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Um Dia, Uma Aniversariante

Hoje, a minha cunhada Marta Gomes Vieira celebra mais um aniversário, com alegria e gratidão. Sim, a Marta completa mais uma primavera na sua vida, graças a DEUS. 

Ao longo destes anos, a vida da minha cunhada tem sido marcada por inúmeros desafios e lutas, por sonhos e realizações, por milagres e conquistas — sobretudo, por grandes vitórias em Cristo Jesus. Vitórias que só são possíveis porque o nosso Bom e Todo-Poderoso DEUS esteve sempre com ela em todo o seu percurso de vida, juntamente com toda a nossa família, até à data presente, com a fé de que assim continuará por toda a eternidade. 

Espero, do fundo do meu coração, que a graça, o amor, o perdão e a bondade do nosso Eterno DEUS continuem a estar com a minha cunhada Marta para sempre, guardando-a, protegendo-a e livrando-a de todo o perigo e maldade do mundo. Que, conforme a promessa bíblica do Salmo 23, possa habitar na Casa do SENHOR por toda a eternidade (Sl 23:1-6). Que assim seja. 

Muitos parabéns e feliz aniversário, estimada cunhada Marta Gomes Vieira. Todas as felicidades do tempo e da eternidade. 

Um Dia, Um Aniversariante

Hoje é um dia de comemoração na minha família. Dia de festa e de gratidão a DEUS pelo dom da vida. Dia de aniversário e de um aniversariante muito especial. O meu querido irmão mais velho, Evaristo Vieira, faz anos hoje. Completa mais uma primavera na vida, graças a DEUS (LER)

Faço votos aqui publicamente, estimado irmão Evaristo Vieira, que esta data possa repetir-se inúmeras vezes na tua vida, juntamente com toda a nossa família que tanto te ama e vice-versa. Que sejas sempre feliz e bem-sucedido na tua vida familiar, ministério eclesiástico, jornada profissional e em todo o teu percurso de vida. Que, tal como a promessa do Salmo 23-1-6, o amor, a bondade, a protecção, a misericórdia e o perdão do nosso Todo-Poderoso DEUS, seguir-te-ão todos os dias da tua vida até à eternidade. 

Muitos parabéns e feliz aniversário. Todas as felicidades do tempo e da eternidade.     

A Prematura Morte do Meu Querido Tio Duarte Vieira

Nos últimos tempos, mais precisamente de há sete meses para cá, a minha família tem sido fustigada penosamente com situações dramáticas de perdas, sobretudo de pessoas cruciais e determinantes que, até então, eram baluartes da nossa família. Ainda recentemente, no mês de Julho do ano passado, perdemos o nosso querido tio Domingos Vieira – que era chefe da nossa família. Estamos, por enquanto, num processo de luto, a digerir esta importante e irremediável perda (LER). E novamente fomos surpreendidos no dia 25 de Janeiro com a morte prematura do nosso estimado tio Duarte Vieira, que carinhosamente era apelidado pelos familiares e amigos de “Duvi”. 

Em poucos meses, contra todas as previsões e expectativas, perdemos duas pessoas relevantes e imprescindíveis no seio da nossa família: o tio Domingos Vieira e agora o tio Duarte Vieira. Ambos eram os únicos patriarcas que nos restavam ainda na família, sendo irmãos mais novos do meu falecido pai Jorge Vieira. Infelizmente, com a morte dos dois, deixámos definitivamente de ter patriarcas na família, visto que da parte da minha saudosa e falecida mãe, Andjepo Có, já não tínhamos nenhum tio nem tia de vida. Todos, sem excepção, morreram. 

Da mesma sorte, por parte do meu pai Jorge Vieira, dos seis irmãos que tinha, isto é, quatro homens e duas mulheres, morrerem todos, restando apenas a nossa tia Fina Indi (LER). Os mesmos destinos funestos tiveram todos os meus avós – tanto do lado paterno como do lado materno. Por outras palavras, estamos órfãos no mundo e a orfandade tem sido o grande flagelo do nosso desassossego ao longo dos anos. 

A precoce e repentina morte do nosso tio Duarte Vieira (“Duvi”) só veio agravar, ainda mais, de forma drástica e considerável, a nossa condição de orfandade, retirando-nos a fortiori a figura do patriarca na família. Ou seja, por outras palavras, já não temos praticamente “garandis” e “firkidjas” na família – com todas as implicações que tais importantes ausências comportam do ponto de vista humano-social no seio da nossa família. Morreram todos, restando apenas a tia Fina Indi, para grande tristeza nossa. 

O tio Duarte Vieira era o filho caçula (“codé”) dos meus avós paternos. Foi sempre um homem responsável e de família. Desde muito cedo, assumiu proeminentes responsabilidades, principalmente com a morte do meu pai Jorge Vieira e da minha mãe Andjepo Có. Eu, inclusive, depois da morte da minha mãe Andjepo Có, em 1992, fiquei sob os seus cuidados no que toca ao meu sustento, juntamente com o meu irmão mais velho Ginésio Diabelito Vieira (“Ngunga”), durante alguns anos. 

Por isso, estou-lhe eternamente grato pela enorme bênção e cuidado que tem sido na minha vida e dos meus irmãos em geral. O tio Duarte Vieira serviu sempre a nossa família até ao fim da sua momentânea vida, seguindo neste aspecto o exemplo do meu pai Jorge Vieira e dos seus respectivos irmãos e irmãs. Aliás, a coexistência, a coesão, a unidade, a solidariedade e o espírito de entreajuda são os nobres princípios e valores sedimentados no seio da nossa família, fruto da orientação visionária do meu pai Jorge Vieira, que era o mais velho dos irmãos. 

Tanto que, por esta razão, esta unidade e vínculo umbilical teve reflexos bastantes positivos em toda a nossa família, fazendo com que nos relacionássemos todos como irmãos e família. Crescemos todos juntos e recebemos praticamente a mesma educação, uma vez que a nossa casa, as casas dos meus tios e da tia Fina Indi estão localizadas e delimitadas na mesma zona e circunscrição territorial em Bissau, concretamente em Bandim. Somos realmente uma família unida, forte e grande, graças a DEUS (LER)

Por força do destino, o nosso querido tio Duarte Vieira faleceu no passado dia 25 de Janeiro no Ceará, capital da Fortaleza, Brasil, vítima de doença prolongada. Estava neste país lusófono há cinco meses a fazer o tratamento médico, sob os cuidados do seu filho primogénito Crucires Duarte Vieira, depois de ter deixado a sua terra natal, Bissau, no dia16 de Agosto do ano passado. Não conseguiu resistir e sucumbiu à brutalidade da doença. Tinha 63 anos de idade. Era casado e pai de seis filhos, nomeadamente Astrides Vieira da Costa, Crucires Vieira, Heine Vieira, Euler Vieira, Tales Vieira, Elen, e avô de quatro netos. 

