Epílogo Sentimental de Quem Muito Sofre VI


“Pedi tão pouco à vida e esse mesmo pouco a vida me negou. Uma réstia de parte do sol, um campo próximo, um bocado de sossego com um bocado de pão, [o] não me pesar muito o conhecer que existo, o não exigir nada dos outros nem exigirem eles nada de mim… Isto mesmo me foi negado, como quem nega a esmola não por falta de boa alma, mas para não ter que desabotoar o casaco. Escrevo, triste, no meu quarto quieto, sozinho como sempre tenho sido, sozinho como sempre serei. E penso se a minha voz, aparentemente tão pouca coisa, não encarna a substância de milhares de vozes, a fome de dizerem-se de milhares de vidas, a paciência de milhões de almas, submissas como a minha ao destino quotidiano, ao sonho inútil, à esperança sem vestígios. Nestes momentos meu coração pulsa mais alto por minha consciência dele. Vivo mais porque vivo maior. Sinto na minha pessoa uma força religiosa, uma espécie de oração, uma semelhança de clamor. Mas a reacção contra mim desce-me da inteligência…” 

(Fernando Pessoa, in Livro do Desassossego, Assírio & Alvim, Lisboa, 2012, p. 44). 

Um Dia, Uma Fotografia


Com os meus estimados amigos Dénis Andrade, Hugo Silva e eu em Sófia, capital da Bulgária, a celebrar a amizade. Depois de termos estado primeiramente por Israel, Grécia e terminando a aventura em Espanha. Foi mesmo uma experiência gratificante, formidável e sem precedentes. 

O Aniversariante


O meu querido sobrinho Romildo Vieira comemora hoje 12 primaveras. Na qualidade de tio, tenho procurado na medida do possível acompanhá-lo ao longo destes gratificantes anos, notando, sobretudo, o seu acentuado crescimento nos mais variados domínios da fase petiz em que se encontra. Alegro-me imenso com a postura decorosa, obediente e irrepressível que o meu sobrinho tem perfilhado até aos dias de hoje. Espero que continue sempre assim. 

Estimado Romildo, muitos parabéns e feliz aniversário. Faço votos que sejas bem-sucedido em tudo quanto fazes. Que a Graça, o Amor, a Paz e a Bondade do nosso Eterno e Todo-poderoso DEUS te sigam todos os dias da tua vida.        

A Equivocada Mundividência dos Dissolutos


Há uma tremenda confusão ideológica que grassa cada vez mais na consciência dos autoproclamados "progressistas modernos" dos nossos tenebrosos dias, que tentam a todo o custo impor socialmente as suas libertinas apologias, baseando-se no falso pretexto do "avanço civilizacional" (LER). Misturam o conceito do género, do feminismo, da sexualidade e da homossexualidade num mesmo cardápio de ideias. As quatro realidades são manifestamente dissociáveis e concomitantemente cognoscíveis. O género tem uma base biológica incontornável, reflectindo-se na forma peculiar de estar do homem e da mulher, razão pela qual ambos são diferentes em termos fisiológicos e iguais em dignidade por serem criados à imagem e semelhança do Eterno DEUS. O feminismo tradicional, defendido no século XIX por Elizabeth Cady Stanton e parcialmente por Simone de Beauvoir sobre a emancipação da Mulher, é totalmente legítimo e justo. Comungo dele, não obstante não perfilhar holisticamente do exacerbado feminismo apregoado nos dias de hoje nem do descabido machismo, visto que ambas as ideologias são redutoras na sua mundividência, pois exprimem apenas parcelarmente aquilo que é a verdadeira essência do ser humano na sua plenitude. Detesto o sexismo a todos os níveis. E mais, entendo que a defesa da liberdade e a afirmação do Principio da Igualdade entre o homem e a mulher deveria ser a causa de todos os comuns dos mortais, independentemente de outras realidades exteriores (LER). No entanto, esta luta não pode ser subvertida para dar lugar à imoralidade, tal como temos vindo toleradamente a assistir. A sexualidade é a consequência natural da diferenciação do género. Tanto que, por esta razão, os homens têm pénis e as mulheres a vagina, com todas as implicações antropológicas que isto representa, sobretudo na perpetuação da raça humana (LER). A homossexualidade é um desvio sexual extremamente preocupante. É uma adulteração da ordem natural de viver a sexualidade (ALI) e (AQUI). É, em suma, um atentado gravíssimo à continuação da raça humana (já se viram se essas aberrações comportamentais um dia triunfarem o que será da Humanidade?). Em vez do Homem procurar soluções viáveis para sanear, de forma definitiva, o cancro da homossexualidade está cada vez mais a promovê-la como sendo algo idóneo. São mesmo os sinais dos tempos, ou melhor, os dias do fim (LER)

Um Dia, Uma Fotografia


Nesta foto está bem ilustrada por que razão vou encarnando pontualmente a "veia proustiana" de nostalgia do regresso ao meu longínquo passado. Tal como escrevi aqui em tempos, o passado será sempre presente quando recordámo-lo, sobretudo aquele passado aprazível que encerra marcas indeléveis que jamais conseguiremos extinguir da comunhão da memória. Quando lembro da minha feliz e saudosa infância em Bissau desperta-me sempre um sentimento de gozo indescritível (LER). É como um verdadeiro regresso ao "espírito do tempo". Uma momentânea redenção soteriológica que inunda o meu pobre ser. 

Le Plus Important Est Toujours Aimer


O essencial é que a virtude do Amor esteja sempre presente no nosso relacionamento diário para com o próximo. O mais importante é sempre amar.  
O Importante é que a Virtude do Amor Esteja Sempre Presente nos Nossos Relacionamento para/com o Próximo 

O Ministério do Púlpito (6): Saber Discernir o Tempo


Estivemos no passado domingo a pregar no culto da manhã da nossa igreja, a Evangélica Baptista da Amadora. O título da mensagem foi "Saber Discernir o Tempo" (LER), tendo como texto de apoio Mateus 24:1-14. Este capítulo, segundo alguns reputados biblistas, é um dos mais difíceis de interpretar do Novo Testamento, tal como o livro de Apocalipse, visto que envolve complexos temas escatológicos. Mesmo assim, procurámos não entrar demasiadamente em especulações teológicas e atermo-nos apenas aos aspectos práticos de cada um dos versículos em apreço. 

