Chegou Finalmente a Primavera dos Sonhos


«Olha! O Inverno já passou
E com ele foram-se as chuvas.
Já há flores pelo campo;
Chegou o tempo das canções;
e ouve-se cantar a rola nos nossos campos.» 

(Rei Salomão, in A Bíblia Sagrada – Cântico dos Cânticos 2:11-12, Versão, A Boa Nova Em Português Corrente, Sociedade Bíblica de Portugal, 2004). 

Silentium


Que perfeita harmonia. Uma autêntica inspiração musical. O silêncio cauto e prudente é o cofre da sensatez, diziam sabiamente os antigos. Grande momento de recolhimento, introspecção, reconciliação e apaziguamento. 

Ciência Cristã (2)?


«O magnífico Martinho Lutero, entre tiradas teológicas contundentes, arranjou tempo para arriscar o palpite de que o mundo não tinha mais de seis mil anos – louvando-se na autoridade de Moisés. Melanchton, entusiasmado, foi mais longe, e avançou com a data da criação do mundo, o ano de 3963 a.C. Em meados do século XVII, James Ussher, nos seus profundíssimos Anais do Mundo, acertou em cheio: o universo começara a 22 de Outubro de 4004 a.C., às seis horas da tarde. Desde que li estes excelsos autores, faço como o Prof. Espada: nunca mais acreditei nessas patranhas de físicos e cosmologistas que falam em milhares de milhões de anos desde o «Big Bang» (Big Bang? Não vejo nada disso nas Escrituras, deve ser mais um delírio do laicismo...).» 

(Extraído [AQUI]). 

Ciência Cristã (1)?


"Haverá alguém algures que seja tão idiota a ponto de acreditar que há gente a viver nos antípodas – gente que caminharia ao contrário de nós, de pernas para o ar e de cabeça para baixo? Poderá haver algum sítio na Terra em que as coisas estão invertidas, em que as árvores crescem para baixo, e em que chuva, granizo e neve caem para cima? A fantasia de que a Terra é redonda é a origem desta lenda imbecil" 

(LactantiusDe Opificio Dei  (303/304 d.C. . Extraído [AQUI]).

Igualdade Radical Para a Mulher


"E os Humanos prosseguem vivendo torturados e divididos por outro dilema: amar o amor ou amar sem amor!... Por isso, eles falam tão fácil e insensatamente de «fazer amor»!... O paradigma expresso na primeira parte do dilema – que não é senão uma tautologia alienante – é a segregação directa do amor romântico; o paradigma representado na segunda parte é o resultado da «Dogmática» tradicional que distingue e separa Sexualidade e Amor – quer se confundam amor e Sexualidade de modo a que esta seja tomada apenas genética e economicamente em ordem a «fazer filhos», quer se distingam Sexualidade e Amor de modo a permitir a afirmação do amor místico que pretende, se não repudiar, pelo menos abstrair da Sexualidade."

(Pensamento extraído AQUI)

Quem nos Acudirá da Maldição da Mutilação Genital Feminina?



Indignidade (LER). Uma situação horripilante (LER) e (VER). Esta manifesta aberração comportamental é, de facto, sobretudo para nós os Guineenses, um dos maiores flagelos dos nossos desassossegos (LER). Quem nos acudirá, ajudando-nos a libertar definitivamente desta inqualificável prática ao longo dos tempos para com as pobres e inofensivas mulheres (LER)?

Nem Tudo o que é Legal é Honesto


O senhor Fillon está em apuros perante os seus patrícios franceses (LER), por mais que procure arranjar artifícios escapatórios para redimir do imbróglio em que está entalado (LER). Há um brocardo latino que dizia "non omne quod licet honestum est" (nem tudo o que é legal é honesto), traduzindo assim o Princípio da Moralidade na Esfera Político-comunitária. O Santo Apóstolo Paulo, na mesma esteira do pensamento, vai ao ponto de advertir aos fiéis Cristãos que "todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm. Todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma" (1 Coríntios 6:12). 

A legalidade só por si não legitima qualquer tipo de acção, pois há muitas leis iníquas e imorais que não deveriam, em circunstância alguma, merecer o acolhimento no fórum da consciência e tão pouco servir de pretexto para as nossas transviadas acções. Foi este desnecessário erro que o senhor Fillon deixou cair, pondo em causa agora a sua reputação no processo eleitoral em curso no país que, segundo algumas sondagens, era o favorito dos franceses para ser o próximo presidente da república. 

