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Doxologia ao Único DEUS Eterno


“Ora, ao Rei dos séculos, imortal, invisível, ao único Deus, seja honra e glória para todo o sempre. Amém” (Apóstolo Paulo, in a Bíblia Sagrada, 1Tm 1:17). 

Honra e Glória ao Eterno DEUS


“Ora, ao Rei dos séculos, imortal, invisível, ao único Deus, seja honra e glória para todo o sempre. Amém” (Apóstolo Paulo, in 1Timóteo 1:17). 

Mais um Ano de Vida

Começo sempre o ano novo civil a fazer anos. Celebro hoje 39 anos de idade, graças a DEUS. Mais um ano para comemorar o dom inefável da vida. Mais um ano de júbilo e de festa. Mais um ano de gratidão a DEUS pela vida e saúde que ELE graciosamente tem-me concedido ao longo dos tempos, tendo fé que tal estender-se-á ainda por longos e bons anos. 

Estes 39 anos são coroados de autênticos altos e baixos a todos os níveis, encerrando paradoxalmente prós e contras. Mesmo assim, são anos de bastante assimilação, amadurecimento, crescimento, reconciliação e felicidade. São anos vividos com bastante fé, amor, paz, gratidão, entusiasmo e esperança em DEUS. Aquilo que sou hoje é resultado dessas simbioses de experiências gratificantes. Experiências profundamente marcantes e que moldaram o meu substrato identitário e mundividência, habilitando-me simultaneamente a reconhecer a precariedade da vida, a sua fugacidade e finitude. Estou tranquilamente em paz com DEUS, comigo e procuro, na medida do possível, no que depender de mim, estar em paz com o próximo à minha volta. 

Sinto cada vez mais o peso da idade. Sinto que estou, de forma galopante, a ficar mais velho. Sinto, acima de tudo, a paixão contagiante da vida a entrelaçar-me diariamente. Que esta paulatina odisseia à velhice me habilite a ter plenamente a consciência dos meus defeitos e virtudes, depurando aqueles e aperfeiçoando estes. Por outras palavras, ter a capacidade suficiente de corrigir as minhas imperfeições e consolidar as minhas qualidades. 

Espero que, em circunstância alguma, se aparte de mim a sabedoria, a humildade, a gratidão, a autenticidade, o discernimento, a liberdade, a autonomia, a frontalidade, o bom-senso e a espiritualidade, sobretudo de nunca me folgar com as injustiças ou reduzir-me em desvelos alimentados por uma mercenária ânsia de legitimação secular. Longe de mim toda a sorte de cólera, torpeza, soberba, complexos, bajulação, superficialidades, ingratidão, vingança, malignidade e vaidade do mundo. 

Que continue a ser uma pessoa estavelmente bem-disposta, alegre no Espírito Santo em todo e qualquer momento, satisfeito com aquilo que legalmente tenho e com muita fé no Senhor Jesus Cristo. Espero ainda continuar a ser amante de comida, da música (dos hinos Cristãos em particular), dos livros e de um bom debate. Que continue a falar alto e efusivamente, a cultivar mais a virtude do amor, do perdão, da tolerância, da misericórdia e da humildade na maneira de estar e encarar os elevados desafios da vida, especialmente que a promessa bíblica do Salmo 91:1-16 seja manifestamente uma realidade vivo-concreta na minha vida. Por fim, espero continuar a espalhar por toda a parte o bom perfume do conhecimento de Cristo para as pessoas que precisam encarecidamente da Sua graça redentora. 

Fechou-se, ontem, felizmente, um ciclo de vida e abre-se um novo a partir de hoje com elevadas expectativas no horizonte por concretizar. Até aqui me ajudou o SENHOR. A ELE, através do Senhor Jesus Cristo, seja dado todo o Poder, a Honra, a Glória pelos séculos dos séculos. Que assim seja. Assim sempre será. 

