O Admirável Mundo da Maternidade
Dia Mundial do Livro
Dizem que hoje é o “Dia Mundial do Livro” e acredito que sim. Gosto imenso dos livros, da leitura, da escrita, da intelectualidade e de refugiar-me no confronto saudável de ideias. É uma forma peculiar que disponho para tentar reconciliar-me com o mundo à minha volta. Naturalmente, para ser bem-sucedido nestes salutares hábitos, é extremamente importante gostar de livros e da leitura em especial, razão pela qual tenho feito inúmeras aquisições literárias ao longo dos anos e me desdobrado concomitantemente num rigoroso plano de leitura. Sou, de facto, em abono da verdade, um leitor compulsivo e amante da escrita. A começar, desde logo, com a leitura de livros de várias mundividências, jornais credenciados e reputadas revistas.
A vida ensina-nos de múltiplas formas. E uma delas é através dos livros que vamos lendo na nossa trajectória. A instrução, a civilização, a cultura geral, o raciocínio lógico, o pensamento crítico, a autonomia do pensamento e a autodeterminação são todos valores indispensáveis contidos nos livros de vários saberes. Ter o hábito de leitura e capacidade cognitiva suficiente de discernimento, para saber examinar correctamente tudo e reter o bem, é um passo amiúde determinante para trilhar o almejado caminho da sabedoria. E a sabedoria é a única virtude que nos dá acesso directo à felicidade (um postulado igualmente formulado há séculos nas Escrituras Sagradas, com ênfase mais acentuada nos Provérbios e Eclesiastes de Salomão, acabando posteriormente por receber um amplo acolhimento no estoicismo, no utilitarismo de Jeremy Bentham e John Stuart Mill). A sabedoria e a felicidade, sem qualquer tipo de hesitação, moram nos livros e nas enriquecedoras experiências práticas que vamos tendo no nosso percurso de vida.
Por isso, encarnando esta grande e inquestionável verdade soteriologica, tenho lido imenso e adoptado simultaneamente alguns excelentes livros comigo. Neste rol de livros favoritos, importa ainda salientar, o único livro de que jamais prescindo é a Bíblia Sagrada, a Palavra de DEUS. Leio-o praticamente todos os dias. Tem-me ensinando muito e transformado positivamente a minha forma de viver e encarar os desafios da vida a todos os níveis. Isto porque, tal como sustentava peremptoriamente o Apóstolo Paulo, “toda a Escritura é inspirada por Deus e serve para ensinar, convencer, corrigir e educar, segundo a vontade de Deus, a fim de que quem serve a Deus seja perfeito e esteja pronto para fazer tudo o que é bom” (2 Tm 3:16). Que assim seja.
O Vaticano: Uma Vergonha Para o Cristianismo
A Criança Como Modelo de Pureza e Herdeira do Reino de DEUS
Os Alçapões do Sistema Democrático
A Falsa Imagem Sex Symbol do Senhor Jesus Cristo
Sentimo-nos compelidos a tomar posição sobre as especulações de que o aspecto físico do Senhor Jesus Cristo tem sido objecto ao longo da História, máxime com o recente estudo publicado que veio deitar por terra o deslumbrante retrato da “Última Ceia” desenhado por Leonardo da Vinci, no séc. XV, que é comummente acolhido no mundo Cristão como sendo a fidedigna imagem do Filho de DEUS (LER). É verdade que não temos nenhum relato bíblico no Novo Testamento que nos indique os detalhes da estrutura física do Senhor Jesus, no entanto, e atentando cuidadosamente a uma leitura holística das Sagradas Escrituras, rapidamente conseguiremos apurar o que poderá ser a possível imagem do Messias. O Senhor Jesus, em abono da verdade, não era um homem “bonito” à luz dos padrões do decadente mundo, tal como prolifera na Sua falsa imagem comercial. Se fosse de facto uma pessoa bem-parecido os autores sagrados teriam destacado este pormenor, tal como fizeram com alguns heróis da fé, nomeadamente Moisés (Êxodo 2:1-2); Actos 7:20; Hebreus 11:23), José (Génesis 39:6) e David (1 Samuel 16:12)[1].
O Profeta Isaías, descrevendo a figura do “Servo Sofredor”, registou que “cresceu diante do Senhor como um simples rebento, ou raiz em terra árida sem aparências nem beleza para poder dar nas vistas. O seu aspecto não tinha qualquer atractivo. Era desprezado e abandonado pelos homens, como alguém cheio de dores e habituado ao sofrimento, e para o qual se evita olhar. Era desprezado e tratado sem nenhuma consideração” (Isaías 53:2-3). Na mesma esteira do pensamento, o Patriarca David descrevendo o Seu padecimento escreveu: “mas eu sou verme, e não homem, opróbrio dos homens e desprezado do povo. Todos os que me vêem zombam de mim” (Salmo 22:6-7). Estas descrições, e outras realidades subjacentes a Messias, ajudam-nos, pelo menos, a construir uma figura credível sobre a Sua aparência física.
