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A Paz Perpétua do Reino do Messias

 

Partilho aqui convosco novamente este brevíssimo vídeo que gravei esta tarde sobre “A Paz Perpétua do Reino do Messias” (LER)Tenham um bom proveito na sua visualização/auscultação. 

A todos vós, sem excepção, um feliz e abençoado Natal.  

Natal de Cristo: Contexto e Implicação Teológica para a Humanidade

Partilho aqui convosco este meu artigo no jornal Observador intitulado “Natal de Cristo: Contexto e Implicação Teológica para a Humanidade” (LER)

Faço votos que estejamos todos a ter um óptimo momento de confraternização, lembrando sempre da razão primária e última da encarnação do Filho de DEUS neste mundo, que é a nossa salvação. Que haja, por isso, da nossa parte, uma autêntica e inteira predisposição em aceitar fielmente no nosso coração o Senhor Jesus Cristo como o único Salvador nas nossas vidas. 

Um feliz Natal a todos na graça, paz e o amor do nosso Eterno DEUS. Que assim seja. 

A Paz Perpétua do Reino do Messias

A encarnação do Senhor Jesus Cristo foi a manifestação visível do Seu reinado celestial no seio dos pecadores. Um governo teocêntrico, pautado, acima de tudo, pela imarcescível paz para com todos os homens e mulheres que humildemente O aceitam como único Senhor e Salvador das suas vidas. Paz essa que nos habilita a reconciliar-nos, primeiramente, com DEUS, connosco próprios, com os nossos semelhantes e com tudo o que nos rodeia (2 Co 5:17-18). 

Não se trata de uma paz fétida, momentânea ou de fachada, nem tampouco delimitada pelo curso do tempo. É uma paz efectiva e eterna na vida de todos os “homens de boa vontade” (Lc 2:14). Tem poder para sarar feridas, transformar o carácter, libertar de vícios corrosivos e salvar do pecado. É a paz de DEUS que excede todo o entendimento humano (Fp 4:7). 

Com a vinda do Senhor Jesus ao mundo, a palavra paz passou a assumir o mais elevado significado teológico e teleológico. Desde logo, no jubiloso anúncio da grande multidão da milícia celestial, que entoava alegremente: “Glória a Deus nas maiores alturas, e paz na terra entre os homens a quem Ele quer bem” (Lc 2:13-14). Do mesmo modo, nos momentos que antecederam a ascensão do Senhor Jesus aos céus, Ele encorajou os Seus discípulos com afectuosas palavras de determinação e perseverança: “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou” (Jo 14:27). Trata-se da paz que, em última instância, traduz a presença constante do Espírito Santo na vida daqueles que verdadeiramente “nasceram de novo”. 

Tanto a encarnação do Senhor Jesus como a Sua glorificação estiveram envolvidas pela palavra paz. Por isso, Ele proclamou-a incessantemente durante todo o Seu ministério terreno, sem fazer acepção de pessoas (Ef 2:17), confirmando, pelo Seu impoluto testemunho de vida, ser o verdadeiro “Príncipe da Paz” (Is 9:6). Nada mais ofereceu aos humildes pastores senão a paz anunciada pelos anjos e personificada na Sua simples manjedoura. Da mesma forma, o único legado que deixou aos Seus discípulos, aquando da Sua ascensão aos céus, foi essa mesma paz de DEUS. 

É uma paz capaz de preencher plenamente o vazio do ser humano e, simultaneamente, despertá-lo para os sublimes princípios e valores da vida consagrada. Cristo – sustenta oApóstolo Paulo, para reforçar esta inequívoca verdade salvífica — “é, de facto, a nossa paz” (Ef 2:14). 

O nosso mundo encontra-se profundamente descrente, corrupto, conflituoso e à deriva espiritualmente, porque insiste em rejeitar a maravilhosa paz do Senhor Jesus (Is 55:1-13), preferindo refugiar-se em ilusões efémeras que não proporcionam uma vida verdadeiramente realizada, plena e feliz. A paz de DEUS está intrinsecamente ligada à harmonia, ao amor, à alegria, à bondade, ao perdão, à esperança e à herança da vida eterna. Ela é a manifestação visível do fruto do Espírito na vida dos filhos eleitos de DEUS (Gl 5:22) e a garantia infalível das Bem-Aventuranças eternas (Mt 5:1-12). 

Não obstante tamanha incredulidade e reiterada ingratidão dos pecadores perante a preciosa mensagem do Evangelho – a Boa Nova da Salvação –, a oferta da paz do Senhor Jesus ao mundo perdido permanece viva, plena de força e de implicação salvífica. Usando as Suas próprias palavras: “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá” – assim convida, amorosamente, o Filho de DEUS (Jo 14:27). 

Cabe, pois, aos pobres de espírito abraçar esta paz transformadora com carácter de urgência e, assim, integrar definitivamente o Reino eterno do Senhor Jesus Cristo. Que assim seja. E assim será sempre, pela Fé.