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Era Uma Vez em Zurique

Confesso que está a ser bastante proveitosa e gratificante a minha experiência aqui em Zurique, Suíça. Estou a ter uma óptima companhia dos meus amigos Hugo e a mulher Christina. Aprecio imenso a peculiaridade e a dinâmica civilizacional da cidade – tem, a meu ver, similitudes com Amesterdão. As pessoas aparentemente parecem bem-educadas e simpáticas, fazendo fé nos relatos que tenho recebido e apercebido também in loco na minha movimentação pela cidade e interação com pessoas. 

Tenho passado parte significativa da minha estadia aqui a praticar desporto – tanto a jogar futebol como a caminhar e simultaneamente a andar de bicicleta – que é uma prática habitual e recorrente por estas paragens. Tanto que, por esta razão, as pessoas são muito elegantes na sua larga maioria, tendo em conta a salutar cultura de exercício físico que está bem patente e enraizado na mundividência dos suíços. Estivemos, há quatro dias, a jogar bola com os colegas de trabalho da Christina que são médicos psiquiatras aqui em Zurique. Uma partida de géneros, ou seja, de mistura entre homens e mulheres. Consegui, inclusive, neste heterogéneo e disputado jogo, marcar um golo, tal como os meus amigos Hugo e Christina. 

Hoje voltei novamente a jogar com um dos amigos do Hugo que trabalham no crédito bancário suíço. Esta partida, diferentemente da primeira, somente contou com os homens. O mais atípico de tudo foi o horário do jogo, isto é, logo bem cedinho – às 7h:00 da manhã –, obrigando-nos a acordar às seis para assim chegar pontualmente ao horário do jogo. Jogámos até ficarmos cansados e exaustos. Mesmo assim, parte significativa destes jogadores, depois de término da partida, foram ainda trabalhar, evidenciando assim o puritanismo calvinista (disciplina, bem entendido) que é tanto enfatizado neste país helvético de tradição Protestante.   

Novidades de Férias III

Findo a visita a casa dos pais da Annie, regressamos a cidade de Reeuwisk preparando o dia seguinte, o dia do SENHOR (domingo). Depois de uma noite bem dormida, fomos assistir o culto na igreja do Peter e a Annie que fica não distante da casa deles, numa igreja da denominação evangélica, como é lá conhecido. Importa dizer que, em Netherlans existem quatro (4) denominações dentro do protestantismo: Igrejas Evangélicas, Igrejas Protestantes, Igrejas Reformada e Igrejas Reformadas de Reformada. As duas últimas são bastante tradicionais e conservadoras, mormente a de Reformada de Reformada que é ultra-conservadora.
Tivemos um culto ricamente abençoado por DEUS, inclusive tive a oportunidade de tomar parte nele através de uma participação musical conjunta entre eu, Annie e o Peter do cântico “Senhor meu Desejo”. Cantei na versão portuguesa, enquanto Annie na versão holandesa e por fim, o Peter na de inglesa. Saiu muito bem. Já vínhamos a ensaiar isso para ter a uma boa participação. Mesmo ontem, na casa dos pais da Annie apesar do ambiente festivo que estávamos inseridos, podemos ainda ensaiar na mesma. Depois dessa participação, o Peter e Annie tiveram participação a dois com o cântico: “Recebi um Novo Coração”. Annie a cantar em contralto, enquanto o Peter na voz do soprano e tenor. E finalmente, o tempo de pregação que foi ministrado pelo um missionário da igreja que está a trabalhar em França com a sua esposa num ministério com as prostitutas. Falou do trabalho que tem vindo a realizar na terra de Napoleão, e despertou a igreja para um compromisso mais sério na obra de DEUS, através da preocupação redobrado para com o próximo. Terminando o culto, seguimos para a cidade de "Stad aan's Haringvliet" situado no sudoeste de Netherlands aproximadamente 150 km com a casa dos Vervoef para visitar os amigos de Peter e Annie, o casal: Arjen e Margaret que estava quase na ultima fase de gravidez e que têm uma filha da mesma idade com o Boaz chamada Amanda. Foi com eles que almoçamos. Após o almoço e de tanta conversa (praticamente não falei, por causa do desconhecimento da língua holandesa, mas ia entreter com o grande Boaz e de vez em quando falava com o Peter e Annie. Esgotando esse tempo, resolvemos sair para visitar a cidade. Visitamos "Haringvlietdam" grande represa para proteger a entrada da água do mar que rodeia a cidade e que vai em direcção a Inglaterra. A cidade de "Stad aan's Haringvliet" parece uma ilha. Água quase em todos os sítios. Mas é uma cidade bonita. As 18:00h voltamos a casa dos pais da Amanda e na mesma hora, fui com o Peter assistir o culto numa igreja Reformada bem pertinho dali. O culto foi um pouco demorado. Houve entoação dos hinos bíblicos e por fim, a pregação. O Pastor falou da postura que a igreja deve ter para com os não crentes, no sentido de ajuda-los a perceber o amor de DEUS. Reconheceu que tudo que está acontecer em Netherlands e em particular naquela cidade, não deixa de ser uma oportunidade aberta para partilhar o amor de DEUS. De inicio até ao fim do culto, o Pastor foi a única pessoa que falou e mais ninguém. A igreja nem sequer dizia amém durante o acto do culto. Terminando o culto, não vi muito irmãos a falarem umas com as outras, como é o hábito aqui em Portugal de conversarmos após o fim do culto. Lá nada disto. O curioso não é só nessa igreja. Três dias antes, ao pé da casa do Peter fomos assistir o culto na mesma hora (as 18:00h (a Annie não foi connosco porque ela não gosta da liturgia dessa denominação, a Igreja Reformada, visto que considera que esta dá muita ênfase a doutrina da eleição em detrimento do livre arbítrio. É compreensível uma posição desta vindo de uma pessoa que é extremamente apaixonado pela missão da grande comissão. O Peter também não aprecia tanto, mais pelo menos, vai assistindo de vez em quando, segundo ele para compreender melhor o pensamento deles. No culto que fui assistir ao pé da casa do Peter, não difere muito com esta. A única ligeira diferença, tem a ver com o primeiro Pastor não estar assim tão alegre no púlpito, ao contrario desta. A pregação também foi um pouco diferente. Ali falou-se no capítulo 26 do livro de Actos dos apóstolos. Enquanto que aqui… já não me recordo da passagem bíblica. Mais o Pastor estava sempre sorridente ao longo de todo o culto. Chegando o fim da mensagem, deixamos a igreja para ir apanhar a Annie e os meninos afim de voltarmos à casa. Houve ainda ocasião para sessão fotográfica e tudo mais, para mais tarde recordar. Termina assim, a nossa visita a cidade de "Stad aan's Haringvliet".