O nosso tio Duarte Vieira formou-se na área da Matemática pela Escola Normal Superior “Chico Té” e, posteriormente, também em Gestão Empresarial na Universidade Católica de Bissau, dando aulas na disciplina da Matemática e Estatística – primeiramente no liceu e depois como docente universitário na Universidade Colinas de Boé, em Bissau. Serviu como funcionário público em Bissau por aproximadamente quatro décadas, lecionando sempre Matemática em várias escolas e também na universidade mencionada, formando milhares de homens e mulheres ao longo de todo o seu percurso de vida. 

O corpo do nosso querido tio Duarte Vieira foi transladado para Bissau e foi sepultado esta tarde no cemitério de Antula, em Bissau, seguindo assim o mesmo destino dos seus antepassados, mais concretamente dos meus avós paternos e do meu pai Jorge Vieira, bem como todos os seus respectivos irmãos e irmãs já falecidos. Até sempre, querido tio Duarte Vieira (“Duvi”). 

Um Dia, Uma Aniversariante


Hoje é um dia bastante especial para a minha queridíssima irmã Alexandra Vieira, conhecida também por “Atembro” (eu chamo-lhe carinhosamente de “Alexandrosa” ou “Até”, dependendo do meu estado do humor 😀😀). Ela faz anos hoje. É o dia do aniversário dela. Celebra mais uma primavera na sua vida, graças a DEUS. 

A minha querida irmã Alexandra Vieira sempre me protegeu e cuidou de mim de forma incondicional, não obstante a nossa pouca diferença de idade. Quando eu era mais novo e completamente dependente, por incontáveis vezes ao longo dos anos, deu-me o banho, cuidou das minhas roupas, cozinhou para mim e levou-me à igreja, etc. Sempre me tratou genuinamente com o amor e carinho. Não duvido da sinceridade do seu amor para comigo. Guardo, no meu coração, de forma grata e penhorada, todo o bem que a minha estimada irmã tem feito por mim, sobretudo o que ela representa particularmente na minha vida e na nossa família em geral. 

Por isso, neste dia tão especial, querida irmã “Alexandrosa”, renovo os votos de maiores bênçãos terreno-espirituais sobre a tua vida. Que o nosso Bom e Todo-Poderoso DEUS continue a proteger-te e orientar-te em todos os teus legítimos desafios da vida, juntamente com toda a nossa família. Que sejas sempre bem-sucedida, realizada e feliz no teu percurso de vida. 

Muitos parabéns e feliz aniversário, querida irmã. Todas as felicidades do tempo e eternidade. 

A Mesma Saudade de Sempre, Querida Mãe!

Faz hoje 32 anos que a minha queridíssima mãe Anjeipo Có morreu. Foi precisamente no dia como o de hoje que ela morreu. Morreu repentina e prematuramente para surpresa de todos nós – os seus filhos, familiares e amigos. Morreu deste mundo da mentira para se encontrar com o mundo da eterna verdade. Morreu seguramente contrariada por saber que ia deixar órfãos e desprotegidos os seus sete amados filhos neste mundo discriminatório, hostil e injusto. Morreu sem que a sua previsão clínica apontasse nesse sentido funesto. Foi tudo surpreendente, rápido, inconcebível, pesaroso e completamente trágico. 

A minha querida mãe Anjeipo Có morreu bastante nova. Tinha na altura, aquando da sua morte, apenas 48 anos de idade. Se estivesse ainda viva hoje teria 80 anos de idade. Morreu deixando muitas coisas por viver e por realizar. Não chegou a vislumbrar a emancipação e afirmação dos seus filhos e filhas, que ela tanto se orgulhava. Filhos e filhas estes que, graças a DEUS, se tornaram homens e mulheres responsáveis na sociedade, sendo pais e mães de muitos filhos. Não chegou a conhecer parte significativa dos seus netos e nenhum dos bisnetos. Se ela estivesse ainda viva connosco sentir-se-ia imensamente feliz pela numerosa família que teria. Estaria cercada de muitos mimos, abraços, amor e protecção dos filhos, netos e bisnetos. Ela recebia estas manifestações de amor e, simultaneamente, sem dúvida, devolvia-as com maiores proporções como costumava sempre fazer quando estava ainda viva connosco. Infelizmente, por força do destino, a minha mãe partiu precedentemente sem poder presenciar tudo isto. 

A minha querida mãe Anjeipo Có não teve uma vida fácil. Viveu sempre de grandes contradições e contrariedades até ao fim da sua curta vida. Atravessou, ao longo de toda a sua vida, batalhas espantosas sem vergar-se perante elas. As coisas agravaram-se ainda mais para ela com a morte do meu pai, Jorge Vieira, em 1987, ficando ela sozinha como responsável pela nossa educação e formação. Não foi nada fácil para ela, enquanto viúva, arcar sozinha com tamanha responsabilidade de cuidar de todos nós. Mesmo assim, procurou na medida do possível dar prosseguimento ao legado nobre do meu pai. Ela foi determinada neste simultâneo papel de mãe e pai para connosco até a morte. Foi solitária e viveu solitariamente os seus dilemas e grandes desafios da vida, sem poder partilhá-los com os outros, até ao fim dos seus dias. E assim foi, infelizmente. 

No dia 01 de Novembro de 1992, contra todas as evidencias e prognósticos, a minha querida mãe Anjeipo Có morreu. A partir dessa funesta data, eu e os meus irmãos, ficámos definitivamente órfãos, pobres, desventurados e desamparados no mundo. Perdemos, com o desaparecimento físico dela, o núcleo fundamental e suporte insubstituível e irreparável da nossa família. Nada nesta transitória vida poderá preencher o incomensurável vazio e a falta que ela vai sempre fazendo durante todo o nosso percurso terreno neste “vale de lágrimas”. Perdemos tudo e estamos praticamente sozinhos no mundo. 

Não temos, desde muito cedo, a legítima proteção dos nossos progenitores, com as profundas mazelas que tudo isto representa no nosso crescimento e equilíbrio humano-emocional. Tivemos de crescer “fora do tempo”. Ganhar cedo o juízo e a noção de responsabilidade. Aprender, acima de tudo, a conviver com as injustiças, o abuso, a discriminação e toda a sorte de arbitrariedades que somente uma pessoa órfã conhece tão perfeitamente. 

Ter uma mãe viva e presente é das melhores preciosidades que uma pessoa pode ter nesta vida. Tanto que, por esta razão, para vincar esta grande verdade antropológica, diz a sabedoria popular: “quem tem uma mãe tem tudo, quem não tem mãe não tem nada”. E, de facto, eu e os meus irmãos já não temos uma das maiores e melhores preciosidades que um ser humano pode ter nesta vida. Mesmo assim, temos connosco o Todo-Poderoso DEUS que defende a nossa causa, orientando-nos e suprindo todas as nossas necessidades (Dt 10:18; Sl 146:9), bem como a maravilhosa família que ainda nos resta. 

