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Um Dia, Uma Aniversariante

A nossa estimada irmã Maria José Alexandre celebra hoje mais um aniversário, acrescentando uma nova primavera à sua vida, graças a DEUS. Ninguém fica indiferente ao cruzar-se com a nossa querida irmã Maria José ou ao fazer parte do seu círculo de relações, tendo em conta a sua visão elevada, abrangente e apurada da vivência cristã. 

Marca todos de forma positiva e demonstra amor para com todos os que a rodeiam, sem fazer aceção de pessoas. Encarna, de forma evidente, os grandes princípios e valores da fé cristã no seu quotidiano, servindo de exemplo para os demais (LER)

A estimada irmã Maria José Alexandre é, de facto, uma grande mulher de DEUS. É também uma mulher de família, vivendo sempre em torno dos seus entes queridos. A Igreja e a família constituem pilares estruturantes do seu substrato identitário. Vive servindo incansavelmente a Igreja do Senhor Jesus Cristo, a família e o próximo, com todas as suas forças e inteligência. 

A irmã Maria José Alexandre é uma pessoa piedosa, amorosa, aberta, acessível e profundamente humilde. Possui um perfil pacífico, agregador, altruísta, generoso e desprendido; relaciona-se bem com todos, sem preconceitos nem atitudes de superioridade para com quem quer que seja. 

Guardo comigo, ao longo de muitos anos até à presente data, apenas boas recordações da nossa estimada irmã Maria José. Sempre me tratou com amor e carinho, tal como faz com todos os que cruzam o seu caminho. Acompanhou de perto o meu percurso no Seminário Teológico Baptista (STB) e na Igreja Evangélica Baptista da Amadora, inteirando-se, com genuína preocupação, dos meus desafios de vida e procurando ajudar na medida do possível. Assim procedeu, primeiramente, com o meu irmão Evaristo Vieira e, posteriormente, comigo. 

Todas estas nobres qualidades humano-espirituais que destaco na irmã Maria José Alexandre são igualmente evidentes na vida e no ministério do seu marido, o Pastor Manuel Alexandre Jr., confirmando, assim, a máxima popular: “ao lado de um grande homem há uma grande mulher”. 

Sem me alongar mais, apresento os meus mais sinceros parabéns e votos de feliz aniversário à estimada irmã Maria José Alexandre. Que o nosso Eterno e Todo-Poderoso DEUS continue a abençoá-la rica e poderosamente em todos os aspetos da sua vida, concedendo-lhe vida abundante e saúde, juntamente com toda a sua amada família. Que a graça e a bondade do Senhor Jesus estejam sempre consigo, hoje e para todo o sempre. Que se cumpra sobre a sua vida a bênção: “O Senhor te abençoe e te guarde; o Senhor faça resplandecer o seu rosto sobre ti e tenha misericórdia de ti; o Senhor sobre ti levante o seu rosto e te dê a paz” (Nm 6:24-26). Que assim seja. 

Em suma, estimada irmã Maria José Alexandre, desejo-lhe felicidades espirituais, familiares, ministeriais, relacionais e terrenas, bem como todas as felicidades do tempo e da eternidade. 

Um Dia, Uma Aniversariante

A nossa Dama de Ferro, Sali Mané, completa hoje mais um ano de vida (LER). A Sali é uma mulher bem-educada, forte, trabalhadora, determinada e com os “pés bem assentes na terra”. Vive em função da sua família e é, acima de tudo, uma verdadeira mulher de família. É uma pessoa convicta dos seus ideais, desprovida de ambições ilusórias, autêntica nas relações e completamente dedicada àqueles que a rodeiam no seu círculo social mais próximo. 

A Sali Mané pensa de forma altruísta em si, na sua família e nos outros. Está sempre predisposta a ajudar quem necessita. É uma mulher humilde, generosa e profundamente comprometida com causas humanas e sociais. Por tudo isto, ela é – e será sempre – a nossa “Dama de Ferro”. 

Num dia como o de hoje, em que celebra mais uma primavera da vida, não poderia deixar de me associar a ela nesta ocasião especial para festejarmos juntos o seu aniversário. Por isso, estimada amiga Sali Mané, desejo-te as maiores e melhores realizações em todos os níveis da tua vida. Que sejas sempre abençoada, bem-sucedida e feliz no teu percurso de vida, juntamente com toda a tua amada família e amigos. 

Muitos parabéns e feliz aniversário. Todas as felicidades do tempo e da eternidade. 

Dia dos Meus Anos

Hoje é um dia particularmente especial para mim. É um dia de comemoração e de festa. Celebro mais uma primavera da minha vida, pela graça de DEUS. Nasci no dia 3 de Janeiro de 1984 e completo, por isso, 42 anos de vida. Sim, já lá vão mais de quatro décadas de existência, de experiência, de aprendizagem, de perseverança e de crescimento. 

Estes anos, simultaneamente desafiantes e abençoados, permitiram-me crescer em todas as dimensões do meu ser, enquanto ser humano, doptando-me de instrumentos indispensáveis para consolidar, cada vez mais, os grandes Princípios e Valores que fazem parte intrínseca do meu substrato identitário, nesta peregrinação terrena rumo à Pátria Celestial. 

Desejo continuar a crescer de forma saudável como pessoa, como homem e, acima de tudo, como ser humano. Crescer constante e vigorosamente na verdade, no amor, na moderação, na longanimidade, no perdão e na autonomia. Que se afastem de mim a soberba, a mentira, a falsidade, a hipocrisia, a cólera, o cinismo, a maldade e a malignidade. Longe de mim tais males sociais, destrutivos e mortais. Almejo ser cada vez mais humilde, mais fiel, mais justo, mais prestável, mais compreensivo, mais bondoso, mais honesto e mais amoroso com DEUS e com todas as pessoas que me rodeiam no meu círculo de convivência. Desejo ter plena consciência dos meus defeitos e virtudes, corrigindo os primeiros e aperfeiçoando os segundos. Em suma, quero possuir a capacidade necessária para depurar as minhas imperfeições e consolidar as minhas qualidades. 

