Aurora da Revolução Francesa


«O povo francês proclama solenemente o seu compromisso com os direitos humanos e os princípios da soberania nacional, conforme definido pela Declaração de 1789, confirmada e completada pelo Preâmbulo da Constituição de 1946, bem como com os direitos e deveres definidos na Carta Ambiental de 2004. Em virtude desses princípios e da livre determinação dos povos, a República oferece aos territórios ultramarinos que expressam a vontade de aderir a eles instituições novas fundadas sobre o ideal comum de liberdade, de igualdade e de fraternidade, e concebido com o propósito da sua evolução democrática. 

A França é uma República indivisível, laica, democrática e social. Assegura a igualdade de todos os cidadãos perante a lei sem distinção de origem, raça ou religião. Respeita todas as crenças. Sua organização é descentralizada. A lei promove a igualdade de acesso das mulheres e dos homens aos mandatos eleitorais e funções eletivas, bem como às responsabilidades profissionais e sociais» (LER).

A Proliferação Partidária na Guiné-Bissau



É inquestionável o papel preponderante e determinante dos partidos políticos na qualidade e afirmação de uma Democracia. Configuram-se holisticamente como baluartes das legitimas expectativas dos cidadãos dentro do panorama político-governativo. Não se pode falar da Democracia Participativa, sem falar dos partidos políticos e vice-versa. São duas realidades concomitantemente intrínsecas e indissociáveis. Por isso, tal como escrevemos no artigo precedente (LER), a questão não tem propriamente a ver com a germinação e proliferação massiva dos partidos políticos neste momento na Guiné-Bissau, mas sim com a reconfiguração dos mesmos corruptos e inabilitados políticos que tão bem conhecemos de outros carnavais. São pessoas limitadas e medíocres que, por vicissitudes várias, não dispõem de uma agenda reformista e credível para fazer a Guiné avançar. Apenas estão preocupadas em chegar a todo o custo ao poleiro governativo e, deste modo, acertarem contas uns com os outros e satisfazerem as suas concupiscências.  

Por mim, como dizia um ilustre desconhecido, vou vibrando com as coisas pequenas da minha domesticidade e esquecendo esses alaridos de "guinendadi" que acabam em rotatividade de falsa democracia, ou seja na alternância de cabos partidários e suas clientelas, num eterno retorno sem muita erosão. Se isso, portanto, é a "nação" ou a "democracia", que a maioria dos guineenses se orgulha, não contem comigo. Estou fora. Mesmo fora. Roubem-me o esforço e a tranquilidade; a dignidade e o bom senso é que não! 

A Questão do Livre-arbítrio


O Livre-arbítrio é um termo bastante riquíssimo nos seus múltiplos significados etimológicos, filosóficos e teológicos, que atraiu ao longo dos séculos. Talvez seja por esta razão que tem despertado o interesse dos grandes pensadores, que marcaram profundamente a nossa História Universal. O debate sobre as implicações práticas do termo começou precisamente com Santo Agostinho e demais filósofos coevos. Ganhou, posteriormente, mais relevo e projecção mediática com o Protestantismo e o pensamento escolástico de Guilherme de Ockham, que "santificava" completamente a vontade humana e a liberdade individual, em detrimento de qualquer tipo de realidade subjacentes ao ser humano. Com os moralistas do séc. XVII e XVIII ficou tudo diferente. O Livre-arbítrio passou a ser objecto de rigorosa avaliação, não apenas por aquilo que representa do ponto de vista humano-filosófico, mas também pelo fim que visa atingir e como este é concretizado. É no âmbito destas maleáveis construções dogmáticas que surge Immanuel Kant, que veio relançar decisivamente o debate, rejeitando a priori a ênfase perfeccionista do conceito. Para Kant "a boa vontade não é boa por aquilo que promove ou realiza, pela aptidão para alcançar qualquer finalidade proposta, mas tão-somente pelo querer, isto é em si mesma, e, considerada em si mesma, deve ser avaliada em grau muito muito mais alto do que tudo o que por seu intermédio possa ser alcançado em proveito de qualquer inclinação, ou mesmo, se se quiser, da soma de todas as inclinações"[1]. Com efeito, vai traçar o conceito do "dever ser" como a única máxima de todo o conteúdo moral, concluindo peremptoriamente que qualquer acção que não seja revestida do "imperativo categórico" não passa de uma intenção meramente egoísta, desprovida de qualquer significado valorativo do ponto de vista humano-social. 

Da nossa parte, não se pode falar do Livre-arbítrio sem primeiramente falar da Liberdade, do Voluntarismo e da Autodeterminação. E falar destes quatro conceitos concomitantemente torna o problema ainda mais complexo e de difícil posicionamento, uma vez que envolve vários mistérios que, as mais das vezes, não conseguimos penetrar e, muito menos, decifrar na íntegra. Do Livre-arbítrio e Auto-determinação do Homem pode-se esperar tudo, desde a aparente encarnação de excelentes virtudes morais, que consubstanciam as práticas de boas obras, até aos actos individualistas que visam unicamente autopromoção, ou até mesmo, em circunstâncias anormais, de actos bárbaros contra o próximo e a Humanidade em geral. 

