Mostrar mensagens com a etiqueta Espírito Santo. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Espírito Santo. Mostrar todas as mensagens

Sequência de Pentecostes


“Vinde, ó Santo Espírito,

vinde, Amor Ardente,

acendei na terra

vossa luz fulgente. 


Vinde, Pai dos pobres:

na dor e aflições,

vinde encher de gozo

nossos corações. 


Benfeitor supremo

em todo o momento,

habitando em nós

sois o nosso alento. 


Descanso na luta

e na paz encanto,

no calor sois brisa,

conforto no pranto. 


Luz de santidade,

que no Céu ardeis,

abrasai as almas

dos vossos fiéis. 


Sem a vossa força

e favor clemente,

nada há no homem

que seja inocente. 


Lavai nossas manchas,

a aridez regai,

sarai os enfermos

e a todos salvai. 


Abrandai durezas

para os caminhantes,

animai os tristes,

guiai os errantes. 


Vossos sete dons

concedei à alma

do que em Vós confia: 


Virtude na vida,

amparo na morte,

no Céu alegria.”

A Incompatibilidade da Teologia do Novo Testamento Com a Guerra


Nesta terceira parte do meu podcast refutei, com os argumentos bíblicos, todos aqueles Cristãos que manifestamente defende(ra)m o conceito da guerra justa. A Teologia do Novo Testamento é toda ela pacífica e contra qualquer tipo do uso de força para impor a verdade, a justiça, a paz e a vontade de DEUS no mundo. 

Tanto que, por esta razão, o Senhor Jesus Cisto rejeitou liminarmente a visão zelota sobre o Reino de DEUS, encarnando exclusivamente a mensagem da paz. Por outras, o Senhor Jesus deu a primazia a paz e esta passou a ganhar o mais elevado significado teológico. A começar, desde logo, com o Seu nascimento, ministério, morte, ressurreição e ascensão aos céus. A Paz do Senhor, que é o Espírito Santo de DEUS, foi o único legado que o Senhor Jesus Cristo nos deixou, a Sua Igreja, razão pela somos chamados para viver em paz, proclamar a mensagem da paz, defender afincadamente a paz para a glória e honra do nosso Eterno e Todo-Poderoso DEUS. Que assim seja. E assim sempre será. 

O SENHOR é o Meu Pastor: Nada Me Faltará


O Salmo vinte e três é inquestionavelmente um dos Salmos que mais inspirou os santos de DEUS ao longo dos séculos, tendo em conta a poderosíssima mensagem teológica que encerra. Perfila-se também como um dos meus favoritos versículos bíblicos. Memorizei-o desde tenra idade, ainda nos bancos da Escola Bíblica Dominical (EBD) da minha Igreja em Bissau, e permanece intactamente gravado na minha mente até aos dias de hoje. Espero que assim seja durante toda a minha vida. É um Salmo a que recorro reiteradamente nos meus devocionais, especialmente nos momentos mais cruciais, e vai continuar sempre assim durante toda a minha peregrinação neste “vale de lágrimas”. Ele é o prenúncio da Igreja Triunfante, razão pela qual deve imperativamente fazer parte do cardápio espiritual de todos os fiéis no Senhor Jesus Cristo. 

O Salmo vinte e três expressa o cuidado bastante especial que o Todo-poderoso DEUS tem para com os seus eleitos filhos, ilustrado na ternurenta e amorosa figura do Bom Pastor que o Senhor Jesus Cristo vai reclamar na Sua humilde encarnação (João 10:11-16). O Bom Pastor que está pronto a morrer pelas suas ovelhas, tal como o Senhor Jesus fez connosco na Cruz do Calvário, diferentemente do “assalariado” que não se importa minimamente com as ovelhas (João 10-12-13). O Sumo Pastor (1 Pedro 5:4) proporciona às suas ovelhinhas provisão, direcção e protecção, saciando-lhes assim todas as suas necessidades físico-espirituais. 

