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Um Dia, Um Aniversariante

Eu e o meu grandíssimo amigo e irmão Dénis da Graça Andrade. Amigo e irmão de todas as horas, momentos, circunstâncias e ocasiões. Uma autêntica amizade recheada de apoio, partilha e cumplicidade mútua. Depois da primeira selfie que protagonizámos em pleno mar mediterrâneo, na região da Galileia, concretamente na cidade de Ptelemais da Fenícia/Acre, Israel, voltamos novamente a ensaiar esta nova e descontraída selfie já em Lisboa. 

O Dénis é um jovem inteligente, formado, equilibrado, culto, religioso e altamente bem-educado. Vive, a par de todas essas virtudes humano-sociais, uma espiritualidade vincada e esclarecida à luz da Palavra de DEUS. Foi com o Dénis, juntamente com a nossa irmã Carla, que nos lançámos num estudo minucioso e aprofundado das Escrituras Sagradas – quando ainda morávamos todos juntos como bolseiros na residência Universitária Egas Moniz, propriedade da Universidade de Lisboa, situada no Saldanha, em Lisboa. O estudo bíblico incidia em dois capítulos a cada duas sessões semanais que escrupulosamente mantínhamos de forma inadiável, correspondendo um capítulo a cada sessão em termos rotativos. Ou seja, cada um ia ministrando o estudo e havia sempre tempo para debates, contraditório e no final orávamos todos juntos. Começámos com o Evangelho segundo Mateus até 2 Tessalonicenses. Foi um tempo de comunhão, partilha, edificação e de grande crescimento no conhecimento da Palavra de DEUS. 

Foi ainda com o Dénis da Graça Andrade e o Hugo Silva que viajámos juntos para o Médio Oriente, concretamente Israel e Cisjordânia, bem como posteriormente para a Grécia, Bulgária e Espanha. Sempre, desde que nos conhecemos, fomos próximos um do outro. Vivemos experiências profundamente marcantes e inesquecíveis nos mais variados domínios que não são oportunas evidenciá-las todas aqui. Por isso, o Dénis convidou-me para ser o seu padrinho de casamento com a nossa irmã e Engenheira Odelma D'alva Teixeira Andrade. Um convite que muito me honrou e que penhoradamente lhe agradeço. 

Sem entrar mais em prolegómenos, o grande Dénis da Graça Andrade faz anos hoje (fará também amanhã seis anos de casamento com a nossa estimada irmã Odelma e esta, por sua, estará também a fazer anos nesse dia). O Dénis completa mais uma primavera na sua vida, graças a DEUS. Mais um dia de comemoração e de jubilo. Mais um dia de gratidão a DEUS pelo dom inefável da vida que ELE vai concedendo diariamente ao meu amigo e irmão em Cristo, tendo fé que tal estender-se-á ainda por longos e bons anos. 

Desejo-te, caro amigo e irmão Dénis da Graça Andrade, do fundo do meu coração, muitos parabéns e feliz aniversário. Votos de maiores bênçãos e realizações a todos os níveis da tua vida. Desejo-te, igualmente, felicidades nas tuas legítimas opções diárias e percurso terreno, consubstanciando em felicidades familiares, felicidades espirituais, felicidades relacionais e felicidades laborais. Que a graça, a bondade, o amor e a protecção do nosso Todo-Poderoso DEUS te sigam sempre ao longo da tua peregrinação aqui na terra, concedendo-te vida em abundância e saúde de qualidade. Desejo-te, por fim, muitas felicidades na tua vida. Todas as felicidades do tempo e da eternidade. 

O Ódio Declarado Entre os Judeus e Palestinianos


O conflito israelo-palestiniano vai muito além do que um mero reconhecimento e a formação de dois estados na Terra Santa. É um problema de visceral ódio declarado entre ambos os povos, sobretudo dos palestinianos para com os israelitas, que vai germinando em sucessivos conflitos violentos e com perdas infindáveis de vidas humanas nos dois lados da barricada. Os judeus detestam completamente os palestinianos e os palestinianos, por sua vez, odeiam manifestamente os judeus – por causa das significativas conquistas territoriais que estes alcançaram com as sucessivas intifadas ao longo das décadas e, concomitantemente, a sua intransigente política de colonatos na Cisjordânia, tendo em conta o falhanço do acordo de paz que foi assinada em 1993 no famoso “Acordos de Oslo”. 