A PALAVRA DO SENHOR (9): Quem Tem Ouvidos Para Ouvir, Ouça


«Deixem portanto toda a espécie de maldade, toda a mentira, fingimento, invejas e murmurações. Como crianças recém-nascidas, desejem o leite espiritual e puro para com ele crescerem para a salvação, se é que já saborearam como o Senhor é bom. Aproximem-se do Senhor, que é pedra viva, rejeitada pelos homens, mas escolhida e de muito valor aos olhos de Deus. Entrem, como pedras vivas, na construção de um templo espiritual, para formarem um sacerdócio santo e oferecerem sacrifícios espirituais agradáveis a Deus, por Jesus Cristo. Por isso, diz a Escritura:
Ponho em Sião a pedra principal do edifício, pedra escolhida e de muito valor; e quem acreditar nela não será desiludido. Como crentes, esta pedra é para vós de grande valor, mas para aqueles que não crêem, cumpre-se o que diz a Escritura:
A pedra que os construtores rejeitaram tornou-se a pedra principal do edifício. E diz ainda: É uma pedra que faz tropeçar, uma rocha que faz cair.
 Eles tropeçaram por não acreditarem na palavra de Deus. Era o que lhes estava destinado. Convosco porém não é assim, porque são geração escolhida, sacerdócio real, nação santa, povo que pertence a Deus para proclamar as admiráveis obras daquele que vos chamou das trevas para a sua luz maravilhosa. Antes, nem eram um povo e agora são povo de Deus. Antes, não conheciam a misericórdia de Deus e agora alcançaram essa misericórdia.» 

(Apóstolo Pedro, in A Bíblia Sagrada – 1 Pedro 2:1-10, Versão, A Boa Nova Em Português Corrente, Sociedade Bíblica de Portugal, 2004). 

Um Dia, Um Fotografia

(Na foto, da esquerda à direita: Hugo Mendes, Fábio Bastos, eu, Leonardo Figueiredo e Bruno Mendes. A mesma foi publicada [AQUI] há nove anos com o título "Celebrar a Amizade"). 



Reitero, para efeitos de registo, os votos de profundos parabéns para o meu grandíssimo amigo e irmão em Cristo Hugo Alexandre Pereira Mendes. Que o nosso Eterno DEUS ricamente te abençoe e te protege na Sua Graça e Paz ao lado de todos os teus entes queridos. Que sejas, acima de tudo, uma pessoa bem-sucedida em tudo quanto fazes. Um feliz aniversário com o Salmo 121:1-8.

À Cabeceira dos que Sofrem, da Revª Madre Catarina de Jesus Cristo


«Quando a vós, enfermeiras, vos pedimos obediência, não vos classificamos, decerto, numa categoria à parte. 

Contemplai, de alto abaixo, todas as camadas sociais, e dizei-me se há um único ser que não a obediência atinja? Certamente que não. Obedecer é lei inevitável de toda a criatura humana.»

A Ler


Reportagem bastante interessante. Uma excelente abordagem e "prendinha" para os autênticos defensores da emancipação da Mulher a todos os níveis da convivência humano-social, especialmente as Feministas

O Fanatismo Doentio


A Guiné-Bissau é um país de fanatismo e paradoxos. Encerra estes dois males em todas as vertentes da vida sociopolítica (LER), sem se dar conta disso. Confunde-se, tão facilmente, o fanatismo com o patriotismo. A convergência exacerbada em torno da selecção nacional, os Djurtus, sobre a sua primeira participação no Campeonato Africano das Nações (CAN), é o exemplo manifesto da deriva colectiva a que estamos reduzidos pelos nossos (des)governantes ao longo dos anos. 

Quem, no seu perfeito juízo, conceberia que o país no momento caótico em que se encontra estaria a gastar rios de dinheiro para apoiar a selecção (ALI) e (AQUI)? Porquê que parte significativa deste avultado valor monetário não é canalizado para os nossos degradados hospitais e escolas? Será que o desenvolvimento da Guiné-Bissau passa pelo futebol? Vamos, porventura, resolver os reais problemas do país com o CAN? Obviamente que as respostas a estas perguntas não poderiam ser mais do que negativas. 

O mais ridículo de tudo isto é o espectáculo, sem precedente, em torno da momentânea competição como se fosse o fim do mundo. Era escusado toda essa efusiva manifestação descomedida em torno da selecção, visto que estamos a viver um dos momentos mais dramáticos da nossa história democrática. Ninguém sabe ao certo o que poderá acontecer ao país nos próximos dias/tempos. Estamos completamente votados ao pântano das incertezas… 

E mais, porquê que toda essa "energia contagiante" a volta da selecção nacional não é convertida em torno da nossa realidade político-governativa? Se assim fosse, a nossa sorte seria absolutamente diferente do que a desgraça que temos estado a viver. Os guineenses precisam, com carácter de urgência, saber discernir correctamente as prioridades governativas, evitando estar sistematicamente a resvalar nas efemeridades que não contribuem em nada para o progresso do país, mas sim focalizar nas questões prementes e procurar saneá-las o mais breve possível. Só assim, conseguiremos superar definitivamente o marasmo obstrutivo a que estamos circunscritos para o supremo bem-estar do nosso marginalizado povo (LER)

Profissão de Fé


(A foto foi tirada defronte do Palácio de Buckingham, Westminster, Londres). 



