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Que Futuro Para a Igreja?


Nos tenebrosos dias que correm impõem-se, a todos os eleitos filhos de DEUS, uma genuína e descomplexada introspecção sobre o dinamismo e o futuro da Igreja "no presente século mau" em que ela está soberanamente submergida. De facto, este exame subjectivo remete-nos concomitantemente para várias preocupantes considerações eclesiásticas. Desde logo, a Igreja confronta-se cada vez mais com seríssimas dificuldades em afirmar e passar eficazmente a sua soteriológica mensagem ao mundo perdido, fruto da incoerência testemunhal por parte dos seus correligionários. Além desta manifesta incongruência teológico-religiosa, acrescem ainda outros factores conjugados, nomeadamente a falta do decoro e autoridade ministerial dos líderes/pastores, a sonolência espiritual dos Cristãos que, por sua vez, vai atraindo toda a sorte de heresia, mundanismo, racionalismo e liberalismo teológico e descomprometimento com a santificação e a obra missionária (LER). Há, de forma subsumida, com tudo isto, uma capitulação da Igreja perante os corruptos valores deste mundo e "cantos da sereia" dos dissimulados "vendilhões do templo" (LER) que tomaram-na de assalto, promovendo hereticamente um "outro evangelho" (Gálatas 1:6-7), isto é, o evangelho da prosperidade, do descompromisso, do desserviço, da desconsagração, do protagonismo, da auto-complacência e um número infindável de torpezas espirituais. 


A Igreja vive infelizmente dias obnubilados, tendo em conta a futrica religiosa acabada de se mencionar, que obstaculiza significativamente a sua coesão e vigorosa acção missionária. Os dias são realmente maus, encerrava advertidamente o Apóstolo Paulo (Efésios 5:16). A generalidade dos actuais pastores e lideranças das igrejas estão mais comprometidas com as suas agendas egocêntricas contrárias aos impolutos propósitos Divinos, levando, em consequência disso, os mais fracos a "naufragarem na fé” (1 Timóteo 1:19) – por causa de reiterados escândalos espirituais que vão minando a Igreja. Os "sinais dos tempos" (LER) apontam-nos indubitavelmente para uma inopinada segunda vinda do Senhor Jesus Cristo num futuro breve (LER), uma vez que estamos a assistir cada vez mais ao surgimento de falsos profetas que estão a ludibriar muitas pessoas para o inferno, apostasia dos últimos dias e "abominação devastadora de que falou o Profeta Daniel” (Mateus 24:15). 

É nesta alarmante e catastrófica realidade espiritual que autêntica Igreja de Cristo é chamada a ser "sal e luz” do Mundo, dando o poderoso testemunho na proclamação da Boa Nova da Salvação (ALI) (AQUI). Mesmo assim, apesar de todas essas calamitosas e terríficas adversidades que vai enfrentando quotidianamente, sabemos pela revelação bíblica que os verdadeiros santos de DEUS jamais se sucumbirão. Em todas estas coisas somos mais que vencedores, por aquele que nos amou (Romanos 8:37). A Igreja vai sempre sair vitoriosa em todas as ocasiões e conjunturas, máxime da letargia, escândalos, pecados e perseguições, mesmo que esteja inclusive a passar pelo "vale da sombra da morte". As portas do inferno, em circunstância alguma, prevalecerão contra ela (Mateus 16:18). A visão gloriosa se cumprirá e a Igreja Vitoriosa em paz repousará sobre as Bem-aventuranças Eternas. Eis, em suma, o auspicioso futuro glorioso que espera a santa Igreja do Senhor Jesus Cristo.  Amém. 

Quem é o Diabo?


Tem-se falado muito pouco no seio do Cristianismo sobre a execrável figura do Diabo e do enormíssimo perigo que representa para a Humanidade, máxime na vida dos crentes no Senhor Jesus Cristo. Ele, o Belzebu, também conhecido como o grande Dragão, Satanás, Lúcifer, o Acusador, o pai da mentira, o príncipe das potestades do ar e dos demónios ou Antiga Serpente (Mateus 12:24; Isaías 14:12; Zacarias 3:1-2;  João 8:44;  Efésios 2:2; Apocalipse 12:9-10), é a origem e perfeita encarnação do pecado na sua multiforme configuração cosmo-antropológica e do caos existente no Mundo. Deleita com a depravação e toda a sorte de abominação. Milita inutilmente contra DEUS, a Sua impoluta Palavra e obra da Sua criação, bem como contra as suas criaturas e filhos em especial. O Diabo é a autêntica personificação do mal em todos os sentidos do termo. O seu frustrado objectivo é desorientar e arruinar definitivamente os eleitos filhos de DEUS, levando-os para a arena do pecado e consequentemente para a morte eterna. Desdobra-se incansavelmente em promover injustiças no Mundo, corrupções, desconfianças, inimizades, descriminações, rivalidades, invejas, ódios, abusos, vinganças, guerras e matanças entre as pessoas. Consciente deste facto, o reputado Teólogo Protestante João Calvino escrevia que “Satanás […] mil vezes por dia nos tira do caminho certo”[1]