Talvez o texto mais decisivo para compreendermos holisticamente toda a teologia por detrás das afirmações proféticas do Senhor Jesus Cristo foi o facto d`Ele ter livremente saído do templo (Mateus 24:1). Esta saída coincidiu com a Nova Aliança pré-estabelecida por DEUS, desde os primórdios do mundo, e revelado no Antigo Testamento. Por isso, não foi uma saída qualquer como Ele fez em outras ocasiões do Seu ministério terreno. O Filho do Homem retirou-se definitivamente do templo para nunca mais voltar a entrar nele. Abandonou-o triste com a adulteração do culto a que ele foi infelizmente reduzido pelas polutas autoridades judaicas, permitindo assim o sacrilégio dos vendilhões dentro dele (LER), somando a incredulidade do povo em relação à Sua pessoa, não obstante as inúmeras tentativas do Senhor Jesus em congregá-los como a galinha ajunta os seus pintos debaixo das asas. No entanto, eles deliberadamente não quiseram (Mateus 23:37), confirmando-se as palavras do Evangelista João sobre o Messias que "veio para o que era seu, e os seus não o receberam" (João 1:11). São factores determinantes que condicionaram esta inevitável saída do Filho de DEUS do templo, mormente a concretização plena do Seu Reino na Terra. Podemos extrair, de forma cristalina, esta conclusão nos últimos dois versículos do capítulo anterior que expressamente diz: "eis que a vossa casa vai ficar-vos deserta; porque eu vos digo que, desde agora, me não vereis mais" (Mateus 23:38-39). A Glória do Senhor foi-se embora do pomposo templo  (Marcos 13:1-2). O outrora espaço sagrado de "shekiná" ficou definitivamente desabitado pelo Eterno Jeová. Já não é mais a casa do Eterno DEUS, tal como inúmeras vezes foi apelidado nas Escrituras Sagradas, mas sim "a vossa casa", isto é, dos incrédulos judeus e as suas ímpias autoridades. Em consequência disso, o anátema templo foi completamente destruído nos anos 70 d. C pelo império romano. 

E tal como sustenta o agora emérito papa Bento XVI: "Jesus amara o templo como propriedade do Pai (cf. 2, 49) e comprazera-Se em ensinar nele. Defendera-o como casa de oração para todas as nações e tinha procurado prepará-lo para tal fim. Mas sabia também que o período desse templo terminara e que algo de novo chegaria, relacionado com a sua morte e ressurreição" (in Jesus de Nazaré [Da Entrada em Jerusalém até à Ressurreição], Principia, Cascais, p. 39, 2011).Com efeito, este algo novo é a instauração da "era dos gentios", que se traduz na universalidade do Evangelho para todos os povos à face da Terra e a inauguração espiritual do novo templo (não feito pelas mãos humanas) no coração dos eleitos filhos de DEUS. O judaísmo passaria assim para um estado de desuso religioso em detrimento da ascensão universal do Cristianismo. 

Os discípulos, de acordo com o texto sagrado, perguntaram-Lhe: "dize-nos, quando serão essas coisas, e que sinal haverá da tua vinda e do fim do mundo?" (Mateus 24:3). Fazia-lhes imensa confusão a sentença do Senhor Jesus sobre o templo, pois tal sentença advém da sequência imediata dos discípulos lhe chamarem a atenção para a beleza da construção do templo (Mateus 24:1). Extraímos aqui, nesta curiosidade dos discípulos, três importantíssimas perguntas feitas ao Senhor Jesus, diferentemente de alguns biblistas que têm outra leitura. A primeira pergunta prende-se com os acontecimentos anunciados por Jesus sobre a destruição do templo; a segunda que sinal haverá da Sua vinda e, a última, o tempo exacto do fim do mundo. Aliás, os discípulos voltaram a interrogá-Lo sobre esta mesma temática momentos antes da sua ascensão aos céus  (Actos 1: 6). Apesar de toda esta natural curiosidade humana sobre os arcanos ocultos, o Senhor Jesus não revelou com total precisão o dia e a hora em que Ele há-de vir  (Mateus 25:13), porque ninguém mesmo sabe: nem os anjos no céu, nem o Filho. Só o Pai é que conhece este recôndito mistério  (Mateus 24:36)

O Senhor Jesus sentado no Monte das Oliveiras com autoridade divina para ensinar, e não como a dos doutores da lei (Mateus 7:29), respondeu sabiamente às referidas questões com as seguintes advertências: "acautelai-vos, que ninguém vos engane" (Mateus 24:4). A constante vigilância espiritual é fundamental para o sucesso da vida Cristã. Ela é, sem margem para dúvida, o antídoto para discernirmos correctamente os pseudo-messias e concomitantemente saber compreender plenamente em que tempo estamos de facto a viver  (Mateus 24:42; Romanos 13:11), bem como detectar os dissimulados profetas. Isto porque surgirão falsos cristos e profetas, e farão tão grandes sinais e prodígios que, se possível fora, enganariam até os escolhidos de DEUS  (Mateus 24:24; Marcos 13:7; 22; 2 Tessalonicenses 2:9-11). E, de seguida, o palco será de guerras e rumores de guerras ao redor do mundo, máxime a implacável perseguição e o martírio dos Cristãos. Por aumentar, de forma galopante, a iniquidade o amor de muitos esfriará. Nesta altura inúmeras pessoas apostatarão a fé. A galopante traição, o ódio, a heresia, o escândalo, a falsidade, as guerras, serão comuns no seio dos seres humanos, inclusive dentro das igrejas. Podemos constatar essas inequívocas verdades na pandemia que o mal exercerá na vida das pessoas, através dos versículos 5, 10, 11 e 12 do mesmo capítulo. A palavra "muitos" vai-se repetindo seis vezes nos primeiros doze versículos, sempre com a conotação pejorativa, com intuito de dar ênfase as calamidades daqueles tenebrosos dias. Os autênticos Cristãos sentirão na pele o preço de ser o testemunho fiel do Senhor Jesus Cristo. Mesmo assim, a Igreja triunfará e as portas do inferno não prevalecerão contra ela (Mateus 16:18 ; 2 Tessalonicenses 2:8)