Comemoro hoje trinta e três primaveras (gossi propi ku garandessa tchigan di bardadi!). Uma importante data que encerra o milagre da minha existência. Tive, ao longo destes anos volvidos, altos e baixos a todos os níveis da vida. São, de facto, cúmulos de espantosas experiências, que formam e caracterizam o ser humano que me tornei até à data presente: um Cristão Evangélico Baptista (LER), que adora a DEUS acima de todas as coisas, desprendido de valores materialistas e de quaisquer ressentimentos contra o próximo; que procura diariamente cultivar o amor e a simplicidade na maneira de estar e encarar a vida, não obstante as imperfeições que vou tendo como o ser humano. Gosto, da mesma sorte, de fazer novas amizades, saborear a boa comida, entreter-me com a música, viajar para conhecer in loco outras realidades socioculturais, refugiar-me na leitura e no confronto saudável de ideias, como forma de tentar compreender o Mundo. E, em todas as ocasiões da minha convivência diária, procuro servir somente das armas da justiça tanto na defesa como no ataque (2 Coríntios 6:7).  

Do ponto de vista Ideológico-político sou personalista, tendo uma mundividência híbrida (nem tanto de Esquerda nem tanto de Direita [LER]), comungando parcialmente do Keynesianismo, do Liberalismo Económico e do Intervencionismo. Reacionário quanto à Moral e aos Bons Costumes. Diria mesmo que, em última instância, norteio-me pela Doutrina Social da Igreja (LER) e pelos ideais do progressismo (LER). Teologicamente – Cristão, Conservador e Determinista, acreditando devotadamente na Inerrância das Escrituras Sagradas, tal como expresso na Declaração da Fé Baptista Portuguesa (LER). Socialmente – irenista e concomitantemente eremita (uma afirmação aparentemente paradoxal). Adepto da austeridade em todas as vertentes da vida, sem prejuízo do escapismo hedonista de vez em quando. Encaro a Família, o Amor, os Amigos, a Amizade, a Verdade, o Perdão, a Paz, a Reconciliação, a Harmonia, a Liberdade, o Direito, a Justiça, a Humildade, a Bondade, a Gratidão e a Tolerância como um dos bens mais importantes que imperativamente qualquer ser humano deve encarnar durante a sua momentânea peregrinação neste "Vale de Lágrimas". 

A vida é precária, cheia de antagonismos e efémera. Passa tão rápido sem darmos, muitas vezes, conta disso. Quando era criança ansiava a todo o custo a experiência adulta (LER), considerando-a como sendo a melhor que o Homem dispõe ao seu alcance para a sua perfeita redenção. Hoje, já adulto, reconheço que estava absolutamente equivocado nas minhas ingénuas previsões infantis. À medida que vamos envelhecendo mais carecemos de elevadas doses de sabedoria divina, para fazermos face aos complexos desafios quotidianos, sob pena de ficarmos muito aquém daquilo que deveria ser o nosso ideal testemunho de vida. Por isso, atendendo a esta inquestionável verdade soteriológica, a minha permanente oração ao Senhor Jesus Cristo tem sido como a do patriarca Moisés, a capacidade de saber ordenar correctamente os meus dias, com vista a entrar pela porta da sabedoria e atingir definitivamente a perfeição total (Salmo 90:12). 

Louvo a DEUS pelo dom inefável da vida que me outorgou e por me ter proporcionado saúde, protecção e inúmeras vitórias. Muitas são as aflições do justo, dizia o salmista, mas o Senhor o livra de todas (Salmos 34:19). Pude, realmente, experimentar esta grande verdade bíblica ao longo da minha vida. Por isso, estou bastante feliz e penhoradamente grato a ELE por tudo o que tem feito na minha vida e vai continuar a fazer. Sei que posso contar sempre com a Sua incondicional presença e auxílio em todas as fases e circunstâncias, mesmo que esteja a caminhar pelo "vale da sombra da morte". Ele vai permanentemente estar comigo para me amparar e livrar de todo o perigo e mal. A minha vida está segura nas Suas potentes mãos, sentindo-me espiritualmente coroado e coberto pelo Seu infinito Amor, Perdão, Bondade e Misericórdia para toda a eternidade (Salmo 23:1-6). 

A todos os que me acompanha(ra)m nesta longa odisseia, nas mais diversas ocasiões, o meu profundo agradecimento. Estamos todos de parabéns. Fechou-se ontem um ciclo e abre-se um novo a partir de hoje, com elevadas expectativas no horizonte por concretizar, querendo DEUS. Até aqui nos ajudou o SENHOR. A ELE toda a Honra, o Louvor, a Glória e o Poder pelos séculos dos séculos (Apocalipse 5:13). Que assim seja. 