Confessamos publicamente que somos bastante céptico em relação à boa vontade humana. Não acreditamos minimamente nela, ou seja, na sua impoluta moralidade, razão pela qual nos identificamos plenamente com a concepção Calvinista da "Depravação Total" do Homem, que posteriormente veio a ser acolhida pelo excomungado Bispo de Ypres, Cornelius Jansen, conhecido doutrinalmente pelo “Jansenismo”, que consiste na limitação e impossibilidade do Homem só por si ter suficientes capacidades de praticar o bem na sua imaculada essência. Por isso, seguindo a mesma esteira do pensamento, o Monargismo vai sustentar que a regeneração espiritual dos homens depende apenas do Espírito Santo, independentemente da boa vontade humana, diferentemente das teses do Sinergismo que faz a apologia da liberdade individual, defendendo equivocadamente que o Homem tem participação na obtenção da sua salvação e da graça divina, através do Livre-arbítrio (um entendimento que é amplamente abraçada pelos círculos pentecostais e neo-pentecostais, através da influência teológica da corrente arminiana). 

O Livre-arbítrio do Homem está inteiramente manchado pelo pecado original de Adão e Eva no início da criação no jardim do Éden (LER), levando-o a ficar bastante aquém do ideal da sua boa vontade. Se avaliarmos, cuidadosamente, ao ínfimo pormenor, todas as acções do Homem, logo chegaremos à sábia conclusão de que ela está sempre viciada de egoísmo, contrapartidas, ganância, calculismo, hipocrisia, vaidade, auto-promoção, etc., sem prejuízo, obviamente, de se ter em conta nesta análise os pressupostos valorativos que as sociedades convencionam e traçam como o "modelo ideal" de "acções legítimas" a seguir nos relacionamentos com os terceiros. 

O Livre-arbítrio do Homem, em suma, é completamente condicionado e submetido à manifesta vontade Divina. Não acreditamos na suficiência dele ao ponto de proporcionar ao Homem a libertação soteriológica, visto que está maculado, insistimos, tal como supra sustentamos.  É nestas indubitáveis formulações que entendemos e desenvolvemos a liberdade individual de cada ser humano, independentemente da sua raça, condição de vida ou estatuto social (LER)



[1] (Immanuel Kant, In Fundamentação da Metafisica dos Costumes, p. 23, Edições 70, Lisboa, Portugal, 2005). 

Remedi Ku Kata Kura



Não tenho uma visão minimalista da política e dos políticos. Concebo a acção política dentro dos restritos parâmetros da Democracia Participativa. E na Teoria Democrática, de uma forma abreviada, vigora o Princípio da Igualdade e de Oportunidades entre os cidadãos, bem como a Liberdade Individual e a faculdade de exercer uma Cidadania Activa, somando ao facto do Poder centralizar-se exclusivamente no Povo. São, de facto, as manifestas dimensões inquestionáveis da Democracia (LER). No entanto, é com muita preocupação que tenho vindo a acompanhar a germinação e proliferação desnecessária dos partidos políticos na Guiné-Bissau. Neste momento, fazendo fé nas notícias veiculadas pelos media, estamos a caminhar na ordem do quinquagésimo partido político – num país com um milhão e meio de habitantes – o que, de todo, é surreal e impensável. A questão, a meu ver, não tem propriamente que ver com o facto de haver muitos partidos, mas sim a reconfiguração dos mesmos corruptos e inabilitados políticos que grassam na nossa praça pública, que tão bem conhecemos de outros carnavais. Estão a formar os novos partidos políticos com o intuito de ludibriar a opinião pública em geral e o nosso humilde povo em particular, assumindo-se astuta e despudoradamente de "bons anfitriões" que tudo sabem e ensinam em matéria de boa governação. 

Toda esta deriva nacional, e consequente desnorte a que a Guiné-Bissau está impotentemente submetida, remete-nos indubitavelmente para uma outra oportuna leitura, que é a da qualificação entre políticos e politiqueiros. À primeira vista poderão parecer a mesma coisa. Contudo, há uma diferença assinalável entre ambos. Aqueles são desprovidos de interesses egocêntricos e assumem na íntegra a finalidade última que se espera da acção governativa e, com isso, melhorando positivamente a vida dos governados. Ao passo que estes não passam de gatunos disfarçados e patronos de fraude. Não têm os mínimos escrúpulos e são uns autênticos sofistas. Não obstante a sua total ignorância em assuntos políticos, em consequência de recorrerem sistematicamente a expedientes ilícitos para atingirem os seus egocêntricos interesses, consideram-se os mais doutos e esclarecidos para desempenharem as nobres funções do Estado. O único critério válido para classificar quem quer que seja como genuíno político, escrevia peremptoriamente Platão, é a posse da "Ciência Política" e não o ocupar um cargo político-governativo ou reclamá-lo a todo o custo. Acontece que, na Guiné-Bissau, há uma completa inversão de valores devido ao défice extremo de políticos de verdade e multiplicação dos politiqueiros que minam e obstam decisivamente ao nosso progresso colectivo. 

