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Acordo de Paz Entre Israel e o Hamas


Registo com enorme satisfação o acordo de paz anunciado esta madrugada ao mundo, no âmbito do conflito armado entre Israel e o grupo terrorista Hamas (LER). Há muito tempo que ambas as partes beligerantes poderiam ter alcançado um entendimento que poupasse as vidas de milhares de pessoas, deliberadamente dizimadas ao longo destes dois dolorosos anos de chacina e sofrimento. Morreram, de forma injusta e desnecessária, milhares de inocentes, e milhões ficaram diretamente afetados por esta bárbara guerra, alimentada por um clima de ódio exacerbado entre palestinianos e judeus (LER)

Nada justificava o traiçoeiro e brutal ataque que o grupo terrorista Hamas perpetrou em Israel no dia 7 de outubro de 2023, episódio que nos chocou profundamente (LER). Este hediondo e macabro atentado ultrapassou todos os limites do bom senso e da razoabilidade, revelando a verdadeira face do Hamas: um movimento terrorista que despreza por completo a vida humana em todas as suas dimensões, repudiando os princípios fundamentais do humanismo e da humanidade. 

Contudo, a resposta do governo de Israel foi também desproporcional à luz do Direito Internacional Público, resultando em inúmeros crimes atrozes contra a humanidade (LER). Não se pode punir um povo inteiro pela conduta criminosa de uma parte da sua população. O governo de Israel, tal como os terroristas do Hamas, matou deliberadamente crianças, mulheres, idosos e homens inocentes. 

Nada disto deveria ter acontecido. Tanto o Hamas como o governo de Israel agiram de forma condenável nestes dois horripilantes anos de guerra, que ceifaram milhares de vidas e deixaram um rasto de destruição sem precedentes em ambos os territórios. Assim como não hesitei em condenar o ataque terrorista do Hamas em 7 de outubro (LER), também não hesitei em reprovar a resposta violenta e desproporcional de Israel (LER). Creio que cada um de nós deve defender intransigentemente o valor sagrado da vida humana, independentemente das nossas afinidades sociais, políticas, religiosas ou ideológicas. 

Obviamente, “nada podemos contra a verdade, senão em favor da própria verdade”, exortava o Apóstolo Paulo (2 Co 13:8). E o nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo afirmou, de forma manifesta e perentória, que somente a verdade do Evangelho nos libertará da condenação eterna (Jo 8:32). Por isso, devemos pautar a nossa conduta pela defesa firme da verdade e pela promoção da paz entre povos e nações, evitando cair no fanatismo e no radicalismo que em nada contribuem para a convivência pacífica e a verdadeira solução dos conflitos. A paz e a harmonia só se constroem com moderação, diálogo e respeito pelas diferenças — virtudes que, infelizmente, têm faltado nas relações entre palestinianos e israelitas. 

Espero, sinceramente, que este novo acordo de paz agora anunciado possa consolidar-se e prevalecer. Que os reféns israelitas regressem às suas casas e reencontrem os seus familiares e amigos. Que os palestinianos possam retomar a sua vida normal, sem bombas nem morte. E que, acima de tudo, triunfem o perdão, a reconciliação, o amor e a paz entre judeus e palestinianos — para o bem de toda a humanidade. Que assim seja.

A Paz do Senhor Jesus Cristo Num Mundo de Permanentes Guerras

Vivemos num mundo perverso e decadente a todos os níveis. Um mundo completamente hostil, violento, perigoso e belicoso. Um mundo onde prolifera abundantemente a desgraça, a maldade e a malignidade. Um mundo, acima de tudo, descaracterizado da verdadeira essência do humanismo e da humanidade. Tanto que, por esta razão, para grande infelicidade nossa, estamos ininterruptamente a viver num clima de constante tensão, de intimidação, de ódio, de perseguição, de confrontação, de violência e de guerras. Há guerras em todas as circunscrições e limítrofes. As guerras fazem parte do cardápio do ser humano, infelizmente. Todo o mundo está cercado de situações de rupturas, ameaças e de guerras – tanto numa perspectiva lato sensu como stricto sensu. Há guerras entre os países, guerras entre as sociedades, guerras no seio familiar, guerras entre pessoas e particularmente com elas. Os países atacam-se mutuamente, violando deliberadamente os acordos bilaterais, multilaterais e tratados internacionais solenemente firmados; as sociedades estão em conflitos intermináveis, repercutindo negativamente nos relacionamentos interpessoais e de familiaridade. Vivemos num mundo hostil e de constantes guerras, para desgraça de todos nós (OUVIR)