A meu ver a fundação do estado palestiniano é uma questão meramente secundária neste momento. Ela não é propriamente crucial e determinante na resolução cabal do conflito em questão, diferentemente da visão tautológica e equivocada propalada pelos vários analistas e comentadores políticos. Desde 1993, até à data presente, houve uma mutação significativa no diferendo em torno da disputa territorial entre os judeus e palestinianos na Terra Santa. 

Admitamos até que o cerne do problema seja apenas a criação do estado palestiniano e a sua coexistência pacifica com Israel, tal como é defendido pela generalidade dos países e pelas Nações Unidas em particular: com que critérios tal se efectivaria? Quem ficaria com os lugares sagrados que são essencialmente afectos aos dois povos? A cidade de Jerusalém seria de quem, afinal? Israel, em circunstância alguma, abdicará do controlo pleno de Jerusalém e de considerá-la o seu capital político. Da mesma sorte, a Palestina jamais aceitará ser um país sem, no mínimo, poder contar com Jerusalém como sendo o seu capital político. Aliás, por causa da partilha de Jerusalém firmada nos Acordos de Oslo fizeram com que Yitzhak Rabin, o então Primeiro-ministro de Israel, foi friamente assassinado no ano seguinte por um extremista judeu. 

O grande impasse para formação do estado palestiniano tem a ver mormente com a disputa territorial de Jerusalém por ambos os povos. A cidade de Jerusalém representa tanto para os judeus como para os palestinianos. A resolução das Nações Unidas, que é acolhida por um leque de países, considera Jerusalém como neutra, ou seja, de ninguém, podendo simultaneamente ser partilhada pelos judeus e palestinianos, salvaguardando a liberdade de culto para a três religiões monoteístas, nomeadamente os judeus, Cristãos e islâmicos. No entanto, há muito tempo que esta posição das Nações Unidas não é bem acolhida pelas partes beligerantes, que reclamam exclusivamente o controlo efectivo da Cidade Santa. 

Por razões de força política, diplomática e armada, Israel tem conseguido manter em sua posse o domínio completo de Jerusalém. As coisas complicaram ainda mais por parte dos palestinianos quando administração americana decidiu em 2017 transferir a sua embaixada de Telavive para Jerusalém, reconhecendo assim unilateralmente Israel como sendo o dono peculiar da Cidade Santa. Uma decisão, igualmente, seguida por numerosos países aliados dos EUA, reduzindo cada vez mais a influência dos palestinianos na mítica cidade. 

Estive há dez anos no Médio Oriente, concretamente em Israel e nos territórios palestinianos, procurando inteirar-me da melhor forma possível do diferendo entre as disputas territoriais entre os judeus e palestinianos. A conclusão a que cheguei é que jamais haverá, aos olhos humanos, a tão almejada paz entre os israelitas e os palestinianos. 

Há muitos factores que concorrem e convergem para obstar significativamente ao entendimento entre os dois povos, nomeadamente a diferença ideológico-política, o fundamentalismo religioso que caracterizam ambos os povos, o preconceito generalizado e a conotação negativa que cada um tem do outro. São factores determinantes e desestabilizadores na consolidação do processo de paz naquele conturbado território do mundo. 

A Falsa Questão da Abertura de Igreja ao Mundo


Partilho aqui convosco este brevíssimo e improvisado vídeo que gravei no passado domingo em frente da estátua do grande Reformador Protestante Ulrich Zwingli em Zurique, Suíça, sob o tema “A Falsa Questão da Abertura de Igreja ao Mundo”. Nele refutei manifestamente este falacioso, infundado e maléfico entendimento que visa, em última instância, enfraquecer e destruir definitivamente a Igreja do Senhor Jesus Cristo. Sustentam os tais críticos do Cristianismo, coadjuvados neste diabólico propósito pelos falsos Cristãos, de que a Igreja deve abrir-se ao mundo para assim poder atrair mais pessoas para o seu seio. Abertura esta que, segundo eles, prende-se máxime com a ordenação das mulheres ao ministério pastoral, adopção do ecumenismo bíblico, aceitação da prática homossexual e o seu casamento, bem como não censurar o aborto, a eutanásia e o divórcio, etc. 

