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Os Abusos Sexuais na Igreja Católica Romana


Não fiquei nada surpreendido com a estimativa avassaladora avançada pela Comissão Independente criada para averiguar os abusos sexuais cometidos na Igreja Católica Portuguesa (LER). Estes números de abusos sexuais eram de esperar. Eles retratam parcialmente aquilo que tem sido a obstrução deliberada a que a Igreja Católica Romana tem sido negligentemente votada ao longo dos séculos. A Igreja Católica Romana, para tristeza nossa, é um antro de aglomeração de pedófilos, homossexuais, tarados sexuais e abusadores. E tudo isto acaba por ter influências extremamente nefastas na dinâmica ministerial da igreja e na forma como lida com os seus membros, sobretudo com as crianças. 

Os abusos são completamente condenados na Bíblia Sagrada. Toda a Doutrina Bíblica é manifestamente contra os abusos. Nenhum tipo de abuso tem amparo na Palavra de DEUS. A coação, o abuso, a violação, a violência, o suicídio e homicídio são do Diabo e dos seus agentes espalhados pelo mundo fora. O nosso Todo-Poderoso não coage ninguém a fazer nada contra a sua livre vontade. Por isso, nenhum Cristão pode ser abusador ou compactuar com o abuso seja de criança ou adulto. Todo o abuso é profundamente contrário aos postulados Cristãos: há uma incompatibilidade axiológica e teológica entre Cristianismo e abuso – nenhum Cristão mesmo pode ser abusador e nenhum abusador se pode dizer Cristão. O abuso sexual desconfigura, atrofia a personalidade, deixa marcas indeléveis na alma, retira a felicidade e, em última instância, mata a vítima. É um dos cancros da pós-modernidade, abarcando todas as esferas da nossa moribunda sociedade (LER).  

Abusos Sexuais na Igreja


 Não fiquei nada surpreendido com a estimativa avassaladora avançada hoje pela Comissão Independente criada para averiguar os abusos sexuais cometidos na igreja católica portuguesa. Estes números de abusos sexuais eram de esperar. Eles retratam parcialmente aquilo que tem sido a obstrução deliberada a que a Igreja Católica Romana tem sido negligentemente votada ao longo dos séculos. Não se podia esperar outra coisa. É a realidade nua e crua da miséria espiritual que reina no seio do Vaticano, repercutindo negativamente nas elites da igreja católica espalhadas pelo mundo. A Igreja Católica Romana, para tristeza nossa, é um antro de aglomeração de pedófilos, homossexuais, tarados sexuais e abusadores. E tudo isto acaba por ter influências extremamente nefastas na dinâmica ministerial da igreja e na forma como lida com os seus membros, sobretudo com as crianças. 

Não comungo literalmente da opinião das pessoas que atribuem os abusos sexuais cometidos pelos padres à imposição do celibato ao clero. Uma coisa não tem nada a ver com a outra. Ser obrigado a viver em abstinência sexual não se traduz literalmente em ser pedófilo ou tarado sexual e, muito menos, abusador. Os padres que não têm o dom do celibato normalmente refreiam os seus ímpetos sexuais com a masturbação ou, em determinados casos, recorrem às mulheres da má vida. Há muitos padres assim, infelizmente, que vivem uma vida paralela, porque não têm a permissão do Vaticano para desposarem, preferindo viver na clandestinidade. Outra coisa, e bem diferente, são os padres pedófilos e homossexuais que continuam secretamente no “armário”, usando depois a sua posição privilegiada dentro da igreja para cometerem abusos sexuais contra os menores. 

É verdade que há também padres heterossexuais que acabam por enveredar deliberadamente por caminhos de homossexualidade e pedofilia, molestando as pessoas vulneráveis que estão à sua disposição. Só que, em abono da verdade, estes casos são inferiores comparativamente com os padres que são pedófilos e homossexuais. Mesmo assim, as duas flagrantes situações são comportamentos aberrantes e de repudiar. O abuso sexual, a prática da pedofilia e da homossexualidade são manifestamente condenadas e não têm qualquer tipo de acolhimento nas Escrituras Sagradas, especialmente o hediondo abuso contra as inofensivas criancinhas. Nenhum autêntico Cristão pode compactuar com tais hediondos crimes, sob pena de ser cúmplice no pecado da promiscuidade sexual. E a Igreja Católica Romana sabe muito bem desta grande verdade bíblica. Acontece que, por vicissitudes várias e supervenientes, faz vista grossa para continuar a perpetuar os abusos contra os menores. 

