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I Remember Calvary



Como não lembrar da Via-Sacra do Senhor Jesus para a nossa redenção? Espero, com a ajuda do Santo Espírito Santo, nunca esquecer esta Grande Verdade soteriológica na minha vida e poder permanentemente partilhá-la com os meus familiares, amigos, conhecidos, desconhecidos e o mundo em geral. 

A Alma que Anda em Amor não Cansa Nem se Cansa



Que fabuloso hino contemplativo. Aprecio imenso os cânticos litúrgicos da comunidade Taizé, não obstante ser uma denominação ecuménica bastante diferente da minha. O amor, nas suas várias configurações humano-teológicas, é a maior virtude Cristã superando a fé, a esperança e todos os outros dons espirituais. Por isso, tal como diz inspiradamente o cântico em questão, "a alma que anda em amor não cansa nem se cansa". Isto porque, nas sábias palavras do Apóstolo Paulo, "tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta". O amor jamais acaba, ao contrário das profecias, línguas, ciência (1 Coríntios 13:7-8). Que assim seja sempre nas nossas vidas.

Herança Litúrgica


Sou um assumido fã incondicional de louvor e adoração com os hinos. Sinto-me mais “próximo” de DEUS ouvindo e cantando os tradicionais hinos Evangélico-protestantes, sem prejuízo obviamente de reconhecer o devido mérito a alguns belíssimos cânticos que também são entoados no nosso meio Cristão. Nutro uma simpatia bastante especial para com os hinos. Sempre foi assim desde criança. Julgo que os hinos nos protegem, da melhor forma possível, das heresias litúrgicas que a generalidade dos cânticos promove sorrateiramente nas nossas congregações. Há louvores que mais parecem “concertos” do que propriamente um autêntico “culto racional” ao nosso Santíssimo DEUS, tal como inspiradamente requerido nas Escrituras Sagradas (Romanos 12:1; 1 Coríntios 14:20-40). 

Tenho imensa pena que os tradicionais hinos estejam, cada vez mais, a ser relegados para segundo plano nos nossos cultos congregacionais em detrimento da “pomposa adoração” dos cânticos (alguns deles de proveniências e mensagens teológicas duvidosas, infelizmente). Há igrejas em que os hinos já não fazem parte da sua liturgia, entrando assim flagrantemente em contradição com uma das grandes heranças da Reforma Protestante e da nossa Fé Cristã. Jamais pactuarei com esta redutora mundividência eclesiástica. Os hinos fazem parte do substrato identitário da nossa Fé Reformada e também Cristã, insisto. Consubstanciam, sem margem para dúvidas, aroma agradável de adoração. Não podem, por isso, em circunstância alguma, caírem em desuso cultual como é cada vez mais notório em muitos círculos Protestantes, sob pena de estarmos deliberadamente a apagar parte importantíssima da nossa herança Cristã. 

Esta preocupante desvinculação na entoação dos hinos nas nossas Igrejas deve-se, a meu ver, à galopante e reiterada “instrumentalização” e “mundanismo” a que o louvor e adoração têm sido votados nos últimos séculos – fruto de uma abordagem “libertadora”, catapultado, máxime, pelos movimentos carismático-pentecostais e neopentecostais nos finais do século XIX, acabando concomitantemente por influenciar praticamente todas as outras denominações evangélicas neste sentido. A partir do momento em que, por razões doutrinárias, triunfou este “novo” paradigma do “avivamento litúrgico”, os hinos passaram a ser vistos como uma coisa do passado, de velhos e caducos. Os jovens, os recém-convertidos e os crentes em geral, já não se identificam tanto a sua espiritualidade com eles, preferindo refugiar-se mais num louvor pomposo e completamente excêntrico. 

A espiritualidade, importa ainda salientar, é mais voltada para a razão e contemplação do que propriamente à emoção e à ostentação. Os dois últimos são sentimentos, muitas das vezes, efémeros e sem qualquer tipo de repercussão prática no decorrer do tempo. Ao passo que aqueles são consistentes e duradouros. Conseguem conjugar muito bem os aspectos do genuíno sentimento natural com a inabalável certeza da fé. Ter fé não é viver exclusivamente de emoção ou exposição circunstancial e, muito menos, depender inteiramente delas; é viver, em última instância, da espiritualidade lúcida que a mensagem do Evangelho encerra em todas as suas vertentes e plenitude. O nosso Eterno DEUS, exortava peremptoriamente o Senhor Jesus na Sua conversa com a mulher samaritana, “é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade” (João 4:24). Adoremos, pois, de forma ordeira e decente, o Todo-poderoso DEUS em espírito e em verdade. Que assim seja. 

O Que Seria da Humanidade sem a Música?

É uma questão extremamente difícil de conceber do ponto de vista gnosiológico. Jamais conseguiríamos apurar na perfeição uma resposta cabal e definitiva sobre o impacto imediato que isto teria na convivência diária no seio dos seres humanos. Não há margem para dúvidas que muitas das coisas deixavam de fazer sentido se não houvesse, de facto, a música para “colorir” a nossa rotina diária. Os efeitos colaterais seriam extremamente avassaladores. Talvez a generalidade das aves não teria razão de existir e, com a provável inexistência desta importantíssima espécie na natureza, o ecossistema ficaria fortemente abalado e desequilibrado. Não haveria harmonia no Universo. O caos apoderar-se-ia de tudo. As pérolas que gotejam nos olhos de amantes estariam completamente viciadas e, em consequência disso, o amor seria uma hipocondria. A inspiração não passaria apenas de uma miragem. A poesia teria de ser reinventada para outros fins. A nossa devoção a DEUS certamente não seria igual. O riso não faria sentido. Entraríamos num vaivém solitário de profunda melancolia existencial. As contradições do dia-a-dia ter-nos-iam submergido e teriam passado por cima das nossas legítimas aspirações. A vida não teria nenhuma graça e perderia todo o seu doce sabor de felicidade. E, assim, a fortiori, a morte apresentar-se-ia como inevitável solução. 

A música está intrinsecamente ligada à harmonia, à beleza, ao encanto e à sublimidade, ao sossego, à reconciliação. Também, por sua vez, representa tranquilidade, conforto, alegria e paz interior. Consegue transportar-nos para uma realidade transcendental e liga-nos directamente com o Divino. Com a música superamos a vulnerabilidade da madrasta vida e os limites da imaginação humana. Permite-nos inspiradamente auto-avaliar cuidadosamente a nossa limitada condição antropológica. Proporciona-nos momentos marcantes de puro prazer que, as mais das vezes, ficam para sempre na memória cognitiva. Ela é o aconchego e bálsamo das nossas almas. 

Sem a música, respondendo directamente a pergunta inicial do título do artigo, a Humanidade estaria paupérrima em todos os aspectos vivenciais, máxime do ponto de vista emocional e intelectual. Quiçá seja por esta mesma razão que DEUS nos outorgou incondicionalmente esta maravilhosa dádiva para aliviar as nossas pressões rotineiras e equilibrar o nosso estado de alma. A música existe, por certo, em suma, para proporcionar a felicidade e o bem-estar ao Homem.