Cientes da nossa limitada condição de orfandade, continuaremos a ornamentarmo-nos com a herança que recebemos dos nossos progenitores. Procurar ser coerentes com a nobre educação que humildemente nos confiaram, isto é, de nunca renegarmos aquilo que é o nosso substrato identitário e afirmarmo-nos na sociedade como homens e mulheres de bem. Só assim poderemos, de forma vigorosa, perpetuar a memória dos nossos queridos pais. 

A minha querida mãe Anjeipo Có morreu precocemente num dia como o de hoje, para tamanha infelicidade de todos nós. Resta-nos agora, como filhos dela, recordá-la com a mesma saudade de sempre: da mulher guerreira que ela foi e representa para a nossa família, bem como transmitir isso aos nossos filhos, netos, bisnetos e por aí fora. 

A mesma saudade de sempre, minha querida eterna mãezinha Anjeipo Có! “O Senhor o deu, e o Senhor o tomou: bendito seja o nome do Senhor” (Jb 1:21). Que assim seja.

Vida e Obra do Meu Querido Tio Domingos Vieira


O meu estimado tio, Domingos Vieira, aquando da sua vinda aqui à Europa passar férias em 2018, nomeadamente em Lisboa e em Hamburgo (LER). A foto foi tirada nesta última cidade alemã. 


Falar do meu querido tio Domingos Vieira tem muito que se lhe diga. Era o irmão mais novo do meu saudoso pai Jorge Vieira numa lista de sete irmãos, nomeadamente três homens e quatro mulheres. O meu pai era o primogénito dos meus avós paternos. A nossa família, desde o começo, sempre foi bastante unida e mantém-se intactamente assim até à data presente, não obstante pontuais tensões e querelas que normalmente vão surgindo, como é comumente natural no seio de qualquer família, sobretudo em famílias numerosas como a minha. Esta unidade familiar e coesão deve-se, acima de tudo, à determinação e sentido de responsabilidade do meu pai e, posteriormente, do meu tio Domingos Vieira e os seus irmãos. Tanto que, por esta razão, depois do prematuro falecimento do meu pai Jorge Vieira foi o tio Domingos Vieira quem assumiu, por completo, as rédeas e liderança de toda a nossa família, coadjuvado pela minha tia Fina Indi (LER) e o meu tio Duarte Vieira (Duvi). 

O meu querido tio Domingos Vieira, também que era carinhosamente cognominado por “Baúnhá” nos círculos da nossa etnia papel, que eu particularmente chamava de “pape de Didi” – por ser o pai do meu primo com o mesmo nome – destacava-se pela sua verticalidade, honorabilidade, desprendimento, humildade, cultura e amor incondicional pela família. Assim sendo, depois da morte do meu pai Jorge Vieira, carregou a nossa família sem qualquer tipo de hesitação ou lamúrias, e com todas as implicações que isto teve na sua vida. Foi um homem de família e viveu em torno da família até ao fim dos seus dias. 

O tio Domingos Vieira, desde muito cedo, destacou-se perante tudo e todos. Destacou-se na vida familiar, relacional, social e profissional. Foi um alto funcionário do Ministério dos Recursos Naturais da Guiné-Bissau, desempenhando ininterruptamente o cargo de director financeiro daquela instituição estatal por muitos anos, trabalhando com mais diversificados ministros e secretários de estados até se reformar, apesar de ser um homem apartidário e equidistante do ponto de vista político. Digo isto porque na Guiné-Bissau, infelizmente, tudo é instrumentalizado pela política. É praticamente impossível estar num cargo de topo por muito tempo, sem ter filiação partidária ou sujeitar-se a determinadas artimanhas de subjugação e rasterice à moda guineense. O meu tio era antítese de todo este servilismo decadente e falta de carácter. Mesmo assim, recebia a confiança dos seus superiores hierárquicos, tendo em conta a sua postura pacifista, diligente, competente, agregadora e incorruptível. 

O meu tio Domingos Vieira lidava com bastante dinheiro, mas nunca foi suspeito ou acusado de desviar algum fundo do Ministério dos Recursos Naturais da Guiné-Bissau. Sempre teve carros por causa da função que exercia e nunca os usou para fins que não fosse profissionais. Não era esbanjador. Não fazia paródia. Nunca andou na imoralidade ou envolveu-se com mulheres, tal como é costume por homens que têm algum estatuto social no nosso país.  Fazia os pagamentos no ministério e devolvia o dinheiro que sobrava. Víamos reiteradamente este nobre exemplo com ele. Esta atitude não é de somenos para quem conhece muito bem a imoral e corrupta realidade da Guiné-Bissau que é bastante permeável a desvios de dinheiro público para fins pessoais, branqueamento de capitais e de enriquecimento ilícito, sem quaisquer responsabilidades jurídico-penais para os infractores. Procurou viver na descrição e simplicidade. Era um homem inatacável e com grandes virtudes. Viveu pelo trabalho e com aquilo que ganhava de forma honesta. Viveu uma vida de abnegado servidor público e do próximo em geral, especialmente da família que ele tanto amava. 

Domingos Vieira, o meu tio, era mais do que um tio. Era como um pai para nós e para todos os meus primos do lado paterno. Encarregou-se da minha educação e formação, juntamente com os meus irmãos, depois da morte prematura do nosso pai Jorge Vieira, bem como dos meus primos e da parentela que estão na nossa casa que ele era chefe (família alargada, bem entendido). Foi um homem altamente educado e apostou seriamente na educação ao longo de toda a sua vida. Foi o caminho que ele nos demonstrou e nos ensinou pelo seu próprio exemplo de vida. Não poupava em nada que tenha a ver com a educação e formação. Fazia avultados investimentos na nossa educação. A começar, desde logo, pelos próprios filhos, sobrinhos e demais elementos familiares que estavam sob a sua inteira dependência. Sustentava muita gente e formou muitas pessoas – por causa do seu sentido apurado a nível da educação e entrega incondicional à família. 

A marca indelével que a minha família é manifestamente conhecida no nosso bairro Bandim II, em Bissau, é o primado da escola, formação, intelectualidade e qualificação. Tal proeza deve-se primeiramente ao meu pai Jorge Vieira, que foi precursor destes nobres valores humo-sociais e este legado foi continuado, com maior alcance, pelo nosso tio Domingos Vieira. Graças à visão inovadora destes dois grandes homens, a nossa família está repleta de homens e mulheres altamente formados e qualificados em várias áreas profissionais. 

