Mostrar mensagens com a etiqueta Vídeos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Vídeos. Mostrar todas as mensagens

Será Que a Mulher Guineense é Realmente Emancipada?


Venho novamente hoje dar sequência à minha rúbrica habitual em defesa do futuro da Guiné-Bissau. Pretendo continuar nesta senda de reflexão sobre a problemática, os desafios, os dilemas, as contradições e as contrariedades que as mulheres guineenses enfrentam no seu quotidiano, aproveitando também o ensejo do mês de março, consagrado à celebração da mulher. 

O tema que trago hoje prende-se com uma questão pertinente: será que a mulher guineense é, de facto, emancipada? A minha resposta é, claramente, negativa. Não considero que a mulher guineense seja verdadeiramente emancipada. Quando falamos de emancipação, devemos ter em conta pressupostos fundamentais como a autonomia e a autodeterminação. Estes conceitos desdobram-se em várias dimensões da vida humana, começando, desde logo, pela emancipação intelectual. 

A emancipação intelectual traduz-se na capacidade de uma pessoa compreender o que está em jogo, reconhecer os interesses que a rodeiam e, a partir daí, tomar decisões mais acertadas e conscientes para a sua vida. Em suma, trata-se de decidir o próprio futuro de forma esclarecida e livre de manipulação. Assim, uma pessoa intelectualmente emancipada é capaz de fazer escolhas informadas e responsáveis. 

Ora, não considero que a generalidade das mulheres guineenses esteja intelectualmente emancipada. Tal condição exige, entre outros fatores, o acesso à educação, sendo que muitas mulheres ainda são privadas desse direito básico. A negação da instrução condiciona a liberdade, sobretudo no que diz respeito à capacidade de fazer escolhas conscientes e autónomas. Como consequência, a mulher continua, muitas vezes, a ser manipulada, instrumentalizada e relegada para um plano secundário nas relações com o homem. 

Neste contexto, a mulher guineense tende a viver em função do homem, ajustando as suas expectativas, esperanças e projetos de vida à figura masculina, frequentemente idealizada como a fonte da sua felicidade. Desde tenra idade, muitas são incutidas com a ideia de que devem encontrar um homem – de preferência poderoso e financeiramente estável – que lhes proporcione realização. Assim, a sua felicidade é frequentemente associada à presença masculina, o que limita a sua autonomia. 

Este paradigma impede a verdadeira emancipação intelectual. Uma mulher verdadeiramente emancipada não aceitaria, por exemplo, situações de abuso, violência ou violação. Contudo, verifica-se que tais práticas são, por vezes, toleradas ou até legitimadas. Recordo que, em certos contextos, comportamentos violentos eram interpretados como manifestações de amor, o que evidencia uma profunda distorção de valores. Sabemos, porém, que o amor se expressa através do respeito, do cuidado, da consideração e do afeto – nunca pela violência. 

Para além da dimensão intelectual, importa considerar a emancipação financeira. Também neste domínio, a mulher guineense, de forma geral, ainda não se encontra plenamente emancipada. Mesmo quando trabalha e aufere rendimento, persiste a ideia de que o homem deve assumir o papel de provedor principal, o que gera dependência económica. 

Essa dependência leva muitas mulheres a aceitar situações de desrespeito, traição ou violência, por receio de perder o suporte financeiro. Assim, o poder económico do homem acaba por reforçar relações desiguais, nas quais a mulher se vê condicionada a manter o silêncio ou a tolerar comportamentos prejudiciais. Mesmo entre mulheres instruídas, esta mentalidade ainda persiste, revelando que a emancipação financeira não se resume apenas à obtenção de rendimento, mas também à mudança de mentalidade. 

Outra dimensão essencial é a emancipação sexual. Neste aspeto, verifica-se igualmente que a mulher guineense ainda enfrenta fortes limitações. A sua sexualidade é frequentemente vivida em função do homem, orientada para satisfazer os seus desejos, enquanto o prazer feminino continua a ser um tabu. 

Práticas como a mutilação genital feminina constituem exemplos extremos dessa realidade, representando uma grave violação dos direitos humanos e da dignidade da mulher. Mesmo fora desses casos, muitas mulheres são socializadas para não reconhecer ou reivindicar o seu próprio prazer, sendo frequentemente estigmatizadas quando o fazem. Deste modo, a mulher continua, em muitos casos, a viver a sua sexualidade de forma condicionada, sujeita a normas sociais que favorecem o homem e reprimem a sua autonomia. 

