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Fé e Trabalho: Como Unir os Dois


A fé e o trabalho são duas realidades que, ao longo da história do Cristianismo, têm gerado inúmeros equívocos doutrinários no seio do povo de Deus, levando frequentemente a extremos na forma de os conceber. Há quem dê prioridade exclusiva à fé, negligenciando completamente o trabalho na sua rotina de vida. Inversamente, há quem faça do trabalho o seu modus vivendi, sacrificando deliberadamente o compromisso com Deus em nome da atividade profissional. Ambas as perspetivas estão profundamente erradas à luz das Sagradas Escrituras. 

O cristão deve viver a sua fé de forma comprometida e devota diante de todo o mundo, dando testemunho vivo da sua salvação. E isso implica honrar a Deus tanto na dimensão espiritual como na dimensão civil. Do mesmo modo, o cristão deve viver a sua fé trabalhando. Nenhum cristão, pelo simples facto de pertencer a uma comunidade eclesiástica, deve sentir-se no direito de não trabalhar e de viver à custa dos outros (2 Ts 3, 6-12). Pelo contrário, todos os cristãos são exortados pelo apóstolo Paulo a considerar uma honra trabalhar com as próprias mãos, de modo a não serem “pesados a ninguém” (1 Ts 4, 11-12), e a praticar também uma solidariedade material, partilhando os frutos do seu trabalho com o necessitado (Ef 4:28). 

Os crentes, tal como sustenta a Doutrina Social da Igreja, “devem viver o trabalho ao estilo de Cristo e torná-lo ocasião de testemunho cristão diante dos «de fora» (1 Ts 4, 12). (…) Mediante o trabalho, o homem governa com Deus o mundo; juntamente com Ele, permanece seu senhor e realiza coisas boas para si e para os outros. O cristão é chamado a trabalhar não só para conseguir o pão, mas também por solicitude para com o próximo mais pobre, ao qual o Senhor manda dar de comer, de beber, vestir, acolhimento, atenção e companhia (cf. Mt 25, 35-36)” (LER). Cada trabalhador, afirma Santo Ambrósio, “é a mão de Cristo que continua a criar e a fazer o bem”. 

Perante tudo o que ficou exposto, a fé e o trabalho são dimensões complementares, intrínsecas e irrenunciáveis na vida de um cristão, desde que colocadas na ordem correta. Fazem parte do substrato identitário de um filho de Deus. Tanto assim é que o apóstolo Paulo se empenhou em advertir a Igreja, com sabedoria divina, acerca da importância cimeira de integrar a fé e o trabalho na dinâmica da vida cristã, nomeadamente no capítulo terceiro da Segunda Epístola aos Tessalonicenses. 

É preciso trabalhar. É precisamente neste ponto que o apóstolo Paulo aprofunda ainda mais a sua exortação. Surge uma advertência clara, uma séria chamada de atenção, feita em nome do Senhor Jesus Cristo. Isto significa que esta recomendação traz o selo do nome mais sagrado e, por isso, não se trata de um assunto leviano ou secundário, mas de algo profundamente importante. 

Paulo escreve: “Irmãos, em nome do Senhor Jesus Cristo, queremos recomendar-vos que se afastem de todos aqueles irmãos que vivem sem fazer nada e que não seguem os ensinamentos da tradição que receberam de nós” (2 Ts 3:6). Refere-se àqueles irmãos que viviam sem nada fazer. Eram pessoas que não queriam trabalhar e que, além disso, criavam intrigas, calúnias e conversas inúteis no meio da comunidade. Em vez de edificarem, prejudicavam a vida da Igreja. 

Na verdade, sabemos que nem todas as pessoas têm a mesma disposição para o trabalho. Também reconhecemos que há muitos que desejam trabalhar e não conseguem, por diversas razões: falta de emprego, problemas de saúde, limitações físicas, dependência de terceiros ou incapacidade temporária. Não é destes casos que Paulo fala. O apóstolo dirige-se àqueles que, tendo saúde, capacidade e oportunidade, simplesmente não querem trabalhar. 

Ao que tudo indica, alguns viviam influenciados pela ideia de que a vinda de Cristo seria imediata. Por isso, abandonavam responsabilidades, desfaziam-se dos seus bens e limitavam-se a esperar, sem produzir nem contribuir. 

Nem todo o trabalho é, automaticamente, uma bênção. Há contextos laborais profundamente nocivos. Quando uma pessoa exerce a sua profissão na área de que gosta, isso já é um bom começo. Contudo, não basta. Também contam o ambiente de trabalho, os colegas, as chefias e as condições humanas em redor. Há quem trabalhe naquilo que ama, mas viva num ambiente tóxico, marcado por humilhações, pressões abusivas ou bullying. Nesses casos, o trabalho torna-se um peso que afeta a saúde mental, o equilíbrio familiar e a dignidade pessoal. 

Também o trabalho deixa de ser bênção quando ocupa o lugar que pertence a outras prioridades da vida, mormente o lugar de Deus. O excesso de trabalho destrói lares, fragiliza casamentos, afasta pais dos filhos e rouba a paz interior. Para o cristão, o trabalho é importante, mas não pode ocupar o lugar central da existência. 

Qual é, então, a prioridade máxima? O próprio Senhor Jesus ensinou: “Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas” (Mt 6:33). O Reino de Deus vem em primeiro lugar; depois seguem-se as demais áreas da vida, incluindo a família e o trabalho. Quando o trabalho sobe ao topo dessa pirâmide, instala-se o desequilíbrio e inicia-se uma rampa deslizante para a perdição. 

Apesar dessas exceções, de forma geral o trabalho é uma bênção. O trabalho oferece autonomia, liberdade e dignidade. Quem não trabalha, quando o poderia fazer, torna-se frequentemente dependente do Estado, da família, dos amigos ou de instituições diversas. Essa dependência pode limitar a liberdade pessoal e enfraquecer o sentido de responsabilidade. 

Trabalhar não é fácil. Exige esforço, disciplina, sacrifício e perseverança. Obriga a levantar cedo, suportar pressões e enfrentar dificuldades. Contudo, no final, há recompensa: a pessoa pode pagar as suas contas, organizar a sua vida e viver com maior independência. 

Mesmo quando ainda não alcançámos o emprego ideal, muitas vezes é necessário enfrentar circunstâncias menos favoráveis enquanto se espera por algo melhor. Isso faz parte do pragmatismo da vida cristã. Em tempos difíceis, importa perseverar, suportar com paciência e continuar a orar para que Deus abra portas melhores no tempo certo. 

Naturalmente, há situações em que o trabalho perde toda a sua dignidade: exploração, escravidão moderna, salários injustos, abuso patronal ou ambientes de violência psicológica extrema. Quando o trabalho destrói a pessoa e fere a sua dignidade, deixa de cumprir o seu propósito. 

Paulo apresenta-se como exemplo: “Não andámos por aí sem fazer nada, nem comemos de graça o pão de ninguém. Antes trabalhámos duramente, noite e dia, para não nos tornarmos pesados a nenhum de vocês” (2 Ts 3:7). O apóstolo mostra que o trabalho dignifica. Ele não queria ser peso para ninguém e esforçava-se por sustentar-se, mesmo tendo direito a receber apoio. 

Depois recorda uma frase firme e conhecida do texto sagrado: “Se alguém não quiser trabalhar, também não coma” (2 Ts 3:10).  O sentido deste versículo é claro: quem recusa voluntariamente o dever do trabalho não deve esperar usufruir dos frutos produzidos pelo trabalho dos outros. 

A ociosidade voluntária gera muitos males. Pessoas desocupadas entregam-se facilmente a intrigas, mexericos e conflitos inúteis. Por isso Paulo diz “que andam por aí alguns sem fazer nada ou ocupando-se com ninharias” (2Ts 3:11). 

A solução apostólica é simples e profunda: “que trabalhem em paz e ganhem o pão que comem” (2 Ts 3:12). O trabalho deve ser feito em paz, com responsabilidade e honestidade. 

Mas Paulo vai ainda mais longe: “'E da vossa parte, irmãos, nunca se cansem de fazer o bem” (2 Ts 3:13). O cristão não trabalha apenas para sobreviver, acumular ou enriquecer. Trabalha também para servir, partilhar e abençoar os outros. Aqui entra a mordomia cristã: usar os recursos com sabedoria para a glória de Deus e para socorrer o próximo. 

Fazer o bem nem sempre traz reconhecimento. Muitas vezes encontramos ingratidão. Ainda assim, somos chamados a perseverar, porque ao fazer o bem honramos a Deus e revelamos uma vida transformada. 

No final da carta, Paulo deseja que o Senhor da paz conceda paz em todas as circunstâncias. Essa paz começa na reconciliação com Deus, estende-se ao interior da pessoa e alcança também o relacionamento com os outros. 

Quem vive em guerra consigo mesmo dificilmente terá paz com Deus ou com o próximo. Mas quem se submete ao Senhor encontra equilíbrio, direção e descanso. 

Fé e trabalho não são inimigos. Pelo contrário, completam-se quando colocados na ordem correta. O trabalho deve ser visto como vocação, serviço e meio de dignidade, nunca como ídolo. A fé ensina-nos a trabalhar com honestidade, equilíbrio e propósito. 

Que Deus nos ajude a guardar estas verdades no coração e a vivê-las no dia a dia. Não é fácil, mas com a ajuda Divina e a orientação do Espírito Santo, é possível. Que assim seja. E assim sempre será no nome Bendito do Senhor Jesus Cristo. 

Dia dos Meus Anos

Hoje é um dia particularmente especial para mim. É um dia de comemoração e de festa. Celebro mais uma primavera da minha vida, pela graça de DEUS. Nasci no dia 3 de Janeiro de 1984 e completo, por isso, 42 anos de vida. Sim, já lá vão mais de quatro décadas de existência, de experiência, de aprendizagem, de perseverança e de crescimento. 