Vou continuar inconformadamente a assistir a esta "procissão partidária". Ciente que, infelizmente, não vai resolver o crónico problema do país, antes pelo contrário agravá-lo ainda mais. É, como se diz em bom crioulo da Guiné, "remedi ku kata kura". Por isso, congruentemente com tudo aquilo que tenho defendido publicamente aqui e em outros fóruns sobre a inúmera desfaçatez político-governativa que se vive há muito no nosso país (LER), votarei convictamente em branco nas próximas eleições que se avizinham no país (LER)

Advertência de Uma Feminista às Outras Feministas (IV)


“Oponho-me a uma proteção especial para as mulheres. Sou contra regras que permitam às raparigas, por exemplo nos campus universitários, queixarem-se do que acontece num encontro com um rapaz. Exijo que as mulheres tenham total responsabilidade de si mesmas. Não acredito em proteções especiais quando alguém lhes diz alguma coisa ofensiva, a não ser que seja no domínio profissional. Acredito, sim, que as mulheres têm de falar por elas próprias e travar as suas batalhas (…) Nem tudo na nossa vida pode ser controlado, nem tudo na nossa vida é politicamente correto. Há todo o tipo de problemas e de instabilidades entre os dois sexos que têm que ser tratados individualmente e com os quais o Governo não deve ter nada que ver. O feminismo para mim devia ser um programa de ativismo social. O feminismo não tem o direito de intrometer-se na vida privada das pessoas. O modo como os homens e as mulheres se comportam nas suas relações pessoais é uma questão apenas da sua livre escolha.” 

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(Camille Paglia, in entrevista a Revista Expresso (LER). Conteúdo disponibilizado, por enquanto, apenas para os assinantes do jornal). 

Advertência de Uma Feminista às Outras Feministas (III)


REVISTA EXPRESSO: As mulheres são hoje demasiado exigentes? 

Camille Paglia: “São, mas mais importante do que isso é que são miseráveis. As mulheres de classe alta com sucesso no trabalho são infelizes. As feministas sabem-no. E culpam os homens de tudo. Dizem que são eles que têm de mudar de comportamento. Acho que as mulheres têm de ser neste momento mais conscientes e pararem de culpar os homens pela sua infelicidade! Olhem para o sistema laboral e alterem o que tem de ser alterado. 

REVISTA EXPRESSO: Está a dizer que as mulheres não praticam tanto sexo com os homens como costumavam fazer? 

Camille PagliaNão é bem isso. É uma questão de tudo ser muito familiar, das regras não se quebrarem, sobretudo nos casamentos burgueses. Há um sentimento de fadiga, não há nada interessante a acontecer ou a permitir que aconteça. Não há o tal mistério. Mas acredito que as mulheres latinas, como as portuguesas, italianas, espanholas e brasileiras têm muito mais criatividade, energia sexual, noção de elegância, sendo ao mesmo tempo grandes empresárias, economistas ou administradoras. Os casamentos de hoje, na América, são aborrecidos sexualmente e o homem corre o perigo de se tornar mais uma criança lá em casa”. 

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(Camille Paglia, in entrevista a Revista Expresso (LER). Conteúdo disponibilizado, por enquanto, apenas para os assinantes do jornal). 

Advertência de Uma Feminista às Outras Feministas (II)

 
“Sou descendente de uma família de emigrantes italianos. Nessa altura, lembro-me perfeitamente, tudo estava organizado à volta de dois mundos, o das mulheres e o dos homens. As mulheres cozinhavam. Ficavam em casa, tratavam dos filhos. Os homens saíam e ganhavam dinheiro. Este foi um sistema que funcionou durante milhares de anos. 

REVISTA EXPRESSO: Porque é que o sistema atual não está a funcionar?

Porque estamos neste período urbano e industrial, estamos em plena era tecnológica, em que as tarefas profissionais se tornaram exatamente as mesmas para homens e mulheres. E ainda por cima trabalha-se com a cabeça, não com o corpo. As diferenças sexuais esbateram-se. As mulheres pensam que como têm igualdade no local de trabalho e no mundo da política, acham que as coisas vão mudar também em termos da forma como comunicam com os homens nas suas relações privadas. E estão infelizes. Não se sentem realizadas. Sentem-se sozinhas.

REVISTA EXPRESSO: Qual a verdadeira razão para isso?

A perda da solidariedade entre elas com a competição profissional. Perderam a partilha dos problemas de cada uma. Perderam o desabafo sobre o fardo que é ter um filho e criá-lo. Perderam a companhia umas das outras, o apoio umas das outras, e até coscuvilhice — a minha mãe e a minha avó tinham tudo isso — e agora querem que os homens, os maridos, as satisfaçam de todas as maneiras." 

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(Camille Paglia, in entrevista a Revista Expresso (LER). Conteúdo disponibilizado, por enquanto, apenas para os assinantes do jornal). 