Em suma, só se poderá falar de verdadeira emancipação da mulher guineense quando esta se concretizar nas dimensões intelectual, financeira e sexual. Estas três vertentes são fundamentais para que a mulher possa exercer plenamente a sua liberdade e autodeterminação. 

A emancipação intelectual permite-lhe compreender e decidir com consciência; a emancipação financeira liberta-a da dependência económica; e a emancipação sexual assegura-lhe o direito de viver a sua intimidade com liberdade e dignidade. 

Contudo, importa referir que, nos dias de hoje, tem-se falado cada vez mais em “empoderamento” em vez de “emancipação”. Isto porque não basta possuir, em teoria, certas condições – é necessário que a mulher tenha também a capacidade prática de agir, decidir e afirmar-se. 

Apesar de alguns progressos, sobretudo ao nível da educação, muitas mulheres continuam a viver em função do homem, acreditando que a sua felicidade depende dele. No entanto, a verdadeira felicidade reside no próprio indivíduo. As relações devem acrescentar valor, e não servir como única fonte de realização pessoal. 

Por fim, importa sublinhar que o caminho para a emancipação passa, inevitavelmente, pela educação. É através dela que se promove a consciência crítica, a autonomia e a capacidade de transformação social. Só com investimento sério na educação será possível alcançar uma sociedade mais justa, onde a mulher tenha igualdade de oportunidades, liberdade e dignidade. 

Em conclusão, considero que a mulher guineense ainda não é plenamente emancipada. Há progressos, sem dúvida, mas o caminho a percorrer continua a ser longo. É necessário continuar a lutar por uma verdadeira igualdade, onde a mulher possa exercer plenamente os seus direitos, viver com liberdade e alcançar a sua realização pessoal. 

Fico por aqui. Até uma próxima ocasião, se Deus quiser.

A Importância Cimeira do Amor nas Nossas Vidas


Estive, no passado dia 27 de Outubro, a pregar na minha Igreja. O tema que foi objecto da minha meditação com a congregação foi “A Importância Cimeira do Amor nas Nossas Vidas”, baseado na conhecida passagem bíblica de 1 Coríntios 13:1-13. 

A sublime figura de estilo usada pelo Apóstolo Paulo para definir o amor no texto sagrado em apreço não se encontra paralelismo em lado algum da história da humanidade, bem como em nenhum outro pensador clássico, medieval, moderno ou pós-moderno. Também não se encontra paralelismo nas argutas formulações poéticas de Ovídio, o grande “mestre de amor”, e nem nas heróicas obras literárias de William Shakespeare, estendendo-se igualmente as pomposas e proliferadas canções românticas de artistas contemporâneas dos nossos dias (LER)

É um amor plenamente holístico e sacrificial em todas as suas dimensões humano-espirituais. Transcende, em larga medida, o mero altruísmo pessoal. Não envolve contrapartidas. Colide completamente com as injustiças, as inverdades, o egoísmo, a jactância, o moralismo hipócrita, o falso saber e a espiritualidade de fachada. Não é passível de arbitrariedades ou mudanças circunstanciais. Ele é constante, incondicional e sempiterno. É mais precioso do que todos os bens mundanais, os dons espirituais e a própria vida. É um amor que, sendo encarnado pelos Homens com índole de “boa vontade”, procura compreender mais do que ser compreendido, consolar mais do que ser consolado, amar mais do que ser amado. É um amor omnipotente que nos remete indubitavelmente para o Todo-Poderoso DEUS – a razão primária e última de todo e qualquer tipo de amor. 

Por isso, nesta óptica Divina, tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. É um amor que derruba os preconceitos, supera os impossíveis, constrói pontes e projecta-se para a eternidade. Este amor merece ser fervorosamente enaltecido, cantado, proclamado, partilhado e, sobretudo, vivido. Que assim seja sempre nas nossas vidas. 