Como é do conhecimento dos Cristãos, ou pelo menos, presumimos, o Diabo é a causa inicial e última de todos os males existentes no mundo, insistimos. Foi ele que induziu engenhosamente Adão e Eva a desobedecerem deliberadamente às ordens expressas de DEUS no início da criação (Génesis 3:1-7) e continua ainda hoje a fazê-lo astutamente com a Humanidade em geral. O Apóstolo Pedro, de forma manifesta, apelida-o como o nosso “adversário, andando em redor, como leão que ruge procurando alguém para devorar” (1 Pedro 5:8). O Senhor Jesus, a seu respeito, sustentava peremptoriamente que “foi homicida desde o princípio e jamais se firmou na verdade, porque nele não há verdade. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira” (João 8:44). Com efeito, somos exortados pelas Escrituras Sagradas a não lhe dar a mínima manobra de oportunidade (Efésios 4:27), antes pelo contrário, resistir-lhe firme e constantemente na fé, através da obediência plena à Palavra de DEUS. E assim, com esta decente e firme postura Cristã, ele fugirá de nós (Tiago 4:7)

Para concretizarmos estes elevados propósitos bíblicos e triunfarmos espiritualmente precisamos, acima de tudo, de nos revestirmos fortemente de toda a armadura de DEUS, “orando em todo o tempo no Espírito e para isto vigiando com toda perseverança e súplica incessante por todos os santos” (Efésios 6:10-18). Só assim conseguiremos triunfar sobre ele e os seus maléficos planos diabólicos. 

O Diabo, o nosso acusador Job 1:6-12, importa ainda salientar, já foi definitivamente derrotado na Cruz do Calvário e condenado a permanecer perpetuamente no inferno, juntamente com todos os demónios e aqueles que declinaram a Graça Salvífica (Apocalipse 20:10): o Senhor Jesus venceu-o e deixou-nos também a promessa de vencermo-lo na força do Seu Poder. Tanto que, por isso, “somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou” (Romanos 8:37). É isto que nos deve alegrar e preencher a nossa rotina espiritual em todos os momentos, dias, meses, estações do ano e até à consumação dos séculos. Que assim seja. 




[1] Citado por Timothy George, in Teologia dos Reformadores, p. 244, Vida-Nova/São Paulo, 2004

O Santo que Sistematizou o Pecado Original


Quando se diz na gíria Evangélico-protestante que "Deus ama o pecador, mas abomina o pecado", raramente sabemos que estamos a pagar tributo a Santo Agostinho que já formulava o referido brocardo na sua célebre obra "A Cidade de Deus". Foi, igualmente, o Bispo de Hipona que sistematizou o conceito do "Pecado Original" há 1616 anos atrás na sua magistral "Confissões" (LER). Nós, os Protestantes, em abono da verdade, somos mais Católicos do que aquilo que porventura julgamos ou admitimos publicamente. 

O incondicional amor de DEUS para com a Humanidade outrora decaída é visceralmente ligado "O Pecado Original". E este, por sua vez, segundo o Doutor da Igreja, entrou no mundo por via da sexualidade. A libido e os desvelos redobrados que o ser humano normalmente tem com as regiões pudendas são as manifestações visíveis da vergonha que procedem do castigo, encerrava peremptoriamente o Teólogo Católico (LER). E toda esta doutrina vai ter fortes implicações práticas na forma peculiar como a Igreja Católica encara e aborda a sexualidade, máxime negando o seu carácter de fruição, reduzindo-a unicamente à procriação. Por isso, a problemática sobre a intransigente oposição do Vaticano ao uso de métodos contraceptivos entre os casais no âmbito matrimonial, só poderá ser holisticamente compreendida no "Pecado Original" de Santo Agostinho. 

Delectatio Morosa


«Não há pecado sem vontade - e sem demora. O olhar concupiscente para mulher alheia é pecado? Parece ser o que resulta dos Evangelhos (Mateus, 5:28). Não, respondem os subtilíssimos Doutores da Igreja, para haver pecado é preciso a intenção: o instante do olhar não conta, até porque pode ser involuntário ou inocente. O que é pecado é a retenção demorada da visão no espírito, o "peccatum morosae delectationis", o abrigar com intenção algo que devia ter sido descartado instantaneamente, mal atingisse o espírito, diz Santo Agostinho (De Trinitate, XII), e São Tomás de Aquino concorda (Summa Theologie, 1a-2ae.74.6.ad3). Sabiam-na toda, os Santos Padres. Olhemos, desviemos o olhar e depois esqueçamos, e tudo vai bem...» (LER)

