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Fé e Trabalho: Como Unir os Dois


A fé e o trabalho são duas realidades que, ao longo da história do Cristianismo, têm gerado inúmeros equívocos doutrinários no seio do povo de Deus, levando frequentemente a extremos na forma de os conceber. Há quem dê prioridade exclusiva à fé, negligenciando completamente o trabalho na sua rotina de vida. Inversamente, há quem faça do trabalho o seu modus vivendi, sacrificando deliberadamente o compromisso com Deus em nome da atividade profissional. Ambas as perspetivas estão profundamente erradas à luz das Sagradas Escrituras. 

O cristão deve viver a sua fé de forma comprometida e devota diante de todo o mundo, dando testemunho vivo da sua salvação. E isso implica honrar a Deus tanto na dimensão espiritual como na dimensão civil. Do mesmo modo, o cristão deve viver a sua fé trabalhando. Nenhum cristão, pelo simples facto de pertencer a uma comunidade eclesiástica, deve sentir-se no direito de não trabalhar e de viver à custa dos outros (2 Ts 3, 6-12). Pelo contrário, todos os cristãos são exortados pelo apóstolo Paulo a considerar uma honra trabalhar com as próprias mãos, de modo a não serem “pesados a ninguém” (1 Ts 4, 11-12), e a praticar também uma solidariedade material, partilhando os frutos do seu trabalho com o necessitado (Ef 4:28). 

Os crentes, tal como sustenta a Doutrina Social da Igreja, “devem viver o trabalho ao estilo de Cristo e torná-lo ocasião de testemunho cristão diante dos «de fora» (1 Ts 4, 12). (…) Mediante o trabalho, o homem governa com Deus o mundo; juntamente com Ele, permanece seu senhor e realiza coisas boas para si e para os outros. O cristão é chamado a trabalhar não só para conseguir o pão, mas também por solicitude para com o próximo mais pobre, ao qual o Senhor manda dar de comer, de beber, vestir, acolhimento, atenção e companhia (cf. Mt 25, 35-36)” (LER). Cada trabalhador, afirma Santo Ambrósio, “é a mão de Cristo que continua a criar e a fazer o bem”. 

Perante tudo o que ficou exposto, a fé e o trabalho são dimensões complementares, intrínsecas e irrenunciáveis na vida de um cristão, desde que colocadas na ordem correta. Fazem parte do substrato identitário de um filho de Deus. Tanto assim é que o apóstolo Paulo se empenhou em advertir a Igreja, com sabedoria divina, acerca da importância cimeira de integrar a fé e o trabalho na dinâmica da vida cristã, nomeadamente no capítulo terceiro da Segunda Epístola aos Tessalonicenses. 

É preciso trabalhar. É precisamente neste ponto que o apóstolo Paulo aprofunda ainda mais a sua exortação. Surge uma advertência clara, uma séria chamada de atenção, feita em nome do Senhor Jesus Cristo. Isto significa que esta recomendação traz o selo do nome mais sagrado e, por isso, não se trata de um assunto leviano ou secundário, mas de algo profundamente importante. 

Paulo escreve: “Irmãos, em nome do Senhor Jesus Cristo, queremos recomendar-vos que se afastem de todos aqueles irmãos que vivem sem fazer nada e que não seguem os ensinamentos da tradição que receberam de nós” (2 Ts 3:6). Refere-se àqueles irmãos que viviam sem nada fazer. Eram pessoas que não queriam trabalhar e que, além disso, criavam intrigas, calúnias e conversas inúteis no meio da comunidade. Em vez de edificarem, prejudicavam a vida da Igreja. 

Na verdade, sabemos que nem todas as pessoas têm a mesma disposição para o trabalho. Também reconhecemos que há muitos que desejam trabalhar e não conseguem, por diversas razões: falta de emprego, problemas de saúde, limitações físicas, dependência de terceiros ou incapacidade temporária. Não é destes casos que Paulo fala. O apóstolo dirige-se àqueles que, tendo saúde, capacidade e oportunidade, simplesmente não querem trabalhar. 

Ao que tudo indica, alguns viviam influenciados pela ideia de que a vinda de Cristo seria imediata. Por isso, abandonavam responsabilidades, desfaziam-se dos seus bens e limitavam-se a esperar, sem produzir nem contribuir. 

Nem todo o trabalho é, automaticamente, uma bênção. Há contextos laborais profundamente nocivos. Quando uma pessoa exerce a sua profissão na área de que gosta, isso já é um bom começo. Contudo, não basta. Também contam o ambiente de trabalho, os colegas, as chefias e as condições humanas em redor. Há quem trabalhe naquilo que ama, mas viva num ambiente tóxico, marcado por humilhações, pressões abusivas ou bullying. Nesses casos, o trabalho torna-se um peso que afeta a saúde mental, o equilíbrio familiar e a dignidade pessoal. 