Levados por este vento de doutrina e ondas da pós-modernidade, muitas igrejas no Ocidente, sobretudo aqui na Europa, têm renegado deliberadamente as suas origens fundacionais instauradas pelo Senhor Jesus Cristo e reconfirmadas pelos Santos Apóstolos. Tanto que, por esta razão, mesmo com toda esta propalada e tautológica abertura “civilizacional” assente num liberalismo teológico sem precedentes, a Igreja não tem estado a atrair mais pessoas aqui na Europa para dentro dela, antes pelo contrário, ela está cada vez mais herética, estagnada, velha e menos comprometida com os impolutos Princípios e Valores do Evangelho. 

A título exemplificativo, para testar esta nossa afirmação, veja-se a realidade das igrejas nos países escandinavos, especialmente na Suécia, onde o mundanismo apoderou-se completamente do Cristianismo, mesmo assim só dois porcento vai à Igreja e estão parcialmente comprometidos com ela. Na Suécia as mulheres podem ser bispos, tal como os homossexuais. Estes, por sua vez, podem casar pela igreja sem problema, ou seja, aprovam o casamento homossexual e convivem bem com o ecumenismo bíblico-teológico. Apesar de toda esta grande e ampla abertura da igreja sueca aos “avanços civilizacionais” do presente século mau em que estamos submergidos, ela continua a minguar no caminho da autodestruição, tal como muitas outras igrejas aqui na Europa. 

Por isso, este entendimento minimalista e redutor de que a Igreja tem que se abrir ao mundo para poder atrair mais pessoas não passa de um falatório inútil dos ateus, agnósticos e descrentes em geral que visa, em última instância, destruir a Igreja do Senhor Jesus Cristãos. Estas pessoas, em abono da verdade, são dissimuladamente anti-Evangelho, anti-Santidade, anti-Cristianismo, anti-Igreja e anti-Cristo, que não querem ver a afirmação e o sucesso missionário da Igreja do Senhor Jesus Cristo. 

E mais, em circunstância alguma, a Igreja deve ajustar-se ao mundo. É o mundo que deve ajustar sim a mensagem do Evangelho. Quando a Igreja tenta andar ao sabor do vento e das ondas do mundo acaba sempre por cair nas heresias e, desta forma, desviar-se dos seus princípios fundacionais, tal como a História nos tem indubitavelmente provado ao longo dos séculos. A Igreja tem de abrir-se à Sã Doutrina, à Santidade, à Oração, à Evangelização, à Missões e, acima de tudo, para o Todo-Poderoso DEUS. Isto sim, é abertura que conduz à Salvação. 

Nós, em suma, os eleitos filhos de DEUS, não nos deixaremos nunca enganar por artimanhas inventadas pela esperteza daqueles que se armam profundos conhecedores daquilo que  literalmente desconhecem. Mas continuando fidedignamente a proclamar a verdade com amor, crescendo em todos os sentidos para Cristo, que é a cabeça da Igreja (Ef 4:14-15). Que assim seja. E assim sempre será pela fé no Senhor Jesus Cristo.   

Escalada da Famosa Montanha de Ütliberg em Zurique



Há coisas que são imprescindíveis quando um estrangeiro visita qualquer cidade de Suíça. Uma delas é trepar os afamados alpes. Foi exactamente isso que fiz no sábado passado, juntamente com os meus amigos Hugo e a Christina. Logo de manhã tomámos um “robusto” pequeno-almoço e partimos para a aventura, contando a priori com as imensas calorias que íamos perder durante o percurso para escalar a conhecida montanha de Ütliberg da cidade de Zurique.  Foi realmente muito cansativa a caminhada até chegarmos ao topo da montanha. 

