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O Admirável Mundo da Maternidade


Debruçar-se sobre o misterioso mundo da maternidade tem muito que se lhe diga. Não é uma tarefa facílima para o comum dos mortais, uma vez que encerra vários pressupostos axiológicos que, nalgumas situações, transcendem a lógica racional (VER). Mesmo assim, apesar da complexidade que o tema acarreta, não nos iliba de reflectir sobre ela como estamos a fazer. A maternidade é, por excelência, a maior vocação que DEUS outorgou às mulheres para perpetuar a Raça Humana. Ela está intrinsecamente ligada à concepção, à procriação, à protecção, ao sustento e à educação. Em todas estas fases, desde a intra-uterina até à idade adulta, os progenitores têm um papel preponderante e determinante no sucesso ou insucesso de um filho, sobretudo as mães, tendo em conta o cordão umbilical que os une. 

Cabe, por isso, aos pais proporcionar uma boa educação aos seus filhos e, deste modo, ajudando-lhes a ser pessoas dignas e bem-sucedidas na sociedade. Só assim, poupar-lhes-ão de inúmeros dissabores e agruras da madrasta vida, contribuindo positivamente para uma sociedade melhor. É extremamente importante ensinar “o menino o caminho que deve seguir, e assim, mesmo quando for velho, não se afastará dele”, exorta a Palavra de DEUS (Provérbios 22:6). É de pequenino, sentencia a sabedoria popular, que se torce o pepino. Não há dúvida que é no berço que se formata o carácter e o substrato identitário. E sabemos que, na generalidade das situações, a influência da mãe é mais importante e amiúde determinante. Tem, por razões cognoscíveis, um maior impacto no carácter do filho do que propriamente do pai. Desde logo, o filho está mais dependente dela – pelo menos nos primeiros anos de vida. Além disso, a herança cultural e a conjuntura social em que estamos inseridos faz com que as mães passem mais tempo com os filhos, comparativamente com os pais. E todos estes factores conjugados acabam por dar uma primazia abismal às mães na vida dos filhos. 

Muitas das grandes figuras na longínqua história da Humanidade foram educadas pelas mulheres humildes e piedosas. Estes homens honrados conseguiram feitos extraordinários graças à nobre educação que receberam das suas mães. Nenhuma mãe deve subestimar a sua capacidade pedagógica e, tão pouco, descurar a responsabilidade que tem na educação e afirmação do seu filho na sociedade, independentemente das condições favoráveis ou adversas que possa estar a viver no seu contexto específico do lar. Não é preciso ser uma mãe erudita ou rica para dar uma boa educação a um filho. Basta querer e procurar transmiti-lo reiteradamente os Grandes Princípios e Valores da vida. 

E mais, importa ainda salientar, os filhos são dos melhores adornos e bens que uma pessoa possa ter, contando que sejam bem planeados. Não consubstanciam fardos ou gastos, tal como a ímpia visão secularista e materialista dos nossos dias tem vindo a propalar. Os filhos são uma dádiva do Senhor. Eles são uma verdadeira bênção, escrevia o rei Salomão (Salmo 127:3-5; 128:1-6). Acontece que, perante esta magnífica bênção Divina, está a maternidade com toda a sua pompa e transcendência. Ser mãe é uma das maiores riquezas e manifestações do amor. Não há amor como o de mãe. Não há mãe, na pura acepção do termo, sem o amor. As duas realidades são visceralmente intrínsecas e indissociáveis uma da outra. A mãe é o sustentáculo, amparo e reduto último para os filhos. É tudo que uma pessoa pode ter neste “Vale de lágrimas”. Por isso, em suma, “quem tem uma mãe tem tudo, quem não tem mãe, não tem nada”

Dia Mundial do Livro


Eu com o único livro da minha vida, a Espada do Espírito, que é a Palavra de Deus (Efésios 6:17). 


Dizem que hoje é o “Dia Mundial do Livro” e acredito que sim. Gosto imenso dos livros, da leitura, da escrita, da intelectualidade e de refugiar-me no confronto saudável de ideias. É uma forma peculiar que disponho para tentar reconciliar-me com o mundo à minha volta. Naturalmente, para ser bem-sucedido nestes salutares hábitos, é extremamente importante gostar de livros e da leitura em especial, razão pela qual tenho feito inúmeras aquisições literárias ao longo dos anos e me desdobrado concomitantemente num rigoroso plano de leitura. Sou, de facto, em abono da verdade, um leitor compulsivo e amante da escrita. A começar, desde logo, com a leitura de livros de várias mundividências, jornais credenciados e reputadas revistas. 

A vida ensina-nos de múltiplas formas. E uma delas é através dos livros que vamos lendo na nossa trajectória. A instrução, a civilização, a cultura geral, o raciocínio lógico, o pensamento crítico, a autonomia do pensamento e a autodeterminação são todos valores indispensáveis contidos nos livros de vários saberes. Ter o hábito de leitura e capacidade cognitiva suficiente de discernimento, para saber examinar correctamente tudo e reter o bem, é um passo amiúde determinante para trilhar o almejado caminho da sabedoria. E a sabedoria é a única virtude que nos dá acesso directo à felicidade (um postulado igualmente formulado há séculos nas Escrituras Sagradas, com ênfase mais acentuada nos Provérbios e Eclesiastes de Salomão, acabando posteriormente por receber um amplo acolhimento no estoicismo, no utilitarismo de Jeremy Bentham e John Stuart Mill). A sabedoria e a felicidade, sem qualquer tipo de hesitação, moram nos livros e nas enriquecedoras experiências práticas que vamos tendo no nosso percurso de vida. 