A Mulher e e os Livros

Advertência de Uma Feminista às Outras Feministas (I)


“Sou uma feminista que defende a igualdade de oportunidades. Com isto quero dizer que exijo que sejam retiradas todas as barreiras existentes às mulheres em campos como a política e o mundo profissional. No entanto, oponho-me a uma proteção especial para as mulheres (…) As mulheres deste país pedem e querem uma proteção especial. Isto não é feminismo. Isto é materialismo burguês. Privilégios burgueses. Estas mulheres querem que o mundo seja tão seguro como as salas de estar dos seus pais. É um verdadeiro retrocesso relativamente ao que o feminismo dos anos 60 conseguiu alcançar (…) O que quero dizer é que a maneira como nos vestimos é uma forma de comunicação. Apoio qualquer mulher que queira sair à rua meio despida. Mas tem de estar consciente das consequências disso e acatar as responsabilidades. O problema destas mulheres é que se vestem de uma forma muito sexy e não percebem e negam mesmo que estão a enviar mensagens. Acham que nenhum homem tem o direito de se sentir atraído por elas e de lho dizer... Já o disse há algum tempo: as mulheres têm todo o direito de se vestir como a Madonna, no entanto, se se estão a publicitar, têm de estar prontas para se vender! É preciso que percebam de uma vez por todas que estão a comunicar sexo e apetite por sexo. Se não estão preparadas para se proteger nem têm ideia de que é perigoso aquilo que estão a fazer não saímos de uma imbecilidade”. 

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(Camille Paglia, in entrevista a Revista Expresso (LER). Conteúdo disponibilizado, por enquanto, apenas para os assinantes do jornal). 

Um Dia, Uma Fotografia


O meu irmão Roberto Vieira (LER), in "Seminário sobre a Construção da Cooperação Financeira e os Arranjos Para Investimento e Financiamento para os Países Africanos". A foto foi tirada ontem no Ministério de Comércio da China, em Pequim. 

Oração do Pai Nosso


A "Oração do Pai Nosso" é uma das mais célebres passagens contidas nas Escrituras Sagradas. Tanto que, por esta razão, ela tem sido sabiamente memorizada e cantada pelos milhões de fiéis ao longo da História do Cristianismo. É uma Oração que deve servir de bitola para todos os Cristãos de todos os tempos e épocas. Não somos obrigados a adoptá-la literalmente em todas as preces que fazemos diariamente, uma vez que o Senhor Jesus não a seguiu à risca na Sua afamada "Oração Sacerdotal" (João 17:1-26) e, muito menos, quando estava angustiado no Getsémani (Mateus 26:39-46; Marcos 14-32-42; Lucas 22:39-46), bem como os Santos Apóstolos e os Pais da Igreja. E mais, somos posteriormente ensinados pelo próprio Senhor Jesus a orar e pedir ao Pai em Seu Nome (João 14:13-14). Um importante pormenor que a "Oração do Pai Nosso" não contem. Não sabemos por que razão o Senhor Jesus terá omitido este relevante pormenor (será, porventura, por estar ainda na Sua humilde fase de encarnação quando formalizou esta Oração? Eis o mistério que nos interpela). Uma coisa, no entanto, temos a certeza absoluta: a "Oração do Pai Nosso" deve ser sempre o modelo padrão para todas as nossas orações. 

O Senhor Jesus, antes de veicular esta famosa e poderosa Oração, nos versículos 1 até 8 do Evangelho segundo Mateus 6, exortou aos seus discípulos a adoptarem uma espiritualidade de descrição, evitando o pecado da hipocrisia e ostentação, somente para serem elogiados pelos Homens. Tal postura não deve, em circunstância alguma, ser a de um devoto Cristão, sobretudo quando damos a esmola ou estamos em momentos de contrição perante DEUS. Caso contrário, a pessoa já recebeu a sua devida recompensa. Aqui a palavra recompensa tem uma conotação pejorativa, uma vez que não tem qualquer valoração espiritual. 

Além da advertência que o Senhor Jesus fez sobre o risco da ostentação, que consubstancia o testemunho de falsidade e a sua nefasta consequência espiritual (Mateus 6:1-4; 23:14; 33), aproveitou ainda a deixa para aconselhar os seus discípulos sobre as vãs repetições que são feitas nas orações como erradamente fazem os gentios, que se desdobram num infindável palavreado, julgando-se que é por muito falarem que serão mais facilmente ouvidos. O Senhor Jesus corrigiu esse equívoco doutrinário, com base na omnisciência de DEUS, realçando que o nosso Pai Celestial sabe muito bem o que precisamos, antes de Lho pedirmos. E de seguida, ensinou-lhes a forma mais correcta de orar. 