O nosso tio Domingos Vieira, apesar de apostar na educação e intelectualidade, cedo se apercebeu dos riscos e perigos do falso saber e da descaracterização da política na Guiné-Bissau. E, justamente, por isso, nunca estimulou nenhum de nós a entrar na política partidária ou fazer política activa, apesar de, modéstia à parte, sermos objectivamente homens e mulheres altamente preparados naquilo que é o padrão comum da Guiné-Bissau. Quem, no entanto, posteriormente, entrou na política foi por sua livre iniciativa e opção pessoal. Ele reiteradamente advertia-nos “pa tira boca na política” e não se iludir com a leveza do luxo e o materialismo decadente do nosso país. Dizia-nos também que a nossa família é pobre e nós também éramos “fidjos di coitadi”, razão pela qual devíamos procurar viver como filhos realmente de pessoas humildes, renunciando ao vício da ostentação, corrupção, materialismo, prepotência, elitismo, futilidade e vaidades da vida. Felizmente, estes elevados princípios e valores estão bastantes impregnados e presentes na nossa família, sobretudo na forma como nós encaramos e respondemos aos desafios da vida. 

Com o tio Domingos Vieira aprendemos inúmeras coisas. Inúmeras coisas que fazem de nós portadores de elevadíssimos princípios e valores. Ele tinha a premissa que os estudos, o trabalho digno, o carácter são inevitáveis caminhos para sermos homens e mulheres bem-sucedidos na sociedade. Por isso, não poupava os esforços e investimentos na educação e formação de carácter para nos habilitar com estas imprescindíveis ferramentas humano-sociais. Além destes manifestos valores que ele evidenciava, também o tio Domingos Vieira era um homem de paz e não votado aos confrontos e conflitos. Sempre procurou, na medida do possível, evitar dos problemas. Era um homem que não estava metido em problemas, visto que a vida dele era apenas trabalho e casa. E em casa mitigava qualquer tipo de possíveis ímpetos que possam degenerar-se para a confrontação e conflitos entre os familiares e terceiros. Era pacifista, agregador e de família.  Tentou incutir estes postulados entre os filhos e para toda a nossa família. E assim foi. 

Tenho muitas dívidas com o tio Domingos Vieira. Foi o mentor da minha educação. Acompanhou, desde a primeira hora, todo o meu processo de formação. Estou-lhe eternamente grato por todo o investimento que fez na minha vida. Agradeço ao meu Todo-Poderoso DEUS por permitir ao tio Domingos Vieira ser instrumento de bênçãos na minha vida. Era bastante ligado à família e a nossa família era-lhe também muito ligado. 

A última vez que estive com o meu tio Domingos Vieira foi aquando da sua vinda para a Europa passar férias, junto dos filhos e netos, em 2018, durante aproximadamente dois meses. Primeiro em Lisboa na casa do seu primogénito filho Gervásio Domingos Vieira (Djoi) e, de seguida, em Hamburgo, Alemanha, na casa da filha Narcisa Domingos Vieira (Nacy) (LER)  e, inversamente, em Lisboa. Depois de um tempo de confraternização, despedimo-nos com dois calorosos abraços de familiaridade na promessa de nos encontrarmos ainda num futuro breve. Disse-me em crioulo: “fica diritu bó” e eu respondi-lhe: “fassi bom biás. Manda nha mantenhas pá titia Fina Indi, tio Duarte i pá tudu djintis lá na casa. Pá DEUS abençoa-bós tudu”. E assim, partamo-nos nostalgicamente um do outro e, ao mesmo tempo, continuando unidos pelo mesmo cordão umbilical de sempre (LER)

O tio Domingos Vieira, para grande surpresa e enorme tristeza nossa, morreu repentinamente na passada quarta-feira, dia 17, em Bissau, e foi sepultado esta tarde no cemitério de Antula, em Bissau. Tinha 75 anos de idade. Era pai de quatro filhos, nomeadamente os meus primos Gervásio Domingos Vieira (Djoi - LER), Narcisa Domingos Vieira (Nacy), Euclides Domingos Vieira (Didi - LER), Duília Domingos Vieira (Dú) e avô de catorze netos. Deixou definitivamente este mundo com o dever cumprido, tal como aconteceu com os meus avós, pai, tios e tias. No entanto, o seu legado de vida vai continuar permanentemente vivo nos nossos corações e transmitido pelos nossos filhos e gerações vindouras da família Vieira. Muito obrigado por tudo o que fez por mim e pela nossa família em geral, tio Domingos Vieira! Louvado seja eternamente o nosso Todo-Poderoso DEUS!   

Dia Das Mães Para Uma Mãe Especial

Estamos a celebrar hoje no meio Evangélico-protestante “O Dia das Mães”. Não podia deixar passar esta efeméride sem destacar aqui publicamente as incontáveis bênçãos que a irmã Gilca Lopes Pereira Bastos, a quem chamo carinhosamente de “Doutora” Gilca, tem sido maravilhosamente na minha vida ao longo dos anos (LER). Desde quando cheguei a Lisboa ela, juntamente com toda a sua amada família, acolheu-me de braços abertos e tratou-me como se fosse um filho. A Doutora Gilca esteve e está sempre presente na minha vida, procurando na medida do possível acompanhar-me e auxiliar-me naquilo que for necessário. 

A Doutora Gilca é uma mulher com enormes qualidades morais, sociais e espirituais (LER). Bastante sensível as causas sociais e com um humanismo apuradíssimo. Evidencia esta consciência social na forma peculiar como se relaciona com as pessoas à sua volta. Está mais predisposta para servir o próximo do que para ser servida. A Gilca é manifestamente generosa por natureza e altruísta na forma de encarnar a amizade. Tem uma personalidade prestativa, afável, agregadora e amorosa. Dá mais aos outros do que propriamente aquilo que recebe. Mesmo assim, nunca perdeu este nobre brilho e substrato identitário de servir permanentemente o próximo. Não há ninguém que cruze o seu caminho que rapidamente não fique contagiado com a sua dócil e impactante personalidade.  A Gilca é uma mulher que ama a DEUS, acima de todas as coisas, e vive exclusivamente para honrá-Lo, adorá-Lo e servi-Lo em espírito e em verdade no seu dia-a-dia. Vive uma espiritualidade vincada e é uma mulher altamente comprometida com o Reino de DEUS e com a santidade da vida Cristã. 

A Doutora Gilca Lopes Pereira Bastos é mãe de dois filhos. É uma mãe zelosa que pensa nos seus filhos e também pensa nos filhos dos outros. Tanto que, por esta razão, trata-me como se fosse seu filho. Devo-lhe muitos favores. Favores inumeráveis e imensuráveis.  Favores que estarão sempre presentes e guardados no meu coração. Favores que jamais conseguirei pagar um dia. No entanto, estou inteiramente grato a DEUS pela vida da irmã Gilca e, sobretudo, pelas bênçãos que ela tem sido na minha vida. 

Por isso, rogo ao nosso Bom e Eterno DEUS que possa preservar com vida e saúde a nossa querida Gilca Lopes Pereira Bastos, livrando-lhe de todo o perigo e mal. Que tenha sempre força suficiente para continuar a semear a paz, o amor, o perdão, a bondade e a reconciliação para onde passar, especialmente nos corações empedernidos. E, por fim, “que o Senhor te abençoe e te proteja; que o Senhor te mostre o seu rosto acolhedor e te trate com bondade; que o Senhor olhe para ti e te conceda a paz!” (Números 6:24-26). Amém. Um feliz e abençoado Dia das Mães, Doutora Gilca Lopes Pereira Bastos! 

