O Imperativo da Grande Comissão


Falar da segunda ordenança deixada pelo Senhor Jesus Cristo, antes da Sua gloriosa ascensão aos céus, tem muito que se lhe diga (Mateus 16:18-20). Não é uma tarefa nada fácil. Tanto que, por esta razão, tem sido exaustivamente objecto de inúmeros estudos, interpretações e querelas doutrinárias por parte dos reputados biblistas, exegetas e missionários, com o intuito de procurar encontrar o melhor paradigma teológico que se coaduna com as Missões. Sem prejuízo desta nobre preocupação humana, a nosso ver, entendemos que em certa medida acaba por ser bastante redutor à luz das Escrituras Sagradas. Desde logo, ordenança em apreço é bastante clara em todas as dimensões da vida Cristã. Não é susceptível a equívocos, tal como tem sido reiteradamente ao longo dos séculos por parte de pessoas que não conseguiram interiorizar holisticamente todas as suas implicações doutrinárias. 

Há um conjunto de pressupostos teológico-doutrinários manifestamente inerentes e irrenunciáveis às Missões, que vinculam qualquer crente no Senhor Jesus. Missões envolvem serviço e compromisso com a causa do Evangelho e estas, por sua vez, estão indubitavelmente associadas à vida consagrada. As três realidades são concomitantemente intrínsecas umas às outras. Por isso, se há um défice acentuado a nível de Missões no nosso país, e no mundo em geral, como infelizmente temos assistido com bastante sofrimento, o problema deve-se sobretudo ao nosso desserviço, descompromisso e desconsagração. Uma clara evidência da nossa indolente espiritualidade, que vai minando cada vez mais a nossa mundividência missionaria (LER)

Esperamos, com a graça Divina, que possamos superar esta letargia espiritual e ganhar muitas almas para o Reino de Cristo – a começar no nosso descrente povo e no mundo em especial. Caso contrário, tal como nos admoestam as Escrituras, chegará a noite quando ninguém pode mais trabalhar (João 9:4). E isto não é o ideal que se espera da nossa tão maravilhosa salvação. Sejamos, pois, intrépidos portadores da Boa Nova da Salvação "dentro e fora do tempo” para glória e honra do nosso Eterno DEUS. Que assim seja. 

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(Artigo da nossa autoria. Publicado primeiramente no Boletim Oficial da Igreja Evangélica Baptista da Amadora, no dia 26 de Novembro de 2017, tal como está ilustrado na imagem supra, a propósito da celebração do mês de Missões Mundiais da Convenção Baptista Portuguesa (CBP)). 

Diálogo de Apaixonados


JULIETA: Como pudeste aqui vir, diz-mo? E para que vieste? Os muros deste jardim são altos e difíceis de escalar. Este lugar será mortal para ti, se qualquer dos meus parentes der contigo. 

ROMEU: Transpus estas muralhas com as asas do amor que são leves, porque as barreiras de pedra não podem embaraçar os voos do amor. O que é que o amor quer, que não consiga? Os teus parentes podem lá servir-me de obstáculo? 

JULIETA: Se te virem, és morto. 

ROMEUAí! Julieta, há mais perigos nos teus olhos do que em vinte das suas espadas. Basta que desças um desses ternos olhares para mim, que eu fico bem escudado contra a sua inimizade. 

JULIETA: Por nada deste mundo desejaria que eles te vissem aqui. 

ROMEU: Agasalha-me o manto da noite, que me esconde da vista deles. Se me não amas, que me importa que me encontrem aqui? Antes queria que o seu ódio pusesse fim à minha vida, do que a morte tardar sem o teu amor. 

JULIETA: Quem te ensinou este caminho?
ROMEU: O amor excitou-me a descobri-lo; deu-me conselhos e eu emprestei-lhe os meus olhos. Eu não sou piloto, mas se tu estivesses afastada na mais longínqua praia do mar, eu aventurar-me-ia a ir ter contigo. 

JULIETA: (…) Amas-me? Sei que me vais dizer que sim: ficas preso por essa palavra; contudo, se juras podes tornar-te em perjuro. Dizem que Júpiter acha muita graça aos perjúrios dos amantes. Querido Romeu, se me amas, declara-mo lealmente; se pensas que fui fácil de conquistar, serei cruel, carregarei o meu sobrecenho, dir-te-ei não, para te dar ensejo a que me conquistes; de outro modo por nada deste mundo o farei. A verdade, belo Montecchio, é que estou muitíssimo apaixonada por ti; portanto, podes julgar o meu comportamento leviano, mas acredita que mostro-me sincera, porque não sou como as outras que usam de artifícios para serem reservadas. É possível que fosse mais reservada, confesso-o, se, há pouco, não tivesses surpreendido as expressões apaixonadas do meu sincero amor. Perdoa-me, não interpretes esta facilidade como leviandade deste amor, que esta tenebrosa noite assim te revelou. 