Por isso, encarnando esta grande e inquestionável verdade soteriologica, tenho lido imenso e adoptado simultaneamente alguns excelentes livros comigo. Neste rol de livros favoritos, importa ainda salientar, o único livro de que jamais prescindo é a Bíblia Sagrada, a Palavra de DEUS. Leio-o praticamente todos os dias. Tem-me ensinando muito e transformado positivamente a minha forma de viver e encarar os desafios da vida a todos os níveis. Isto porque, tal como sustentava peremptoriamente o Apóstolo Paulo, “toda a Escritura é inspirada por Deus e serve para ensinar, convencer, corrigir e educar, segundo a vontade de Deus, a fim de que quem serve a Deus seja perfeito e esteja pronto para fazer tudo o que é bom” (2 Tm 3:16). Que assim seja.

O Vaticano: Uma Vergonha Para o Cristianismo


O Vaticano é uma instituição eclesiástica com profundos desvios doutrinários. Incorpora no seu seio tremendas heresias que não têm qualquer tipo de suporte bíblico, arrastando consigo milhões dos seus fiéis ao longo dos séculos. O exemplo manifesto disso prende-se sobretudo com a prática do culto mariano, a veneração dos santos, o baptismo das crianças, o ecumenismo teológico, a interpretação lato sensu sobre a inerrância da revelação bíblica, a imposição do celibato ao clero, a inflexibilidade sobre o divórcio em caso de adultério (LER), o dogma da infalibilidade papal e toda a capa no sentido de o considerar como sendo representante máximo de DEUS na Terra. Valeu-nos a intrépida correção dos Reformadores Protestantes para recolocar-nos holisticamente no caminho certo da verdade soteriológica (LER)

A última toada vinda do Vaticano, dando conta que o Papa estendeu a todos os padres o poder de perdoar abortos (ALI AQUI), é o exemplo manifesto do profundo desvio doutrinário da Igreja Católica. Tanto o Papa, bispos, sacerdotes, freiras, missionários e todos os cristãos, ninguém tem a prerrogativa de perdoar os pecados cometidos contra o corpo, a natureza e a Trindade. A única pessoa que dispõe desse poder absoluto é DEUS. O Senhor Jesus, na sua encarnação, perdoou os pecados porque Ele é DEUS. Acontece que, por vicissitudes várias e supervenientes, o Vaticano sempre se arrogou de bom anfitrião espiritual, baseando-se numa errada interpretação da afirmação de Jesus ao Apóstolo Pedro em Mateus 16:13-20, usurpando assim poderes que as Escrituras Sagradas não lhe conferem. 

E mais, não há nenhuma novidade no facto de o Papa ter autorizado os padres a absolver as mulheres que se arrependeram de terem praticado o aborto, antes pelo contrário é motivo de tamanha preocupação para quem conhece as Escrituras Sagradas. Digo isto porque esta decisão põe em causa, de forma flagrante, o Sacerdócio Universal dos crentes (1 Pedro 2:5; 2:9; Apocalipse 1:6; 5:9-10). Todos os Cristãos têm acesso livre e directo ao Trono Celestial de DEUS, sem necessitarem de intermediários humanos para que tal aconteça (Efésios 3:11-12; Romanos 5:2). A mesma realidade aplica-se, igualmente, na confissão dos pecados. Qualquer pessoa, seja qual for a sua condição ou cadastro social, pode recorrer unilateralmente a DEUS o perdão dos seus pecados, uma vez que um coração quebrantado e contrito ELE jamais desprezará (Salmo 51:17). Acresce ainda o facto que, aos olhos de DEUS, todos os pecados são perdoados aos homens, excepto a blasfémia contra o Espírito Santo (Mateus 12:31-32; Marcos 3:28-30; Lucas 12:10). E este pecado apenas será cometido por aqueles que não herdarão a vida Eterna. Do resto, todos os outros pecados, independentemente da sua natureza, gravidade ou monstruosidade, o sangue do Senhor Jesus tem poder para os purificar (Salmo 32:5; Hebreus 10:18). 

É verdade que o aborto é um autêntico crime. É tirar a vida de um inocente que merecia sobreviver. Não há justificações "plausíveis" a que se possa recorrer para fazer valer tão vil desumanidade (LER). Mesmo assim, ele é perdoado pelo nosso Amoroso DEUS, tal como os pecados da pedofilia, homossexualidade, roubo, infidelidade, mentira, assassinato, idolatria, corrupção, adultério, ateísmo, agnosticismo, matricida, patricida, fratricida, soberba, chulos, lenocínio, terrorismo, injustiças, ofensas e todos os restantes pecados que não foram enumerados, contando que haja apenas um genuíno arrependimento e conversão a DEUS por parte do pecador, mostrando pelo seu comportamento que está de facto arrependido (Actos 26:20)

A virtude do perdão é um dos excelsos atributos comunicáveis de DEUS, razão pela qual está encerrada na Oração do Pai Nosso (LER) e em inúmeras outras passagens bíblicas. Somos encorajados a perdoar sempre o nosso próximo como DEUS nos perdoou e continua a perdoar (Mateus 6:12; 18:21-23). Tal significa, em termos objectivos, que o perdão deve ser ilimitado, pois DEUS faz exactamente isso connosco (1 João 1:9). O nosso perdão não pode extravasar o seu domínio próprio, isto é, somente podemos perdoar aqueles que nos ofendem e não assumir o protagonismo de perdoar os que pecam contra DEUS como os Papas arbitrariamente costumam fazer. 

Por isso, atendendo à verdade exposta, é completamente inoportuno este propalado anúncio do Vaticano. O Papa Francisco já nos deu a conhecer a sua verdadeira faceta pontifícia. É um calculista irenista, que se desdobra em desvelos alimentados por uma mercenária ânsia de legitimação popular. Uma vergonha para o Cristianismo, bem como o Vaticano. Resta-me, como Cristão, suplicar a DEUS para perdoá-lo juntamente com os seus correligionários da instituição que lidera, porque não sabem o que fazem. 