Na segunda-feira, eu e o Peter, fomos visitar a cidade de Roterdão de bicicleta. Foi um percurso de 30 km até chegarmos lá. “Vasculhamos” a cidade de ponta para outra, muito mais do que a cidade de Amesterdão que tivemos mais dificuldades na movimentação, uma vez que estávamos a pé. Enquanto no Roterdão a nossa movimentação não foi custoso, tendo em conta as bicicletas que levamos connosco, o que nos permitiu enorme facilidade na mobilidade. No entanto, não deixamos de ficar cansados por tanta pedalada, pelo menos falo por mim. O Peter creio que ele não deve sentir-se bastante, dado que ele anda constantemente de bicicleta. Ao passo que eu, desde ultima vez que me roubaram bicicleta em 2006 na minha igreja em Amadora que relatei aqui, nunca mais lembrei se tivesse andado (a partir dessa data) numa bicicleta, salvo o passeio que tive com Annie e mais Boaz dois dias antes em Gouda que ronda 20 Km contando ida e volta. Mesmo assim, aceitei o desafio proposto pelo grande Peter para fazermos essa aventura até Roterdão (para mim, era uma aventura, enquanto ele aquilo não passava de um mero divertimento ou passeio. Isso porque é muito natural em Netherlands ver as pessoas andarem de bicicletas de cidade em cidade. Todavia, para quem não habitua aquela prática, como é meu caso, acaba por ser uma actividade radical (que não deixa de ser também, um divertimento. No inicio, o Peter tinha algumas reservas sobre a minha capacidade em aguentar aquele desafio proposto por ele. Por fim, no decorrer do passeio, acabou por reconhecer de facto que eu ia resistir até ao fim, não obstante o desgaste físico que aparentava ter ao longo do percurso. Ser mesmo preciso: estava mesmo cansado até exaustão no final do percurso, o regresso da viagem.
Saímos em casa por voltas das 10:00h da manhã depois de bom pequeno-almoço para assegurar o estômago na viagem que tínhamos durante o dia pela frente. Chegamos Roterdão 12:00h e tal para 13:00h sem pararmos para descansar, excepto uma vez que tivemos que dar uma pausa para comprarmos a pilha para a minha máquina fotográfica, infelizmente, acabamos por não comprar devido o enorme preço que estavam a cobrar. Compensava melhor, comprar em Roterdão tal como depois fizemos, assegurando deste modo com o “meio gás” que restava ainda na máquina até chegarmos a cidade de Roterdão e também poupar o nosso dinheiro de um gasto desnecessário.
Ainda no começo do percurso, eu estava muito entusiasmado com o desafio. Isso fez com que andava no início estava a andar com muita velocidade (bicicleta que conduzia estava munido de mudança de 1 a 8 velocidade, se não estou em erro). No começo andava na velocidade 7 (sete) como quem está a desafiar o grande Peter que já habituava essas aventuras. Todavia, no decorrer do percurso, acabei por desfalecer e passei somente a andar na velocidade 3 e quadro. Punha no 7 e 8 só quando estávamos numa descida, mas mesmo assim, apresentava na mesma o cansaço físico que não me permitia “esticar muito” nessa velocidade.
Entrando já no centro de Roterdão, nos sítios memoráveis que vistamos destaco: Túnel "Maastunnel" de 1200 metros (1 km e 200 metros) de profundidade e com quatro (4) pistas: uma para carros, bicicletas, pedestres e (?) Importa dizer, que esse Túnel passa debaixo do mar, e corre-o de começo ao fim. A distância já não lembro agora comigo. Atravessamos lá de bicicleta, eu e o Peter. De seguida, passamos Torro "Euromast" a maior torre da cidade de Roterdão. Fazendo analogia, é como se fosse a Torre Eifel em Paris; inclusive tivemos ocasião de entrar na sua instalação. Só não subimos, porque não tínhamos a disponibilidade financeira para tal, uma vez que cobram para subir nel. Mais tarde, vistamos o estádio do Feyenoord igualmente as suas instalações, onde podemos também tirar muitas fotografias para mais tarde recordar, para não falar de outros sítios que não qual passamos que não são pertinentes agora mencionar aqui.
A cidade de Roterdão difere significativamente com a cidade de Amesterdão que é uma cidade com construções antigas, que remonta a idade média. Este é mais moderno, tendo em conta os edifícios elevadíssimos e recentes que ela contém, ao contrário da Amesterdão. Essa disparidade, prende-se com o facto de na 2ªguerra mundial Roterdão ser completamente danificada pelas tropas alemães. Enquanto que a cidade de Amesterdão conseguiu resistir os bombardeamentos até ao fim da guerra. Pelo menos foi essa a explicação que foi dada pelo grande Peter. Um outro pormenor que se evidenciava entre essas duas cidade, tem a ver com o facto, de Roterdão albergar bastante números dos imigrantes em Netherlans. Vê-se lá quase todas as raças: desde os africanos, americanos, asiáticos e alguns europeus. No Amesterdão praticamente não existe essa realidade. A cidade está mais coberta pelos turistas e outras coisas mais. Em suma, Roterdão é uma cidade linda. O símbolo da cidade creio eu, é a grande Ponte no centro da cidade (atravessamos lá de bicicleta. Aquilo balouça mesmo. Dá mesmo para sentir isso. Parece que o ponte vai cair. É mesmo fantástico. Importa ainda dizer que durante o passeio, comemos e bebemos muito, principalmente eu, caso contrário não aguentaria a pedalada tendo em conta o enorme esforço que fazia. Mesmo a comida que levamos connosco (Sandes e sumos) não deu. Tivemos que ir um restaurante perto do centro comercial para reforçar o estômago, neste caso, um hambúrguer e sumo a cada um. É como o nosso almoço. Terminando o passeio quase a tarde, voltamos para casa num caminho diferente. O Peter sugeriu para fazermos um outro percurso não a convencional, mais “incomum” que dá para visualizar a natureza. O Peter é um amante da natureza. Esse percurso começou quando estávamos a atravessar a cidade de Gouda. Em vez dos caminhos normais, passamos a nadar em caminhos “tortuosos” mais que dava para ter encontro ao vivo com a natureza. Tudo verde a nossa volta; e dois rios a rodear-nos. Porém requeria de nós algum cuidado na condução para não cair na água, visto que o caminho era muito estreito que não dava para fazer grandes manobras. Por fim, acabamos por conseguir. E já agora, dizer que é um caminho que o Peter gosta de percorrer. Até é ali que costuma fazer o seu devocional de manhã quando segue para o emprego. Percorre-o durante a semana toda (de segunda a sexta-feira) quando vai trabalhar (o Peter era Professor, só deixou de dar aulas por causa da sua chamada missionária para ir Angola. Mas ele gosta daquele caminho e certamente aqueles que também admira a natureza como tivemos oportunidade de ver alguns a andar de lá com bicicleta no mesmo caminho.
Finalmente, chegamos a casa depois de intensa pedelada que deixou-me completamente partido. Annie, Boaz e o Lucas prepararam-nos carinhosamente o jantar que foi muito bom. As previsões do Peter sobre os km percorridos ao longo de toda a viagem foram de 70 e tal km; todavia discordei dessa previsão do grande Peter, na medida que se só a viagem de idade e volta é aproximadamente 60 km para não falar do tempo todo que tivemos em Roterdão visitando as localidades de ponta para outro até a tarde, como é possível só ser 70km, interroguei. Todavia, apesar de reconhecer que para mim, quanto mais as previsões dele forem altas deixar-me-ia mais contente no sentido de considerar que fui um herói. Em outras palavras, eu ia gostar de ouvir dele as previsões “simpáticas” penso que ele percebeu disso, de modo que não me deu muita “asa” tal, não obstante reconhecer o meu enorme esforço ao longo de todo o percurso, inclusive estava constantemente a puxar por mim. O grande Peter é um homem bastante prático e bastante realista só que acho que falhou nas previsões que deu (todo mundo falha). O percurso foi mais de 70km. Não muito a esse número, pelo menos, são as minhas conclusões sobre a viagem a cidade de Roterdão. Depois de um delicioso jantar, tivemos ainda o tempo de conversar muito até as tantas, recordando muitas coisas quando convivíamos ainda em Queluz etc. Foi um tempo de grande refrigério passado com a família Vervoef.