A Falsa Data de Independência da Guiné-Bissau e o Relatório da ONU Sobre os Direitos Humanos


Partilho aqui o vídeo que gravei esta tarde, a propósito da minha rubrica semanal, “Em Defesa do Futuro da Guiné-Bissau”. Abordei apenas dois grandes temas que marcaram agenda política e social do país nesta última semana, nomeadamente a vã tentativa do revisionismo histórico por parte de Umaro Sissoko Embaló e Biaguê Na N’Tan sobre a nossa data da independência nacional, descortinando o objectivo por detrás desta perigosa adulteração da nossa história. Alertei ainda os partidos políticos pró-democracia para não caírem no engodo e “canto da sereia” de Sissoko para aceitar a marcação de eleições legislativas, mas sim devem estar unidos, firmes e determinantes em exigir exclusivamente as eleições presidenciais ainda este ano, sob pena de usar todos os mecanismos constitucionais para afastá-lo do poder depois do dia 27 de Fevereiro do próximo ano. 

E, por fim, no segundo tema, abordei o preocupante relatório das Nações Unidas divulgado na semana passada que denuncia o tráfico de seres humanos na Guiné-Bissau, sobretudo das mulheres e crianças em particular. Infelizmente, tal como é do conhecimento da generalidade dos guineenses, ser mulher e criança na Guiné-Bissau não é nada fácil. As crianças guineenses, para grande tristeza nossa, são votadas a trabalhos forçados, violência doméstica, casamento forçado, prostituição e mutilação genital feminina, sem qualquer tipo de responsabilização das pessoas que praticam tais hediondos crimes, consubstanciando uma autêntica violação de Direitos Humanos. Não há primado da lei na Guiné-Bissau, antes pelo contrário, o que prevalece é arbitrariedade, a conveniência, o abuso de poder, o costume contra legem – e com todas as implicações que tudo isto representa na vida dos cidadãos, especialmente aqueles que são mais vulneráveis. 

Tenha um bom proveito na visualização e auscultação do vídeo. Boa semana. 

Os Pressupostos Teológicos da Segunda Vinda do Senhor Jesus Cristo


Partilho aqui este excerto da minha pregação sobre “Saber Discernir o Tempo em Que Vivemos” (Mateus 24:1-14). Procurei abordar os pressupostos teológico-doutrinários da segunda vinda do Senhor Jesus Cristo, nomeadamente no que toca à manifestação da Graça de DEUS pelos eleitos para a salvação; a pregação do Evangelho para todas as nações; a grande tribulação; apostasia dos últimos dias; a depravação moral; o surgimento da figura do anti-Cristo; a proliferação de guerras em todas as dimensões, etc. 

Tenha um proveito na visualização e auscultação do vídeo. 

A Falsa Questão de Abertura da Igreja ao Mundo


Partilho aqui este brevíssimo e improvisado vídeo que gravei em frente da estátua do grande Reformador Protestante Ulrich Zwingli em Zurique, Suíça, sob o tema: “A Falsa Questão de Abertura da Igreja ao Mundo”. Nele refutei manifestamente este falacioso, infundado e maléfico entendimento que visa, em última instância, enfraquecer e consequentemente destruir a Igreja do Senhor Jesus Cristo. Sustentam os tais críticos do Cristianismo, coadjuvados neste diabólico propósito pelos falsos Cristãos, de que a Igreja deve abrir-se ao mundo para assim poder atrair mais pessoas para o seu seio. Abertura esta que, segundo eles, prende-se sobretudo com a ordenação das mulheres ao ministério pastoral, adopção do ecumenismo bíblico, aceitação da prática homossexual e o seu casamento, bem como não censurar o aborto, a eutanásia e o divórcio, etc. 

Levados por este perigoso vento de doutrina e ondas da pós-modernidade, muitas igrejas no Ocidente, particularmente aqui na Europa, têm renegado deliberadamente as suas origens fundacionais instauradas pelo Senhor Jesus Cristo e reconfirmadas pelos Santos Apóstolos. Tanto que, por esta razão, mesmo com toda esta propalada e tautológica abertura “civilizacional” assente num liberalismo teológico sem precedentes, a Igreja não tem estado a atrair mais pessoas aqui na Europa para dentro dela, antes pelo contrário, ela está cada vez mais herética, estagnada, velha e menos comprometida com os impolutos Princípios e Valores do Evangelho. 