Estes anos, simultaneamente desafiantes e abençoados, permitiram-me crescer em todas as dimensões do meu ser, enquanto ser humano, doptando-me de instrumentos indispensáveis para consolidar, cada vez mais, os grandes Princípios e Valores que fazem parte intrínseca do meu substrato identitário, nesta peregrinação terrena rumo à Pátria Celestial. 

Desejo continuar a crescer de forma saudável como pessoa, como homem e, acima de tudo, como ser humano. Crescer constante e vigorosamente na verdade, no amor, na moderação, na longanimidade, no perdão e na autonomia. Que se afastem de mim a soberba, a mentira, a falsidade, a hipocrisia, a cólera, o cinismo, a maldade e a malignidade. Longe de mim tais males sociais, destrutivos e mortais. Almejo ser cada vez mais humilde, mais fiel, mais justo, mais prestável, mais compreensivo, mais bondoso, mais honesto e mais amoroso com DEUS e com todas as pessoas que me rodeiam no meu círculo de convivência. Desejo ter plena consciência dos meus defeitos e virtudes, corrigindo os primeiros e aperfeiçoando os segundos. Em suma, quero possuir a capacidade necessária para depurar as minhas imperfeições e consolidar as minhas qualidades. 

Para tal, necessito imprescindivelmente da orientação e da sabedoria divinas, que me auxiliam na concretização destes legítimos objectivos de vida. Preciso, cada vez mais, de DEUS, do Senhor Jesus Cristo e do Espírito Santo na minha vida. Sem Eles, a minha vida não faria qualquer sentido. Desejo que Cristo esteja comigo, esteja atrás de mim, à minha frente, à minha direita e à minha esquerda, e que tudo aquilo que eu fizer seja sempre, em última instância, para louvor e honra do Senhor Jesus Cristo. 

Sinto-me profundamente grato pelos anos que vivi e tenho. Grato a DEUS pelo dom da vida que me concedeu e pela protecção constante que tem exercido sobre mim até ao presente momento, mantendo a fé de que essa protecção se estenderá por muitos e felizes anos, até ao fim dos meus dias nesta Terra (LER). Sou igualmente grato à minha família, aos meus amigos e a todos aqueles que DEUS colocou no meu caminho ao longo dos anos, para fazerem parte do meu percurso de vida. Considero-me despido de preconceitos, incredulidade, ganância, arbitrariedade e vícios. Pelo contrário, considero-me um homem livre, abençoado, optimista, feliz, reconciliado e pacífico. 

Encerrou-se, ontem, um ciclo da minha vida e inicia-se hoje um novo, repleto de elevadas expectativas por concretizar. Até aqui me ajudou o SENHOR JEOVÁ (1 Sm 7:12). A ELE, por intermédio do Senhor Jesus Cristo, sejam dados todo o Poder, toda a Honra e toda a Glória pelos séculos dos séculos. Assim seja, hoje e sempre, no Nome Bendito do Senhor Jesus Cristo. Amém. 

A Alegria do Dia do SENHOR


O domingo é um dia santo e de celebração religiosa da nossa Fé Cristã. É o Dia do SENHOR e da alegria contagiante no Espírito Santo. Alegria de estarmos na Igreja, juntamente com os nossos irmãos na Fé, para cultuar o nosso Bondoso e Amoroso DEUS. É uma alegria que brota de corações puros que temem ao Senhor Jesus Cristo e têm-No como único Salvador nas suas vidas. O domingo é um dia de culto e de alegria que, em última instância, remete-nos indubitavelmente para a “piedade com contentamento” (1 Tm 6:6). E esta piedade com contentamento, que envolve o fruto do Espírito Santo em nós (Gl 5:22), consubstancia no substrato identitário da nossa Fé Evangélico-Cristã. 

Por isso, estamos sempre alegres, mesmo nas situações de adversidades e de problemas. Estamos alegres nos bons e nos maus momentos, bem como nas situações de dor e de felicidade. Estamos continuamente alegres em toda e qualquer situação, procurando transportar connosco esta alegria da salvação que inunda o nosso ser em todos os dias da semana, mês e ano, especialmente no sagrado Dia do SENHOR. Louvaremos, Senhor, tal como o salmista, de todo o nosso coração; contaremos todas as tuas maravilhas. Em ti nos alegraremos e saltaremos de prazer; cantaremos louvores ao teu nome, ó Altíssimo (Sl 9:1-2). 

É, justamente, por esta razão, que nos alegramos sempre quando nos disserem: Vamos à Casa do Senhor (Sl 122:1), porque “este é o dia que o Senhor fez; regozijemo-nos e alegremo-nos nele” (Sl 118:24). É uma alegria que excede a nossa compreensão humana, pois tem a sua origem e proveniência em DEUS para com os seus amados filhos, isto é, para connosco. Esta alegria transcendental leva-nos a fortiori a estarmos prontos e inteiramente disponíveis para servir no Reino de DEUS, com os nossos dons e talentos. A alegria de estar na Igreja é apenas uma parcela ínfima da responsabilidade da missão integral que os Cristãos têm para com a Grande Comissão do Senhor Jesus Cristo (Mt 28:18-20). 

Com efeito, a obrigatoriedade de o crente estar na Igreja aos domingos não o iliba de outras responsabilidades eclesiásticas. Também não o isenta de estar na Igreja nos outros dias da semana para servir e, muito menos, onera o seu compromisso com DEUS em todas as dinâmicas da vida. O culto dominical não deve servir como um analgésico espiritual para aplacar a consciência temorosa ou desdobrar-se num desvelo alimentado por uma ânsia de legitimação religiosa. E por fim, estar na Igreja não deve servir de pretexto para encobrir astutamente as insuficiências espirituais ou de muleta para o “igrejado” que vive deliberadamente na prática do pecado. 

É importante estar na Igreja para servir e adorar ao nosso Eterno DEUS. No entanto, é mais importante coadunar a nossa vida com os impolutos Princípios e Valores do Evangelho, através de uma vida devotada, santificada e de comprometimento com a Palavra e Obra de DEUS. É completamente despida de qualquer valor espiritual a mera religiosidade, baseada numa cristandade profana e ímpia. Não tem qualquer tipo de mérito espiritual o legalismo hipócrita que assenta nos caprichos egocêntricos e insaciáveis do Homem. Da mesma sorte, não tem ainda qualquer tipo de importância espiritual o farisaísmo hipócrita, que visa apenas vender uma falsa imagem religiosa, com o intuito diabólico de inutilmente ludibriar os verdadeiros Cristãos e a Igreja do Senhor Jesus Cristo em particular. 

Sim, é importante estar na Igreja para servir e adorar ao nosso Omnisciente DEUS, insisto neste ponto. Mas, o mais importante, acima de tudo, é estar no centro da vontade de DEUS e viver diariamente de acordo com o Evangelho da Salvação do Senhor Jesus Cristo. Só assim, estaremos a honrar na íntegra a nossa soberana vocação e a demonstrar, desta forma, que realmente “nascemos de novo” e somos autênticos filhos de DEUS. 

Estive hoje, no Dia do SENHOR, na minha Igreja, a cultuar DEUS por tudo o que É, fez e representa na minha vida. A minha vida sem DEUS não tem qualquer tipo de expressão, valor ou significado. A transformação que DEUS operou em mim, através da morte expiatória do Senhor Jesus Cristo na Cruz do Calvário, fez com que eu sou o que sou. 

Louvo a DEUS, sem medida, para todo o sempre, por esta graça imerecida da salvação que ELE amorosamente me concedeu. Estou-Lhe eternamente grato. E estar na Igreja para adorar e servir com alegria, especialmente no domingo, é o mínimo que posso fazer para agradecer ao Senhor Jesus Cristo. 

Em suma, apropriando-me das inspiradoras palavras do Apóstolo Paulo, digo convictamente com coração de louvor e exaltação ao Altíssimo DEUS: “ora, ao Rei dos séculos, imortal, invisível, ao único Deus, seja honra e glória para todo o sempre. Amém” (1 Tm 1:17). Que assim seja. Assim sempre será no nome Bendito do Senhor Jesus Cristo. 

A Alegria do Dia do SENHOR

O domingo, tal como vinquei nos artigos precedentes, é um dia sagrado para os devotos Cristãos. Não é um dia qualquer como os outros dias. Também não é um dia para distrairmos com superficialidades que não têm reflexos positivos no nosso crescimento espiritual. Não é um dia para tratarmos dos nossos negócios seculares, mas sim dos assuntos do Reino de DEUS. E temos a obrigação espiritual e eclesiástica de dedicá-lo exclusivamente aos afazeres Divinos, visto que é uma ordem bíblica. Devemos, com espírito de reverência e obediência, lembrar do dia do domingo, para santificar DEUS e celebrar, em comunhão fraternal com os nossos irmãos na Fé, a ressurreição gloriosa do Senhor Jesus Cristo. 

É verdade que não é fácil honrar na íntegra este desiderato bíblico-Cristão, tendo em conta a complicada dinâmica e exigentes desafios que a vida pós-moderna comporta. É verdade que enfrentamos inúmeras lutas pessoais, familiares, sociais, laborais, eclesiásticas, ou seja, lutas de várias ordens no sentido de tentar impedir-nos – dominicalmente – de estar na Igreja para servir o Senhor Jesus Cristo. É verdade ainda que o diabo tem procurado, de forma reiterada e determinada, desviar o nosso foco das coisas de DEUS, levantando fortes oposições dentro da Igreja e fora dela, com o intuito mortificador de nos afastar completamente dos sãos caminhos do Senhor Jesus Cristo. 