Novidades de Férias II

Após amanhecer, começaram as minhas primeiras aventuras em Netherlands. Em primeiro lugar, recordando que a minha chegada foi numa quarta-feira (4 de Agosto) Passando o dia todo de quinta-feira com o Peter visitando a cidade de Amesterdão que fica aproximadamente 40 km de distância com a cidade do Peter, Reuwil. Tivemos a oportunidade de visitar Amesterdão no seu todo passando pelos sítios memoráveis e de grandes atracções turísticas. O Peter levou o carro dele, no entanto, ao chegarmos a entrada da cidade estacionou-o ao pé do Estádio de Ajax de Amesterdam e fizemos questão de apanhar o comboio até ao centro da cidade para posteriormente seguirmos o percurso a pé no centro da cidade (o carro não foi connosco até ao centro da cidade, julgo que é por causa do estacionamento e não só isso creio também que as taxas de estacionamento devem ser mais elevadas a medida que pessoa vai aproximando do centro). Ponderando estes custos de oportunidade, razão pela qual o Peter decidiu estacionar o carro um pouco mais afastado do centro da cidade. Mais antes de deixarmos o carro no parque, passamos no Estádio de Ajax de Amesterdão e aproveitamos para tirar algumas fotografias. O Peter não saiu do carro, limitou somente a tirar-me fotografias logo na entrada do estádio. Foi muito giro a primeira sensação. De seguida, já com o carro estacionado apanhamos o comboio até ao centro. Ao sairmos da estação do comboio, a minha primeira surpresa: ver centenas de bicicletas estacionadas algo nunca visto na minha vida. A primeira vez que estive na Alemanha concretamente na cidade de Oldenburg dava também para visualizar montes de bicicletas, todavia nada que se compara com a imagem que estava a minha frente. Com admiração patente assegurei de imediato na minha máquina fotográfica e comecei a fotografar as bicicletas e também posei para o Peter fotografar-me delas. Mesmo assim disse-me: Ainda vais encontrar muito mais bicicletas pela frente. Aqui em Netherlands há muitas bicicletas inclusive tem até ministério que o governo criou para tratar do contencioso de bicicletas. Efectivamente a medida que íamos andando via todo mundo a andar de bicicleta: crianças, jovens, adultos, homens e mulheres etc. E Já estava a habituar aquela imagem. Chegando o centro visitamos a Praça de “De Dam”, o Palácio “Nationaal Paleis op de dam, a grande Igreja de Grote Kerk, a famosa Parque Vondelpark (é das maiores parques que alguma vez vi na vida ao mesmo tempo dos mais fantásticos) para além de outros cantos que também tivemos a oportunidade de passar. Só não visitamos a praça de prostituição, vulgarmente conhecida pela “praça vermelha” por consentimento mútuo entre mim e o Peter para não corrermos o risco de ceder as tentações: o espírito está pronto, mas as vezes a carne é fraca. E como adverte o apóstolo Paulo, precisamos fugir de aparência do mal. Ora é justamente isso, que fizemos evitando dar lugar aos prazeres da carne e ao Diabo (digo isto, porque segundo o que se diz daquela praça não é nada famosa, ou seja, é um exibicionismo sem precedentes que se assiste naquele lugar por parte das prostitutas que prestam os serviços para com os turistas. Até porque também o Peter não conhece aquilo. Ele nunca passou por lá e nem sequer teve a mínima curiosidade de conhecer aquilo.Na praça de Dam quase junto do palácio real na baixa de Amesterdão, fizeram uma homenagem aos mortos da segunda guerra mundial onde também tiramos bastantes fotografias. A Praça albergava multidão de turistas vindos de diferentes cantos de Europa etc. E de seguida também, vistamos a Igreja que julgo que deve ser da família real. Depois seguimos para um café evangélico escassos metros da praça, e ali comemos uns bolinhos e mais sumo para poder aguentar a “pedalada” do passeio. Continuando o rol de visita, fomos para uma igreja (existe em Netherland enumeras igrejas sobretudo evangélicos. Cada lugar que se passa encontra sempre uma igreja. Nota mesmo que é país bastante cristão. Tendo vislumbrando a cidade no seu todo, o Peter fez ainda questão de levar-me para uma igreja que já não recordo bem o nome dela. É da primeira igreja inglesa construída fora do território britânico. Ao lado dessa mesma igreja, uma outra igreja Católica que ao longo dos tempos tem contrariado aquela na concretização da sua missão da grande comissão. Estamos a falar, num período que remonta a pós reforma protestante do século XVI (16), pelo menos, é a história que se conta sobre essas duas igrejas.
Por fim, após intensa visita a cidade de Amesterdão, voltamos novamente a fazer o percurso de volta para buscar o carro do Peter estacionado ao pé do estádio de Ajax de Amesterdão deste modo regressando a casa (o Peter teve que pagar por estacionamento 15 euros se não estou em erro, uma vez que ficamos quase o dia todo na cidade de Amesterdão). Gostei imenso da cidade de Amesterdão não só das suas formidáveis construções que remontam a idade média (é uma cidade muito antiga) como também dos fabulosos diques que cercam a cidade. E água em todos os sítios, inclusive as pessoas vivem nos barcos e botes etc. No entanto, eles sabem lidar bem com essa particularidade que julgo só existe em Netherlands, por razões geográficas que todos nós certamente sabemos. Netherland fica ao nível baixo da água etc. E também a cidade estava completamente cheia de turistas que andavam naquelas paragens, tendo em conta o período de férias. Se de lado vemos estas maravilhas em Amesterdão, igualmente há muitas coisas desagraveis que me desapontaram muito, concernente à forma liberal que as pessoas encaram lá a vida. A começar pelo alto índice de prostituição e outras imoralidades. Falei da Praça vermelha, todavia existe também o museu do sexo em Amesterdão, creio que é o único país do mundo com o museu deste género. Não estivemos lá, mais ouvi dizer que há. Uma outra situação, prende-se com a venda e consumismo sem medida da liberação daquilo que eles chamam de drogas leves. A começar com maria juana, haxixe, canabis etc. E existe mesmo sítios onde a pessoa pode compra-los e fuma-los ao mesmo tempo sem acarretar nenhuma responsabilidade civil, na medida que tudo isso é liberalizado. Andando na rua de Amesterdão é inevitável a pessoa não inalar o fumo dessas drogas. Enfim, é um pormenor só a registar.
Já em casa na cidade de reieill quase a anoitecer, tivemos o direito a um jantar bastante especial preparada pela Annie, o Boaz e o Lucas (Boaz e o Lucas vão dando ajuda à mãe indirectamente através da companhia que fazem). Terminado o jantar, tivemos ainda o tempo de conversar: falamos do passeio a Amesterdão e também sobre as mais variados assuntos. Foi assim, que terminamos o dia de quinta-feira preparando para o dia de sábado com muito mais coisas para fazer.