A título exemplificativo, para testar esta nossa afirmação, veja-se a realidade das igrejas nos países escandinavos, especialmente na Suécia, onde o mundanismo apoderou-se completamente do Cristianismo, mesmo assim só dois porcento vai à Igreja e estão parcialmente comprometidos com ela. Na Suécia as mulheres podem ser bispos, tal como os homossexuais. Estes, por sua vez, podem casar pela igreja sem problema, ou seja, aprovam o casamento homossexual e convivem bem com o ecumenismo bíblico-teológico. Apesar de toda esta grande e ampla abertura da igreja sueca aos “avanços civilizacionais” do presente século mau em que estamos submergidos, ela continua a minguar no caminho da autodestruição, tal como muitas outras igrejas aqui na Europa. 

Por isso, este entendimento minimalista e redutor de que a Igreja tem de se abrir ao mundo para poder atrair mais pessoas não passa de um falatório inútil dos ateus, agnósticos e descrentes em geral que visa, em última instância, destruir a Igreja do Senhor Jesus Cristãos. Estas pessoas, em abono da verdade, são dissimuladamente anti-Evangelho, anti-Santidade, anti-Cristianismo, anti-Igreja e anti-Cristo, que não querem ver a afirmação e o sucesso missionário da Igreja do Senhor Jesus Cristo. 

E mais, em circunstância alguma, a Igreja deve ajustar-se ao mundo. É o mundo que deve ajustar sim a mensagem do Evangelho. Quando a Igreja tenta andar ao sabor do vento e das ondas do mundo acaba sempre por cair nas heresias e, desta forma, desviar-se dos seus princípios fundacionais, tal como a História nos tem indubitavelmente provado ao longo dos séculos. A Igreja tem de abrir-se à Sã Doutrina, à Santidade, à Oração, à Evangelização, à Missões e, acima de tudo, para o Todo-Poderoso DEUS. Isto sim, é abertura que conduz à Salvação. 

Nós, em suma, os eleitos filhos de DEUS, não nos deixaremos nunca enganar por artimanhas inventadas pela esperteza daqueles que se armam profundos conhecedores daquilo que literalmente desconhecem. Mas continuando fidedignamente a proclamar a verdade com amor, crescendo em todos os sentidos para Cristo, que é a cabeça da Igreja (Ef 4:14-15). Que assim seja. E assim sempre será pela fé no Senhor Jesus Cristo. 

O Adiamento das Eleições Legislativas Por Umaro Sissoko Embalo e o Falso Governo de Unidade Nacional


Partilho aqui o vídeo que gravei no domingo passado “Em Defesa do Futuro da Guiné-Bissau. Não calhou publicá-lo ao longo destes dias todos por razões várias. Só hoje foi realmente possível a sua publicação. Nele antecipei o possível adiamento de eleições legislativas por parte de Umaro Sissoko Embaló (que veio, sem surpresas nenhumas, a confirmar anteontem), bem com descortinar todas as armadilhas perigosas que estão por detrás de tal adiantamento de eleições e o putativo governo de unidade nacional. 

Aproveitei ainda a ocasião para chamar atenção a Fernando Dias e Nuno Gomes Nabiam da postura dúbia e pouco séria que têm tido no combate contra a ditadura de Umaro Sissoko Embaló no país. Tenha um bom proveito na visualização e auscultação do vídeo.  

O Sistema da Educação na Guiné-Bissau


Começou hoje oficialmente o início do novo ano lectivo na Guiné-Bissau (LER). Partilho aqui a parcela do live informal que tive há seis anos, concretamente em 27 Fevereiro de 2018, com a nossa famosa e Activista “Dama de Ferro” Sali Mané, sob o tema: “O Sistema da Educação na Guiné-Bissau” (VER).  A minha intervenção em crioulo foi congruente com aquilo que já havia defendido há doze anos num prolixo ensaio intitulado “Em Defesa do Futuro da Guiné-Bissau” (LER).  