Devemos, no entanto, ter o discernimento espiritual suficiente para não cairmos em nenhuma destas e demais ciladas diabólicas que, em última instância, visam unicamente tirar-nos do Caminho da Salvação. Devemos resistir firmemente, na inteira dependência do Espírito Santo, todas estas tentações e setas incendiarias do inimigo. Devemos, por fim, rejeitar firmemente o “conformismo objectivo” e desculpas esfarrapadas para não estarmos na Igreja, especialmente no Dia do SENHOR. 

Estar na Igreja, juntamente com os nossos irmãos na Fé, para adorar a DEUS em espírito e em verdade, é um privilégio inigualável a todos os níveis. É um privilégio espiritual que ultrapassa todos os efémeros engodos, lucros e prazeres mundanais. É um privilégio que fomos graciosamente outorgados pelo Senhor Jesus Cristo, o autor e consumador da nossa Fé (Hb 12:2). Devemos, portanto, honrar este nobre privilégio salvífico nas nossas vidas e, deste modo, dar um poderosíssimo testemunho da Fé para o mundo perdido. 

Por isso, estimados irmãos em Cristo, não deixemos que ninguém nos tire este tão grande privilégio espiritual de estar no centro da vontade de DEUS, independentemente da conjuntura favorável ou desfavorável que possamos estar circunscritos ou mergulhados. Não deixando a nossa congregação, exorta o autor sagrado, “como é costume de alguns; antes, admoestando-nos uns aos outros; e tanto mais quanto vedes que se vai aproximando aquele Dia” (Hb 10:25). Que nunca deixemos, em circunstância alguma, que a pressão familiar, a pressão laboral, a pressão social, a pressão eclesiástica ou qualquer outra pressão nos afaste da comunhão com DEUS e com a amada Igreja do Senhor Jesus Cristo. 

Devemos procurar sempre dar primazia as coisas de DEUS nas nossas vidas, buscando primeiro o Reino de DEUS, e a sua justiça, e todas estas coisas nos serão acrescentadas (Mt 6:33), contrariando firmemente todas as tentações em sentido contrário para nos demover de dar o testemunho público da nossa fé. Que o desejo ardente e incontrolável de estar no centro da vontade de DEUS e na Igreja do Senhor Jesus Cristo possa tomar conta de nós e reinar definitivamente nos nossos corações. 

Estive hoje, como sempre, alegremente, na minha Igreja, a cultuar ao nosso Omnisciente DEUS com os meus irmãos na Fé. Primeiro, na Escola Bíblica Dominical (que tive o grato prazer de ministrar aos jovens) e depois no Culto de Adoração. Foi um autêntico tempo de refrigério, comunhão, testemunho, louvor e adoração ao nosso Grande e Todo-Poderoso DEUS. Que assim seja sempre! 

A Alegria do Dia do SENHOR

O domingo, o dia do SENHOR, é um grande dia da salvação. É também um dia do testemunho Cristão e de proclamação da mensagem salvífica do Senhor Jesus Cristo. O domingo é sagrado e deve ser livremente respeitado e guardado com amor por todos os filhos de DEUS. Nenhum autêntico Cristão jamais prescindirá este importante dia na sua vida e, muito menos, negligenciá-lo na sua agenda eclesiástica. O domingo deve ser vivido e celebrado com bastante alegria no coração na presença do nosso Magnífico e Bom DEUS. Nenhuma actividade secular pode ofuscar ou sobrepor-se ao sagrado Dia do SENHOR, excepto situações extremamente atendíveis e justificáveis à luz das Escrituras Sagradas. Todos os Cristãos devem, de forma consciente e obediente, na medida possível, estar na Igreja com os irmãos nesse dia da salvação para cultuar o nosso Todo-Poderoso DEUS, através do Senhor Jesus Cristo. 

Num mundo, cada vez mais secular e ímpio, em que tudo que é Divino é completamente negligenciado, ridicularizado e liminarmente rejeitado por causa do ateísmo, do egocentrismo, do sincretismo, do materialismo, do hedonismo e na busca insaciável pela vida de boémia e de auto-satisfação, impõe-se a todos os eleitos filhos de DEUS a reafirmarem, com força e vigor, o seu inabalável compromisso com a Causa Evangélico-Missionária, dando assim um poderoso testemunho do Evangelho do Senhor Jesus Cristo para o mundo perdido. Devemos, tal como a Palavra de DEUS nos exorta, ser o sal da terra e luz do mundo, com vista a resplandecer a nossa luz diante dos homens, para que vejam as nossas boas obras e glorifiquem a nosso Pai, que está nos céus (Mt 5:13-16). 

O domingo, o primeiro dia da semana, é o dia especialmente consagrado para os Cristãos. É um dia de descanso dos afazeres seculares para, desta forma, dedicar exclusivamente os assuntos do Reino de DEUS. É um dia a ser santificado por todo o Cristão com uma caridade operosa, disponibilizando-se para estar na Igreja e servir de acordo com os nossos dons e talentos. Também este dia dominical deve ser canalizado para o repouso, o silêncio, a meditação, o estudo, a oração e o ministério da hospitalidade e visitação, que enriquecem e favorecem o crescimento da vida espiritual. Os fiéis devem distinguir-se, também neste dia, sustenta a Igreja Católica Romana na sua Doutrina Social da Igreja, “pela sua moderação, evitando todos os excessos e as violências que não raro caracterizam as diversões de massas. O dia do Senhor deve ser sempre vivido como o dia da libertação, que faz participar da assembleia festiva dos primogénitos que estão inscritos nos céus” (Heb 12, 22-23) e antecipa a celebração da Páscoa definitiva na glória do céu”. 

Estive hoje, com imensa alegria no coração, tal como de costume, na minha Igreja, a cultuar ao nosso Omnipresente DEUS com os meus irmãos na Fé. Primeiro, na Escola Bíblica Dominical (EBD) e depois no Culto de Adoração ao Altíssimo DEUS. Foi um culto onde foi celebrada a Ceia do SENHOR – uma das ordenanças mais importantes do Cristianismo.  Realmente, foi um tempo agradável e de edificação na presença gloriosa do nosso Bom DEUS. Que assim seja. 

A Alegria do Dia do SENHOR


O domingo é o dia da semana que o genuíno filho DEUS está mais comprometido a respeitar e honrar, tendo em conta o seu significado teológico-salvífico. O Cristão está comprometido para abraçar alegremente o domingo e, desta forma, cumprir obedientemente com as suas obrigações eclesiásticas. 

O filho de DEUS está conscientemente comprometido para honrar o Senhor Jesus Cristo todos os dias da sua vida, especialmente neste importante dia da salvação. O domingo é um dia sagrado no calendário Cristão, porque é o dia da ressurreição gloriosa do Senhor Jesus Cristo que selou definitivamente a nossa eterna salvação. Todo e qualquer autêntico Cristão jamais preterirá, em circunstâncias nenhumas, o domingo na sua agenda semanal ao ponto de, liminarmente, descartá-lo na sua rotina de vida. O Cristão maduro na Fé, e devidamente comprometido com a nobre Causa do Evangelho, vai sempre dar primazia as coisas de DEUS na sua vida e reflectir esta nobre postura espiritual no seu engajamento na Igreja, mormente nas actividades dominicais. 

Nos meus já longínquos anos de experiência Cristã tenho procurado sempre, na medida do possível, com ajuda Divina, ter presente esta verdade soteriológica na minha vida. Aprecio imenso ir à Igreja. Gosto de estar na Igreja. Sinto alegria transbordante em envolver-me nos assuntos da Igreja. A minha vida, desde criança, até aos dias de hoje, está indissociavelmente ligada à Igreja.  Considero-me da Igreja. Sou Filho da Igreja. Faço parte, pela maravilhosa graça de DEUS, da eleita Igreja do Senhor Jesus Cristo (1 Ef 1:4-7; Pd 2:9). O Senhor Jesus Cristo e a Sua amada Igreja são tudo aquilo que almejo, busco e quero nesta transitória vida. A Igreja é o meu porto seguro. É o lugar em que me sinto mais confortável e satisfeito. Todos aqueles que me conhecem sabem que sou da Igreja, identifico-me plenamente com a Igreja e vivo em torno da Igreja. Espero continuar firmemente assim até aos fins dos meus dias aqui na terra. 

Estive hoje, com imensa alegria no coração, tal como de costume, na minha Igreja, a cultuar ao nosso Eterno, Grande e Todo-Poderoso DEUS com os meus irmãos na Fé. Primeiro, na Escola Bíblica Dominical (EBD) e depois no Culto de Louvor e Adoração ao Altíssimo DEUS. O domingo, o Dia do SENHOR, é de estudo bíblico, reflexão, comunhão, partilha, adoração, pregação e de confraternização entre os irmãos em torno da Obra expiatória do Senhor Jesus Cristo na Cruz do Calvário – para a nossa eterna salvação. Louvado seja DEUS para sempre! Que assim seja! 

A Alegria do Dia do SENHOR

O domingo é sempre um dia bastante especial na vida de qualquer devoto Cristão. É o primeiro dia da semana e também o dia que, de forma religiosa, DEUS reservou e santificou para ser cultuado pelos seus amados filhos. O domingo é o exclusivo Dia do SENHOR. Todos os filhos de DEUS têm um carinho peculiar por este grande dia da salvação, tendo em conta a finalidade teológica e teleológica que encerra. 