A Importância de Orar de Joelhos


Orar é uma marca indelével na vida dos Cristãos. É uma das formas solenes e especiais que dispomos para interagirmos com o nosso Pai Celestial. Somos chamados a orar sem cessar (1 Ts 5:17), tendo em conta os grandes desafios que a vida espiritual comporta a todos os níveis. Devemos orar com a postura adequada e com o temor reverencial que se espera dos filhos do Todo-Poderoso DEUS, sobretudo de joelhos. Orar de joelhos traduz, em última instância, a postura mais correcta de se apresentar diante do nosso Magnífico DEUS. Também diz muito sobre o grau da reverência que demonstramos para com ELE. É uma boa prática religiosa que já vinha desde a mais antiga tradição judaica. Os profetas do Antigo Testamento comummente oravam de joelhos. O Senhor Jesus Cristo, o Filho Unigénito de DEUS, subscreveu na íntegra este modelo de espiritualidade e orava de joelhos. Os seus discípulos, da mesma sorte, oravam de joelhos, bem como a Igreja primitiva. 

No entanto, por vicissitudes várias e supervenientes, orar de joelhos é uma boa prática que a ala tradicional do protestantismo postergou na sua liturgia pública e privada. Praticamente não se ensina na Escola Bíblica Dominical (EBD) e nos cultos congregacionais, fazendo com que a generalidade dos fiéis não o coloque em prática nas suas orações devocionais e espiritualidade em geral. Somente se verifica esporadicamente nos cultos da ordenação pastoral e de casamento, tendo em conta a imposição das mãos do presbitério perante os consagrados. Mesmo nos círculos pentecostais ou neo-pentecostais, onde se costuma enfatizar efusivamente o conceito de oração, acabam sempre por esvaziar este importantíssimo pressuposto espiritual e ficar bastante aquém na postura mais correcta que se deve seguir diante do SENHOR para orar. 

Orar de joelhos, tal como sustenta sabiamente Joseph Ratzinger, “é a posição de oração que exprime a extrema submissão à vontade de Deus, o abandono mais radical a Ele; uma posição que a liturgia ocidental prevê ainda na Sexta-Feira Santa, na Profissão Monástica e também na Ordenação Diaconal e nas Ordenações Presbiteral e Episcopal”. O Senhor Jesus ora de joelhos no Monte das Oliveiras– momentos antes de enfrentar a dolorosa Cruz (Lc 22.41). Hernandes Dias Lopes, na mesma esteira do pensamento, escreve que “o Deus eterno, criador do universo, sustentador da vida está de joelhos, com o rosto em terra. O Rei da glória está prostrado em humílima posição”. O Evangelista Mateus regista que o Senhor Jesus “prostrou-se sobre o seu rosto, orando” (Mt 26:39). Marcos narra que ele “prostrou-se em Terra” (Mc 14:35). Lucas, diferentemente dos dois evangelistas, descreve que o Senhor Jesus “pondo-se de joelhos, orava” (Lc 22:41). No chão duro, e sem qualquer tipo de suporte ou comodidade, o Senhor Jesus orava de joelhos, renunciando assim qualquer tipo de conforto na Sua intercessão. 

A Bíblia Sagrada ensina-nos várias formas de oração e/ou postura a adoptar. Com efeito, orar de joelhos ou deitar-se no chão para orar normalmente envolve casos de grandes contradições, intensas lutas espirituais, perigos iminentes, situações de ruptura e pedidos de urgência. Tanto que, por esta razão, antevendo a Sua morte horas depois, o Senhor Jesus Cristo colocou-Se de joelhos a orar, trançando assim uma bitola para os seus discípulos nos momentos cruciais e determinantes da batalha espiritual. Tomando por base a posição de oração, sustenta ainda Joseph Ratzinger, “insere esta luta nocturna de Jesus no contexto da história da oração cristã: Estevão, durante a lapidação, dobra os joelhos e reza. (cf. Act 7, 60); Pedro ajoelha-se antes de ressuscitar Tábita da morte (cf. Act 9, 40); Paulo ajoelha-se quando se se despede dos anciãos de Éfeso (cf. Act 20, 36), e outra vez quando os discípulos lhe dizem para não subir a Jerusalém (cf. Act 21, 5). A propósito, diz A. Stoer: «Todos eles, perante a morte, rezam de joelhos; o martírio não pode ser superado senão através da oração. Jesus é o modelo dos mártires” (LER)

Perante a verdade exposta, precisamos urgentemente de despertar e readoptar esta posição de oração de forma regular nos nossos cultos público-congregacionais e, deste modo, estimular os crentes a seguir o mesmo nas suas rotineiras orações em casa. A Igreja deve servir de exemplo neste sentido. E para isso impõe-se libertar humildemente de perniciosos comodismos, conformismos, complexidades, atrofiamentos, resignações e marasmos obstrutivos, que em nada contribuem para o verdadeiro crescimento e fortalecimento da nossa adoração. Que DEUS nos perdoe e nos ajude a superar estes importantes desafios espirituais no nome Bendito de Jesus Cristo. Que assim seja. 