A Criança Como Modelo de Pureza e Herdeira do Reino de DEUS


Para ser maior de idade é preciso primeiramente ser criança. Somente é adulto aquele que outrora foi tenro e experimentou a doce fase da puerilidade. Ser criança é encarnar a cândida imagem do ser humano a todos os níveis, máxime os valores da singeleza, honestidade e benignidade. Tais elevadas virtudes ético-morais projectam-se na sua contagiante beleza da alma e maneira peculiar de estar das próprias criancinhas. Talvez fosse por esta razão que elas tivessem sido unanimemente apelidadas pelos comuns dos mortais de “anjo”, beneficiando assim das impolutas qualidades desta magnífica e transcendente criatura celestial. 

O Senhor Jesus Cristo, de forma bastante peremptória, advertiu aos seus discípulos que o Reino de DEUS é dos que são como crianças, pois que quem não o receber abertamente tal como elas de modo nenhum entrará nele (Mt 19:14-15; Mc 10:14-16; Lc 18:16-17). Para nós, Cristãos, os que genuinamente “nasceram de novo”, ser criança é um imperativo bíblico e um dos requisitos indispensáveis para herdar a promessa da vida eterna. 

Por isso num dia como o de hoje, em que se celebra universalmente “O Dia Mundial da Criança”, não se reduz apenas à condição de ser criança, mas também é direcionado a todos aqueles que procuram no seu quotidiano perfilhar holisticamente os nobres valores de um infante

Sem entrar mais em prolegómenos, desejo um feliz e bem-sucedido um de Junho para todas as crianças do mundo, especialmente às que estão expostas a situações precárias de risco e são vítimas de tremendos horrores de guerra, miséria, abandono, fome, exploração, abuso, violação, prostituição, trabalho forçado, etc. Que o Todo-poderoso DEUS, de facto, as ampare e as liberte definitivamente do jugo opressor em que se encontram submergidas.

Os Alçapões do Sistema Democrático


É com muita preocupação que tenho vindo acompanhar o mediático e controverso processo instaurado contra a agora proscrita Dilma Roussef (LER). Ele é bastante discutível do ponto de vista acusatório. Mesmo assim, em abono da verdade, não subscrevemos o argumento capcioso das mentes que erradamente julgam a destituição da Presidente como cometimento de um golpe de Estado antidemocrático. É uma leitura manifestamente redutora. Não estamos perante qualquer inversão da ordem constitucional. Tudo está a ser feito legalmente, tal como manda escrupulosamente a Constituição da República. 

O âmago do problema reside mais na importação defeituosa do presidencialismo dos EUA para os países da América Latina. E como sustenta o Professor Jorge Reis Novais, para ilustrar aquilo a que os doutrinadores apelidam do "presidencialismo adulterado" destes mesmos países, o modelo "corre frequentemente o risco de degenerar, seja pela ocorrência de conflitos bloqueadores do funcionamento do sistema, seja pela frequência com que tais conflitos tendem a ser resolvidos pelas vias da concentração de poderes no Presidente ou, até, do golpe antidemocrático, seja pela tentação de recurso a meios ilícitos para conquistar maiorias de apoio para as medidas governamentais ou para domesticar as oposições" (In Semipresidencialismo: Teoria do Sistema de Governo Semipresidencial, Volume I, 2007, Almedina, Coimbra, p. 85). 

E mais, se comparamos, para efeitos de aferição, o crime de responsabilidade contemplado na ordem jurídica americana com o da brasileira constataremos uma diferença assinálavel. Por isso, "a convulsão legal" em torno do impeachment na Terra do Samba prende-se com a ausência de checks and balances para fortificar o regime. Dito por outras palavras, são os alçapões do sistema contra o próprio sistema democrático. 

Inúmeros outros argumentos poderiam ainda ser invocados para questionar o processo da destituição, contudo, importa salientar que Dilma foi extremamente negligente e infeliz na forma como governou. Criou inimizades desnecessárias e, simultaneamente, subestimou os adversários. Não conseguiu mobilizar o país em torno da sua agenda política, mergulhando-o numa profunda crise económico-financeira com contornos ainda imprevisíveis. Acresce o facto de, ao longo dos últimos anos, o índice de corrupção ter aumentado no Brasil de forma galopante, somando a astúcia que usou no processo judicial de Lula da Silva nomeando este para o governo com o fito de protegê-lo da justiça, fragmentando ainda mais a sociedad(LER). Foram factores determinantes que contribuíram para o seu prematuro afastamento. Colheu apenas aquilo que semeou, isto é, fez tudo para cair sozinha (LER). Está, infelizmente, isolada. Colocou todo o mundo contra ela escusadamente (LER). Sai da presidência, por enquanto, porque não entende a política nem os homens que nela vivem (LER)

É pena porque poderia ter uma sorte bem diferente e não esta tragédia praticamente irreversível. Passa a figurar na história pelas piores razões. É uma dura derrota para o Partido dos Trabalhadores (PT) e todos aqueles que se preocupam com a emancipação feminina (LER)

A Falsa Imagem Sex Symbol do Senhor Jesus Cristo


Sentimo-nos compelidos a tomar posição sobre as especulações de que o aspecto físico do Senhor Jesus Cristo tem sido objecto ao longo da História, máxime com o recente estudo publicado que veio deitar por terra o deslumbrante retrato da “Última Ceia” desenhado por Leonardo da Vinci, no séc. XV, que é comummente acolhido no mundo Cristão como sendo a fidedigna imagem do Filho de DEUS (LER). É verdade que não temos nenhum relato bíblico no Novo Testamento que nos indique os detalhes da estrutura física do Senhor Jesus, no entanto, e atentando cuidadosamente a uma leitura holística das Sagradas Escrituras, rapidamente conseguiremos apurar o que poderá ser a possível imagem do Messias. O Senhor Jesus, em abono da verdade, não era um homem “bonito” à luz dos padrões do decadente mundo, tal como prolifera na Sua falsa imagem comercial. Se fosse de facto uma pessoa bem-parecido os autores sagrados teriam destacado este pormenor, tal como fizeram com alguns heróis da fé, nomeadamente Moisés (Êxodo 2:1-2); Actos 7:20; Hebreus 11:23), José (Génesis 39:6) e David (1 Samuel 16:12)[1]. 