Desde logo, a encarnação do Filho de DEUS está visceralmente ligada à humildade e ao sofrimento. Humilhou-se da Sua natureza Divina e de tudo aquilo que superficialmente os seres humanos consideram como sendo o ideal, tomando a forma de escravo (Filipenses 2:5-8). Nasceu fora de Jerusalém onde residia a fina flor judaica em condições extremamente precárias e de uma família bastante pobre. Foi igualmente crucificado fora dos portões de Jerusalém com dois malfeitores (Hebreus 13:12; Lucas 23:33). Terá provavelmente exercido a carpintaria, até aos trinta anos de idade, uma profissão que não era da nobreza. Não tinha uma casa onde reclinar a cabeça (Mateus 8:20), bem como não desposou a ponto de ter filhos e deixar herdeiros. Um homem que vivia miseravelmente da esmola dos outros, mormente das mulheres, que, na altura, não tinham qualquer tipo de reputação social (Lucas 8:2-3). Não teve uma formação religiosa destacada, tal como a dos escribas e fariseus (João 7:15). Veio de uma região onde nem sequer havia um profeta (João 7:52) e, muito menos, se esperava alguma coisa de boa (João 1:46). Os seus discípulos eram genericamente pessoas desprovidas de cultura literária e das mais simples da sociedade judaica (Actos 4:13). A Sua doutrina não tinha um acolhimento favorável por parte dos seus incrédulos ouvintes, antes pelo contrário tamanha oposição (Hebreus 12:3; Isaías 49:73). Viveu aparentemente como um marginal e acabou condenado como se fosse um criminoso na Cruz do Calvário. Contudo, é este Homem desprezado, “irrelevante”, “fracassado” e “mal-apessoado” aos olhos do mundo que habita toda a plenitude de DEUS “e foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades” (Colossenses 1:15-17).
Se o Senhor Jesus desprendeu-se dos cobiçados “valores materialistas”, acabados de se mencionar, e de todos os reinos do mundo e a glória deles quando foi tentado pelo Diabo no deserto (Mateus 4:8-11), por que razão não podemos concluir também que abdicou da beleza física que foi sempre enfatizada desde os primórdios da Humanidade como sendo o sumo bom? E mais, a beleza física nunca foi condição sine qua non para agradar a DEUS. A mulher virtuosa exaltada nas Escrituras não é louvada pela sua beleza física, mas sim pelos seus excelsos atributos humano-espirituais (Provérbios 31:1-31), porque “enganosa é a beleza e vã a formosura” (Provérbios 31:30). Isto para salientar que os filhos da perdição é que dão demasiada primazia à imagem exterior, descurando o interior – o mais importante (Mateus 23:5; 27-28).
Ser destacadamente atraente e bonito só por si não tem nenhum mal. É uma graça natural que DEUS confere especialmente a algumas pessoas, tal como acontece com outros dotes naturais. E pode perfeitamente ser conjugada com uma vida piedosa e sacrossanta. Temos exemplos manifestos disso nas Escrituras Sagradas, nomeadamente a devotada Rebeca que “era uma moça muito formosa, virgem, a quem nenhum homem havia possuído” (Génesis 24:16). A rainha Hadassa, também cognominada de Ester, “era muito bela, de corpo e de feições” (Ester 2:7). A predilecta de Salomão, a Sulamita, é descrita como “a mulher mais bela entre todas as mulheres (Cantares 1:8; 4:1-7; 6:4), somando os homens supra mencionados. O mal está em buscar a beleza exterior a todo o custo, concentrando toda a atenção e energia nela, expondo-se a determinados riscos prejudiciais à saúde – como fazem algumas almas presunçosas e narcisistas. Este leviano comportamento consubstancia uma errada noção da realidade que ainda hoje se apregoa sorrateiramente na nossa moribunda sociedade, que é na beleza física que reside a perfeição e a felicidade humana. E as pessoas fazem de tudo para se manterem “em forma”, a fim de despertarem a atenção especial de terceiros, especialmente de pessoas influentes para possíveis relacionamentos, expondo-se, inclusive, em casos extremos, à loucura de operações plásticas para se sentirem auto-realizadas.
A Palavra de DEUS reprova claramente esta redutora mundividência e conduta, exortando-nos para uma vida consagrada e santificada. Os Cristãos são desafiados a sair do âmbito daquilo que todos pensam e julgam como melhor ou ideal, sobretudo dos padrões predominantes do “presente século mau”, para encontrar a luz Divina que conduz à salvação. É este sair do mundanismo que nos leva a concluir peremptoriamente que o Senhor Jesus não tinha sido um homem notoriamente bonito e, nem tão-pouco, fez questão de procurar tal efémero atributo. A imagem que se vende de um Jesus Cristo sex symbol é completamente falsa, visando apenas a locupletação, e sem qualquer tipo de sustentáculo bíblico. O Messias não tinha qualquer tipo de atracção física que despertasse a atenção neste sentido, razão pela qual foi manifestamente desdenhado pelos ímpios.