Fizemos a trajetória mais complicada e difícil comparativamente às outras opções. Fomos para a direcção de “Zielweg”, isto é, o “Caminho do Destino”, percorrendo um terreno bastante íngreme e cercado praticamente de “mato-cerrado”. Quase desfalecemos no percurso. Com vontade e determinação conseguimos, finalmente, todos juntos, atingir o pico mais elevado da montanha – que é de 800 metros de altitude. E de seguida, fizemos o percurso inverso, e mais fácil, de descida. Foram praticamente três horas de intensa caminhada. Confesso que nunca tinha antes subido, a pé, uma montanha tão elevada como a de Ütliberg. No seu cume dá para vislumbrar toda a bonita cidade de Zurique. Por outras palavras, dá-nos um cenário magnífico de Zurique e além-fronteiras. 

Voltámos para casa, almoçando e fomos novamente andar de barco no famoso lago de Zurique. Uma viagem de sessenta minutos, alternado com mergulhos no meio do lago do romântico casal Hugo e Christina (não entrei na água porque estava a conduzir o barco. Alguém tinha que fazer isso, não é?). Desfrutámos deste descontraído e agradável tempo e depois seguimos novamente de bicicleta para casa. 

Foi, sem qualquer tipo de exagero, um dia bem passado e com grandes aventuras, tal como tinham sido os dias anteriores. DEUS Obrigado pela oportunidade e por tudo. Que assim seja.  

Era Uma Vez em Zurique

Confesso que está a ser bastante proveitosa e gratificante a minha experiência aqui em Zurique, Suíça. Estou a ter uma óptima companhia dos meus amigos Hugo e a mulher Christina. Aprecio imenso a peculiaridade e a dinâmica civilizacional da cidade – tem, a meu ver, similitudes com Amesterdão. As pessoas aparentemente parecem bem-educadas e simpáticas, fazendo fé nos relatos que tenho recebido e apercebido também in loco na minha movimentação pela cidade e interação com pessoas. 

Tenho passado parte significativa da minha estadia aqui a praticar desporto – tanto a jogar futebol como a caminhar e simultaneamente a andar de bicicleta – que é uma prática habitual e recorrente por estas paragens. Tanto que, por esta razão, as pessoas são muito elegantes na sua larga maioria, tendo em conta a salutar cultura de exercício físico que está bem patente e enraizado na mundividência dos suíços. Estivemos, há quatro dias, a jogar bola com os colegas de trabalho da Christina que são médicos psiquiatras aqui em Zurique. Uma partida de géneros, ou seja, de mistura entre homens e mulheres. Consegui, inclusive, neste heterogéneo e disputado jogo, marcar um golo, tal como os meus amigos Hugo e Christina. 

Hoje voltei novamente a jogar com um dos amigos do Hugo que trabalham no crédito bancário suíço. Esta partida, diferentemente da primeira, somente contou com os homens. O mais atípico de tudo foi o horário do jogo, isto é, logo bem cedinho – às 7h:00 da manhã –, obrigando-nos a acordar às seis para assim chegar pontualmente ao horário do jogo. Jogámos até ficarmos cansados e exaustos. Mesmo assim, parte significativa destes jogadores, depois de término da partida, foram ainda trabalhar, evidenciando assim o puritanismo calvinista (disciplina, bem entendido) que é tanto enfatizado neste país helvético de tradição Protestante.   

Um Dia, Uma Fotografia: Bissau, Há 21 anos


Eu, juntamente com o meu irmão Evaristo Vieira e agora mulher Marta Gomes Vieira (VER), no Aeroporto Internacional Osvaldo Vieira, em Bissau, momentos antes do Evaristo viajar para Lisboa, a fim de estudar Teologia no Seminário Teológico Baptista (STB) e Direito na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa (FDUL). 

A saída do Evaristo foi um ponto de viragem na história da minha família, mais precisamente dos meus irmãos (nesta altura já éramos órfãos de pais há muito tempo e sozinhos no mundo), e com ganhos significativos que tudo isto teve na nossa afirmação como pessoas de bem na sociedade. DEUS é mesmo Bom. Louvado seja ELE eternamente! 