Um Dia, Um Aniversariante

O meu irmão Evaristo Vieira faz anos hoje. Completa mais uma primavera na vida. Está a comemorar uma importante data de aniversário. É um dia repleto de alegria, festa e, sobretudo, gratidão a DEUS pelo dom inefável da vida que Lhe concedeu, tendo fé que tal estender-se-á ainda por longos, saudáveis, vitoriosos e felizes anos de vida. 

O Evaristo Vieira é abençoado por DEUS em todos os aspectos. Abençoado do ponto de vista espiritual, familiar, profissional, relacional e material. Sempre foi muito diligente, aplicado, determinado e altamente competente nas coisas que se propõe realizar ou que lhes são incumbidas a fazer. É um homem íntegro a nível de carácter, justo no seu procedimento, vertical na forma de estar e bastante elegante no relacionamento com os outros. O Evaristo é também educado, prestável, humilde, devotado e desprendido. Não tem vícios e nem se desdobra em artimanhas ou desvelos alimentados por uma ânsia legitimação secular. Não vive de sobressaltos ou vaidades do mundo. Da mesma forma, não vive de bajulação ou rasteirice. Não é uma pessoa materialista ou corruptível, antes pelo contrário, é insuspeita e completamente irrepreensível. 

O Evaristo Vieira é ainda uma pessoa honesta, polida e de bom trato. Trabalhador incansável e com bastantes atributos e enormes pergaminhos. Acumula várias funções em simultâneo: Pastor Evangélico pela chamada Divina e consagração da mesma, diplomata de carreira (Ministro-Conselheiro) e docente universitário. O Evaristo é chefe de família e, acima de tudo, um fiel seguidor e servo do Senhor Jesus Cristo. Ele é um grande orgulho para toda a nossa família (LER)

Por tudo que ficou exposto, e poderia sempre acrescentar mais coisas, desejo parabéns para o meu irmão. Muitos parabéns e feliz aniversário, querido irmão Evaristo Vieira. Votos de maiores e melhores bênçãos de DEUS a todos os níveis da tua vida. Que sejas sempre saudável, bem-sucedido, realizado e feliz nas tuas opções diárias e percurso de vida. Estou certo de que a graça, o amor, o perdão, a misericórdia e a bondade do nosso Todo-Poderoso DEUS cercar-te-ão sempre ao longo de toda a tua vida, juntamente com toda a nossa família. Parabéns pelos preciosos, abençoados e felizes anos celebrados na graça e paz de DEUS. Todas as felicidades do tempo e da eternidade. 

IDENTIDADE E FAMÍLIA (1): Entre a Consistência da Tradição e as Exigências da Modernidade

“De todas as sociedades humanas, a família é a única natural, universal e intemporal. Nasceu com o Homem e existe antes do Estado. Não foi criada cientificamente, não resulta de um qualquer legado jurídico, não foi imposta por acto administrativo, não germinou fruto de uma qualquer ideologia, não é o resultado de meras circunstâncias ou contingências históricas. (…). Vida e família são irmãs gémeas da nossa natureza. A família é âncora da pessoa. Constitui a base de um projecto de vida, de realização pessoal do homem e da mulher. É o útero social que melhor conjuga o ser e o ter, o sustento e o trabalho, a liberdade e a responsabilidade, o amor e a solidariedade.[1]


[1] Extraído no livro de Identidade e Família: Entre a Consistência da Tradição e as Exigências da Modernidade, Oficina do Livro, Lisboa, 2024

Um Dia, Um Aniversariante

O meu irmão mais velho Evaristo Vieira faz anos hoje. Está a celebrar mais uma primavera na vida, graças a DEUS. Casado com a Marta Gomes Vieira e pai de três precisíssimos filhos. O Evaristo é um exemplo manifesto de disciplina, determinação, diligência, entrega e persistência. Desenvolve uma ética de trabalho irrepreensível. Desdobra-se em vários ofícios para alimentar este incomensurável gosto salutar. É Pastor Evangélico, diplomata de carreira e docente universitário. 

O meu irmão é ainda um homem de família, conseguindo encarnar holisticamente a máxima romana do “bonus pater famílias” (que o diga, por todos, a minha cunhada Marta Gomes Vieira e os meus sobrinhos). É uma pessoa bastante simples, íntegro, de bom trato e desprovido de vícios corrosivos. Está inteiramente comprometido com a obra de DEUS. Tem-Na acima de todas as coisas na sua vida. Procura diariamente ajustar o seu testemunho com os sagrados preceitos bíblicos e imperativos da vida Cristã. Desde muito cedo evidenciou tais elevadas qualidades humano-espirituais, sobretudo engajamento no serviço do Reino de DEUS. Acompanhou o meu processo de vida e sempre me despertou para o Caminho do Evangelho, bem como aos outros elementos da nossa família. O Evaristo Vieira é um orgulho para todos nós, especialmente pelo excelente e fervoroso ministério que tem vindo a desenvolver em prol da difusão e crescimento do Cristianismo na nossa Terra. 

Por tudo o que foi dito, e que mais poderia ser acrescentado neste breve artigo, principalmente por ter um irmão bastante especial que sempre se preocupou comigo e me apoiou de forma incondicional, que desejo-lhe as maiores bênçãos terreno-celestiais e realizações a todos os níveis da vida. 

Estimado irmão Evaristo Vieira, faço votos que esta data especial possa repetir-se por muitas vezes na tua vida ao lado de toda a nossa família e entes queridos. E que o nosso Todo-poderoso DEUS possa continuar a proteger-te do maligno, guiar-te pelo Caminho da Verdade e usar-te para a Sua Eterna Glória; que sejas sempre bem-sucedido, realizado e feliz na tua jornada de vida. Acima de tudo, que a graça, o amor, a paz, o perdão, a bondade e a misericórdia de DEUS possam permanentemente seguir-te para todo o sempre. 

Muitos parabéns e feliz aniversário, querido irmão.  Todas as felicidades do tempo e da eternidade. 

O Casamento à Luz do Cristianismo


Partilho aqui a minha pregação no domingo passado na Igreja Evangélica Baptista da Amadora, intitulada “O Casamento à Luz do Cristianismo”, baseada no texto sagrado do evangelho segundo Mateus 19:1-12. Abordei, com ajuda Divina, as grandes problemáticas teológico-doutrinárias em torno do divórcio, refutando biblicamente os inúmeros arbítrios libertinos a que o matrimónio é votado nos nossos dias pós-modernos, bem como apresentei o propósito original de DEUS para um casamento fecundo e feliz – livre de qualquer tipo de coação, humilhação, abuso, violência e divórcio. 