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Estamos aqui perante uma "interpretação evolutiva", que belisca profundamente a teleologia do preceito bíblico em apreço (LER). Ela não tem qualquer tipo de acolhimento favorável nas Escrituras Sagradas. O factor determinante para aferir se o olhar é ou não pecaminoso, no fórum da consciência, é o verdadeiro intento subjacente nele. Se for com intenção impura, isto é, de cobiça, configura indubitavelmente um delito espiritual. Não tem nada a ver com "a retenção demorada da visão no espírito", tal como sustentam astuta e erradamente os "doutores da igreja". O olhar tem somente que se revestir de boas intenções e ser imaculado, independentemente do seu tempo, sob pena de consubstanciar no pecado de adultério, como está bem explicado no texto sagrado. 

Ó Morte, Onde Está Agora a tua Vitória?


Temos demorado imenso nos últimos tempos a ponderar seriamente sobre a precariedade da vida, na sua multiforme configuração antropológica, e na funesta realidade da morte, máxime no que toca ao seu profundo impacto humano-sociológico na vida de inúmeras famílias que sofrem pesarosamente todos os dias com a perda prematura e irreparável dos seus entes queridos. A morte é o pior inimigo do Homem a todos os níveis. Um pesadelo que persegui-lo-á para o resto da vida. Mistério que jamais conseguirá desvendar ou compreender holisticamente. É um mundo praticamente incognoscível para ser explorado e consequentemente possibilitar a concepção de antídotos necessários para a sua definitiva erradicação no seio dos seres humanos (LER). Condiciona decisivamente os ambiciosos projectos do Homem, reduzindo-o ao pó da terra, confirmando assim a sua frágil e momentânea passagem neste "Vale de Lágrimas"

Por vicissitudes várias e supervenientes, sobejamente conhecidas pelos Cristãos, a morte foi algo acidental no percurso do Homem. Resulta, tão-simplesmente, da sua manifesta desobediência no início da criação no jardim do Éden. Ele não tinha sido criado para morrer, mas sim com o único propósito de usufruir a plenitude da vida eterna que lhe fora soberanamente outorgada pelo Omnipotente Jeová (Génesis 1:26-30). Foi o próprio Homem que, na sua exacerbada presunção, provocou, de forma deliberada e consciente, esta sua sentença condenatória. Originou-a sem estar minimamente preparado para encarar posteriormente a sua trágica implicação prática, razão pela qual não aceita em circunstância alguma a ideia de morrer. Acontece que, por imperativo das leis naturais resultantes do pecado original de Adão e Eva, temos todos que morrer um dia (Génesis 3:1-24). É um facto consumado. Cada um de nós terá que acertar contas com esta inexorável dizimadora de vidas, pois ela é completamente insensível à dor e ao sofrimento humano. Não quer saber absolutamente nada das nossas legítimas aspirações. Não familiariza com ninguém. Detesta o nosso progresso e bem-estar social. É o nosso pior carrasco. Por isso, desde os velhos até aos mais novos, sem excepção, colocará todos debaixo do seu domínio. Seremos todos consumidos por ela. 

Apesar desta aparente vitória da morte sobre o Homem também será destruída pelo poder do Todo-Poderoso DEUS num abrir e fechar de olhos. É o último inimigo a ser vencido e, deste modo, cumprir-se-á o que dizem as Sagradas Escrituras, "a morte foi destruída numa vitória completa. Ó morte, onde está agora a tua vitória? Onde está o teu poder de matar? O poder da morte é o pecado e o que dá poder ao pecado é a lei. Graças a Deus que nos deu a vitória por meio de nosso Senhor Jesus Cristo!” (1 Coríntios 15:55-57, Isaías 25:8). 

Até lá, neste compasso de espera da consumação dos séculos, todos nós, teremos que confrontar-nos com este fatídico destino das nossas vidas de múltiplas formas. Cada um à sua sorte. Uns mais cedo que os outros. Queiramos ou não. Somos destinados a morrer – voltar novamente ao pó da terra de onde outrora proviemos (Génesis 2:7; 3:19). 

A única solução exequível que nos resta para alcançarmos a perfeita redenção soteriológica passa, acima de tudo, em mentalizarmo-nos plenamente com o pesadelo da morte e prepararmos da melhor forma possível a sua repentina chegada. E isto se traduz em depositarmos inteiramente o destino da nossa vida aos supremos cuidados do nosso Único Senhor e Suficiente Salvador Jesus Cristo, estando em harmonia com tudo e todos à nossa volta. E assim, com o espírito do dever cumprido, partir tranquilamente em Paz para as Bem-aventuranças Eternas (Mateus 25:31-40; Apocalipse 21:1-7; 22:1-5). Que assim seja.