Também o trabalho deixa de ser bênção quando ocupa o lugar que pertence a outras prioridades da vida, mormente o lugar de Deus. O excesso de trabalho destrói lares, fragiliza casamentos, afasta pais dos filhos e rouba a paz interior. Para o cristão, o trabalho é importante, mas não pode ocupar o lugar central da existência. 

Qual é, então, a prioridade máxima? O próprio Senhor Jesus ensinou: “Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas” (Mt 6:33). O Reino de Deus vem em primeiro lugar; depois seguem-se as demais áreas da vida, incluindo a família e o trabalho. Quando o trabalho sobe ao topo dessa pirâmide, instala-se o desequilíbrio e inicia-se uma rampa deslizante para a perdição. 

Apesar dessas exceções, de forma geral o trabalho é uma bênção. O trabalho oferece autonomia, liberdade e dignidade. Quem não trabalha, quando o poderia fazer, torna-se frequentemente dependente do Estado, da família, dos amigos ou de instituições diversas. Essa dependência pode limitar a liberdade pessoal e enfraquecer o sentido de responsabilidade. 

Trabalhar não é fácil. Exige esforço, disciplina, sacrifício e perseverança. Obriga a levantar cedo, suportar pressões e enfrentar dificuldades. Contudo, no final, há recompensa: a pessoa pode pagar as suas contas, organizar a sua vida e viver com maior independência. 

Mesmo quando ainda não alcançámos o emprego ideal, muitas vezes é necessário enfrentar circunstâncias menos favoráveis enquanto se espera por algo melhor. Isso faz parte do pragmatismo da vida cristã. Em tempos difíceis, importa perseverar, suportar com paciência e continuar a orar para que Deus abra portas melhores no tempo certo. 

Naturalmente, há situações em que o trabalho perde toda a sua dignidade: exploração, escravidão moderna, salários injustos, abuso patronal ou ambientes de violência psicológica extrema. Quando o trabalho destrói a pessoa e fere a sua dignidade, deixa de cumprir o seu propósito. 

Paulo apresenta-se como exemplo: “Não andámos por aí sem fazer nada, nem comemos de graça o pão de ninguém. Antes trabalhámos duramente, noite e dia, para não nos tornarmos pesados a nenhum de vocês” (2 Ts 3:7). O apóstolo mostra que o trabalho dignifica. Ele não queria ser peso para ninguém e esforçava-se por sustentar-se, mesmo tendo direito a receber apoio. 

Depois recorda uma frase firme e conhecida do texto sagrado: “Se alguém não quiser trabalhar, também não coma” (2 Ts 3:10).  O sentido deste versículo é claro: quem recusa voluntariamente o dever do trabalho não deve esperar usufruir dos frutos produzidos pelo trabalho dos outros. 

A ociosidade voluntária gera muitos males. Pessoas desocupadas entregam-se facilmente a intrigas, mexericos e conflitos inúteis. Por isso Paulo diz “que andam por aí alguns sem fazer nada ou ocupando-se com ninharias” (2Ts 3:11). 

A solução apostólica é simples e profunda: “que trabalhem em paz e ganhem o pão que comem” (2 Ts 3:12). O trabalho deve ser feito em paz, com responsabilidade e honestidade. 

Mas Paulo vai ainda mais longe: “'E da vossa parte, irmãos, nunca se cansem de fazer o bem” (2 Ts 3:13). O cristão não trabalha apenas para sobreviver, acumular ou enriquecer. Trabalha também para servir, partilhar e abençoar os outros. Aqui entra a mordomia cristã: usar os recursos com sabedoria para a glória de Deus e para socorrer o próximo. 

Fazer o bem nem sempre traz reconhecimento. Muitas vezes encontramos ingratidão. Ainda assim, somos chamados a perseverar, porque ao fazer o bem honramos a Deus e revelamos uma vida transformada. 

No final da carta, Paulo deseja que o Senhor da paz conceda paz em todas as circunstâncias. Essa paz começa na reconciliação com Deus, estende-se ao interior da pessoa e alcança também o relacionamento com os outros. 

Quem vive em guerra consigo mesmo dificilmente terá paz com Deus ou com o próximo. Mas quem se submete ao Senhor encontra equilíbrio, direção e descanso. 

Fé e trabalho não são inimigos. Pelo contrário, completam-se quando colocados na ordem correta. O trabalho deve ser visto como vocação, serviço e meio de dignidade, nunca como ídolo. A fé ensina-nos a trabalhar com honestidade, equilíbrio e propósito. 

Que Deus nos ajude a guardar estas verdades no coração e a vivê-las no dia a dia. Não é fácil, mas com a ajuda Divina e a orientação do Espírito Santo, é possível. Que assim seja. E assim sempre será no nome Bendito do Senhor Jesus Cristo. 

