O Bloguista


Eu, Térsio Vieira, com um dos calhamaços da "Cidade de Deus" de Santo Agostinho. 

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"As Verdades" faz hoje doze anos de existência. É um espaço que espelha e reflecte fidedignamente a minha identidade ideológica. Aquilo que escrevo e publico aqui expressa os meus profundos sentimentos de alma. Tem-me servido para partilhar especialmente a mensagem do Evangelho, louvar a DEUS pelos seus excelsos atributos e grandes feitos, bem como formular relevantes assuntos que afectam o nosso mundo pós-moderno. Notei que, ao longo destes intensos anos volvidos, escrevi tantas coisas nas mais diversas áreas do conhecimento que nem sei como é que consigo arranjar demasiada inspiração para tudo isso. Tenho somente que agradecer penhoradamente ao meu Eterno DEUS por me ter abençoado com o dom da escrita e conferido concomitantemente a disponibilidade mental de poder partilhar as minhas convicções teológicas e cívico-políticas. 

Aquilo que escrevo só me vincula a mim e mais ninguém. Todos os artigos não assinalados são da minha exclusiva autoria, razão pela qual assumo todas as implicações decorrentes dos mesmos. Jamais tenciono, naquilo que escrevo, ganhar simpatia de terceiros e, muito menos, desdobrar-me em desvelos alimentados por uma mercenária ânsia de legitimação secular. Apenas, usando as inspiradoras palavras do Teólogo João Calvino, "colocar fielmente diante de mim o que julguei ser a glória de Deus". O objectivo primário e último deste espaço é reflectir a glória de DEUS em todas as dimensões da vida, "porque dele e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém” (Romanos 11:36). 

O Admirável Mundo da Maternidade


Debruçar-se sobre o misterioso mundo da maternidade tem muito que se lhe diga. Não é uma tarefa nada fácil para o comum dos mortais, uma vez que encerra vários pressupostos axiológicos que, nalgumas situações, transcendem a lógica racional (VER). Mesmo assim, apesar da complexidade que o tema acarreta, não nos iliba de reflectir sobre ela como estamos a fazer. A maternidade é, por excelência, a maior vocação que DEUS outorgou às mulheres para perpetuar a Raça Humana. Ela está intrinsecamente ligada à concepção, à procriação, à protecção, ao sustento e à educação. Em todas estas fases, desde a intra-uterina até à idade adulta, os progenitores têm um papel preponderante e determinante no sucesso ou insucesso de um filho, máxime as mães, tendo em conta o cordão umbilical que os une. 

Cabe aos pais proporcionar uma boa educação aos seus filhos e, deste modo, ajudando-lhes a ser pessoas dignas na sociedade. Só assim, poupar-lhes-ão inúmeros dissabores e agruras da madrasta vida, contribuindo positivamente para uma sociedade melhor. É extremamente importante ensinar "o menino o caminho que deve seguir, e assim, mesmo quando for velho, não se afastará dele” (Provérbios 22:6). E na mesma esteira do pensamento, a sabedoria popular admoesta que é "de pequenino que se torce o pepino”. Não há margem de dúvida que é no berço que se formata o substrato identitário. E sabemos que, na generalidade das situações, a influência da mãe é mais decisiva. Tem, por razões cognoscíveis, um maior impacto no carácter do filho do que propriamente do pai. Desde logo, o filho está mais dependente dela – pelo menos nos primeiros anos de vida. Além disso, a herança cultural e a conjuntura social em que estamos inseridos faz com que as mães passem mais tempo com os filhos, comparativamente com os pais. E todos estes factores conjugados acabam por dar uma primazia abismal às mães na vida dos filhos. 

Muitas das grandes figuras na longínqua história da Humanidade foram educadas pelas mulheres humildes e piedosas. Estes homens honrados conseguiram extraordinários feitos graças à nobre educação que receberam das suas mães. Portanto, nenhuma mãe deve subestimar a sua capacidade pedagógica e tão pouco descurar a responsabilidade que tem na educação e afirmação do seu filho na sociedade, independentemente das condições favoráveis ou adversas que possa estar a viver no seu contexto do lar. Os filhos são dos melhores adornos e bens que uma pessoa possa ter, contando que sejam bem planeados. Não consubstanciam fardo ou gastos, tal como a ímpia visão secularista tem vindo a propalar. Os filhos são uma dádiva do Senhor, eles são uma verdadeira bênção, escrevia o rei Salomão (Salmo 127:3-5; 128:1-6). Acontece que, perante esta magnífica bênção Divina, está a maternidade com toda a sua pompa. A mãe é um autêntico amor, sustentáculo e amparo para os filhos, razão pela qual é sempre objecto de admiração destes. Não há amor como o de mãe. Não há mesmo. Por isso, sintetiza o ditado popular, "quem tem uma mãe tem tudo, quem não tem mãe, não tem nada".

A PALAVRA DO SENHOR (19): Quem Tem Ouvidos Para Ouvir, Que Ouça


“Mulher exemplar não é fácil de encontrar; 
ela vale muito mais que as jóias! 
O seu marido confia inteiramente nela, 
não lhe faltando com nada.
Ela só lhe dá satisfação e nunca desgostos,
todos os dias da sua vida.
Ela procura lã e linho
e trabalha de boa vontade com as suas mãos.
Tal como um navio mercante,
ela traz as suas provisões de muito longe.
Levanta-se antes de romper o dia,
prepara de comer para a família
e distribui as tarefas pelas suas criadas.
Examina um terreno e compra-o
e planta uma vinha com o produto do trabalho.
Põe-se ao trabalho com toda a energia;
os seus braços nunca estão parados.
Vigia bem os seus negócios;
durante a noite, a sua lâmpada mantém-se acesa.
As suas mãos trabalham com a roca de fiar
e os seus dedos, com o fuso.
Estende a mão segura aos infelizes
e é generosa para com os pobres.
Não receia a neve para os seus familiares,
porque todos eles trazem roupa suficiente.
Ela faz as suas próprias mantas
e os tecidos de linho e púrpura com que se veste.
O seu marido é conhecido e considerado na assembleia,
quando toma assento no conselho dos anciãos da terra. 
Ela faz tecidos de linho fino para vender
e fornece cintos aos mercadores.
Reveste-se de força e dignidade
e sorri a pensar no futuro.
Fala sempre com sabedoria
e dá conselhos com bondade.
Vigia tudo o que se passa na sua casa
e não prova o pão da ociosidade.
Os seus filhos levantam-se para a felicitar
e o seu marido, para a elogiar:
«Muitas mulheres foram exemplares,
mas tu és a melhor de todas.»
Encantos são enganos e beleza é ilusão,
mas uma mulher que respeita o Senhor é digna de elogio.
Recompensem-na com o fruto das suas mãos
e louvem-na diante da assembleia pelo seu trabalho.” 