ROMEU: Senhora, juro-te por essa Lua encantadora que lá baixo toca com uma das extremidades de prata o cimo daquelas árvores de fruto… 

JULIETA: Não jures pela Lua, pela Lua inconstante que todos os dias muda de figura na sua órbita; tenho medo que o teu amor se mostre tão inconstante como ela. 

ROMEU: Pelo que jurarei eu, então? 

JULIETA: Não jures por nada deste mundo; mas se quiseres jurar, jura pela tua graciosa pessoa, divindade do meu coração idolatrado, porque eu creio em ti. 

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(William Shakespeare, in "Romeu e Julieta”, Mel Editores, Estarreja, págs. 78, 79 e 80, 2009).

A Crise Político-jurídica na Guiné-Bissau e as Sanções da CEDEAO



Está aqui o meu novo vídeo em defesa do futuro da Guiné-Bissau. Procurei fazer uma retrospectiva geral da crise político-jurídica vigente no país nos últimos anos, bem como a actuação do Presidente da República sobre ela, a postura dos Partidos da oposição, especialmente, do PRS, a nomeação do novo Primeiro-ministro, as sanções da CEDEAO e o futuro do país nos próximos anos. Um diagnostico imparcial, holístico e bem apurado do crónico imbróglio político a que estamos infelizmente votados. 

A Mulher e os Livros

Quem Pode o Mais Pode o Menos


A Igreja Católica está reiteradamente a surpreender pela negativa (LER). E esta nota para a recepção do capítulo VIII da exortação apostólica 'Amoris Laetitia' é o exemplo manifesto disso (LER). Como é que uma pessoa casada pode ser obrigada adoptar a continência sexual? Não faz qualquer tipo de sentido. É um autêntico paradoxo. O sexo está intrinsecamente ligado ao matrimónio. Mesmo o Apóstolo Paulo, um assumido defensor do celibato, vai ao ponto de aconselhar para que nenhum dos cônjuges negue o sexo ao outro, antes procedam com consentimento mútuo, "porque é melhor casar do que abrasar-se" (I Coríntios 7:2-9). Esta disposição do Cardeal-patriarca de Lisboa, D. Manuel Clemente, vai mesmo cair em desuso. Não tenho margem de dúvida disso.  

A Lenta Peregrinação Para Casa


Esta comovida afirmação do Papa Bento XVI encerra a postura serena como os servos de DEUS lidam e encaram a morte (LER). O velho Simeão, homem justo e temente a Deus, esperou longos anos pela "consolação de Israel"; mas ao avistar e tomar nos seus braços o menino Jesus, sentindo realizada a profecia de que não morreria sem ver Cristo, exclama: "agora, Senhor, despede em paz o teu servo, segundo a tua palavra" (Lucas, 2:25-32 [LER]). O Apóstolo Paulo, prevendo a sua eminente morte, escreveu uma das mais belas e inspiradoras profissões de fé, nestes termos: “quanto a mim, chegou a hora de oferecer a minha vida em sacrifício e o tempo da minha morte aproxima-se. Lutei pela boa causa, percorri o meu caminho e guardei a fé. Só me resta agora receber a merecida recompensa, que o Senhor me dará no dia do juízo. Ele é o juiz justo e há de dar-me essa recompensa não só a mim, mas também a todos aqueles que esperaram com amor a sua manifestação (2 Timóteo 4:6-8). A morte para os Cristãos não é o fim, mas o começo de uma nova dimensão da vida – a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor e Salvador (Romanos 6:23).

Apesar do Emérito Papa Bento XVI estar a viver "um lento declínio das forças físicas", tal como o próprio afirma, espero que o seu homem interior continue a renovar diariamente (2 Coríntios 4:16); e que este "último troço de estrada" em "peregrinação para Casa” seja realmente bastante suave. 

Contra a Legalização da Eutanásia


Subscrevo na íntegra esta posição defendida pelos Juristas e Médicos Católicos Portugueses (ALI) e (AQUI). Fiz, alguns anos, uma monografia na Cadeira de Direitos Fundamentais sobre a morte assistida intitulada: "As Implicações Jurídico-Constitucionais da Eutanásia na Dignidade da Pessoa Humana", com ênfase no artigo 24.º, nº 1 da Constituição da República Portuguesa. E depois dessa prolixa investigação, reforcei ainda mais a minha já formada convicção sobre a despenalização e consequente liberalização da Eutanásia. A vida, a meu ver, é o bem mais importante de que o ser humano dispõe, mesmo em casos de doenças terminais, superando todos os outros direitos fundamentais, inclusive a liberdade individual e a auto-determinação. 

Derivando o direito à vida directamente da dignidade da pessoa humana, todos os indivíduos, ainda que muito doentes e inabilitados, não deixarão de ser humanos, nem a sua vida deixa de merecer o máximo de respeito e protecção. O bem jurídico da vida caracteriza-se sobretudo pela sua peculiar essencialidade, oponibilidade obsoluta, interioridade, extrapatrimonialidade, intransmissibilidade e indisponibilidade, razão pela qual é tutelado pela ordem jurídica e defendido pelo Estado. Dito isto, e comungando holisticamente com a Declaração da Fé Baptista Portuguesa, “rejeitamos, no entanto, como ato criminoso de matar, a eutanásia ativa, voluntária ou involuntária de doentes competentes e incompetentes” (LER).