O Mundo em Crise e as Legítimas Expectativas


A nível geral o ano transacto foi bastante tenebroso em múltiplos aspectos, nomeadamente na sistemática violação dos Direitos Humanos em diferentes pontos do globo; o perigo real que o autoproclamado estado islâmico passou a representar para a Humanidade, sob a quimera pretensão de instaurar um califado universal; o turbilhão político-armado que se vive no Médio Oriente e sem horizonte de paz à vista; o terrorismo galopante que mina cada vez mais os países, ameaçando consideravelmente o estilo de vida das sociedades abertas; o drama dos refugiados e migrantes que procuram clandestinamente chegar à Europa, tornando o Mediterrâneo e o Egeu num "cemitério líquido" de milhares de vidas humanas, somando à insensibilidade dos governos europeus e aos "muros das lamentações" que têm vindo a ser erguidos no Velho Continente para impedir a entrada dos mesmos foragidos nos seus territórios; a preocupante deterioração das alterações climáticas e as incertezas envolvidas na aplicação do acordo histórico de Paris, bem como a proliferação de enclaves islâmicos na Europa e o apogeu do fascismo como resposta da nova realidade; a ameaça nuclear na Ásia, mormente entre a Índia e o Paquistão, estendendo-se à Coreia do Norte e do Sul; o autoritarismo russo na geopolítica internacional e a instabilidade político-económica vigente em África, traduzindo-se numa pobreza extrema e em milhares de vítimas mortais. 

E ainda as maras no Salvador, Honduras, Guatemala, Nicarágua, Venezuela, México e Colômbia, incluindo a degradação do processo de paz israelo-palestiniano e a fratricida guerra na Síria, no Iraque, no Afeganistão, na Líbia, na República Centro Africana e em diversas regiões do Sahel, consubstanciando-se em determinados casos em hediondos crimes de guerra, genocídios, limpezas étnicas e religiosas. Práticas extremamente repugnantes, que se tornaram vulgares nos nossos empedernidos dias. 

O nosso ardente desejo é que este novo ano, 2017, possa ser de harmonização e pacificação do Mundo. Que, de facto, os ideais da Paz, da Igualdade, da Liberdade, da Fraternidade e da Solidariedade possam ser uma realidade viva e efectiva na vida dos povos, principalmente que os problemas descritos sejam definitivamente solucionados para o supremo bem da Humanidade. 

Obviamente que não somos assim tão ingénuos ao ponto de julgar que tudo isto se vai processar da melhor forma possível. Haverá certamente vários obstáculos e resistências que vão surgir para obstar ao Equilíbrio e à Concórdia no mundo, motivado por razões de oportunismo político-económico e geoestratégico, postergando o bem-estar comum. Mesmo assim, temos enorme fé nas acções poderosas dos "Homens de boa Vontade" para inverter o curso funesto que o nosso mundo está a caminhar. 

E para si, caro amigo, conhecido e leitor, fazemos votos que tenha um feliz e bem-sucedido ano de 2017. Que DEUS atenda todos os desejos do seu coração. Eternas felicidades. 

Doxologia II


«Ó profundidade das riquezas, tanto da sabedoria, como da ciência de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inexcrutáveis os seus caminhos! Porque, quem compreendeu o intento do Senhor? ou quem foi seu conselheiro? Ou quem lhe deu primeiro a ele, para que lhe seja recompensado? Porque dele, e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele, eternamente. Ámen.» 

(Apóstolo Paulo, in A Bíblia Sagrada, Romanos 11:33-36, Versão, João Ferreira de Almeida [Edição Revista e Corrigida], Sociedade Bíblica de Portugal, 2010). 

A Aniversariante


Reitero, para efeitos de registo, os meus votos de parabéns à nossa princesinha Alícia Filipa Cabral Nascimento pelo primeiro aniversário celebrado ontem, bem como para os embevecidos papás Minda e Filipe que têm estado a cuidar dela de forma irrepreensível. Espero que ela possa continuar a crescer em amor, em sabedoria, em estatura e em graça diante de DEUS e de todas as pessoas à sua volta para o orgulho dos entes queridos. Que assim seja. 

Doxologia I


“Por aqueles dias, Maria apressou-se em ir a uma povoação nas montanhas da Judeia. Entrou em casa de Zacarias e cumprimentou Isabel. Quando esta ouviu a saudação de Maria, a criança mexeu-se dentro dela. Isabel ficou cheia do Espírito Santo e disse em voz alta: «Abençoada és tu, mais do que todas as mulheres, e abençoado é o filho que de ti há de nascer! Que grande honra para mim ser visitada pela mãe do meu Senhor! Mal ouvi a tua saudação, logo a criança que trago dentro de mim saltou de alegria. Feliz daquela que acreditou, porque nela se cumprirá o que foi dito da parte do Senhor.» 

Maria disse então: «A minha alma celebra a grandeza do Senhor e o meu espírito se alegrou em Deus, meu Salvador, porque ele olhou com amor para esta sua humilde serva! Daqui em diante toda a gente me vai chamar ditosa, pois grandes coisas me fez o Deus poderoso. Ele é Santo! Ele é sempre misericordioso para aqueles que o adoram, em todas as gerações. Fez coisas grandiosas com o seu poder extraordinário. Dispersou os orgulhosos de pensamento e coração. Derrubou os poderosos dos seus tronos e exaltou os humildes. Encheu de bens os que têm fome e mandou embora os ricos de mãos vazias. Ajudou o povo de Israel que o serve, lembrando-se dele com misericórdia. Conforme tinha prometido aos nossos antepassados, a Abraão e seus descendentes para sempre.»” 