Para tal, necessito imprescindivelmente da orientação e da sabedoria divinas, que me auxiliam na concretização destes legítimos objectivos de vida. Preciso, cada vez mais, de DEUS, do Senhor Jesus Cristo e do Espírito Santo na minha vida. Sem Eles, a minha vida não faria qualquer sentido. Desejo que Cristo esteja comigo, esteja atrás de mim, à minha frente, à minha direita e à minha esquerda, e que tudo aquilo que eu fizer seja sempre, em última instância, para louvor e honra do Senhor Jesus Cristo. 

Sinto-me profundamente grato pelos anos que vivi e tenho. Grato a DEUS pelo dom da vida que me concedeu e pela protecção constante que tem exercido sobre mim até ao presente momento, mantendo a fé de que essa protecção se estenderá por muitos e felizes anos, até ao fim dos meus dias nesta Terra (LER). Sou igualmente grato à minha família, aos meus amigos e a todos aqueles que DEUS colocou no meu caminho ao longo dos anos, para fazerem parte do meu percurso de vida. Considero-me despido de preconceitos, incredulidade, ganância, arbitrariedade e vícios. Pelo contrário, considero-me um homem livre, abençoado, optimista, feliz, reconciliado e pacífico. 

Encerrou-se, ontem, um ciclo da minha vida e inicia-se hoje um novo, repleto de elevadas expectativas por concretizar. Até aqui me ajudou o SENHOR JEOVÁ (1 Sm 7:12). A ELE, por intermédio do Senhor Jesus Cristo, sejam dados todo o Poder, toda a Honra e toda a Glória pelos séculos dos séculos. Assim seja, hoje e sempre, no Nome Bendito do Senhor Jesus Cristo. Amém. 

A Alegria do Dia do SENHOR

O domingo é sempre um dia bastante especial na vida de qualquer devoto Cristão. É o primeiro dia da semana e também o dia que, de forma religiosa, DEUS reservou e santificou para ser cultuado pelos seus amados filhos. O domingo é o exclusivo Dia do SENHOR. Todos os filhos de DEUS têm um carinho peculiar por este grande dia da salvação, tendo em conta a finalidade teológica e teleológica que encerra. 

Desde tenra idade que fui ensinado e concomitantemente habituado a guardar o domingo como o Dia do SENHOR até à data presente, tal como é requerido nas Escrituras Sagradas. Não há nada, mesmo nada, ao longos dos anos da minha experiência Cristã, que me tem impedido de estar presencialmente na Igreja ao domingo, excepto por motivos de saúde e/ou outras razões imperiosas de força maior. Amo estar na Igreja no domingo para assistir ao culto e estar em comunhão com os meus irmãos na Fé. Sinto-me completamente feliz em estar na Igreja e acompanhar toda a dinâmica espiritual que envolve o Dia do SENHOR. Muito mais do que estar na Igreja para cumprir uma mera rotina religioso-Cristã é, acima de tudo, sentir a presença constante de DEUS nas nossas vidas, apresentando sempre os nossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a DEUS, que é o nosso culto racional (Rm 12:1). 

Estar na Igreja é também ter a predisposição para servir, através dos nossos dons e talentos. É estar no centro da vontade de DEUS, dando um poderoso testemunho da Fé Cristã a tempo e fora de tempo. É honrar, louvar, adorar e exaltar a DEUS por tudo o que ELE é e representa nas nossas vidas. E todas estas realidades espirituais terão repercussões positivas na nossa vida e na vida de todos aqueles que nos rodeiam, isto é, no nosso círculo de convivência e socialização. 

O domingo é o Dia do SENHOR. Também é o dia da alegria e da salvação. A Igreja Católica, na Sua Doutrina Social da Igreja, apelida o domingo como o dia do “Repouso Festivo”, considerando que “Deus repousou, no sétimo dia, do trabalho por Ele realizado (Gn 2, 2): também os homens, criados à Sua imagem, devem gozar de suficiente repouso e tempo livre que lhes permita cuidar da vida familiar, cultural, social e religiosa. Para tanto contribui a instituição do dia do Senhor. Os fiéis, durante o domingo e nos demais dias santos de guarda, devem abster-se de trabalhos e negócios que impeçam o culto a prestar a Deus, a alegria própria do dia do Senhor, a prática das obras de misericórdia ou devido repouso do espírito e do corpo. Necessidades familiares ou exigências de utilidade social podem legitimamente isentar do repouso dominical, mas não devem criar hábitos prejudiciais à religião, à vida de família e à saúde” (LER)

Num tempo em que, cada vez mais, de forma galopante, se relativiza a importância cimeira do domingo como o Dia do SENHOR, preterindo-lhe deliberadamente com outras superficialidades seculares, impõe-se-nos, aos filhos de DEUS, a continuarmos a enfatizar este grande dia da salvação, mormente enfatizar a importância da vida santificada, comprometida e de serviço com o Reino de DEUS. 

Estive hoje de manhã no culto dominical da minha Igreja, tal como de costume, a cultuar a DEUS com os meus irmãos Cristãos. Primeiro, na Escola Bíblia Dominical (EBD) e depois no culto de adoração a DEUS. Estive, já esta tarde, na Igreja com os meus patrícios guineenses a cultuar novamente a DEUS. O Dia do SENHOR é um tempo de louvor, adoração, comunhão e confraternização em torno do nosso Eterno, Grande, Santo e Todo-Poderoso DEUS. 

O domingo, em suma, tal como sustenta a Declaração da Fé Baptista, “Dia do Senhor e o primeiro da semana, é o dia em que o crente comemora a ressurreição de Cristo, descansando das suas actividades seculares. Deve ser consagrado ao exercício do culto, do testemunho e de outras formas de serviço espiritual, tanto público como privado”. É tudo isto que tenho procurado, na medida do possível, com a graça e Divina, corresponder na minha vida ao longo dos anos. Ou seja, por outras palavras, encarnar e viver plenamente a alegria do Dia do SENHOR. Que assim seja.