No dia seguinte, sexta-feira, acordei muito tarde (sabe tão bem durmo muito naquela clima que não parecia nada verão, mas um autêntico Outono), depois de comer por voltas das 16 horas, fui passear de bicicleta (a minha estreia de bicicleta em Netherlands) com Annie e Boaz num parque infantil em Gouda situado aproximadamente a 10 km. O Boaz estava no seu assento em cima da bicicleta da Annie. Pedalamos até Gouda. Já no parque com muito gente, a maioria criança, vemos os animais e depois o Boaz ficou a entreter com outras crianças que lá estavam enquanto eu e Annie aproveitamos por conversa em dia. Falamos muito. A conversa incidia-se sobre a família, mulher e vida cristã. Annie queria saber qual é a minha mundividência sobre a família, mulher e sobretudo da cultura africana em geral. De facto essas perguntas são um pouco difíceis de responder, tendo em conta o preconceito generalizado que os europeus têm em considerar que os africanos são machista. Ainda no meu caso, que a Annie bem assistiu em Lisboa ao morarmos juntos no Seminário, do preconceito que sou alvo nestas matérias. Apesar de já termos falado essas coisas várias vezes ainda em Portugal, contudo, há sempre curiosidade por parte de Annie e também do Peter em procurar inteirar a pormenor da cultura africana, deste modo, preparando de forma melhor a viagem missionária a Angola para se adaptarem na integra esses desafios para não serem apanhados de surpresa, presumo eu. A minha resposta sobre essa pergunta e ao mesmo tempo indagação, foi bastante simples. Primeiramente comecei por expliquei-la sinteticamente a conjuntura sociocultural africana e as razões que fazem com que os africanos em particular os homens agissem da forma que todos nós sabemos para com as mulheres. E por fim, reconhecemos que de facto, é preciso mudanças significativas na mentalidade dos homens africanos, sobretudo na maneira como tratam as mulheres. Mais isso é muitos factores envolventes nessa conduta que não deve só ser atribuído rigorosamente ao machismo. Quanto a nossa perspectiva sobre a família e a mulher em particular, demonstramos a incompatibilidade existente entre a educação nobre que recebemos que senta nos valores cristãos e na valorização da pessoa humana, ao contrário de como o pretendem alguns ignorantes que nos combatem e nos desfiguram o pensamento conotando-nos de ser machista só pelo facto de não concordamos na íntegra com o modelo familiar da sociedade ocidental, que peca muito por desvalorizar as orientações familiares pré-estabelecido por DEUS na revelação bíblica. E mostrei a Annie que quem tem todos os motivos do mundo para não ser machista sou eu, começando a destacar os ensinos cristãos que recebi desde a tenra idade, o facto de estudar a Teologia e o Direito ao mesmo tempo são todos os condicionantes que fazem com que não posso ser machista etc. - Porquê que as pessoas acham que o Térsio é machista, perguntou a Annie após essa minha resposta. Limitei somente a apontar a autonomia do meu pensamento em relação as pessoas como sendo uma das causas e também do preconceito pelo facto de eu ser africano.
Depois dessa demorada resposta minha, Annie aproveitou para me aconselhar em algumas coisas e também fazer algumas achegas e dicas sobre a forma como as mulheres gostam de ser tratadas pelos homens. Ouvi atentamente e registei com promessa que procurarei aplicar as observações feitas na minha vida futura e matrimonial; além de outras considerações sábias que fez. Annie gosta muito do diálogo e de falar essas coisas, ao contrário do grande e Engenheiro Peter que é um homem de poucas palavras voltado mais pelos “cálculos” e praticabilidade das coisas como ele costuma dizer.
Terminando esse interessante diálogo e o Boaz já um pouco cansado abandonamos o jardim infantil directamente ao super-mercado onde fomos fazer as compras para depois voltar em casa. Em suma, foi um dia muito agradável e muito bem passado, para não falar do delicioso jantar que depois tivemos.
No sábado logo as 10 da manhã partimos em direcção a casa dos pais da Annie na cidade de Alkmaar onde ficaremos todo o dia para assistir a celebração do aniversário do irmão mais novo da Annie em comitiva diferente. Ou seja, eu e o Peter fomos no mesmo carro enquanto a Annie com as crianças seguiram num outro carro diferente. Houve essa separação tendo em conta as circunstâncias. O carro não dava para irmos todos juntos de uma vez. Com o Peter, resolvemos primeiramente passar pela cidade de Haia conhecida em Netherlans como Den Haag capital central do país, onde vistamos o governo de "Binnenhof" pequena torre do ministério, "het torentje" e por fim, o Tribunal Penal Internacional (TPI) onde podemos tirar bastante fotos. Eu estava completamente entusiasmado, principalmente quando chegamos as instalações do TPI vendo ao vivo: excedeu completamente a imaginação que escapava no meu curso de Direito onde se refere constantemente o TPI. A Única palavra a descrever o inloco é: Espectacular.
Chegamos a cidade dos pais de Annie em Alkmaar nordeste do pais onde estava a família toda reunida para celebrar o aniversário do irmão da Annie. Fomos recebidos pelos pais da Annie e os irmãos. Os pais da Annie muito simpático connosco. Almoçamos. A comida estava muito boa. Foi a mãe da Annie que a preparou. Gostei imenso. Em seguida, cantaram parabéns ao irmão da Annie e trocaram presentes etc. Ainda no espírito da festa, comecei a trocar impressões com o pai da Annie sobre o calvinismo e o protestantismo em Netherlands. O pai da Annie ao que parece não é um hiper-calvinista, apesar de assumir claramente a sua admiração pela doutrina de João Calvino. No entanto, ele é um calvinista moderado. Apercebi isso na leitura que ele faz sabiamente sobre a doutrina da salvação. É um homem bastante culto e de poucas palavras que ama muito a causa da igreja de Cristo. O exemplo notável disso, é a educação cristã por excelência que incutiu nos 4 filhos (dois rapazes e duas raparigas) que estão todos envolvidos e comprometidos com a obra de DEUS. Lê bastante e um admirador de piano e música clássica, estilo de vida que os restantes filhos adoptaram (os filhos dele a contar com a Annie sabem todos tocar). Mais o pai da Annie é sobretudo um homem com grandes conhecimentos históricos e literários, os filhos reconhecem nele essa faceta. Lembro das dúvidas que suscitava na conversa com o Peter e a Annie e quando eles não sabiam responder a minha pergunta, remetiam tudo para o pai da Annie. Estou a lembrar agora a inquietação que levantei: do porquê que o pais se chama Netherlans em Português Países Baixos e não terras baixos, uma vez que o termo países subtende-se muitos países. E os Vervoef não conseguiram precisar com exactidão o porquê dessa apelidação, não obstante a pesquisa que fizeram na internet. Deram-me algumas luzes não conclusivas e depois ficou que o pai da Annie ia esclarecê-los. Ora conversando com o pai da Annie, Annie fez questão de interroga-lo sobre a minha dúvida. A resposta dele não foi convincente, uma vez que os filhos discordaram por completo com as explicações dadas por ele dando outras versões que ele por sua vez não concordou. Enfim, pelo menos, ajudou-me a compreender um pouco melhor as coisas. De seguida eu e Peter fomos visitar a cidade, apesar da chuva que se fazia sentir e que obstinava connosco. Mesmo assim, contrariamos a tendência lá fomos nós mesmo em baixo da chuva embrulhados com o casaco de chuva. Mais antes de seguirmos, o pai da Annie Pianista de Igreja de Capelkerk concedeu a chave da igreja ao Peter para ele mostrar-me a instalação dela. Depois de constar o in loco da igreja Capelkerk passamos pela famosa praça de "Waagplein" conhecida como Praça de Queijo e visitamos também uma livraria evangélica ao redor que surpreendeu-me com o facto de encontrar nos montes dos livros existente na livraria a Bíblia Sagrada Portuguesa de versão Almeida Corrigida. Perante todas essas ocasiões, estávamos sempre a tirar fotografias, afinal de contas somos turistas. Passados algumas horas voltamos para a casa dos pais do Peter arrumando para percorrer os quase 100 e tal km de regresso a casa dos Vervoef, enquanto os irmãos da Annie ultimando para se aventurar de férias no dia seguinte num carrinho pequenininho com destino a Checoslováquia e mais outros países europeus. O Peter até brincou para eu integrar a caravana, todavia, isso não constava nos meus planos, dado que tinha muita coisa a minha espera em Lisboa.