O discurso escatológico do Senhor Jesus já se cumpriu parcialmente. Nos anos 70, tal como supra mencionado, Jerusalém foi conquistada pelos romanos, e, consequentemente, o templo profanado e destruído. Segundo o historiador judaico Flávio Josefo, mais de 1 100 000 pessoas perderam a vida com a estrondosa queda de Jerusalém. Outros historiadores entenderam que o número dos mortos é um pouco inferior relativamente ao que Josefo registou. De qualquer das maneiras, não deixa de ser uma autêntica carnificina. Por conseguinte, tudo isto configura apenas "o princípio das dores", que terá o seu ápice com o grande acontecimento da Segunda Vinda do Senhor Jesus e do fim do mundo. O cenário geral será tremendamente catastrófico. A Humanidade assistirá ainda aos piores horrores, que cairão sobre a face da Terra. A começar com fomes, pestes e terramotos em vários lugares (Mateus 24:7). As potências dos céus serão profundamente abaladas (Mateus 24:29). O livro de Apocalipse relata, com maior alcance prático-teológico, esta monstruosa situação, sendo óbvio que tudo procederá com a soberana permissão Divina. E se o Senhor não abreviasse aqueles dias, escrevia inspiradamente o Evangelista Marcos, nenhuma carne se salvaria; mas, por causa dos escolhidos, que escolheu, abreviou aqueles dias (Marcos 13:20).  Neste cenário maquiavélico, da era dos gentios, próximo já do fim do mundo, coincidirá também com a predestinada salvação dos judeus, pois todo o Israel será salvo  (Romanos 11:26-27; Isaías 59:20-21). O povo hebreu acabará por converter-se ao Cristianismo e reconhecerá o Messias como "bendito o que vem em nome do Senhor" (Mateus 23:39). 

Uma outra pertinente questão que se levanta neste importante discurso escatológico prende-se, sobretudo, com a forma como vai acontecer a Segunda Vinda do Senhor Jesus Cristo. Dito por outras palavras, quando e como será a volta do Messias? Poderá Ele, porventura, voltar a qualquer momento? Sobre estas difíceis perguntas, tem havido profundas divergências doutrinárias no meio dos teólogos de várias denominações dentro do Cristianismo. Uns entendem que o Senhor Jesus não pode voltar a qualquer momento, porque faltam ainda cumprir determinados sinais preditos nas Escrituras Sagradas, nomeadamente a pregação do Evangelho a todas as nações (Mateus 24:1-14; Marcos 13:10), os abalos dos céus (Mateus 24:29-30; Marcos 13:24-26; Lucas 21:25-27), o aparecimento visível do anticristo (1 João 2:18; 2Tessaloninceses 2:1-10), a grande tribulação (Mateus 24:15-22; Marcos 13:7-8; Lucas 21:20-24), a salvação de Israel (Romanos 11:12; 25-26). Outros, de forma peremptória, discordam deste entendimento, invocando que os referidos sinais já ocorreram, razão pela qual apelam aos crentes a permanente vigilância no sentido que o Senhor Jesus poderá voltar a qualquer momento. 

De facto, à luz das Escrituras Sagradas, há passagens bíblicas que concorrem para sustentar as duas posições em simultâneo. Como, então, harmonizar as duas apologias teológicas? Julgamos que, para um maior engajamento espiritual, devemos estar mentalizados todos os dias que o Senhor Jesus poderá voltar a qualquer momento. Ademais, somos inteiramente da opinião que dificilmente os crentes estarão completamente cientes da concretização plena dos eventos futuros que precederão a Segunda Vinda do Senhor Jesus, razão pela qual a nossa ignorância nesta matéria não invalida o regresso repentino do Filho do Homem. Desde logo, não se pode refugiar nos sinais supra invocados para objectar a vinda momentânea do Senhor Jesus, nomeadamente o facto do Evangelho ainda não ter sido pregado a todas as nações, uma vez que o Apóstolo Paulo vai ao ponto mesmo de sustentar que o referido Evangelho “já chegou a vós, como também está em todo o mundo; e já vai frutificando, como também entre vós, desde o dia em que ouvistes e conhecestes a graça de Deus em verdade” (Colossenses 1:5-6). E no versículo 23 do mesmo capítulo foi ainda mais categórico em afirmar que o "evangelho que tendes ouvido, o qual foi pregado a toda a criatura que há debaixo do céu, e do qual eu, Paulo, estou feito ministro”. O caro leitor perguntar-se-á: como é possível o Evangelho já ter chegado a todo o mundo e a toda a criatura logo no início do primeiro século? A resposta prende-se com o facto dos céus manifestarem a glória de DEUS e o firmamento anunciar a obra das suas mãos, fazendo com que a sua proclamação chegasse até ao fim do mundo e a sua mensagem fosse ouvida nos confins da Terra (Salmos 19:1-4). É a própria revelação universal de DEUS que acaba por ser a portadora fiel do Evangelho para toda a criatura, razão pela qual os homens são manifestamente indesculpáveis diante do Todo-poderoso DEUS (Romanos 1:18-21)

A nossa segunda objecção em relação ao cepticismo sobre a ocorrência da grande tribulação, é entendermos que jamais conseguiremos conceber na íntegra a medida proporcional deste sinal. Descortinar as linhas divisoras entre a tribulação e a grande tribulação não é, de todo, tarefa de somenos. No entanto, não será grande tribulação a constante e feroz perseguição que a Igreja de Cristo tem sofrido ao longo dos tempos por parte de alguns imperadores romanos e, posteriormente, pela União Soviética, os países muçulmanos e a China? Como é que o leitor qualificaria esta implacável hostilização dos Cristãos, inclusive de um inúmero incontável que vão sendo martirizados todos os dias pelo seu nobre testemunho do Evangelho? 