A Alegria do Dia do SENHOR

O domingo, o dia do SENHOR, é um grande dia da salvação. É também um dia do testemunho Cristão e de proclamação da mensagem salvífica do Senhor Jesus Cristo. O domingo é sagrado e deve ser livremente respeitado e guardado com amor por todos os filhos de DEUS. Nenhum autêntico Cristão jamais prescindirá este importante dia na sua vida e, muito menos, negligenciá-lo na sua agenda eclesiástica. O domingo deve ser vivido e celebrado com bastante alegria no coração na presença do nosso Magnífico e Bom DEUS. Nenhuma actividade secular pode ofuscar ou sobrepor-se ao sagrado Dia do SENHOR, excepto situações extremamente atendíveis e justificáveis à luz das Escrituras Sagradas. Todos os Cristãos devem, de forma consciente e obediente, na medida possível, estar na Igreja com os irmãos nesse dia da salvação para cultuar o nosso Todo-Poderoso DEUS, através do Senhor Jesus Cristo. 

Num mundo, cada vez mais secular e ímpio, em que tudo que é Divino é completamente negligenciado, ridicularizado e liminarmente rejeitado por causa do ateísmo, do egocentrismo, do sincretismo, do materialismo, do hedonismo e na busca insaciável pela vida de boémia e de auto-satisfação, impõe-se a todos os eleitos filhos de DEUS a reafirmarem, com força e vigor, o seu inabalável compromisso com a Causa Evangélico-Missionária, dando assim um poderoso testemunho do Evangelho do Senhor Jesus Cristo para o mundo perdido. Devemos, tal como a Palavra de DEUS nos exorta, ser o sal da terra e luz do mundo, com vista a resplandecer a nossa luz diante dos homens, para que vejam as nossas boas obras e glorifiquem a nosso Pai, que está nos céus (Mt 5:13-16). 

O domingo, o primeiro dia da semana, é o dia especialmente consagrado para os Cristãos. É um dia de descanso dos afazeres seculares para, desta forma, dedicar exclusivamente os assuntos do Reino de DEUS. É um dia a ser santificado por todo o Cristão com uma caridade operosa, disponibilizando-se para estar na Igreja e servir de acordo com os nossos dons e talentos. Também este dia dominical deve ser canalizado para o repouso, o silêncio, a meditação, o estudo, a oração e o ministério da hospitalidade e visitação, que enriquecem e favorecem o crescimento da vida espiritual. Os fiéis devem distinguir-se, também neste dia, sustenta a Igreja Católica Romana na sua Doutrina Social da Igreja, “pela sua moderação, evitando todos os excessos e as violências que não raro caracterizam as diversões de massas. O dia do Senhor deve ser sempre vivido como o dia da libertação, que faz participar da assembleia festiva dos primogénitos que estão inscritos nos céus” (Heb 12, 22-23) e antecipa a celebração da Páscoa definitiva na glória do céu”. 

Estive hoje, com imensa alegria no coração, tal como de costume, na minha Igreja, a cultuar ao nosso Omnipresente DEUS com os meus irmãos na Fé. Primeiro, na Escola Bíblica Dominical (EBD) e depois no Culto de Adoração ao Altíssimo DEUS. Foi um culto onde foi celebrada a Ceia do SENHOR – uma das ordenanças mais importantes do Cristianismo.  Realmente, foi um tempo agradável e de edificação na presença gloriosa do nosso Bom DEUS. Que assim seja. 

Ter Esperança em DEUS


A vida é feita de esperança. A esperança é um combustível necessário e indispensável para continuarmos a lutar pelos nossos legítimos sonhos de vida. Sem esperança a vida não faria qualquer tipo de sentido e levar-nos-ia inevitavelmente para um estado de permanente tristeza, depressão, sofrimento e, em última instância, ao suicídio. As pessoas que normalmente se suicidam são pessoas que não vislumbram a esperança e o sentido real para as suas vidas e, consequência disso, põem funestamente termo à sua própria vida. A esperança está intrinsecamente ligada à felicidade e esta é a meta primordial de todos os seres humanos neste “vale de lágrimas”. A esperança é a primeira virtude do Homem nas suas várias ambições e também o reduto último das suas aspirações. A esperança é a última a morrer, formula a sabedoria popular. 

Obviamente que é importante ter esperança naquilo que realmente vale a pena no futuro e que tem sustentáculo no curso do tempo. Sabemos, por realidade prática, que muitas pessoas depositam a confiança na superficialidade e acabam por colher a ilusão, ficando desapontadas, frustradas e infelizes com as suas decepcionantes expectativas de vida. No entanto, para nós Cristãos, a nossa esperança está única e inteiramente no Todo-Poderoso DEUS e não nos valores efémeros deste corrupto mundo. A nossa esperança não está na nossa vida, na nossa família, no nosso estatuto social, no nosso trabalho, nos nossos amigos, nas nossas riquezas materiais, nos nossos méritos pessoais ou qualquer outro tipo de valor mundanal, mas sim no Senhor Jesus Cristo e na Sua infalível promessa da vida eterna para connosco. 