A PALAVRA DO SENHOR (12): Quem Tem Ouvidos Para Ouvir, Ouça


“Enquanto estava em Mileto, Paulo mandou um recado aos presbíteros da igreja de Éfeso para se irem encontrar com ele. Quando lá chegaram, disse-lhes: «Bem sabem como passei todo o tempo que estivemos juntos, desde o primeiro dia em que cheguei à região da Ásia. Fiz o meu trabalho como servo do Senhor, com toda a humildade e com muitas lágrimas, nesses tempos difíceis que passei por causa dos judeus que se levantaram contra mim. Também sabem que fiz tudo para vos ajudar, pregando-vos o evangelho e ensinando publicamente, e de casa em casa. Tanto aos judeus como aos não-judeus mostrei com firmeza que deviam voltar-se para Deus e crer em Jesus, nosso Senhor. Agora vou para Jerusalém, obedecendo ao Espírito Santo, sem saber o que lá me vai acontecer. Sei apenas que o Espírito Santo me tem avisado, em todas as cidades aonde vou, que me esperam prisões e dificuldades. Mas para mim a minha vida não tem valor. O que interessa é que eu chegue ao fim da carreira e cumpra o ministério que o Senhor Jesus me deu, de dar testemunho do evangelho da graça de Deus. 

E agora sei que nenhum de vós, entre os quais andei a pregar o reino de Deus, me voltará a ver. Por isso, tomo-vos hoje por testemunhas de que se algum se perder, não sou eu o culpado, porque vos anunciei todo o plano de Deus sem vos esconder nada. Portanto, cuidem bem de vós e de todo o rebanho sobre o qual o Espírito Santo vos pôs como supervisores. Sejam pastores da igreja de Deus, pois ele adquiriu-a com o sangue do seu próprio Filho. Pois sei muito bem que, depois de eu partir, vão introduzir-se no vosso meio os que querem destruir a igreja, como os lobos ferozes destroem as ovelhas. Mesmo entre vós hão de aparecer alguns a ensinar doutrinas falsas, arrastando consigo os discípulos. Por conseguinte, estejam vigilantes. Lembrem-se de que durante três anos, de dia e de noite, nunca deixei de vos aconselhar, um por um, com muitas lágrimas. 

E agora entrego-vos à proteção de Deus e à palavra da sua graça, palavra que tem poder para vos edificar e para vos dar a herança entre todos os santificados. Nunca cobicei de ninguém nem a prata nem o ouro nem o vestuário. Pelo contrário, sabem muito bem que trabalhei com as minhas próprias mãos para conseguir tudo aquilo de que eu e os meus companheiros precisávamos. Mostrei-vos em tudo que é trabalhando assim que podemos ajudar os necessitados e recordar estas palavras do Senhor Jesus: “É mais feliz quem dá do que quem recebe.”» 

Quando Paulo acabou de dizer isto, ajoelhou-se com todos os irmãos e orou. Todos se puseram a chorar, abraçando e beijando Paulo. Eles estavam muito tristes por lhes ter dito que nunca mais o veriam. E acompanharam-no até ao navio.” 

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(Apóstolo Paulo, in A Bíblia Sagrada, Actos dos Apóstolos 20:17-38, A Boa Nova Em Português Corrente, Lisboa, Sociedade Bíblica de Portugal, 2004) 

A Mulher e os Livros

Despotismo Consentido

Subscrevo na integra este manifesto de revolta do Jornal "O Democrata" (LER). A Guiné-Bissau vive dias negros da sua História. Ultrapassamos todos os limites de um Estado de Direito Democrático. O país foi votado à ditadura sem precedentes, promovido pelo Presidente da Republica, com contornos bastante imprevisíveis. A culpa deste despotismo não é apenas de José Mário Vaz e alguns dos seus correligionários, mas também dos que podem e nada estão a fazer para inverter esta funesta situação, nomeadamente o PRS e os militares (LER). Estamos mesmo órfãos, para a nossa infelicidade colectiva.

O Sexismo Cultural


Hoje é o "Dia da Mulher Guineense”. Uma efeméride que não tem qualquer tipo de repercussão prática na vida de "nô padiduris", limitando-se apenas a um mero formalismo institucionalista para engodar a inoperante opinião pública e continuar a perpetuar as assimetrias e tremendas desigualdades sociais entre ambos os sexos. A Guiné-Bissau é um país sexista e misógino. Não é feito para o sucesso das mulheres, infelizmente. A autonomia e a afirmação das mulheres não é algo bem visto na nossa caduca sociedade de "matchundadi”, tal como oportunamente denunciei há sete anos (LER). E tudo isto acaba por acentuar, de forma considerável, o abuso e a descriminação que inúmeras mulheres enfrentam penosamente no seu quotidiano. 