(A Bíblia Sagrada, Evangelho Lucas 1:39-55), Versão, A Boa Nova Em Português Corrente, Sociedade Bíblica de Portugal, 2004). 

Amor em Tempos de Guerra


Gestos elevados desta natureza somente engrandece e enriquece a Humanidade (LER). O sofrimento do povo sírio é também o nosso sofrimento. Somos todos da mesma natureza humana, razão pela qual devemos condoermo-nos com as dores uns dos outros. 

Folhas de Outono


O Outono de mudança. A grande estação da renovação. Um processo natural que todos os humanos deveriam seguir. Precisamos, para o nosso próprio bem e crescimento, de nos libertar das malévolas "folhas" que estão profundamente enraizadas nas nossas viciadas mentes.

Lágrima no Canto do Olho



Num dia praticamente especial para África – pela anunciada derrota eleitoral do ditador Yahya Jammeh na Gâmbia (LER) e a ”forçada”  resignação de José Eduardo Santos da presidência de Angola no próximo ano (ALI) e (AQUI) – vale a pena atentar neste pertinente desabafo e crítica social de Bonga. 

Também choro impotentemente todos os dias a miserável realidade que se vive na Guiné-Bissau e em África em especial. Há dois anos escrevi um dos mais completos artigos sobre o marginalizado Continente Negro, intitulado ”A Herança da Ilegalidade”, onde fiz um diagnóstico apurado sobre o que levou ao nosso fracasso colectivo, bem como apontar os caminhos indispensáveis para sairmos definitivamente do lamaçal político-governativo em que estamos submergidos (LER).

O Conservadorismo Caduco


O paradoxo e a manifesta hipocrisia do conservadorismo caduco da sociedade saudita, sobretudo a recusa incompreensível de permitir as mulheres conduzirem em pleno século XXI (AQUI)

Vale a pena ler infra a intrépida denuncia feita pela activista Akram Khoja sobre este assunto. 

«Ora, estamos em 2016, num mundo em que as mulheres, apesar dos obstáculos que a sociedade lhes coloca, têm marcado presença em todos os campos: cientifico, económico, político, desportivo, da comunicação social. Não entendo porque se arrasta o debate sobre esta questão. Ainda não há muito tempo, os defensores do conservadorismo recusavam dar estudos às raparigas; exactamente os mesmos que, hoje, põem as filhas nas melhores escolas, para assegurarem o seu futuro. Combateram a instalação de antenas parabólicas [acusadas de levar a imoralidade para dentro de casa]; hoje, servem-se dos canais por satélite para transmitir os seus discursos pelo mundo. Advertiram contra os efeitos nocivos dos telemóveis; a maioria usa-os. São as mesmas pessoas que persistem em manter na lista negra [os defensores da permissão de condução às mulheres], usando argumentos religiosos e alegando que isso levará a família saudita à destruição e a sociedade à perda. Segundo eles é uma heresia um homem e uma mulher sem vínculos de casamento ou de família ficarem sozinhos. Isso não os impede de empregar um motorista [frequentemente paquistanês] para levar a esposa ou as filhas à escola, à faculdade, ao emprego, a visitar parentes ou as compras… Quando um estrangeiro me pergunta a razão pela qual no meu país as mulheres não têm o direito de conduzir, não sei que dizer». 

(in Revista Courrier Internacional, Lisboa, p. 36, Edição, Julho 2016, Número 245). 

Adieu, Zedu?


Nada é eterno neste mundo, inclusive o poder e a própria vida. Tudo é efémero e passa tão rápido sem darmos conta. Foi uma das grandes apologias doutrinárias do pré-socrático Heráclito. Os Cristãos têm a plena consciência disso. “Se o homem se apercebesse, com prematura sabedoria, do facto de a vida terminar numa radical inutilização e de toda a riqueza acumulada em vida não poupar ninguém da decadência e da morte, veria o absurdo do esforço e a natureza pírrica de todo o triunfo – e cairia, por isso, na contemplação e na indolência, contente, resignado com a pobreza resultante da sua sábia improdutividade”, escrevia o Jansenista (LER). Por vicissitudes várias, infelizmente, muitas pessoas acabam por esquecer esta grande verdade. 

Espero, realmente, que esta anunciada e tardia saída do Presidente José Eduardo dos Santos (LER) possa abrir portas para o maior e melhor crescimento de Angola a todos os níveis. 