Entendo que é preciso fazer reformas profundíssimas neste tão importante e estratégico sector do país, que incorpora o âmago do progresso de qualquer nação, sobretudo no que toca à qualificação dos nossos quadros professores, proporcionando-lhes diversas oportunidades de formação, com vista a poderem responder satisfatoriamente os exigentes desafios pós-modernos a nível da formação. Fazer alteração nos modelos programáticos e didácticos dos cursos que, até então, têm sido cegamente seguidos e que não se ajustam à realidade do país, através da restruturação de planos curriculares, melhorando significativamente a pedagogia do ensino, pautando, acima de tudo, pelo rigor, exigência e excelência do mesmo. Construir mais escolas em todas as regiões e aldeias do país (e não venham cá dizer-me que não há dinheiro para tal), para assim dispor da cobertura do ensino em todo o território nacional e, consequentemente, nesta primeira fase, impor o 9ºano de escolaridade obrigatória para todos os guineenses. 

Estas impreteríveis reformas estruturais devem abranger todos os ciclos de ensino do país. Infelizmente, por incompetência e falta de visão dos nossos sucessivos governantes, actualmente, na Guiné-Bissau, não existe praticamente nenhuma escola técnico-profissionalizante, com a excepção do CIFAP que foi fundado e continua a ser patrocinado pela Dioceses das Igrejas Católica de Bissau, operando com bastante sucesso. É um erro crasso. A nosso ver, o Estado deveria igualmente pensar seriamente em investir nesse modelo de qualificação para os nossos homens e mulheres, minimizando as graves carências que há em múltiplas áreas profissionais do país. 

É preciso também encetar os contactos a nível externo, procurando fazer parcerias com outros países no mesmo sector, não somente para servir de intercâmbio ao nosso pessoal docente e os educadores em geral, assim como melhorar a formação dos nossos jovens, através de bolsas de estudo para os referidos países, a fim de completarem os seus planos de estudos, nomeadamente a nível da Licenciatura, Mestrado, Doutoramento e Pós-Doutoramento, se assim for o seu desejo. 

A Educação é o único antídoto indispensável para a Guiné-Bissau eliminar cabalmente os flagelos humano-sociais, que a têm ameaçado de forma reiterada e galopante, nomeadamente à questão da instabilidade governativa, a corrupção e a fome, a propagação do vírus de HIV, as gravidezes precoces, o casamento forçado, a hedionda mutilação genital feminina, a violência doméstica, o elevado índice da mortalidade materno-infantil, a curta esperança média de vida dos cidadãos, etc. É através da educação que o Homem consegue dispor de ferramentas necessárias ao seu alcance para responder eficientemente os sérios desafios que vão surgindo ao longo da sua vida e, deste modo, realizar-se como pessoa de bem no círculo em que está inserido. Tudo isto acaba por ter reflexos bastantes positivos à sociedade em geral. 

Não sem razão que um dos grandes e proeminentes pedagogos de todos os tempos Coménio, na sua célebre obra “Didáctica Magna”, falava na necessidade de formação de todas as pessoas, independentemente do sexo, raça, religião e estrato social. Todas as pessoas, sustentavam peremptoriamente, devem ser enviadas às escolas, com vista a contribuírem para uma sociedade mais ordeira, integrativa, equilibrada, justa e progressista. E este imperativo não é alheio à Guiné-Bissau, isto é, aplica-se-lhe na perfeição. Necessitamos, com a máxima urgência, de melhorar a nossa qualidade de ensino para o bem-estar do nosso amado país, a Guiné-Bissau. 

A Convulsão Político-governativa na Guiné-Bissau


Partilho aqui novamente o comentário semanal que fiz há bocado sobre os últimos e relevantes acontecimentos políticos na Guiné-Bissau. Era suposto abordar três importantes temas e acabei por desenvolver apenas dois para o vídeo não ser demasiado grande. No vídeo em questão, comentei sobre o cinismo político de Braima Camará e toda a convulsão que se vive actualmente no Madem-G15, bem como aprofundei com mais detalhes a posição que veiculei na semana passada de aconselhar o Engenheiro Domingos Simões Pereira a não regressar, por enquanto, a Guiné-Bissau. E, por fim, dei alguns “raspanetes” no Umaro Sissoko Embaló. 

Tenha um bom proveito na visualização e auscultação do vídeo. 