Da minha parte, resta-me desejar as maiores felicidades do mundo a todas as mulheres Guineenses, dentro e fora do país, especialmente às que estão a passar por sérias adversidades nos mais variados contextos. Muitos parabéns pela vossa Coragem, Força, Valentia, Determinação e Inspiração! 

O Poder da Oração


A oração não é um paliativo na vida do crente. Não é uma ferramenta para circunstancialismos momentâneos. Não é um sedativo para a consciência temerosa. Não serve exclusivamente para os casos limite de dificuldades, insucessos, frustrações e aflições. Não visa saciar o ego, e nem deve consubstanciar-se em tautologia alienante, e espetáculos espirituais degradantes (1 Coríntios 14:6-12; 23; Mateus 23:14). Ela excede, em larga medida, as redutoras arbitrariedades humanas e as suas polutas aspirações. 

O crente no Senhor Jesus deve orar pela vontade soberana de DEUS no Universo, pela sua vida e da Igreja, dos seus familiares, amigos e inimigos, patrícios e da Humanidade em geral. Estar, acima de tudo, agradecido a DEUS pelo passado, o presente e apelar à graça pelo futuro. Deve também orar pelas coisas boas e más, que acontecem na sua vida e no mundo, sobretudo da vida, saúde, o pão diário, a confissão dos pecados e o livramento das investidas malévolas de Satanás (Mateus 6:9-13; Lucas 11:2-4 [LER])

O crente não pode basear a sua oração em presunção e, tão pouco, fazer uma interpretação literal das palavras do Senhor Jesus, que expressamente diz: "e, tudo o que pedirdes em oração, crendo, o recebereis” (Mateus 21:22), julgando que se a oração não for atendida, em todas as situações, é por falta de fé. Orar com fé nem sempre é sinónimo de resposta garantida, tal como equivocamente alguns Cristãos ainda julgam, visto que ficamos sempre aquém da realidade espiritual. As nossas orações devem sempre ser pautadas por legítimas expectativas e conjugadas com a suprema vontade de DEUS, porque muitas vezes pedimos mal para satisfazer o nosso orgulho e deleites carnais que não se coadunam com a vida sacrossanta (Tiago 4:1-3; Romanos 8:26). 

Tal não significa, no entanto, que nos devemos retrair nos nossos genuínos pedidos de oração. Devemos fervorosamente "orar em todo o tempo com toda a oração e súplica no Espírito" (Efésios 6:18), isto é, por tudo aquilo que nos aprouver e acharmos conveniente, sem prejuízo de consciencializarmo-nos de que podemos ter uma resposta positiva ou negativa por parte de DEUS. Mesmo assim, continuamos penhoradamente gratos a ELE pela tão maravilhosa salvação, que graciosamente nos outorgou mediante o Senhor Jesus Cristo (LER), uma vez que o Seu poder também se aperfeiçoa na fraqueza (2 Coríntios 12:9 [LER]. O substrato das nossas orações, insistimos, deve ser pelo cumprimento da vontade soberana de DEUS em todos os domínios da vida. As nossas orações não devem circunscrever-se unicamente a pedidos, mas também à gratidão, louvor e adoração por tudo Aquilo que DEUS É e fez por nós pecadores. 

A oração é um instrumento poderosíssimo, de que os Cristãos dispõem, para falar livremente com o Todo-poderoso Jeová e verem concretizarem-se os impossíveis/milagres. Ela ajuda-nos a estar permanentemente no centro da vontade de DEUS, funcionando igualmente como um antídoto necessário para não cairmos na cilada do Diabo e concomitantemente vencê-lo na força do Espírito Santo (Mateus 26:41; Lucas 22:40). Tem o poder para sarar as nossas feridas, fazer desaparecer os nossos pecados (Tiago 5:13-15) e bastante determinante no sucesso da Evangelização e Missões (Lucas 10:2). Habilita-nos ainda a expulsar os demónios (Mateus 17:21) e um dos elementos intrínsecos e eficazes da armadura de DEUS (Efésios 6:18). Com ela podemos ser milagrosamente abençoados (Mateus 7:7-8) e receber o consolo de DEUS (2 Coríntios 1.1-4). É um manancial para obtermos a sabedoria Divina (Tiago 1:5), proporcionando-nos a paz, a força e o discernimento suficiente para nos reconciliarmos com DEUS, connosco, o próximo e tudo aquilo que está ao nosso redor (Filipenses 4:6-7).  Por isso, somos desafiados a orar sem cessar (1Tessalonicenses 5:17), porque "a oração feita por um justo pode muito em seus efeitos" (Tiago 5:16). 

A oração, em suma, tem poder para restaurar vidas perdidas, converter o pecador dos seus maus caminhos, libertar de todos os vícios e salvar da perdição eterna. Usemos, pois, de forma intrépida e incessante, o poder da oração para sermos bem-sucedidos na nossa peregrina caminha Cristã neste "presente século mau", ganhando assim muitas almas para o Reino de DEUS e alcançar simultaneamente as bem-aventuranças eternas. Que assim seja.  