Desde tenra idade que fui ensinado e concomitantemente habituado a guardar o domingo como o Dia do SENHOR até à data presente, tal como é requerido nas Escrituras Sagradas. Não há nada, mesmo nada, ao longos dos anos da minha experiência Cristã, que me tem impedido de estar presencialmente na Igreja ao domingo, excepto por motivos de saúde e/ou outras razões imperiosas de força maior. Amo estar na Igreja no domingo para assistir ao culto e estar em comunhão com os meus irmãos na Fé. Sinto-me completamente feliz em estar na Igreja e acompanhar toda a dinâmica espiritual que envolve o Dia do SENHOR. Muito mais do que estar na Igreja para cumprir uma mera rotina religioso-Cristã é, acima de tudo, sentir a presença constante de DEUS nas nossas vidas, apresentando sempre os nossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a DEUS, que é o nosso culto racional (Rm 12:1). 

Estar na Igreja é também ter a predisposição para servir, através dos nossos dons e talentos. É estar no centro da vontade de DEUS, dando um poderoso testemunho da Fé Cristã a tempo e fora de tempo. É honrar, louvar, adorar e exaltar a DEUS por tudo o que ELE é e representa nas nossas vidas. E todas estas realidades espirituais terão repercussões positivas na nossa vida e na vida de todos aqueles que nos rodeiam, isto é, no nosso círculo de convivência e socialização. 

O domingo é o Dia do SENHOR. Também é o dia da alegria e da salvação. A Igreja Católica, na Sua Doutrina Social da Igreja, apelida o domingo como o dia do “Repouso Festivo”, considerando que “Deus repousou, no sétimo dia, do trabalho por Ele realizado (Gn 2, 2): também os homens, criados à Sua imagem, devem gozar de suficiente repouso e tempo livre que lhes permita cuidar da vida familiar, cultural, social e religiosa. Para tanto contribui a instituição do dia do Senhor. Os fiéis, durante o domingo e nos demais dias santos de guarda, devem abster-se de trabalhos e negócios que impeçam o culto a prestar a Deus, a alegria própria do dia do Senhor, a prática das obras de misericórdia ou devido repouso do espírito e do corpo. Necessidades familiares ou exigências de utilidade social podem legitimamente isentar do repouso dominical, mas não devem criar hábitos prejudiciais à religião, à vida de família e à saúde” (LER)

Num tempo em que, cada vez mais, de forma galopante, se relativiza a importância cimeira do domingo como o Dia do SENHOR, preterindo-lhe deliberadamente com outras superficialidades seculares, impõe-se-nos, aos filhos de DEUS, a continuarmos a enfatizar este grande dia da salvação, mormente enfatizar a importância da vida santificada, comprometida e de serviço com o Reino de DEUS. 

Estive hoje de manhã no culto dominical da minha Igreja, tal como de costume, a cultuar a DEUS com os meus irmãos Cristãos. Primeiro, na Escola Bíblia Dominical (EBD) e depois no culto de adoração a DEUS. Estive, já esta tarde, na Igreja com os meus patrícios guineenses a cultuar novamente a DEUS. O Dia do SENHOR é um tempo de louvor, adoração, comunhão e confraternização em torno do nosso Eterno, Grande, Santo e Todo-Poderoso DEUS. 

O domingo, em suma, tal como sustenta a Declaração da Fé Baptista, “Dia do Senhor e o primeiro da semana, é o dia em que o crente comemora a ressurreição de Cristo, descansando das suas actividades seculares. Deve ser consagrado ao exercício do culto, do testemunho e de outras formas de serviço espiritual, tanto público como privado”. É tudo isto que tenho procurado, na medida do possível, com a graça e Divina, corresponder na minha vida ao longo dos anos. Ou seja, por outras palavras, encarnar e viver plenamente a alegria do Dia do SENHOR. Que assim seja.

Mais Um Ano de Vida

Começo sempre o Ano Novo civil a fazer anos. Celebro hoje 41 anos de idade, graças a DEUS. Mais um ano para comemorar o dom inefável da vida. Mais um ano de júbilo e de festa. Mais um ano de profunda gratidão ao meu Eterno DEUS pela vida, saúde e protecção que ELE graciosamente tem-me concedido ao longo dos tempos, tendo fé que tal estender-se-á ainda por longos e bons anos. 

Estes 41 anos são coroados de autênticos altos e baixos a todos os níveis, encerrando paradoxalmente prós e contras. Mesmo assim, são anos de bastante assimilação, amadurecimento, crescimento, reconciliação, amor, paz e de felicidade. São anos vividos intensamente com bastante fé, amor, paz, gratidão, entusiasmo e esperança em DEUS. Aquilo que sou hoje é resultado dessas simbioses de experiências gratificantes. Experiências profundamente marcantes e que moldaram positivamente o meu substrato identitário e mundividência, habilitando-me simultaneamente a reconhecer a precariedade da vida, a sua fugacidade e finitude. Estou tranquilamente em paz com DEUS, comigo e procuro, na medida do possível, no que depender de mim, estar também em paz com o próximo à minha volta. 

Sinto cada vez mais o peso da idade. Sinto que estou, de forma galopante, a ficar mais velho. Sinto, acima de tudo, a paixão contagiante da vida a entrelaçar-me diariamente. Que esta paulatina odisseia à velhice me habilite a ter plenamente a consciência dos meus defeitos e virtudes, depurando aqueles e aperfeiçoando estes. Por outras palavras, ter a capacidade suficiente de corrigir as minhas imperfeições e consolidar as minhas qualidades. 

Espero que, em circunstância alguma, se aparte de mim o temor de DEUS no meu coração e aplicabilidade da Sua Santa Palavra no meu testemunho quotidiano de vida. Espero, da mesma sorte, que nunca se aparte de mim a sabedoria, a humildade, a gratidão, a autenticidade, o discernimento, a liberdade, a autonomia, a frontalidade e o bom-senso, sobretudo de nunca me folgar com as injustiças ou reduzir-me em desvelos alimentados por uma mercenária ânsia de legitimação secular. Longe de mim toda a sorte de rancor, cólera, torpeza, soberba, complexos, bajulação, superficialidades, hipocrisia, ingratidão, vingança, malignidade e vaidade do mundo. 

Espero continuar a ser uma pessoa estavelmente bem-disposta, alegre no Espírito Santo, em todo e qualquer momento, satisfeito com aquilo que honestamente tenho e com muita fé no Senhor Jesus Cristo, o meu único e Eterno Salvador. Espero continuar a ter a predisposição mental para fazer boas amizades, ser amante da música, de comida, dos livros, da escrita, da intelectualidade e de um bom debate de ideias, sem descurar nunca a prática do bem e sempre o bem fazer. Que continue a falar alto e efusivamente, a cultivar mais a virtude do amor, do perdão, da tolerância, da misericórdia, da empatia e da simplicidade na maneira de estar e encarar os elevados desafios da vida, especialmente que a promessa bíblica do Salmo 91:1-16 seja manifestamente uma realidade vivo-concreta na minha vida. Espero, por fim, continuar a espalhar por toda a parte o bom perfume do conhecimento de Cristo para as pessoas que precisam encarecidamente da Sua graça redentora. 

Fechou-se, ontem, felizmente, um ciclo de vida e abre-se um novo a partir de hoje com elevadas expectativas no horizonte por concretizar. Até aqui me ajudou o SENHOR JEOVÁ. A ELE, através do Senhor Jesus Cristo, seja dado todo o Poder, a Honra, a Glória pelos séculos dos séculos. Que assim seja. E assim sempre será no nome Bendito do Senhor Jesus Cristo.

O Ministério Pastoral e a Família do Pastor: Da Interdependência à Indissociabilidade

A chamada Divina para o ministério pastoral é um dos mais nobres, relevantes, importantes e poderosos exercícios espirituais que um filho de DEUS possa almejar nesta momentânea vida. É um acto unilateral e manifestamente altruísta em prol da Causa do Evangelho. É renunciar, de forma deliberada e consciente, à carreira profissional, ao sucesso material e aos negócios seculares desta vida para servir fielmente de pastor para o precioso rebanho do Senhor Jesus Cristo. É assemelhar-se, em última instância, ao outrora papel abnegado do Filho de DEUS durante a Sua humilde encarnação neste hostil mundo como o Sumo Pastor das ovelhas. 

O ministério pastoral é benéfico a todos os níveis, profícuo no seu alcance objectivo e bastante rico em termos espirituais para quem o deseja de forma genuína. Se alguém deseja o episcopado, diz peremptoriamente a Palavra do SENHOR, excelente obra deseja (1 Tm 3:1). A pessoa em questão, deseja dedicar exclusivamente a sua vida para servir na Obra de DEUS e ser o mentor das ovelhas de Cristo. Deseja ser instrumento de bênçãos nas mãos do Todo-Poderoso DEUS para proclamar ousadamente o Evangelho da salvação para o mundo perdido e, em consequências disso, ganhar muitas almas, através da acção do Espírito Santo, para os céus. Não há exercício maior e melhor no mundo do que este. Não há profissão e ganhos mundanais ou glórias desta vida que se possam equiparar ao sublime ministério pastoral. Nada mesmo. Literalmente nada. O ministério pastoral excede, em larga medida, as polutas aspirações dos homens e todas as vaidades do mundo. 

Por isso, o ministério pastoral é excelente em todos os seus propósitos e fins. É excelente para o eleito pastor e, sobretudo, para a maravilhosa obra que este realizará em nome Bendito do Senhor Jesus Cristo. Além deste assente e magnífico privilégio humano-espiritual, que o ministério pastoral comporta e encerra no seu substrato, a verdade também é que ser autenticamente pastor não é “pêra-doce” ou incólume aos problemas, especialmente nos nossos conturbados, anárquicos, violentos, promíscuos, descrentes, corruptos, heréticos e pecaminosos dias pós-modernos. Não é uma tarefa consensual ou facílima, tal como aparenta aos olhos de muitas pessoas e do mundo em particular.  O ministério pastoral é extremamente exigente, complicado na sua concretização prática e amiúde difícil. Envolve sempre a priori o chamado Divino, a renúncia, a sabedoria, o discernimento, a moderação, a tolerância, a paciência, o sofrimento, o amor, o perdão e a entrega incondicional à Obra de DEUS. 