É claro que há muitos Cristãos que, em situações de grandes turbulências e adversidades, não conseguem absorver de forma plena esta grande verdade soteriológica e hesitam em confiar plenamente em DEUS, tendo em conta as distrações espirituais que vão tendo. Mas, somos advertidos nesta lição da Escola Bíblica Dominical, para continuarmos sempre a ter a esperança no nosso Todo-Poderoso DEUS, mesmo nos momentos dificílimos de problemas, contradições, tentações e provações, porque ELE vai estar sempre connosco para nos orientar e, em tempo oportuno, providenciar-nos o auto-escape para todos os desafios que vamos enfrentando neste maldito mundo. Que assim seja. E assim será pela fé no Senhor Jesus Cristo.  

A Precariedade da Vida Humana


A vida é precária em todas as suas dimensões humano-antropológicas. Tão precária que ela é que hoje estamos aqui e amanhã já não estamos. Estamos sempre a correr sérios riscos de vida a todos os níveis. Riscos que acautelamos e riscos que não conseguimos acautelar. Riscos previsíveis e riscos imprevisíveis. E, por fim, riscos visíveis e riscos invisíveis. Somos seres condicionados, vulneráveis, limitados, transitórios, mortais e finitos. A nossa vida é extremamente curta e passageira. Passa tão rápido que nos ultrapassa completamente. 

Por isso, somos meros peregrinos e forasteiros neste maldito mundo em que abundam desgraçadamente a miséria, a traição, a decepção, o ódio, a vingança, a guerra, a dor, o sofrimento e a morte. Viemos a este mundo para morrer, infelizmente (LER)Esta é a nossa pior tragédia. A tragédia das tragédias que herdámos do pecado original de Adão Eva. A nossa existência é manifestamente insignificante perante o tamanho desafio da morte que nos espera a todos, razão pela qual não nos serve de nada encarnar a soberba, a maldade e toda a sorte de desumanidade no nosso substrato identitário. É contraproducente incorporar tais malévolos vícios, tendo em conta a fugacidade da vida e a nossa finitude. O certo, e mais sensato e proveitoso, é reconhecermos a nossa inutilidade e cultivar diariamente a virtude do amor, tolerância, perdão, solidariedade e reconciliação com DEUS e com o próximo à nossa volta, preparando assim, da melhor forma possível, a nossa passagem para o além. 

A vida é realmente curta, madrasta e efémera. Tanto que, por esta razão, os autores sagrados convergiam unanimemente em adjectivar a vida de “sopro”, “neblina” e “sombra passageira”, confirmando deste modo a sua transitoriedade e finitude. O rei David, no seu famoso Salmo, considerava que “o homem é como um suspiro; a sua vida passa como uma sombra” (Sl 144:3). O servo Tiago questionava os seus leitores em tom exortativo, demonstrando-lhes a insignificância da natureza humana e a fragilidade da vida: “que é a vossa vida? Sois um vapor que aparece por um pouco, e logo se desvanece” (Tg 4:14). Na mesma esteira do pensamento, o sábio Salomão escrevia que “nem do sábio nem do ignorante ficará recordação que dure para sempre. Com o passar dos tempos, tudo se esquece. Tanto morre o sábio como o ignorante. (…). Sim, tudo é ilusão. É correr atrás do vento!” (Ec 2:16-17). 

Não obstante esta grande verdade exposta, que todos nós conhecemos e sabemos, doem-me imensamente o coração das perdas de vidas que vamos reiteradamente assistindo e ouvindo. Perdas vindas de perto e de longe. Perdas repentinas dos nossos familiares, amigos, colegas, conhecidos, desconhecidos e semelhantes nossos. Perdas que acontecem por causas naturais e acidentais, bem como perdas precipitadas pelas acções deliberadas do Homem. Perdas, sobretudo, provocadas pelas hediondas guerras que matam milhões de pessoas em todo o mundo e deixam rastos de destruição funestas e incalculáveis. 

Entristece-me profundamente a alma todas essas sistémicas e sistemáticas catástrofes, tragédias e desgraças sem fim à vista, a que vamos impotentemente presenciando, de perto e de longe, através das notícias que nos vão chegando. Tudo isto reforça ainda, cada vez mais, a minha descrença completa no ser humano e no mundo em geral. A minha inabalável fé e esperança estão unicamente firmados no Todo-Poderoso DEUS e no Seu Unigénito Filho Jesus Cristo, o meu eterno e Senhor e Salvador. 

A vida, em suma, é demasiado passageira e nós não somos absolutamente nada sem DEUS. Eis a grande e inequívoca verdade soteriológica, que precisamos interiorizar na nossa árdua e instantânea peregrinação neste “Vale de Lágrimas”, que tem impreterivelmente os dias contados pela mortalidade no curso do tempo.

Mais um Ano de Vida

Começo sempre o ano novo civil a fazer anos. Celebro hoje 39 anos de idade, graças a DEUS. Mais um ano para comemorar o dom inefável da vida. Mais um ano de júbilo e de festa. Mais um ano de gratidão a DEUS pela vida e saúde que ELE graciosamente tem-me concedido ao longo dos tempos, tendo fé que tal estender-se-á ainda por longos e bons anos. 