Os Ilegais Congressos Extraordinários no PRS e Madem - G15


Partilho aqui o breve comentário que fiz há bocado sobre os últimos acontecimentos que marcaram a política guineense, nomeadamente os ilegais congressos extraordinários no PRS e no Madem - G15, bem como o discurso de Braima Camara e a traição que ele foi vítima por parte de Sissoko Embaló e os seus correligionários do partido. Deixei ainda no fim um conselho para o Engenheiro Domingos Simões Pereira. 

Tenha um bom proveito na visualização e auscultação do vídeo. Feliz noite de descanso e boa semana. 

Devemos Ser ou Não Tolerantes com os Intolerantes?


Devemos ser tolerantes com os intolerantes? Como relacionar com as pessoas que não têm a cultura democrática? É concebível, num estado de direito democrático, lidar com os ditadores numa lógica da democracia? Uma pessoa radical, extremista, violenta e autoritária pode beneficiar das regras integrativas da democracia participativa? Como é que podemos resistir e vencer pessoas antidemocráticas, sem pôr em causa o regime democrático? Será que a democracia aceita pessoas que não são democratas? São todas as pertinentes questões que procurei responder neste brevíssimo vídeo. 

Tenha um bom proveito na sua visualização e auscultação (LER). Feliz noite de descanso. 

A Mulher Adúltera e a Sua Absolvição pelo Senhor Jesus Cristo


Partilho aqui a pregação que fiz no domingo passado na minha Igreja intitulada “A Mulher Adúltera e a sua Absolvição pelo Senhor Jesus Cristo (João 8:1-11 – LER).  Esta mulher traiu deliberadamente o seu marido na Festa dos Tabernáculos dos judeus que, contra todas as evidencias humano-sociais, achou graça, amor e perdão por parte do Senhor Jesus Cristo (v 11). Ela acumulava simultaneamente várias infracções no seu acto pecaminoso, fazendo com que merecesse a pena de morte, tal como preceituava a Lei de Moisés. 

Mesmo assim, o amor venceu o legalismo hipócrita, a misericórdia a religiosidade, a verdade a mentira, a vida a morte. O Senhor Jesus conferiu um novo estatuto a esta pobre mulher, restaurando-lhe completamente a dignidade, como faz com todos aqueles que beneficiam da Sua graça salvífica. O Senhor Jesus Cristo veio ao mundo para justificar e salvar os miseráveis pecadores. Aleluia! 

Profissão de Fé


Faz hoje 17 anos que desci às águas para ser baptizado por imersão em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, selando assim a minha adopção como eleito filho de DEUS e membro pleno da Igreja do Senhor Jesus Cristo para a salvação (LER)

Renovo aqui, neste dia especial, através deste belíssimo hino evangélico, a minha profissão de fé de seguir resolutamente o Senhor Jesus Cristo até ao fim da minha vida. Segui-Lo-ei em todos os momentos, lugares, ocasiões, circunstâncias, situações e épocas. Aconteça o que acontecer. Haja o que houver. Custe o que custar. Estou determinado a seguir o meu Bom Mestre na tristeza e na alegria, na derrota e no sucesso, na dor e no conforto, na pobreza e na riqueza. Seguirei sempre o Senhor Jesus Cristo quando estiver fraco, abatido, desanimado, triste e no pecado. Da mesma forma, seguirei o meu Salvador quando estiver forte, animado, satisfeito, feliz, esperançoso e na plenitude espiritual. Nada me poderá separar do amor que DEUS nos deu a conhecer por nosso Senhor Jesus Cristo (Rm 8:39). 

Sei que sou um ser frágil, fraco, inconstante, incongruente, limitado e pecaminoso. Reconheço humildemente a minha vulnerabilidade e incapacidade humana para triunfar sozinho neste maldito mundo, não obstante beneficiar da graça salvífica do Senhor Jesus Cristo. Isto porque, tal como formulava o Apóstolo Paulo, “nem me compreendo, pois não faço aquilo que queria fazer e faço o mal que detesto (…). Encontro pois em mim esta regra: quando eu quero fazer o bem, faço mas é o mal. Cá no meu íntimo, eu quero seguir a lei de Deus, mas vejo que no meu corpo há uma outra lei que está contra a lei do meu entendimento” (Rm 7:7:15; 21-23). 