Nesta famosa Oração, o Senhor Jesus evidencia seis pertinentes verdades espirituais – das quais as três primeiras relacionam-se exclusivamente com DEUS e as restantes com a realidade quotidiana do ser humano. (I) Ele é o nosso Pai Celestial, que está assentado nos mais altos dos céus, e o Seu nome deve e merece ser permanentemente Santificado; (II) É benéfico para a Humanidade que o Seu Reino venha e domine plenamente toda a Terra; (III) que a Sua perfeita vontade prevaleça no seio dos pecadores, tal como acontece no Céu (a cidade de DEUS deve ser o espelho da cidade dos Homens). Depois disso, as últimas três verdades centralizam-se nos desafios e anseios que afectam o Homem no seu percurso normal de vida, nomeadamente (IV) a concessão do pão diário; (V) o perdão dos seus pecados como também ele perdoa aqueles que lhes insultam, magoam e querem a sua desgraça ou, porventura, possam ter alguma dívida pecuniária com ele e não têm condições financeiras suficientes para lhe saldar (Mateus 18:23-35); e, por fim, (VI) não lhe deixar cair em tentação, mas livrá-lo de todo o perigo e mal que possam eventualmente surgir pelo caminho. Isto porque, culminando o Senhor Jesus com a grande doxologia, do Todo-poderoso DEUS "é o reino, o poder e a glória para sempre. Amém". Que assim seja. 

Os Cristãos Baptistas e a Sexualidade


«Deus criou o homem, concedendo-lhe a prerrogativa de fecundidade, fertilidade e natalidade, permitindo-lhe a multiplicação da espécie humana, povoando e dominando a Terra. Deus não condena o ato sexual em si, mas a prática sexual desgovernada, sem limites e sem princípios divinos.  Deus não deixa a sexualidade ao critério de cada um, até mesmo aos casados lhes adverte e aconselha para que nenhum dos cônjuges negue o sexo, antes procedam com consentimento mútuo. A atração física, emocional e o verdadeiro amor no casamento são condições indispensáveis para uma sexualidade abençoada. Todas as práticas sexuais desviadas dos padrões das Escrituras se inscrevem no mundo do abrasamento e das perversões (parafilias), degradantes da vida e da sua dignidade, a saber: prostituição, homossexualidade, pedofilia, pornografia, incesto, violação e bestialidade».

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(Extraído in Declaração de Fé Baptista [LER].).

A Importância das Missões na Dinâmica da Igreja


A Igreja não faz sentido sem encarnar as Missões na sua agenda quotidiana. Elas fazem parte fundamental da vitalidade de qualquer Igreja. Mede-se inequivocamente a saúde espiritual de uma Igreja na maneira como concebe e encara as Missões. São um barómetro infalível para aferir na íntegra o grau da espiritualidade de uma igreja local. Uma Igreja que descura as Missões torna-se vulnerável e fica bastante aquém daquilo que é o seu substrato identitário. Corre, por isso, sérios riscos. É um manifesto sinal que está contaminada por um miasma obstrutivo e consequentemente condenada ao fracasso. Vive insensivelmente na sua autocomplacência, saturada e fora dos imaculados propósitos Divinos. Isto porque não se pode falar de igrejas salutares sem falar de Missões e vice-versa. As duas realidades fazem parte do plano da redenção, razão pela qual as Missões são extremamente importantes na dinâmica e crescimento da Igreja. 

Sabemos, pela realidade prática, que a generalidade das igrejas nos dias que correm não fazem Missões. Não estão minimamente preocupadas com elas. Têm outras prioridades que não as de anunciar o Evangelho da Salvação. São completamente insensíveis à Evangelização e Missões. Tal incongruência deve-se a vários factores conjugados. Desde logo, o desleixo, a impreparação e o descompromisso por parte das lideranças das igrejas, influenciando assim negativamente os restantes membros. E estes, por sua vez, não sabendo gerir bem essas graves lacunas acabam por enveredar na superficialidade da espiritualidade, resvalando nos pecados da hipocrisia, indolência, inveja, murmuração, preconceito, segregação, heresia, maquinação e desunião, etc. Ora, todos esses malefícios desviam o foco primordial dos crentes e obstaculizam consideravelmente a acção missionária e o crescimento da Igreja, tendo contornos preocupantes na promoção e propagação do Evangelho. Nunca foi tão urgente remirmos o tempo, tal como nos tenebrosos dias de hoje. Os dias são, de facto, maus (Efésios 5:16)

A Igreja é chamada a fazer Missões, bem como a crescer e multiplicar-se. Tem que estar predisposta e preparada para partilhar a Boa Nova da Salvação com as almas que carecem da graça salvífica do Senhor Jesus (LER). Mas, para isso, ela tem que preencher previamente alguns importantíssimos pressupostos bíblicos, para assim cumprir plenamente a sua cimeira missão aqui na Terra. A começar com a libertação, a santificação, o compromisso e o serviço. Só assim estará à altura de responder com mansidão e temor a qualquer que lhe pedir a razão da sua esperança (1 Pedro 3:15). Esta irrepreensível e sensata postura consubstancia, em última instância, a obediência ao mandato da "Grande Comissão" e à submissão plena da soberana vontade de DEUS (LER). Demonstra, em suma, o vigor, o dinamismo e a acção poderosa do Espírito Santo na vida de uma Igreja profundamente comprometida com a nobre causa do Evangelho (LER)

MISSÕES: O Que São, Porquê e Para Quê?