O Profeta Isaías, descrevendo a figura do “Servo Sofredor”, registou que “cresceu diante do Senhor como um simples rebento, ou raiz em terra árida sem aparências nem beleza para poder dar nas vistas. O seu aspecto não tinha qualquer atractivo. Era desprezado e abandonado pelos homens, como alguém cheio de dores e habituado ao sofrimento, e para o qual se evita olhar. Era desprezado e tratado sem nenhuma consideração” (Isaías 53:2-3). Na mesma esteira do pensamento, o Patriarca David descrevendo o Seu padecimento escreveu: “mas eu sou verme, e não homem, opróbrio dos homens e desprezado do povo. Todos os que me vêem zombam de mim” (Salmo 22:6-7). Estas descrições, e outras realidades subjacentes a Messias, ajudam-nos, pelo menos, a construir uma figura credível sobre a Sua aparência física. 

Desde logo, a encarnação do Filho de DEUS está visceralmente ligada à humildade e ao sofrimento. Humilhou-se da Sua natureza Divina e de tudo aquilo que superficialmente os seres humanos consideram como sendo o ideal, tomando a forma de escravo (Filipenses 2:5-8). Nasceu fora de Jerusalém onde residia a fina flor judaica em condições extremamente precárias e de uma família bastante pobre. Foi igualmente crucificado fora dos portões de Jerusalém com dois malfeitores (Hebreus 13:12; Lucas 23:33). Terá provavelmente exercido a carpintaria, até aos trinta anos de idade, uma profissão que não era da nobreza. Não tinha uma casa onde reclinar a cabeça (Mateus 8:20), bem como não desposou a ponto de ter filhos e deixar herdeiros. Um homem que vivia miseravelmente da esmola dos outros, mormente das mulheres, que, na altura, não tinham qualquer tipo de reputação social (Lucas 8:2-3). Não teve uma formação religiosa destacada, tal como a dos escribas e fariseus (João 7:15). Veio de uma região onde nem sequer havia um profeta (João 7:52) e, muito menos, se esperava alguma coisa de boa (João 1:46). Os seus discípulos eram genericamente pessoas desprovidas de cultura literária e das mais simples da sociedade judaica (Actos 4:13). A Sua doutrina não tinha um acolhimento favorável por parte dos seus incrédulos ouvintes, antes pelo contrário tamanha oposição (Hebreus 12:3; Isaías 49:73). Viveu aparentemente como um marginal e acabou condenado como se fosse um criminoso na Cruz do Calvário. Contudo, é este Homem desprezado, “irrelevante”“fracassado” e “mal-apessoado” aos olhos do mundo que habita toda a plenitude de DEUS “e foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades” (Colossenses 1:15-17). 

Se o Senhor Jesus desprendeu-se dos cobiçados “valores materialistas”, acabados de se mencionar, e de todos os reinos do mundo e a glória deles quando foi tentado pelo Diabo no deserto (Mateus 4:8-11), por que razão não podemos concluir também que abdicou da beleza física que foi sempre enfatizada desde os primórdios da Humanidade como sendo o sumo bom? E mais, a beleza física nunca foi condição sine qua non para agradar a DEUS. A mulher virtuosa exaltada nas Escrituras não é louvada pela sua beleza física, mas sim pelos seus excelsos atributos humano-espirituais (Provérbios 31:1-31), porque “enganosa é a beleza e vã a formosura” (Provérbios 31:30). Isto para salientar que os filhos da perdição é que dão demasiada primazia à imagem exterior, descurando o interior – o mais importante (Mateus 23:5; 27-28). 

Ser destacadamente atraente e bonito só por si não tem nenhum mal. É uma graça natural que DEUS confere especialmente a algumas pessoas, tal como acontece com outros dotes naturais. E pode perfeitamente ser conjugada com uma vida piedosa e sacrossanta. Temos exemplos manifestos disso nas Escrituras Sagradas, nomeadamente a devotada Rebeca que “era uma moça muito formosa, virgem, a quem nenhum homem havia possuído” (Génesis 24:16). A rainha Hadassa, também cognominada de Ester, “era muito bela, de corpo e de feições” (Ester 2:7). A predilecta de Salomão, a Sulamita, é descrita como “a mulher mais bela entre todas as mulheres (Cantares 1:8; 4:1-7; 6:4), somando os homens supra mencionados. O mal está em buscar a beleza exterior a todo o custo, concentrando toda a atenção e energia nela, expondo-se a determinados riscos prejudiciais à saúde – como fazem algumas almas presunçosas e narcisistas. Este leviano comportamento consubstancia uma errada noção da realidade que ainda hoje se apregoa sorrateiramente na nossa moribunda sociedade, que é na beleza física que reside a perfeição e a felicidade humana. E as pessoas fazem de tudo para se manterem “em forma”, a fim de despertarem a atenção especial de terceiros, especialmente de pessoas influentes para possíveis relacionamentos, expondo-se, inclusive, em casos extremos, à loucura de operações plásticas para se sentirem auto-realizadas. 