O Despotismo Esclarecido de Fidel Castro


É com bastante preocupação que temos estado a acompanhar as reacções vindas de diferentes partes do mundo sobre a morte de Fidel Alejandro Castro Ruz (ALI) e (AQUI). Até aqui nada de anormal. A morte de qualquer ser humano, independentemente da sua condição, é sempre de lamentar. No entanto, não podemos deixar de nos demarcar de tão infeliz posicionamento de inúmeras pessoas que, imbuídas meramente pelo preconceito ideológico ou por interesses sombreados, pretendem a todo o custo endeusar e branquear o legado político de Fidel Castro (LER) e (ALI) e (AQUI)

Cumpre-nos informar que Fidel Castro foi em vida um ditador (LER). E um ditador, em última instância, é um carrasco em todos os sentidos do termo (LER). Uma pessoa que encarna na perfeição a máxima maquiavélica "que os fins justificam sempre os meios". Mesmo que seja necessário, de forma déspota, restringir as liberdades político-individuais, perseguir, prender, torturar, matar e cometer crimes contra a Humanidade. Para ele tudo é licito, contando que se concretizem os seus tiranos propósitos. Foi exactamente isso que Castro fez inexoravelmente ao longo da sua sanguinária presidência em Cuba, usando apenas o eufemismo "pela revolução, tudo; contra a revolução, nada" (LER). A revolução foi o abominável pretexto que o ditador usou para usurpar o poder e, deste modo, materializar os seus maléficos intentos. 

É verdade que todos os seres humanos à face da Terra, mesmo os da pior estirpe, têm alguma coisa de boa no seu substrato. E o ditador Castro não foi excepção a esta regra de apuramento. E aquilo de bom que se pode destacar da sua aparente "qualidade social” foi o de procurar coadjuvar o povo cubano a sair do lamaçal de pobreza em que se encontra(va), bem como apoiar a emancipação e autodeterminação de alguns países africanos, para assim credibilizar a revolução além-fronteiras. 

É curioso notar que, dos longínquos séculos XVI ao XVIII, a Europa Continental era igualmente governada pelos monarcas absolutistas que procuravam, numa mundividência paternalista, aplicar a lógica do desenvolvimento dos seus povos e concomitantemente praticavam flagrantes violações dos Direitos Humanos. É o tacticismo político de delimitar significativamente as liberdades individuais dos cidadãos e, em contrapartida, promover as realizações sociais do Estado. E os irmãos Castros foram grandes Mestres nisso. Todos os ganhos sociais que a República de Cuba obteve ao longos destas penosas décadas de opressão foram, e são, fruto do despotismo esclarecido implementado com mão de ferro sobre a ilha. 

E mais, em circunstância alguma podemos trocar a vida e a liberdade por quaisquer outros bens mundanais. Não há nada neste mundo que se lhes possam igualar. Julgamos que a maioria dos acérrimos defensores de Castro subscreveria esta inequívoca verdade antropológica, razão pela qual presumimos que dão primazia à Vida, à Dignidade da Pessoa Humana e à Democracia Participativa. São dos Direitos Fundamentais mais importantes que a Humanidade tem à sua disposição. Acontece, infelizmente, que aos marginalizados cubanos foram violentamente negados estes superiores direitos em nome do inquestionável "ideal político"

Por isso, entristece-nos imenso ver tanta gente inteligente a glorificar Fidel Castro e o seu abominável legado político, considerando-o um grande homem e estadista, indo contra toda a lógica do bom senso e da razoabilidade. E pior ainda é vermos os nossos estimados irmãos na fé, os Cristãos, a enveredar nessa asquerosa procissão, exaltando um assumido anticristo em vida (ALI) e (AQUI). Lamentamos profundamente esta indecorosa postura, que não se coaduna com os impolutos Princípios e Valores do Evangelho. 

Ainda salientar, em suma, que os tão propalados ganhos político-sociais que se imputam a Fidel durante o seu cruento regime em Cuba não o ilibarão do Julgamento Final, e tão pouco a História o absolverá das horripilantes atrocidades que cometeu contra o seu inofensivo povo, porque foi um ditador. Eis a mais pura das verdades, que merecem ser reiteradamente ditas e recordadas, pois somente a Verdade nos libertará. 

A PALAVRA DO SENHOR (8): Quem Tem Ouvidos Para Ouvir, Ouça


«Meus irmãos, foram chamados para a liberdade. Que essa liberdade não seja uma desculpa para seguirem os vossos maus instintos. Pelo contrário, ponham-se ao serviço uns aos dos outros, praticando o amor de Cristo. De facto, toda a lei de Deus se resume num só mandamento: Ama o teu próximo como a ti mesmo. Mas tenham cuidado! Se andam a morder-se e a devorar-se uns aos outros, acabarão por destruir-se. 

Digo-vos pois: vivam segundo o Espírito de Deus e não sigam os maus instintos. É que esses instintos são contrários ao Espírito, e o Espírito é contra tais instintos. Se se deixarem orientar pelo Espírito, então já não estão sujeitos à lei. São bem conhecidas as obras dos maus instintos: desregramentos sensuais, imoralidades, libertinagem, idolatria, superstição, inimizades, intrigas, ciúmes, iras, rivalidades, discórdias, divisões, invejas, embriaguez, abusos na comida e outras coisas semelhantes. Previno-vos, como já o fiz de outras vezes, de que os que fazem tais coisas não herdarão o reino de Deus. O Espírito, pelo contrário, produz amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, modéstia, autodomínio. E contra estas coisas não há lei. Os que pertencem a Cristo já se crucificaram a si mesmos com as suas paixões e maus desejos. Ora se vivemos por meio do Espírito, devemos deixar-nos guiar por ele. Não sejamos orgulhosos, não nos irritemos uns aos outros, nem haja invejas entre nós.» 