I. A vida Cristã comporta vários benefícios espirituais e materiais, bem como as obrigações quanto ao nosso testemunho pessoal e responsabilidade eclesiástica. Ambas as realidades são concomitantemente intrínsecas e fazem parte fundamental do substrato identitário do Cristianismo. A partir do momento em que livremente nos convertemos ao Evangelho passamos automaticamente a ser justificados, e, consequentemente, a beneficiar da dádiva da salvação (Romanos 5:1). Por isso, pelas Escrituras Sagradas, somos considerados plenamente filhos de DEUS e herdeiros com Cristo (Romanos 8:17). A par dessas excelsas e inauditas Bem-aventuranças eternas, somos reduzidamente incumbidos do privilégio de partilhar com o mundo incrédulo e perdido a "Boa Nova da Salvação". Em outras palavras, fazer Missões. 

Definindo, portanto, Missões, de forma abreviada e resumida, é estar profundamente comprometido com os impolutos ensinos do Senhor Jesus. Aceitá-los fervorosamente sem quaisquer tipos de reservas e vivenciá-los diariamente em todos os contextos em que se está circunscrito. É dar intrepidamente o testemunho da fé "dentro e fora do tempo", contra todas as eventuais oposições maléficas que possam surgir no caminho para obstaculizar a sua vigorosa asserção, anunciando publicamente que o Senhor Jesus é o único caminho para a salvação de todo aquele que Nele crer (João 3:16). Missões envolve, acima de tudo, compromisso, consagração e serviço à nobre causa do Evangelho. Sem estas três virtudes espirituais é impossível encarnar Missões. Isto porque elas requerem, da nossa parte, um engajamento sério com o ministério da Igreja, estando sempre predispostos a usar todas as nossas faculdades, dons e talentos na edificação dos santos e na promoção do Reino de DEUS aqui na Terra. 

II. A partir do momento em que conseguimos espiritualmente  discernir e interiorizar bem o sentido de Missões nas nossas vidas, passamos também a compreender holisticamente o porquê da sua existência (LER). Desde logo, elas fazem parte dos dois grandes sacramentos que o Senhor deixou a Igreja momentos antes da Sua gloriosa Assunção aos céus, nomeadamente o Baptismo e a Ceia do Senhor (LER). Aquela consubstancia aquilo a que os missiólogos chamam da "Grande Comissão". Portanto, "ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo. Ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos", exortava peremptoriamente o Senhor Jesus aos seus discípulos (Mateus 28:18-20). Para obedecer e pôr em prática os três imperativos contidos neste versículo – que é Ide, Baptizai e Ensinai – impõe-se manifestamente fazer Missões, razão pela qual elas consubstanciam um dos ministérios mais importantes e cimeiros da Igreja, porque visam, em última instância, ganhar muitas almas para Cristo. Não haverá a segunda vinda do Senhor Jesus, enquanto não fizermos cabalmente Missões. Elas integram um dos pressupostos fundamentais dos "Sinais dos Tempos", que precederão o regresso do Filho do Homem ao mundo e a finitude das coisas, visto que "esta boa nova do reino de Deus será pregada em todo o mundo como testemunho para os povos. E então chegará o fim" (Mateus 24:14). Tanto que, por esta razão, ciente desta manifesta verdade soteriológica, a Declaração de Fé Baptista Portuguesa vai inspiradamente ao ponto de considerar que "é dever e privilégio de todas as igrejas e de cada crente em particular, esforçarem-se por fazer discípulos em todas as nações. O novo nascimento do espírito do homem pelo Espírito de Deus, faz nascer nele também o amor pelos outros. O esforço missionário é repetida e expressamente ordenado nos ensinos de Jesus, assentando numa necessidade espiritual da vida regenerada. É, pois, dever de todo o filho de Deus procurar ganhar almas para o Salvador, através do testemunho pessoal e do uso de todos os meios consentâneos com o Evangelho de Cristo” (LER). O objectivo primordial dos crentes, e da Igreja em especial, é fazerem Missões, isto é, obedecer ao mandato da "Grande Comissão" e, deste modo, ganhar almas para o Reino do Senhor Jesus. 

III. Ora, materializando em prática esta grande ordenança bíblica, a Igreja está assim, com esta irrepreensível postura de obediência, a glorificar o Bendito Nome do Senhor Jesus, pois a finalidade última de Missões visa a glória e honra do nosso Todo-poderoso DEUS. E isto começa de antemão na nossa vida santificada e comprometida com a causa do Evangelho, estendendo-se a fortiori para os domínios da Igreja, fazendo com que DEUS tenha "a glória na Igreja e em Cristo Jesus, por todas as gerações, por toda a eternidade. Amém!" (Efésios 3:21). É, justamente, por tudo isso, que todos os eleitos de DEUS, sem execepção, devem impreterivelmente saber o que são Missões e o porquê da sua existência e para que servem na dinâmica da Igreja para, assim, poderosamente, encarná-las no seu testemunho diário perante o mundo que carece tanto da Graça Salvífica do Senhor Jesus. Caso contrário, ficaremos refém de uma letargia missionária com contornos prejudiciais na nossa espiritualidade o que, de todo, não é nada salutar. Importa, por tudo o que ficou dito, em suma, que façamos com carácter de urgência as obras daquele que nos enviou, enquanto é dia. Vem a noite, quando ninguém pode trabalhar (João 9:4). Que assim seja para Louvor e Honra do nosso Eterno DEUS.

