O domingo é
sempre um dia bastante especial na vida de qualquer devoto Cristão. É o
primeiro dia da semana e também o dia que, de forma religiosa, DEUS reservou e
santificou para ser cultuado pelos seus amados filhos. O domingo é o exclusivo
Dia do SENHOR. Todos os filhos de DEUS têm um carinho peculiar por este grande
dia da salvação, tendo em conta a finalidade teológica e teleológica que
encerra.
Desde tenra
idade que fui ensinado e concomitantemente habituado a guardar o domingo como o
Dia do SENHOR até à data presente, tal como é requerido nas Escrituras
Sagradas. Não há nada, mesmo nada, ao longos dos anos da minha experiência
Cristã, que me tem impedido de estar presencialmente na Igreja ao domingo,
excepto por motivos de saúde e/ou outras razões imperiosas de força maior. Amo
estar na Igreja no domingo para assistir ao culto e estar em comunhão com os
meus irmãos na Fé. Sinto-me completamente feliz em estar na Igreja e acompanhar
toda a dinâmica espiritual que envolve o Dia do SENHOR. Muito mais do que estar
na Igreja para cumprir uma mera rotina religioso-Cristã é, acima de tudo,
sentir a presença constante de DEUS nas nossas vidas, apresentando sempre os
nossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a DEUS, que é o nosso culto
racional (Rm 12:1).
Estar na
Igreja é também ter a predisposição para servir, através dos nossos dons e
talentos. É estar no centro da vontade de DEUS, dando um poderoso testemunho da
Fé Cristã a tempo e fora de tempo. É honrar, louvar, adorar e exaltar a DEUS
por tudo o que ELE é e representa nas nossas vidas. E todas estas realidades
espirituais terão repercussões positivas na nossa vida e na vida de todos
aqueles que nos rodeiam, isto é, no nosso círculo de convivência e
socialização.
O domingo é
o Dia do SENHOR. Também é o dia da alegria e da salvação. A Igreja Católica, na
Sua Doutrina Social da Igreja, apelida o domingo como o dia do “Repouso
Festivo”, considerando que “Deus repousou, no sétimo dia, do trabalho por Ele
realizado (Gn 2, 2): também os homens, criados à Sua imagem, devem gozar de
suficiente repouso e tempo livre que lhes permita cuidar da vida familiar,
cultural, social e religiosa. Para tanto contribui a instituição do dia do
Senhor. Os fiéis, durante o domingo e nos demais dias santos de guarda, devem
abster-se de trabalhos e negócios que impeçam o culto a prestar a Deus, a
alegria própria do dia do Senhor, a prática das obras de misericórdia ou devido
repouso do espírito e do corpo. Necessidades familiares ou exigências de
utilidade social podem legitimamente isentar do repouso dominical, mas não
devem criar hábitos prejudiciais à religião, à vida de família e à saúde” (LER).
Num tempo
em que, cada vez mais, de forma galopante, se relativiza a importância cimeira
do domingo como o Dia do SENHOR, preterindo-lhe deliberadamente com outras
superficialidades seculares, impõe-se-nos, aos filhos de DEUS, a continuarmos a
enfatizar este grande dia da salvação, mormente enfatizar a importância da vida
santificada, comprometida e de serviço com o Reino de DEUS.
Estive hoje
de manhã no culto dominical da minha Igreja, tal como de costume, a cultuar a
DEUS com os meus irmãos Cristãos. Primeiro, na Escola Bíblia Dominical (EBD) e
depois no culto de adoração a DEUS. Estive, já esta tarde, na Igreja com os
meus patrícios guineenses a cultuar novamente a DEUS. O Dia do SENHOR é um
tempo de louvor, adoração, comunhão e confraternização em torno do nosso
Eterno, Grande, Santo e Todo-Poderoso DEUS.
O domingo,
em suma, tal como sustenta a Declaração da Fé Baptista, “Dia do Senhor e o
primeiro da semana, é o dia em que o crente comemora a ressurreição de Cristo,
descansando das suas actividades seculares. Deve ser consagrado ao exercício do
culto, do testemunho e de outras formas de serviço espiritual, tanto público
como privado”. É tudo isto que tenho procurado, na medida do possível, com a
graça e Divina, corresponder na minha vida ao longo dos anos. Ou seja, por
outras palavras, encarnar e viver plenamente a alegria do Dia do SENHOR. Que
assim seja.