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(Rei Salomão, in A Bíblia Sagrada, Provérbios 31:10-33, Versão, A Boa Nova Em Português Corrente, Lisboa, Sociedade Bíblica de Portugal, 2004). 

Um Dia, Uma Fotografia


Tal pai, tal filha. O meu irmão Evaristo Vieira com a sua caçula Ana Ester Gomes Vieira, numa descontraída selfie (ALI) e (AQUI) algures em terras lusas, aquando da estadia de ambos no verão passado em Lisboa. 

A Desfaçatez da Classe Política Guineense



Vai aqui, mais uma vez, o meu novo vídeo sobre "A Desfaçatez da Classe Política Guineense". Só por uma questão de boa educação é que não fui mais longe nos adjectivos para qualificar o ignóbil acto dos nossos actores políticos nos últimos dias, sobretudo do flagrante descaramento em torno da arbitrária partilha das noventa viaturas oferecidas pelo Reino de Marrocos. Vejam o vídeo, se assim acharem oportuno, e tirem também as vossas ilações. Obrigado. 

O SENHOR é o Meu Pastor



O Salmo 23 é inquestionavelmente um dos Salmos que mais inspirou os santos de DEUS ao longo dos séculos, tendo em conta a poderosíssima mensagem teológica que encerra. Perfila-se também como um dos meus favoritos versículos bíblicos. Memorizei-o desde tenra idade, nos bancos da Escola Bíblica Dominical (EBD), e permanece perfeitamente gravado na minha mente até aos dias de hoje. É um Salmo a que recorro reiteradamente nos meus devocionais, mormente nos momentos mais cruciais, e vai continuar sempre assim durante toda a minha peregrinação neste "vale de lágrimas". Ele é o prenúncio da Igreja Triunfante, razão pela qual deve fazer parte do cardápio espiritual de todos os fiéis no Senhor Jesus Cristo. 

O Salmo 23 expressa o cuidado especial que o Todo-poderoso DEUS tem para com o seu eleito povo, ilustrado na ternurenta e amorosa figura do Bom Pastor que o Filho de DEUS vai reclamar na Sua humilde encarnação (João 10:11-16). O Bom Pastor que está pronto a morrer pelas suas ovelhas, tal como o Senhor Jesus fez connosco, diferentemente do "assalariado" que não se importa minimamente com as ovelhas (João 10-12-13). O Sumo Pastor (1 Pedro 5:4) proporciona às suas ovelhas provisão, direcção e protecção, saciando-lhes assim todas as suas necessidades físico-espirituais. Apesar de todo este amparo e reconforto que o Bom Pastor proporciona para as suas ovelhas na longa trajectória à "Terra Prometida", acontece que surgirão pontualmente os "vales da sombra da morte" que teremos de enfrentar. Mesmo assim, usando "o escudo da fé" (Efésios 6:16), não temos que ter medo de nada, porque o Senhor estará sempre connosco. Os "vales" são inevitáveis provações que o Omnisciente DEUS permite para moldar o nosso carácter e, deste modo, preparar-nos para entrar no Céu (LER)

Esta soteriológica verdade remete-nos indubitavelmente para o percurso peculiar do povo de DEUS no deserto e a sua milagrosa passagem pelo mar vermelho (Êxodo 14:15-31), bem como dos grandes heróis da fé (Hebreus 11:1-40). Tal como Baraque venceu os cananeus no vale de Jezreel, Josafá os amonitas, os moabitas e habitantes dos montes de Seir no vale de Beraca (2 Crónicas 20:26-27), Gideão os midianitas no vale de Moré (Juízes 7: 1), David os edomitas no vale do sal (2 Samuel 8:13; 1 Crónicas 18:12), etc., assim também venceremos todos os "vales" que aparecerão no nosso caminho.  Isto porque, tal como expressamente dizia a profecia messiânica, "todos os vales serão levantados, todos os montes e colinas serão aplanados; os terrenos acidentados se tornarão planos; as escarpas, serão niveladas" para a libertação definitiva do povo de DEUS (Isaías 40:4; Mateus 3:3; Marcos 1:3; João 1:23). E, assim, em todas estas coisas, escrevia peremptoriamente o Apóstolo Paulo, "somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou” (Romanos 8:37). Venceremos todos os nossos inimigos, sobretudo o Diabo, com a força e unção do Espírito Santo, evidenciado pelo salmista através de um banquete de vitória a frente dos nossos inimigos (Salmo 23:5), concluindo, com a grande promessa, que a bondade e a misericórdia seguir-nos-ão todos os dias da nossa vida e habitaremos na Casa do Senhor para toda a eternidade (Salmo 23:6). Que assim seja. 

Um Dia, Uma Fotografia


A foto foi tirada no sábado passado em Bissau.

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A minha prezada cunhada Marta Gomes Vieira, mulher do meu irmão mais velho Evaristo Vieira, com os meus queridíssimos sobrinhos Filipe Gomes Vieira  Ana EsterGomes Vieira (e já agora, só faltava constar na fotografia o primogénito David Aleluia Gomes Vieira  e o pai para a equipa ficar completa). Espero que todos eles continuem saudavelmente a crescer em Sabedoria, Estatura e Graça diante de DEUS e dos Homens. Que assim seja. 