Quanto aos abalos literais das potências dos céus temos, em abono da verdade, algumas dúvidas sobre a sua ocorrência. Com efeito, somos da opinião que este sinal não será obstáculo à vinda repentina do Senhor Jesus, no sentido que ele poderá possivelmente ocorrer num curto espaço do tempo da Segunda Vinda do Filho de DEUS. Chegámos a esta conclusão em analogia com a forma como os céus foram drasticamente afectados aquando da crucificação do Senhor Jesus. A partir do meio-dia, escrevia o evangelista Mateus, “toda a terra ficou na escuridão até às três horas da tarde (…) A terra tremeu a as rochas estalaram. Os túmulos abriram-se e muitos dos justos falecidos ressuscitaram. Saíram dos seus túmulos e, depois da ressurreição de Jesus, entraram na Cidade Santa, onde muita gente os viu” (Mateus 27:45; 51-53). Este abalo cósmico durou apenas três horas até à morte do Senhor Jesus. Por que razão, caro leitor, não podem os sinais assombrosos no céu durar igualmente pouco tempo de intervalo com a Segunda Vinda do Senhor Jesus Cristo? Já parou para pensar nisso? 

Entrando no sinal concernente à manifestação visível do homem da iniquidade, o filho da perdição, o anticristo (1 João 2:18; 2 Tessalonicenses 2:1-10) – não temos margem para dúvidas que tem havido vários anticristos ao longo da História. No entanto, não são estes a que as passagens bíblicas especificamente se referem. É a rebelião em pessoa, o último e pior da série de anticristos, a besta relatada no capítulo treze do Apocalipse. Muitos distintos teólogos e Cristãos não hesitaram em considerar os antigos imperadores romanos, sobretudo Nero, Domiciano, como sendo autênticas figuras de anti-cristo, uma vez que autoproclamaram-se DEUS e exigiram culto aos seus súbditos. Outros julgaram que poderá ter sido Adolf Hitler, Joseph Stalin e até mesmo um dos papas da igreja católica, tendo em conta a perseguição que esta infringiu severamente aos Cristãos Evangélicos com a Reforma Protestante e a forma como o papa é venerado por muitos fiéis católicos, sem este pôr em causa tal flagrante idolatria. E a pertinente questão que se levanta é a seguinte: será, de facto, que uma dessas figuras poderá ser mesmo o anti-cristo? Eis o mistério que nos interpela. 

E, por fim, o sinal da salvação de Israel. Não entraremos nas várias especulações de que este sinal tem sido objecto pelos vários teólogos ao longo dos tempos, contudo comungamos inteiramente da opinião expressa nas Escrituras Sagradas que “todo Israel será salvo” (Romanos 11:26). E entendemos ainda este "todo Israel será salvo" como os eleitos judeus, que DEUS decretou soberanamente para a salvação – tanto os que foram salvos no passado como nos dias de hoje, ou os que vão sendo salvos depois da plenitude da "era dos gentios", que acima destacamos. Depois disso, o povo judeu reconhecerá definitivamente o Senhor Jesus como “bendito o que vem em nome do Senhor!” (Mateus 23:39). E, assim, confirmar-se-ão as inspiradas palavras do Apóstolo Paulo sobre esta realidade: “se o pecado dos judeus foi para proveito do mundo e a sua perda serviu para riqueza dos outros povos, quanto maior não será a bênção de Deus quando os judeus se converterem” (Romanos 11:12). A expressão “todo Israel será salvo” não deve ser entendida literalmente, visto que “nem todos os descendentes de Israel são o povo de Israel. Nem todos os descendentes de Abraão são seus verdadeiros filhos (…) Quer isto dizer que não são filhos de Deus os que nascem segundo a natureza. Apenas os que nascem conforme a promessa de Deus é que são considerados como seus verdadeiros filhos (Romanos 9:6-8). É nesta óptica espiritual que se deve entender e encarar a expressão “todo Israel será salvo”, isto é, apenas os judeus que fazem parte da promessa de DEUS para a salvação. Isto porque muitos judeus não passam de filhos do diabo, estando ao serviço dele, tal como o Senhor Jesus vai intrepidamente denunciar (João 8:41-44). Em suma, não entendemos a frase “todo Israel será salvo” como sendo todas as pessoas eleitas para a salvação (judeus e os gentios), nem tão pouco uma conversão em massa dos judeus no futuro, tal como muitos teólogos acerrimamente alegam, mas sim como os judeus que o Eterno DEUS predestinou para a salvação – podem ser poucos ou muitos. Podem, igualmente, vir a converter em massa muitos judeus no futuro como poderão ser um número bastante reduzido. Tudo dependerá da eleição de DEUS para com este povo. Por isso, a nosso ver, julgamos que este sinal não deve servir de pretexto para concluirmos que ele ainda não se concretizou; e que o Senhor Jesus não poderá ainda vir a qualquer momento. É uma realidade que transcende os nossos horizontes de conhecimentos. 