A guerra traduz a ausência de paz. Há um défice acentuado da paz na convivência dos seres humanos. O mundo não pode viver holisticamente na virtude do amor, do perdão, da tolerância, da harmonia e da fraternidade. O mundo está completamente possuído pelo poder das trevas, estando assim desencontrado com os caminhos da paz e liberdade. O mundo não pode oferecer uma paz consistente, plena e duradoura no curso do tempo, porque carece dela. A paz que o mundo oferece é precária, interesseira, limitada, efémera e finita. É uma paz que assenta sobretudo nos pressupostos manifestamente egocêntricos e equivocados, despida dos sublimes Princípios e Valores Divinos. Há uma sistemática violação da paz no mundo em que estamos submergidos. A depressão, o ódio, a traição, a violação, a violência, o homicídio e o suicídio são o resultado intrínseco e a confirmação inequívoca da falta de paz no nosso decaído mundo. 

A partir do momento em que o ser humano está desprovido da paz no seu coração este défice acentuado abre as portas para as mais chocantes e inauditas aberrações no seu comportamento, que se vão traduzindo na maldade e malignidade. Passamos assim, a fortiori, a viver numa autêntica selva – e com as séries implicações humano-antropológicas que isto representa na convivência saudável entre as nações e pessoas em geral. Não há respeito e consideração. Não há compreensão e empatia. Não há tolerância e solidariedade. Não há amor e perdão. Não há fraternidade e harmonia. Não há, por fim, empatia e solidariedade. Esta dura realidade é transversal aos países, culturas, sociedades, famílias, pessoas e relacionamentos. 

Tanto que, por esta razão, há uma tremenda violação e violência no nosso mundo. As pessoas usam-se umas às outras sem dó nem piedade. Abusam-se umas das outras, sem o mínimo de primor e pudor. Maltratam-se umas às outras sem qualquer tipo de peso de consciência. Violam-se umas às outras. Descartam-se umas às outras. Matam-se, na pior das hipóteses, se for possível, umas às outras, para satisfazerem os seus insaciáveis caprichos censuráveis. Ninguém respeita os acordos, os contratos e as convenções pré-estabelecidas. Há sempre, na generalidade de situações, aproveitamento, inveja, odio, traição, inimizades, conflitos e intermináveis guerras. Todos estes cancros humano-sociais são resultados inequívocos da ausência da paz no empedernido coração do ser humano (LER)

Apesar de toda esta patente depravação que abafa e prolifera de forma galopante no mundo, com a encarnação do Senhor Jesus Cristo, a palavra paz passou a ganhar o mais elevado significado teológico e teleológico. A começar, desde logo, com o jubiloso anúncio da grande multidão de milícia celestial que entoava alegremente “glória a Deus nas maiores alturas, e paz na terra entre os homens, a quem ele quer bem” (Lc 2:13-14). E, ainda, nos momentos precedentes a ascensão do Senhor Jesus aos céus, Ele encorajou os seus discípulos com as afectuosas palavras de determinação e perseverança: “deixo-vos a paz, a minha paz vos dou” (Jo 14:27). A paz que, em última instância, sem dúvida, traduz a presença constante do Espírito Santo na vida daqueles que verdadeiramente “nasceram de novo”. 

Tanto na encarnação do Senhor Jesus Cristo como na Sua glorificação enceraram com a palavra paz. Por isso, durante todo o Seu ministério terreno, Ele proclamou incessantemente a paz sem fazer excepção de pessoas (Ef 2:17), confirmando assim pelo Seu impoluto testemunho de vida ser o “Príncipe da Paz” (Is 9:6). O Senhor Jesus Cristo não presenteou os pobres pastores e a Humanidade em geral com nada que não fosse a paz (Lc 2:14), emanada pelos anjos e personificada na Sua humilde manjedoura (Lc 2:10-12). Da mesma sorte, o único legado que Ele deixou aos seus discípulos, aquando da Sua assunção aos céus, foi a mesma paz de DEUS (Jo 14:27). É uma paz que consegue na perfeição preencher plenamente todo o vazio do ser humano e, concomitantemente, despertá-lo para os sublimes Princípios e Valores da vida devotada e consagrada. Cristo, sustenta o Apóstolo Paulo para reforçar esta clara verdade salvífica, “é de facto a nossa paz” (Ef 2:14). 