A PALAVRA DO SENHOR (11): Quem Tem Ouvidos Para Ouvir, Ouça


«Recorda a todos estas coisas, advertindo-os em nome de Deus, para não armarem discussões que não servem para nada, a não ser para perdição dos que as ouvem. Prepara-te para te apresentares diante de Deus de maneira que lhe agrade, como um trabalhador que não tem nada de que se envergonhar e que proclama a palavra da verdade com rectidão. Evita os palavreados mundanos que não servem senão para aumentar a descrença. As palavras dos que assim falam alastram como a gangrena. Entre esses estão Himeneu e Fileto. Eles afastaram-se da verdade e fazem perder a fé aos outros, dizendo que a ressurreição já aconteceu. Porém, o fundamento estabelecido por Deus está bem firme. E nele está escrito: O Senhor conhece aqueles que lhe pertencem. E ainda: Todo aquele que invoca o nome do Senhor deve afastar-se da injustiça

Numa casa rica não há só utensílios domésticos de ouro e prata. Há também alguns de madeira e de barro. Uns servem para fins nobres, outros para usos mais correntes. Portanto, quem está limpo dessas coisas é um utensílio nobre, purificado e útil ao dono, e serve para fazer tudo o que é bom. 

Mas tu, foge das paixões da juventude. Procura a justiça, a fé, o amor e a paz com todos os que invocam o nome do Senhor, de coração sincero. Evita as conversas estúpidas e insensatas. Bem sabes que só produzem discórdias, e quem está ao serviço do Senhor não deve andar metido em discórdias. Mas deve tratar toda a gente com delicadeza, deve saber ensinar e ser capaz de suportar o mal. Deve saber corrigir os seus adversários com mansidão, pois talvez Deus os leve a arrependerem-se para reconhecerem a verdade. E assim escapam da armadilha do Demónio que os traz amarrados para fazerem o que ele quer.» 

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(Apóstolo Paulo, in A Bíblia Sagrada, 2 Timóteo 2:14-26, A Boa Nova Em Português Corrente, Lisboa, Sociedade Bíblica de Portugal, 2004)

O Esmagamento Metódico


A Guiné-Bissau é um país fracassado a todos os níveis. Vive inveteradamente pelas ruas da amargura. Nunca teve, desde a sua História de autodeterminação, responsáveis políticos à altura do exigente desafio governativo. Foi sempre conduzida por pessoas medíocres e manchadas pela corrupção e crimes de sangue (LER). A arbitrariedade, o nepotismo, o clientelismo, a obstrução da legalidade, o abuso de poder, o revanchismo e a impunidade são vícios arreigados que, para nossa infelicidade colectiva, caracterizam o destino funesto do país. Os órgãos de soberania são instrumentalizados, tornando-se reféns de interesses assombreados de uma certa minoria que presunçosamente fazem e desfazem a seu bel-prazer a Res Publica

Tanto o Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), o Partido da Renovação Social (PRS) e alguns dos demais partidos políticos, que proliferam galopantemente na nossa praça, são todos uma fraude. Não têm arcaboiço político suficiente para colocar o país na senda do desenvolvimento. Estão mais fascinados pelos benefícios egocêntricos do poder do que propriamente com a miséria gritante que afecta drasticamente os guineenses. Somente pensam em chegar a todo o custo ao poder, mesmo que seja por meios fraudulentos, para enriquecer o mais rápido possível. Não sabem viver sem o poder. Têm-no como único reduto para suster os seus desenfreados apetites. 

A persistente crise institucional que opõe os órgãos de soberania e partidos políticos podendo, inclusive, deteriorar ainda mais o já dolente e inabilitado estado do país é o reflexo manifesto de tudo o que acabamos de sustentar. Temos um pigmeuzinho como Presidente da República, que desconhece absolutamente as suas atribuições constitucionais e um dos factores de instabilidade no país (LER), bem como uma Assembleia da República completamente descaracterizada do seu substrato. Deputados sem escrúpulos, para não dizer outra coisa, que vivem à mercê de circunstancialismos e favorecimentos. Um Governo demissionário, composto por fraldiqueiros que tão bem conhecemos de outros carnavais, somando ainda um licencioso poder judiciário susceptível de ser peitado a troco de um bom “suku di bás” para adulterar a Justiça. Todos estes pejorativos adjectivos aplicam-se na perfeição à nossa insubordinada classe castrense. Estamos desgraçadamente entregues, sem margem de dúvidas, a embusteiros e traidores da pátria. 

Se isso, portanto, é a "nação" ou a "independência", que a maioria dos guineenses orgulha, não contem comigo. Estou fora. Mesmo fora. Roubem-me o esforço e a tranquilidade; a dignidade e o bom senso é que não (LER)!