Encontro, a meu ver, duas explicações para a prática reiterada de abusos sexuais na Igreja Católica Romana e o seu deliberado encobrimento pelas lideranças. A primeira explicação prende-se com a afamada revolução sexual dos anos sessenta do século passado (promiscuidade sexual, bem entendido), encabeçada particularmente pelos jacobinos, que teve como apologia viver a sexualidade de forma desapegada, descomprometida e despida de todo o pudor ou tradicionalismo que, até então, estava profundamente enraizado nas sociedades. Em consequência disso, nesta patente devassidão, começou-se a legitimar socialmente o uso desenfreado de métodos contraceptivos, o consumo da pornografia, a defesa da ideologia de género e da homossexualidade, a despenalização e legalização do aborto, etc. Esta libertinagem, no que toca ao sexo e à sexualidade, acabou por arrastar fortemente a Igreja Católica Romana, atraindo para o seu seio seminaristas homossexuais, pedófilos e pessoas frigidas que não estavam de todo comprometidas com a causa do Evangelho do Senhor Jesus Cristo. Essas pessoas fizeram careira na igreja, passando posteriormente a ocupar posições de relevo na hierarquia do Vaticano como oficiais, padres, bispos e cardeais. São estes tarados que abusam impunemente de menores, contando com o beneplácito dos seus superiores para o encobrir tais monstruosos crimes. 

A segunda explicação tem a ver com o Segredo Pontifício da Santa Sé – que só há três anos foi revogado para os casos de abuso sexual pelo Papa Francisco (LER)O Segredo Pontifício, segundo Vatican New, “é um segredo que é imposto aos destinatários em assuntos de particular gravidade. O mesmo não surge por simples omissão ou negligencia, pelo contrário, através do segredo se pretende proteger uma instituição, respeitar a intimidade das pessoas, manter a autonomia da Igreja Católica, facilitar o normal funcionamento das instituições ou o bem comum” (LER)E a questão que se coloca é a seguinte: como é que se pode guardar um gravíssimo pecado que destrói vidas e concomitantemente afecta a reputação da Igreja? Obviamente que não se pode encobrir pecados que poem em causa o bom nome da Igreja e a incorruptibilidade da mensagem do Evangelho. 

Desde o antigo Direito Romano que havia um entendimento assente que qualquer sigilo cessava automaticamente quando envolvia a prática de um crime, sob pena de se ser cúmplice com o criminoso. O referido postulado recebeu um acolhimento amplamente favorável nas Escrituras Sagradas, com ênfase mais acentuado no Novo Testamento e nas sociedades democráticas. O Vaticano, para ocultar muitas das suas misérias espirituais, refugia-se no Direito Canónico para esconder os incontáveis abusos sexuais a que as inofensivas crianças e mulheres são submetidos nos orfanatos católicos ao longo dos anos. Os pedófilos ditos Cristãos e abusadores em geral não devem apenas ser julgados pela Igreja, mas também pelos tribunais civis. Este entendimento não entra em contradição com a orientação bíblica. Acredito piamente que há muita boa gente que oculta os abusos sexuais com o intuito de “proteger” a Igreja das bocas do mundo. Só que essas pessoas inocentemente estão mais a prejudicar a Igreja com o seu encobrimento do que propriamente a defendê-la, visto que “nada há de oculto que não venha a ser revelado, e nada em segredo que não seja trazido à luz do dia”, exortava peremptoriamente o Senhor Jesus Cristo (Mc 4:22). 