A Palavra de DEUS reprova claramente esta redutora mundividência e conduta, exortando-nos para uma vida consagrada e santificada. Os Cristãos são desafiados a sair do âmbito daquilo que todos pensam e julgam como melhor ou ideal, sobretudo dos padrões predominantes do “presente século mau”, para encontrar a luz Divina que conduz à salvação. É este sair do mundanismo que nos leva a concluir peremptoriamente que o Senhor Jesus não tinha sido um homem notoriamente bonito e, nem tão-pouco, fez questão de procurar tal efémero atributo. A imagem que se vende de um Jesus Cristo sex symbol é completamente falsa, visando apenas a locupletação, e sem qualquer tipo de sustentáculo bíblico. O Messias não tinha qualquer tipo de atracção física que despertasse a atenção neste sentido, razão pela qual foi manifestamente desdenhado pelos ímpios. 

A beleza que o Senhor Jesus dispunha era interior e que, infelizmente, continua ainda hoje a ser negligenciada em detrimento da momentânea beleza exterior. A beleza interior perdura para toda a eternidade, pois produz os frutos dignos de arrependimento (Actos 26:20), isto é, o amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança e o viver exclusivamente na plena dependência de DEUS (Gálatas 5:22). Esta beleza, sim, e de forma inequívoca, o Senhor Jesus dispunha e de sobra. Por isso, “Deus O elevou acima de tudo e lhe deu o Nome que está acima de todo o nome; para que ao nome de Jesus se dobrem todos os joelhos: no Céu, na Terra e debaixo da terra; e para que todos proclamem, para glória de Deus Pai: Jesus Cristo é o Senhor!” (Filipenses 2:9-11). Que assim seja. E assim sempre será. 



[1] E, com isso, importa esclarecer que não estamos a fazer a apologia de que o Senhor Jesus era feio. Nada disso, uma vez que todas as criaturas de DEUS são todas primorosas, não obstante a mancha do pecado que veio subsequentemente deteriorar esta impoluta imagem. Mesmo assim, os seres humanos continuam a herdar a perfeita imagem e semelhança de DEUS (Génesis 1:27; 5-2; 1 Coríntios 11-7). Aos olhos do Eterno DEUS, ninguém é feio. Com efeito, tendo em conta “o pecado original” de Adão e Eva, algumas mulheres e homens passaram a ser mais destacadamente bonitos comparativamente aos demais – na distorcida e mundana visão do Homem. É nesta lógica secularista que analisaremos o título do artigo em apreço, procurando extrair com ele a verdade teológico-espiritual sobre a verdadeira beleza.

A Utópica Imagem Sex Symbol de Jesus Cristo


Sentimo-nos compelidos a posicionar sobre as especulações que o aspecto físico do Senhor Jesus tem sido objecto ao longo da História, mormente com o recente estudo publicado que veio deitar por terra o deslumbrante retrato da "Última Ceia" desenhado por Leonardo da Vinci no séc. XV, que é comummente acolhido no mundo Cristão como sendo a provável imagem do Filho de DEUS (ALI) e (AQUI)

É verdade que não temos nenhum relato bíblico, no Novo Testamento, que nos indique os detalhes da estrutura física do Senhor Jesus. No entanto, e atentando cuidadosamente a uma leitura holística das Sagradas Escrituras, rapidamente conseguiremos apurar o que poderá ser a imagem do Messias. Em abono da verdade, Jesus não era um homem "bonito" à luz dos padrões do mundo, tal como proliferam a Sua imagem comercial com intuitos lucrativos. Se fosse de facto uma pessoa de boa aparência os autores sagrados teriam destacado este pormenor como fizeram com alguns heróis da fé, nomeadamente Moisés (Actos 7:20; Hebreus 11:23) e David (1 Samuel 16:12). 

O Profeta Isaías, descrevendo a figura do Servo Sofredor, registou que "cresceu diante do SENHOR como um simples rebento, ou raiz em terra árida sem aparências nem beleza para poder dar nas vistas. O seu aspecto não tinha qualquer atractivo. Era desprezado e abandonado pelos homens, como alguém cheio de dores e habituado ao sofrimento, e para o qual se evita olhar. Era desprezado e tratado sem nenhuma consideração" (Isaías 53:2-3). Na mesma esteira do pensamento, o salmista David realçando o Seu padecimento, escreveu: "mas eu sou verme, e não homem, opróbrio dos homens e desprezado do povo" (Salmos 22:6). Estas descrições e os demais contido na Palavra de DEUS, pelo menos, ajudam-nos a construir uma figura fidedigna da aparência física do Filho do Homem. 

Desde logo, a encarnação do Filho de DEUS está visceralmente ligada à humildade e ao sofrimento atroz. Humilhou-se da Sua natureza Divina, e de tudo aquilo que os humanos consideram como sendo o ideal de vida, tomando a forma de escravo (Filipenses 2:5-8). Nasceu fora de Jerusalém, onde residia a fina flor judaica, em condições extremamente precárias e de uma família bastante pobre. Foi, igualmente, crucificado fora dos portões de Jerusalém com dois malfeitores (Hebreus 13:12; Lucas 23:33). Exerceu provavelmente a carpintaria, uma profissão que não era da nobreza. Não tinha uma casa onde reclinar a cabeça (Mateus 8:20), bem como não desposou a ponto de ter filhos e deixar herdeiros. Vivia de esmola dos outros, mormente das mulheres que, na altura, não tinham qualquer tipo de reputação social (Lucas 8:2-3). Não teve uma formação religiosa destacada, tal como os escribas e fariseus. Veio de uma região onde nem sequer havia um profeta (João 7:52) e, muito menos, se esperava alguma coisa de boa (João 1:46). Os seus discípulos eram genericamente pessoas desprovidas de cultura literária e das mais simples da sociedade hebraica. A Sua doutrina não tinha um acolhimento favorável por parte dos ouvintes, antes pelo contrário tamanha oposição (Hebreus 12:3; Isaías 49:73). Viveu como um marginal e acabou como um criminoso na Cruz do Calvário. No entanto é este homem de dores e experimentado nos sofrimentos (Isaías 53:3)“irrelevante" e "fracassado" aos olhos do mundo, que habita toda a plenitude de DEUS "e foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades” (Colossenses 1:15-17). 