Um Dia, Um Aniversariante

Hoje é um dia de comemoração na minha família. Dia de festa e de gratidão a DEUS pelo dom da vida. Dia de aniversário e de um aniversariante muito especial. O meu querido irmão mais velho, Evaristo Vieira, faz anos hoje. Completa mais uma primavera na vida, graças a DEUS (LER)

Faço votos aqui publicamente, estimado irmão Evaristo Vieira, que esta data possa repetir-se inúmeras vezes na tua vida, juntamente com toda a nossa família que tanto te ama e vice-versa. Que sejas sempre feliz e bem-sucedido na tua vida familiar, ministério eclesiástico, jornada profissional e em todo o teu percurso de vida. Que, tal como a promessa do Salmo 23-1-6, o amor, a bondade, a protecção, a misericórdia e o perdão do nosso Todo-Poderoso DEUS, seguir-te-ão todos os dias da tua vida até à eternidade. 

Muitos parabéns e feliz aniversário. Todas as felicidades do tempo e da eternidade.     

Dia Das Mães Para Uma Mãe Especial

Estamos a celebrar hoje no meio Evangélico-protestante “O Dia das Mães”. Não podia deixar passar esta efeméride sem destacar aqui publicamente as incontáveis bênçãos que a irmã Gilca Lopes Pereira Bastos, a quem chamo carinhosamente de “Doutora” Gilca, tem sido maravilhosamente na minha vida ao longo dos anos (LER). Desde quando cheguei a Lisboa ela, juntamente com toda a sua amada família, acolheu-me de braços abertos e tratou-me como se fosse um filho. A Doutora Gilca esteve e está sempre presente na minha vida, procurando na medida do possível acompanhar-me e auxiliar-me naquilo que for necessário. 

A Doutora Gilca é uma mulher com enormes qualidades morais, sociais e espirituais (LER). Bastante sensível as causas sociais e com um humanismo apuradíssimo. Evidencia esta consciência social na forma peculiar como se relaciona com as pessoas à sua volta. Está mais predisposta para servir o próximo do que para ser servida. A Gilca é manifestamente generosa por natureza e altruísta na forma de encarnar a amizade. Tem uma personalidade prestativa, afável, agregadora e amorosa. Dá mais aos outros do que propriamente aquilo que recebe. Mesmo assim, nunca perdeu este nobre brilho e substrato identitário de servir permanentemente o próximo. Não há ninguém que cruze o seu caminho que rapidamente não fique contagiado com a sua dócil e impactante personalidade.  A Gilca é uma mulher que ama a DEUS, acima de todas as coisas, e vive exclusivamente para honrá-Lo, adorá-Lo e servi-Lo em espírito e em verdade no seu dia-a-dia. Vive uma espiritualidade vincada e é uma mulher altamente comprometida com o Reino de DEUS e com a santidade da vida Cristã. 

A Doutora Gilca Lopes Pereira Bastos é mãe de dois filhos. É uma mãe zelosa que pensa nos seus filhos e também pensa nos filhos dos outros. Tanto que, por esta razão, trata-me como se fosse seu filho. Devo-lhe muitos favores. Favores inumeráveis e imensuráveis.  Favores que estarão sempre presentes e guardados no meu coração. Favores que jamais conseguirei pagar um dia. No entanto, estou inteiramente grato a DEUS pela vida da irmã Gilca e, sobretudo, pelas bênçãos que ela tem sido na minha vida. 

Por isso, rogo ao nosso Bom e Eterno DEUS que possa preservar com vida e saúde a nossa querida Gilca Lopes Pereira Bastos, livrando-lhe de todo o perigo e mal. Que tenha sempre força suficiente para continuar a semear a paz, o amor, o perdão, a bondade e a reconciliação para onde passar, especialmente nos corações empedernidos. E, por fim, “que o Senhor te abençoe e te proteja; que o Senhor te mostre o seu rosto acolhedor e te trate com bondade; que o Senhor olhe para ti e te conceda a paz!” (Números 6:24-26). Amém. Um feliz e abençoado Dia das Mães, Doutora Gilca Lopes Pereira Bastos! 

A Paz Perpétua do Reino do Messias Salvador


Partilho aqui convosco, para terminar um longo e grande dia de celebração natalícia, este curto vídeo que gravei no ano passado sobre “A Paz Perpétua do Reino do Messias Salvador” (LER). Tenham um bom proveito na sua visualização e auscultação. 

Um feliz e abençoado Natal na Paz do Senhor Jesus Cristo. DEUS vos abençoe e vos guarde na Sua Graça e Paz.  

Dia Internacional da Mulher

Hoje é o Dia Mundial da Mulher. Ser mulher no nosso hostilizado, cruento, machista e injusto mundo não é uma tarefa nada fácil. Comporta enormíssimos riscos e obstáculos que, nalgumas circunstâncias, são bastantes penosas e inultrapassáveis. O pior ainda é ser mulher africana. A mulher africana carrega dolorosamente sobre si todas as desgraças deste maldito mundo – e com todas as implicações humano-sociais que isto acarreta no seu quotidiano e na sua autodeterminação. Continua ainda arbitrariamente a ser reduzida cegamente à ignorância, à objectificação, ao abuso, à miséria, à prostituição, à violação e à violência, etc. 

Por isso num dia como o de hoje, em que celebra “O Dia Internacional da Mulher”, impõe-se uma genuína reflexão a todos os Homens de “boa vontade” no sentido de contribuir resolutamente para uma cabal melhoria da condição humilhante e deplorável em que se encontram a generalidade daquelas que constituem as nossas esposas, mães, avós, filhas, irmãs, tias, primas, companheiras e exclusivamente mulheres. 

Quero, por ocasião do nobre espírito deste dia, através das mulheres africanas, estender amigavelmente os meus profundos votos de reconhecimento e de um futuro ditoso para todas as nossas valentes mulheres em geral, esperando com fé que possam num futuro breve libertarem-se definitivamente do jugo opressor masculino em que são votadas ao longo dos séculos. Que assim seja. 

A Paz Perpétua do Reino do Messias

 

Partilho aqui convosco novamente este brevíssimo vídeo que gravei esta tarde sobre “A Paz Perpétua do Reino do Messias” (LER)Tenham um bom proveito na sua visualização/auscultação. 