A verdadeira paz envolve, em última instância, a reconciliação com o Todo-Poderoso DEUS, connosco e com o nosso próximo (2 Co 5:18-19). E esta paz somente o Senhor Jesus Cristo pode proporcionar, através do Espírito Santo. É uma paz que preenche na íntegra todos os anseios da alma, vazios existenciais e carências do ser humano, aplacando qualquer tipo de deriva belicosa e ímpetos malévolos. Habilita a pessoa a reconciliar-se consigo, com tudo o que está à sua volta, e simultaneamente conferindo-lhe uma vida plena, bem-sucedida, realizada e feliz. Esta paz transcende, em larga escala, todos os arbítrios do ser humano e projecta-lhe para o Eterno Jeová (Fl 4:7). É uma paz que o Senhor Jesus Cristo outorga gratuitamente para todos aqueles que depositam inteiramente a sua fé Nele. É uma paz totalmente diferente da paz precária que o mundo oferece. A paz de DEUS é o único antidoto exequível e ideal para extrair todos os cancros do ser humano, proporcionando-lhe a plenitude, a harmonia e a felicidade eterna (LER)

O nosso mundo está bastante descrente, corrupto, conflituoso, belicoso e na deriva espiritual, porque teima em declinar a maravilhosa paz do Senhor Jesus (Is 55:1-13), preferindo refugiar-se nas efémeras ilusões que não proporcionam uma vida bem-sucedida e feliz. A paz de DEUS está visceralmente ligada à harmonia, ao amor, ao gozo, à bondade, à esperança e à herança da vida eterna. Ela é a manifestação visível do fruto do Espírito Santo na vida dos eleitos filhos de DEUS (Gl 5:22), conferindo-lhes as infalíveis garantias das Bem-aventuranças eternas (Mt 5:1-12). 

A conflitualidade existente nos relacionamentos entre os países, instituições, sociedades, famílias e pessoas em geral, gerando um número interminável de guerras, deve-se exclusivamente à inexistência da paz de DEUS no mundo. A paz de DEUS é o único antídoto indispensável para sarar as profundas feridas, mágoas, traumas, ódios e inimizades que grassam no coração do ser humano que este herdou do pecado original. Aqueles que aceitaram de bom grado o Senhor Jesus Cristo nas suas vidas têm graciosamente esta salvífica paz e vivem-na plenamente no seu percurso de vida diário, através da manifestação de reconciliação, amor, perdão, misericórdia e paz para com o próximo. Ela é marca visível do Espírito Santo na vida dos eleitos filhos de DEUS e a confirmação da nossa salvação em Cristo Jesus (2 Co 5:17). 

No entanto, esta paz Divina não traduz necessariamente ausência de problemas e contradições na vida dos filhos de DEUS. Somos susceptíveis de passar por grandes dificuldades, adversidades e infortúnios. Esta paz apenas habilita-nos a encarar os desafios da vida, com fé, mansidão e esperança nas infalíveis promessas da vida eterna. Por outras palavras, não vivemos obcecados com a momentânea e corrupta glória deste mundo, porque a glória do mundo é passageira. Sic transit gloria mundi, já formulava há séculos o monge Tomás de Kempis. 

Os nossos horizontes e legítimas expectativas estão unicamente firmados nos valores do Evangelho e na nossa Pátria Celestial. Não andamos em permanentes frustrações, desânimos, tristezas, depressões, vícios, não obstante os reveses que possamos enfrentar no nosso quotidiano. Muitas são as aflições do justo, escrevia o salmista, mais de todas o SENHOR o livra (Sl 34:19). Temos a paz de DEUS que preenche completamente a nossa vida, dando-nos um sentido positivo na forma de estar e encarar os elevados desafios da vida em particular, e do mundo em geral. 

O mundo fala de forma reiterada de paz, mas está desprovida dela. Proliferam inimizades, ódios, guerras e matanças, por causa da ausência de paz no coração do ser humano. Só a paz do Senhor Jesus Cristo, a verdadeira paz, pode realmente criar um mundo mais harmonioso, justo e fraterno. A paz do Senhor Jesus é diferente da paz do mundo em todos os aspectos. A paz do mundo é conveniente, parcial, frágil e limitada no curso do tempo, uma vez que exigem sempre contrapartidas egocêntricas na sua manutenção que, muitas das vezes, são irrealistas do ponto de vista objectivo. Ao passo que a paz do Senhor Jesus Cristo é plena, justa, perfeita e perpétua. Ela é, acima de tudo, a presença de DEUS e galardoadora das Bem-aventuranças eternas. 