Novidades de Férias I


Depois de concluir todas as formalidades mencionadas no post anterior, no dia seguinte, lá estou eu a partir para férias. Como é do costume cheguei com contratempo ao aeroporto de Faro onde tinha que apanhar o voo rumo à Hamburgo/Lubeg. Felizmente tive a grande sorte de não perder o voo, pois fui um dos últimos a entrar no avião (o avião é da companhia Rainer – os mais baratos voos low cost). Aproximadamente quatro (4) horas do voo, aterramos no aeroporto de Hamburgo/Lubeck (deixamos o aeroporto do Faro as 16:40h e chegamos a cidade de Hamburgo por voltas das 19:30h. Eu com uma sensação estranha nem parecia quem já esteve noutros tempos na Alemanha. Era tudo diferente, para não falar do frio que teimava a não parar e que piorava cada vez mais a medida que o tempo vai escurecendo. Mais isso, já não era surpresa para mim, dado que já estava prevenido dessa “partida” do tempo daquelas paragens. “Mergulhei” no meu quentinho plover e de seguida apercebi que o aeroporto onde nós encontrávamos não estava no centro da cidade, onde contava pernoitar para depois no dia seguinte seguir para Netherlands. Lá começaram a surgir os primeiros desafios, para quem o inglês não é lá grande coisa, acrescentando ainda o facto do meu total desconhecimento do alemão, apesar de algumas considerações pontuas que se costumam fazer da língua alemã nos manuais e na doutrina do meu curso, o Direito. Mais como DEUS é bom, providenciou-me dois portugueses a quem também estavam nas suas andanças e aventuras por aquelas terras. E assim, apanhamos a camioneta a procura do centro da cidade onde hospedaríamos. A viagem durou uma hora e meia sem termos que sair da cidade de Hamburgo. A cidade era super enorme. Nada haver com a nossa pequena Lisboa. Depois deste percurso, finalmente, chegamos o centro da cidade que era o nosso destino final; e dali perdemos com um elemento da equipa que nos abandonou. Ele foi-se embora sem se interessar connosco, julgo eu.
Ora, nós ali perdidos mas já com um ar um pouco animados, uma vez que encontrávamos no centro da cidade e tínhamos ali quase tudo ao nosso dispor, obviamente era preciso ter algum dinheiro no bolso para satisfazer as necessidades e outras coisas mais. Antes de localizar o sítio para onde ficarmos (a pousada/Hotel primeiramente dirigi-mos a um restaurante ali bem pertinho da estação dos comboios, afim de aconchegarmos o nosso estômago que tanto estava a precisar naquele momento, tendo em conta, a longa viagem que tínhamos feito (eu no meu caso, desde manhã não tinha posto nada no estômago. E no avião também não comi absolutamente nada. Para comer no avião, tinha que comprar algo. E como as coisas não eram assim tão baratas, e para não correr o risco de estar a gastar o dinheiro sem se saber ainda o tempo que restava para chegar o destino, optei por ficar em jejum “forçado. Já com o estômago cheio, perguntamos as pessoas que ali se encontravam de onde é que ficava Altona (este sítio fica na mesma cidade. O colega que encontrei na viagem havia pesquisado com antecedência na internet o lugar para onde ficar, que correspondia com a sua disponibilidade financeira durante a sua estadia de uma semana na cidade). Depois de sermos orientados ao sítio onde fica Altona, dirigimo-nos para apanhar o comboio (não tenho a plena certeza se aquilo era de facto o comboio ou metro. Ao que parece, parecia um comboio. Digo isto, porque aquilo aparentava que corria debaixo do chão e depois andava ao mesmo tempo em cima. A meu ver, provavelmente deve ser um comboio). Ao chegarmos a Altona, depois de tentas incertezas na procura do sítio, finalmente, acabamos por encontrar o Hotel/Pousada. As instalações do Hotel/pousada eram bastantes giros e ao mesmo tempo confortáveis. Pousamos as nossas malas, tivemos ainda a oportunidade de beber alguma coisita (bebi uma garrafa de sumo que custou se não estou em erro 4 euros. Bastante caríssimo, todavia, como aquilo era um local turístico o preço justificava desembolsar) e de seguida, saímos para visualizar a cidade. Este passeio aconteceu quase as onze horas e tal da noite, aproximadamente a mesma hora em que localizamos/chegamos o hotel/Pousada e deixamos as nossas coisas. A cidade estava repleta de muitas pessoas, principalmente dos turistas, maioria deles jovens provenientes de vários países da Europa do norte e alguns do sul juntando com os dos países fronteiriços com Alemanha. Muita bebedeira, droga, prostituição etc. Aquela realidade e ambiente de vida nocturna que eu estava a constatar naquele momento, era tudo estranho para mim, na medida que nunca tinha tido nenhuma experiência “gigantesca” daquele tipo. Muito estranho para mim. É algo impar”.
Depois de terminarmos andar pela cidade por volta de madrugada (5 e tal da manhã), voltamos para a Hotel/Pousada. Aproveitei de imediato para pegar nas minhas coisas, deste modo abandonando a cidade logo nas primeiras horas da manhã de Quarta-Feira em direcção a cidade de Gouda, onde de seguida, os meus amigos holandeses e irmãos em Cristo vão-me buscar. Passados algum tempo, despedi do meu amigo, ele entretanto ficou na pousada/hotel para dormir, enquanto eu a partir para uma outra longa viagem. Importa dizer que desde o momento que cheguei a Alemanha, eu estava em contacto permanente com o Peter através do telemóvel. Foi o grande Peter que deu-me as coordenadas de como fazer para apanhar o comboio para a cidade de Gouda; e o sítio em Hamburgo que dava para comprar o bilhete e ter o comboio que faz aquela trajectória que vou fazendo. Não muito distante da pousada/hotel onde deixei as minhas coisas, comprei lá o bilhete na estação de comboios que custou-me noventa e poucos euros para Gouda. O percurso seria: ir num comboio até a cidade de Osnobreck (fronteira da Alemanha com Netherlands), e a seguir, teria que mudar de comboio e apanhar um outro que vai até …. E por fim, mudar para um que seguia para Amesfoord para depois descer na cidade de Gouda. Assim fiz. E assim aconteceu. Mais uma vez sempre em contacto permanente com o grande Peter até que acabou o meu saldo do telemóvel e possibilidade de poder enviar-lhe mensagens. Nesta altura, já estava em Netherlans e o Peter também apercebeu que eu já não tinha o saldo no telemóvel. No entanto, a medir com o tempo da viagem que seria de 6 horas, depois de perdemos o contacto apercebeu-se que eu já estava no território holandês. Mandou uma mensagem carinhosa que guardo ainda comigo no meu telemóvel com este teor: “”Bem vindo em Holanda!!! Estas quase em Amersfoort? Até logo, Peter”. Assim que o relógio assinala 13.00h chegamos de imediato a cidade de Gouda – confirmando exactamente as previsões da chegada contida no bilhete sem alguma demora ou antecedência. Pontualidade nórdica. Nessa altura o Peter já estava a minha espera, tal como havia-me dito horas antes e como fazer para encontra-lo: “Muito bem, vou estar em Gouda para busca-lho as 13:00. Tu precisas ir a saída de estação no norte que acho que chama Bloemendaal. Tenho um carro vermelho”. Assim fiz. Limitei somente a seguir as dicas e orientações que me estava a dar.