A todos vós, sem excepção, um feliz e abençoado Natal.  

Teologia de Natal e a Matança das Criancinhas


“Em Ramá se ouviu um grito,

choro amargo, imensa dor.

É Raquel a chorar os filhos;

e não quer ser consolada,

porque eles já não existem” (Mateus 2:18).  



O nascimento do Senhor Jesus Cristo e o Seu ministério terreno foram profundamente marcados por grandes e reiteradas conspirações por parte dos filhos da perdição, com a finalidade última de liquidá-Lo fisicamente e, deste modo, frustrar os salvíficos planos de DEUS para com a Humanidade. Apesar de todas estas orquestrações diabólicas bem montadas, o Todo-poderoso DEUS jamais perdeu o controle da história e o curso dos acontecimentos. As vãs tentativas contra o Filho Unigénito de DEUS acabaram meramente por cooperar para o cumprimento escrupuloso das profecias bíblicas a respeito do Messias outrora prometido. 

A passagem bíblica supramencionada é o reflexo manifesto de várias conspirações falhadas contra a vida do Senhor Jesus. O rei Herodes, de forma dissimulada e mentirosa, garantiu aos magos do oriente a sua falsa intenção de ir também adorar o infante Jesus, ordenando-lhes para se informarem “cuidadosamente acerca do menino e, quando o encontrarem, venham-me dizer para eu ir também adorá-lo” (Mt 2:8). Quando se apercebeu que os magos partiram para sua terra, sob a Divina orientação, depois de terem previamente adorado o Senhor Jesus, aumentou ainda mais a sua fúria “e mandou matar, em Belém e nos arredores, todos os meninos de dois anos para baixo, conforme o tempo que ele tinha apurado pelas palavras dos sábios” (Mt 2.16). O objectivo do rei Herodes era exclusivamente matar o inofensivo menino Jesus. Este foi sempre o seu plano inicial quando soube do nascimento do novo Rei dos reis em Belém da Judeia. 

O rei Herodes, descrevia Hernandes Dias Lopes no seu comentário expositivo de Mateus, “era paranoico em relação ao poder. Foi um rei truculento, egoísta, assassino e tirano. Era a essência da crueldade e do terror. Governou com mão de ferro e esmagou impiedosamente todos aqueles que julgava serem uma ameaça ao seu governo. Assassinou seus rivais um após o outro. Foi esse rei cruel que quis eliminar o infante Jesus, mandando matar todas as crianças de Belém e arredores de 2 anos para baixo”[1]. Confirmando holisticamente este carácter tresloucado e perverso do rei Herodes, Joseph Ratzinger sustenta que este “no ano 7 a.C., justiçara os seus filhos Alexandre e Aristóbulo, porque sentia o seu poder ameaçado por eles. No ano 4 a. C., pelo mesmo motivo eliminara também o filho Antípatro. Herodes raciocinava apenas segundo as categorias do poder; a notícia de um pretendente ao trono, que ouvira dos magos, deve tê-lo alarmado. Tendo em conta o seu caráter, é claro que nenhum escrúpulo poderia detê-lo”[2]. 

O rei Herodes era um homem vil, implacável, prepotente, cruel e desumano, que não tinha nenhuma hesitação em matar os seus opositores, inclusive familiares, por causa do poder ou para obter o poder. O seu currículo estava completamente manchado por crimes horripilantes e de sangue. Mandou matar todos os meninos de dois anos para baixo, julgando que conseguiria desta forma matar o menino Jesus. Felizmente, pela providência Divina, Maria e José haviam previamente fugido com Jesus para o Egipto. E, assim, escaparam da desgraça mortal promovida por Herodes em Belém e nas regiões circunvizinhas. 

Depois da mortandade das criancinhas em Belém, o Evangelista Mateus relata-nos o pranto generalizado que tomou conta das mães judias que perderam injustamente os seus filhos pelo maquiavélico decreto de Herodes, personificada na mulher de Jacob – Raquel. Narra o autor sagrado que “Em Ramá se ouviu um grito, /choro amargo, imensa dor. /É Raquel a chorar os filhos;/e não quer ser consolada,/porque eles já não existem” (Mt 2:18), citando assim o texto original de Jeremias 31:15, como o cumprimento da referida profecia do Antigo Testamento. Raquel, a mulher predilecta do patriarca Jacó, simbolicamente a mãe das tribos do Norte, chora amargamente pelo desaparecimento dos seus filhos, pois já não existiam mais. A mãe Raquel, comenta sobre o alcance teológico deste versículo a Bíblia de Estudo de Genebra, “representa todo o Israel em suas lágrimas, a partida de Cristo para o Egipto é como a partida dos filhos de Raquel, José e Benjamim para o Egipto (Gn 37.28; 43.15)”[3]. 

Este grande pranto da desolada mãe Raquel para com os seus filhos desaparecidos, Israel de DEUS, a nosso ver, pode igualmente ser enquadrado lato senso na destruição e conquista do reino do Norte pelos assírios em 722 a. C., bem como no penoso cativeiro babilónico profetizado por Jeremias (2 Rs 17:1-6; 18-9-15; 2 Rs 24:8-17; 25:1-21; 2 Cr 36:9-21).  O Evangelista Mateus interpreta este acontecimento no tempo de Jeremias, como uma profecia do clamor que se ouviu na matança das crianças em Belém. Tasker, citado por Hernandes Dias Lopes, formula que “quando a fina flor da população de Jerusalém foi deportada pelos babilónios, deve ter parecido que Deus tinha abandonado o seu povo; e Jeremias nessa notável passagem retratou Raquel lamentando a sorte desses exilados passando cambaleantes diante do túmulo dela em Ramá, a caminho de uma terra estranha”[4]. 