Doxologia IX


“«Louvado sejas para sempre, Senhor, Deus do nosso pai Israel. Tu tens grandeza, poder, glória, honra e majestade! Tudo o que há no céu e na terra te pertencem. Tu és o Senhor de tudo o que existe. Tu és o soberano que está acima de todas as coisas. É de ti que vêm as riquezas e o poder. És tu que tudo governas e tendo a força e o poder podes dar aos outros força e grandeza. Por isso, ó Senhor, nosso Deus, nós te louvamos e celebramos a tua majestade”. 

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(A Bíblia Sagrada, 1 Crónicas 29:10-13, Versão, “A Boa Nova Em Português Corrente”, Sociedade Bíblica de Portugal, 2004). 

Doxologia VIII


“Na visão ouvi a voz de um grande número de anjos. Eram aos milhares e milhares sem conta. Estavam à volta do trono, dos quatro seres vivos e dos anciãos e cantavam com voz forte: «O Cordeiro que foi sacrificado é digno de receber o poder, a riqueza, a sabedoria e a força, a honra, a glória e o louvor.» E ouvi todas as criaturas que estão no Céu, na Terra, debaixo da terra e no mar, responder com todos os seres que ali existem: «Àquele que está sentado no trono e ao Cordeiro, o louvor e a honra, a glória e o poder por todos os séculos dos séculos.» Os quatro seres vivos respondiam: «Ámen!» E os anciãos caíram por terra em adoração.” 

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(A Bíblia Sagrada, in Apocalipse 5:11-14, Versão, “A Boa Nova Em Português Corrente”, Sociedade Bíblica de Portugal, 2004). 

Doxologia VII


“É bem certa e digna de confiança aquela palavra que se diz: «Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores.» E o primeiro pecador sou eu. Mas por isso mesmo é que fui tratado com misericórdia, para que Cristo Jesus pudesse mostrar, começando por mim, toda a sua paciência. Isto a fim de servir de exemplo para aqueles que depois haviam de acreditar nele, a fim de alcançarem a vida eterna. Ao rei eterno, ao Deus único, imortal e invisível, sejam dadas honra e glória para sempre. Ámen”

(Apóstolo Paulo, in A Bíblia Sagrada, 1 Timóteo 1:15-17, Versão, “A Boa Nova Em Português Corrente”, Sociedade Bíblica de Portugal, 2004). 

Doxologia VI


«Deus que tem o poder de vos livrar do mal e de vos apresentar sem pecado e cheios de alegria na sua glória, somente a ele, que é o nosso único Deus e Salvador, sejam dados, por meio de Jesus Cristo, nosso Senhor, a glória, a honra, o poder e a autoridade desde sempre, agora e por toda a eternidade. Ámen». 

(A Bíblia Sagrada, in Judas 1:24-25, Versão, “A Boa Nova Em Português Corrente”, Sociedade Bíblica de Portugal, 2004). 

Oração do Pai Nosso


“Oração do Pai Nosso” é uma das mais célebres passagens contidas nas Escrituras Sagradas. Tanto que, por esta razão, ela tem sido sabiamente memorizada e cantada pelos milhões de fiéis ao longo da História do Cristianismo. É uma Oração que deve servir de bitola para todos os Cristãos de todos os tempos e épocas. Não somos obrigados a adoptá-la literalmente em todas as preces que fazemos diariamente, uma vez que o Senhor Jesus Cristo não a seguiu à risca na Sua afamada “Oração Sacerdotal” (João 17:1-26) e, muito menos, quando estava angustiado no Getsémani (Mateus 26:39-46; Marcos 14-32-42; Lucas 22:39-46), bem como os Santos Apóstolos e os Pais da Igreja. E mais, somos posteriormente ensinados pelo próprio Senhor Jesus a orar e pedir ao Pai em Seu Nome (João 14:13-14). Um importante pormenor que a “Oração do Pai Nosso” não contem. Não sabemos por que razão o Senhor Jesus terá omitido este relevante pormenor (será, porventura, por estar ainda na Sua humilde fase de encarnação quando formalizou esta Oração? Eis o mistério que nos interpela). Uma coisa, no entanto, temos a certeza absoluta: a “Oração do Pai Nosso” deve ser sempre o modelo padrão para todas as nossas orações. 