As Implicações Político-económicas do Brexit



Partilho aqui o improvisado e curto vídeo que gravei ontem a frente do Parlamento do Reino Unido, em Londres, sob o tema: “As Implicações Político-económicas do Brexit” – tanto para a Europa como para o próprio Reino Unido. Entendo, de uma forma subsumida, tal como escrevi oportunamente aqui, que a União Europeia (UE) tinha mais a ganhar com o Reino Unido no seu seio do que propriamente fora dele. Só quem não conhece bem a História e a influência política que o Reino Unido sempre teve no mundo é que avalia, com alguma leviandade, a sua definitiva saída da UE (LER)

Um Dia, Uma Fotografia


Eu descontraidamente num ambiente de serenidade, tranquilidade, apaziguamento e reconciliação no centro de Amesterdão, Netherlands. Um Dia, Uma Fotografia. 

Um Dia, Uma Fotografia


Em frente das instalações do Tribunal Penal Internacional em Haia (TPI), Netherlands. 

Um Dia, Um Aniversário


Estive no mês passado em Londres. Ocasião especial para encontrar duas vezes com o meu grandíssimo amigo e irmão Gerson dos Santos Fernandes. No último encontro fez a gentileza de convidar-me para um jantar, juntamente com uma amiga minha. O Gerson é mesmo daqueles autênticos amigos (coisa rara nos tenebrosos dias que correm). Tanto que, por esta razão, temos mantido uma saudável convivência ao longo dos anos. Espero que continuemos assim, neste fraterno registo, para todo o sempre. 

O Gerson completa hoje mais uma primavera na vida. E ter a grata oportunidade de fazer anos é, sem dúvida, reconfortante e pretexto especial para dar graças a DEUS pelo dom inefável da vida e renovar os votos de felicidade. 

Quero, por isso, caro amigo e irmão Gerson Dos Santos Fernandes, que o nosso Todo-poderoso DEUS continue a guiar os teus passos e abençoar-te em todos os teus legítimos desafios de vida. Que sejas, acima de tudo, bem-sucedido e feliz nas tuas opções diárias. Todas as felicidades do tempo e da eternidade. 

O Cordão Umbilical


(Eu, o meu tio Domingos Vieira e o meu primo Gervásio Vieira (LER). A foto foi tirada na casa do meu primo, no dia 05 de Agosto, horas depois da chegada do meu tio  a Lisboa). 

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Foi bastante reconfortante para mim reencontrar-se com o meu estimado tio Domingos Vieira, depois de tantos anos sem nos avistarmos. Homem de família e servidor público no Ministério dos Recursos Naturais da Guiné-Bissau há mais de 40 anos. Pai de quatro filhos, nomeadamente do Gervásio Vieira ("Djoi"), Narcisa Vieira ("Nacy"), Euclides Vieira ("Didi") e Duilia Vieira ("Dú"). Ele é o irmão mais novo do meu malogrado pai Jorge Vieira e da minha querida tia Fina Indi, sendo por sua vez mais velho que o tio Duarte Vieira, o "codé", também apelidado pela família e amigos de "Duvi". Por parte da minha saudosa mãe, Anjeipo Có, já não temos nenhum tio ou tia directa sobrevivente. Também já não temos connosco nenhum dos avós vivos. Todos eles morreram, infelizmente. Somos, desde muito cedo, órfãos. Órfãos de pais. Órfãos de avós materno. Órfãos de avós paterno. Órfãos por parte do lado dos irmãos da nossa mãe. Estamos praticamente sozinhos e desamparados neste tenebroso Mundo. A orfandade sempre fez parte do nosso percurso de vida desde tenra idade. Havia, por isso, se não fosse a soberana Graça de DEUS, todas as condições objectivas e propícias para sermos homens e mulheres marginais, uma vez que perdemos prematuramente o núcleo fundamental e suporte insubstituível e irreparável da nossa família. Os nossos progenitores partiram precocemente, deixando-nos à mercê da sorte. Mesmo assim, não perdemos a sensatez, a coesão, o juízo, a determinação e o amor pela madrasta vida. Não perdemos definitivamente tudo. Temos connosco o Todo-Poderoso DEUS que defende a nossa causa, orientando-nos e suprindo todas as nossas necessidades (Deuteronómio 10:18; Salmo 146:9), bem como o resquício da família que ainda nos resta. 