Raquel, que teve um processo de parto dificílimo e trágico a caminho de Efrata, tal como nos contam os relatos bíblicos, morreu depois ter dado à luz Benjamim. Raquel morreu e foi sepultada junto do caminho para Efrata, isto é, em Belém (Gn 35:16-20). O biblista Matthew Henry, colaborando com o título atribuído a Raquel de “mater dolorosa”, e justificando esta profecia bíblica com a letra e o espírito do Novo Testamento, comentava que “o sepulcro de Raquel estava junto a Belém (Gn 35:16-19). O coração de Raquel estava sobre os seus filhos, como estava sobre o seu filho naquele trabalho de parto que a levou à morte e a quem ela deu o nome de Benoni, que significa filho do meu sofrimento. Essas mães eram como Raquel, moravam perto do seu túmulo e muitas delas eram suas descendentes. Portanto, seus lamentos foram elegantemente representados no pranto de Raquel”[5]. 

O alcance teológico e teleológico desta passagem bíblica em apreço não pode ser dissociado – primeiramente – das verdades soteriológicas do cativeiro do Egipto e, posteriormente, assírio e babilónico. Todos estes cativeiros humilhantes que Israel de DEUS teve de enfrentar foram uma autêntica dor para as mães judias, simbolicamente representadas por Raquel, porque envolviam expropriação, exílio, escravatura e morte, razão pela qual choravam dolorosamente a desgraça dos seus filhos e não se deixavam consolar, “porque eles já não existiam mais”. Choravam desconsoladamente o desaparecimento dos seus filhos que foram brutalmente massacrados e assassinados. Não estão mais no mundo dos vivos. Uns, neste vasto leque de filhos, morreram barbaramente e outros foram levados pelas terras estranhas e distantes para serem escravos. 

Sabemos, no entanto, que estas duras realidades que Israel teve de enfrentar visava, em última instância, moldar o povo de DEUS para o caminho certo e para uma verdadeira adoração. Em todos estes cativeiros “Egipto”, o Eterno DEUS providenciou-lhe um salvador, enquanto ainda não tinha aparecido o maior e o único Salvador de todos: o Senhor e Salvador Jesus Cristo. Mas, para isso, seguindo a narrativa de Mateus, era importante que o Messias fugisse momentaneamente para o Egipto “para que se cumprisse o que foi dito da parte do Senhor pelo profeta, que diz: Do Egipto chamei o meu Filho (Mt 2:15).” Assim, foi dada a resposta cabal da fuga de Maria, José e o menino Jesus para o Egipto. Além do cumprimento efectivo da profecia de Oseias 11:1 que encerra esta pertinente fuga, o Egipto também era a terra da escravidão para o povo de DEUS e, concomitantemente, da salvação. Um paradoxo, não é? O Todo-poderoso DEUS usou o patriarca Moisés para libertar o seu povo do cativeiro dos faraós egípcios, assim também usou poderosamente o Seu Filho Amado Jesus Cristo, com alcance ainda maior e perfeito, para salvar definitivamente o Seu povo da escravidão do pecado. 

Há, por este motivo, o paralelismo entre Moisés e o Senhor Jesus no processo da salvação do povo de DEUS. Assim como Moisés levantou a serpente de bronze no deserto, escreve o evangelista João para ilustrar esta grande e inequívoca verdade salvífica, “assim também é necessário que o Filho do Homem seja levantado para que todo aquele que nele crer tenha a vida eterna” (Jo 3:14-15). Hernandes Dias Lopes, citando Tasker que comenta o alcance teológico da profecia bíblica de Oseias 11:11, sustenta “que o Messias é a personificação do verdadeiro Israel antigo e também que ele era um segundo Moisés, maior que o primeiro. Sua suprema obra de salvação tinha como modelo o poderoso ato de salvação realizado por Deus por meio de Moisés em favor do povo escolhido. E, tal como Moisés foi chamado para ir ao Egito e libertar Israel, filho primogênito de Deus (Ex 4.22), da escravidão física, assim também Jesus foi chamado do Egito em sua infância, por meio da divina mensagem transmitida a José, para salvar a humanidade da escravidão do pecado”[6]. Joseph Aloisius Ratzinger, nesta mesma esteira do pensamento, vai ao ponto de considerar que “a história de Israel recomeça do princípio e de modo novo com o regresso de Jesus do Egipto à Terra Santa. Certamente, o primeiro chamamento para se regressar do país da escravidão tinha falhado sob muitos aspetos. (…). Com a fuga para o Egipto e o seu regresso à Terra Prometida, Jesus opera o êxodo definitivo. Ele é verdadeiramente o Filho. Ele não sai de casa para se afastar do Pai; Ele volta a casa e conduz a casa. Ele está sempre a caminho para Deus e assim conduz da alienação à «pátria», àquilo que é essencial e próprio. Jesus, o verdadeiro Filho, saiu Ele mesmo, em sentido muito profundo, para o «exílio» a fim de nos trazer a todos da alienação para casa”[7]. 

Este regresso definitivo a casa do povo de DEUS concretizou-se com a morte e ressurreição do Senhor Jesus Cristo. Antevendo de longe esta realidade, o Profeta Jeremias, ainda na mesma profecia desoladora, consola de forma peremptória o povo com as seguintes palavras: “Não chores mais — diz o Senhor, e limpa as lágrimas dos teus olhos. Tudo o que fizeste terá a sua paga e os teus filhos regressarão da terra do inimigo. Há esperança para o teu futuro; os teus filhos voltarão para casa. Palavra do Senhor!” (Jr 31:16). Na tristeza do exílio babilónico, “uma nova vida se tornou possível para um Israel revivificado. Semelhantemente, a tristeza das mães privadas de seus filhos assassinados por Herodes estava destinada, na divina providência, a resultar em grande recompensa”, fundamenta Tasker[8]. Por outras palavras, as lágrimas desoladoras transformar-se-iam agora em alegria contagiante e permanente (Sl 126:1), através da milagrosa libertação do povo de DEUS. 