Os abusos são completamente condenados na Bíblia Sagrada. Toda a doutrina bíblica é manifestamente contra os abusos. Nenhum tipo de abuso tem amparo na Palavra de DEUS. A coação, o abuso, a violência, o suicídio e homicídio são do Diabo e dos seus agentes espalhados pelo mundo fora. O nosso Todo-Poderoso não coage ninguém a fazer nada contra a sua livre vontade. Por isso, nenhum cristão pode ser abusador ou compactuar com o abuso seja de criança ou adulto. Todo o abuso é profundamente contrário aos postulados Cristãos: há uma incompatibilidade axiológica e teológica entre Cristianismo e abuso – nenhum cristão pode ser abusador e nenhum abusador se pode dizer cristão. O mais grave ainda é abusar das pobres e inofensivas criancinhas, submetendo-lhes forçosamente a prática sexual. Isto é um cúmulo de depravação que ultrapassa o limite do bom senso e da razoabilidade. Ultrapassa a decência e a dignidade. Ultrapassa a moral e os bons costumes. Ultrapassa, acima de tudo, os valores do humanismo e da humanidade. É estragar a vida da criança que ainda não viveu, condicionando significativamente a sua forma de encarar o sexo e a sexualidade na idade adulta. O abuso sexual desconfigura, atrofia a personalidade, deixa marcas indeléveis na alma, retira a felicidade e, em última instância, mata a vítima. É um dos cancros da pós-modernidade, abarcando todas as esferas da nossa moribunda sociedade. 

No entanto, o abuso sexual não deveria existir no seio da Igreja ou ser perpetrado contra as criancinhas, principalmente por pessoas que têm o dever moral e espiritual de cuidar de vidas que procuram o refúgio na Igreja. As crianças são parte integrante do Reino de DEUS. Por esta razão, o Reino de DEUS é dos que são como crianças, enfatizava o Senhor Jesus Cristo (Mt 19:14-15. Abusar de uma criança na Igreja é declarar abertamente guerra ao Senhor Jesus Cristo, o dono da Igreja, e com todas as implicações espirituais que isto representa para o infractor. E a liderança da Igreja Católica sabe muito bem deste primado bíblico. Com efeito, não o toma em consideração porque está comprometida com uma outra agenda que não a da Palavra de DEUS. Infelizmente. 

Em suma, sabemos de acordo com o ensino do Senhor Jesus Cristo que não se pode evitar que haja ocasiões de pecado, “mas ai de quem for responsável por elas! Seria melhor para essa pessoa ser atirada ao mar com uma pedra de moinho amarrada ao pescoço, do que ela fazer cair em pecado um destes pequeninos” (Lc 17:1-2). Que DEUS nos perdoe e nos livre de infringir este preceito sagrado. Que assim seja. 

Os Fantasmas da Educação


Não consigo compreender o alcance prático deste estudo holandês, que associa directamente a patologia do narcisismo com o excesso de elogios dos pais para com os filhos (LER). Digo isto porque o entendimento que tem triunfado, nas últimas décadas, a nível da educação, é o dos pais evitarem censurar os filhos e pior ainda bater-lhes, sob pena de causar neles uma baixa auto-estima e desequilíbrios emocionais para o resto da vida. Por isso, recomendavam os cientistas-pedagogos que os pais devem procurar cingir-se unicamente ao conceito da “pedagogia positiva”, realçando apenas as qualidades intrínsecas dos filhos, acompanhando tal postura com uma boa dose de mimos, abraços, beijos, elogios e uma constante valorização e declaração do amor. Agora este estudo vem dizer praticamente o contrário. 

O grande pensador inglês Bertrand Russell, consciente da aurora desta realidade, denuncia- a de forma peremptoria, considerando que a “psicanálise aterrorizou os pais cultos com o medo de causarem, sem querer, mal aos filhos. Se os beijam, podem provocar o complexo de Édipo; se não os beijam, podem provocar crises de ciúmes. Se os repreendem em qualquer coisa, podem fazer nascer neles o sentimento do pecado; se não o fazem, os filhos adquirem hábitos que os pais consideram indesejáveis. Quando vêem as crianças a chupar no polegar, tiram disso toda a espécie de conclusões terríveis, mas não sabem o que fazer para o evitar. O uso dos direitos dos pais que era antigamente uma manifestação triunfante da autoridade, tornou-se tímido, receoso e cheio de escrúpulos” (LER)

É curioso ainda notar que a Escola que João Amós Comenius fez sobre esta temática da educação, na sua célebre obra “Didáctica Magna”, que lhe conferiu o título de “Pai da Pedagogia Moderna”, é completamente oposta àquilo que é hoje bastante apregoado nos círculos académico-científicos e na sociedade em geral. 