O Senhor Jesus, antes de veicular esta famosa e poderosa Oração, nos versículos 1 até 8 do Evangelho segundo Mateus 6, exortou aos seus discípulos a adoptarem uma espiritualidade de descrição, evitando o pecado da hipocrisia e ostentação somente para serem elogiados pelos Homens. Tal postura não deve, em circunstância alguma, ser a de um devoto Cristão, máxime quando damos a esmola ou estamos em momentos de contrição perante DEUS. Caso contrário, a pessoa já recebeu a sua devida recompensa (qui a palavra recompensa tem uma conotação pejorativa, uma vez que não tem qualquer valoração espiritual). Além da advertência que o Senhor Jesus fez sobre o risco da ostentação, que consubstancia o testemunho de falsidade e a sua nefasta consequência espiritual (Mateus 6:1-4; 23:14; 33), aproveitou ainda a deixa para aconselhar os seus discípulos sobre as vãs repetições que são feitas nas orações, como erradamente fazem os gentios que se desdobram num infindável palavreado, julgando-se que é por muito falarem que serão mais facilmente ouvidos. O Senhor Jesus corrigiu esse equívoco doutrinário, com base na omnisciência de DEUS, realçando que o nosso Pai Celestial sabe muito bem o que precisamos, antes de Lho pedirmos. E de seguida, ensinou-lhes a forma mais correcta de orar. 

Nesta famosa Oração, o Senhor Jesus evidencia seis pertinentes verdades espirituais – das quais as três primeiras relacionam-se exclusivamente com DEUS e as restantes com a realidade quotidiana do ser humano. (I) Ele é o nosso Pai Celestial, que está assentado nos mais altos dos céus, e o Seu nome deve e merece ser permanentemente Santificado; (II) É benéfico para a Humanidade que o Seu Reino venha e domine plenamente toda a Terra; (III) que a Sua perfeita vontade prevaleça no seio dos pecadores, tal como acontece no Céu (a cidade de DEUS deve ser o espelho da cidade dos Homens). Depois disso, as últimas três verdades centralizam-se nos desafios e anseios que afectam o Homem no seu percurso normal de vida, nomeadamente (IV) a concessão do pão diário; (V) o perdão dos seus pecados como também ele perdoa aqueles que lhes insultam, magoam e querem a sua desgraça ou, porventura, possam ter alguma dívida pecuniária com ele e não têm condições financeiras suficientes para lhe saldar (Mateus 18:23-35); e, por fim, (VI) não lhe deixar cair em tentação, mas livrá-lo de todo o perigo e mal que possam eventualmente surgir pelo caminho. Isto porque, culminando o Senhor Jesus com a grande doxologia, do Todo-poderoso DEUS “é o reino, o poder e a glória para sempre. Amém”. Que assim seja. 

Praise God From Whom All Blessings Flow



Um magnífico e profundíssimo hino de adoração. Estive hoje praticamente todo o dia na minha igreja, a Evangélica Baptista da Amadora, a cultuar com os meus prezados irmãos na fé. Primeiro na Escola Bíblica Dominical (EBD), às 10:h30, onde estudámos sobre "Respondendo aos Críticos", baseado no texto bíblico de Actos 26:1-32. E, de seguida, tivemos um maravilhoso tempo de Louvor e Proclamação do Evangelho. 

Já esta tarde, às 17:h00, tive o grato prazer de dirigir o culto e simultaneamente pregar. O tema objecto da minha pregação foi “O Impreterível Percurso da Salvação” (Lucas 9: 51-62). Depois do cumprimento desta nobre tarefa eclesiástica estive, ainda, juntamente com alguns irmãos, a ensaiar o hino que vamos entoar na celebração do aniversário da nossa Igreja no próximo mês. Foi, realmente, um dia intenso, produtivo e bastante abençoado. Alegrei-me, escrevia devotamente o salmista David, "quando me disseram: Vamos à Casa do Senhor" (Salmo 122:1). 