O tio Domingos Vieira é actualmente o patriarca ou numa expressão tipicamente guineense "chefe" da nossa família "Vieira" e a titia Fina Indi a matriarca, dando assim prosseguimento ao legado do meu pai Jorge Vieira. Ambos têm cumprido irrepreensivelmente esta árdua tarefa. Educaram-nos empenhadamente com os nobres Princípios e Valores humano-sociais, não obstante as suas pontuais limitações como seres humanos, conferindo-nos as ferramentas indispensáveis para sermos homens e mulheres bem-sucedidos na sociedade. Se alguém, porventura, não se conseguir afirmar na vida a culpa não é seguramente deles. Transmitiram-nos exemplarmente os valores da disciplina, do estudo, do trabalho, da responsabilidade, da simplicidade, da honestidade, da solidariedade e rectidão. Educaram-nos como pessoas pobres, incutindo-nos igualmente a ideia de jamais renegarmos pela vaidade a nossa humilde origem, isto é, "di fidjus di djintis coitadi", independentemente da condição de vida e estatuto social que possamos vir a conquistar no futuro. Tenho procurado não transcender este raio de horizonte, porque foi das melhores heranças que nos conferiram. Temos naturalmente a obrigação de as transmitir também aos nossos filhos, netos e todos aqueles que nos circundam quotidianamente. 

Por isso, vejo-me como pobre e de família pobre, não obstante ser concomitantemente rico a nível da educação, da cultura, da axiologia, da espiritualidade, da mundividência e do humanismo social. Não sou, por esta razão, ganancioso e ávido pelo materialismo. Não fui ensinado a bajular os terceiros ("bari pádja" à moda guineense) a troco de qualquer benefício pessoal. Sou um homem completamente desprendido pelos bens mundanais. Contento-me apenas com aquilo que disponho honestamente. E não me fascínio e nem me deixo ludibriar com superficialidades que não se revestem da consistência e, muito menos, admirar pessoas sem escrúpulos só pelo facto de terem posses ou poder. Nada disso faz parte do meu cardápio educacional. Prezo, acima de tudo, a minha dignidade, autonomia e liberdade. Sou convictamente Cristão Evangélico-Protestante, tendo a Palavra de DEUS como a minha única regra de fé e prática. São valores, para mim, irrenunciáveis e inegociáveis. Sou feliz assim como sou (LER). Este paradigma educacional influenciou determinadamente quase toda a nossa família, levando-a adoptar uma postura de recato a todos os níveis da vida. Apesar de termos na família mulheres e homens altamente qualificados, nos mais diversos domínios científico-profissionais e bem inseridos na sociedade, mesmo assim, não se têm conspurcado com a corrupção endémica e o triunfo das futilidades que se vive de forma consentida na Guiné-Bissau (LER). Tudo isto deve-se à proeza educacional dos meus progenitores, coadjuvados pela titia Fina Indi, tio Domingos Vieira e Duarte Vieira. 

A titia Fina Indi é mãe do meu primo mais velho – o Médico Ricardino Té ("Oditu") – e avó de três netos, particularmente do Celdegir ("Saqui"), Finandi e Ricelino. Vendedora ambulante de peixe, sobretudo "pá djintis di praça". Disse-me, aquando da nossa recente e demorada conversa telefónica, há duas semanas, que já está a ficar cada vez mais velha (ela tem neste momento 76 anos de idade e está praticamente reformada dos labores do dia-a-dia) depois de lhe ter perguntado se continuava a cozinhar. Respondeu-me sobriamente que não, tendo em conta a limitação que tem tido a nível de saúde. Esta pergunta prendia-se com o facto de, apesar da minha demorada ausência do país, nunca ter esquecido os deliciosos pratos que ela confeccionava. Aliás, a comida dela era da mais disputada ali na nossa casa. Todos praticamente brigavam para comê-la. Antes de terminarmos a conversa, aconselhou-me a arranjar, com carácter de urgência, uma mulher para casar, formando assim a desejada família, "pabia idade na bai djá Térsio", encerrava advertidamente. Registei a pertinente chamada de atenção, garantindo-lhe que envidarei esforços nesse sentido. 

