«Cabem neste rótulo, segundo
essas concepções, mulheres que querem ser superiores aos homens, mulheres
amargas e obcecadas com todas as referências culturais de género, lésbicas,
mulheres que querem ser iguais aos homens, imitando os seus comportamentos, mulheres
que rejeitam todos os símbolos de feminilidade como, por exemplo, os cuidados
com o corpo. Ou seja, mulheres que não se depilam, não se maquilham, não usam
roupa justa, saias ou saltos altos. Esta feminista eu não sou de certeza. (…) Sei
que ao nível das desigualdades de género ainda há algumas coisas a fazer,
nomeadamente fomentar a representação das mulheres nos cargos de poder e
garantir o acesso pleno dos homens à paternidade. E sei muitas outras coisas,
não tivesse dedicado um doutoramento a estes assuntos. Quanto às diferenças
culturais entre homens e mulheres, só posso dizer que também sou fruto delas.
As diferenças não me apoquentam, apenas as desigualdades me chateiam. Gosto de
cozinhar, passar horas na cozinha a bebericar vinho e preparar um jantar para
amigos. Gosto de fazer panquecas e bolos para o meu namorado. Sou um pouco
obcecada com a limpeza da casa. Não percebo nada de futebol e conduzir não é
seguramente uma das minhas melhores competências. Sou vaidosa, gosto de comprar
sapatos e acompanhar as tendências da moda. Isto faz de mim menos feminista?» (AQUI).
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Prós e Contras
O Prós e Contras de ontem a noite na RTP1 foi em tudo
antagónico e paradoxal. O tema objecto do debate foi sobre o tão afamado
movimento feminista "#MeToo" (ALI)
e (AQUI). A Historiadora Raquel Varela parecia-me uma
puritana de Direita, diferentemente das suas notórias e conhecidas posições
públicas radicais de Esquerda, anulando de forma esgrimida a
neofeminista Isabel Moreira. Esta, por sua vez, a "Constitucionalista", teve
grandes dificuldades em explicar juridicamente o conceito da importunação
sexual em articulação com o assédio, galanteio e o piropo, limitando-se apenas
a uma mera definição abstrata sem convencer propriamente a Jornalista Fátima
Campos Ferreira e a plateia em particular. Julgo que foi uma opção deliberada e
intencional por parte dela. Não tenho margem para dúvidas que a concepção da
Deputada Isabel Moreira sobre estes assuntos transcende, em larga medida,
aquilo que está disciplinado no Código Penal e que a generalidade dos
portugueses concebe. Os neofeministas não fazem destrinça destes conceitos.
Colocam-nos todos no mesmo cardápio, assemelhando-os com a violação. A própria
Feminista Simone de Beauvoir, na sua reputada obra "O Segundo Sexo II" (LER), considerava
a copula (mesmo sendo livremente consentida ou no matrimónio) um acto de
violência sexual infringida contra a "inofensiva" mulher, sobretudo quando esta
é desflorada.
Mas a pior baboseira da noite veio de um "ilustre
desconhecido", um tal Prof. de Ciências da Comunicação da Universidade
Lusófona, que insinuou que quando se esta a educar uma criança obrigatoriamente
a beijar a avozinha e o avozinho em casa a sociedade está, deste modo, "a
educar para a violência sobre o corpo do outro e da outra desde criança",
argumentava convictamente. Que disparate sem precedentes! Esta fulano precisa
sim, com carácter de urgência, ser educado novamente sobre os grandes
princípios e os valores da sociedade, especialmente de um saneamento mental
para estar bem ajuizado nas suas disparatadas considerações.
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