Quando pensamos no delicado tema da educação ressoam sempre essas distantes tensões, esses motivos para a culpabilização, para a renúncia, para a temeridade, para a ambiguidade e frustração, a lembrarem-nos dos arbítrios e acasos de que a nossa cultura pós-moderna é feita. Tudo culpa dos psicanalistas, educadores e dos pais inseguros... 

Cartão de Estudante


Eu, em 1995, em Bissau, com apenas onze anos de idade, estudando na altura no quinto ano de escolaridade, na minha eterna e saudosa escola Amizade Guiné-Bissau Suécia (“Peré”). 

Um Dia, Uma Fotografia: Bissau, Há 31 anos


Esta criancinha atinada de quatro anos retratada na imagem carrega com ela uma tremenda e infindável história de vida. Aprendeu muito cedo a desenrascar-se e a fazer pela vida. Provém de uma família bastante humilde e pobre (LER). Considera-se, por isso, pobre, uma vez que os seus progenitores  eram pobres (fidju di coitadi i coitadi!). Demonstrou, desde sempre, uma postura sisuda e responsável (LER). Nunca conscientemente desdenhou o próximo. Nunca subordinou ou deixou-se subordinar por outrem. Nunca, naquilo que estiver ao seu alcance e poder, deixou de prestar auxílio a quem dele precisasse. Nunca relegou um dos seus substratos identitários de “coração de pomba”. Nunca prejudicou ninguém. Nunca entrou em conflitos desnecessários. Nunca, da mesma sorte, criou expectativas irrealistas e, tão pouco, deixou-se ludibriar pelas ilusões efémeras do “presente século mau”. Contentou-se sempre com aquilo que honestamente dispõe. É bastante grato pelo dom da vida, saúde, família, amigos e oportunidades que vai tendo diariamente, especialmente grato ao seu Omnipresente DEUS que lhe outorga graciosamente todas estas comodidades e bênçãos terreno-celestiais (LER)

Esta humilde criança foi sempre desprendida e aversiva ao materialismo e aos valores mundanais. Nunca ambicionou honrarias dos Homens, mas procurou sempre acomodar-se às coisas simples. Abomina tudo aquilo que entra em contradição com os seus impolutos Princípios e Valores Cristãos. Teve, por assim dizer, de forma subsumida, sempre os pés bem assentes na terra. Teve sempre o “coração nas mãos”.  Teve, desde o começo do seu percurso de vida, e vai ter sempre com ele, o Eterno e Todo-Poderoso DEUS no seu coração para toda a eternidade. Ama-O acima de todas as coisas, e não vê a sua vida fora dos seus Santos desígnios, não obstante as contradições e contrariedades que vai enfrentando da madrasta vida. Julga-se uma pessoa manifestamente feliz (LER). Julga, sobretudo, que inala a felicidade e vive-a intensamente no seu dia-a-dia, bem como procura sistematicamente transmiti-la aos terceiros que fazem parte do seu círculo de amizade e relacionamentos. Esta criança hoje é já um adulto. Um jovem adulto (LER). Um autêntico homenzarrão em todos os aspectos que, mesmo assim, continuou a encarnar holisticamente tudo aquilo que outrora era. Esta criancinha, felizmente, sou eu[1] – que sou o que sou pela graça de DEUS. Aleluia! 



[1] A foto foi tirada em Bissau, em 1988, tendo eu na altura quatro anos de idade.  