A Doutrina da Trindade, Pelo Bispo Atanásio de Alexandria

«Todo aquele que quiser ser salvo, é necessário acima de tudo, que sustente a fé universal. [2] 2. A qual, a menos que cada um preserve perfeita e inviolável, certamente perecerá para sempre. 3. Mas a fé universal é esta, que adoremos um único Deus em Trindade, e a Trindade em unidade. 4. Não confundindo as pessoas, nem dividindo a substância. 5. Porque a pessoa do Pai é uma, a do Filho é outra, e a do Espírito Santo outra. 6. Mas no Pai, no Filho e no Espírito Santo há uma mesma divindade, igual em glória e co-eterna majestade. 7. O que o Pai é, o mesmo é o Filho, e o Espírito Santo. 8. O Pai é não criado, o Filho é não criado, o Espírito Santo é não criado. 9. O Pai é ilimitado, o Filho é ilimitado, o Espírito Santo é ilimitado. 10. O Pai é eterno, o Filho é eterno, o Espírito Santo é eterno. 11. Contudo, não há três eternos, mas um eterno. 12. Portanto não há três (seres) não criados, nem três ilimitados, mas um não criado e um ilimitado. 13. Do mesmo modo, o Pai é onipotente, o Filho é onipotente, o Espírito Santo é onipotente. 14. Contudo, não há três onipotentes, mas um só onipotente. 15. Assim, o Pai é Deus, o Filho é Deus, o Espírito Santo é Deus. 16. Contudo, não há três Deuses, mas um só Deus. 17. Portanto o Pai é Senhor, o Filho é Senhor, e o Espírito Santo é Senhor. 18. Contudo, não há três Senhores, mas um só Senhor. 19. Porque, assim como compelidos pela verdade cristã a confessar cada pessoa separadamente como Deus e Senhor; assim também somos proibidos pela religião universal de dizer que há três Deuses ou Senhores. 20. O Pai não foi feito de ninguém, nem criado, nem gerado. 21. O Filho procede do Pai somente, nem feito, nem criado, mas gerado. 22. O Espírito Santo procede do Pai e do Filho, não feito, nem criado, nem gerado, mas procedente. 23. Portanto, há um só Pai, não três Pais, um Filho, não três Filhos, um Espírito Santo, não três Espíritos Santos. 24. E nessa Trindade nenhum é primeiro ou último, nenhum é maior ou menor. 25. Mas todas as três pessoas co-eternas são co-iguais entre si; de modo que em tudo o que foi dito acima, tanto a unidade em trindade, como a trindade em unidade deve ser cultuada. 26. Logo, todo aquele que quiser ser salvo deve pensar desse modo com relação à Trindade. 27. Mas também é necessário para a salvação eterna, que se creia fielmente na encarnação do nosso Senhor Jesus Cristo. 28. É, portanto, fé verdadeira, que creiamos e confessemos que nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo é tanto Deus como homem. 29. Ele é Deus eternamente gerado da substância do Pai; homem nascido no tempo da substância da sua mãe. 30. Perfeito Deus, perfeito homem, subsistindo de uma alma racional e carne humana. 31. Igual ao Pai com relação à sua divindade, menor do que o Pai com relação à sua humanidade. 32. O qual, embora seja Deus e homem, não é dois mas um só Cristo. 33. Mas um, não pela conversão da sua divindade em carne, mas por sua divindade haver assumido sua humanidade. 34. Um, não, de modo algum, pela confusão de substância, mas pela unidade de pessoa. 35. Pois assim como uma alma racional e carne constituem um só homem, assim Deus e homem constituem um só Cristo. 36. O qual sofreu por nossa salvação, desceu ao Hades, ressuscitou dos mortos ao terceiro dia. 37. Ascendeu ao céu, sentou à direita de Deus Pai onipotente, de onde virá para julgar os vivos e os mortos. 38. Em cuja vinda, todo homem ressuscitará com seus corpos, e prestarão conta de sua obras. 39. E aqueles que houverem feito o bem irão para a vida eterna; aqueles que houverem feito o mal, para o fogo eterno. 40. Esta é a fé Universal, a qual a não ser que um homem creia firmemente nela, não pode ser salvo. [3]» (LER)

A Sonolência Espiritual dos Cristãos


A sonolência espiritual é um tema bastante recorrente em todas as Escrituras Sagradas. É um dos maléficos vícios que o Diabo usa sorrateiramente para infiltrar no seio das Igrejas as desconfianças, querelas desnecessárias, rivalidades, contendas, heresias, divisões e mundanismo, obstaculizando assim a edificação dos crentes e o avanço da obra missionária (LER). Ela encerra efeitos perniciosos na espiritualidade e constitui um campo bastante fértil para o inimigo tentar tomar de assalto o Reino de Deus. A sonolência espiritual tem-se tornado cada vez mais uma realidade transversal nas nossas congregações, infelizmente. Basta vermos o estado indolente das Igrejas para concluirmos esta manifesta verdade. Desde logo, o défice acentuado nas lideranças eclesiásticas e a falta de autoridade espiritual dos Pastores, o descompromisso com a nobre causa do Evangelho e a proliferação da carnalidade no seio dos crentes são sinais evidentes desta grande crise que afecta drasticamente a Igreja de Cristo. Ao invés de se concentrar naquilo que é o substrato identitário da nossa tão maravilhosa salvação, descura-se deliberadamente de combater “o bom combate da fé”, dando inutilmente ouvidos "a fábulas e genealogias intermináveis, que mais produzem questões do que edificação de Deus, que consiste na fé” (1 Timóteo 1:4), acabando alguns por "naufragar na fé” (1 Timóteo 1:19). 