Estes 39 anos são coroados de autênticos altos e baixos a todos os níveis, encerrando paradoxalmente prós e contras. Mesmo assim, são anos de bastante assimilação, amadurecimento, crescimento, reconciliação e felicidade. São anos vividos com bastante fé, amor, paz, gratidão, entusiasmo e esperança em DEUS. Aquilo que sou hoje é resultado dessas simbioses de experiências gratificantes. Experiências profundamente marcantes e que moldaram o meu substrato identitário e mundividência, habilitando-me simultaneamente a reconhecer a precariedade da vida, a sua fugacidade e finitude. Estou tranquilamente em paz com DEUS, comigo e procuro, na medida do possível, no que depender de mim, estar em paz com o próximo à minha volta. 

Sinto cada vez mais o peso da idade. Sinto que estou, de forma galopante, a ficar mais velho. Sinto, acima de tudo, a paixão contagiante da vida a entrelaçar-me diariamente. Que esta paulatina odisseia à velhice me habilite a ter plenamente a consciência dos meus defeitos e virtudes, depurando aqueles e aperfeiçoando estes. Por outras palavras, ter a capacidade suficiente de corrigir as minhas imperfeições e consolidar as minhas qualidades. 

Espero que, em circunstância alguma, se aparte de mim a sabedoria, a humildade, a gratidão, a autenticidade, o discernimento, a liberdade, a autonomia, a frontalidade, o bom-senso e a espiritualidade, sobretudo de nunca me folgar com as injustiças ou reduzir-me em desvelos alimentados por uma mercenária ânsia de legitimação secular. Longe de mim toda a sorte de cólera, torpeza, soberba, complexos, bajulação, superficialidades, ingratidão, vingança, malignidade e vaidade do mundo. 

Que continue a ser uma pessoa estavelmente bem-disposta, alegre no Espírito Santo em todo e qualquer momento, satisfeito com aquilo que legalmente tenho e com muita fé no Senhor Jesus Cristo. Espero ainda continuar a ser amante de comida, da música (dos hinos Cristãos em particular), dos livros e de um bom debate. Que continue a falar alto e efusivamente, a cultivar mais a virtude do amor, do perdão, da tolerância, da misericórdia e da humildade na maneira de estar e encarar os elevados desafios da vida, especialmente que a promessa bíblica do Salmo 91:1-16 seja manifestamente uma realidade vivo-concreta na minha vida. Por fim, espero continuar a espalhar por toda a parte o bom perfume do conhecimento de Cristo para as pessoas que precisam encarecidamente da Sua graça redentora. 

Fechou-se, ontem, felizmente, um ciclo de vida e abre-se um novo a partir de hoje com elevadas expectativas no horizonte por concretizar. Até aqui me ajudou o SENHOR. A ELE, através do Senhor Jesus Cristo, seja dado todo o Poder, a Honra, a Glória pelos séculos dos séculos. Que assim seja. Assim sempre será. 

ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL (1): O Suicídio à Luz da Palavra de DEUS (1Rs 19:1-18)


Nunca foi tão premente reflectir sobre a saúde mental dos Cristãos como nos dias de hoje. Nunca foi tão oportuno redimensionar a teologia e as pregações bíblicas sobre esta calamidade público-social que afecta, cada vez mais, de forma drástica e funesta, milhões de pessoas em todo o mundo. A doença mental é um dos grandes cancros do nosso mundo pós-moderno, penetrando com bastante alcance nos círculos Cristãos. Por isso, a Igreja do Senhor Jesus Cristo não pode, em circunstância alguma, ignorá-la como se ela não existisse, tal como tem feito. 

Há muitos Cristãos que sofrem cronicamente com os problemas de ansiedade, depressão e tantos outros distúrbios cognitivos, ficando consideravelmente prejudicados a nível do seu crescimento espiritual, por causa da ausência completa do ensino bíblico nas igrejas e falta de apoio sobre a saúde mental. Muitos crentes, por vicissitudes várias e supervenientes, acabam por sofrer sozinhos, escondendo inclusive a doença da Igreja e terceiros, tendo em conta o estigma elevado e o preconceito generalizado de que a doença mental é objecto no meio Cristão. 

A temática sobre os distúrbios e doenças mentais não é propriamente consensual entre os Cristãos. Há uma grande querela doutrinária em saber se um genuíno filho de DEUS pode ser passível de contrair doenças mentais incapacitantes, levando-o, como consequência de tais patologias, em última instância, a suicidar-se. Não é o meu objectivo aqui destacar as várias posições em torno deste polémico assunto. No entanto, sou da inteira opinião que um autêntico Cristão pode sim sofrer de doença do foro mental, não obstante reconhecer concomitantemente que a generalidade das doenças mentais é de procedência maligna. Por outras palavras, não tenho nenhuma hesitação em afirmar peremptoriamente que as doenças do foro mental são o meio mais apelativo para o Diabo infiltrar-se na vida das pessoas e, consequentemente, destruí-las. O exemplo manifesto disso é a loucura do suicídio. 

