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Escalada da Famosa Montanha de Ütliberg em Zurique



Há coisas que são imprescindíveis quando um estrangeiro visita qualquer cidade de Suíça. Uma delas é trepar os afamados alpes. Foi exactamente isso que fiz no sábado passado, juntamente com os meus amigos Hugo e a Christina. Logo de manhã tomámos um “robusto” pequeno-almoço e partimos para a aventura, contando a priori com as imensas calorias que íamos perder durante o percurso para escalar a conhecida montanha de Ütliberg da cidade de Zurique.  Foi realmente muito cansativa a caminhada até chegarmos ao topo da montanha. 

Fizemos a trajetória mais complicada e difícil comparativamente às outras opções. Fomos para a direcção de “Zielweg”, isto é, o “Caminho do Destino”, percorrendo um terreno bastante íngreme e cercado praticamente de “mato-cerrado”. Quase desfalecemos no percurso. Com vontade e determinação conseguimos, finalmente, todos juntos, atingir o pico mais elevado da montanha – que é de 800 metros de altitude. E de seguida, fizemos o percurso inverso, e mais fácil, de descida. Foram praticamente três horas de intensa caminhada. Confesso que nunca tinha antes subido, a pé, uma montanha tão elevada como a de Ütliberg. No seu cume dá para vislumbrar toda a bonita cidade de Zurique. Por outras palavras, dá-nos um cenário magnífico de Zurique e além-fronteiras. 

Voltámos para casa, almoçando e fomos novamente andar de barco no famoso lago de Zurique. Uma viagem de sessenta minutos, alternado com mergulhos no meio do lago do romântico casal Hugo e Christina (não entrei na água porque estava a conduzir o barco. Alguém tinha que fazer isso, não é?). Desfrutámos deste descontraído e agradável tempo e depois seguimos novamente de bicicleta para casa. 

Foi, sem qualquer tipo de exagero, um dia bem passado e com grandes aventuras, tal como tinham sido os dias anteriores. DEUS Obrigado pela oportunidade e por tudo. Que assim seja.  

Era Uma Vez em Zurique

Confesso que está a ser bastante proveitosa e gratificante a minha experiência aqui em Zurique, Suíça. Estou a ter uma óptima companhia dos meus amigos Hugo e a mulher Christina. Aprecio imenso a peculiaridade e a dinâmica civilizacional da cidade – tem, a meu ver, similitudes com Amesterdão. As pessoas aparentemente parecem bem-educadas e simpáticas, fazendo fé nos relatos que tenho recebido e apercebido também in loco na minha movimentação pela cidade e interação com pessoas. 

Tenho passado parte significativa da minha estadia aqui a praticar desporto – tanto a jogar futebol como a caminhar e simultaneamente a andar de bicicleta – que é uma prática habitual e recorrente por estas paragens. Tanto que, por esta razão, as pessoas são muito elegantes na sua larga maioria, tendo em conta a salutar cultura de exercício físico que está bem patente e enraizado na mundividência dos suíços. Estivemos, há quatro dias, a jogar bola com os colegas de trabalho da Christina que são médicos psiquiatras aqui em Zurique. Uma partida de géneros, ou seja, de mistura entre homens e mulheres. Consegui, inclusive, neste heterogéneo e disputado jogo, marcar um golo, tal como os meus amigos Hugo e Christina. 

Hoje voltei novamente a jogar com um dos amigos do Hugo que trabalham no crédito bancário suíço. Esta partida, diferentemente da primeira, somente contou com os homens. O mais atípico de tudo foi o horário do jogo, isto é, logo bem cedinho – às 7h:00 da manhã –, obrigando-nos a acordar às seis para assim chegar pontualmente ao horário do jogo. Jogámos até ficarmos cansados e exaustos. Mesmo assim, parte significativa destes jogadores, depois de término da partida, foram ainda trabalhar, evidenciando assim o puritanismo calvinista (disciplina, bem entendido) que é tanto enfatizado neste país helvético de tradição Protestante.