do Cristianismo, insistimos, tendo os círculos mais tradicionais do protestantismo como herdeiros e vanguardistas. É verdade que há, neste meio Evangélico-conservador, um investimento acentuado e irrepreensível nos Pastores, Oficiais da Igreja, Professores da Escola Bíblica Dominical e nos membros em geral, através de reputadas Escolas de Profetas, riquíssimas ofertas da literatura Cristã, pregações de excelência e ensino doutrinário consistente. É verdade também que são os meios onde os crentes estão mais bem preparados para lidar positivamente com os desafios do “presente século mau”, dispondo de melhores biblistas, exegetas e teólogos, representando na sua generalidade a nata teológica do Cristianismo. Têm, por esta razão, mais ferramentas bíblicas comparativamente com as outras denominações. Da mesma sorte, são menos propensos aos riscos de apedeutismo dogmático, heresias doutrinárias, apostasia religiosa e escândalos espirituais, tal como comummente se verifica de forma reiterada nos círculos carismático-pentecostais e neo-pentecostais. Mesmo assim, apesar de todos estes salutares benefícios espirituais que encarnam desde a Reforma Protestante, não lhes tornam incólumes a uma série de evitáveis superficialidades e carnalidades que pateteiam. Tinham, em termos objectivos, tudo para catapultar um boom sem precedentes, a nível da unidade, coesão e avanço missionário. Acontece que, por razões cognoscíveis, infelizmente, não é isso que tem vindo a acontecer. 

É, por curioso que pareça, nos meios Evangélico-tradicionais onde se verifica uma maior estagnação a nível de crescimento dos novos convertidos, pondo em causa o impreterível “rejuvenescimento” da Igreja, com todos os agravantes que isto representa no equilíbrio evangelístico. É também neste meio que há mais indolência espiritual, descomprometimento com a causa do Evangelho e menos fervor missionário. Há um alheamento galopante dos crentes com a espiritualidade e tudo o que toca à santidade da vida Cristã. Uma alienação, de forma subsumida, com a obra de DEUS, dando mais primazia às coisas deste corruptível mundo, vivendo uma vida azáfama, saturada e depauperada. Uma postura que entra flagrantemente em contradição com o ideal da vida Cristã e o gozo da salvação. 

Perante todas estas manifestas incongruências espirituais, podemos questionar: será que os evangélicos tradicionais são realmente guardiões da sã Doutrina, tal como fazem questão de se auto-proclamar? Em caso afirmativo, porque que denotam mais alienação com as coisas sagradas? Podemos separar a Doutrina com o decoro Cristão? Até que ponto a maturidade Cristã pode reflectir a nossa absorção doutrinária? É possível conhecer autenticamente as Escrituras Sagradas e mesmo assim negligenciar deliberadamente as suas impolutas prescrições? Ou, inversamente, esta conduta consubstancia meramente falta do conhecimento delas? Pode haver incongruência entre o conhecimento doutrinário com a vivência prática do Cristianismo? São pertinentes questões que nos poderão ajudar a compreender melhor o deliberado desfasamento, esvaziamento, desacerto, desconexão e ignorância espiritual por parte daqueles que julgam ser detentores das verdades salvíficas e, mesmo assim, ostenta(re)m uma postura de vida manifestamente contraditória com elas. 

Da nossa parte, julgamos convictamente que a sã Doutrina é a única ferramenta que nos habilita a ter uma vida espiritual regrada, sacrossanta, bem-sucedida e feliz. É a Doutrina, tal como formalizava inspiradamente o Reformador Protestante Menno Simons, que revela o carácter do Homem. Por isso, não temos motivos para concluir que uma pessoa pode conhecer a Doutrina da salvação e mesmo assim ter uma conduta não conducente com ela. Uma coisa é o conhecimento teórico, que não tem qualquer tipo de expressividade na vida da pessoa, limitando-se apenas a saciar o seu ego intelectual. Outra coisa, e bem diferente, é o conhecimento com repercussões práticas. Aquele não tem qualquer tipo de valor espiritual, razão pela qual as pessoas que ficam somente nesse domínio redutor são consideradas “insensatas”. Ao passo que este, o conhecimento prático, é o conhecimento que conduz à vida eterna, uma vez que todo aquele que ouve as palavras do Senhor Jesus e as pratica será comparado a um homem sábio, que construiu a sua casa sobre a rocha da salvação (Mateus 7:24). A Doutrina, sem obras dignas do arrependimento, é morta. Não tem qualquer  beneficio espiritual.   

A sã Doutrina, por conseguinte, é a única ferramenta indispensável e exequível que a Igreja Vitoriosa dispõe ao seu alcance para dinamizar a sua acção missionária para com o mundo perdido, habilitando-a incansavelmente no poderoso testemunho da fé e na proclamação do Evangelho. E este pressuposto só se alcança mediante o ensino aprofundado da Palavra de DEUS (Educação Cristã, bem entendido). Por isso, todo o triunfo espiritual passa indubitavelmente em conferir importância cimeira à Educação no seio das Igrejas, bem como em todos os ministérios que lhes são subjacentes, para um maior e melhor sucesso religioso-espiritual. Que assim seja.