Onde Está o Espírito do Senhor Há liberdade



Qualquer Cristão Protestante que veio dos bancos da Escola Bíblica Dominical (EBD), desde a mais tenra idade, seguramente conhece esta música infantil. É um clássico Evangélico. Aprendi-a ainda no longínquo tempo da classe primária da minha Igreja, em Bissau, e até hoje continuo saudosamente a cantá-la. A generalidade das crianças das nossas Igrejas conhecem-na e, enquanto o Senhor Jesus não voltar, as próximas gerações vão certamente aprendê-la e entoá-la de forma sucessiva nos seus devocionais. É um cântico que nos remete indubitavelmente para a liberdade que os crentes no Senhor Jesus têm de manifestarem, sem qualquer tipo de reserva ou inibição, o seu louvor e adoração diante de DEUS, pois "onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade", exortava o Apóstolo Paulo (2 Coríntios 3:17). Foi, aliás, a postura espiritual que o salmista David adoptou durante todo o seu percurso de vida (2 Samuel 6:16; Salmo 103:122; Salmo 145:1-21) e inúmeros heróis da fé ao longo da milenar história do Cristianismo. 

No início do século passado, mais propriamente com o aparecimento do movimento pentecostal, tem surgido querelas doutrinárias entre os teólogos sobre o modelo ideal de uma liturgia Cristã, levando as igrejas tradicionais a censurar todas as manifestações de "excentricidades" nos cultos públicos, tendo em conta a ênfase peculiar que os movimentos carismáticos dão à espiritualidade de ostentação. Há, a nosso ver, nestas duas leituras opostas, um défice acentuado de interpretação sobre o decoro cultual que se espera dos autênticos Cristãos. As igrejas tradicionais pecam pelo excesso de zelo neste ponto, bem como os pentecostais por defeito. Nem oito nem oitenta, diz a sabedoria popular. O pressuposto aferidor para um louvor e adoração ser aceite aos olhos de DEUS é um espírito quebrantado e contrito (Salmos 51:17), uma vez que DEUS "é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade" (João 4:24). 

É o Espírito Santo que, em última instância, deve ser o arbítrio do nosso louvor e adoração em qualquer circunstância, razão pela qual se sentimos por parte do mesmo Espírito de DEUS motivação para dançar, pular, gritar, bater palmas e levantar as mãos e fazer qualquer outra coisa temos toda a liberdade de fazê-lo sem constrangimentos, contando que tudo seja feita com decência e moderação, tal como requerem as Escrituras Sagradas (1 Coríntios 14:40). Não podemos reduzir, em circunstância alguma, a nossa espiritualidade às convenções e preceitos polutos dos homens, sob pena de cairmos em vários riscos espirituais. 

Por isso, o Pastor Manuel Alexandre Júnior, consciente desta problemática teológica, sobretudo dos sérios riscos e insensibilidade espiritual que se correm na prática da adoração, sustenta que "o culto pelo culto, o culto desalinhado da razão mais forte que nos prende a Deus, o culto vazio de expressão sobrenatural, o culto rendido ao espectáculo como simulacro de um materialismo encapotado ou de mera satisfação carnal, pode ter aparência atractiva de alguma relevância, mas não passa de uma expressão religiosa sem alma, sem o vinculo de um genuíno relacionamento com Deus, pela fé viva no Senhor Jesus. Esse foi o problema que o profeta Isaías enfrentou na sua confrontação com a triste realidade religiosa do seu próprio povo; um povo que se dizia crente, temente e piedoso, mas que na prática vivia radicalmente afastado do culto que a Deus agrada. As palavras que o profeta veicula da parte de Deus são bem pesadas: “Ai de vós, nação pecadora, povo cheio de crimes, raça de malfeitores, filhos desnaturados! Abandonaram o SENHOR, desprezaram o Santo de Israel e voltaram-lhe as costas (…) As práticas religiosas daquele povo representavam problemas espirituais bem profundos: problemas de insensibilidade e autoconfiança religiosa, problemas de conformismo e acomodação, problemas de um materialismo atroz, que de Deus tudo espera, e que apenas a si próprio adora"[1]

Que o Todo-poderoso DEUS nos ajude a não cair nesta falsa adoração. Que, de facto, possamos ser instrumentos nas suas poderosíssimas mãos para Glória do Seu Grande Nome. Que assim seja. 



[1] Manuel Alexandre Júnior, in "Adoração [Tudo para a Glória de Deus"], p. 20, Cebapes, Lisboa, 2015). 

60 Segundos do Feminismo, por Camila Pitanga

A PALAVRA DO SENHOR (20): Quem Tem Ouvidos Para Ouvir, Que Ouça


“Depois de ter dado estas instruções aos seus doze discípulos, Jesus saiu dali para ir ensinar e pregar nas povoações da região. Quando João Baptista, que estava na prisão, ouviu falar das obras de Cristo, enviou-lhe alguns dos seus discípulos com esta pergunta: «És tu aquele que há de vir ou devemos esperar outro?» Jesus deu-lhes esta resposta: «Vão contar a João aquilo que vêem e ouvem: os cegos vêem, os coxos andam, os que têm lepra são curados, os surdos ouvem, os mortos são ressuscitados e aos pobres é anunciada a boa nova. Feliz aquele que não achar em mim motivo de escândalo.» 