O pastor deve estar, acima de tudo, inteiramente apto e predisposto para arcar com todas as consequências inerentes ao ministério pastoral – tanto nos aspectos positivos como nos aspectos negativos. O eleito pastor deve ter uma ampla capacidade de suportar as privações da madrasta vida, as injustiças provocadas pelos terceiros, as adversidades da função pastoral, as maldades dos falsos Cristãos, a rejeição do mundo e o sofrimento em geral. As pressões, as incompreensões, as provocações, as calúnias, as difamações, as conspirações, as perseguições e as injustiças – provenientes de dentro e fora da Igreja – fazem parte do cardápio e dinâmica da vida pastoral. E o pastor deve estar completamente ciente de todas estas contradições no seu percurso pastoral e saber lidar com elas com espírito de mansidão, bem como ter a capacidade suficiente e a sabedoria Divina para responder positivamente a todos estes conhecidos desafios espirituais à luz das Escrituras Sagradas. 

A génesis de todos estes premeditados e vis ataques contra a figura do pastor vem do diabo, dos seus demónios e filhos da perdição, que estão ao seu serviço no mundo para confundir os fiéis Cristãos e separá-los de DEUS. É o diabo que tenta, a todo o custo, atacar o pastor, denegrindo-lhe a imagem, a reputação e o bom nome para, desta forma, fragilizá-lo e consequentemente dividir a Igreja. Só que usa os ímpios e os Cristãos ingénuos para atingir este maléfico desiderato. O pastor deve estar plenamente consciente e preparado para enfrentar esta dura realidade espiritual no seu percurso de vida, com as armaduras de DEUS (Ef 6:10-18). Só assim será realmente um obreiro aprovado por DEUS e inteiramente habilitado para toda a Boa Obra. 

É evidente que o ministério pastoral é abrangente em todas as suas dimensões e propósitos. Ele é abrangente do ponto de vista objectivo e do ponto de vista subjectivo. Naquele é abrangente na sua concretização prática e finalidade salvífica das ovelhas. Neste é abrangente no que toca ao círculo pessoal, familiar e relacional do pastor, isto é, se este for casado e posteriormente tiver filhos menores ou alguém sob os seus cuidados, contando que a parentela esteja na sua casa e sob a sua inteira dependência. Daí que, sem quaisquer tipos de hesitações prévias ou equívocos doutrinários, não se pode dissociar o ministério pastoral da família do pastor (se for casado, bem entendido. Isto porque uma pessoa pode ser pastor e não ser casado e, muito menos, ter filhos. Logo, neste caso, não se lhe aplica a responsabilidade e responsabilização da sua família no ministério pastoral, uma vez que não dispõe nem de esposa nem de filhos). 

O ministério pastoral está intrinsecamente ligado à família do pastor e vice-versa. As duas realidades estão simultaneamente interligadas e são indissociáveis uma da outra. O pastor, em circunstância alguma, deve isolar a sua família no seu ministério eclesiástico. Da mesma sorte, a família do pastor não deve ficar alheio ou indiferente ao ministério do pastor. As duas realidades estão concomitantemente interligadas e indissociáveis uma da outra. A bitola de Josué de “eu e a minha família serviremos ao Senhor” (Js 24:15) deve reger e fazer parte constante do ministério pastoral e da vida familiar do pastor. 

No entanto, por vicissitudes várias e supervenientes, tem havido um esforço indisfarçável e desmesurado, nas últimas décadas, por parte de alguns teólogos e pastores, para autonomizar o ministério pastoral da família do pastor, reduzindo-o estritamente à figura do “pastor contratado” à moda secular, através de um esgrimido argumento tautológico, falacioso e despido de qualquer tipo de suporte bíblico. Esta tese ardilosa, aparentemente consistente, para ludibriar os menos atentos na fé, visa sobretudo profissionalizar o ministério pastoral e dissolvê-lo numa libertária secularização, desresponsabilizando assim, no seu todo, a família do pastor no ofício eclesiástico. Não tem qualquer tipo de fundamento bíblico nem acolhimento romper este cordão umbilical do ministério pastoral com a família do pastor, antes pelo contrário as duas realidades estão manifestamente interligadas e são imprescindíveis no sucesso ministerial do pastor. 

A título exemplificativo, para testar esta nossa afirmação, se a família do pastor não está enquadrada na ortodoxia bíblica e desviada dela, obviamente que isto terá repercussões extremamente negativas dentro da Igreja e será um factor perturbador e determinante na desqualificação do pastor para o ministério pastoral, independentemente do seu bom carácter, da sua honorabilidade e da integridade espiritual.  O pastor deve, tal como formula inspiradamente a Palavra de DEUS, “ser um bom chefe da sua própria família e saber educar os filhos no respeito, com toda a dignidade. Pois se alguém não é capaz de ser um bom chefe da sua própria família como pode assumir responsabilidades na igreja de Deus?” (1Tm 3:4-5). É claro que não tem condições objectivas para assumir o ministério pastoral ou continuar a exercê-lo com dignidade – por não ter a autoridade espiritual requerida para exortar os irmãos na fé, mormente no que toca à ética familiar e o papel dos maridos, esposas e os filhos na Igreja. 

A teologia subjacente no ofício pastoral é a de a família pastoral ser unidamente um exemplo na Igreja e coadjuvante do pastor na prossecução do ministério eclesiástico. A esposa do pastor, os seus filhos e todas as pessoas que estão sob a sua alçada são partes essenciais no sucesso ou insucesso do ministério do pastor. Tanto que, por esta razão, as próprias Escrituras Sagradas vão dando algumas directrizes sobre a postura irrepreensível que deve caracterizar a família pastoral. A começar, desde logo, com a mulher do pastor. Esta deve apresentar-se com dignidade, modéstia, sem grandes penteados, nem ouro, nem jóias nem vestidos luxuosos, mas sim como convém à mulher que se preocupa principalmente em agradar a DEUS pelas boas obras (1 Tm 2:9-10), evitando máxime o pecado do materialismo, da ostentação, da bisbilhotice, da murmuração, da sensualidade e sumptuosidade. 

Da mesma forma, espera-se um comportamento decente e congruente dos filhos do pastor com os impolutos Princípios e Valores Cristãos, pois fazem parte essencial do ministério pastoral. A família pastoral deve ser modelo para todas as famílias da Igreja – tanto na espiritualidade, na oração, no serviço aos santos, na comunhão, na hospitalidade, na solidariedade, na visitação e na Evangelização e Missões. A mulher do pastor deve ser particularmente exemplo para toda a comunidade, assim como os filhos, com vista a “aliviarem” o ministério do pastor, colaborando de forma edificada no ofício pastoral, livrando assim o pastor de “não se tornar motivo de difamação nem cair na armadilha preparada pelo diabo (1 Tm 3:1-9). 

A família do pastor faz parte integrante do ministério pastoral e deve estar com o pastor na “linha da frente” no exercício eclesiástico. Deve estar preparado para acolher com amor todos os irmãos da igreja, especialmente os irmãos que carecem mais de acompanhamento e orientação, através do ministério de aconselhamento, de hospitalidade e de visitação. Nestes ministérios, é imprescindível a colaboração da mulher do pastor para a sua eficaz concretização. É decisiva a sua predisposição neste sentido para que o pastor seja realmente bem-sucedido em tais importantes ministérios. A mulher do pastor é a “terceira visão”, o “quarto ouvido” e o “sexto sentido” do pastor dentro da igreja. Olha aquilo que o pastor muitas vezes não vê ou negligencie. Escuta mais do que aquilo que o pastor escuta e consegue ter mais a noção real da vida da Igreja do que propriamente o pastor. 

A mulher do pastor leva um lado feminino para o ministério pastoral e ajuda a aplacar muitos ímpetos negativos na congregação e revoltas evitáveis contra a autoridade da igreja, catapultando com o seu gesto de simplicidade o apaziguamento, a harmonia e o despertamento para o serviço.  Se a mulher do pastor for sensível e aberta consegue seguramente inspirar mais confiança de muitos irmãos na igreja, penetrando eficazmente em determinados ângulos ministeriais a que o pastor jamais conseguiria chegar. Consegue atenuar várias tensões e problemas desnecessários entre os irmãos e estes com o pastor e vice-versa.  Ela é o maior activo e o escudo protector do pastor contra os mal-entendidos, as desavenças e revoltas que, de vez em quando, surgem nas igrejas. Daí que ela não pode ser relegada, secundarizada ou desvalorizada no ministério pastoral, até porque se for uma pessoa desleixada e fechada em termos espirituais vai certamente fechar muitas portas de oportunidades no ministério do pastor. 

Se a mulher do pastor e os seus filhos não participam nas actividades regulares da Igreja ou não têm uma conduta Cristã decente, que autoridade espiritual o pastor terá para exortar os outros irmãos na fé a terem uma vida diligente, devotada e santificada? Obviamente que perde toda a legitimidade e autoridade espiritual requerida na Palavra de DEUS para fazer tais chamadas de atenções, tendo em conta o mau exemplo que tem na sua própria casa e que não consegue resolver. E não há dúvida que esta “convulsão familiar” será muito bem aproveitada pelo diabo para difamar o pastor, levando-lhe, em casos mais extremos, a cair na armadilha preparada astutamente por ele, tal como ficou há bocado demonstrado pelo texto sagrado citado. 