Por conseguinte, apesar de todo este amparo e reconforto que o Bom Pastor proporciona para as suas ovelhas na sua longa trajectória à “Terra Prometida”, acontece que surgirão pontualmente os “vales da sombra da morte” que teremos de enfrentar. Mesmo assim, usando “o escudo da fé” (Efésios 6:16), não temos que ter qualquer tipo de receio ou medo, porque o Senhor estará sempre connosco. Os “vales” são meramente inevitáveis provações que o Omnisciente DEUS permite para moldar o nosso carácter e, deste modo, preparar-nos para entrar no Céu (LER)

Esta soteriológica verdade remete-nos indubitavelmente para o percurso peculiar do povo de DEUS no deserto e a sua milagrosa passagem pelo mar vermelho (Êxodo 14:15-31), bem como dos grandes heróis da Fé (Hebreus 11:1-40). Tal como Baraque venceu os cananeus no vale de Jezreel, Josafá os amonitas, os moabitas e habitantes dos montes de Seir no vale de Beraca (2 Crónicas 20:26-27), Gideão os midianitas no vale de Moré (Juízes 7: 1), David os edomitas no vale do sal (2 Samuel 8:13; 1 Crónicas 18:12), etc., assim também venceremos todos os “vales” que aparecerão no nosso caminho para nos dificultar o percurso à Terra Prometida.  Isto porque, tal como expressamente dizia a profecia messiânica, “todos os vales serão levantados, todos os montes e colinas serão aplanados; os terrenos acidentados se tornarão planos; as escarpas, serão niveladas” para a libertação definitiva do povo de DEUS (Isaías 40:4; Mateus 3:3; Marcos 1:3; João 1:23). E, assim, em todas estas coisas, escrevia peremptoriamente o Apóstolo Paulo, “somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou” (Romanos 8:37). Venceremos todos os nossos inimigos – a tanto visíveis como aqueles que são invisíveis, inclusive o próprio Diabo, com a força e unção do Espírito Santo, evidenciado pelo salmista através de um banquete de vitória a frente dos nossos inimigos (Salmo 23:5)

Por isso, a bondade e a misericórdia seguir-nos-ão todos os dias da nossa vida; e habitaremos na Casa do Senhor para todo o sempre (Salmo 23:6). De facto, a bondade, o amor, a graça, o perdão e a misericórdia de DEUS me seguirão todos os dias da minha vida e habitarei na Casa do Senhor para toda a eternidade. Que assim seja. E assim sempre será pela fé nas infalíveis promessas do Todo-Poderoso DEUS. 

A Paz Perpétua do Reino do Messias

A encarnação do Senhor Jesus Cristo foi a manifestação visível do Seu reinado celestial no seio dos pecadores. Um governo teocêntrico, pautado, acima de tudo, pela imarcescível paz para com todos os homens e mulheres que humildemente O aceitam como único Senhor e Salvador das suas vidas. Paz essa que nos habilita a reconciliar-nos, primeiramente, com DEUS, connosco próprios, com os nossos semelhantes e com tudo o que nos rodeia (2 Co 5:17-18). 

Não se trata de uma paz fétida, momentânea ou de fachada, nem tampouco delimitada pelo curso do tempo. É uma paz efectiva e eterna na vida de todos os “homens de boa vontade” (Lc 2:14). Tem poder para sarar feridas, transformar o carácter, libertar de vícios corrosivos e salvar do pecado. É a paz de DEUS que excede todo o entendimento humano (Fp 4:7). 

Com a vinda do Senhor Jesus ao mundo, a palavra paz passou a assumir o mais elevado significado teológico e teleológico. Desde logo, no jubiloso anúncio da grande multidão da milícia celestial, que entoava alegremente: “Glória a Deus nas maiores alturas, e paz na terra entre os homens a quem Ele quer bem” (Lc 2:13-14). Do mesmo modo, nos momentos que antecederam a ascensão do Senhor Jesus aos céus, Ele encorajou os Seus discípulos com afectuosas palavras de determinação e perseverança: “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou” (Jo 14:27). Trata-se da paz que, em última instância, traduz a presença constante do Espírito Santo na vida daqueles que verdadeiramente “nasceram de novo”. 