Partindo dos argumentos e contra-argumentos expostos, reiteramos a nossa humilde convicção que a Segunda Vinda do Senhor Jesus poderá acontecer a qualquer momento, não somente alicerçamos em inúmeros textos sagrados que apontam nesse sentido, mas também porque “sabemos em que tempo estamos a viver. Sabemos que já são horas de despertarmos do sono. A nossa salvação está agora mais próxima do que na altura em que recebemos a fé. A noite já vai longa e o dia está próximo” (Romanos 13: 11-12). Portanto, “Saber Discernir o Tempo”, de acordo com a Santa Palavra de DEUS, é o melhor antídoto para se triunfar espiritualmente. E isto passa por nos consciencializarmos das oposições, lutas, tribulações, perseguições, inclusive mortes, que muitos de nós poderemos sofrer por amor ao Evangelho. Mesmo assim, tais forças do mal não poderão pôr em causa a nossa já garantida salvação, bem como obstaculizar a propagação do Evangelho até aos confins do mundo. Ele, o Evangelho, de acordo com a Santa Palavra de DEUS, será poderosamente "pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as gentes, e então virá o fim" (Mateus 24:14). Louvado seja DEUS agora e para todo o sempre. Que assim seja. 

Consciência Missionária


A Grande Comissão é um dos imperativos mais importantes do ponto de vista eclesiástico. Ela concretiza-se nos sacramentos do Baptismo e na Ceia do Senhor  (Marcos 16:15-16; 1 Coríntios 11:23-26). Foi instituída pelo Senhor Jesus Cristo para os seus discípulos, aquando da Sua gloriosa ascensão aos céus, para aumentar o número dos que vão sendo salvos  (Mateus 28:16-18; Actos 2:47). O foco principal da Igreja no mundo é fazer discípulos de todas as nações, baptizando-os em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a guardar todos os cânones sagrados da Palavra de DEUS. 

Por isso, a fé Cristã é intrinsecamente missionária. Acontece que, por vicissitudes várias e supervenientes, há um certo tipo de indolência espiritual que mina cada vez mais as lideranças das igrejas e os crentes em particular, obstando a uma holística visão evangelizadora. No círculo Evangélico dito "tradicional" quase não se realizam missões, salvo algumas raras excepções, devido a um falso pretexto teológico de exacerbada ênfase na "graça irresistível" de DEUS. Uma interpretação extremamente abusiva das Sagradas Escrituras, estorvando assim o melhor avanço da Boa Nova da Salvação. No meio pentecostal e carismático vislumbra-se uma maior abertura e sensibilidade missionária. No entanto, em abono da verdade, muitas igrejas fazem-no de forma flagrantemente errada, devido à impreparação e apedeutismo teológico, somando ainda "os vendilhões do templo” (LER) que procuram tirar astutamente dividendos pessoais, enriquecendo inescrupulosamente à custa do Evangelho, despoletando, com o seu péssimo testemunho de vida, os maiores escândalos, que só envergonham o bom nome do Cristianismo. Todo este dilema consubstancia a profunda crise de fé em que estamos submergidos, ganhando cada vez mais contornos bastante preocupantes no impacto positivo do Evangelho no mundo. 

Há que admitir que muitos crentes e igrejas, no presente século mau em que vivemos, não estão comprometidos com a causa missionária. Não faz parte da sua agenda prioritária de vida. E para ludibriar o bom senso de alguns fiéis inconformados com a lamentável situação, lançam-se nas arengas tautológicas sobre missões que acabam por não ter quaisquer implicações e resultados espirituais. Temos, para vergonha nossa, mais teóricos de missões nas nossas congregações do que propriamente autênticos missionários devidamente comprometidos com a propagação do Evangelho e, consequentemente, salvação de almas perdidas para Cristo. 

O Senhor Jesus deu-nos um belo testemunho nesta imprescindível área da Igreja, "andando por todas as cidades e aldeias, ensinava nas sinagogas, anunciava a boa nova do reino de Deus" (Mateus 9:35). O Apóstolo Paulo, interiorizando bem esta grande verdade soteriológica, vai ao ponto de considerar "ai de mim se não anunciar a boa nova" (1 Coríntios 9:16). Foi por isso, na mesma esteira do pensamento, que os primeiros discípulos intensificaram fortemente os seus esforços missionários na propagação do Evangelho pelo mundo, honrando a sagrada missão que lhes foi outorgada pelo Senhor Jesus. Graças a DEUS, conseguimos, através do significativo esforço deles, beneficiar da preciosa Graça Redentora. Recai, da mesma sorte, sobre nós, a mesma responsabilidade de partilhá-la com o mundo perdido. Haverá consequências se negligentemente não o fizermos, tal como nos é requerido pelas Escrituras Sagradas, porque "este dia é dia de boas-novas, e nós nos calamos; se esperarmos até à luz da manhã, seremos tidos por culpados; agora, pois, vamos e o anunciemos à casa do rei”(2 Reis 7:9 [LER]). Que assim seja.  

Os Inimigos do Povo

Faz hoje precisamente 19 anos que alguns insubordinados militares guineenses, coadjuvados por politiqueiros que grassam na nossa praça pública (ndaures!), fizeram a sublevação militar que ceifou prematuramente a vida de inúmeras pessoas, deixando sequelas indeléveis no país que ainda hoje se repercutem negativamente na vida dos pobres guineenses. 7 de Junho de 1998 ficará definitivamente registado nos anais da História da Guiné-Bissau como uma data funesta, que contribuiu decisivamente para agravar o elevado índice de pobreza e de mortalidade que já vinham afectando drasticamente o nosso povo. 

Quero, do fundo do meu coração, prestar uma singela homenagem a todos os guineenses e não guineenses que tombaram nesta fratricida guerra, bem como aos que foram prejudicados por ela e continuam ainda hoje a carregar o enorme fardo dos seus efeitos colaterais. Quero, da mesma sorte, agradecer profundamente ao meu Eterno DEUS por me ter poupado a vida juntamente com toda a minha família. Ficámos em Bissau, a título de exemplo, nos momentos mais intensos e críticos da guerra, nomeadamente a violação do cessar-fogo de 31 de Janeiro do ano seguinte e posteriormente o massacre perpetrado deliberadamente no campo eclesiástico do CIFAB, que acolhia aproximadamente cinco mil pessoas, aquando da tomada de Bissau e o triunfo final dos rebeldes da Junta Militar sobre o governo. Foram lançadas ali quatro bombas, três delas caíram literalmente em cima dos inofensivos refugiados, matando um número bastante significativo de pessoas. Eu e parte considerável da minha família estávamos abrigados no referido local da Igreja Católica. Presenciámos todo este horror humano, para não falar de outras flagrantes situações em que nos encontrávamos mesmo perante "o vale da sombra da morte". Mesmo assim, pela maravilhosa graça de DEUS, nenhum mal nos aconteceu confirmando assim a célebre afirmação do salmista que "muitas são as aflições do justo, mas o Senhor o livra de todas" (Salmos 34:19). O SENHOR protegeu-nos e livrou-nos da morte certa que se teria abatido sobre nós no decorrer da guerra. Por isso, estou-Lhe penhoradamente grato por tudo o que fez por mim e pela minha família. Aleluia!