Iniciei o dia em classe e estou, igualmente, a terminá-lo em classe. O meu DEUS é mesmo Bom. ELE é eternamente Bom. 

Doxologia V


“Naquela região havia pastores que passavam a noite no campo guardando os rebanhos. Apareceu-lhes um anjo e a luz gloriosa do Senhor envolveu-os. Ficaram muito assustados, mas o anjo disse-lhes: «Não tenham medo! Venho aqui trazer-vos uma boa nova que será motivo de grande alegria para todo o povo. Pois nasceu hoje, na cidade de David, o vosso Salvador que é Cristo, o Senhor! Poderão reconhecê-lo por este sinal: encontrarão o menino envolvido em panos e deitado numa manjedoura.» Nisto, juntaram-se ao anjo muitos outros anjos do céu louvando a Deus e cantando: 

«Glória a Deus no mais alto dos céus
e paz na Terra aos homens
a quem ele quer bem!»” 

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(Cântico de Simeão, in A Bíblia Sagrada, Evangelho Lucas 2:8-14, Versão, “A Boa Nova Em Português Corrente”, Sociedade Bíblica de Portugal, 2004). 

Doxologia IV


“(...) Simeão tomou-o nos braços, deu graças a Deus e disse: «Agora, Senhor, já podes deixar partir em paz o teu servo conforme a tua palavra! Já vi com os meus olhos a tua salvação que preparaste para todos os povos. Luz de revelação para os pagãos e glória para Israel, teu povo (…) Este menino é para muitos em Israel motivo de ruína ou salvação. Ele é sinal de divisão entre os homens, para revelar os pensamentos escondidos de muitos.»” 

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(Cântico de Simeão, in A Bíblia Sagrada, Evangelho Lucas 2:28-32; 34-35, Versão, “A Boa Nova Em Português Corrente”, Sociedade Bíblica de Portugal, 2004). 

Doxologia II


«Ó profundidade das riquezas, tanto da sabedoria, como da ciência de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis os seus caminhos! Porque, quem compreendeu o intento do Senhor? ou quem foi seu conselheiro? Ou quem lhe deu primeiro a ele, para que lhe seja recompensado? Porque dele, e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele, eternamente. Ámen.» 

(Apóstolo Paulo, in A Bíblia Sagrada, Romanos 11:33-36, Versão, João Ferreira de Almeida [Edição Revista e Corrigida], Sociedade Bíblica de Portugal, 2010). 

O Testemunho da Fé



Que formoso hino de adoração (e também pode ouvir esta versão AQUI). Um grande clássico evangélico. Encerra pertinentes questões da fé Cristã, que se vai desdobrar em última instância na milagrosa Graça salvífica de DEUS para com o pecador. 

Dentro de algumas horas, querendo o nosso Eterno DEUS, estarei a pregar no culto da tarde da minha igreja, a Evangélica Baptista da Amadora, bem como no dia 20 do próximo mês na mesma hora. Vou usar nos dois cultos separados um dos meus predilectos Textos Sagrados – Salmo 23:1-6 e o Salmo 1:6, respectivamente. Foi com eles que, desde a mais tenra idade, construí uma enorme afinidade espiritual até à data presente. A generalidade da minha compreensão bíblico-teológica resulta desta gratificante e inenarrável experiência Cristã. Espero, com a preciosa ajuda Divina, continuar sempre assim nesta abençoada senda de intimidade e crescimento espiritual.

Nobody Fills My Heart Like Jesus



A vida sem a presença do Senhor Jesus Cristo não faz qualquer tipo de sentido. É um tédio infinito que, por sua vez, consubstancia um vazio impreenchível, atraindo com ele todas as desgraças mundanais. Isto porque Ele é a causa inicial e última de todas as bem-aventuranças terreno-celestiais, que qualquer ser humano poderá almejar. Nele, dizia o Santo Apóstolo Paulo para elucidar os cépticos atenienses, "vivemos, e nos movemos, e existimos" (Actos 17:28). 

Por isso, interiorizando a impoluta verdade soteriológica exposta e também o hino de adoração em apreço, ninguém preenche, ou jamais preencherá, o meu grato coração como o Senhor Jesus Cristo tem feito. Louvado seja DEUS agora e para todo o sempre! 