Por isso, conto inteiramente com o poder de DEUS para resistir positivamente a todos os obstáculos, tentações, descrenças, oposições e provações que vão surgindo no meu percurso de vida para a Terra Prometida. Assim, quando vierem os problemas e contradições à minha vida para saber que o Senhor Jesus é o meu único refúgio e salvação. Quando estiver em contramão para arrepiar caminho. Quando cair para poder rapidamente levantar-se. Quando estiver errado para não hesitar em arrepender. Quando pecar para não hesitar em pedir o perdão ao Altíssimo, sobretudo que nunca se aparte de mim a Palavra de DEUS, o desejo ardente de viver na Sua inteira vontade, dependência, obediência, graça e santidade. 

Obviamente que sozinho não consigo cumprir estes elevados desideratos espirituais, sem a permanente colaboração e ajuda Divina. Preciso, de forma encarecida, da coadjuvação do Espírito Santo para atingir estes ambiciosos desafios da Palavra de DEUS. O Senhor Jesus Cristo é tudo para mim. Não tenho ninguém mais precioso neste maligno mundo do que o meu Eterno Senhor e Salvador. A minha vida sem o Senhor Jesus não tem qualquer tipo de merecimento, sentido ou valor. 

Quero que Cristo esteja sempre comigo: esteja atrás de mim. Esteja diante de mim. Esteja à minha direita e à minha esquerda. Que tudo que eu faça seja para glória Dele. Quero, acima de tudo, seguir firmemente o Senhor Jesus Cristo até ao fim da minha vida, honrando-Lhe, servindo-Lhe, magnificando-Lhe, Louvando-Lhe e adorando-Lhe no meu corpo, alma e espírito. Que assim seja. Vai ser sempre assim. E assim sempre será. 

O Conflito Armado à Luz do Direito Internacional


O mundo em que vivemos está cheio de conflitos e de infindáveis guerras. Vemos guerras em todo o lado, circunscrições, dimensões e relacionamentos.  E estas guerras acabam sempre por criar ainda mais o abismo de separação entre pessoas, povos e países em geral, ceifando vidas de milhares e milhões de pessoas em todo o mundo, deixando um rasto de destruição incalculáveis. 

A pertinente questão que se coloca é: podemos considerar uma guerra como sendo justa? Eis a grande questão que nos interpela, que procurei humildemente responder neste podcast à luz do Direito Internacional. 

A Igreja do Senhor Jesus Cristo e a Pós-modernidade


Celebra-se hoje “O Dia da Reforma Protestante”. A propósito disso, partilho aqui esta brevíssima reflexão que fiz há dois anos sobre “A Igreja do Senhor Jesus Cristo e a Pós-modernidade”. Destaquei a importância cimeira da Reforma Protestante na afirmação e consolidação do Evangelho pelo mundo, bem como os grandes desafios espirituais que se colocam a Igreja nos conturbados e libertinos dias em que vivemos. 

Tenha um bom proveito na visualização e auscultação do vídeo. 

Os Incendiários Discursos de Umaro Sissoko Embaló


Partilho aqui convosco a minha Rúbrica Semanal sobre a Situação Sociopolítica na Guiné-Bissau. Abordei os relevantes assuntos que marcaram agenda política do país nos últimos dias, nomeadamente o discurso incendiário de Umaro Sissoko Embaló sobre a celebração da nossa independência nacional, a putativa data das eleições presidências para 25 de Novembro de 2025 marcadas unilateralmente por ele, o diferendo entre o governo e os padeiros,  as movimentações nas forças armadas, exortações ao Presidente da Assembleia Nacional Popular Domingos Simões e o Primeiro-ministro Geraldo Martins, bem como um recado em crioulo para o General Biaguê Na N’Tan. 

Tenha um bom proveito na visualização e auscultação do vídeo. 

Caminhar Com o Senhor Jesus Cristo num Mundo Maligno


Estive, no passado dia 17 do corrente mês, a convite da Juventude Guineense em Portugal, a pregar na Igreja Missão Evangélica Lusófona (MEL), no encerramento das actividades de jovens sobre as férias de verão, sob o tema “Caminhar Com o Senhor Jesus Cristo Num Mundo Maligno”, baseado no texto sagrado de 2 Timóteo 3:1-17. 
Partilho, por isso, a parcela desta minha pregação convosco. 