Uma das receitas para uma vida Cristã bem-sucedida é a constante vigilância espiritual e esta, por sua vez, remete-nos para a consagração, a santificação, o serviço e oração. A oração é um antídoto eficaz para vencermos o Diabo na força do Espírito Santo (vide, por todos os exemplos, a parábola das dez virgens [Mateus 25:1-13], a parábola dos talentos [Mateus 25:14-30], a oração do Senhor Jesus em Getsémani [Mateus 26:36-46; Marcos 14:32-42], a armadura de DEUS (Efésios 6:10-20). Por isso, o Senhor Jesus adverte-nos a vigiar sempre e orar para que não entremos em tentação [Mateus 26:41]). E na mesma esteira do pensamento, o Apóstolo Paulo vai ao ponto de admoestar para perseverarmos na oração, vigiando permanentemente com acções de graças (Colossenses 4:2)A vigilância liberta-nos da letargia espiritual e leva-nos a estar plenamente sintonizados com DEUS e a Sua Santa Palavra (LER). E mais, ela habilita-nos a conhecer melhor o tempo em que estamos a viver e da urgência da nossa salvação (Romanos 13:11-14; Mateus 24:42; Lucas 21:36), bem como ajudar-nos-á ainda a esclarecer eventuais inquietações que vão surgindo ao longo da nossa peregrinação (Habacuque 2:1) e, acima de tudo, para estarmos sempre firmes na fé no meio das adversidades e provações (1 Coríntios 16:13). 

Acontece que, por razões de várias ordens, estas salutares prescrições bíblicas não têm estado a receber um acolhimento bastante favorável por parte da generalidade dos Cristãos, razão pela qual confrontamo-nos com sérias superficialidades e uma vida Cristã sem qualquer tipo de expressividade. A Igreja é usada como antro de promiscuidade, convertendo-se em auto-promoções, tráfico de influências, conluios, rivalidades, ajustes de contas, represálias, desvios de fundos, enriquecimentos ilícitos, imoralidade sexual e corrupção. Ela tornou-se num mercantilismo de ilusões, onde os valores materialistas e “o evangelho da prosperidade” são enfatizados e explorados até à exaustão, em detrimento da genuína conversão e santidade da vida Cristã (LER). Todos estes flagelos ameaçadores da nossa unidade eclesiástica remetem-nos indubitavelmente para a sonolência espiritual e esta é ocasião favorável para o poder do mal. É um profundo entorpecimento da alma, segundo o Papa Bento XVI, “que não se alarma com o poder do mal no mundo, com toda a injustiça e com todo o sofrimento que devastam a Terra. É um embotamento que prefere não se dar conta de tudo isso; tranquiliza-se com o pensamento de que tudo, no fundo, não é assim tão grave, podendo deste modo continuar a autocomprazer-se na sua própria vida saturada. Mas este embotamento das almas, esta falta de vigilância seja quanto à proximidade de Deus, seja quanto à força ameaçadora do mal confere ao maligno um poder no mundo”[1]

É preciso, no entanto, com carácter de urgência, superar definitivamente esta apatia espiritual, revigorando o nosso "primeiro amor” (Apocalipse 2:4) com vista a dar primazia o Reino de DEUS e a Sua Justiça (Mateus 6:33). Digo isto, escrevia peremptoriamente o autor sagrado, porque a nossa salvação está agora mais perto de nós do que quando aceitamos a fé. A noite é passada, e o dia é chegado. Rejeitemos, pois, as obras das trevas, revestindo-nos plenamente do Senhor Jesus Cristo (Romanos 13:11-14). Por isso, "desperta, tu que dormes, e levanta-te dentre os mortos, e Cristo te iluminará" (Efésios 5:14)Só assim conseguiremos ser eficazmente "sal e luz do mundo” (Mateus 5:13-14), dando intrepidamente o testemunho impoluto do Evangelho e consequentemente ganhar muitas almas para o Reino de DEUS. Que assim seja sempre nas nossas vidas. 



[1] Joseph Ratzinger/Bento XVI, in "Jesus de Nazaré [Da Entrada em Jerusalém até à Ressurreição”], p. 129, Editora, Principia, Cascais, 2011. 

Dia Mundial do Livro


Eu, Térsio Vieira, com o livro da minha vida – A Bíblia Sagrada. 

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Dizem que hoje é o "Dia Mundial do Livro" e acredito que sim. Gosto muito da leitura, escrita, intelectualidade, racionalidade, cultura geral e de refugiar-me no confronto saudável de ideias. É uma forma peculiar que disponho para tentar reconciliar-me com o Mundo. Naturalmente, para ser bem-sucedido nestes salutares hábitos, é extremamente importante gostar dos livros e da leitura em especial, razão pela qual tenho feito inúmeras aquisições literárias ao longo dos anos e concomitantemente investido bastante na leitura. 

A vida ensina-nos de múltiplas formas. E uma delas é através dos livros. Ter o hábito da leitura e capacidade de discernimento, para saber examinar eficazmente tudo e reter o bem, é um passo importante e determinante para trilhar o caminho da sabedoria. E a sabedoria é a única virtude que nos dá acesso directo à felicidade. Por isso, encarnando esta grande verdade, tenho lido imenso e adoptado alguns bons livros comigo. No entanto, neste rol dos favoritos, o único livro de que jamais prescindo é a Bíblia Sagrada. Leio-o todos os dias, porque me tem ensinando muito e transformado radicalmente a minha vida a todos os níveis. Toda a Escritura, tal como peremptoriamente sustentava o Apóstolo Paulo, "é inspirada por Deus e serve para ensinar, convencer, corrigir e educar, segundo a vontade de Deus, a fim de que quem serve a Deus seja perfeito e esteja pronto para fazer tudo o que é bom" (2 Timóteo 3:16). 

A PALAVRA DO SENHOR (18): Quem Tem Ouvidos Para Ouvir, Que Ouça


“Chefes de Sodoma, ouçam a palavra do Senhor, povo de Gomorra, escuta o ensinamento do nosso Deus. O Senhor diz: «Por que é que me oferecem tantos sacrifícios? Estou farto dos vossos holocaustos de carneiros e da gordura dos vossos vitelos. Já me repugna o sangue dos touros, dos carneiros e dos cabritos. Vêm à minha presença, mas quem é que vos convidou para entrarem no átrio do meu templo? Não me tragam mais ofertas sem valor, tal incenso é abominável para mim. Já não suporto as festas inúteis que celebrais pela lua nova, aos sábados e noutras assembleias solenes. Detesto as vossas festas da Lua Nova e as vossas solenidades fazem-me tanto nojo que já não as suporto mais. Quando levantam as mãos para orar, eu desvio os meus olhos. Bem podem multiplicar as vossas orações que eu não as ouço, porque as vossas mãos estão manchadas de sangue. 