Foi assim, que cheguei e pude ter o grato prazer de reencontrar o Peter depois dele ter deixado Portugal com a família há dois anos antes, e ver o grande Lucas (grande homem do norte desde quando nasceu). O encontro foi bastante emocionante. Um grande abraço ao grande Peter e de seguida agarrei-me ao grande Lucas que estava sentado bastante calmo no seu banco de trás no carro, e cumprimentei-o. Ele por sua vez, retribuiu-me com um sorriso simpático. Parecia que ele já me conhecia em algum lugar. Sempre a sorrir para mim com um ar de elegância e charme com que estava sentado na sua cadeirinha no carro. Com enormes saudade ao rubro naqueles instantes e muitas novidades para contar, partimos dali para a cidade de Reeuwisk onde ficaria a casa da família Vervoef (Peter, Annie, Boaz e o Lucas (o grande homem do norte).
Depois de quase 40 minutos da viagem, chegamos a casa a (a casa do Peter e Annie em Reeuwisk). Tive posteriormente a oportunidade de ver Annie e o Boaz. Annie muito bem-disposta e o Boaz muito bem crescidinho: um rapazão! Cumprimentei a Annie e aproximei-me do Boaz para assegura-lo no meu ombro. Ele timidamente aceitou-me sem nenhumas reservas, presumo naquela altura deve estar a pensar: se calhar conheço este tipo em algum lugar. A verdade é que já tínhamos conhecidos há dois anos atrás, inclusive somos grandíssimos amigos. Eu todo partido da viagem, não dormi quase dois dias. Na véspera antes de apanhar o avião no aeroporto de Faro dormi por voltas das 4:30h e tive que acordar às 9:00h da manhã para apanhar a camioneta para faro, afim, de embarcar ali para Hamburgo/Lubeck. Numa noite que passei no Hamburgo/Altona quase não dormi, uma vez que passei toda a noite fora com o colega português que encontrei na viagem. De Hamburgo/Altona para Gouda deu para dormir um pouco, no entanto, não o suficiente para poder renovar as forças. E por cima, estava no comboio a apreciar as cidades Alemães e Holandesas que passamos no decorrer da viagem, e acima de tudo, desfrutar do verde encantador dos países nórdicos, que são bastantes lindos; para não falar do clima suave que pairava naqueles paragens, em contraste com o calor abrasador que havia deixado em Lisboa que originava intensos incêndios florestais. Estava no comboio bastante cansado querendo dormir, mas também sem querer desperdiçar a beleza das paisagens e o verde que a natureza proporcionava. Ah e também de não correr o risco de não mudar de comboio ou de ter que enganar no percurso - na medida que tinha que estar atento as cidades onde tenho que mudar para apanhar um outro comboio, caso contrário, não chegaria o meu destino pretendido.
Mesmo com esse cansaço todo, estava empolgado a falar muito (já é um hábito meu) com o Boaz e o Lucas no meu colo e o Peter constantemente a fotografar-nos. As tantas, olhou para mim e disse: Térsio precisa de descansar. Estás mesmo cansado. Para de falar, claro com um tom de brincadeira. Mesmo assim, não conseguiu persuadir-me a calar. Passados algum tempo os Annie preparou a comida para comer-mos. Comemos e de seguida temos novamente jantar bastante delicioso preparado pela Annie com ajuda do Peter (o Peter ajuda sempre Annie nas tarefas domesticas. Foi uma boa oportunidade que o Peter teve de passar-me o testemunho para a minha futura vida conjugal e familiar.Portanto, foi deste modo que estivemos a conversar até a noite, recordando os tempos passados em Portugal, concretamente no Seminário Teológico Baptista; e aproveitei também para inteirar um pouco da realidade política de Netherlands. Igualmente falamos sobre Teologia e mais diversas coisas etc. Conversamos até as tantas. A noite, fui presenteado com o novo quarto bem preparado para a minha estadia. Com cobertores quentes para prevenir o frio durante a noite (aquelas zonas mesmo no verão tem sempre frio, apesar do Peter e Annie não considerar isso como sendo frio. Todavia, para quem saí do sul da Europa aquilo é mesmo o frio do Outono ou Primavera. Em outras palavras, a pessoa fica mais vulnerável. Pelo menos para mim, aquilo não é verão mais sim, o Outono ou primavera.
Depois de tomar um bom banho quente, sentindo bastante agradável com o estômago cheio, fui dormir, depois de intensos percursos longos sem dormir. Deitei na cama nem sequer dei a conta a hora em que sono me arrebatou. Só de manha quando acordei que senti que de facto tinha dormido bastante e bem, e que deu para recuperar na íntegra as energias perdidas durante as viagens que fiz. Foram assim, as minhas primeiras horas maravilhosas na cidade de Reeuwisk em Nethelands juntamente com os meus grandíssimos e queridos amigos e irmãos em Cristo, Peter, Annie, Boaz e Lucas Vervoef.

Preparativos antes de ir de Férias, Eleições no Brasil e Outros Assuntos

OUTROS ASSUNTOS. Madre Teresa de Calcutá. Missionária por excelência de causas sociais. Um exemplo de vida e de testemunho a seguir, no que toca, à sua preocupação com os miseráveis e destituídos desta vida. A nossa profunda e pública homenagem a esta grande mulher pelo contributo nobre que deu à Humanidade. Faz hoje 100 anos sobre o seu nascimento. "A todos os que sofrem e estão sós, dai sempre um sorriso de alegria. Não lhes proporciones apenas os vossos cuidados, mas também o vosso coração (...) O que eu faço é simples: ponho pão nas mesas e compartilho-o". (Freira e Fundadora das 'Missionárias da Caridade' Madre Teresa de Calcutá, [Albânia - 1910-1997]). O Governo Francês e expulsão dos ciganos. Um acto surreal e racista que vai contra a dignidade da pessoa humana e a Declaração Universal dos Direitos do Homem na qual senta a UE inclusive a própria França. A nossa indignação por esta atitude desumana que viola as directrizes da UE sobre a matéria. Brasil e eleições de Outubro. A candidata do PT, Dilma Rousseff será ela o próximo presidente da República do Brasil? Vamos ver, se tal aconteça. A última sondagem divulgada hoje dava-lhe o avanço de 20 pontos percentuais sobre o seu mais directo rival, o candidato do PSDB José Serra. Ou seja, neste momento a Dilma está com 49 por cento das intenções de voto, contra 29 de Serra que tem vindo a cair nas sondagens ultimamente. Caso confirmasse a vitória da Dilma logo na primeira volta, será um passo histórico para os 500 anos da história do Brasil: Uma mulher a presidente da República! Todo este mérito da candidata Dilma deve-se ao bom desempenho do actual Presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Benfica no campeonato. Mau começo e pouca eficiência no futebol que até então tem demonstrado ao público. Larga culpa deste fracasso ao guarda redes Roberto. Mesmo assim, continuamos a achar, que o Benfica está a lidar mal com o fraco desempenho dele na equipa. O que os encarnados deviam fazer neste momento, é encoraja-lo e ajuda-lo a integrar-se melhor na equipa para poder dar rendimentos. Com certeza, não deixou de ser bom guarda-redes como já provou ser no Atlético de Madrid quando lá jogava. Sporting de Braga continua a surpreender-nos pela positiva. Uma vitória heróica e merecida frente a Sevilha por 1 -0 que garantiu-lhe pela primeira vez na sua história o acesso à fase de grupos da Liga dos Campeões. O treinador Domingos Paciência e todos os restantes elementos do plantel estão de parabéns por este marco importante na história do clube! O futebol clube do Porto está no bom caminho. Se continuar com esta velocidade, vai muito longe este ano no campeonato e na Liga Europa. O Sporting está digamos: assim, assim! Nem bom nem mau. Tudo em aberto. Nada está perdido por enquanto como no ano passado. É uma questão de apanhar o ritmo e trabalhar bem a defesa e um pouco do ataque. Barak Obama na "boca do mundo" depois de ter dado o seu consentimento na construção de uma mesquita e centro cultural islâmico nas imediações da Zona de Impacto, local das Torres Gémeas destruídas pelos atentados de 11 de Setembro de 2001. Uma matéria delicada que é preciso muita prudência antes de se posicionar. No entanto, não temos a mínima dúvida que estamos perante aquilo que se chama de "coligação dos direitos". Na próxima ocasião, abordaremos este assunto onde manifestaremos de forma clara a nossa posição. A Federação Portuguesa de Futebol (FPF) e Carlos Queiroz de costas voltadas. Sem fazer juízo de valor sobre o "escândalo" que está a minar a Selecção Portuguesa, Carlos Queiroz não têm condições para continuar frente a Selecção Nacional. Cedo ou tarde, perceberá isso.