(Apóstolo Paulo, in A Bíblia Sagrada –  Gálatas 5:13-26, Versão, A Boa Nova Em Português Corrente, Sociedade Bíblica de Portugal, 2004). 

O Vaticano: Uma Vergonha Para o Cristianismo


O Vaticano é uma instituição eclesiástica com profundos desvios doutrinários. Incorpora no seu seio tremendas heresias que não têm qualquer tipo de suporte bíblico, arrastando consigo milhões dos seus fiéis ao longo dos séculos. O exemplo manifesto disso prende-se sobretudo com a prática do culto mariano, a veneração dos santos, o baptismo das crianças, o ecumenismo teológico, a interpretação lato sensu sobre a inerrância da revelação bíblica, a imposição do celibato ao clero, a inflexibilidade sobre o divórcio em caso de adultério (LER), o dogma da infalibilidade papal e toda a capa no sentido de o considerar como sendo representante máximo de DEUS na Terra. Valeu-nos a intrépida correção dos Reformadores Protestantes para recolocar-nos holisticamente no caminho certo da verdade soteriológica (LER)

A última toada vinda do Vaticano, dando conta que o Papa estendeu a todos os padres o poder de perdoar abortos (ALI AQUI), é o exemplo manifesto do profundo desvio doutrinário da Igreja Católica. Tanto o Papa, bispos, sacerdotes, freiras, missionários e todos os cristãos, ninguém tem a prerrogativa de perdoar os pecados cometidos contra o corpo, a natureza e a Trindade. A única pessoa que dispõe desse poder absoluto é DEUS. O Senhor Jesus, na sua encarnação, perdoou os pecados porque Ele é DEUS. Acontece que, por vicissitudes várias e supervenientes, o Vaticano sempre se arrogou de bom anfitrião espiritual, baseando-se numa errada interpretação da afirmação de Jesus ao Apóstolo Pedro em Mateus 16:13-20, usurpando assim poderes que as Escrituras Sagradas não lhe conferem. 

E mais, não há nenhuma novidade no facto de o Papa ter autorizado os padres a absolver as mulheres que se arrependeram de terem praticado o aborto, antes pelo contrário é motivo de tamanha preocupação para quem conhece as Escrituras Sagradas. Digo isto porque esta decisão põe em causa, de forma flagrante, o Sacerdócio Universal dos crentes (1 Pedro 2:5; 2:9; Apocalipse 1:6; 5:9-10). Todos os Cristãos têm acesso livre e directo ao Trono Celestial de DEUS, sem necessitarem de intermediários humanos para que tal aconteça (Efésios 3:11-12; Romanos 5:2). A mesma realidade aplica-se, igualmente, na confissão dos pecados. Qualquer pessoa, seja qual for a sua condição ou cadastro social, pode recorrer unilateralmente a DEUS o perdão dos seus pecados, uma vez que um coração quebrantado e contrito ELE jamais desprezará (Salmo 51:17). Acresce ainda o facto que, aos olhos de DEUS, todos os pecados são perdoados aos homens, excepto a blasfémia contra o Espírito Santo (Mateus 12:31-32; Marcos 3:28-30; Lucas 12:10). E este pecado apenas será cometido por aqueles que não herdarão a vida Eterna. Do resto, todos os outros pecados, independentemente da sua natureza, gravidade ou monstruosidade, o sangue do Senhor Jesus tem poder para os purificar (Salmo 32:5; Hebreus 10:18). 

É verdade que o aborto é um autêntico crime. É tirar a vida de um inocente que merecia sobreviver. Não há justificações "plausíveis" a que se possa recorrer para fazer valer tão vil desumanidade (LER). Mesmo assim, ele é perdoado pelo nosso Amoroso DEUS, tal como os pecados da pedofilia, homossexualidade, roubo, infidelidade, mentira, assassinato, idolatria, corrupção, adultério, ateísmo, agnosticismo, matricida, patricida, fratricida, soberba, chulos, lenocínio, terrorismo, injustiças, ofensas e todos os restantes pecados que não foram enumerados, contando que haja apenas um genuíno arrependimento e conversão a DEUS por parte do pecador, mostrando pelo seu comportamento que está de facto arrependido (Actos 26:20)

A virtude do perdão é um dos excelsos atributos comunicáveis de DEUS, razão pela qual está encerrada na Oração do Pai Nosso (LER) e em inúmeras outras passagens bíblicas. Somos encorajados a perdoar sempre o nosso próximo como DEUS nos perdoou e continua a perdoar (Mateus 6:12; 18:21-23). Tal significa, em termos objectivos, que o perdão deve ser ilimitado, pois DEUS faz exactamente isso connosco (1 João 1:9). O nosso perdão não pode extravasar o seu domínio próprio, isto é, somente podemos perdoar aqueles que nos ofendem e não assumir o protagonismo de perdoar os que pecam contra DEUS como os Papas arbitrariamente costumam fazer. 