Se o Senhor Jesus desprendeu dos cobiçados "valores materialistas", acabados de se mencionar, e de todos reinos do mundo, e a glória deles quando foi tentado pelo diabo (Mateus 4:8-11), por que razão não podemos concluir que abdicou também da beleza física que foi sempre enfatizada desde os primórdios da Humanidade como sendo o sumo bom? A beleza física nunca foi condição necessária para agradar a DEUS. Os filhos da perdição é que dão demasiada importância à imagem exterior, descurando o interior que é o mais importante (Mateus 23:5; 27-28). Ser atraente e bonito só por si não tem nenhum mal. É uma graça natural, que DEUS confere especialmente a algumas pessoas. O mal está em buscar a beleza exterior a todo custo, concentrando toda a atenção e energia nela, expondo-se a determinados riscos prejudiciais à saúde, como fazem algumas almas presunçosas. Este comportamento consubstancia uma falsa noção de realidade que ainda hoje se apregoa, de forma implícita na sociedade, que é na beleza física que reside a perfeição e a felicidade humana. E as pessoas fazem de tudo para se manterem "em forma", a fim de despertarem a atenção especial de terceiros, nomeadamente dos influentes para relacionamentos de várias ordens, expondo-se em determinadas situações riscos prejudiciais à saúde através de recursos a operações plásticas etc e, deste modo, sentirem-se auto-realizadas. A Palavra de DEUS reprova manifestamente esta redutora conduta e forma de estar na vida. Os Cristãos são desafiados a sair do âmbito daquilo que todos pensam e julgam como melhor ou ideal, sobretudo dos padrões predominantes do mundo, para encontrar a luz divina que conduz à salvação. É este sair do âmbito daquilo que todos pensam e julgam como o ideal, que nos leva a concluir que Jesus não tinha sido um sex symbol e nem tão-pouco fez questão de procurar tal "atributo"

A imagem que se vende de um Jesus Cristo sex symbol é completamente utópico e sem qualquer tipo de sustentáculo bíblico. O Messias não tinha qualquer tipo de atracção física, que chamasse a atenção especial, razão pela qual foi desdenhado pelos homens. A beleza que Jesus dispunha era interior e que, infelizmente, continua a ser negligenciada no nosso mundo pós-moderno em detrimento da efémera beleza exterior. A verdadeira beleza, que perdura para toda a eternidade, produz o Arrependimento, o Amor, a Verdade, a Santidade, a Humildade, a Bondade, a Justiça, a Misericórdia. É estar, em suma, no centro da vontade de DEUS e viver de acordo com os seus impolutos preceitos. Esta beleza, sim, Jesus tinha e de sobra. Por isso, "Deus O elevou acima de tudo e lhe deu o Nome que está acima de todo o nome; para que ao nome de Jesus se dobrem todos os joelhos: no Céu, na Terra e debaixo da terra; e para que todos proclamem, para glória de Deus Pai: Jesus Cristo é o Senhor!" (Filipenses 2:9-11). 

Consciência Missionária


A Grande Comissão é um dos imperativos mais importantes do ponto de vista eclesiástico. Ela concretiza-se nos sacramentos do Baptismo e na Ceia do Senhor (Marcos 16:15-16; 1 Coríntios 11:23-26). Foi instituída pelo Senhor Jesus Cristo para os seus discípulos, aquando da Sua gloriosa ascensão aos céus, para aumentar o número dos que vão sendo salvos (Mateus 28:16-18; Actos 2:47). O foco principal da Igreja no mundo é fazer discípulos de todas as nações, baptizando-os em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a guardar todos os cânones sagrados da Palavra de DEUS. 

Por isso, a fé Cristã é intrinsecamente missionária. Acontece que, por vicissitudes várias e supervenientes, há um certo tipo de indolência espiritual que mina cada vez mais as lideranças das igrejas e os crentes em particular, obstando a uma holística visão evangelizadora. No círculo Evangélico dito "tradicional" quase não se realizam missões, salvo algumas raras excepções, devido a um falso pretexto teológico de exacerbada ênfase na "graça irresistível" de DEUS. Uma interpretação extremamente abusiva das Sagradas Escrituras, estorvando assim o melhor avanço da Boa Nova da Salvação. No meio pentecostal e carismático vislumbra-se uma maior abertura e sensibilidade missionária. No entanto, em abono da verdade, muitas igrejas fazem-no de forma flagrantemente errada, devido à impreparação e apedeutismo teológico, somando ainda “os vendilhões do templo” que procuram tirar astutamente dividendos pessoais, enriquecendo inescrupulosamente à custa do Evangelho, despoletando, com o seu péssimo testemunho de vida, os maiores escândalos, que só envergonham o bom nome do Cristianismo. Todo este dilema consubstancia a profunda crise de fé em que estamos submergidos, ganhando cada vez mais contornos bastante preocupantes no impacto positivo do Evangelho no mundo. 