Um Dia, Uma Fotografia

(Os meus queridos sobrinhos, filhos do Evaristo Vieira (LER)  e da Marta Vieira, a celebrar, ontem, em Bissau, na escola em que estão inscritos, a festa do 1 de Junho. A princesinha desta primeira fotografia chama-se Ana Ester Gomes Vieira). 

(Filipe Gomes Vieira [o que está com a camisa de riscas vermelha, azul e branco à direita] "perdido" no meio dos colegas). 

(E, por fim, David Aleluia Gomes Vieira (VER) com a maninha Ana Ester).  

O Escriba Predestinado


Este pulo de publicar no Observador foi, de facto, um salto bastante inovador para um eremita como eu. Sinto-me, hoje, como quem "saiu do armário literário" (não costumo aventurar-me nestes efémeros mediatismo). Sempre resisti à tentação de demasiada exposição pública nos jornais desde que tenho vindo a escrever, mas desta vez cometi um deliberado "delito de opinião" e deixei-me seduzir intelectualmente para fora dos portões das "As Verdades". Ainda vou a tempo de me redimir e regressar, sem lesões psicossomáticas, ao meu discreto e aconchegado casulo de anonimato. 

O prolixo artigo enquadra-se no "Dia de África", que se celebra hoje. Procurei fazer um diagnóstico abrangente e apurado sobre a patente realidade política, económica e social do nosso famigerado Continente, através de um enquadramento histórico-sociológico para depois aferir na íntegra o âmago do problema e apresentar soluções exequíveis. Não me distanciei da posição que assumi nas recentes palestras em que fui convidado como perorador para falar da situação vigente em África. A primeira foi com o Núcleo de Estudantes da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa (NEAFDUL) para abordar a "História e Cultura dos Países Africanos". A segunda foi na semana passada com a Comunidade Evangélica Guineense da Igreja de Benfica, em Lisboa, subordinada ao tema: "A Idolatria em África". Fui congruente em tudo aquilo que falei nas duas palestras. Não somente denunciei intrepidamente a "Herança de Injustiças" que se vive em África como procurei carregar as suas dores. Foi, por assim dizer, um misto de sentimentos que inundou o meu pobre coração. Não é tarefa fácil falar e escrever sobre África, tendo em conta as vicissitudes várias que encerra. É muito pano para mangas, tal como diz sabiamente o adágio popular. 

No entanto, como sustentei no artigo, não obstante os recuos que África experimentou durante a sua História de auto-determinação, a data de 25 de Maio de 1963 jamais será esquecida pelos nativos do Continente, porque contribuiu decisivamente para abolir, de forma definitiva, a marginalização e a escravatura que outrora marcaram profundamente a vida de milhões de africanos ao longo dos séculos. 

Sem entrar mais em prolegómenos, recomendo vivamente a leitura do artigo  (LER). Tenha um bom proveito. Obrigado. 

Um Dia, Uma Fotografia


O irénico Professor Marcelo Rebelo de Sousa (LER) no meio de alguns elementos do Núcleo de Estudantes Africanos da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa (VER)A foto foi tirada no dia 24 de Maio de 2013. 

A PALAVRA DO SENHOR (10): Quem Tem Ouvidos Para Ouvir, Ouça


«Com efeito, Deus manifesta a sua ira divina contra toda a impiedade e injustiça cometida por aqueles que, pela sua injustiça, não deixam que se conheça a verdade. Deus castiga-os porque eles conhecem bem aquilo que se pode conhecer a respeito de Deus. Pois também a eles Deus se deu a conhecer. De facto, desde a criação do mundo, Deus que é invisível mostrou claramente o seu poder eterno e a sua divindade nas suas obras. Por isso não têm desculpa. Eles sabiam que Deus existe mas não o adoraram nem lhe deram graças como é devido. Pelo contrário, os seus raciocínios tornaram-se vazios e os seus corações insensatos perderam-se na escuridão. Dizem-se sábios mas não têm juízo. Em vez de darem glória ao Deus imortal, adoraram imagens do homem mortal e até adoraram imagens de aves, serpentes e outros animais. 
Por isso Deus abandonou-os às paixões dos seus corações e caíram em ações vergonhosas desonrando os seus próprios corpos. Trocaram o verdadeiro conhecimento de Deus pela mentira. Adoraram e serviram coisas criadas em vez de adorarem e servirem o próprio Criador, ele que deve ser adorado eternamente! Ámen. 
Por isso Deus os abandonou às paixões vergonhosas. Até as mulheres mudaram as relações naturais por relações contra a natureza. Da mesma maneira, os homens deixaram as relações normais com a mulher para arderem de paixão uns pelos outros. Caíram em ações vergonhosas uns com os outros e eles mesmos receberam o castigo dos seus erros. 
Uma vez que não tiveram em consideração o conhecimento de Deus, o próprio Deus os abandonou ao seu entendimento corrompido para fazerem o que não deviam. Encheram-se de toda a espécie de injustiças, perversidades, ambições, maldades, invejas, crimes, desordens, mentiras, falsidades e calúnias. Tornaram-se maldizentes, inimigos de Deus, insolentes, orgulhosos, arrogantes, intriguistas, rebeldes para com os pais, sem consciência, desleais, sem amor e desumanos uns para com os outros. Eles sabem muito bem que é lei de Deus que todos os que vivem assim merecem a morte. E não só fazem tais coisas mas até aprovam os outros que fazem o mesmo.» 