Lavem-se e purifiquem-se! Afastem da minha vista as vossas maldades! Não voltem a praticar o mal! Aprendam a fazer o bem, procurem fazer o que é justo, ajudem os oprimidos, protejam os órfãos e defendam os direitos das viúvas. O Senhor diz: «Venham! Vamos discutir este assunto! Mesmo que os vossos pecados tenham a cor escura da púrpura hão de ficar brancos como a neve; mesmo que sejam vermelhos como escarlate, ficarão claros como lã. Se aceitarem ser obedientes, comerão os melhores produtos da terra; mas se insistem em ser rebeldes, é a espada que vos há de devorar!» O Senhor é quem o diz.” 

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(Profeta Isaías, in A Bíblia Sagrada, Isaías 1:1-20, Versão, A Boa Nova Em Português Corrente, Lisboa, Sociedade Bíblica de Portugal, 2004). 

Tertúlia e Vigília de Oração


Dentro de algumas horas estarei a participar como convidado especial na tertúlia promovida pelo Núcleo de Estudantes Africanos da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa (NEAFDUL), sob o tema: "Escravatura na Líbia – Um Problema do Mundo ou Africano?". Não devo distanciar-me muito da tese que outrora defendi aqui no Jornal Observador (LER). Espero que, à semelhança de outras tertúlias (LER), possa ser um debate intenso, profícuo e esclarecedor. 

E depois deste evento cívico-cultural dirigir-me-ei para as instalações da Igreja Evangélica Assembleia de Deus de Benfica, em Lisboa, a fim de tomar parte, juntamente com os meus patrícios guineenses, numa vigília de oração que terá início às 22h:00 até à alvorada, onde serei um dos oradores. Que seja, de facto, um tempo de bênção e edificação para glória de DEUS. 

A PALAVRA DO SENHOR (17): Quem Tem Ouvidos Para Ouvir, Que Ouça


«Naquilo que vou agora dizer não vos posso louvar. É que as vossas reuniões não contribuem para o bem, mas para o mal. Em primeiro lugar, ouço dizer que, mesmo quando se reúnem, ficam divididos. E, em parte, eu acredito. Diferenças até é conveniente que existam, para que se saiba quem são os verdadeiros crentes. Contudo, ao reunirem-se, não estão a agir como quem participa na ceia do Senhor, pois cada um leva consigo a ceia para comer, e enquanto uns ficam com fome outros embriagam-se. Não tem cada um a sua casa para lá comer e beber? Por que é que desprezam a igreja de Deus e vão envergonhar os que nada têm? Que querem que vos diga? Que vos louve? Neste ponto, não! 

De facto, eu recebi do Senhor aquilo que vos transmiti. Isto é, que o Senhor Jesus, na noite em que foi entregue, tomou pão, deu graças a Deus, partiu-o e disse: «Isto é o meu corpo, entregue para vosso benefício. Façam isto, em memória de mim.» Do mesmo modo, no fim da ceia tomou o cálice e disse: «Este cálice é a nova aliança feita através do meu sangue. Sempre que dele beberem, façam-no em memória de mim. Portanto, sempre que comerem este pão e beberem este cálice, estão a anunciar a morte do Senhor até que ele venha. 

Assim, aquele que comer o pão e beber o cálice do Senhor de modo indigno é culpado de ofensa ao corpo e sangue do Senhor. Que cada um se examine a si mesmo e, assim, coma deste pão e beba deste cálice. Pois se não reconhece o corpo do Senhor, o que faz é comer e beber a sentença da sua própria condenação. É por isso que há muitos que estão fracos e doentes no vosso meio e até bastantes que estão mortos. Se nos examinarmos a nós mesmos, já não seremos julgados por Deus. Quando o Senhor nos julga, corrige-nos, para não sermos condenados com o mundo. 

Enfim, meus irmãos, quando se reunirem para a ceia do Senhor, esperem uns pelos outros. Quem tiver fome coma em casa, para que a reunião não vos traga o castigo de Deus. Quanto às outras coisas, darei ordens quando aí for.» 

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(Apóstolo Paulo, in A Bíblia Sagrada, 1 Coríntios 11:17-33, Versão, A Boa Nova Em Português Corrente, Lisboa, Sociedade Bíblica de Portugal, 2004). 

Um Dia, Uma Fotografia


O irmão Nsunda Eduardo e a irmã Isabel Eduardo, casal angolano da minha Igreja – a Evangélica Baptista da Amadora, num ambiente de confraternização, descontracção, cumplicidade e romantismo. 

A Justiça dos Homens


A Justiça dos homens nunca é perfeita nas suas várias configurações e dimensões antropológicas. Mesmo quando é hipoteticamente impoluta nunca é susceptível de gerar anuências holísticas por parte de terceiros. Na generalidade dos casos, tal como a experiência milenar tem indubitavelmente provado, ela é arbitrariamente forte com os fracos e fraco com os poderosos. Foi sempre assim desde os primórdios da Humanidade – tanto na sua tradição oral como quando está reduzida aos códigos. E este dilema vai permanentemente continuar enquanto subsistirem as pessoas e as sociedades. 