Um Dia, Uma Fotografia


Eu, numa pose clássica, nos remotos anos de 2000, na minha cidade natal, em Bissau, com apenas dezasseis anos de idade (LER)

Onde Está o Espírito do Senhor Há liberdade



Qualquer Cristão Protestante que veio dos bancos da Escola Bíblica Dominical (EBD), desde a mais tenra idade, seguramente conhece esta linda música infantil. É um clássico Evangélico que encerra uma profundíssima mensagem de louvor e adoração. Aprendi-a ainda no longínquo tempo da classe primária da minha Igreja, em Bissau, e até hoje continuo saudosamente a cantá-la. A generalidade das crianças das nossas Igrejas conhecem-na perfeitamente. Enquanto o Senhor Jesus Cristo não voltar as próximas gerações vão certamente aprendê-la e entoá-la de forma sucessiva nos seus devocionais Cristãos. É um cântico que nos remete indubitavelmente para a liberdade plena que os crentes no Senhor Jesus têm de manifestarem, sem qualquer tipo de reserva ou inibição, o seu louvor e adoração diante do Altíssimo DEUS. Onde está o Espírito do Senhor, formulava o Apóstolo Paulo em tom exortativo, aí há liberdade (2 Co 3:17). Foi, aliás, a postura espiritual que o salmista David adoptou durante todo o seu percurso de vida (2 Sm 6:16; Sl 103:122; 145:1-21), assim como inúmeros heróis da fé ao longo da milenar história do Cristianismo. 

Nos finais do século XIX, mais precisamente com o advento do movimento pentecostal, tem surgido insanáveis querelas doutrinárias entre os biblistas protestantes sobre o modelo ideal de uma liturgia Cristã à luz das Escrituras Sagradas, levando as igrejas tradicionais a censurarem todas as manifestações que rotulam preconceituosamente de “ostentação” nos cultos públicos, tendo em conta a ênfase exacerbada que os movimentos carismáticos dão à espiritualidade de exposição. 

Há, a nosso ver, nestas duas leituras antagónicas, um défice bastante acentuado de interpretação das Escrituras Sagradas sobre o decoro cultual que se espera dos autênticos Cristãos no seu louvor e adoração ao Eterno DEUS. As igrejas tradicionais pecam pelo excesso de zelo neste ponto, bem como os pentecostais por defeito. Os primeiros traçam inflexivelmente um padrão universal de louvor e adoração para todas os países, culturas, sociedades e civilizações, reprimindo depois qualquer tipo de peculiaridade que possa eventualmente surgir nos cultos. E nesta visão ultra puritana e autoritária, despedida de qualquer fundamento bíblico, descuram factores sociológicos e da própria personalidade de cada um na forma de encarar a Fé e consequentemente manifestar a sua espiritualidade. Os segundos, de forma exagerada e desordeira, transformam os cultos, em determinadas situações, em autênticos espectáculos degradantes com vista alimentar a carnalidade e legitimação de uma falsa espiritualidade. Nem oito nem oitenta, diz a sabedoria popular. O pressuposto aferidor para um louvor e adoração ser aceite aos olhos do nosso Eterno DEUS é um espírito quebrantado e contrito (Sl 51:17), uma vez que DEUS “é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade” (Jo 4:24). 

É o Espírito Santo que, em última instância, deve ser o arbítrio do nosso louvor e adoração em qualquer circunstância, razão pela qual se sentimos por parte do mesmo Espírito de DEUS motivação para dançar, pular, gritar, bater palmas, levantar as mãos e fazer qualquer outra coisa temos toda a liberdade de fazê-lo, sem quaisquer tipos de constrangimentos da Igreja e de terceiros, contando que tudo seja feita com decência e moderação, tal como requerem ordeiramente as Escrituras Sagradas (1 Co 14:26-40). Não podemos reduzir, em circunstância alguma, a nossa espiritualidade às convenções e preceitos polutos dos homens, sob pena de cairmos em vários riscos espirituais. Assim concebo. Assim entendo. Assim, acima de tudo, que penso. 

Que o nosso Todo-poderoso DEUS nos ajude a não cairmos nestes condicionalismos denominacionais e tradições dos homens que, em última instância, consubstancia uma falsa adoração. Que, de facto, possamos ser instrumentos nas Suas poderosíssimas mãos para Glória do Seu Grande Nome. Que assim seja.