Diferentemente da profecia de Jeremias, que contém logo a seguir esta mensagem de esperança para os que foram torturados, mortos e espalhados com o cativeiro, em Mateus não foi descrita esta esperança.  Porquê?  Porque o Evangelista Mateus não tinha ainda dado a conhecer a ressurreição e glorificação do Senhor Jesus. O autor sagrado preocupou-se apenas, numa primeira fase, em evidenciar na sua abordagem o processo do nascimento do Messias, no cumprimento das profecias bíblicas e a mão poderosa de DEUS no curso dos acontecimentos. A resposta da esperança em Mateus só veria a luz do dia com a morte expiatória do Senhor Jesus Cristo na Cruz do Calvário e a Sua eterna glorificação – onde recebeu todo o poder no céu e na terra (Mt 28:18). Um entendimento previamente defendido por Joseph Ratzinger, que esclarece que “em Mateus, a palavra do profeta – a lamentação da mãe sem a resposta consoladora – é como um grito dirigido ao próprio Deus, um pedido da consolação não dada e ainda esperada: um grito ao qual realmente só o próprio Deus pode responder, já que a única verdadeira consolação – que vai para além das simples palavras – seria a ressurreição. Só com a ressurreição seria superada a injustiça, revogada a palavra amarga «já não existem»”[9]. 

Sim, com a morte expiatória do Senhor Jesus Cristo e a Sua gloriosa ressurreição foram banidos todo o pecado: a escravidão, a dor, a lágrima e a morte para todos os eleitos filhos de DEUS. ELE poderosamente enxugou todas as lágrimas dos seus olhos e já não haverá mais morte nem luto nem pranto nem dor” (Ap 21:4). A nossa esperança e eterna salvação estão unicamente firmados nos méritos do Senhor Jesus Cristo. Por isso, nenhuma mãe jamais chorará o desaparecimento físico dos seus filhos ou algum ente querido. Não haverá mais sofrimento, desgraça, maldade e pecado. Tudo transformar-se-á em eterno gozo, louvor e adoração ao nosso DEUS Altíssimo para todo o sempre. Que assim seja. Vai ser sempre assim. E assim sempre será.

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[1] Hernandes Dias Lopes, in Comentário Expositivo de Mateus (Jesus, o Rei dos reis), Hagnos, São Paulo, 2019, p.62 e 63. 

[2] Joseph Ratzinger/Bento XVI, in Jesus de Nazaré [A Infância de Jesus], Principia, Cascais, 2012, p. 92. 

[3] Bíblia de Estudo de Genebra, in comentário bíblico de Mateus 2:18. 

[4] Hernandes Dias Lopes, in Comentário Expositivo de Mateus, p. 75 e 76. 

[5] Matthew Henry, in Comentário Bíblico do Novo Testamento (Mateus a João), Casa Publicadora das Assembléias de Deus, Rio de Janeiro, 2008, p. 15 e 16. 

[6] Hernandes Dias Lopes, in Comentário Expositivo de Mateus, p.75. 

[7] Joseph Ratzinger/Bento XVI, in Jesus de Nazaré (A Infância de Jesus), p. 94. 

[8] Hernandes Dias Lopes, in Comentário Expositivo de Mateus, p. 76. 

[9] Joseph Ratzinger/Bento XVI, in Jesus de Nazaré, p. 95 e 96.

Estátua da Democracia Vai Cair?

Este foi o tema da capa da reputada revista Courrier Internacional há quatro anos, denunciando que os sinais da intolerância política avolumam-se, a uma velocidade impressionante, nos últimos tempos: eleições dominadas pelo sentimento de raiva dos votantes, chegada ao poder, em diversas nações, de líderes autoritários e anti-sistema, regresso dos populismos e dos discursos nacionalistas e de ódio, etc. E, por fim, questionava: o que significam estes acontecimentos para o futuro das democracias representativas? Qual a razão da cada vez maior desconexão entre as elites e as populações? Porque cresce o discurso de ódio e o sentimento de intolerância? 

Celebra-se hoje o “Dia Internacional da Democracia”. Um dia especial para pensarmos sobre o papel da Democracia no progresso dos países e povos em especial. Na democracia participativa não existe o inexorável “estado leviathan”, tal como concebido por Thomas Hobbes, nem a despótica “razão do estado” preconizado por Nicolau Maquiavel e, muito menos, o discricionário “estado de obediência” formulado por Martinho Lutero. Existe, sim, sem dúvida, o estado de direito democrático onde as liberdades e os direitos fundamentais são realidades concretizáveis na esfera jurídica dos particulares, sobretudo o triunfo da maioria sobre a minoria. 

Nunca é tão urgente reflectirmos o papel amiúde importante e determinante da Democracia nas sociedades abertas. Nunca é tão indispensável defender a Democracia liberal com “unhas e dentes” como nos tenebrosos e assustadores dias em que vivemos. Nunca a Democracia foi tão ignorada e ameaçada como nos dias de hoje. A Democracia Representativa não é uma forma plena e garantida, antes comporta inimigos personificados no nacionalismo, radicalismo, autoritarismo, racismo, fanatismo religioso e toda a sorte de intolerância. 

O turbilhão político-governativo que o nosso mundo vive, e com implicações avassaladoras sem precedentes na vida de milhões de pessoas, é o reflexo notório de todas essas perigosas ameaças à Democracia por autoritarismo dos déspotas. Cabe-nos, por isso, todos os homens e mulheres de “boa vontade”, defender afincadamente os grandes princípios e valores da democracia participativa para, desta forma, construir um mundo mais justo, fraterno, igualitário e progressista.

A África do Domínio à Autodeterminação



Partilho aqui, mais uma vez, o vídeo que gravei intitulado “A África do Domínio à Autodeterminação”, a propósito do Dia de África que se comemora hoje (LER). Esta reflexão vem na sequência da celebração do décimo quarto aniversário deste espaço – “As Verdades” (LER)

Um Dia, Uma Aniversariante


Hoje é o dia do aniversário da minha prezada irmã em Cristo Maria José Alexandre. Tenho enorme carinho e admiração por ela. É uma pessoa devotada, piedosa, humilde, generosa e profundamente comprometida com a causa do Reino de DEUS. Ela, juntamente com a sua família, tem sido instrumento de grandes bênçãos de DEUS na minha vida ao longo dos anos e até à data presente. Não me canso de reafirmar que a família Alexandre sempre procura inteirar-se da minha situação, convidando-me inúmeras vezes para ir almoçar com eles em sua casa e pontuais ofertas financeiras que me faziam quando era seminarista (LER). Estou, por tudo isto, penhoradamente grato à família Alexandre. Espero que DEUS vos conserve com estas distintivas e elevadas qualidades humanas, sobretudo a sensibilidade missionária. 