A Justiça num conceito latu sensu, como sabiamente formulado pelos reputados Jurisprudentes, Teólogos, Publicistas, Politólogos e Filósofos ao longo dos séculos, significa "dar a cada um o que merece". Ela desempenha um papel preponderante e determinante na consolidação do Estado de Direito, uma vez que as duas realidades são concomitantemente intrínsecas e indissociáveis uma da outra. Por isso, tendo em atenção esta manifesta verdade jurídica, John Rawls na sua célebre obra "Uma Teoria da Justiça" vai ao ponto de considerar que "cada pessoa beneficia de uma inviolabilidade que decorre da justiça, a qual nem sequer em benefício do bem-estar da sociedade como um todo poderá ser eliminada. Por esta razão, a justiça impede que a perda da liberdade para alguns seja justificada pelo facto de outros passarem a partilhar um bem maior. Não permite que os sacrifícios impostos a uns poucos sejam compensados pelo aumento das vantagens usufruídas por um maior número. Assim sendo, numa sociedade justa a igualdade de liberdade e direitos entre os cidadãos é considerada como definitiva; os direitos garantidos pela justiça não estão dependentes da negociação política ou do cálculo dos interesses sociais", encerrava peremptoriamente. Tese, igualmente, acolhida e sustentada por Ronald Dworkin em "Justiça para Ouriços"

Não se pode falar, no entanto, do Direito, da Liberdade, da Igualdade sem previamente falar do primado da Justiça. Todos estes conceitos emanam da Justiça e dependem inteiramente dela para a sua eficaz exequibilidade. A partir do momento que, numa determinada sociedade, a Justiça é deficitária ou preterida isto acaba por obstar à autonomia do Estado de Direito, consubstanciando radicalmente no leviatã estatal. Daí entendermos que a Justiça tem primazia em tudo: está acima da Democracia, da Lei, do Contrato Social e, em determinados casos, do próprio conceito de Direito e da Auto-determinação. 

Sabemos que a justiça dos homens nem sempre segue escrupulosamente esta tramitação axiológica, tendo em conta a oposição dos vários interesses em jogo, optando por enveredar pelo caminho do negacionismo, discricionariedade e relatividade dos grandes Princípios e Valores. E perante esta proliferação miasmática, a consequência não poderia ser mais do que um défice acentuado na concepção da Justiça, com profundas implicações no comportamento social. 

A única alternativa soteriológica que nos resta, a nosso ver, prende-se com a reconfiguração total do actual modelo pernicioso de Justiça que a generalidade das sociedades ditas "livres" adoptaram, procurando acima de tudo ajustá-la a um cânone mais realista e com a supremacia total dela face a quaisquer outras valorações humanas.

Dura Lex, Sed Lex


"A lei é dura, mas é a lei", diziam sabiamente os romanos sobre o conceito austero e imparcial da Justiça. Mesmo assim, usando a piedade Cristã que a Palavra de DEUS nos insta efusivamente a ter para com o próximo, sinto imenso pena de Luiz Inácio Lula da Silva (ALI) e (AQUI). Sem emitir propriamente qualquer tipo de juízo de valor sobre o seu mediático julgamento, e sem prejuízo que se faça inteiramente Justiça, não consigo regozijar-me com esta sua penosa sorte, tal como vejo satisfatoriamente muitas pessoas fazer, inclusive os crentes no Senhor Jesus. Espero que este seu encarceramento possa servir de oportunidade para ele se deixar penetrar pela salvífica luz Divina. 

E mais, para concluir, este controverso processo judiciário de Lula da Silva remete-nos para vários cálculos objectivos, máxime da efemeridade terrena do poder, riqueza, fama e glória. Comungando holisticamente desta inequívoca verdade soteriológica, o monge agostiniano Tomás de Kempis vai ao ponto de formular inspiradamente: "o quam cito transit gloria mundi" (o quão rapidamente passa a glória do mundo). A glória do mundo é, de facto, passageira. 

A Aniversariante


A vida e a saúde são dos dons mais preciosíssimos que o ser humano dispõe. São inquestionavelmente dos maiores e mais importantes bens naturais desta vida. Todas as outras conquistas e felicidades terrenas derivam indubitavelmente delas. Partindo deste manifesto pressuposto, o Apóstolo Paulo vai ao ponto de admoestar os fiéis Cristãos que "se tivermos alguma coisa que comer e com que nos vestir, é quanto basta", alertando ainda para os perigos associados aqueles que vivem obcecadamente pelos efémeros valores materialistas, levando-os "a mergulharem na ruína e na destruição" (1 Timóteo 6:9-10). 

Depois do meu irmão Roberto Vieira ter celebrado o seu aniversário anteontem foi (LER), hoje, a vez da sua mulher Guida Sá Vieira, a minha cunhada. Quero, por isso, da mesma sorte, aproveitar esta ocasião especial para felicitá-la. Querida Guida Sá Vieira, faço votos para que esta data se repita por longos anos – sempre com vida e saúde ao lado de toda a nossa família e entes queridos. Que o Todo-poderoso DEUS atenda os legítimos desejos do teu coração. Todas as felicidades do tempo e da eternidade. 

O Aniversariante


O meu irmão e a sua mulher, a minha cunhada, Guida Sá Vieira 

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Eu vim de uma família numerosa e com diferentes graus de parentesco. Tenho bastantes irmãos que, por sua vez, geraram preciosíssimos filhos. Além desta maravilhosa parentela consanguínea, que DEUS graciosamente me ornamenta e a minha família possuo, da mesma sorte, irmãos pátrios, os que adoptei por afinidade e irmãos na fé Cristã que devotamente professo. Tenho, por isso, incontáveis irmãos de várias origens, raças e proveniências, inclusive alguns "perdidos" neste “Vale de Lágrimas” que jamais terei oportunidade de conhecer um dia. Digamos, de forma abreviada, que sou irmão de uma grande parte da Humanidade. 

Dito isto, e tendo em conta a celebração do aniversário hoje do meu mano mais velho Roberto Vieira (ALI) e (AQUI), quero aproveitar esta importante ocasião para desejar-lhe os mais profundos parabéns. Estimado irmão, que o Todo-Poderoso DEUS ricamente te abençoe e te guarde ao lado de toda a nossa família e pessoas amigas, especialmente que sejas sempre bem-sucedido em tudo quanto fazes. E que a Graça do nosso Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus Pai e a comunhão do Espírito Santo sejam contigo para toda a eternidade. 

Um Dia, Uma Fotografia


O meu irmão, Roberto Vieira (LER), num ambiente descontraído com os colegas da CPLP, no "Curso sobre Crescimento Inclusivo" organizado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) e pelo Banco de Portugal, em Lisboa. 