A Mulher e os Livros

Dias do Fim


O movimento anti-natalista é uma ideologia extremamente perigosíssima. Recentemente estive a conversar praticamente três horas com uma amiga da minha faculdade para não laquear as trompas. Mas, infelizmente, não consegui demovê-la deste maléfico intento. Ela estava bastante convicta e determinada a esterilizar-se. Justificava a sua decisão com auto-determinação, a incredulidade nos seres humanos, sobretudo nos homens, os parcos recursos existentes no mundo e a conservação do meio ambiente e os animais. Alias, os argumentos dela não diferem tanto com esta reportagem do "El Mundo" (LER)

Esta ideologia não vem de hoje. Em 1912, o iconoclasta português, J. Teixeira Junior, completamente rendido a mundividência jacobina, escrevia o seu livro intitulado "Mulheres, Não Procreeis!” onde apelava as mulheres a “não aumentardes o número de miseráveis”, exortando-lhes firmemente a "declarardes a gréve de ventres” (LER). Tudo isto para dizer que assistimos incomensuravelmente a uma séria adulteração dos Grandes Princípios e Valores Sociais, sem que nenhuma alternativa credível surgisse com suficiente consenso social para preencher o vazio das referências nas sociedades. Estamos mesmo a viver "sinais dos tempos", ou melhor, dias do fim (LER).

O Que o Senhor Detesta


«Há seis coisas que o Senhor detesta
e uma sétima que ele não tolera:
olhares altivos, língua mentirosa;
mãos que matam inocentes;
coração que faz planos criminosos;
pés que correm pressurosos para o mal;
falsas testemunhas que proferem mentiras;
e aquele que provoca discórdias entre irmãos.» 

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(A Bíblia Sagrada, in Provérbios 6:16-19, Versão, "A Boa Nova Em Português Corrente", Sociedade Bíblica de Portugal, Lisboa, 2004). 

O Sultão Angolano

Amar é Dar Tudo



A sublime figura de estilo usada pelo Apóstolo Paulo para caracterizar o amor em 1 Coríntios 13:1-13 (LER) não encontra paralelismo em lado algum e em nenhum outro pensador clássico, moderno ou dos nossos dias. Nem nas argutas formulações poéticas de Ovídio, o "Mestre de Amor", e nem nas heróicas obras literárias de William Shakespeare ou pomposas canções românticas de Edith Piaf e Jacques Brell e tão pouco encontrada na mitologia de Tristão e Isolda (LER). É um amor holístico e sacrificial em todas as suas dimensões humano-espirituais. Transcende, em larga medida, o mero altruísmo pessoal. Não envolve contrapartidas. Colide com as injustiças, as inverdades, o egoísmo, a jactância, o moralismo hipócrita, o falso saber e a espiritualidade de fachada. Não é passível de arbitrariedades ou mudanças circunstanciais. Ele é constante, incondicional e sempiterno. É mais precioso do que todos os bens mundanais, os dons espirituais e a própria vida. É um Amor que, sendo encarnado pelos Homens de "boa vontade", procura consolar mais do que ser consolado, compreender do que ser compreendido, amar do que ser amado. É um Amor omnipotente que nos remete para o Todo-poderoso DEUS – a razão primária e última do próprio Amor. Por isso tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. Derruba os preconceitos, supera os impossíveis, constrói pontes e projecta-se para a eternidade. Este Amor merece ser enaltecido, cantado, proclamado e, sobretudo, vivido. Que assim seja sempre nas nossas vidas.    

O Aniversariante


(Gervásio Domingos Vieira, o meu primo, com a mulher e os filhos. A foto foi extraída no perfil do seu facebook). 

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O meu primo Gervásio Domingos Vieira completou ontem mais uma primavera na vida. "Djoi", como é vulgarmente alcunhado pela nossa família, é muito mais do que um primo. Ele é meu mano mais velho. Digo isto porque crescemos praticamente na mesma casa (a casa do seu pai, o meu tio Domingos Vieira, irmão mais novo do meu pai Jorge Vieira, fica a escassos metros da nossa), andamos nas mesmas escolas e recebemos a mesma educação. Além dos laços consanguíneos, que umbilicalmente nos liga, estamos da mesma sorte unidos pelas décadas de convivência próxima, que traduz manifestamente o amor que nutrimos um pelo outro, razão pela qual estou bastante felicíssimo pelo aniversário do meu primo-irmão e com o percurso que tem feito até aqui. 

Estimado Djoi, reitero mais uma vez os votos expressos de um feliz e bem-sucedido aniversário. Que este ano seja, de facto, coroado de enormes bênçãos celestiais e realizações a todos os níveis da vida – para alegria de toda a nossa família. Todas as felicidades do tempo e da eternidade. 

O Mais Importante é o Amor


«Se eu for capaz de falar todas as línguas dos homens e dos anjos e não tiver amor, as minhas palavras são como o badalar de um sino ou o barulho de um chocalho. Se eu tiver o dom de declarar a palavra de Deus, de conhecer os seus mistérios e souber tudo; e se eu tiver uma fé capaz de transportar montanhas e não tiver amor, não valho nada. Ainda que eu dê em esmolas tudo o que é meu, se me deixar queimar vivo e não tiver amor, de nada me serve. O amor é paciente e prestável. Não é invejoso. Não se envaidece nem é orgulhoso. O amor não tem maus modos nem é egoísta. Não se irrita nem pensa mal. O amor não se alegra com uma injustiça causada a alguém, mas alegra-se com a verdade. O amor suporta tudo, acredita sempre, espera sempre e sofre com paciência. O amor é eterno. As profecias desaparecem; as línguas acabam-se; o conhecimento passa. (…)  Agora existem três coisas: fé, esperança e amor. Mas a mais importante é o amor.» 