Faz sentido que a mulher do pastor não exerça os dons espirituais na Igreja local em que o seu marido pastoreia? Ou que não esteja regularmente nos cultos dominicais, reuniões de oração e de senhoras ou vigílias? É plausível que a mulher do pastor esteja a congregar numa igreja diferente da igreja que o seu marido pastoreia? É congruente com a Palavra de DEUS que ela não acompanhe o seu marido nas actividades eclesiásticas e tenha uma conduta de vida censurável? Os filhos e parentes dependentes do pastor podem ter qualquer tipo de conduta? Estes podem dar ao luxo de ter uma orientação flagrantemente incompatível com a vida sacrossanta, nomeadamente envolvidos na promiscuidade sexual, alcoolismo, vícios de droga ou mundanismo? Obviamente que as respostas para todas estas pertinentes questões são manifestamente negativas, por razões várias que dispensam explicações. 

A família do pastor não pode, sob pena de desestabilizar e afectar drasticamente o mistério do pastor, não colaborar com o pastor no ministério pastoral e ter condutas desviantes à luz da Palavra de DEUS. Espera-se da família do pastor que seja modelo de espiritualidade para toda a Igreja. E isto envolve, desde logo, o próprio pastor, a sua esposa, os filhos e todos os dependentes a seu cargo. São estas mesmas pessoas que assistirão o pastor nos momentos mais difíceis, desanimadores e desafiantes do ministério, dando-lhe apoio incansável e forças suficientes para continuar firmemente a “combater o bom combate da fé”. 

A mulher do pastor e os filhos devem ser modelos dentro da Igreja e fora dela, insistimos. Devem estar com o pastor na “linha da frente” no exercício pastoral, com vista a estimular os outros irmãos da Igreja a seguirem o mesmo consagrado testemunho de fé. Vai, se assim não for, seguramente, afectar negativamente a autoridade do pastor dentro da congregação e obstaculizar o seu ministério. A família do pastor é o “espelho” da Igreja e modelo de referencial para todos os fiéis. Deve dar o exemplo no testemunho, na consagração, na dedicação, na hospitalidade e no amor ao serviço do Reino de DEUS. 

É claro que a família do pastor não é perfeita e nem se pode esperar dela a perfeição. Não é disto que estamos a falar nem tencionamos passar tal ideia nesta nossa humilde crónica. Também não somos da opinião de exigir muito mais do que aquilo que se pode exigir do pastor e da sua família. O máximo que se pode exigir do pastor e da sua família é o mínimo do ponto de vista espiritual: ser unida, dar testemunho fiel da Palavra de DEUS, comprometida com a Igreja do Senhor Jesus Cristo e exemplo de serviço para os santos. 

É verdade que há, cada vez mais, uma exigência anormal e maldosa dos crentes para com a família do pastor. Também há, cada vez mais, um conluio deliberado e maléfico por parte de irmãos que se deixam instrumentalizar pelo diabo para desestabilizar a família do pastor. É verdade que as congregações esperam muito mais do que aquilo que o pastor e a sua família podem oferecer às Igrejas. É ainda verdade que há uma pressão brutal sobre a família pastoral, levando-lhe, em determinados casos, a perder o ânimo e o fervor missionário. E, por fim, é verdade ainda que muitos pastores e as suas famílias têm sido reiteradamente enxovalhadas, humilhadas, vilipendiadas e perseguidas nas suas congregações – e com todas as repercussões negativas que isto comporta no equilíbrio espiritual das mesmas, principalmente na vida dos filhos. Estamos plenamente conscientes de toda esta triste e vergonhosa realidade. É um comportamento repugnante e atentatório aos elevados Princípios e Valores consagrados na Palavra de DEUS e ao amor Cristão que devem nortear os crentes. 

O pastor é um ser humano como qualquer outro crente no Senhor Jesus Cristo: tem inclinações, desejos, vulnerabilidades, falhas e limitações. O pastor é um pecador regenerado à semelhante dos demais eleitos filhos de DEUS. Esta verdade soteriológica também se aplica na íntegra à família do pastor. A única diferença é que o pastor foi separado para conduzir o povo de DEUS. Não se pode exigir perfeição de quem não é perfeito. Não se pode exigir infalibilidade de quem é falível. Não se pode exigir uma coisa que a pessoa não tem. Todavia, não se pode confundir as duas realidades ou misturá-las no mesmo saco. Uma coisa é a pressão desmedida e exigência exagerada que muitas igrejas fazem à família pastoral ou esperam dela. Outra coisa, e bem diferente, é desresponsabilizar completamente a família do pastor no ministério eclesiástico. 

O Pastor e a sua família devem estar preparados para vivenciar coisas boas do ministério, assim como as coisas menos boas dentro das congregações. Não é com queixumes e lamúrias que se vai aplacar as reiteradas investidas diabólicas e pressões no ministério. Julgamos que os pastores que passam mais a vida a lamentar da sua sorte ministerial, das duas uma: ou desconhecem as implicações teológicas de ser pastor, ou não receberam um autêntico chamado Divino para serem pastores. Um pastor de verdade não está constantemente a lamentar a sua sorte e está habilitado a sofrer até ao fim na Obra de DEUS, pelo amor do Senhor Jesus Cristo, tal como os heróis da fé e santos homens e mulheres de DEUS fizeram ao longo da história do Cristianismo. 

E mais, estamos em crer que os pastores que passam a vida a lamentar no ministério ou a fazerem alarido daquilo que estão a vivenciar não são, de todo, os que mais sofrem ou estão a sofrer. E são tais pastores que não cansam de procurar igrejas mais “favorecidas” ou “afortunadas” para acomodarem as suas expectativas humanas, nomeadamente a estabilidade financeira, a locupletação e o conforto da vida material. Estes, seguramente, não são verdadeiros pastores, mas sim assalariados, visando apenas os seus egocêntricos interesses e não do Senhor Jesus Cristo. E há muitos assim no nosso meio Evangélico-protestante, para grande tristeza nossa, infelizmente... 

Não se vislumbra qualquer tipo de sucesso ministerial do pastor onde a sua família não está devidamente incluída e integrada. A família do pastor é alicerce crucial e retaguarda indispensável para o bom ofício do pastor. Ela tem um papel de coadjuvação no ministério bastante importante e relevante. E deve contribuir para acompanhar, apoiar, orar, encorajar o pastor, principalmente, nos momentos mais sombrios, complicados e de desânimo. Se a família do pastor não colaborar com ele no ministério decerto que este não terá um frutuoso e bem-sucedido ministério. Fica vulnerável, circunscrito na sua acção, refém de tais fragilidades e condicionado do ponto de vista espiritual, ficando assim significativamente limitado na sua autoridade espiritual, sendo depois motivo de escândalo para a Igreja. 

A premeditada tentativa de desresponsabilizar a família do pastor nos ministérios da Igreja, nos círculos evangélicos tradicionais como nos círculos pentecostais, colide frontalmente com os pressupostos axiológicos da Doutrina Bíblica e resvala num profissionalismo secular subjectivista. Ela visa unicamente incorporar e legitimar biblicamente parte das pretensões teológicas dos movimentos progressistas dentro do Cristianismo que, a todo o custo, reclamam uma interpretação actualista das Escrituras Sagradas, absorvendo o mundanismo para dentro da Igreja. 

Os princípios que estão na génesis da instauração do ministério pastoral são todos de conjugação, agregação e de sinergias. A Igreja alberga no seu corpo várias e diversificadas pessoas, tendo o Senhor Jesus Cristo como a sua cabeça (Cl 1:18; Ef 5:23). O pastor é chamado a conduzir o rebanho do Senhor Jesus Cristo e estes, por sua vez, são chamados a viver unidos e em completa harmonia e comunhão, cooperando uns com os outros na prossecução, expansão e avanço do Evangelho para que o mundo creia que Jesus Cristo é o Senhor (Jo 17:21). Não há nada que, do ponto de vista da eclesiologia, estimula ou apela para o individualismo (vede, por todos os exemplos bíblicos, os dons espirituais e as suas finalidades em 1 Co 12:1-31 e Rm 12:4-8, respectivamente). 

A Igreja é a conjugação das partes para o mesmo fim: a edificação dos santos e glória do Senhor Jesus Cristo (Ef 4:12-13; 1 Co 12:7). O ministério pastoral, igualmente, é trabalho de equipa, não obstante ter o pastor como o líder principal da igreja local. E em todas estas colaborações e diversificações, a família pastoral é peça central e “guia” da Igreja. Logo, ela é parte integrante do ministério e a membrasia deve contar com ela na Obra e poder responsabilizá-la, e ao pastor, em casos de desvios comportamentais flagrantes. 

Nunca se pode equiparar o ministério pastoral com o regime de prestação de serviço secular, tal como muitos teólogos e pastores se têm, de forma explícita, desdobrado a fazer. O ministério pastoral é uma vocação e não tem nenhum paralelismo com o do assalariado. E o pastor e a sua família têm impreterivelmente de estar vocacionados para trabalharem juntos na igreja local que escolheram pastorear. Isto não quer dizer literalmente que a esposa do pastor, os seus filhos e paraninfos têm necessariamente de trabalhar a tempo integral ou serem obrigados a exercer funções proeminentes na Igreja. Nada disso. Podem optar por trabalhar a tempo inteiro, isto é, se a Igreja assim o entender, bem como podem não ocupar nenhum cargo na Igreja em que estejam congregados. No entanto, de modo algum, podem prescindir do compromisso com a Igreja, a vida santificada, o exemplo de vida Cristã e a predisposição para servir como qualquer outro membro da Igreja. 