A Páscoa do Senhor Jesus Cristo na Teologia da Salvação



Hoje é um dia bastante especial para todo o Mundo Cristão. Celebra-se a Páscoa, isto é, o triunfo do Senhor Jesus Cristo sobre a morte e consequentemente a libertação da Raça Humana outrora perdida pelo lamaçal do pecado (LER). Partilho, por isso, convosco, este vídeo onde procuro abordar tão importante temática nas suas várias vertentes teológicas dentro das Escrituras Sagradas. Tenha um bom proveito na visualização e uma boa Páscoa. 

I Remember Calvary



Como não lembrar da Via-Sacra do Senhor Jesus para a nossa redenção? Espero, com a ajuda do Santo Espírito Santo, nunca esquecer esta Grande Verdade soteriológica na minha vida e poder permanentemente partilhá-la com os meus familiares, amigos, conhecidos, desconhecidos e o mundo em geral. 

A PALAVRA DO SENHOR (16): Quem Tem Ouvidos Para Ouvir, Que Ouça


“Foi antes da festa da Páscoa. Jesus sabia que tinha chegado a sua hora de deixar este mundo para ir para o Pai. E ele, que amou sempre os seus que estavam no mundo, quis dar-lhes provas desse amor até ao fim. Estavam a cear. O Diabo já tinha metido no coração de Judas, filho de Simão Iscariotes, a ideia de atraiçoar Jesus. Jesus sabia que o Pai lhe tinha dado toda a autoridade, que tinha vindo de Deus e que voltaria em breve para Deus. Levantou-se então da mesa, tirou a capa e pegou numa toalha que pôs à cintura. Depois deitou água numa bacia e começou a lavar os pés aos discípulos e a enxugá-los com a toalha. Aproximou-se Simão Pedro que lhe disse: «Senhor, tu vais lavar-me os pés?» Jesus respondeu-lhe: «O que eu faço, tu não o podes entender agora, mas hás de compreendê-lo mais tarde.» Pedro insistiu: «Nunca hei de consentir que me laves os pés.» «Se eu não te lavar», respondeu-lhe Jesus, «não podes partilhar da minha vida.» Simão Pedro replicou: «Senhor, nesse caso não me laves só os pés, mas também as mãos e a cabeça!» Disse-lhe Jesus: «Aquele que já tomou banho está limpo e não precisa de lavar senão os pés. Vocês estão limpos, mas não todos.» Jesus sabia qual era o discípulo que o havia de atraiçoar. Por isso disse: «Nem todos estão limpos.» 

Depois de lhes lavar os pés, Jesus pôs a capa pelas costas, sentou-se de novo à mesa e perguntou-lhes: «Compreendem o que eu acabo de vos fazer? Chamam-me Mestre e Senhor e têm toda a razão, porque o sou. Se eu, que sou Senhor e Mestre, vos lavei os pés, também de agora em diante devem lavar os pés uns aos outros. Dei-vos o exemplo para que, assim como eu fiz, o façam também uns aos outros. Reparem bem no que vos digo: o servo não é maior que o seu senhor, nem o enviado é maior que aquele que o envia. Já sabem o que é preciso fazer. Felizes serão se o puserem em prática. Não me refiro a todos vós, pois bem sei os que escolhi. Mas é preciso que se cumpra a palavra da Sagrada Escritura: O homem que come o pão comigo voltou-se contra mim. Desde já vos digo estas coisas, antes que elas aconteçam para que, quando acontecerem, acreditem que Eu sou aquele que sou. Fiquem a saber que se alguém receber aquele que eu enviar, recebe-me a mim. E quem me receber, recebe também aquele que me enviou.» 

Depois de ter pronunciado estas palavras, Jesus sentiu-se muito comovido. Então declarou abertamente: «Fiquem a saber que um de vós me vai atraiçoar.» Os discípulos olhavam uns para os outros sem saberem de quem falava. Um dos discípulos, aquele que Jesus amava de modo especial, estava reclinado ao seu lado. Simão Pedro fez-lhe sinal para perguntar a Jesus a quem é que ele se referia. Esse discípulo inclinou-se para Jesus e perguntou-lhe: «Senhor, quem é ele?» «É aquele a quem eu der o bocado de pão que vou molhar no prato.» Jesus pegou depois num pedaço de pão, molhou-o e deu-o a Judas, filho de Simão Iscariotes. Logo que Judas comeu o pedaço de pão, Satanás apoderou-se dele. Depois Jesus disse-lhe: «Faz depressa o que tens a fazer.» Nenhum dos que estavam à mesa compreendeu por que é que Jesus disse aquilo a Judas. Como este estava encarregado da bolsa do dinheiro, muitos pensaram que Jesus lhe estava a pedir para comprar as coisas necessárias para a festa da Páscoa, ou então para dar alguma coisa aos pobres. Judas comeu o pão e saiu imediatamente. Era noite.” 

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(Palavras do Senhor Jesus Cristo, in A Bíblia Sagrada, Evangelho segundo João 13:1-30, Versão, A Boa Nova Em Português Corrente, Lisboa, Sociedade Bíblica de Portugal, 2004).

Um Dia, Uma Fotografia


Amizade é uma característica riquíssima nos seus vários sentidos etimológicos, especialmente nos tenebrosos dias que correm. É uma das nobres e maiores afeições naturais que o ser humano dispõe no seu relacionamento com o próximo. Encarná-la autenticamente é reflectir, em última instância, a natureza divina no nosso substrato identitário. Não se pode manifestar amizade sem previamente ter amigos. Os dois termos são concomitantemente intrínsecos e indissociáveis, visando o bem-estar do próximo. Por isso, ciente desta grande verdade antropológica, o Rei Salomão vai ao ponto de colocar no mesmo nível a genuína amizade com a fraternidade, considerando que "há amigos mais íntimos do que os irmãos" (Provérbios 18:24).  