Um Dia, Um Aniversariante

Tenho muitos irmãos, graças a DEUS. Por todos eles, sem excepção, nutro um enorme carinho e admiração especial e vice-versa. Este cordão umbilical indissolúvel que nos une tem-se reforçado, cada vez mais, à medida que vão passando os anos. O Roberto Vieira, por todos, tem sido um factor muito importante nesta nossa coesão e unidade fraternal. Também o mesmo Roberto Vieira foi um dos elementos impulsionadores e determinantes na afirmação da nossa família, especialmente nós, os seus irmãos. Apoiou-nos incondicionalmente, orientando-nos, na medida do possível, com todas as suas forças, para sermos homens e mulheres dignos da sociedade. 

E mais, a título particular, apesar da diferença de idade que temos um com o outro, mesmo assim nunca criou barreiras na nossa interação e relacionamento. É a pessoa com quem mais interajo no meu dia-a-dia, felizmente. Sempre me tratou com respeito e consideração. Nunca gritou comigo ao ponto de levantar a mão contra mim, tal como é comummente na tradição africana – da repressão dos mais velhos para com os mais novos. Sempre me ajudou naquilo que eu precisava, dando-me forças nos meus desafios da vida. Sei, sem quaisquer hesitações, que posso sempre contar com o seu apoio incondicional. 

O meu irmão Roberto Vieira é uma pessoa honesta, vertical, trabalhador e de muito bom trato. Um pai de família exemplar e intelectualmente brilhante. Um enorme orgulho para toda a nossa família. É este meu queridíssimo irmão que completa hoje mais uma primavera na vida. Mais um dia de comemoração. Mais um dia de júbilo. Mais um dia de festa. Mais um dia de gratidão a DEUS pelo dom inefável da vida que ELE vai concedendo-lhe diariamente, tendo fé que tal estender-se-á por longos e bons anos. 

Por isso, muitos parabéns e feliz aniversário Roberto Vieira. Votos de maiores e melhores bênçãos terreno-celestiais a todos os níveis. Que o nosso Todo-Poderoso DEUS ricamente te abençoe e te ajude a concretizar todos os teus legítimos sonhos de vida; que sejas sempre realizado, bem-sucedido e feliz nas tuas opções de escolha e percurso de vida. Todas as felicidades do tempo e da eternidade. 

Um Dia, Uma Aniversariante

Hoje é um dia bastante especial para a minha querida irmã Alexandra Vieira, conhecida também por “Atembro” (eu chamo-lhe “Alexandrosa” ou “Ate”). É o dia do aniversário dela. Ela celebra mais uma primavera na vida, graças a DEUS. Foi uma irmã que sempre me protegeu e cuidou de mim de forma incondicional, não obstante a nossa pouca diferença de idade. Quando eu era mais novo e dependente, por inúmeras vezes, deu-me o banho, cuidou das minhas roupas, cozinhou para mim e levou-me à igreja, etc. Sempre me tratou genuinamente com o amor e carinho. Não duvido da sinceridade do seu amor para comigo. Guardo, no meu coração, de forma penhorada, todo o bem que a minha irmã tem feito por mim, sobretudo o que ela representa na minha vida. 

Por isso, neste dia tão especial, querida irmã “Alexandrosa”, renovo os votos de maiores, melhores e eternos bênçãos terreno-espirituais sobre a tua vida. Que o nosso Bom e Todo-Poderoso DEUS continue a proteger-te e orientar-te em todos os teus legítimos desafios da vida. Que sejas, acima de tudo, uma pessoa bem-sucedida, realizada e feliz em todas as dimensões da vida. Todas as felicidades do tempo e eternidade. 

Um Dia, Duas Aniversariantes


Eu vim de uma família numerosa e com diferentes graus de parentesco. A começar, desde logo, com os meus pais que me ornamentaram com bastantes irmãos e irmãs. Tenho, da mesma sorte, muitos sobrinhos e sobrinhas. Os meus tios e tias também tiveram muitos filhos, enriquecendo-me com inúmeros primos e primas. 

E mais, sou de uma família de gémeos. Tenho-os na parte colateral da minha família paterna. Tenho quatro sobrinhas gémeas e dois sobrinhos gémeos, somando os primos. A minha primeira irmã tem gémeos e dois irmãos igualmente têm gémeos. Por outras palavras, os meus três irmãos em ordem decrescente têm todos gémeos. Não conheço, até então, uma realidade similar de gémeos como a da minha família. Por isso, nutro um carinho bastante especial para com os gémeos. Gosto dos gémeos, amo-os e aprecio imenso a sua peculiaridade biológico-natural. Desde muito cedo, convivi sempre com gémeos na família por razões já mencionadas. 

A Raiça Lopes Vieira e Rania Lopes Vieira são gémeas univitelinas ou, commumente denominados, gémeos verdadeiros. São as minhas queridíssimas sobrinhas que completam hoje mais uma primavera na vida, graças a DEUS (LER). Logo aquando do seu nascimento cuidei-me delas e era eu que praticamente tomava conta delas com bastante amor e carinho.  Foram sempre fofinhas, parecidas e bem-parecidas, tal como é a realidade da generalidade dos gémeos verdadeiros. Acompanhei e continuo a acompanhar o processo de crescimento delas. Sempre se portaram bem, especialmente a nível dos estudos. São aplicadas e inteligentes. Todos os anos lectivos, as duas, entravam no quadro de honra da Escola onde frequentam as aulas. Tanto que, por esta razão, no ano passado, depois de terminaram com bastante sucesso o 12.º ano de escolaridade, as duas ganharam o concurso da bolsa de estudo para o exterior, ficando na primeira e quarta posição da lista, o que nos deixa bastante felizes com este percurso de excelência a nível dos estudos. 

Sem entrar mais em prolegómenos, querida sobrinha Rania Lopes Vieira e Raiça Lopes Vieira muitos parabéns e feliz aniversário. Que o nosso Todo-Poderoso DEUS continue a abençoar-vos, proteger-vos e orientar-vos no vosso percurso de vida. Que sejam sempre bem-sucedidas e realizadas nas vossas opções diárias. Que a graça, o amor e o perdão do Senhor Jesus Cristo nunca se apartam de vocês e que vos envolvam sempre durante a vossa peregrinação neste mundo. Todas as felicidades do tempo e da eternidade. 

A Natalidade: Uma Questão de Humanismo e de Humanidade



Partilho aqui, mais uma vez, caros leitores, o vídeo que gravei intitulado “A Natalidade: Uma Questão de Humanismo e de Humanidade” (LER). Esta reflexão vem na sequência da celebração do décimo quarto aniversário deste espaço – a “As Verdades” (LER)

A Natalidade: Uma Questão de Humanismo e de Humanidade


O mundo Ocidental confronta-se com sérios problemas de fundo que urge resolver. A começar, desde logo, por todos eles, com a crise da democracia, as desigualdades sociais, a desertificação do interior, a falta de empregos e a precariedade laboral, o relativismo moral e a negação dos grandes Princípios e Valores Cristãos que outrora o enformaram e nortearam desde o génesis, a imigração, a exclusão social, a pobreza, a xenofobia, o cancro do divórcio, a desestruturação e o colapso da família tradicional, etc. O problema da natalidade é mais um num rol de crises existenciais que se vive no Ocidente há bastante tempo. No entanto, ele não pode ser dissociado do permanente ataque directo à família tradicional, através das leis e práticas infames a que ela foi deliberadamente votada. 