Há que admitir que muitos crentes e igrejas, no presente século mau em que vivemos, não estão comprometidos com a causa missionária. Não faz parte da sua agenda prioritária de vida. E para ludibriar o bom senso de alguns fiéis inconformados com a lamentável situação, lançam-se nas arengas tautológicas sobre missões que acabam por não ter quaisquer implicações e resultados espirituais. Temos, para vergonha nossa, mais teóricos de missões nas nossas congregações do que propriamente autênticos missionários devidamente comprometidos com a propagação do Evangelho e, consequentemente, salvação de almas perdidas para Cristo. 

O Senhor Jesus deu-nos um belo testemunho nesta imprescindível área da Igreja, "andando por todas as cidades e aldeias, ensinava nas sinagogas, anunciava a boa nova do reino de Deus" (Mateus 9:35). O Apóstolo Paulo, interiorizando bem esta grande verdade soteriológica, vai ao ponto de considerar "ai de mim se não anunciar a boa nova" (1 Coríntios 9:16). Foi por isso, na mesma esteira do pensamento, que os primeiros discípulos intensificaram fortemente os seus esforços missionários na propagação do Evangelho pelo mundo, honrando a sagrada missão que lhes foi outorgada pelo Senhor Jesus. Graças a DEUS, conseguimos, através do significativo esforço deles, beneficiar da preciosa Graça Redentora. Recai, da mesma sorte, sobre nós, a mesma responsabilidade de partilhá-la com o mundo perdido. Haverá consequências se negligentemente não o fizermos, tal como nos é requerido pelas Escrituras Sagradas, porque "este dia é dia de boas-novas, e nós nos calamos; se esperarmos até à luz da manhã, seremos tidos por culpados; agora, pois, vamos e o anunciemos à casa do rei”"(2 Reis 7:9 [LER]). Que assim seja. 

Pôr os Pontos nos Is


Concordo genericamente com o eurodeputado Paulo Rangel: Jesus não era Socialista e não se restringia a nenhuma ideologia política. Ele transcende qualquer tipo de filosofia e redutores arbítrios humanos (LER). A Sua mensagem do Evangelho é dos pobres do espírito – daqueles que procuram genuinamente reconhecer a sua miserável condição espiritual e aceitam, de bom agrado, o convite de abraçá-Lo como Único Senhor e Suficiente Salvador em suas vidas. O Messias não era Político e nem sequer tinha essa pretensão, apesar de infundadas suspeitas das autoridades romanas e do Sinédrio que recaíam sobre Ele, acusando-Lhe aleivosamente de querer ser o rei dos judeus e de Se autoproclamar Filho de DEUS, culminando assim com a Sua horripilante morte na Cruz do Calvário. 

É verdade que Jesus se relacionou com pessoas de diferentes classes sociais (tantos os pobres como os ricos) contudo, nestes relacionamentos que granjeou, Ele dava primazia especial aos mais desfavorecidos por serem pessoas que careciam de maior ajuda, nomeadamente os órfãos, as viúvas, os doentes, os estrangeiros e os pobres em geral. E os seus seguidores, os Cristãos, são chamados a olhar com devida atenção para os marginalizados da sociedade. Tal não significa, de modo algum, que Jesus era Socialista, Social-democrata, Comunista, Democrata Cristão, e, muito menos, de Esquerda ou de Direita como muitas vezes é catalogado partidariamente. Apenas evidenciava, de forma manifesta, a componente da Justiça Social que a Doutrina do Evangelho também encerra. 

O Mar de Tragédia


Um excelente artigo de opinião que vale a pena ler. Diagnóstico bem esclarecido sobre a temática em apreço. As incontáveis mortes dos desfavorecidos migrantes no Mediterrâneo devem inquietar-nos a todos (LER), sobretudo neste dia bastante especial em que se celebra "O Dia de África" no Continente Negro. Recomendo a sua leitura (LER)

O Peso da Missão


Este blogue faz hoje nove anos de existência. Para mim é um enorme privilégio ser o seu autor e poder partilhar as minhas convicções politico-teológicas com os amigos, familiares, conhecidos e desconhecidos. "As Verdades" permitiu-me ampliar significativamente os meus horizontes de conhecimentos em múltiplas áreas, máxime a nível de cultura geral. Despertou-me um gosto bastante especial pela leitura, os livros e a escrita. Tenho procurado investir cada vez mais nestes exigentes domínios do saber, com o intuito de aperfeiçoar a minha forma de escrever e, assim, transmitir eficazmente a mensagem que tenho vindo a partilhar. 

Não obstante a adrenalina subjacente a escrever artigos e os desafios positivos que tudo isto encerra, também não é nada fácil estarmos constantemente a manifestar publicamente as nossas posições sobre determinados assuntos. O que escrevemos é susceptível de colidir com os poderes instalados e interesses tidos como inquestionáveis, nomeadamente no que toca a temas ditos fracturantes. Falo mesmo da minha experiência própria. Ao longo destes anos volvidos a escrever, tive muitos problemas, acumulei inúmeras inimizades e a minha imagem ficou bastante deteriorada aos olhos de certas pessoas que se armam em "progressistas", sem saber o que isto significa em termos semânticos, por considerarem presunçosamente que sou antiquado, radical e um fanático religioso. Com efeito e, em todas as ocasiões, tal como dizia inspiradamente o Apóstolo Paulo, procuro somente servir-me das armas da justiça, tanto na defesa como no ataque. 

Tudo isso é consequência decorrentes do mundo da filosofia. Filosofar é um processo vitalício de mal entendidos, que consubstanciam contraditórios, ciúmes, calúnias, rivalidades, invejas, lutas, perseguições e até, em casos extremos, a morte. Não é um mundo pacífico e "romântico", tal como idealizado e apresentado pelo norueguês Jostein Gaarder, no seu “Mundo de Sofia”. É muito mais do que isso. E quem entra nele tem que estar preparado para o que der e vier, inclusive admitir eventuais retaliações que possam surgir por parte de terceiros. 