Depois de os discípulos de João se terem ido embora, Jesus começou a falar a respeito dele ao povo: «O que é que foram ver no deserto? Uma cana abanada pelo vento? Que é que lá foram ver? Um homem vestido de roupas finas? Bem sabem que os que se vestem de roupas finas estão nos palácios dos reis. Mas, afinal, que é que lá foram ver? Um profeta? Sim! E também vos digo: ele é mais do que um profeta. Pois é aquele de quem as Escrituras dizem: Enviarei o meu mensageiro à tua frente para te preparar o caminho. E fiquem sabendo isto: entre os homens não houve ninguém maior do que João Baptista. No entanto, o mais pequeno no reino dos céus é maior do que ele. Desde o tempo de João Baptista até hoje, o reino dos céus tem sido assaltado com violência e os violentos procuram apoderar-se dele. Com efeito, até ao tempo de João, tudo isso foi anunciado pela Lei de Moisés e pelos profetas. Podem acreditar que é ele o Elias que havia de vir. Quem tem ouvidos, preste atenção!» 

Jesus disse ainda: «Com quem hei de comparar as pessoas desta geração? São semelhantes às crianças que estão na rua e dizem umas para as outras: “Tocámos flauta e vocês não dançaram! Cantámos coisas tristes e não choraram!” Realmente apareceu João, que jejuava e não bebia vinho, e dizem logo que tinha o Demónio com ele. Depois veio o Filho do Homem, que come e bebe, e dizem dele: “Olhem para este homem! Come bem, bebe melhor e é amigo de cobradores de impostos e de outra gente pecadora.” Mas a sabedoria de Deus só se mostra pelas obras que produz.» 

Jesus começou então a censurar as cidades em que tinha realizado a maior parte dos seus milagres, porque os seus habitantes não se tinham arrependido. Dizia ele: «Ai de ti, Corazin! Ai de ti, Betsaida! Se os milagres que em ti se fizeram tivessem sido efectuados nas cidades de Tiro e Sídon, há muito que os seus habitantes se tinham arrependido, vestindo-se de luto e com cinza na cabeça. Por isso vos digo: no dia do juízo, Tiro e Sídon serão tratadas com menos dureza do que vocês. E tu, Cafarnaum, querias elevar-te até ao céu? Pois serás rebaixada até ao inferno. E se os milagres que em ti se fizeram tivessem acontecido em Sodoma, essa cidade ainda hoje existiria. Eu porém vos digo que no dia do juízo os habitantes de Sodoma serão tratados com menos dureza do que tu, Cafarnaum.»”. 

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(O Senhor Jesus Cristo, in A Bíblia Sagrada, Evangelho segundo Mateus 11:1-24, Versão, A Boa Nova Em Português Corrente, Lisboa, Sociedade Bíblica de Portugal, 2004). 

A Aniversariante


A minha querida prima Narcisa Vieira Cordeiro faz anos hoje. Ela é o segundo filho do meu tio Domingos Vieira, irmão do meu pai Jorge Vieira. Leva-me aproximadamente três anos de diferença. Tem praticamente a mesma idade que a minha irmã mais velha Alexandra Vieira ("Atembro"), tal como sou com o seu irmão mais novo Euclides Domingos Vieira (Didi). Narcisa Vieira Cordeiro é como se fosse a minha irmã de sangue, tendo em conta os laços de proximidade que temos desde tenra idade, aliás, uma familiaridade que foi previamente estimulada pelo meu pai e seguida por todos os seus irmãos, nomeadamente a minha tia Fina Indi, Domingos Vieira e Duarte Vieira ("Duvi"). Crescemos juntos. Recebemos quase a mesma educação. Estudámos sempre nas mesmas escolas, excepto quando ela foi para o secundário ingressar no Liceu Dr. Agostinho Neto e eu fui posteriormente para o Liceu Nacional Kwame N'Krumah

A minha prima Narcisa Vieira Cordeiro é formada em Biologia-Química. Casada com Paulo Sousa Cordeiro e mãe de três filhos. Somos uma família como outra qualquer. A única diferença assinalável é que somos incutidos a não deixar, em circunstância alguma, de dar primazia o cordão umbilical que nos une, porque a família é tudo. Tenho a minha prima Narcisa Vieira Cordeiro, tal como tenho muitas outras primas e primos espalhados por esse mundo fora. Mesmo com esta distância circunstancial da madrasta vida continuamos a amarmos uns aos outros. Por isso, num dia como o de hoje, não podia ficar mais satisfeito com o aniversário da minha querida prima. 

Estimada prima Narcisa Vieira Cordeiro, desejo-te tremendas realizações a todos os níveis da vida – a começar no plano espiritual, familiar, profissional e social. Que sejas sempre, com a Graça DEUS, bem-sucedida em tudo quanto fazes para alegria de toda a nossa família. Todas as felicidades do tempo e da eternidade.