PREPARATIVOS ANTES DE IR DE FÉRIAS. Antes de dar inicio as novidades que trouxe de férias, tal como havia dito no post anterior, importa primeiramente destacar alguns acontecimentos que me precederam antes de viajar. A viagem para Alemanha que era suposto fazer com a equipa portuguesa, a fim de participar na conferência/Acampamento missionária organizada pela OM (Teenstreet), estava marcada para o dia 26 do mês passado, onde estaria a colaborar como monitor no evento. Tendo em conta, os exames orais que ainda me restavam fazer na Faculdade, acabei por não viajar com a equipa portuguesa como estava previsto. Todavia, além de toda esta inconveniência, desencadeei sérios contactos com a Direcção da Faculdade e com os Professores no sentido de me darem a luz verde para poder viajar no dia 26, deste modo, adiando-me os exames para Setembro. Quanto a proposta, a direcção da Faculdade não manifestou nenhumas reservas, tão-simplesmente, remeteu a decisão final para os Professores regentes, caso estes concordarem com a minha iniciativa de viajar e fazer o exame em Setembro; para a Faculdade não haveria qualquer tipo de problemas em relação a isso, desde que depois traga os documentos que comprovam que de facto, viajei. Bem, fiquei contente com este “parecer” favorável que vai ao encontro das minhas expectativas, pensando comigo: - agora resta-me convencer aos excelentíssimos Professores Doutores para cederem ao meu pedido.
O primeiro Professor com quem falei, foi a Professora Doutora Margarida Pereira (uma Professora muito querida). Ela não criou entrave ao pedido, somente disse-me: - Olha, não lhe esqueça de fazer um documento para ficar tudo registado antes de viajar (na minha Faculdade, tudo tem que ser registado. Nada é feito sem registo. Chama-se em direito o "Principio da Transparência". É isso mesmo! Os júris prudentes precisam ser os primeiros a darem o testemunho da legalidade). Pelo que concordei com a sugestão dada. O segundo Professor que depois tinha que falar, foi o Professor Doutor Marcelo Rebelo de Sousa. Procurei o homem o dia todo e em todos os cantos da Faculdade, e não lhe encontrei. Mal! Fui ao PBX (sítio para saber as coordenadas dos Professores e os seus respectivos contactos) pedir o contacto dele para assim telefona-lo. Telefonei, atendeu-me uma senhora, que presumo deve ser a sua secretaria: - Olá! Respondeu ela, com uma voz docinha. E eu: - Olá! Desculpá-la, sou aluno da Faculdade de Direito de Lisboa e queria falar com o senhor Professor Marcelo. E Ela assim para mim: - o Professor não está cá neste momento! Encontra-se de férias no estrangeiro. Dizendo-me isso, fiquei complementarmente atarantado: - mais eu vi ainda estes dias o Professor na Faculdade, inclusive passava quase todos os dias na Divisão Académica da Faculdade onde trabalho, como é que agora está no estrangeiro? Reflectindo aqueles períodos de intervalo que nos separava do silêncio. Enfim. Não há mais nada a fazer! Agradeci a senhora pela simpatia demonstrada, e fui-me embora. Restava uma última hipótese: falar com o segundo dele (a pessoa que ele delega os poderes quando está ausente), que foi neste caso, o Professor Doutor David Duarte. Fui novamente ao PBX pedir o contacto dele. Afinal, ele não autoriza dar o seu contacto telefónico aos alunos, pelo menos, foi essa a resposta que a funcionária da Faculdade me deu. Mesmo assim, pedi a funcionária para telefoná-lo. Telefonou muitas vezes e ele não atendia o telemóvel (isso é para verem que os Professores da minha Faculdade estão sempre ocupadíssimos. Os afazeres não lhes faltam! Um bom sinal, pelo menos). Eu já desesperado, disse à senhora: - vou dar umas voltas, daqui mais uma hora e meia volto e podemos tentar de novo pode ser que ele atenda. Por fim, a última tentativa acabou por dar. Lá estou eu a conversar com o Professor David Duarte. No entanto, a conversar não foi nada famosa, uma vez que o Professor recusou categoricamente o meu pedido, justificando com o regulamento da Faculdade. E eu ainda querendo dar voltas ao homem, invocando o jus da equidade sobre o meu pedido (justiça do caso concreto que por sua vez, traduz na excepcionalidade do tratamento), ele nem sequer, atendeu-me com esse argumento. A resposta foi: - se você quiser viajar, pode. É livre de fazer o que bem entender (...) Todavia, se não estiver na oral fica reprovado nos termos do regulamento. Ora, dizendo-me isso na cara, notei que de facto, não havia campo de manobras continuar à “negociação” no sentido de fazê-lo mudar de ideia. Agradeci-o pela disponibilidade dispensada, e ele de igual forma, correspondeu com a minha genteza. E assim, terminamos a conversa de forma “pacífica” na espera do nosso “duelo” no exame oral que decorreria nos próximos dias.
Perante este cenário da recusa do Professor de eu viajar e fazer o exame em Setembro (este exame, não contava como época de Setembro, mas sim, como a época do recurso), acabei por fazer aquilo que os economistas apelidam do “custo de oportunidade: sacrificar a viagem do dia 26 de Julho em detrimento dos exames que ainda me restavam realizar. Uma opção bem acertada, sem margem de dúvida! Encarei a realidade tal como era, e resolvi fazer frente aos exames até ao fim. Não vou entrar em pormenores para explicar como decorreram depois as coisas. Certo é que tive a sorte de encontra-lo (Professor David Duarte) no exame oral da cadeira orientada pelo Professor Doutor Marcelo Rebelo de Sousa.
Terminando todos os exames que tinha para realizar, comprei novamente a passagem, desta vez para viajar no dia 3 de Agosto na companhia aérea, a Rainer em Faro com o destino a Hamburgo/Lubeck (Alemanha). Tendo a oval da Faculdade para viajar, uma vez que trabalho na Divisão Académica e de alguma forma teria que ter a permissão da Faculdade para me ausentar do trabalho. Felizmente, tudo deu certo, e por fim, lá estou eu a ir de férias contentadissímo.