Julgo, em suma, que nenhum Cristão “nascido de novo” pode atentar contra a sua própria vida ao ponto de pôr termo a ela, independentemente da situação de aflição que possa estar a viver no seu quotidiano. A presença do Espírito Santo na vida dos filhos de DEUS é um travão poderosíssimo para que estes não ponham termo à própria vida, não obstante poderem legitimamente, em determinados casos das suas vidas, querer morrer. Uma coisa é querer legitimamente morrer. Outra coisa, e bem diferente, é pôr termo à própria vida. São realidades completamente distintas uma da outra. Nenhum ser humano ou Cristão tem a prerrogativa para conspirar contra a própria vida. É esta grande e inequívoca verdade bíblica que enfatizei nesta lição da Escola Bíblica Dominical (EBD). 

Que DEUS nos abençoe e nos livre de todo e qualquer tipo de doenças. Que assim seja. E assim sempre será pela fé no Senhor Jesus Cristo. 

Adeus ao Uso da Máscara ou um Momentâneo Até Já?


 A partir de hoje deixou de vigorar o uso obrigatório de máscaras em Portugal. Nunca fui apologista de obrigar coercivamente as pessoas a usarem a máscara. Elas devem ser inteiramente livres de fazerem as opções que julgarem mais convenientes para as suas vidas, sem qualquer tipo de paternalismos ou tutela estatal. As minhas profundas reservas para com a não obrigatoriedade do uso da máscara não têm nada a ver com a esfera secular, mas sim com a sua dimensão espiritual. 

A máscara, a todos os níveis, tem uma conotação bastante negativa do ponto de vista Cristão. Ela é manifestamente incompatível com os Princípios e Valores do Cristianismo. A Palavra de DEUS exorta-nos vivamente a afastarmo-nos do mal e também de toda a aparência do mal (1 Tessalonicenses 5:22). Por isso, faz-me imensa confusão a máscara ser, neste momento, o nosso importante “aliado” no sagrado culto que prestamos a DEUS (pelos menos desde quando despoletou a maldita pandemia do coronavírus). Vemos a promoção – até à exaustão – das máscaras nos nossos púlpitos, bancos de igrejas e congregações em geral. Um desfile interminável de máscaras: máscaras a serem usadas nas pregações, na Escola Bíblica Dominical, no louvor e adoração, sob o falso pretexto de “protegermo-nos” uns aos outros e obedecer aos ditames das autoridades, que decretam o seu uso obrigatório nos templos. 

A Igreja deveria ter feito finca-pé para não aceitar a máscara nas suas instalações, reclamando com maior alcance a excepção que os restaurantes beneficiavam. Faz algum sentido estar a pregar ou louvar a DEUS com máscara? Obviamente que não. 

Toda esta trapalhada e deriva eclesiástica deve-se ao facto de as lideranças das igrejas decidirem, unilateralmente, sem base bíblica, fechar a Casa de DEUS, antes de ser propriamente decretado o estado de emergência, condicionando posteriormente a imposição do Estado na liberdade do culto dos crentes. Se as autoridades das igrejas não tivessem inicialmente alinhado na agenda mundana do Estado este, em circunstância alguma, ousaria obrigar à proibição das celebrações religiosas, uma vez que não tem competência constitucional para fazê-lo. A propósito disso, do fecho das igrejas, escrevia o ilustre Professor Catedrático Jorge Bacilar Gouveia, que “não esteve bem a hierarquia católica, que foi mais drástica do que o poder político, tomando e até antecipando uma proibição que nem o próprio Estado teve a ousadia de aplicar com tanta severidade”. 

E mais, a declaração do estado de sítio ou do estado de emergência “em nenhum caso pode afectar os direitos à vida, à integridade pessoal, à identidade pessoal, à capacidade civil e à cidadania, a não retroatividade da lei criminal, o direito de defesa dos arguidos e a liberdade de consciência e de religião”, tal como preceitua a Constituição da República Portuguesa (art.º 19.6). Mas, infelizmente, as igrejas optaram erradamente por alinhar na onda do fecho generalizado e na subserviência sem precedentes ao poder político em detrimento da Palavra de DEUS e da saúde espiritual dos fiéis, distorcendo inclusive o alcance teológico da passagem bíblica de Romanos 13:1-7 para justificar o injustificável, isto é, o fecho das igrejas. 

O dia da libertação das máscaras chegou finalmente hoje. Espero que não seja momentaneamente um até já, mas sim uma libertação permanente. Espero igualmente que o uso de máscara não seja mais obrigatório, mas sim facultativo, para o bem de todos. Espero, por fim, que as máscaras abandonem definitivamente os nossos púlpitos e portas das nossas igrejas para assim podermos proclamar e louvar livremente o nosso Eterno DEUS, sem qualquer tipo de obstáculo, sufoco ou impedimento.  