Tanto a encarnação do Senhor Jesus como a Sua glorificação estiveram envolvidas pela palavra paz. Por isso, Ele proclamou-a incessantemente durante todo o Seu ministério terreno, sem fazer acepção de pessoas (Ef 2:17), confirmando, pelo Seu impoluto testemunho de vida, ser o verdadeiro “Príncipe da Paz” (Is 9:6). Nada mais ofereceu aos humildes pastores senão a paz anunciada pelos anjos e personificada na Sua simples manjedoura. Da mesma forma, o único legado que deixou aos Seus discípulos, aquando da Sua ascensão aos céus, foi essa mesma paz de DEUS. 

É uma paz capaz de preencher plenamente o vazio do ser humano e, simultaneamente, despertá-lo para os sublimes princípios e valores da vida consagrada. Cristo – sustenta oApóstolo Paulo, para reforçar esta inequívoca verdade salvífica — “é, de facto, a nossa paz” (Ef 2:14). 

O nosso mundo encontra-se profundamente descrente, corrupto, conflituoso e à deriva espiritualmente, porque insiste em rejeitar a maravilhosa paz do Senhor Jesus (Is 55:1-13), preferindo refugiar-se em ilusões efémeras que não proporcionam uma vida verdadeiramente realizada, plena e feliz. A paz de DEUS está intrinsecamente ligada à harmonia, ao amor, à alegria, à bondade, ao perdão, à esperança e à herança da vida eterna. Ela é a manifestação visível do fruto do Espírito na vida dos filhos eleitos de DEUS (Gl 5:22) e a garantia infalível das Bem-Aventuranças eternas (Mt 5:1-12). 

Não obstante tamanha incredulidade e reiterada ingratidão dos pecadores perante a preciosa mensagem do Evangelho – a Boa Nova da Salvação –, a oferta da paz do Senhor Jesus ao mundo perdido permanece viva, plena de força e de implicação salvífica. Usando as Suas próprias palavras: “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá” – assim convida, amorosamente, o Filho de DEUS (Jo 14:27). 

Cabe, pois, aos pobres de espírito abraçar esta paz transformadora com carácter de urgência e, assim, integrar definitivamente o Reino eterno do Senhor Jesus Cristo. Que assim seja. E assim será sempre, pela Fé.

DEUS Connosco na Longa Estrada da Vida

A peregrinação é uma das características manifestas subjacentes à mensagem do Natal: a momentânea passagem do Filho de DEUS por este “vale de lágrimas”, para salvar a Humanidade outrora perdida no lamaçal do pecado. A vida de um autêntico Cristão é, igualmente, desde o início até ao fim, uma grande peregrinação rumo à Terra Prometida — a nossa Pátria Celestial. 

Na longa estrada da vida, que percorremos todos os dias em direção ao grande Juízo Final, podemos contar inteiramente com a presença constante do Senhor Jesus Cristo para nos auxiliar naquilo de que verdadeiramente precisamos. O Natal é a encarnação do Verbo de DEUS no meio de nós (Jo 1:14). É DEUS connosco. Muitas vezes, por fraqueza ou descuido espiritual, tendo em conta o cúmulo de problemas e contradições da madrasta vida, não nos damos conta da Sua poderosa e ininterrupta presença na nossa rotina diária. Foi exatamente isso que aconteceu com José e Maria durante a longa viagem que empreenderam de Nazaré a Belém da Judeia, a fim de se alistarem. Maria, inclusive, “carregava” DEUS no seu ventre, sem ter plena consciência disso. 

O Eterno e Todo-Poderoso JEOVÁ está sempre connosco, independentemente das circunstâncias favoráveis ou adversas em que possamos estar mergulhados, para nos coadjuvar em tudo o que necessitamos a fim de sermos crentes bem-sucedidos, realizados e inteiramente felizes. Que assim seja.