Marco Túlio Cícero, falando para o seu amado discípulo, na sua emblemática obra "Dos Deveres (de Officiis)", malsinava "que para alguns homens de bem o nome da filosofia constitua, todavia, um alvo de hostilidade”.Esta denúncia era deveras realista. Foi esta hostilidade que sentenciou à perseguição e à morte de muitas figuras mediáticas, e algumas anónimas, ao longo da História. Nem todos têm a capacidade suficiente de exercer a virtude da tolerância e conviver pacificamente com a diferença de opinião. E sempre vai ser assim esta lamentável realidade no nosso mundo, infelizmente. 

Da minha parte estou penhoradamente feliz por ter sido conotado com os adjectivos pejorativos supra mencionados. Em certa medida, confesso, até é um bom sinal para um Cristão: "Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós por minha causa. Exultai e alegrai-vos, porque é grande o vosso galardão nos céus" (Mateus 5:11-12), encorajava o Senhor Jesus aos seus seguidores. 

"As Verdades" não serve e nem servirá para o "politicamente correcto", ou para agradar aos leitores com aquilo que gostariam de ouvir, mas colocar humildemente diante de mim o que julgo ser a Glória do Senhor Jesus. É este o meu grande lema e objectivo diariamente neste espaço – a Glória do Senhor Jesus. Tudo o que extravasa este âmbito será objecto da minha mais vigorosa crítica e repúdio. Pensem o que pensarem de mim. Encaro tudo isso como sendo o peso de missão, que abracei desde o primeiro momento (LER)"porque nada podemos contra a verdade, senão em favor da própria verdade" (2 Coríntios 13:8). E somente a Verdade do Evangelho libertar-nos-á (João 8:32).

A Impreterível Reforma do Islão


Uma das piores ameaças que o mundo Pós-moderno enfrenta vem, sem margem para dúvidas, do Islão. É uma religião hostil que não conseguiu evoluir ao longo dos tempos. Permanece estaticamente refém de um passado integrista e de uma ideologia retrógrada, desprovida de qualquer tipo de sentido nos dias de hoje. Opõe liminarmente aos valores do secularismo, da democracia, da globalização, da modernidade, sob pretexto de serem produtos Ocidentais e maldições diabólicas. Propala, sobretudo, uma mensagem autoritária que emprega explicitamente o ódio e a violência como sendo meios legítimos para se afirmar o primado da "Sharia" em todas as esferas da sociedade, através de um fundamentalismo exacerbado, que consubstancia manifestamente práticas do terrorismo. E assim, de forma fanática, resvala numa deriva doutrinária e profunda crise de fé sem retorno previsível. 

Por isso, em suma, os apologistas que defendem que o Islão não é responsável pelas atrocidades cometidas em seu nome não são, de todo, razoáveis. Enquanto os líderes islâmicos não propuserem uma interpretação substancialmente pacifista do Alcorão, parafraseando Hicham Bou Nassif, tanto os Judeus como os Cristãos e pessoas tidas como "infiéis" continuarão a ser perseguidas e assassinadas, como, aliás, têm sido reiteradamente. É este o motivo pelo qual os argumentos que proclamam a "inocência do Islão" são inexactos e contraproducentes. Não fazem mais do que atrasar o exame de consciência que os muçulmanos têm de fazer impreterivelmente para o supremo bem da Humanidade. 

PIROGA FANTASMA (16): A Misoginia Cultural


Hoje é o "Dia da Mulher Guineense”. Uma efémera data que não tem qualquer tipo de repercussão prática na vida das pessoas, limitando-se apenas a um mero formalismo institucionalista para engodar a opinião pública e continuar a perpetuar as assimetrias e tremendas desigualdades sociais entre ambos os sexos. A Guiné-Bissau é um país misógino. Não é feito para o sucesso das mulheres. Infelizmente. A autonomia e a afirmação da Mulher não é algo muito bem visto na nossa retrógrada sociedade de matchundadi, tal como oportunamente denunciamos há quatro anos (LER). E tudo isto acaba por acentuar, de forma considerável, o abuso e a descriminação que inúmeras mulheres enfrentam penosamente no seu quotidiano. 

Da nossa parte resta-nos desejar as maiores felicidades do mundo a todas as mulheres Guineenses, dentro e fora do país, especialmente às que estão a passar por sérias adversidades nos diferentes contextos inseridos. Estamos convosco nesta difícil luta civilizacional e a vitória é, sem margem de dúvida, certa. Muitos parabéns pela vossa Coragem, Força, Determinação, Valentia e Inspiração! 

PIROGA FANTASMA (16): Despotismo Consentido


Hoje é o "Dia da Mulher Guineense" (LER). Uma efémera data que não tem qualquer tipo de repercussão prática na vida das pessoas, limitando-se apenas a um mero formalismo institucionalista para engodar a opinião pública e continuar a perpetuar as tremendas desigualdades sociais entre ambos os sexos. A Guiné-Bissau é um país misógino. Não é feito para as mulheres. A autonomia e a afirmação da mulher não é algo bem visto em várias esferas da sociedade, tal como oportunamente denunciei AQUI há quatro anos atrás. E tudo isto acaba por acentuar, de forma considerável, o abuso e a descriminação que inúmeras mulheres enfrentam penosamente no seu quotidiano. 

Da minha parte, resta-me simplesmente desejar as maiores felicidades do mundo a todas as mulheres Guineenses, dentro e fora do país, especialmente às que estão a passar por sérias adversidades nos diferentes contextos em que estão inseridas. Estou convosco nesta difícil luta civilizacional e a vitória é, sem margem de dúvida, certa. Muitos parabéns pela vossa Coragem, Força, Determinação, Valentia e Inspiração! Dianti só ki kaminhu!