O tio Duarte Vieira, membro mais novo dos irmãos do meu pai, é pai do Crucires ("Nhontcha"), Astrides ("Antchontchi"), Heine e dos gémeos Tales e Euler. É o Professor Matemático da família. Há décadas que lecciona cadeiras de matemática – tanto no liceu como na Universidade. Defendia publicamente que para se ser um bom aluno tem que se ser bom a Matemática. Para ele tudo girava em torno dos números, fórmulas e teoremas. É o que, nos irmãos, tem uma postura mais progressista e liberal da vida – no bom sentido do termo. Fala muito bem e gosta de falar – sempre coisas certeiras na generalidade de situações. Nunca foi distante. Inteirou-se sempre dos nossos reais problemas, tal como os irmãos, procurando ajudar na medida do possível. Tivemos com ele sempre excelentes relações. É um grande orgulho para toda a nossa família. Tanto ele como a titia Fina Indi e tio Domingos Vieira são actualmente pilares da nossa família. Não temos mais nenhum parentesco próximo do que eles neste mundo. Sem eles não somos nada. Devemos-lhes tudo. Somos hoje, em última instância, o produto do grande investimento que fizeram em nós. E estamos gratos a DEUS por isso, bem como a eles em particular, por tudo o que têm feito nas nossas vidas. Pedimos sempre ao Todo-poderoso DEUS que lhes conservem a vida e saúde, livrando-lhes de todo o perigo e mal. Temos, no entanto, plena consciência que não vamos tê-los perpetuamente connosco, mas teremos sempre a boa educação que amorosamente nos legaram. 

Despedi-me anteontem a noite do meu querido tio Domingos Vieira, que partiu rumo a Bissau, depois de ter estado aproximadamente dois meses de férias aqui na Europa. Primeiro em Lisboa e, de seguida, em Hamburgo, Alemanha, e, inversamente, Lisboa. Despedimo-nos com dois calorosos abraços de familiaridade, na promessa de nos encontrarmos ainda num futuro breve. Disse-me em crioulo: "fica diritu bó" e eu respondi-lhe: "fassi bom biás. Manda nha mantenhas pá titia Fina Indi, Duarte i pá tudu djintis lá na casa. Pá DEUS abençoa-bós tudu". E assim, partamo-nos nostalgicamente um do outro e, ao mesmo tempo, continuando eternamente unidos pelo mesmo cordão umbilical de sempre. 

O Valor Sagrado da Amizade


Considero-me uma pessoa extrovertida e com o espírito aberto. Tenho predisposição mental suficiente para me adaptar à generalidade de situações. Aprecio imenso as diferenças, o contraditório e a reciprocidade relacional. Apesar dessas evidentes qualidades que são inerentes ao meu substrato identitário sou, da mesma sorte, em determinadas situações, bastante circunspecto, eremita e com uma personalidade vincada e irredutível (LER). No entanto, mesmo assim, tendo em conta os impolutos Princípios e Valores Cristãos que me enformam desde a mais tenra idade, procuro diariamente libertar-me de tudo aquilo que poderá obstaculizar o meu vigoroso testemunho de vida como um fiel seguidor do Senhor Jesus Cristo. Tento cultivar na minha acção aquilo que entendo ser benéfico para com o meu próximo. 

Por isso, gosto da interculturalidade, da religiosidade, de lidar com as pessoas, de estimular novas amizades em todas as suas dimensões antropológicas. Todos estes atributos só serão exequíveis quando envolverem os terceiros, bem como a genuína amizade em última instância. Caso contrário, seria tudo uma autêntica fachada, desprovida de qualquer tipo de "humanismo social". A amizade, tal como escrevi num passado recente, é uma característica riquíssima nos seus vários sentidos etimológicos, especialmente nos tenebrosos dias que correm. É uma das nobres e maiores afeições naturais que o ser humano dispõe no seu relacionamento com o próximo. Encarná-la autenticamente é reflectir, em última instância, a natureza Divina na nossa identidade (LER)