A beleza que o Senhor Jesus dispunha era interior e que, infelizmente, continua ainda hoje a ser negligenciada em detrimento da momentânea beleza exterior. A beleza interior perdura para toda a eternidade, pois produz os frutos dignos de arrependimento (Actos 26:20), isto é, o amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança e o viver exclusivamente na plena dependência de DEUS (Gálatas 5:22). Esta beleza, sim, e de forma inequívoca, o Senhor Jesus dispunha e de sobra. Por isso, “Deus O elevou acima de tudo e lhe deu o Nome que está acima de todo o nome; para que ao nome de Jesus se dobrem todos os joelhos: no Céu, na Terra e debaixo da terra; e para que todos proclamem, para glória de Deus Pai: Jesus Cristo é o Senhor!” (Filipenses 2:9-11). Que assim seja. E assim sempre será.
A Utópica Imagem Sex Symbol de Jesus Cristo
Consciência Missionária
A Grande Comissão é um dos imperativos mais importantes do ponto de vista eclesiástico. Ela concretiza-se nos sacramentos do Baptismo e na Ceia do Senhor (Marcos 16:15-16; 1 Coríntios 11:23-26). Foi instituída pelo Senhor Jesus Cristo para os seus discípulos, aquando da Sua gloriosa ascensão aos céus, para aumentar o número dos que vão sendo salvos (Mateus 28:16-18; Actos 2:47). O foco principal da Igreja no mundo é fazer discípulos de todas as nações, baptizando-os em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a guardar todos os cânones sagrados da Palavra de DEUS.
Por isso, a fé Cristã é intrinsecamente missionária. Acontece que, por vicissitudes várias e supervenientes, há um certo tipo de indolência espiritual que mina cada vez mais as lideranças das igrejas e os crentes em particular, obstando a uma holística visão evangelizadora. No círculo Evangélico dito "tradicional" quase não se realizam missões, salvo algumas raras excepções, devido a um falso pretexto teológico de exacerbada ênfase na "graça irresistível" de DEUS. Uma interpretação extremamente abusiva das Sagradas Escrituras, estorvando assim o melhor avanço da Boa Nova da Salvação. No meio pentecostal e carismático vislumbra-se uma maior abertura e sensibilidade missionária. No entanto, em abono da verdade, muitas igrejas fazem-no de forma flagrantemente errada, devido à impreparação e apedeutismo teológico, somando ainda “os vendilhões do templo” que procuram tirar astutamente dividendos pessoais, enriquecendo inescrupulosamente à custa do Evangelho, despoletando, com o seu péssimo testemunho de vida, os maiores escândalos, que só envergonham o bom nome do Cristianismo. Todo este dilema consubstancia a profunda crise de fé em que estamos submergidos, ganhando cada vez mais contornos bastante preocupantes no impacto positivo do Evangelho no mundo.
Há que admitir que muitos crentes e igrejas, no presente século mau em que vivemos, não estão comprometidos com a causa missionária. Não faz parte da sua agenda prioritária de vida. E para ludibriar o bom senso de alguns fiéis inconformados com a lamentável situação, lançam-se nas arengas tautológicas sobre missões que acabam por não ter quaisquer implicações e resultados espirituais. Temos, para vergonha nossa, mais teóricos de missões nas nossas congregações do que propriamente autênticos missionários devidamente comprometidos com a propagação do Evangelho e, consequentemente, salvação de almas perdidas para Cristo.
O Senhor Jesus deu-nos um belo testemunho nesta imprescindível área da Igreja, "andando por todas as cidades e aldeias, ensinava nas sinagogas, anunciava a boa nova do reino de Deus" (Mateus 9:35). O Apóstolo Paulo, interiorizando bem esta grande verdade soteriológica, vai ao ponto de considerar "ai de mim se não anunciar a boa nova" (1 Coríntios 9:16). Foi por isso, na mesma esteira do pensamento, que os primeiros discípulos intensificaram fortemente os seus esforços missionários na propagação do Evangelho pelo mundo, honrando a sagrada missão que lhes foi outorgada pelo Senhor Jesus. Graças a DEUS, conseguimos, através do significativo esforço deles, beneficiar da preciosa Graça Redentora. Recai, da mesma sorte, sobre nós, a mesma responsabilidade de partilhá-la com o mundo perdido. Haverá consequências se negligentemente não o fizermos, tal como nos é requerido pelas Escrituras Sagradas, porque "este dia é dia de boas-novas, e nós nos calamos; se esperarmos até à luz da manhã, seremos tidos por culpados; agora, pois, vamos e o anunciemos à casa do rei”"(2 Reis 7:9 [LER]). Que assim seja.