O Preço da Traição e a Via Dolorosa do Senhor Jesus Cristo Para o Calvário

 

Partilho aqui, mais uma vez, uma breve reflexão intitulada “O Preço da Traição e a Via Dolorosa do Senhor Jesus Cristo Para o Calvário”. Nele procurei centralizar a minha abordagem na postura gananciosa, traidora e repugnante de Judas Iscariotes, bem como na forma confiante como o Senhor Jesus enfrentou o Seu destino traçado por Todo-Poderoso DEUS, superando todas as barreiras, oposições, conspirações, injustiças, humilhações e inclusive a morte. O ímpio Judas desperdiçou a oportunidade especial de confessar o seu pecado ao Senhor Jesus, a Luz do Mundo, durante a Ceia. Judas, escrevia o autor sagrado a seu respeito, “assim que comeu o pedaço de pão, saiu apressadamente. E era noite” e perdeu-se definitivamente na noite, autodestruindo-se posteriormente (João 13:30; Mateus 27:5). O preço da traição é a perdição eterna.

Os traidores, à semelhança de Judas, não são filhos de DEUS. Por isso, não herdarão a promessa da vida eterna. Podem de forma camuflada autointitularem-se inutilmente de discípulos do Senhor Jesus e Cristãos, sobretudo estarem na Igreja e terem posições de relevo nela, mesmo assim jamais farão parte dos eleitos santos de DEUS, caso não se convertam genuinamente e, deste modo, coadunarem a sua vida aos impolutos ensinos do Evangelho do Senhor Jesus Cristo. 

Manifesto de Repúdio Sobre o Fecho das Igrejas por Causa do Coronavírus


Estou manifestamente indignado com a posição da Aliança Evangélica Portuguesa sobre a pandemia do coronavírus no que toca à sua última nota, recomendando vivamente as igrejas e comunidades evangélicas a não abrir as suas portas para cultos e outras actividades eclesiásticas nas próximas semanas (LER), levando assim algumas igrejas a tomar esta decisão desproporcional e infundada à luz das Escrituras Sagradas. Estou ainda mais indignado com as igrejas que, apesar desta questionável recomendação da Aliança Evangélica, decidiram precipitadamente cair nesta onda de susto secularista e ditadura do instantâneo, perdendo a oportunidade singular de dar um firme testemunho de fé nestes dias obscuros, de pânicos e de incertezas para milhares e milhões de pessoas em todo o mundo. 

É inconcebível fechar as portas das igrejas só porque o governo declarou o “estado de alerta” para todo o país (LER). O estado de alerta, na ordem jurídica portuguesa, não comporta assim grandes repercussões práticas na vida das pessoas. Tanto que, por esta razão, apesar de estarmos já a vivê-lo, a vida continua a fluir normalmente, excepto alguns pontuais ajustamentos que foram feitos para mitigar o surto do coronavírus, nomeadamente a paralisação total de aulas e outras medidas extraordinárias que, em circunstância alguma, colocou em causa os direitos, liberdades e garantias dos cidadãos. 

O estado de alerta, de uma forma subsumida, significa que os meios de proteção civil e as forças e serviços de segurança do estado estão em prontidão para responder com eficiência. Mesmo no estado de sítio ou estado de emergência, que são os mais gravosos na ordem jurídica portuguesa, e só podem ser declarados “nos casos de agressão efectiva ou iminente por forças estrangeiras, de grave ameaça ou perturbação da ordem constitucional democrática ou de calamidade pública” (art.º 19, nº 1 da Constituição), em nenhum caso podem afectar os direitos fundamentais inerentes à condição humano-social, especialmente a liberdade de consciência e de religião art.º 19 alínea 1 da Constituição). Por outras palavras, mesmo nestas situações excepcionais, a Constituição da República Portuguesa continua a assegurar aos santos de DEUS a possibilidade de cultuarem, se assim o entenderem. 

Perante o exposto, entendo que a opção de suprimir as actividades dominicais e consequentemente fechar as portas das igrejas por causa do surto do coronavírus   foi uma decisão prematura, drástica, radical e sem qualquer suporte bíblico, aliás, tal como se pode ver na referida recomendação da Aliança Evangélica Portuguesa que está claramente despida do texto sagrado e na generalidade dos comunicados tautológicos emitidos pelas igrejas, que decidiram concomitantemente alinhar nesta onda do “fechamento”. Este fechamento das igrejas consubstancia indubitavelmente uma sonolência espiritual e grave crise da fé em que estamos infelizmente submergidos, “que não se alarma com o poder do mal no mundo, com toda a injustiça e com todo o sofrimento que devastam a Terra. É um embotamento que prefere não se dar conta de tudo isso (…), podendo deste modo continuar a autocomprazer-se na sua própria vida saturada. Mas este embotamento das almas, esta falta de vigilância seja quanto à proximidade de Deus, seja quanto à força ameaçadora do mal confere ao maligno um poder no mundo” (LER)

