Mostrar mensagens com a etiqueta A Ler. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta A Ler. Mostrar todas as mensagens

A LER

Nunca foi tão urgente compreender a mente autoritária dos ditadores como nos conturbados dias de hoje. Melhor ainda é compreender os métodos ardilosos que empregam para ludibriarem as massas e, consequentemente, chegarem ao poder o mais rápido possível e legitimarem as suas despóticas acções governativas. Julgava presunçosamente que já tinha entendido razoavelmente tais artimanhas formulações ditatoriais – por causa de algumas sínteses que estudei sobre o absolutismo político ao longo dos anos. Afinal de contas, sem dúvida, estava manifestamente equivocado na minha ingénua presunção. 

Por isso, para preencher algumas lacunas que ainda tenho neste domínio de autocracia, comecei por estes dias a ler afincadamente “A Democracia Totalitária” do Professor Doutor Paulo Otero.  Uma leitura que está a ser bastante intrigante e desafiante a todos os níveis. Depois de me ter aventurado com sucesso, há sete anos, de forma entusiasta, na leitura da clássica obra “As Origens do Totalitarismo” de Hannah Arendt (ALI) e (AQUI), sinto-me novamente compelido a mergulhar na Democracia Totalitária de Paulo Otero para, desta forma, compreender melhor a autocracia político-governativa. 

Num passado recente, mais concretamente em Abril de 2019, a reputada revista Courrier Internacional fez capa com uma longa e provocante reportagem intitulada “Agora Mandam os Brutos?”, nomeando no leque dos governantes “brutos” de então Trump, Putin, Xi Jinping, Bin Salmam, Erdogan, Salvini e Bolsonaro, chamando a atenção para uma convulsão político-social no mundo, tendo em conta a deriva autoritária em que parte das grandes democracias estavam a enveredar. Estamos, cada vez mais, a presenciar impotentemente este ataque deliberado à Democracia Participativa, com consequências nefastas na vida de todos nós. 

Estou duplamente feliz com esta leitura que estou a empreender. Primeiro, o autor da obra em apreço, o Doutor Paulo Otero, foi meu Professor na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa e um dos que eu mais aprecio nela. Segundo, a abordagem metodológica e “argumentação persuasiva” do livro não diferem tanto da sua outra obra “As Instituições Políticas e Constitucionais”, que éramos obrigados a ler para podermos entrar depois em noções estruturantes de Direito Constitucional. O senhor Professor Doutor Paulo Otero é muito bom a dar aulas. É também bastante bom a escrever. E “A Democracia Totalitária” não será certamente a excepção à regra a estas qualidades intrínsecas e notórias do Professor Otero. Vale a pena lê-la, tal como estou agora a fazer. Vale mesmo a pena. Recomendo-a.

Confissões de Santo Agostinho


Já tenho comigo as Confissões de Santo Agostinho. Tenho comigo a obra que tanto desejava ter de a uns tempos para cá. Tenho felizmente um grande clássico de Teologia e um dos maiores vultos da milenar história do Cristianismo. Tenho comigo uma das mais emblemáticas, brilhantes, importantes, estudadas e influenciadoras obras da história da Humanidade. Segundo o historiador protestante Campenhausen, citado por Hans Küng em Os Grandes Pensadores do Cristianismo (LER)“Agostinho é um génio, é o único padre da Igreja que pode reclamar o título atribuído pela Modernidade às personagens célebres”. E mais, tanto para o bem como para o mal, influenciou decisivamente a teologia e a religiosidade ocidentais como nenhum outro teólogo. Por isso, todos aqueles que são amantes de Teologia, independentemente das suas denominações, orientações ou convicções doutrinárias, deveriam impreterivelmente conhecer um pouco do pensamento de Santo Agostinho. 

Depois de ter lido “A Cidade de Deus” do Doutor da Igreja (LER), sinto-me novamente compelido em mergulhar nas suas Confissões, tal como já estou a fazer. Espero, com a graça Divina, terminar esta penetrante leitura nos próximos dias. Assim espero mesmo. 

A Ler


Globalização: Marcha-atrás a todo o vapor? A epidemia veio pôr a nu as falhas de uma economia interconectada já contestada. Estaremos dispostos a renunciar ao modelo que permitiu o nosso enriquecimento? São conjuntos de interrogações que foram suscitadas numa longa reportagem da Revista Courrier Internacional deste mês sobre o “Repensar o Mundo” em que vivemos, abordando a pertinente temática da pandemia do coronavírus, globalização, crise climática e natalidade (LER)

A Ler

A ler o Courrier Internacional. É uma das minhas revistas favoritas há sensivelmente nove anos, tal como o suplemento semanal da revista Expresso. Não prescindo de nenhuma edição delas. Tenho-as sempre comigo. São revistas extremamente boas e que nos enriquecem bastante do ponto de vista intelecto-cultural. Gosto imenso dos livros e sou um leitor compulsivo (LER). Emprego a generalidade do meu tempo a ler e a escrever. Por isso, gasto uma verba significativa do meu dinheiro nos livros e nas revistas (LER). Mesmo assim, não compro livros de conteúdos “pobres” e, tão pouco, não perco tempo a ler coisas que não vão acrescentar-me nada culturalmente. Sou, mesmo assim, bastante selectivo naquilo que vou lendo diariamente. Aprecio praticamente os livros de todos os géneros literários, especialmente os de Teologia, Literatura e Política. Não sou muito dado a poesia, mas sim a prosa. Tanto que, por esta razão, escrevo somente crónicas e nunca me aventurei nas águas poéticas. Tenciono, num futuro breve, começar também a escrever sobre os textos poéticos. 

O Corrier Internacional é daquelas revistas imprescindíveis, porque dão-nos sempre um panorama abrangente e transversal daquilo que passa no nosso mundo pós-moderno, nos mais variados domínios, através de reputados jornais, revistas e articulistas. Vale, portanto, a pena, sempre comprá-la, lê-la e guardá-la. Recomendo. 

A Ler


Ando bastante empenhado numa aventura livresca. Fiz inúmeras requisições nos últimos tempos para aplacar a minha insaciável curiosidade intelectual. Nos momentos vagos preciso de distracções (e de que maneira!). É uma forma peculiar que disponho para soltar um pouco e reconciliar comigo próprio, mormente nas horas nocturnas. Um, digamos assim, escapismo momentâneo que vai fazendo parte da minha rotina diária. Um "aperitivo" ideal para trilhar a senda da sabedoria, dizem os entendidos. 

Depois ter lido "As Origens do Totalitarismo", de Hannah Arendt, fiquei muito fascinado com a sapiência da reputada autora, razão pela qual estou a repetir a dose com esta sua extraordinária obra "Responsabilidade e Juízo". Um clássico de leitura obrigatória.