A família do pastor tem toda a liberdade e deve ser encarada como qualquer outra família na congregação, sem prejuízo naturalmente de não descurar o seu papel acrescido na representação das famílias da Igreja. Não pode relaxar e deve pautar a sua conduta como uma verdadeira família pastoral. A mulher do pastor deve ser modelo refletivo para todos os membros da comunidade e das mulheres da Igreja em especial. Os filhos do pastor, da mesma sorte, devem ser motivo de orgulho e satisfação pelo pastor. Conjugando devidamente todas estas realidades e absorvendo-as, há mais manobras para o pastor exercer pacificamente, com maior autoridade e tranquilidade, o seu ministério eclesiástico, reduzindo consideravelmente muitas investidas do inimigo e do diabo em especial. 

Por isso, não compreendo minimamente os defensores da dissociação do ministério pastoral com a família pastoral. Esta pretensão não acautela a maior protecção que o pastor dispõe no ministério: a sua família. A família do pastor é, falando humanamente, retaguarda e reduto do pastor nos momentos decisivos do ministério. É na sua família que o pastor encontra carinho, incentivo, estímulo para continuar a prosseguir com o ministério. Retirar ao pastor esta peça fundamental no seu compromisso com a igreja é retirar-lhe a retaguarda em tempos de adversidades e um autêntico paradoxo em termos bíblicos. Não há nenhum ganho espiritual em excluir a família pastoral do ministério do pastor, antes pelo contrário potencia mais riscos, escândalos, prejuízos para ele e o seu ministério em geral. 

Em suma, o ofício pastoral e a família do pastor estão manifestamente interligados, interdependentes e indissociáveis nos ministérios da Igreja, independentemente das várias formulações teológicas que tentam defender o contrário. O serviço pastoral, em última instância, envolve também a casa do pastor e é neste prisma que ele deve ser concebido, entendido e aplicado. Que assim seja. E assim sempre será para glória do Senhor Jesus Cristo. Amém. 

Os Últimos Momentos de Vida do Senhor Jesus Cristo


Partilho aqui este excerto do estudo que dei num passado recente na minha Igreja sobre a crucificação e morte do Senhor Jesus Cristo. O Filho de DEUS foi rejeitado pelo mundo, preso, humilhado, açoitado e morto na Cruz do Calvário, mas ao terceiro dia ressuscitou dos mortos apresentando-Se com provas irrefutáveis, rompendo assim todas as barreiras de inimizades que outrora existiam entre DEUS e os seres humanos. Sem a morte do Senhor Jesus Cristo não teríamos a reconciliação com DEUS e, muito menos, a salvação. Graças a morte e ressurreição gloriosa do Senhor Jesus Cristo que passamos a ser chamados filhos de DEUS.

Já Não Temos Mais o Hugo Connosco


O meu grandíssimo amigo e irmão em Cristo Hugo Alexandre Pereira Mendes morreu no passado dia 28 de Dezembro (LER). Morreu de forma súbita contra qualquer tipo de previsão clínica ou sinal convergente nesse sentido. Morreu para grande tristeza nossa que gostávamos imenso dele. O Hugo não resistiu à surpreendente e maldita doença que lhe ceifou a vida. Ele estava praticamente bem, na medida do possível, aos nossos olhos, e de repente morreu. Morreu de forma inesperada e apressada, deixando-nos completamente consternados com a sua prematura morte. Foi tudo surpreendente, rápido, inacreditável e definitivo. Não há mais outra volta a dar: o grande Hugo Mendes realmente morreu. 

O Hugo foi primeiramente amigo do meu irmão mais velho, o Evaristo Vieira. Ouvia falar tanto do Hugo em Bissau, através do Evaristo, sem conhecê-lo pessoalmente. Depois, com a minha vinda para Lisboa, acabou por ser também meu amigo e amigo dos meus amigos mais próximos. Fazia parte do meu círculo restrito de amizade e dos mais destacados amigos que tinha. O Hugo era mais do que um amigo. Era, sim, um verdadeiro irmão em Cristo. O Hugo foi grande amigo do Evaristo. Também foi meu grandíssimo amigo. Mais, o Hugo não ficou somente nestas dimensões. O Hugo foi também amigo dos meus irmãos, da minha família e da parcela dos meus bons e restritos amigos. Foi o Hugo que acompanhou o Evaristo para me buscar ao aeroporto, aquando da minha vinda para Lisboa estudar, bem como posteriormente as minhas cunhadas e os meus sobrinhos. 

O Hugo foi bastante importante e determinante na minha integração na Igreja Evangélica Baptista da Amadora (não só a mim como também alguns estrangeiros que se filiaram na nossa igreja). Estava sempre comigo para tudo o que é lado: nos convívios, nos aniversários, na minha casa, nos almoços ou a jantar fora. Quando eu estava doente, nos casos que inspirava cuidados redobrados, em que não conseguia deslocar-me sozinho, era sempre o Hugo que me acompanhava para o hospital. Se precisasse de dinheiro emprestado era sempre ao Hugo que pedia emprestado e dava-me sempre sem reclamar ou cobrar. O Hugo era uma pessoa de confiança em quem eu inteiramente confiava. Falávamos sobre as várias coisas. Era um irmão presente – tanto nos maus como nos bons momentos. Estava sempre disponível para ajudar quem fosse. Não tinha qualquer tipo de tiques de preconceito, arrogância, polémica ou vaidade do mundo. Era uma pessoa bastante humilde, prestativa, agregadora, apaziguadora, altruísta, solidária e amorosa. Dava-se bem com tudo e todos à sua volta. Fazia ponte entre as pessoas, sobretudo de sensibilidades diferentes. O Hugo era simultaneamente amigo dos portugueses, dos africanos, dos brasileiros e de todos aqueles que cruzavam o seu caminho. Não fazia acepções de pessoas e, muito menos, contribuía para discriminar ou desqualificar quem fosse. Tratava todo o mundo por igual e com amor Cristão, que a Palavra de DEUS nos insta a fazer, independentemente da condição da pessoa em questão ou do seu merecimento. 

O Hugo Mendes, a par de todas estas qualidades e virtudes, era também uma pessoa de bastante fé e inteiramente comprometido com a Causa do Evangelho do Senhor Jesus Cristo. Tinha um conceito bem apurado de Missões e Evangelização. Tanto que, por esta razão, esteve algum tempo na cidade de Chaves a fazer Missões a tempo integral, encarnando assim na íntegra o pepel do "Missionário Itinerante". Depois continuou a servir como professor da Escola Bíblica Dominical (EBD), na nossa igreja, ao longo de mais de duas décadas. Foi, em tempos, um dos líderes da Juventude da nossa Igreja. Actualmente, era professor da Escola Bíblica Dominical (EBD) e membro da Comissão de Exame de Contas. Nunca recusou servir. Correspondia sempre com o pedido para fazer parte dos ministérios da Igreja, não obstante ter motivos suficientes para não assumir nenhumas responsabilidades na Igreja. O Hugo era realmente uma pessoa de fé incrível e devotada a DEUS, insisto. Viveu a fé no Senhor Jesus Cristo até ao fim da sua brevíssima vida. Estava sempre presente na Igreja e permanentemente ligado à Igreja. Não faltava à Escola Bíblica Dominical e aos cultos em geral. O seu testemunho foi crucial na conversão do seu irmão Bruno Mendes e, posteriormente, dos seus pais – irmão Florêncio Mendes e a irmã Joana Mendes. 

O Hugo sempre foi orgulhosamente da nossa Igreja, a Evangélica Baptista da Amadora. Quando comecei a congregar também na referida Igreja, o Hugo já servia diligentemente ao Senhor Jesus Cristo. Serviu sem pausas ou intervalos. Serviu sem questionamentos ou lamúrias. Serviu de forma intensa e abnegada. Serviu ininterruptamente até ao fim da sua vida. Esteve connosco no último culto dominical, e também no culto de Natal das 11 horas, antes de morrer. Nas conversas que mantivemos, no fim da Escola Bíblica Dominical (EBD) e do culto, tal como era sempre costume, convidou-me para ir passar o Natal com eles. Contou-me que ele e a família iriam passar a consoada em Campo de Ourique, em Lisboa, no entanto, no dia 25, estariam em casa e podia estar perfeitamente com eles na celebração. Disse-lhe que, por outras razões, não me seria conveniente, agradecendo-lhe na mesma pelo honroso convite. 

Já no culto do dia de Natal perguntei-lhe como é que tinha corrido a ceia do dia anterior, brincando com ele se “esteve ou não à altura do grande desafio” da noite, isto é, se comeu muito ou não. Disse-me que não comeu assim grande coisa. E achei estranho o facto de ele não comer tanto, ainda por cima no Natal, uma vez que o Hugo gostava de comer bem. No dia anterior tinha-me confessado que estava a ter agora algumas precauções nas coisas que comia – por causa de recomendação médica, etc. Concordei com ele e encorajei-o ainda a adoptar mesmo uma postura de austeridade com a alimentação, evitando alimentos que não são benéficos à saúde. E ele, por sua vez, como sempre, concordou plenamente comigo neste sentido. Perguntei-lhe ainda a que horas saíram de Campo de Ourique para casa. Respondeu-me que só chegaram a casa por voltas das 6 e tal da manhã. Às 11h00, ele e os pais, já estavam novamente na Igreja para assistirem ao culto natalício. Dei-lhe os parabéns pelo facto de praticamente fazerem “directa” para estarem presentes no culto do dia de Natal que, por vicissitudes várias e supervenientes, muitos Cristãos não dão a devida importância. Convergimos no mesmo parecer sobre a importância cimeira do culto no dia 25 de Dezembro e falámos ainda sobre as demais coisas e, desta forma, despedimo-nos um do outro com votos de um feliz Natal – na certeza de que nos encontraríamos nos próximos dias que se avizinhavam. Mal sabíamos que era o nosso último encontro. Trocámos ainda mensagem pelo whatsapp na quarta-feira e na quinta-feira de manhã recebi a inesperada mensagem de que o Hugo morreu. É isso mesmo: o Hugo realmente morreu contra todas as previsões e expectativas. Já não está mais connosco no mundo dos vivos. Não está e jamais estará connosco neste sofrido e pecaminoso mundo, mas estará sempre nos nossos corações e lembrá-lo-emos pela sua maravilhosa passagem nesta vida. Cedo ou tarde, encontrá-lo-emos no céu e juntos estaremos a adorar o nosso Altíssimo DEUS, o dono da vida, para toda a eternidade. Amém. 