Viagem/Férias, Livros e Força Internacional de Estabilização na Guiné-Bissau

VIAGEM/FÉRIAS. Durante estes dias (de 03 a 11 deste mês) tenho ausentado de Portugal por motivos de férias. Estive na Alemanha e de seguida na Holanda (o termo correcto é Netherlands que significa Países Baixos. As Holandas são duas províncias um do Norte e outro do Sul que fazem parte das doze províncias de Netherlands/Países Baixos. Quando se diz a Holanda está somente a referir as duas províncias de Países Baixos sem no entanto incluir as outras dez que também fazem parte do reino de Netherlands/Países Baixos. O correcto é Netherlands que em português quer dizer, Países Baixos). Na Alemanha era suposto estar como monitor na conferência/acampamento Internacional organizado pela OM (Teenstreet) na cidade de Oldenburg que já tinha pago todas as despesas concernentes à viagem e a estadia no evento para viajar no dia 26 do mês passado. No entanto, tendo em conta os meus compromissos académicos, uma vez que estava ainda a ultimar os exames (as orais) na faculdade que só terminaram no dia 29, acabei por falhar a viagem com a equipa portuguesa que na qual fazia parte. Mesmo assim, comprei uma outra passagem para ver se conseguiria estar pelo menos três dias no evento antes de seguir rumo à Netherlands, acontece que, quando cheguei Hamburgo, constatei que afinal o congresso terminaria no dia 04, ou seja, no dia seguinte. Facto que fez com que mudei rapidamente de ideia, e resolvi ficar só um dia na Alemanha, concretamente na cidade de Hamburgo-Altona, não em Oldenburg onde estava a decorrer o Congresso (seria um desperdício financeiro da minha parte, ir para uma conferência/acampamento só um dia. Agora vou tentar ver, se a organização me devolve o dinheiro que paguei. São as negociações que vou ter que fazer nos próximos dias). E no dia seguinte, 04 parti para Netherlands onde fui bem recebido pelos meus amigos holandeses, a família Verhoef – Peter, Annie Boaz e Lucas (o grande homem do norte). Tudo para dizer, que foi uma grande aventura que pude experimentar na minha vida. Desde Lisboa da forma como decorreram as coisas antes de entrar no avião até a chegada ao aeroporto de Hamburgo/Lübeck; do aeroporto de Lübeck para Central Station (trajectória de camioneta que durou quase 1:30h); de Central Station de comboio para Altona (todos estes percursos feitos, foi dentro da mesma cidade, Hamburgo) uma cidade tão enorme e caríssimo para encontrar o sítio onde ficar, ainda por cima, com a minha preocupante limitação do inglês. No dia seguinte, as 7:30h da manhã (já para deixar a cidade rumo a Netherlands), apanhei o comboio em Central Station em Hamburg-Altona (para mudar de comboios em duas paragens) passando pelo Chance in Osnabrück Hbf (fronteira da Alemanha com Netherlands), Amersfoort (já em Netherlands), Gouda e por fim, a cidade dos meus amigos, Reeuwisk. Para não falar das excursões as demais cidades visitando museus e símbolos históricos, Igrejas, Estádios, Parques, andar de bicicleta, convívio que tivemos etc. Enfim, guardarei todos os pormenores para o próximo post. Qualquer das formas, não deixa de ser momentos marcantes na minha vida. Louvo a DEUS, por me ter proporcionado esta maravilhosa oportunidade e ao mesmo tempo aventura; como também a minha protecção ao longo de toda a viagem que fiz até regressar a Lisboa. De facto é bom sempre viajarmos, porque trazemos novidades que acabam por marcar de modo significativo as nossas vidas. Como escreve o Escritor espanhol Miguel Cervantes Saavedra, “andar por terras distantes e conversar com diversas pessoas torna os homens ponderados”. Plenamente verdade!
O POSSÍVEL ENVIO DE UMA FORÇA DE ESTABILIZAÇÃO NA GUINÉ-BISSAU é um assunto sério que merece séria ponderação na sociedade guineense. Ponderação que deve passar em primeiro lugar pelo diálogo e consenso dentro dos órgãos do Estado que por sua vez, deverá traduzir em uníssono aquilo que é a vontade soberana do povo guineense sobre a matéria. Todavia, o que se verifica neste momento é tudo inverso. A começar pelo dissenso dos militares sobre a questão manifestadas nas declarações do Chefe de Estado Maior General das Forças Armadas, não obstante, reconhecer se essa for a vontade do Governo em fazer avante a tal decisão, terão que aceitar, porque são subordinados às decisões políticas do Governo. Para nós, estas declarações foram infelizes, visto que não se coadunam com o princípio da unidade do estado, como revela a fragilidade e espírito de divisão no seio do Estado guineense. Quanto à posição dos partidos políticos, mormente, os da oposição não nos assusta nada, uma vez que estão simplesmente a cumprir com o seu papel da oposição. Importa esclarecer, que este nosso entendimento, não se põe em causa a liberdade de expressão e de discordância contemplado na Constituição que assiste a qualquer cidadão, grupos ou instituições do Estado que enquadra na lista dos direitos fundamentais característicos de um estado de Direito. No entanto, essas questões têm o seu furo próprio, para serem debatidas. Não cada órgão do estado formular a sua própria opinião numa matéria tão delicada e relevante para o país, passando uma ideia errada de ambivalência dentro do Estado. O Estado é único; e só deve apresentar uma única voz, ao povo. Brevemente tomaremos uma posição sobre o assunto (sobre o envio da dita força de estabilização).
LIVROS. Conto nos próximos dias (o espírito das férias que ainda reina em mim, também por uma questão de não perder o hábito de leitura) ler: A primeira e segunda séria de “Retalhos da Vida de um Médico” de Fernando Namora (já li a 1º séria não até ao fim. A 1º série é da Editora: Guimarães Editores, 1954 a 2º da editora: Publicações Europa-América, 2000); “Novos Contos da Montanha” 1º e 2º edição, e 3ª edição de Bichos - obras de Miguel Torga (todas da Editora: Leya, 2010, 2008, 2008); “Engrenagem” de Soeiro Pereira Gomes” (Editora: Avante, 2009). A Bíblia Sagrada é o nosso pão diário, pelo que dispensa a apresentação.
JUSTIÇA EM PORTUGAL continua ainda a dar que falar. Os recentes casos é uma autêntica vergonha para a justiça portuguesa. Falo do recurso do autarca de Oeiras Isaltino Morais, que acabou por ver a sua pena reduzida drasticamente depois de ser condenado a sete anos de prisão efectiva e a perda de mandato por quatro crimes a que foi acusado e que o Tribunal de Sintra deu como provada: fraude fiscal; abuso de poder; corrupção passiva para acto ilícito e branqueamento de capitais, e o Primeiro-ministro José Sócrates sobre o caso Freeport cuja investigação agora terminou, ilibando-o totalmente das acusações que ele estava a ser alvo. Sem querer defender José Sócrates (a minha preocupação é mais com a Justiça), tal como manifestei aqui no ano passado, considerei sempre que ele era inocente das acusações que estava a ser alvo. E assim, concordo em parte com as sugestiva dada pelo Professor Doutor e Eurodeputado Vital Moreira, que apela a generalidade da imprensa nacional, “jornalistas e comentadores um pedido de desculpa pelas aleivosias que cometeram em relação a José Sócrates no caso Freeport". Quanto os outros casos, já não meto a mão no fogo, a começar com o processo da Face Oculta e da TVI, e do autarca de Oeiras Isaltino Morais. O poder judiciário em Portugal continua ainda muito aquém das expectativas. A nossa interrogação permanece: afinal de quem é a responsabilidade de tudo isso?