O Padre Jacinto Bento é um amigo que consegui granjear aquando da minha grata passagem pela Terra Santa (isto demonstra claramente que os Protestantes e os Católicos podem ser perfeitamente amigos, sem prejuízo de cada um continuar a defender a sua convicção doutrinária). Foi uma pessoa extraordinária, que me marcou pela positiva, razão pela qual continuamos a dar-nos bem até aos dias de hoje (LER). É um conhecedor profundo da realidade do Médio Oriente, sobretudo de Israel e Cisjordânia. Já empreendeu dezenas viagens de peregrinação à Terra Santa, levando consigo inúmeros fiéis de várias profissões religiosas até à data presente. Em 27 de Fevereiro de 2017, o Padre Jacinto Bento foi investido Cónego Honorário do Santo Sepulcro de Jerusalém, na Concatedral, pelo Bispo Marcuzzo, Vigário Patriarcal para Jerusalém e Palestina, pelo Decreto nº 9/2017, do Administrador Apostólico, o Arcebispo Pierbattista Pizzaballa. É este Padre Jacinto que publicou este ano o livro "Terra Santa [Itinerário de uma Peregrinação", fazendo questão de oferecer-me um exemplar devidamente autografado. Muito obrigado, estimado Padre Jacinto. Que o Todo-Poderoso DEUS continue a abençoá-lo e a ajudá-lo em todos os seus desafios de vida. 

Um Dia, Uma Fotografia


Eu e o meu queridíssimo sobrinho Reginaldo Sá Vieira (“Regi”) na histórica cidade de Múnster, Alemanha, num dos emblemáticos lugares onde foi assinado o afamado “Tratado de Vestefália” que pôs termo à ferrenha guerra dos trinta anos na Europa. Tive a grata oportunidade de explicar cuidadosamente ao meu sobrinho as implicações políticas que isto teve na coesão, pacificação e afirmação do Velho Continente nos anos subsequentes. 

Era Uma Vez em Paris



Dá-me uma agradável e inexplicável sensação que brevemente estarei em Paris. Não sei o porquê. Passei fugazmente seis vezes em Paris que, praticamente, não deu para desfrutar plenamente do encantador "balsamo" da célebre "cidade das luzes". Agora, nos últimos dias, tenho sentido uma arrebatadora nostalgia do regresso. Somente este harmonioso som do compositor e pianista Éric Alfred Leslie Satie para me despertar ainda mais o misterioso ímpeto para com a romântica cidade. As experiências únicas sempre serão as únicas, feliz ou infelizmente. 

Um Dia, Uma Fotografia


O meu irmão Roberto Vieira (LER), in "Seminário sobre a Construção da Cooperação Financeira e os Arranjos Para Investimento e Financiamento para os Países Africanos". A foto foi tirada ontem no Ministério de Comércio da China, em Pequim. 

Um Dia, Uma Fotografia


O meu mano mais velho Roberto Vieira, sempre em forma (LER). A primeira foto foi tirada algumas horas atrás durante a viagem. 

Um Dia, Uma Fotografia


No centro da histórica capital de Áustria, Viena. Uma experiência única, gratificante, enriquecedora e inesquecível (ALI) (AQUI)

Um Dia, Uma Fotografia



Eu, com um ar bastante introspectivo e de adoração, dentro das instalações da Igreja da Natividade, em Belém da Judeia, Cisjordânia, onde terá nascido o Senhor Jesus Cristo. A Estrela de Prata que está à minha frente marca precisamente este importante e sagrado lugar. Sobre ela estão inscritas as memoráveis palavras latinas: “Hic de Virgine Maria Jesus Christus natus est” que, numa tradução livre em português, significa “Aqui da Virgem Maria nasceu Jesus Cristo”

Tive a grata oportunidade de render o culto ao Senhor Jesus neste consagrado espaço, que encerra o mistério da Sua encarnação e o processo da nossa salvação. Foi realmente um autêntico momento de encontro e reencontro com a História Bíblica e com as mundividências teológicas em torno do Filho de DEUS.