O Hugo morreu a servir ao nosso Todo-poderoso DEUS. Morreu estando sempre na Casa do Senhor e, concomitantemente, a servir. Sentia-se bem em estar na Igreja. A Igreja era tudo para ele. É na Igreja que o Hugo mais se movimentava desde quando abraçou a fé Cristã. A morte prematura do Hugo vem nos lembrar, mais uma vez, que a vida é precária, limitada e passageira. Passa tão rápido que nos ultrapassa. Hoje estamos aqui e amanhã já não estamos. Por isso, devemos investir naquilo que realmente importa. Investir os nossos dons e talentos na Causa do Reino de DEUS. Investir nas pessoas através dos valores do humanismo e humanidade. Investir na vida do compromisso, entrega, serviço, santidade e santificação. Investir, acima de tudo, no nosso relacionamento com o Senhor Jesus Cristo, a Sua amada Igreja e com o próximo à nossa volta. O nosso estimado amigo e irmão Hugo Mendes correspondeu a estas expectativas espirituais durante a sua curta peregrinação aqui na Terra, dando o testemunho poderoso do Senhor Jesus Cristo na sua vida. Apesar de, cada vez mais, se acentuarem as suas limitações físicas e debilidades a nível de saúde, o Hugo nunca se resignou a prosseguir em frente com fé e alegria no coração. Não andava murmurado, carrancudo, mal-humorado, revoltado com a sua condição e, tão pouco, questionava DEUS pelas provações que estava a enfrentar. Sempre estava bem-disposto, humorado, satisfeito, alegre, feliz e grato a DEUS pela vida que vivia. Aceitava de bom grado a vontade de DEUS na sua vida e encarava tudo o que lhe acontecia como um desafio e processo de aperfeiçoamento espiritual. Nas longas conversas que tínhamos inúmeras vezes, vislumbrei nele sempre bastante fé e esperança em DEUS. O Hugo, tal como o Apóstolo Paulo, combateu o bom combate, acabou a carreira, guardou a fé. (2 Tm 4:7), razão pela qual voltou muito cedo para a Casa do Pai, o nosso DEUS, e de todos aqueles que abraça(r)am a fé no Senhor Jesus Cristo como único Salvador das suas vidas. O Hugo Mendes já ouviu as promovidas palavras de glória ditas pelo nosso Senhor Jesus Cristo: “muito bem, servo bom e fiel; sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor” (Mt 25:21). 

Em suma, temos somente de agradecer profundamente a DEUS pelo facto de dar-nos a grata oportunidade de cruzar o caminho do Hugo Mendes, convivendo com ele e sermos sobremaneira abençoados por ele. Fomos todos abençoados pelo seu belo e rico testemunho de vida. Por isso, temos de agradecer a soberania de DEUS sobre a vida do nosso estimado irmão Hugo Mendes e reafirmar com fé e esperança a salvífica verdade bíblica sobre o quão “preciosa é à vista do Senhor a morte dos seus santos” (Sl 116:15). E assim, desta forma, reconhecer humildemente que “o Senhor o deu, e o Senhor o tomou: bendito seja o nome do Senhor” (Jó 1:21). Amém. 

Profissão de Fé


Faz hoje 17 anos que desci às águas para ser baptizado por imersão em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, selando assim a minha adopção como eleito filho de DEUS e membro pleno da Igreja do Senhor Jesus Cristo para a salvação (LER)

Renovo aqui, neste dia especial, através deste belíssimo hino evangélico, a minha profissão de fé de seguir resolutamente o Senhor Jesus Cristo até ao fim da minha vida. Segui-Lo-ei em todos os momentos, lugares, ocasiões, circunstâncias, situações e épocas. Aconteça o que acontecer. Haja o que houver. Custe o que custar. Estou determinado a seguir o meu Bom Mestre na tristeza e na alegria, na derrota e no sucesso, na dor e no conforto, na pobreza e na riqueza. Seguirei sempre o Senhor Jesus Cristo quando estiver fraco, abatido, desanimado, triste e no pecado. Da mesma forma, seguirei o meu Salvador quando estiver forte, animado, satisfeito, feliz, esperançoso e na plenitude espiritual. Nada me poderá separar do amor que DEUS nos deu a conhecer por nosso Senhor Jesus Cristo (Rm 8:39). 

Sei que sou um ser frágil, fraco, inconstante, incongruente, limitado e pecaminoso. Reconheço humildemente a minha vulnerabilidade e incapacidade humana para triunfar sozinho neste maldito mundo, não obstante beneficiar da graça salvífica do Senhor Jesus Cristo. Isto porque, tal como formulava o Apóstolo Paulo, “nem me compreendo, pois não faço aquilo que queria fazer e faço o mal que detesto (…). Encontro pois em mim esta regra: quando eu quero fazer o bem, faço mas é o mal. Cá no meu íntimo, eu quero seguir a lei de Deus, mas vejo que no meu corpo há uma outra lei que está contra a lei do meu entendimento” (Rm 7:7:15; 21-23). 

Por isso, conto inteiramente com o poder de DEUS para resistir positivamente a todos os obstáculos, tentações, descrenças, oposições e provações que vão surgindo no meu percurso de vida para a Terra Prometida. Assim, quando vierem os problemas e contradições à minha vida para saber que o Senhor Jesus é o meu único refúgio e salvação. Quando estiver em contramão para arrepiar caminho. Quando cair para poder rapidamente levantar-se. Quando estiver errado para não hesitar em arrepender. Quando pecar para não hesitar em pedir o perdão ao Altíssimo, sobretudo que nunca se aparte de mim a Palavra de DEUS, o desejo ardente de viver na Sua inteira vontade, dependência, obediência, graça e santidade. 

Obviamente que sozinho não consigo cumprir estes elevados desideratos espirituais, sem a permanente colaboração e ajuda Divina. Preciso, de forma encarecida, da coadjuvação do Espírito Santo para atingir estes ambiciosos desafios da Palavra de DEUS. O Senhor Jesus Cristo é tudo para mim. Não tenho ninguém mais precioso neste maligno mundo do que o meu Eterno Senhor e Salvador. A minha vida sem o Senhor Jesus não tem qualquer tipo de merecimento, sentido ou valor. 

Quero que Cristo esteja sempre comigo: esteja atrás de mim. Esteja diante de mim. Esteja à minha direita e à minha esquerda. Que tudo que eu faça seja para glória Dele. Quero, acima de tudo, seguir firmemente o Senhor Jesus Cristo até ao fim da minha vida, honrando-Lhe, servindo-Lhe, magnificando-Lhe, Louvando-Lhe e adorando-Lhe no meu corpo, alma e espírito. Que assim seja. Vai ser sempre assim. E assim sempre será. 

Um Dia, Um Aniversariante

O meu irmão mais velho Evaristo Vieira faz anos hoje. Está a celebrar mais uma primavera na vida, graças a DEUS. Casado com a Marta Gomes Vieira e pai de três precisíssimos filhos. O Evaristo é um exemplo manifesto de disciplina, determinação, diligência, entrega e persistência. Desenvolve uma ética de trabalho irrepreensível. Desdobra-se em vários ofícios para alimentar este incomensurável gosto salutar. É Pastor Evangélico, diplomata de carreira e docente universitário. 

O meu irmão é ainda um homem de família, conseguindo encarnar holisticamente a máxima romana do “bonus pater famílias” (que o diga, por todos, a minha cunhada Marta Gomes Vieira e os meus sobrinhos). É uma pessoa bastante simples, íntegro, de bom trato e desprovido de vícios corrosivos. Está inteiramente comprometido com a obra de DEUS. Tem-Na acima de todas as coisas na sua vida. Procura diariamente ajustar o seu testemunho com os sagrados preceitos bíblicos e imperativos da vida Cristã. Desde muito cedo evidenciou tais elevadas qualidades humano-espirituais, sobretudo engajamento no serviço do Reino de DEUS. Acompanhou o meu processo de vida e sempre me despertou para o Caminho do Evangelho, bem como aos outros elementos da nossa família. O Evaristo Vieira é um orgulho para todos nós, especialmente pelo excelente e fervoroso ministério que tem vindo a desenvolver em prol da difusão e crescimento do Cristianismo na nossa Terra. 

Por tudo o que foi dito, e que mais poderia ser acrescentado neste breve artigo, principalmente por ter um irmão bastante especial que sempre se preocupou comigo e me apoiou de forma incondicional, que desejo-lhe as maiores bênçãos terreno-celestiais e realizações a todos os níveis da vida. 

Estimado irmão Evaristo Vieira, faço votos que esta data especial possa repetir-se por muitas vezes na tua vida ao lado de toda a nossa família e entes queridos. E que o nosso Todo-poderoso DEUS possa continuar a proteger-te do maligno, guiar-te pelo Caminho da Verdade e usar-te para a Sua Eterna Glória; que sejas sempre bem-sucedido, realizado e feliz na tua jornada de vida. Acima de tudo, que a graça, o amor, a paz, o perdão, a bondade e a misericórdia de DEUS possam permanentemente seguir-te para todo o sempre. 

Muitos parabéns e feliz aniversário, querido irmão.  Todas as felicidades do tempo e da eternidade.