Com isso, não estou a minorar ou a subestimar o impacto pernicioso que o corona vírus representa na saúde pública, máxime na dos cidadãos. Não estou a colocar em causa as previsões catastróficas que poderão acontecer brevemente em Portugal, tal como já está a suceder noutros países, se não houver medidas preventivas adequadas para mitigar esta maldita doença. Não estou a colocar em causa o zelo que as igrejas devem ter para com os seus membros nos momentos mais desafiantes das suas vidas. Não estou também a pôr causa a vida dos que já morreram e possivelmente vão continuar a morrer nos próximos dias e semanas. Longe de mim tal insensibilidade e desumanidade. Estou plenamente consciente que estamos todos a correr sérios riscos de vida e se brincarmos podemos contrair o coronavírus e este revelar-se extremamente fatal. Estou bem actualizado da gravidade de toda esta situação e simultaneamente solidário com as autoridades nacionais e internacionais, as equipas médicas nos hospitais e especialmente todos os que neste momento estão entre a vida e a morte. 

No entanto, fechar as portas das igrejas, a meu ver, tem de ser mesmo em situações que ultrapassam todos os limites – onde não há mesmo condições mínimas para haver a reunião; onde todo o mundo é obrigado a estar de quarentena por causa da calamidade pública ou por motivos de guerra, ficando completamente paralisada a vida profissional e social de todos os cidadãos. Nestes casos, sim, as igrejas têm mesmo, por força das circunstâncias, fechar por inexequibilidade prática. Não é, contudo, o que está a acontecer neste momento em Portugal, graças a DEUS. As pessoas continuam a trabalhar, embora com alguns condicionalismos extras, e a viver praticamente na normalidade, cientes naturalmente das precauções que devem tomar no seu dia-a-dia e sobretudo dos malefícios que o coronavírus comporta. 

Por isso, não consigo compreender o fecho das igrejas nas próximas semanas. É a primeira vez que estou a viver tal situação. Não consigo, por isso, interiorizar esta prematura decisão, sob pretexto de estar a proteger os membros das igrejas para não contraírem o coronavírus e, ao mesmo tempo, incorporando uma tamanha contradição do ponto de vista espiritual. Será que o culto que prestamos ao nosso Eterno e Todo-Poderoso DEUS não se enquadra “nas actvidades estritamente essenciais” que o governo decidiu salvaguardar neste estado de alerta em que estamos a viver? Faz algum sentido um Cristão passar quarenta e cinco horas no trabalho durante a semana e não poder estar apenas duas horas na Igreja num culto de domingo? Será que é mais fácil contrairmos o coronavírus num culto dominical do que nos sobrelotados transportes públicos, nomeadamente comboios e metros, que a generalidade dos irmãos da Igreja usam para ir trabalhar ou tratar de outros afazeres? Podemos ir trabalhar sem ter medo de coronavírus e não podemos ir à igreja cultuar o nosso DEUS por medo do coronavírus? Quer dizer então que os Cristãos podem fazer parte significativa da sua rotina do dia-a-dia, nomeadamente trabalhar, andar de transportes públicos, fazer compras e dar passeios… só ficam amedrontados em ir à Igreja por causa do coronavírus, não é? As más conversações, já dizia o Apóstolo Paulo, corrompem os bons costumes (1 Coríntios 15:33). De facto, as más conversações pervertem os bons costumes. 

Admito que as Igrejas poderiam tomar algumas decisões excepcionais, sobretudo aconselhar alguns irmãos idosos, os que sofrem de doenças crónicas, grávidas e crianças a não tomarem parte, por enquanto, nos cultos e resguardarem-se exclusivamente em casa até que seja ultrapassada esta calamitosa situação e não cancelar de imediato todas as actividades eclesiásticas. E mais, importa ainda salientar que não é pelo facto de não irmos à Igreja ou estarmos a tomar as devidas precauções que ficamos imunes ao coronavírus. Todas as precauções são insuficientes se não tivermos a protecção Divina para nos livrar deste maléfico vírus. E só Ele é capaz de nos livrar de todo o perigo e mal, mentalizando-nos sempre que estamos a viver os “Sinais dos Tempos” (ALI) e (AQUI) , bem como ancorando-nos na absoluta certeza de que em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou, uma vez “nem a morte nem a vida; nem os anjos nem outras forças ou poderes espirituais; nem o presente nem o futuro; nem as forças do alto nem as do abismo. Não há nada nem ninguém que nos possa separar do amor que Deus nos deu a conhecer por nosso Senhor Jesus Cristo” (Romanos 8:29-37). Louvado seja DEUS. 

Em suma, busquemos em primeiro lugar a DEUS, principalmente neste momento de incertezas, de aflição e pânico mundial, de todo o nosso coração. Não no fechamento temerário das portas das igrejas, mas sim entrando intrepidamente pelas suas portas com acção de graças, e em seus átrios com louvor (Salmo 100:4). Que DEUS ricamente nos abençoe e nos guarde de todo o perigo e mal, particularmente desta maligna pandemia do coronavírus em nome do Senhor Jesus Cristo. Que assim seja. E assim sempre será pela fé.