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A Narcisista do Segundo Sexo VII


«Estou decidida a criar para mim uma encenação considerável. Vou construir uma residência mais bela que a de Sarah e ateliês maiores…». 

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(Simone de Beauvoir, in “O Segundo Sexo 2” (LER), Quetzal, Lisboa, 2015, p. 479). 

A Narcisista do Segundo Sexo VI


«Amei e amo-a agora… Por isso mesmo pude muitas vezes tranquilizar os amigos que temiam importunar-me por causa do número dos convivas, com esta confissão sincera: não gosto de representar diante de bancos vazios.» 

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(Simone de Beauvoir, in “O Segundo Sexo 2” (LER), Quetzal, Lisboa, 2015, p. 479). 

A Narcisista do Segundo Sexo V


«Da robusta menina que eu era, de membros delicados mas bem-feitos, de faces rosadas, fiquei com este carácter físico mais frágil, mas nebuloso, que fez de mim uma adolescente patética, a despeito da fonte da vida que pode jorrar do meu deserto, da minha fome, das minhas breves e misteriosas mortes tão estranhamente como do rochedo de Moisés. Não me vangloriarei da minha coragem, como teria o direito de fazê-lo. Assimilo-a às minhas forças e possibilidades. Poderia descrevê-la como se diz: tenho olhos verdes, cabelos pretos, mão pequena e forte…». 

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(Simone de Beauvoir, in “O Segundo Sexo 2” (LER), Quetzal, Lisboa, 2015, p. 476). 

A Narcisista do Segundo Sexo IV


«Adorável, acho-me adorável» 

(Simone de Beauvoir, in “O Segundo Sexo 2” (LER), Quetzal, Lisboa, 2015, p. 472). 

A Narcisista do Segundo Sexo III


«Estou diante do meu espelho. Gostaria de ser mais bela. Debato-me com a minha crina de leoa. Faíscas desprendem-se do meu pente. A minha cabeça é um sol no meio dos meus cabelos erguidos como raios de ouro.» 

(Simone de Beauvoir, in “O Segundo Sexo 2” (LER), Quetzal, Lisboa, 2015, p. 472). 

A Narcisista do Segundo Sexo II


«Que sou eu? Nada. Que gostaria de ser? Tudo (…) Sou a minha heroína (…) É pena, entretanto, que ninguém me veja os braços e o torso, todo esse frescor e toda essa juventude.» 

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(Simone de Beauvoir, in “O Segundo Sexo 2” (LER), Quetzal, Lisboa, 2015, p. 470). 

A Narcisista do Segundo Sexo I


«Ao voltar, dispo-me, ponho-me nua e fico impressionada com a beleza do meu corpo, como se nunca tivesse visto. É preciso fazer a minha estátua, mas como? Sem me casar é quase impossível. E é absolutamente necessário, só poderei ficar feia, estragar-me… Preciso de arranjar um marido, ainda que seja apenas para mandar fazer a minha estátua…» 

(Simone de Beauvoir, in “O Segundo Sexo 2” (LER), Quetzal, Lisboa, 2015, p. 472).