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(Apóstolo Paulo, in A Bíblia Sagrada, 1 Coríntios 13:1-8;13, Versão, "A Boa Nova Em Português Corrente", Sociedade Bíblica de Portugal, Lisboa, 2004). 

Um Dia, Uma Fotografia


Eu com o meu irmão Roberto Vieira. Fraternidade ao rubro. 

O Farisaísmo Caduco de “Zedu”


As palavras voam e as acções ficam, dizia sabiamente o brocardo latino. O "camarada" José Eduardo dos Santos, pelos vistos, aprendeu muito bem a arte do cinismo e da hipocrisia numa boa Escola – a dos fariseus. Estes patronos de fraude, a respeito deles professava advertidamente o Senhor Jesus, "tudo o que eles vos mandam, devem aceitá-lo e pô-lo em prática, mas não imitem o que eles fazem. É que eles dizem uma coisa e fazem outra. Arranjam fardos impossíveis de suportar e colocam-nos às costas dos outros. Mas eles mesmos nem com um dedo lhes querem tocar. Tudo o que fazem é só para os outros verem" (Mateus 23:3-5). 

Está tudo explicado, tal como explicada as caducas astucias de "Zedu". Creio que já nem os angolanos caem neste seu "cântico da sereia" meramente para "inglês ver", a não ser os seus correligionários do partido e familiares como gongoricamente foi defendido pela filha Welwitshia dos Santos (LER).

Os Dogmas Que Não Têm Acolhimento nas Escrituras Sagradas (II)


Acresce ainda o facto de, depois de Maria ter dado à luz Jesus Cristo em Belém de Judeia, o Evangelista Mateus usar a expressão seu “filho primogénito”, contrastando com o termo do filho “Unigénito de Deus” empregue por João 3:16 e em inúmeros outros trechos sagrados. Atentando no significado etimológico da palavra “primogénito”, concluir-se-á que difere do sentido e alcance com o de “Unigénito”. Dito de outra forma, a palavra "primogénito" advém de “que ou aquele que nasceu antes dos outros irmãos; filho mais velho”, ao passo que o “Unigénito” traduz "o Único gerado por seus pais; Filho único". Nas Escrituras Sagradas, o Senhor Jesus Cristo encarnou as duas denominações concomitantemente. O termo “Filho de Deus” tem quatro grandes significados bíblicos que, de forma elucidativa, procuraremos descortinar. 

Segundo o reputado Teólogo George Eldon Ladd, na sua afamada obra "Teologia do Novo Testamento", formalizou sabiamente que uma criatura de Deus pode ser denominada filho de Deus em um sentido nativista, em virtude de dever sua existência à atividade criativa imediata de Deus (Êxodo 4:22; Ml. 2:10; At. 17:28). Na segunda maneira, a expressão “filho de Deus” pode ser usada para descrever a relação que os homens podem manter com Deus como objetos peculiares de seu cuidado amoroso. Este é o uso moral-religioso e pode ser aplicado tanto às pessoas em geral como à nação de Israel (Êxodo 4:22; Jo. 3:3; 1:12; Rm. 8:14-19; Gl. 3:26; 4:5). Um terceiro significado é messiânico; o rei da linhagem de Davi é designado como filho de Deus (2 Sm. 7:14). Esse uso não envolve uma implicação necessária quanto à natureza divina do personagem messiânico; o termo refere-se à posição oficial de Messias. Um quarto significado é teológico. Na revelação contida no Novo Testamento e na teologia cristã que se desenvolveu posteriormente, a expressão “Filho de DEUS” veio a ter um significado mais elevado: Jesus é o Filho de Deus porque Ele é Deus e participa da natureza divina. O propósito do Evangelho de João é demonstrar que Jesus é tanto Cristo como o Filho de Deus, e fica claro, de uma análise do prólogo de João, que Jesus, como o Filho de Deus, o Logos, era pessoalmente preexistente; Ele próprio era Deus, e encarnou-se com o propósito de revelar Deus à humanidade (Rm. 8:3; Gl. 4:4; Hb. 4:14). 

