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Dia Mundial do Livro


Eu, Térsio Vieira, com o livro da minha vida – A Bíblia Sagrada. 

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Dizem que hoje é o "Dia Mundial do Livro" e acredito que sim. Gosto muito dos livros, da leitura, escrita, intelectualidade, racionalidade, cultura geral e de refugiar-me no confronto saudável de ideias. É uma forma peculiar que disponho para tentar reconciliar-me com o Mundo. Naturalmente, para ser bem-sucedido nestes salutares hábitos, é extremamente importante gostar dos livros e da leitura em especial, razão pela qual tenho feito inúmeras aquisições literárias ao longo dos anos e concomitantemente investido bastante na leitura. 

A vida ensina-nos de múltiplas formas. E uma delas é através dos livros. Ter o hábito da leitura e capacidade de discernimento, para saber examinar eficazmente tudo e reter o bem, é um passo importante e determinante para trilhar o caminho da sabedoria. E a sabedoria é a única virtude que nos dá acesso directo à felicidade. Por isso, encarnando esta grande verdade, tenho lido imenso e adoptado alguns bons livros comigo. No entanto, neste rol dos favoritos, o único livro de que jamais prescindo é a Bíblia Sagrada. Leio-o todos os dias, porque me tem ensinando muito e transformado radicalmente a minha vida a todos os níveis. Toda a Escritura, tal como peremptoriamente sustentava o Apóstolo Paulo, "é inspirada por Deus e serve para ensinar, convencer, corrigir e educar, segundo a vontade de Deus, a fim de que quem serve a Deus seja perfeito e esteja pronto para fazer tudo o que é bom" (2 Timóteo 3:16). 

Diálogo de Apaixonados


JULIETAComo pudeste aqui vir, diz-mo? E para que vieste? Os muros deste jardim são altos e difíceis de escalar. Este lugar será mortal para ti, se qualquer dos meus parentes der contigo. 

ROMEUTranspus estas muralhas com as asas do amor que são leves, porque as barreiras de pedra não podem embaraçar os voos do amor. O que é que o amor quer, que não consiga? Os teus parentes podem lá servir-me de obstáculo? 

JULIETASe te virem, és morto. 

ROMEU:  Aí! Julieta, há mais perigos nos teus olhos do que em vinte das suas espadas. Basta que desças um desses ternos olhares para mim, que eu fico bem escudado contra a sua inimizade. 

JULIETAPor nada deste mundo desejaria que eles te vissem aqui. 

ROMEUAgasalha-me o manto da noite, que me esconde da vista deles. Se me não amas, que me importa que me encontrem aqui? Antes queria que o seu ódio pusesse fim à minha vida, do que a morte tardar sem o teu amor. 

JULIETAQuem te ensinou este caminho? 

ROMEU: O amor excitou-me a descobri-lo; deu-me conselhos e eu emprestei-lhe os meus olhos. Eu não sou piloto, mas se tu estivesses afastada na mais longínqua praia do mar, eu aventurar-me-ia a ir ter contigo. 

JULIETA(…) Amas-me? Sei que me vais dizer que sim: ficas preso por essa palavra; contudo, se juras podes tornar-te em perjuro. Dizem que Júpiter acha muita graça aos perjúrios dos amantes. Querido Romeu, se me amas, declara-mo lealmente; se pensas que fui fácil de conquistar, serei cruel, carregarei o meu sobrecenho, dir-te-ei não, para te dar ensejo a que me conquistes; de outro modo por nada deste mundo o farei. A verdade, belo Montecchio, é que estou muitíssimo apaixonada por ti; portanto, podes julgar o meu comportamento leviano, mas acredita que mostro-me sincera, porque não sou como as outras que usam de artifícios para serem reservadas. É possível que fosse mais reservada, confesso-o, se, há pouco, não tivesses surpreendido as expressões apaixonadas do meu sincero amor. Perdoa-me, não interpretes esta facilidade como leviandade deste amor, que esta tenebrosa noite assim te revelou. 

ROMEU: Senhora, juro-te por essa Lua encantadora que lá baixo toca com uma das extremidades de prata o cimo daquelas árvores de fruto… 

JULIETANão jures pela Lua, pela Lua inconstante que todos os dias muda de figura na sua órbita; tenho medo que o teu amor se mostre tão inconstante como ela. 

ROMEUPelo que jurarei eu, então? 

JULIETANão jures por nada deste mundo; mas se quiseres jurar, jura pela tua graciosa pessoa, divindade do meu coração idolatrado, porque eu creio em ti. 

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(William Shakespeare, in "Romeu e Julieta”, Mel Editores, Estarreja, págs. 78, 79 e 80, 2009).

A Ler


Ando bastante empenhado numa aventura livresca. Fiz inúmeras requisições nos últimos tempos para aplacar a minha insaciável curiosidade intelectual. Nos momentos vagos preciso de distracções (e de que maneira!). É uma forma peculiar que disponho para soltar um pouco e reconciliar comigo próprio, mormente nas horas nocturnas. Um, digamos assim, escapismo momentâneo que vai fazendo parte da minha rotina diária. Um "aperitivo" ideal para trilhar a senda da sabedoria, dizem os entendidos. 

Depois ter lido "As Origens do Totalitarismo", de Hannah Arendt, fiquei muito fascinado com a sapiência da reputada autora, razão pela qual estou a repetir a dose com esta sua extraordinária obra "Responsabilidade e Juízo". Um clássico de leitura obrigatória.