(Apóstolo Paulo, in A Bíblia Sagrada, Romanos 1:18-32, A Boa Nova Em Português Corrente, Lisboa, Sociedade Bíblica de Portugal, 2004).

Cântico dos Degraus, do Rei Salomão


«Se não for o Senhor a edificar a casa,
em vão trabalham os construtores.
Se não for o Senhor a guardar a cidade,
em vão vigiam as sentinelas.
De nada vos serve trabalhar de sol a sol
e comer um pão ganho com tanta fadiga,
quando Deus é que dá a prosperidade aos seus fiéis. 

Os filhos são uma dádiva do Senhor,
eles são uma verdadeira bênção.
Os filhos nascidos na nossa juventude
são como flechas nas mãos dum guerreiro.
Feliz o homem que tem muitas dessas flechas!
Não será envergonhado pelos seus inimigos,
quando tiver de se defender diante dos juízes.» 

(in A Bíblia Sagrada, Salmo 127:1-5, A Boa Nova Em Português Corrente, Lisboa, Sociedade Bíblica de Portugal, 2004). 

Convívio de Despedida


Estivemos hoje a despedir-nos do nosso prezado Bruno Mendes (VER), que estará a viajar dentro de algumas horas para Itália. Foi um tempo agradável de comunhão, partilha e meditação na Palavra de DEUS. O irmão Rogério Bastos, além de conduzir-nos no estudo bíblico que fizemos antes de cearmos, foi quem nos brindou com um delicioso jantar de confraternização. Incidiu a sua meditação no Salmo 116:12-13, exortando sobre a importância de estarmos sempre no centro da vontade do Senhor. Durante o estudo aproveitámos ainda a ocasião para orar uns pelos outros, especialmente pelo viajante. 

Da minha parte, estimado irmão Bruno Mendes, renovo os votos que tenho vindo a fazer para que sejas bem-sucedido nesta nova empresa. Que a graça do Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus e a comunhão do Espírito Santo sejam sempre contigo no teu percurso de vida (2 Coríntios 13:14)

Mais um Ano do Blogue


Este espaço completa hoje onze anos de existência. Agradecemos imensamente ao nosso Eterno DEUS pelo Seu Amor, Cuidado e Protecção, sobretudo por nos conferir a Graça de poder partilhar as nossas convicções politico-teológicas e, deste modo, dar a conhecer aos leitores a Boa Nova da Salvação. Estamos penhoradamente agradecidos e felizes por este nobre ministério que temos abraçado. Ebenézer! 

Um Dia, Uma Fotografia


O lindo Eddy e a linda Tina celebram hoje quatro anos de matrimónio. Prezados irmãos, do fundo do meu coração, faço votos que o vosso lar continue a superabundar de amor, harmonia, respeito, jóias preciosas (filhos) e ricas bênçãos celestiais. Muitos Parabéns. Que sejam, de facto, felizes para o resto da vossa vida.  

A Via-sacra da Vida Cristã, Pelo Pastor Manuel Alexandre Jr.


«Estamos a chegar a um ponto crítico de viragem na brevíssima história dos evangélicos em Portugal. Num tempo em que o cristianismo tão abismalmente se seculariza e o materialismo com maior força impera assumindo contornos de uma cristandade cada vez mais profana, os sinais dos tempos apontam para formas mais radicais de ecumenismo e liberalismo teológico. Lá vai o tempo em que devotada e reverentemente se cuidava dos mais sagrados princípios e valores da doutrina e da moral evangélica. Profanou-se de tal maneira o sagrado que até parece que é pecado uma pessoa bater-se pela causa da verdade e da justiça, proclamar a santidade da vida, tentar reabilitar os pilares fundamentais da ética cristã. 

A lúcida leitura da história e a consciente avaliação da realidade presente claramente nos mostram que é tempo de agir, seguindo e proclamando a verdade em amor, buscando, se necessário, vias alternativas de revitalização espiritual. Dói-me ver uma nova geração de crentes desmotivados, desencantados face ao panorama espiritual dos nossos dias. Uns, desligam-se do sistema e seguem a via mais fácil do conformismo. Já têm problemas que lhes baste na gestão do seu dia-a-dia tanto no seio da família, como no do trabalho e dos relacionamentos externos. Vão adoptando fórmulas de um cristianismo soft e descafeinado, cada vez menos comprometidos com a igreja e mais acomodados aos modelos profanos da contracultura do ‘presente século mau’. Outros, porventura desviados dos valores fundamentais da fé bíblica que um dia abraçaram, vão-se armando em livres-pensadores, enredados numa amálgama confusa de ideias que não raro os transvia pela vereda ideológica de um cinismo cáustico e muitas vezes induz a cometer o gravíssimo pecado de impiedade e sacrilégio. Outros ainda, por falta de exemplos motivadores, nunca chegaram a assimilar a essência da fé cristã, nutrindo-se de querelas e ressentimentos, e esgotando na maledicência as poucas energias espirituais que ainda têm, sem conseguirem sequer cultivar ou saborear a beleza e a doçura do amor, da bondade e da misericórdia. 

Felizes os santos de Deus que teimam em cultivar a vida cristã real, amando, servindo e adorando o seu Senhor, alimentados na sua caminhada espiritual por uma gratidão infinita ao Senhor Jesus por tão grande salvação; gratidão que lhes tempera a alma e permanentemente os motiva a amar, servir, abençoar e bendizer, até mesmo aqueles que os difamam, perseguem ou maltratam. 

A via-sacra da vida cristã é sempre uma via dolorosa, tal como foi a do Senhor Jesus. Mas é a única via em que o crente se realiza e prepara para o céu. Permaneçamos, pois, fiéis a Cristo e sua Palavra, não obstante as contradições e adversidades desta vida. Unamos as nossas forças espirituais para tornar bela e santa a sua igreja, colaborando nela com o Senhor Jesus para estabelecer na terra o seu reino de amor.». 