Muitos parabéns e feliz aniversário, estimada irmã Maria José Alexandre. Que o nosso Todo-Poderoso lhe abençoe e lhe proteja sempre nos seus desafios diários, dando-lhe vida e saúde suficientes para continuar a dar o testemunho do Evangelho para tudo e todos. Que venha sobre si a bondade do SENHOR, nosso Deus. Que Ele faça prosperar a obra das suas mãos, para o seu bem, da sua família e toda a Igreja de Cristo para louvor e honra do Seu grande nome! (Salmo 90:17). Que assim seja. 

Um Dia, Uma Aniversariante


Hoje é um dia especial e de festa para a nossa família. A minha queridíssima sobrinha Ana-Ester Gomes Vieira faz anos. Completa mais uma primavera na sua vida. Mais um aniversario, graças a DEUS. Filha “codé” do meu irmão Evaristo Vieira com a minha cunhada Marta Gomes Vieira (LER). Irmã mais nova do David Aleluia Gomes Vieira e do Filipe Ebenézer Gomes Vieira. A minha sobrinha conjuga os nomes de duas grandes, prominentes, heroínas e abençoadas mulheres bíblicas – Ana e a bela Hadassa, em hebraico Ester. A primeira foi a mãe do Profeta Samuel, o último Juiz de Israel (1 Samuel 7:15). A segunda foi Rainha no Império Persa que conseguiu travar o gigantesco plano diabólico de Hamã de exterminar o povo de DEUS no cativeiro babilónico (Ester 2:17; 7:1-10)

O nome de Ana tem a origem hebraica que, na sua raiz etimológica, significa “graciosa”“cheia de graça/misericórdia”. Ao passo que Ester é um nome de origem hebraica ou persa que significa “estrela” em pérsico ou “mirto”. A minha sobrinha Ana-Ester é herdeira de todas essas preciosíssimas bem-aventuranças. 

Tive, felizmente, há dois anos, o grato privilégio de estar com ela aquando da sua passagem aqui na Europa (LER). E, de facto, pude reconhecer nela a potencialidade de equilíbrio na personalidade, inteligência acima de média e espiritualidade bem apurada. Por isso, o meu ardente desejo e oração é que a nossa “Badjuda Garandi” possa continuar a crescer em sabedoria, estatura e graça diante de DEUS e dos Homens (Lucas 2:52). Muitos parabéns e feliz aniversário, estimada sobrinha Ana-Ester. Que sejas sempre bem-sucedida, realizada e ditosa no teu percurso de vida para alegria e satisfação de toda a nossa família. Que assim seja. 

No Dia do Meu Aniversário


Estou, hoje, no meu aconchegado reduto de isolamento, já com 35 anos feitos (LER). Grato penhoradamente ao meu Eterno DEUS pela vida e saúde que me têm conferido até à data presente. Grato pelas inúmeras e extraordinárias experiências vividas ao longo destes anos todos. Grato pela família, irmãos na fé, amigos que me têm acompanhado em todos os ciclos e momentos do meu percurso de vida. Grato pelas muitas e infinitas bênçãos celestiais que o Todo-poderoso DEUS me tem, de forma imerecida, proporcionado. Grato, em suma, pelo dom da vida. Obrigado DEUS por tudo (LER). Até aqui nos ajudou o Senhor (1 Samuel 7:12)! Aleluia! 

A Reforma que Reformou Definitivamente a Igreja


Assinalam-se hoje os 504 anos da data oficial daquilo que mais tarde ficou célebre na História Moderna como a “Reforma Protestante”. Foi precisamente no dia 31 de Outubro de 1517 que o inconformado Monge Martinho Lutero afixou as suas 95 teses na porta da Basílica do Castelo de Wittenberg, na Alemanha, distanciando-se completamente das práticas heréticas reinantes no seio da Igreja Apostólica Romana, vincando a inquestionável primazia das Escrituras Sagradas em todas as esferas da vida Cristã. Em consequência disso, insurgiu-se intrepidamente contra a profana prática da indulgência, o culto mariano, a infalibilidade da autoridade papal, a veneração dos santos, o ecumenismo teológico, a interpretação lato sensu das Escrituras Sagradas, a imposição do celibato ao clero e toda a sorte de idolatria e imoralidade associada ao Catolicismo ao longo dos séculos, oferecendo aos fiéis um “novo” paradigma bíblico centralizado exclusivamente na pessoa do Senhor Jesus Cristo e na Sua obra expiatória na Cruz do Calvário em favor da Humanidade decaída. Para o Teólogo alemão isto resume-se a cinco grandes imperativos soteriológicos, a saber: somente a Fé, somente a Escritura, somente Cristo, somente a Graça e somente DEUS a glória como únicos meios intrínsecos, indispensáveis e irrenunciáveis para levar o Homem ao pleno conhecimento da Verdade Redentora. 

Volvidos quase estes cinco séculos da pertinente Reforma Protestante, e vendo holisticamente a realidade espiritual das Igrejas nos dias que correm, ainda ficam bastante aquém daquilo que deveria ser o seu ideal bíblico à imagem de Cristo. Continuamos a confrontar-nos com seríssimos e preocupantes desvios doutrinários. A começar, desde logo, com a incongruência no testemunho Cristão, a descomprometida e corrupta lideranças das igrejas, o galopante desvio doutrinário e mundanismo dentro das igrejas, o racionalismo e liberalismo teológico, o secularismo da fé e o evangelho da prosperidade, a letargia missionária (LER) e os vergonhosos escândalos promovidos pelos “vendilhões do templo” que descredibilizam a impoluta imagem do Cristianismo aos olhos do mundo (LER). Tudo isto, em suma, para vergonha nossa, consubstancia uma autêntica crise da fé a que estamos impotentemente submergidos, colocando em causa os sublimes Princípios e Valores das Escrituras Sagradas. 