Por isso, atendendo à verdade exposta, é completamente inoportuno este propalado anúncio do Vaticano. O Papa Francisco já nos deu a conhecer a sua verdadeira faceta pontifícia. É um calculista irenista, que se desdobra em desvelos alimentados por uma mercenária ânsia de legitimação popular. Uma vergonha para o Cristianismo, bem como o Vaticano. Resta-me, como Cristão, suplicar a DEUS para perdoá-lo juntamente com os seus correligionários da instituição que lidera, porque não sabem o que fazem. 

Querer é Poder


(Foto tirada anteontem nas Instalações do Fundo Monetário Internacional (FMI), in Curso sobre Programação e Políticas Financeiras com Metas de Inflação, Washington D.C., EUA). 

Estou felicíssimo com o regime austero a que o meu estimado irmão Roberto Vieira se tem submetido ao longo dos últimos 19 meses. Adoptou determinadamente uma dieta bastante rigorosa, acompanhado de exigentes exercícios físicos diários, abdicando de apetitosas comezainas (LER). Em consequência disso eliminou, de forma drástica, a exacerbada massa gorda que lhe pesava no corpo causando alguns desconfortos – perdeu, neste um ano e meio de regime, 41 quilos estando agora com o peso ideal. 

Não podia ficar mais satisfeito com esta postura inteligente e recomendável do meu prezado irmão. Espero que DEUS continue a orientá-lo e ajudá-lo nesta espinhosa vereda de "manter a linha". 

A Caminho da Desordem Mundial


Na sua edição especial do passado Setembro a Revista Courrier Internacional deu mote à futurologia do Mundo depois de 2040, traçando um panorama extremamente apocalíptico daquilo que será a vida dos humanos, destacando relevantes aspectos políticos, económicos, sociais, religiosos, tecnológicos, climatéricos e geoestratégicos. Prevê-se, de forma resumida, relações internacionais tensas, conflitos pelo controlo dos recursos naturais, dezenas de milhões de refugiados em várias partes do globo, impotência e declínio da ONU, paralisação das instituições judiciárias internacionais, guerras religiosas, fome, epidemias, genocídios, pirataria, terrorismo e tráfico humano à escala planetária. Augura ainda a falência dos Estados e a criação de novas entidades, a proliferação de empresas militares privadas, aumento exponencial do tráfico de droga, alterações climáticas e catástrofes naturais, bem como a destruição dos ecossistemas, profundas alterações demográficas, corrida desenfreada aos armamentos e fracassos dos tratados de não proliferação abrangendo os trinta países que possuem armas nucleares. 

Diante destes preocupantes "Sinais dos Tempos" (LER) não há margem de dúvida que os dias do amanhã serão bastantes desafiantes a todos os níveis, gerando grande imprevisibilidade e um clima de desconfiança na geopolítica e geoestratégia mundial. Nada auspicioso para o futuro da Humanidade. Os ditos sete países mais industrializados do mundo, segundo a conceituada Revista, entrarão em colapso total confirmando assim o declínio dos EUA e a ascensão da China como primeira superpotência. O Velho Continente afundar-se-á numa crise económico-financeira e de identidade ideológica sem precedente. Surgirão novos estados no seu seio e alguns deixarão de existir, e, concomitantemente, a propagação do islão, transportando com ele as rivalidades internas existentes entre xiitas e sunitas. A desintegração da União Europeia proporcionará a proliferação de enclaves islâmicos na Europa e o apogeu do fascismo. 

O cenário em África não será também nada salutar, mormente verificará a explosão demográfica e a escassez de recursos. Nesta marginalizada região do globo haverá desintegração e perdas significativas de soberania, fruto de importantes alterações das fronteiras pós-coloniais. Germinará o aparecimento de territórios não reconhecidos internacionalmente e a corrida ao armamento, incluindo nuclear, somando à fixação territorial do islamismo radical e à "guerra santa" entre este e os Cristãos. Do Cáucaso e Ásia Central, Sudoeste Asiático e Pacifico, Médio Oriente, até à América Latina, estarão em "alvoroço político" perante as profundas mudanças que, infelizmente, ocorrerão no Mundo. 

É neste prisma oscilante de insegurança e incerteza que devem ser lidas e vistas as recentes eleições norte-americanas. O populista radical Donald Jonh Trump é a manifesta personificação parcial desta catástrofe que, num futuro breve, afectará o Mundo. Mesmo assim, este caos que enfrentaremos não representará em circunstância alguma o fim da História. Tal como a Humanidade conseguiu resistir às sucessivas crises cíclicas ao longo da sua existência, da mesma sorte superará este fenómeno desolador da desordem mundial. O Homem é o autêntico produto da História e esta simplesmente depende dele. Por isso, enquanto subsistir um remanescente à face da Terra, não haverá o fim da História, mesmo contra todas as evidências devastadoras em sentido contrário.