Um Dia, Uma Fotografia

(Os meus queridos sobrinhos, filhos do Evaristo Vieira (LER)  e da Marta Vieira, a celebrar, ontem, em Bissau, na escola em que estão inscritos, a festa do 1 de Junho. A princesinha desta primeira fotografia chama-se Ana Ester Gomes Vieira). 

(Filipe Gomes Vieira [o que está com a camisa de riscas vermelha, azul e branco à direita] "perdido" no meio dos colegas). 

(E, por fim, David Aleluia Gomes Vieira (VER) com a maninha Ana Ester).  

Indignidade


O que mais me intriga neste estudo da UNICEF é a passividade e o consenso generalizado na sociedade guineense em torno da violência domestica, levando, inclusive, 42% das mulheres inquiridas pensarem "que se justifica que o marido/parceiro as bata ou espanque pelo menos uma vez em situações como estas: A mulher não presta atenção aos filhos, sair sem dizer nada ao marido, discutir com o marido, recusar ter relações sexuais ou queimar a comida", somando números bastantes preocupantes de mulheres que foram excisadas em nome da maldita tradição (LER) e também aqui em Portugal (LER). Mesmo com toda esta calamidade pública, denunciada no inquérito, "de modo geral 95% da população entrevistada, tanto mulheres como homens, sobretudo os jovens com idades entre 15 a 24 anos, dizem-se satisfeitos com a vida que levam", encerra o relatório final. É mesmo impressionante! 

A Imaculada Idade da Inocência


Para ser maior de idade é preciso primeiramente ser criança. Somente é adulto aquele que outrora foi tenro e experimentou a doce fase da puerilidade. Ser criança é encarnar a cândida imagem do ser humano a todos os níveis, máxime os valores da singeleza, honestidade e benignidade. Tais elevadas virtudes ético-morais projectam-se na sua contagiante beleza da alma e maneira peculiar de estar das próprias criancinhas. Talvez fosse por esta razão que elas tivessem sido unanimemente apelidadas pelos comuns dos mortais de “anjo”, beneficiando assim das impolutas qualidades desta magnífica e transcendente criatura celestial. 

O Senhor Jesus Cristo, de forma bastante peremptória, advertiu aos seus discípulos que o Reino de DEUS é dos que são como crianças, pois que quem não o receber abertamente tal como elas de modo nenhum entrará nele (Mt 19:14-15; Mc 10:14-16; Lc 18:16-17). Para nós, Cristãos, os que genuinamente “nasceram de novo”, ser criança é um imperativo bíblico e um dos requisitos indispensáveis para herdar a promessa da vida eterna. 

Por isso num dia como o de hoje, em que se celebra universalmente “O Dia Mundial da Criança”, não se reduz apenas à condição de ser criança, mas também é direcionado a todos aqueles que procuram no seu quotidiano perfilhar holisticamente os nobres valores de um infante

Sem entrar mais em prolegómenos, desejo um feliz e bem-sucedido um de Junho para todas as crianças do mundo, especialmente às que estão expostas a situações precárias de risco e são vítimas de tremendos horrores de guerra, miséria, abandono, fome, exploração, abuso, violação, prostituição, trabalho forçado, etc. Que o Todo-poderoso DEUS, de facto, as ampare e as liberte definitivamente do jugo opressor em que se encontram submergidas.

A Força da Felicidade


As crianças africanas são pobres, mas felizes. Um autêntico exemplo de que se pode ter uma vida bem-sucedida e ditosa, sem possuir quaisquer riquezas materiais. O “ser” e o “ter” são termos completamente diferentes. A pureza, a inocência, o amor, a humildade, o carácter, a alegria e a felicidade vão muito além dos bens que dispomos ou ostentamos no dia-a-dia. Tais excelentes virtudes humano-sociais encarnam-se na simplicidade da alma e na forma positiva de encarar os elevados desafios da vida. 

Em Busca do Tempo Perdido


Eu, nos longínquos anos de 2000, em Bissau, com apenas 16 anos de idade. 