Subscrevemos na íntegra esta tese defendida pelo conceituado teólogo canadiano. E salientamos ainda que, para efeitos de maior e melhor esclarecimento do assunto em apreço, em relação ao facto do Senhor Jesus Cristo ser o Filho Unigénito de DEUS revela a Sua eterna divindade como a Segunda Pessoa da Santíssima Trindade. Aqui não se colocam grandes dificuldades de interpretação, nem tão pouco há divergência sobre isso. A querela doutrinária prende-se mais com a expressão “filho primogénito”, de Lucas 2:7, levando a Igreja Católica a entender que o primogénito não é necessariamente o primeiro duma série em sucessão. Por todos, o agora Papa Emérito Ratzinger vai ao ponto de sustentar que “o termo primogénito não alude a uma numeração em ato, mas indica uma qualidade teológica expressa nas mais antigas coleções de leis de Israel”. E, assim, enfatizando “que o conceito de primogenitura adquire uma dimensão cósmica: Cristo, o Filho encarnado, é por assim dizer, o primeiro de Deus e antecede toda a criatura, que está ordenada para Ele e a partir d´Ele”. Por isso, sumaria, “é também princípio e fim da nova criação, que teve início com a ressurreição” (Joseph Aloisius Ratzinger, in Jesus de Nazaré, Editora, Planeta, 2013). 

Não comungamos deste entendimento redutor do agora emérito Papa Bento XVI, não obstante algumas verdades parcelares que astutamente encerra. Julgamos que parte de uma pressuposição equivocada na sua construção teológica. O primogénito a que o Evangelista alude no texto sagrado é referente ao recém-nascido filho de Maria. Não hesitamos em admitir que a mesma expressão vai ganhando outros significados nas epístolas sagradas sobre o papel preponderante e determinante do Messias no processo da Criação e Salvação da Humanidade. Desde logo, o facto do Senhor Jesus Cristo ser “o primogénito entre muitos irmãos (Romanos 8:29)”, não somente consubstancia a Sua primazia na ordem da dignidade, mas Aquele que inaugura uma nova Humanidade – o primogénito de toda a criação. Ele é antes de todas as coisas e nele subsistem todas as coisas, e ele é a cabeça do corpo, da igreja. Ele é o Princípio, o primogénito dentre os mortos para que em todas as coisas tenha a primazia (Colossenses 1:17-18). É através Dele que herdamos a vida eterna, mediante o Seu sacrifício expiatório na Cruz do Calvário, ou seja, todos aqueles que no Baptismo morreram e ressuscitaram com Ele. 

Uma coisa é Jesus Cristo ser o nosso irmão mais velho pela Graça de DEUS. Outra coisa, e bem diferente, é Ele ser o "primogénito” de Maria e José. A Igreja Católica, refugiando-se no seu preconceito doutrinário, não quer reconhecer esta manifesta verdade, mesmo indo contra todas as evidências teológicas. Sabe que a partir do momento em que admitisse a união marital de Maria e José colocaria automaticamente em causa a divinização de Maria, apelidada nos documentos oficiais da Igreja ao longo dos séculos como sendo a "mãe de Deus Redentor”

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(O artigo em apreço terá continuidade nas próximas publicações, querendo DEUS). 

Doxologia V


“Naquela região havia pastores que passavam a noite no campo guardando os rebanhos. Apareceu-lhes um anjo e a luz gloriosa do Senhor envolveu-os. Ficaram muito assustados, mas o anjo disse-lhes: «Não tenham medo! Venho aqui trazer-vos uma boa nova que será motivo de grande alegria para todo o povo. Pois nasceu hoje, na cidade de David, o vosso Salvador que é Cristo, o Senhor! Poderão reconhecê-lo por este sinal: encontrarão o menino envolvido em panos e deitado numa manjedoura.» Nisto, juntaram-se ao anjo muitos outros anjos do céu louvando a Deus e cantando: 

«Glória a Deus no mais alto dos céus
e paz na Terra aos homens
a quem ele quer bem!»” 

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(Cântico de Simeão, in A Bíblia Sagrada, Evangelho Lucas 2:8-14, Versão, “A Boa Nova Em Português Corrente”, Sociedade Bíblica de Portugal, 2004). 

Um Dia, Uma Fotografia



Eu com ar bastante introspectivo, dentro das instalações da Igreja da Natividade, em Belém da Judeia, onde terá nascido o Senhor Jesus Cristo. A Estrela de Prata, que está à minha frente, marca precisamente este sagrado lugar. Sobre ela estão inscritas as memoráveis palavras latinas: "Hic de Virgine Maria Jesus Christus natus est – Aqui da Virgem Maria nasceu Jesus Cristo". Tive a grata oportunidade de render o culto ao Senhor Jesus neste consagrado espaço, que encerra o mistério da Sua encarnação e o processo da nossa salvação. Foi um autêntico momento de encontro e reencontro com a História Bíblica e com as mundividências teológicas em torno do Filho de DEUS. 

Doxologia IV


“(...) Simeão tomou-o nos braços, deu graças a Deus e disse: «Agora, Senhor, já podes deixar partir em paz o teu servo conforme a tua palavra! Já vi com os meus olhos a tua salvação que preparaste para todos os povos. Luz de revelação para os pagãos e glória para Israel, teu povo (…) Este menino é para muitos em Israel motivo de ruína ou salvação. Ele é sinal de divisão entre os homens, para revelar os pensamentos escondidos de muitos.»” 

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(Cântico de Simeão, in A Bíblia Sagrada, Evangelho Lucas 2:28-32; 34-35, Versão, “A Boa Nova Em Português Corrente”, Sociedade Bíblica de Portugal, 2004).