As Vantagens e Desvantagens da Emigração


Partilho aqui a minha explanação em crioulo sobre “As Vantagens e Desvantagens da Emigração”. Esta intervenção enquadra-se no primeiro encontro dos filhos de Nhacra em Lisboa, realizado no passado dia 23 de Setembro, sob o lema: “Unidos na Diáspora em Torno de Sector de Nhacra”. Tive o grato privilégio de ser convidado como orador principal no referido evento. 

O encontro serviu para trocarmos experiências e sedimentar os laços de guineendade que nos une, sobretudo dos nativos de Nhacra. Eu sou de Bissau, mesmo assim identifiquei-me completamente com o redobrado esforço cívico que estes patrícios estão a fazer em prol de Nhacra. Houve comes e bebes à moda guineense. Estavam na mesa alguns pratos típicos da Guiné-Bissau, especialmente os da etnia balanta. 

As Manobras Inconstitucionais de Sissoko Embaló


Partilho aqui a minha rúbrica semanal sobre a situação política na Guiné-Bissau. Abordei sobre a problemática da nomeação do novo chefe de estado maior “particular” de Umaro Sissoko Embaló, o desempenho de um mês do governo do Dr. Geraldo Martins e dos deputados da Assembleia Nacional Popular, bem como as manobras de perseguição do Procurador-Geral da República ao actual governo e algumas pertinentes sugestões ao Primeiro-ministro Geraldo Martins e ao Presidente da Assembleia Nacional Popular Engenheiro Domingos Simões Pereira. 

Tenha um bom proveito na auscultação do vídeo. 

Rúbrica Semanal Sobre a Situação Sócio-Política na Guiné-Bissau

 

Partilho aqui a minha “Rúbrica Semanal Sobre a Situação Política na Guiné-Bissau”. A partir de hoje em diante vou ficar a fazer vídeos semanais para dar a conhecer ao público aquilo que é a minha opinião sobre a actualidade política guineense. É a forma mais adequada que encontro, por enquanto, para dar a minha contribuição ao país. 

Tenha um bom proveito na visualização do vídeo. 

O Futuro da Coligação PAI - Terra Ranka


O relacionamento do PAIGC com os restantes partidos da coligação, sobretudo o seu futuro político, é a pertinente questão que o Jurista Gervasio Silva Lopes me colocou. Não hesitei, na minha humilde resposta, em denunciar a falta de compromisso que caracterizam os actores políticos guineenses. Temos uma classe política incompetente, gananciosa, materialista, corrupta e permeável à corrupção. Todos estes vícios corrosivos têm feito a Guiné-Bissau retroceder consideravelmente a nível do desenvolvimento. 

Mesmo assim, congratulei-me com o facto do PAIGC ter tido uma postura aberta em integrar os outros partidos com assento parlamentar, nomeadamente o PRS e PTG, não obstante não precisarem deles para governar, uma vez que o PAIGC venceu as eleições com a maioria absoluta. 

Centralizei ainda a minha abordagem sobre os constantes ziguezagues políticos que tem caracterizado o PRS nas duas últimas décadas. O PRS é, cada vez mais, para tristeza nossa, um partido descaracterizado, faminto e vendido. Um partido que está sempre metido em trafulhas, conspirações, golpes de estado e ilegalidades, perdendo consideravelmente o capital político que outrora granjeou perante o eleitorado guineense. A maioria dos guineenses há muito tempo que não se revê no PRS por causa da sua avidez pelo poder, estando disposto a tudo para fazer sempre parte do governo. Tanto que, por esta razão, foi relegado duas vezes para a terceira força política do país e com pouca expressão política. 

Não obstante toda esta situação, julgo que esta nova direcção do PRS, encabeçado por Fernando Dias, tem todas as condições para inverter a má fama do partido perante o eleitorado guineense. E uma das formas mais rápidas para chegar este desiderato político é levar avante, até ao fim, este acordo de incidência parlamentar com a coligação PAI – Terra Ranka. 

Por isso, tal como conclui de forma peremptoria, é extremamente importante que o próprio PAIGC ajudasse o jovem Fernando Dias a ganhar o próximo congresso do PRS para, desta forma, poder continuar na liderança e consolidar o seu poder no seio dos renovadores.