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Quando reavalio aquilo que outrora fui na minha saudosa e feliz infância, em Bissau, desperta-me sempre um sentimento de gozo indescritível. Delicio-me imenso com este reencontro pelo passado visceralmente presente na minha intacta memória. Era uma criança genuína, que nunca criou grandes transtornos aos meus familiares. Tinha um cadastro imune de suspeitas e praticamente impoluto. Procurava na medida do possível comportar-me bem, e conseguia fazê-lo estoicamente, apesar de pontuais deslizes que naturalmente surgiam pelo percurso. 

Por "ansiedade da experiência" tenho perdido algumas excelentes características de que dispunha na infância – muitas vezes, em abono da verdade, a idade é o pior inimigo do Homem. Quero libertar-me totalmente das máscaras e falsidades de adultos. Abandonar definitivamente os perniciosos vestígios do legalismo farisaico. Voltar, sem qualquer tipo de lesões psicossomáticas, à idade da inocência e continuar ininterruptamente assim para o resto da vida. Espero que o Todo-Poderoso DEUS me ajude a concretizar este legítimo e santificado propósito. Que assim seja.

Menino Africano


«Menino africano 
Gotinha de chuva, 
Para onde vais? 
A caminho do rio 
E depois para o mar. 

Grãozinho de terra 
Para onde vais? 
Vou ver os caminhos que hei-de cruzar. 

Menino africano 
Que pensas fazer? 
Um mundo mais justo 
Para a gente viver.» (LER)

Idade da Inocência


Para ser maior de idade é preciso, primeiramente, ser criança. Somente é adulto aquele que outrora foi tenro e experimentou a doce fase da inocência. Ser criança é encarnar a perfeita imagem do ser humano a todos os níveis, mormente os valores da simplicidade, honestidade e benignidade. Tais virtudes projectam-se vigorosamente na sua contagiante beleza de alma e maneira peculiar de estar na vida. Talvez fosse por esta razão que ela tivesse sido apelidada comummente como “anjo”, beneficiando assim das qualidades impolutas desta criatura celestial. 

De uma forma peremptória, o Senhor Jesus Cristo, demonstrou aos seus discípulos que o Reino de DEUS é dos que são como crianças, uma vez que quem não recebê-Lo abertamente, tal como elas, de modo nenhum entrará nele  (Lucas 18:16-17). 

Para nós, Cristãos, ser criança é um imperativo bíblico e um dos requisitos indispensáveis para herdar a promessa da vida eterna. Por isso, um dia como o de hoje não se reduz apenas à condição de ser criança; mas sim para todos aqueles que procuram no seu dia-a-dia perfilhar na íntegra os nobres valores de um infante. 

Um feliz dia para todas as criancinhas do mundo, especialmente às que estão expostas a situações precárias e são vítimas dos horrores da guerra, miséria, fome, exploração, violação, abandono, trabalho forçado, etc. Que DEUS as ampare e as liberte do jugo opressor. 

É Carolina

No acampamento de Mafra, encontrei-me com a menina Carolina, logo pensei: só pode ser guineense. Depois dirigi-me para ela e cumprimentei-a: olá como estás? Como é que chamas?
- Com uma voz docinha, ela respondeu-me: “Estou bem e chamo-me Carolina!” Algumas pessoas que estavam ao meu redor, que a conhecia, disseram-me: "Ela é guineense...”. Segurei nela e dei-lhe dois beijinhos, e comecei a falar com ela em crioulo, mas como ela não estava a perceber limitou-se somente a rir.
A Carolina tem uma história muito longa e bastante complicada. Nasceu em Bissau, e é da etnia balanta. Órfã de pais foi criada num orfanato ao redor de Bissau (onde trabalharam os pais durante algum tempo), a partir daí o casal luso-brasileiro (pai brasileiro, mãe portuguesa) simpatizaram com ela e decidiram adoptá-la. Depois dos pais terminarem o trabalho na Guiné-Bissau, resolveram trazê-la para Portugal. Ela vive cá há um ano e alguns meses e já nem crioulo fala. Esqueceu-se de “tudo” a única coisa que lembra é que veio da Guiné-Bissau. Como podem ver na foto, ela está saudável, bonita e bem disposta.
Neste momento está com os pais no Brasil a passar férias, e em princípio só voltarão daqui a um mês (segundo a informação que me deram).