O João Paulo Martins além de ser o meu amigo também é o meu irmão em Cristo. Pertencemos à mesma Igreja, a Evangélica Baptista da Amadora. Somos professores da Escola Bíblica Dominical da classe de Jovens. Nos últimos tempos, tal como registei aqui oportunamente (LER), tem colaborado comigo na gravação e edição dos vídeos para o meu canal no youtube. Voluntária-se, sempre que lhe solicito, para vir ter comigo em minha casa a fim de gravarmos. Tem sido uma oportunidade única para também debruçarmo-nos sobre a Teologia e a realidade política brasileira. Naturalmente, de forma pontual, temos tido algumas divergências de opinião. Mesmo assim, como sustentava o Apóstolo Paulo, "o saber ensoberbece, mas o amor edifica" (1 Coríntios 8:1). E o cordão umbilical que nos une é, acima de tudo, o amor Cristão. Sempre será assim para a nossa comunhão e edificação. 

A PALAVRA DO SENHOR (15): Quem Tem Ouvidos Para Ouvir, Que Ouça


"Jesus falou depois à multidão e aos seus discípulos desta maneira: «Os doutores da lei e os fariseus têm autoridade para explicar a Lei de Moisés. Tudo o que eles vos mandam, devem aceitá-lo e pô-lo em prática, mas não imitem o que eles fazem. É que eles dizem uma coisa e fazem outra. Arranjam fardos impossíveis de suportar e colocam-nos às costas dos outros. Mas eles mesmos nem com um dedo lhes querem tocar. Tudo o que fazem é só para os outros verem. Trazem frases piedosas na testa e mandam pôr largas franjas nas capas. Gostam de ocupar os lugares mais importantes nos banquetes e os assentos de mais destaque nas sinagogas. Gostam de ser saudados nas praças públicas e de que o povo os trate por Mestres. Mas não deixem que ninguém vos trate por Mestres, porque só um é o vosso Mestre e vocês são todos irmãos. Também não devem chamar pai a ninguém aqui na terra, porque um só é o vosso Pai celestial. Nem queiram que vos chamem chefes, porque um só é o vosso chefe, o Messias. Quem de vós for o maior deve pôr-se ao serviço dos outros. Pois todo aquele que se engrandece será humilhado e todo o que se humilha será engrandecido.» 

Jesus disse: «Ai de vós, doutores da lei e fariseus fingidos! Fecham a porta do reino dos céus na cara das pessoas. Não entram, nem deixam entrar os que gostariam de o fazer. Ai de vós, doutores da lei e fariseus fingidos! Devoram os bens das viúvas e desculpam-se com longas orações. Mas Deus há de castigar-vos ainda mais por causa disso. Ai de vós, doutores da lei e fariseus fingidos! Correm o mundo inteiro para arranjarem um adepto mas, quando o conseguem, tornam-no duas vezes mais merecedor do inferno que vocês. Ai de vós, conselheiros cegos! Ensinam que se uma pessoa jurar pelo templo, isso não tem importância, mas se jurar pelo ouro do templo, então fica obrigada a cumprir o que jurou. Ó insensatos e cegos! Que é mais importante? O ouro, ou o templo que torna o ouro sagrado? Também costumam ensinar que se uma pessoa jurar pelo altar, isso não tem importância, mas se jurar pela oferta posta sobre o altar, então fica obrigada a cumprir o que jurou. Ó cegos! Que é mais importante? A oferta ou o altar que torna a oferta sagrada? Assim pois, quando uma pessoa jura pelo altar, jura por ele e por tudo o que está em cima dele. Aquele que jura pelo templo, jura por ele e por Deus que nele habita. E aquele que jura pelo céu, jura pelo trono de Deus e pelo próprio Deus que nele está. Ai de vós, doutores da lei e fariseus fingidos! Dão a Deus a décima parte da hortelã, do endro e dos cominhos, e põem de lado as coisas mais importantes da lei, tais como a justiça, a misericórdia e a fidelidade. Estas coisas é que era preciso cumprir, sem desprezar as outras. Conselheiros cegos! Vocês são daqueles que coam um mosquito, mas engolem um camelo! Ai de vós, doutores da lei e fariseus fingidos! Limpam a parte de fora do copo e do prato, mas a parte de dentro está cheia de roubos e violências. Fariseu cego! Limpa primeiro a parte de dentro do copo, para que a de fora também possa ficar limpa. Ai de vós, doutores da lei e fariseus fingidos! São semelhantes a túmulos caiados. Por fora parecem muito bonitos, mas por dentro estão cheios de ossos de mortos e de toda a espécie de podridão. Assim são vocês: por fora parecem muito boas pessoas aos olhos dos outros, mas lá por dentro estão cheios de fingimento e maldade. Ai de vós, doutores da lei e fariseus fingidos! Constroem os túmulos dos profetas e fazem belos monumentos aos mártires, e declaram: “Se tivéssemos vivido nos tempos dos nossos antepassados, não nos teríamos juntado a eles para matar os profetas!” Desse modo confessam que são descendentes daqueles que assassinaram os profetas. Acabem então o que os vossos antepassados começaram! Serpentes! Raça de víboras! Como é que hão de escapar à condenação do inferno? Por isso eu vos mandarei profetas, sábios e mestres; mas vocês hão de matar alguns e crucificar outros, espancar alguns nas sinagogas, perseguindo-os de cidade em cidade. Portanto, é sobre vocês que há de cair o castigo pela morte de todos os inocentes, desde Abel, o justo, até Zacarias, filho de Baraquias, que vocês assassinaram entre o templo e o altar. Fiquem sabendo que é sobre esta geração que vai cair o castigo por tudo isto!» 

Jesus continuou: «Oh, Jerusalém, Jerusalém! Matas os profetas e apedrejas os mensageiros que Deus te envia! Quantas vezes eu quis juntar os teus habitantes como a galinha junta os pintainhos debaixo das asas! Mas tu não quiseste. Agora, a tua casa vai ficar abandonada! E digo-vos que não voltarão a ver-me até à altura em que disserem: “Bendito seja aquele que vem em nome do Senhor!”»" (LER)

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(Palavras do Senhor Jesus Cristo, in A Bíblia Sagrada, Evangelho Mateus 23:1-39, Versão, A Boa Nova Em Português Corrente, Lisboa, Sociedade Bíblica de Portugal, 2004).