Esperamos, de facto, que DEUS continue a levantar homens e mulheres devidamente comprometidos com a Sua Santa Palavra, tal como fez com Lutero, Swinglio, Calvino, Simons e tantos outros anónimos Heróis da Fé ao longo da História do Cristianismo, para conduzir a Sua Amada Igreja na prossecução da sua sagrada missão terrena – que é Evangelizar e ganhar muitas almas para o Reino de Cristo. Que assim seja. E assim sempre será. 

Um Dia, Uma Fotografia

(Os meus queridos sobrinhos, filhos do Evaristo Vieira (LER)  e da Marta Vieira, a celebrar, ontem, em Bissau, na escola em que estão inscritos, a festa do 1 de Junho. A princesinha desta primeira fotografia chama-se Ana Ester Gomes Vieira). 

(Filipe Gomes Vieira [o que está com a camisa de riscas vermelha, azul e branco à direita] "perdido" no meio dos colegas). 

(E, por fim, David Aleluia Gomes Vieira (VER) com a maninha Ana Ester).  

O Escriba Predestinado


Este pulo de publicar no Observador foi, de facto, um salto bastante inovador para um eremita como eu. Sinto-me, hoje, como quem "saiu do armário literário" (não costumo aventurar-me nestes efémeros mediatismo). Sempre resisti à tentação de demasiada exposição pública nos jornais desde que tenho vindo a escrever, mas desta vez cometi um deliberado "delito de opinião" e deixei-me seduzir intelectualmente para fora dos portões das "As Verdades". Ainda vou a tempo de me redimir e regressar, sem lesões psicossomáticas, ao meu discreto e aconchegado casulo de anonimato. 

O prolixo artigo enquadra-se no "Dia de África", que se celebra hoje. Procurei fazer um diagnóstico abrangente e apurado sobre a patente realidade política, económica e social do nosso famigerado Continente, através de um enquadramento histórico-sociológico para depois aferir na íntegra o âmago do problema e apresentar soluções exequíveis. Não me distanciei da posição que assumi nas recentes palestras em que fui convidado como perorador para falar da situação vigente em África. A primeira foi com o Núcleo de Estudantes da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa (NEAFDUL) para abordar a "História e Cultura dos Países Africanos". A segunda foi na semana passada com a Comunidade Evangélica Guineense da Igreja de Benfica, em Lisboa, subordinada ao tema: "A Idolatria em África". Fui congruente em tudo aquilo que falei nas duas palestras. Não somente denunciei intrepidamente a "Herança de Injustiças" que se vive em África como procurei carregar as suas dores. Foi, por assim dizer, um misto de sentimentos que inundou o meu pobre coração. Não é tarefa fácil falar e escrever sobre África, tendo em conta as vicissitudes várias que encerra. É muito pano para mangas, tal como diz sabiamente o adágio popular. 

No entanto, como sustentei no artigo, não obstante os recuos que África experimentou durante a sua História de auto-determinação, a data de 25 de Maio de 1963 jamais será esquecida pelos nativos do Continente, porque contribuiu decisivamente para abolir, de forma definitiva, a marginalização e a escravatura que outrora marcaram profundamente a vida de milhões de africanos ao longo dos séculos. 

Sem entrar mais em prolegómenos, recomendo vivamente a leitura do artigo  (LER). Tenha um bom proveito. Obrigado. 

A Imaculada Idade da Inocência


Para ser maior de idade é preciso primeiramente ser criança. Somente é adulto aquele que outrora foi tenro e experimentou a doce fase da puerilidade. Ser criança é encarnar a cândida imagem do ser humano a todos os níveis, máxime os valores da singeleza, honestidade e benignidade. Tais elevadas virtudes ético-morais projectam-se na sua contagiante beleza da alma e maneira peculiar de estar das próprias criancinhas. Talvez fosse por esta razão que elas tivessem sido unanimemente apelidadas pelos comuns dos mortais de “anjo”, beneficiando assim das impolutas qualidades desta magnífica e transcendente criatura celestial. 

O Senhor Jesus Cristo, de forma bastante peremptória, advertiu aos seus discípulos que o Reino de DEUS é dos que são como crianças, pois que quem não o receber abertamente tal como elas de modo nenhum entrará nele (Mt 19:14-15; Mc 10:14-16; Lc 18:16-17). Para nós, Cristãos, os que genuinamente “nasceram de novo”, ser criança é um imperativo bíblico e um dos requisitos indispensáveis para herdar a promessa da vida eterna. 

Por isso num dia como o de hoje, em que se celebra universalmente “O Dia Mundial da Criança”, não se reduz apenas à condição de ser criança, mas também é direcionado a todos aqueles que procuram no seu quotidiano perfilhar holisticamente os nobres valores de um infante

Sem entrar mais em prolegómenos, desejo um feliz e bem-sucedido um de Junho para todas as crianças do mundo, especialmente às que estão expostas a situações precárias de risco e são vítimas de tremendos horrores de guerra, miséria, abandono, fome, exploração, abuso, violação, prostituição, trabalho forçado, etc. Que o Todo-poderoso DEUS, de facto, as ampare e as liberte definitivamente do jugo opressor em que se encontram submergidas.

A Colonização Europeia e a sua Repercussão na Vida dos Africanos


Este será o tema objecto da minha intervenção, como um dos oradores, logo mais a tarde, na conferência sobre África organizada pelos meus estimados irmãos da comunidade Evangélica de Benfica, em Lisboa, para assinalar o mês de África. E também fui incumbido, ainda no mesmo evento, de ministrar a Palavra de DEUS. 

Na minha abordagem procurarei evidenciar as indeléveis cicatrizes da colonização europeia no interior de África, bem como os impactos nefastos que tiveram na complexa identidade do homem negro. No ano trasacto, a propósito da celebração da semelhante efeméride, escrevi um dos mais críticos artigos de opinião sobre África, que intitulei "A Herança da Ilegalidade", onde fiz um diagnóstico bem apurado da realidade –  desde o jugo opressor até aos dias coevos da auto-determinação, denunciando intrepidamente a indecorosa desorientação política que se vive ainda no nosso famigerado Continente (LER)

Espero, da mesma sorte, que tudo corra bem, tal como no ano passado em que fui também orador e simultaneamente mensageiro da Palavra de DEUS.