E mais, um outro agravante, com a revolução sexual dos anos sessenta do século passado (promiscuidade sexual, bem entendido), encabeçada particularmente pelas neo-feministas que teve como apologia viver a sexualidade de forma livre, descomprometida e despida de todo o pudor ou tradicionalismo que, até então, estava profundamente enraizado nas sociedades. Em consequência disso, nesta patente visão de devassidão, começou-se a legitimar socialmente o uso desenfreado de métodos contraceptivos, o consumo da pornografia, a defesa da ideologia de género e de homossexualidade, a despenalização e legalização do aborto, uma aversão ao casamento e todas as outras aberrações sexuais que tão bem conhecemos. O prazer sexual passou a ganhar destaque e lugar cimeiro em muitas pessoas em detrimento do compromisso matrimonial. As mulheres, particularmente as da alta sociedade, passaram a ter um certo tipo de pavor à maternidade, tendo em conta os danos colaterais que esta comporta, tentando a todo o custo impor a prática da barriga de aluguer e inseminação artificial em muitos ordenamentos jurídicos, como sendo um padrão natural, sob falso pretexto de emancipação feminina ancorada nos “avanços civilizacionais”, afirmam falaciosamente

Por isso, o movimento anti-natalista está a ganhar cada vez mais terreno, máxime na Europa e nos Estados Unidos da América. Ela é defendida maioritariamente pelas neofeministas e alguns homens com distúrbios de personalidade. Num passado recente estivemos a conversar praticamente três horas com uma amiga da nossa faculdade para não laquear as trompas. Mas, infelizmente, não conseguimos demovê-la deste maléfico intento. Ela estava bastante convicta e determinada a esterilizar-se. Não quer casar. Não quer engravidar. Não quer saber de filhos. Tem fobia ao conceito da família tradicional. Contudo, para nossa surpresa e espanto, gosta imenso dos animais e quer cercar-se deles no seu futuro lar. Justificava a sua decisão com a auto-determinação sexual, a incredulidade nos seres humanos, sobretudo nos homens, os parcos recursos existentes no mundo e a conservação do meio ambiente e dos animais em especial (LER). Aliás, os argumentos dela não diferem tanto da apologia dos anti-natalistas (LER). Esta ideologia não vem de hoje. Desengane-se quem pense o contrário. Já nos longínquos anos de 1912 o iconoclasta português, J. Teixeira Junior, completamente rendido à mundividência jacobina, escrevia o seu polémico livro intitulado “Mulheres, Não Procreeis!”, onde apelava as mulheres a “não aumentardes o número de miseráveis”, exortando-lhes firmemente a “declarardes a greve de véntres” (LER). Tudo isto para dizer que assistimos, cada vez mais, a uma séria adulteração dos Grandes Princípios e Valores Humano-Sociais, que até então serviam de modelo basilar e norteador das Sociedades, sem que nenhuma alternativa credível surgisse com suficiente consenso social para preencher o vazio das referências obliteradas. 

Não temos a mínima dúvida que um dos factores que condicionam decisivamente a natalidade tem a ver principalmente com estas “modernas” formas de família, que foram inventadas para suprir o vazio da referência da família tradicional que foi preterida. A legalização do aborto e o patente individualismo que se vive cada vez mais na sociedade acabou por agravar consideravelmente a taxa de natalidade. Ali, por algumas mulheres optarem pela realização do aborto, reduzindo-o meramente, em determinados casos, a método contraceptivo. Tal hedionda prática acaba, em algumas situações, por ter reflexos negativos no não conseguimento delas em engravidar no futuro. Aqui a questão tem mais que ver com o comodismo egocêntrico, que se tem cultivado cada vez mais, onde as pessoas exclusivamente pensam em primeiro lugar nelas e no seu bem-estar em detrimento dos outros. Não querem nada que lhes tire o tempo ou lhes dê algum tipo de trabalho. Ora, ter filhos é a antítese de tudo isto. A partir do momento em que as pessoas, antes de casarem, já estão a planear um putativo divórcio que poderão ter no futuro, somando à primazia abismal que os casais vão dando à carreira profissional em detrimento da procriação, tudo isto constitui um significativo obstáculo em fazer filhos. 

Por isso, todos os ardilosos argumentos que os casais inventam para justificar a falta de mais filhos, nomeadamente as questões financeiras, os poucos dias de licença parental, falta de apoio do Estado ou a falta de estabilidade profissional, não passam de falatórios inúteis para branquear as suas próprias insuficiências. São apenas meros protestos para justificar o injustificável. É verdade que devia haver mais apoio do Estado a casais que querem fazer filhos, mormente a nível do abono de família, bem como a flexibilização das empresas a fim de não prejudicar profissionalmente as mulheres que optarem por engravidar ou o seu progresso na carreira. Sabemos que, por razões cognoscíveis, infelizmente, tem havido uma manifesta insensibilidade do Estado e das empresas neste sentido, somando a falta de trabalho e precariedade laboral com que muitos jovens enfrentam no seu dia-a-dia. No entanto, mesmo assim, continuamos a entender que estes impedimentos circunstanciais e momentâneas não são determinantes para os casais não aumentarem o agregado familiar. 

A título exemplificativo, para justificar a nossa contra-argumentação: na Europa do Norte, mais precisamente na Dinamarca, Suécia e Finlândia, dos países com maiores índices do desenvolvimento humano do planeta e com melhores planos estatais de apoio ao incentivo à natalidade, mesmo assim continuam a apresentar um défice bastante acentuado a nível da procriação. A realidade destes países se aplica igualmente a países desenvolvidos comparativamente com os países em vias de desenvolvimento, ou seja, há mais queda em número de filhos e de fertilidade nos países ricos do que propriamente nos países mais pobres. Da mesma sorte, os casais da classe média alta fazem menos filhos em relação aos da classe média e baixa. O “oxigénio da natalidade” continua a ser assegurado especialmente pelos países pobres e casais da classe média e baixa. Obviamente que há vários factores que concorrem para determinar este quadro. A nosso ver, continuamos a entender que o factor determinante prende-se, acima de tudo, com o patente egoísmo da nossa sociedade, baseado num hedonismo descomprometido, alheio aos compromissos duradouros. As pessoas unicamente pensam no seu bem-estar e somente no seu bem-estar, insistimos, dando mais prioridade ao trabalho, à carreira e à vida boémia, razão pela qual não querem fazer mais filhos para não ficarem enturvadas ou condicionadas na sua liberdade e conforto de vida. Portanto, o falso pretexto que invocam da falta de condições financeiras, da instabilidade profissional e da falta de apoio estatal para não fazer mais filhos é de rejeitar liminarmente. 