A Alma que Anda em Amor não Cansa Nem se Cansa



Que fabuloso hino contemplativo. Aprecio imenso os cânticos litúrgicos da comunidade Taizé, não obstante ser uma denominação ecuménica bastante diferente da minha. O amor, nas suas várias configurações humano-teológicas, é a maior virtude Cristã superando a fé, a esperança e todos os outros dons espirituais. Por isso, tal como diz inspiradamente o cântico em questão, "a alma que anda em amor não cansa nem se cansa". Isto porque, nas sábias palavras do Apóstolo Paulo, "tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta". O amor jamais acaba, ao contrário das profecias, línguas, ciência (1 Coríntios 13:7-8). Que assim seja sempre nas nossas vidas.

Dar Sempre Graças a DEUS em Todas as Circunstâncias


Gosto especialmente deste belíssimo hino Evangélico-Cristão. É um dos meus favoritos. Carrega uma mensagem teológica bastante profunda e concomitantemente poderosíssima. A gratidão é uma das virtudes que não está ao alcance de todos, infelizmente, tendo em conta a postura de ingratidão que minam as mentes empedernidas e mal-agradecidas. A gratidão excede, em larga medida, as mundividências redutoras da compreensão humana. É um hábito salutar que, de forma indelével, marca e caracteriza uma vida inteira. Está subjacente ao substrato identitário das almas piedosas, reflectindo notoriamente no seu carácter interior e na forma peculiar de estar, relacionar e encarar os enormes desafios da vida. Habilita-nos ainda, da mesma sorte, para a simplicidade das coisas e reiterados reconhecimentos perante os favores imerecidos que vamos recebendo por parte de DEUS e dos nossos semelhantes. 

A gratidão está associada indubitavelmente à satisfação, à alegria e à felicidade. Permite-nos olhar positivamente para a vida e estarmos penhorados a ela, independentemente das circunstâncias favoráveis ou adversas em que possamos estar adstritos. O facto de termos DEUS no coração, uma família de apoio incondicional e amigos especiais que nos circundam no nosso percurso diário neste “vale de lágrimas”, são motivos manifestamente suficientes para sermos eternamente gratos. Por isso, a Palavra de DEUS nos insta e encoraja a darmos sempre graças em toda e qualquer conjuntura em que possamos estar submergidos, porque essa é a vontade de DEUS em Cristo Jesus para connosco (1 Tessalonicenses 5:18). E esta nobre postura de vida traduz, em última instância, a manifestação visível das bem-aventuranças de todos aqueles que são genuinamente transformadas pela acção do Espírito Santo. Que assim seja. E assim sempre será.   

Herança Litúrgica


Sou um assumido fã incondicional de louvor e adoração com os hinos. Sinto-me mais “próximo” de DEUS ouvindo e cantando os tradicionais hinos Evangélico-protestantes, sem prejuízo obviamente de reconhecer o devido mérito a alguns belíssimos cânticos que também são entoados no nosso meio Cristão. Nutro uma simpatia bastante especial para com os hinos. Sempre foi assim desde criança. Julgo que os hinos nos protegem, da melhor forma possível, das heresias litúrgicas que a generalidade dos cânticos promove sorrateiramente nas nossas congregações. Há louvores que mais parecem “concertos” do que propriamente um autêntico “culto racional” ao nosso Santíssimo DEUS, tal como inspiradamente requerido nas Escrituras Sagradas (Romanos 12:1; 1 Coríntios 14:20-40). 

Tenho imensa pena que os tradicionais hinos estejam, cada vez mais, a ser relegados para segundo plano nos nossos cultos congregacionais em detrimento da “pomposa adoração” dos cânticos (alguns deles de proveniências e mensagens teológicas duvidosas, infelizmente). Há igrejas em que os hinos já não fazem parte da sua liturgia, entrando assim flagrantemente em contradição com uma das grandes heranças da Reforma Protestante e da nossa Fé Cristã. Jamais pactuarei com esta redutora mundividência eclesiástica. Os hinos fazem parte do substrato identitário da nossa Fé Reformada e também Cristã, insisto. Consubstanciam, sem margem para dúvidas, aroma agradável de adoração. Não podem, por isso, em circunstância alguma, caírem em desuso cultual como é cada vez mais notório em muitos círculos Protestantes, sob pena de estarmos deliberadamente a apagar parte importantíssima da nossa herança Cristã. 