(Pensamento extraído no perfil do facebook da estimada irmã Maria José Alexandre [LER])

O Cristianismo e o Sofrimento


O Homem é um ser frágil no seu substrato. Tanto que, por esta razão, é susceptível às doenças, à dor, ao envelhecimento e à mortalidade. A sua constituição física e estrutura psicossomática estão condenadas à degeneração. Esta debilidade, no seu arcaboiço, deve-se à sentença que lhe foi imputada aquando da sua impoluta criação no jardim do Éden, tendo em conta as desastrosas consequências do "pecado original" (LER). A partir daí, no percurso do Homem, entraram todas as desgraças mundanais que vão culminando na sua funesta morte. Estes flagelos humano-naturais não estavam previstos no perfeito mundo em que ele tranquilamente vivia no início e, tão pouco, no seu ADN. Foi tudo acidental. Ele apenas fora criado para viver em plena felicidade e usufruir da agradável companhia do seu Criador. Por isso, jamais estará preparado para encarar o insucesso, a enfermidade, a desgraça, o sofrimento e a morte. Apenas conta com o estado de felicidade e idealiza-o em todos os ciclos e vertentes da sua momentânea vida. O que é completamente natural, visto que para isso fora criado. Acontece que, pelas razões sublinhadas, o outrora imaculado destino do Homem ficou obliterado por culpa superveniente do próprio, dando assim lugar à calamidade no mundo, isto é, a inimizade, a tragédia, o sofrimento e a morte passaram definitivamente a fazer parte do nosso quotidiano (LER)

Ora, tais calamitosas situações agravam-se consideravelmente quando se trata particularmente dos eleitos de DEUS. O Cristianismo é uma religião pautada pela renúncia, intensos combates espirituais e sofrimento para assim poder ganhar a imarcescível Coroa da Glória  (1 Pedro 5:4; 2 Timóteo 4:8). O símbolo dele é a Cruz e esta, em última instância, representa o sofrimento tal como foi o do Messias (ALI) e (AQUI). E quem quer ser fiel discípulo do Senhor Jesus deve, acima de tudo, estar preparado para carregar a sua Cruz e segui-Lo determinadamente até ao fim  (Mateus 16:24). A Fé bíblica e o sofrimento estão visceralmente ligados e completamente indissociáveis, pois somos chamados soberanamente para o sofrimento  (1 Tessalonicenses 3:3) [Ler] e também [AQUI]. Consciente desta grande e inequívoca verdade soteriológica, o Apóstolo Paulo vai ao ponto de vincar que "nós sentimos alegria nos nossos sofrimentos, porque o sofrimento produz a perseverança; a perseverança provoca a firmeza de caráter nas dificuldades e a firmeza produz a esperança. Esta esperança não nos engana, porque Deus encheu-nos o coração com o seu amor, por meio do Espírito Santo que é dom de Deus" (Romanos 5:3-5). 

O sofrimento, diferentemente de uma ímpia visão epicurista e mundana, é uma virtude Cristã. O sucesso de uma vida piedosa, bem-sucedida e feliz passa inevitavelmente por ele, caso contrário é tudo fachada religiosa que consubstancia "o evangelho da prosperidade" que não tem qualquer tipo de acolhimento nas Escrituras Sagradas. Isto não quer dizer que os Cristãos são masoquistas, tal como alguns indoutos e inconstantes distorcem para a sua própria condenação  (2 Pedro 3:16). É, simplesmente, demonstrar a identificação e comunhão plena do crente com a essência da mensagem do Evangelho, mormente "conhecer a Cristo e experimentar o poder da sua ressurreição, tomar parte nos seus sofrimentos, chegando a ser como ele na morte, com a esperança de alcançar a ressurreição de entre os mortos" (Filipenses 3:10-11). O sofrimento é um precioso instrumento que o nosso Eterno DEUS usa para moldar a vida dos seus eleitos, e deste modo prepará-los para entrar no Céu, como aconteceu com os heróis da fé (Hebreus 11:1-40). 

É verdade que há sofrimento resultante do pecado como tem acontecido ao longo da História do Cristianismo. Apesar disso, sabemos que, independentemente do pecado, o sofrimento é algo que faz parte da vida do crente. Ele é manifestamente inevitável e indispensável, porque "é preciso passar muitos sofrimentos até entrar no reino de Deus" (Actos 14:22), razão pela qual não temos qualquer medo de sofrer e encarámo-lo com bastante fé e coragem, visto que maior é o que está em nós do que o que está no mundo e nas adversidades que vamos enfrentando diariamente (1 João 4:4). Por isso, "sofremos em tudo dificuldades, mas não ficamos angustiados. Sentimos insegurança, mas não nos deixamos vencer. Perseguem-nos, mas não nos sentimos abandonados. Deitam-nos por terra, mas não nos destroem. Trazemos continuamente no nosso próprio corpo o sofrimento mortal de Jesus, para que também a sua vida se manifeste em nós" (2 Coríntios 4:8-10). 

O sofrimento, importa ainda frisar, não tem a palavra final na vida do crente. Os mensageiros de Satanás podem nos lançar vários "espinhos na carne", levando-nos inclusive a atravessar o "vale da sombra da morte", mas temos a certeza absoluta que o Todo-poderoso DEUS está e estará sempre connosco para nos auxiliar naquilo que eventualmente precisamos, porque "muitas são as aflições do justo, mas o Senhor o livra de todas" (Salmo 34:19). Somos mais que vencedores por Aquele que nos amou e "estamos certos de que, nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir, nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor" (Romanos 8:38-39). É nesta inabalável certeza de fé que vivemos, todos os dias, aguardando, paciente e esperançosamente, a bendita Bem-aventurança eterna nos Céus  (Tito 2:13; Filipenses 3:20-21). Louvado seja DEUS agora e para todo o sempre! Que assim seja!