Quando os casais egoisticamente optam por ter um filho correm depois sérios riscos no futuro, uma vez que toda a esperança familiar é depositada neste único filho. Se ele falhar é, em última instância, o projecto de toda a família que vai por água abaixo, com as implicações sociais que nos são conhecidas. Nesta ordem de ideias, há muitos pais que são abandonados na velhice ou forçosamente colocados num lar de idosos, porque não têm outros filhos com sensibilidade filial para cuidar deles e ampará-los nos momentos das suas adversidades. Diferentemente de um casal com três ou mais filhos, em que dificilmente estes todos serão insensíveis ao ponto de um deles, pelo menos, não querer cuidar dos seus progenitores quando realmente estes precisarem. É muito difícil que todos eles falhem neste dever de cuidado para com os pais. 

É justamente, por tudo isto, que é extremamente importante que os casais se consciencializem para fazerem mais filhos, procurando superar todos os preconceitos, tabus, mitos, falácias e barreiras que a nossa sociedade tem construído em torno da demografia e das famílias numerosas. Se hoje são os pais a sacrificarem-se para cuidar dos seus filhos, quer seja na pobreza ou na riqueza, amanhã são os mesmos filhos que terão a responsabilidade de cuidar deles quando estes se encontrarem doentes, velhos, moribundos ou incapacitados. A natalidade é uma questão de Humanismo e de Humanidade que transcende qualquer tipo de lógica minimalista, circunstancial, economicista e hedonista, tal como infelizmente é apregoado na nossa moribunda sociedade para legitimar a não procriação. 

Um Dia, Uma Fotografia: Bissau, Há 21 anos


Eu, juntamente com o meu irmão Evaristo Vieira e agora mulher Marta Gomes Vieira (VER), no Aeroporto Internacional Osvaldo Vieira, em Bissau, momentos antes do Evaristo viajar para Lisboa, a fim de estudar Teologia no Seminário Teológico Baptista (STB) e Direito na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa (FDUL). 

A saída do Evaristo foi um ponto de viragem na história da minha família, mais precisamente dos meus irmãos (nesta altura já éramos órfãos de pais há muito tempo e sozinhos no mundo), e com ganhos significativos que tudo isto teve na nossa afirmação como pessoas de bem na sociedade. DEUS é mesmo Bom. Louvado seja ELE eternamente! 

Um Dia, Um Aniversariante


O meu irmão mais velho Evaristo Vieira faz anos hoje. É um exemplo de disciplina, determinação, entrega e persistência. Desenvolve uma ética de trabalho irrepreensível. Desdobra-se em vários ofícios para alimentar este incomensurável gosto salutar. Actualmente desempenha funções de Pastor na Igreja Evangélica de Bandim, acumulando esta nobre responsabilidade eclesiástica com a de funcionário público no Ministério dos Negócios Estrangeiros e docente na Faculdade de Direito de Bissau (FDB). 

O meu irmão é ainda um homem de família, conseguindo encarnar holisticamente a máxima romana do “bonus pater famílias” (que o diga, por todos, a minha cunhada Marta Gomes Vieira e os seus três filhos [LER]). É uma pessoa bastante simples, desprovido de corrosivos vícios materialistas. Está inteiramente comprometido com a obra de DEUS. Tem-Na acima de todas as coisas na sua vida. Procura diariamente ajustar o seu testemunho com os impolutos preceitos bíblicos. Desde muito cedo evidenciou tais elevadas qualidades humano-espirituais, sobretudo engajamento no serviço do Reino de DEUS. Acompanhou o meu processo de vida e sempre me despertou para as coisas cristãs, bem como aos outros elementos da nossa família. É um orgulho para todos nós, a nossa família, especialmente pelo excelente e fervoroso ministério que tem vindo a desenvolver em prol do crescimento do Cristianismo na Guiné-Bissau. 

Por tudo o que foi dito, e que mais poderia ser acrescentado neste breve artigo, principalmente por ter um irmão bastante especial que sempre se preocupou comigo e me apoiou de forma incondicional, que desejo-lhe as maiores bênçãos terreno- celestiais e realizações a todos os níveis da vida. 

Estimado irmão Evaristo Vieira, que esta preciosíssima data possa repetir-se por muitas vezes na vida ao lado de todos os teus entes queridos. E que o nosso Todo-poderoso DEUS possa continuar a proteger-te do maligno, guiar-te no Caminho da Verdade e usar-te para a Sua Eterna Glória; que sejas sempre feliz e muito bem-sucedido na tua jornada de vida. A Graça do Senhor Jesus Cristo, o Amor de Deus e a Comunhão do Espírito Santo sejam sempre contigo e para todo o sempre. Todas as felicidades do tempo e da eternidade. 

Um Dia, Um Aniversariante


Filipe e o seu mano mais velho David  



O nosso queridíssimo sobrinho Filipe Ebenézer Gomes Vieira faz anos hoje. Completa mais uma primavera na sua vida. Mais um dia de jubilo e de comemoração familiar. Mais um dia de reconhecimento e de agradecimento. Mais um dia de profunda gratidão a DEUS pelo dom inefável da vida que ELE vai concedendo diariamente ao nosso sobrinho, tendo fé que tal estender-se-á por longos e bons anos. 

Há onze anos, sensivelmente no final do dia, tinha acabado de nascer em Lisboa mais um elemento da nossa família: o Filipe Ebenézer Gomes Vieira (LER)Estamos, por isso, imensamente, gratos ao Altíssimo DEUS e bastante felizes por esta preciosíssima bênção nas nossas vidas. Ebenézer, um dos cognomes do Filipe, significa “até aqui nos ajudou o Senhor” (1 Sm 7:12). Uma profunda mensagem teológica que encerra a memória, o reconhecimento, a gratidão e a vitória pelo livramento que o Todo-Poderoso DEUS sempre proporciona aos seus eleitos filhos, razão pela qual estamos aqui para reiterar esta grande verdade salvífica, através da vida do nosso sobrinho Filipe. 

Esperamos, com a ajuda e protecção Divina, que o nosso menino Filipe Ebenézer Gomes Vieira possa continuar saudavelmente a crescer em sabedoria, em estatura e em graça, diante de Deus e dos homens (Lc 2:52). Que assim seja.

Eng. José Eduardo dos Santos, O “Arquitecto da Paz” (6)


«“Não haverá desenvolvimento real nem modernização do país sem famílias estruturadas e saudáveis, capazes de favorecer o florescimento das novas gerações”. Nenhum esforço é demasiado para resgatar a dignidade e a integridade moral e espiritual das nossas famílias.» (LER)