Esta preocupante desvinculação na entoação dos hinos nas nossas Igrejas deve-se, a meu ver, à galopante e reiterada “instrumentalização” e “mundanismo” a que o louvor e adoração têm sido votados nos últimos séculos – fruto de uma abordagem “libertadora”, catapultado, máxime, pelos movimentos carismático-pentecostais e neopentecostais nos finais do século XIX, acabando concomitantemente por influenciar praticamente todas as outras denominações evangélicas neste sentido. A partir do momento em que, por razões doutrinárias, triunfou este “novo” paradigma do “avivamento litúrgico”, os hinos passaram a ser vistos como uma coisa do passado, de velhos e caducos. Os jovens, os recém-convertidos e os crentes em geral, já não se identificam tanto a sua espiritualidade com eles, preferindo refugiar-se mais num louvor pomposo e completamente excêntrico. 

A espiritualidade, importa ainda salientar, é mais voltada para a razão e contemplação do que propriamente à emoção e à ostentação. Os dois últimos são sentimentos, muitas das vezes, efémeros e sem qualquer tipo de repercussão prática no decorrer do tempo. Ao passo que aqueles são consistentes e duradouros. Conseguem conjugar muito bem os aspectos do genuíno sentimento natural com a inabalável certeza da fé. Ter fé não é viver exclusivamente de emoção ou exposição circunstancial e, muito menos, depender inteiramente delas; é viver, em última instância, da espiritualidade lúcida que a mensagem do Evangelho encerra em todas as suas vertentes e plenitude. O nosso Eterno DEUS, exortava peremptoriamente o Senhor Jesus na Sua conversa com a mulher samaritana, “é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade” (João 4:24). Adoremos, pois, de forma ordeira e decente, o Todo-poderoso DEUS em espírito e em verdade. Que assim seja. 

O Que Seria da Humanidade sem a Música?

É uma questão extremamente difícil de conceber do ponto de vista gnosiológico. Jamais conseguiríamos apurar na perfeição uma resposta cabal e definitiva sobre o impacto imediato que isto teria na convivência diária no seio dos seres humanos. Não há margem para dúvidas que muitas das coisas deixavam de fazer sentido se não houvesse, de facto, a música para “colorir” a nossa rotina diária. Os efeitos colaterais seriam extremamente avassaladores. Talvez a generalidade das aves não teria razão de existir e, com a provável inexistência desta importantíssima espécie na natureza, o ecossistema ficaria fortemente abalado e desequilibrado. Não haveria harmonia no Universo. O caos apoderar-se-ia de tudo. As pérolas que gotejam nos olhos de amantes estariam completamente viciadas e, em consequência disso, o amor seria uma hipocondria. A inspiração não passaria apenas de uma miragem. A poesia teria de ser reinventada para outros fins. A nossa devoção a DEUS certamente não seria igual. O riso não faria sentido. Entraríamos num vaivém solitário de profunda melancolia existencial. As contradições do dia-a-dia ter-nos-iam submergido e teriam passado por cima das nossas legítimas aspirações. A vida não teria nenhuma graça e perderia todo o seu doce sabor de felicidade. E, assim, a fortiori, a morte apresentar-se-ia como inevitável solução. 

A música está intrinsecamente ligada à harmonia, à beleza, ao encanto e à sublimidade, ao sossego, à reconciliação. Também, por sua vez, representa tranquilidade, conforto, alegria e paz interior. Consegue transportar-nos para uma realidade transcendental e liga-nos directamente com o Divino. Com a música superamos a vulnerabilidade da madrasta vida e os limites da imaginação humana. Permite-nos inspiradamente auto-avaliar cuidadosamente a nossa limitada condição antropológica. Proporciona-nos momentos marcantes de puro prazer que, as mais das vezes, ficam para sempre na memória cognitiva. Ela é o aconchego e bálsamo das nossas almas. 

Sem a música, respondendo directamente a pergunta inicial do título do artigo, a Humanidade estaria paupérrima em todos os aspectos vivenciais, máxime do ponto de vista emocional e intelectual. Quiçá seja por esta mesma razão que DEUS nos outorgou incondicionalmente esta maravilhosa dádiva para aliviar as nossas pressões rotineiras e equilibrar o nosso estado de alma. A música existe, por certo, em suma, para proporcionar a felicidade e o bem-estar ao Homem.