O Senhor Jesus Cristo, prestes a terminar o Seu importante sermão de antecipação pelas coisas futuras que acontecerão no mundo, depois da Sua gloriosa ascensão aos céus no capítulo 14 do Evangelho s. João, com vista a reforçar ainda mais a fé dos seus amados discípulos, fez questão de adverti-los preventivamente daquele que domina este mundo que, nas outras versões bíblicas, é apelidado de “príncipe deste mundo” (Jo 12:31). Aquele que domina o mundo está quase a chegar, exortava peremptoriamente o Senhor Jesus Cristo (Jo 14:30). Ele já chegou ao mundo há muito tempo, com todas as forças do mal, e domina os que vivem na desobediência e rebelião contra DEUS (Ef 2: 2; Cl 3:6; 2 Co 4:4). 

Quem é o príncipe deste maligno mundo? O príncipe deste mundo é o ser mais nauseabundo e execrável que existe no universo chamado diabo. Também conhecido como o grande dragão, satanás, lúcifer (Is 14:12-15; Ez 28:14-17), belzebu (Mt 12:24), o acusador (Ap 12:10), o pai da mentira (Jo 8:44), o príncipe das potestades do ar e dos demónios ou antiga serpente (Ef 2:2). O Apóstolo João sustenta que “ele é a antiga serpente, aquele a quem chamam Diabo e Satanás, o sedutor de toda a gente. Ele e os seus anjos foram atirados para a Terra” (Ap 12:9). 

O diabo é o ladrão que veio somente roubar, matar e destruir (Jo 10:10). Segundo o Apóstolo Paulo, ele é “o deus deste mundo que cegou os entendimentos dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus” (2 Co 4:4). O nosso Senhor Jesus Cristo qualificou-lhe, de forma peremptória, como “homicida desde o princípio e não se firmou na verdade, porque não há verdade nele; quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira” (Jo 8:44). Na mesma esteira do pensamento, o autor sagrado vai ao ponto de considerar que “o diabo vive pecando desde o princípio. Para isto o Filho de Deus se manifestou: para desfazer as obras do diabo” (1 João 3:8). 

Tanto que, por esta razão, somos manifestamente exortados pelas Escrituras Sagradas a não darmos lugar ao diabo (Ef 2:27), antes pelo contrário sujeitando-se, pois, em plena obediência, a DEUS, resistindo firmemente ao diabo, e ele fugirá de nós (Tg 4:7). Devemos revestir-nos de toda a armadura de DEUS (Ef 6:10-18), para que possamos estar firmes contra as astutas ciladas do diabo, “porque não temos que lutar contra carne e sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais (Ef 4:11-12). Cumprindo na íntegra com estas salutares disposições bíblicas, o nosso DEUS de paz não tardará a esmagar satanás debaixo dos nossos pés (Rm 16:20). Por outras palavras, o diabo já foi esmagado na Cruz do Calvário e completamente derrotado pelo nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo (Cl 2:15; Ap 20:2-3;10). Aleluia! 

O diabo domina o mundo, juntamente com todos os demónios que estão ao seu serviço maquiavélico para implementar a discórdia, a guerra, a violência, o terror, a matança e a destruição no mundo. Ele é o “príncipe” no pior sentido do termo, isto é, no sentido maligno e funesto. O diabo é o príncipe de todo o engano, falsidade, mentira, traição, ganância, soberba, prostituição, crueldade, matança, desumanidade, depravação, maldade e malignidade. Ele é ainda o príncipe das potestades do ar (Ef 2:2), da mentira, do ódio, da corrupção, da traição, da vingança, da carnificina, do caos e de todo o tipo de pecado existente e reinante no mundo inteiro, bem como o príncipe das trevas e da morte (Ef 6:12). O diabo domina tudo o que é asqueroso, hediondo, mau, macabro e trágico. Ele é o príncipe da impiedade, da maldade e do mundanismo. Domina os demónios caídos, que estão ao seu serviço maligno, e também os pecadores que resistem deliberadamente a graça redentora do Senhor Jesus Cristo, vivendo deliberadamente na perversidade, na ofensa e no pecado. O diabo domina o mundo com o poder das trevas e da morte, tendo como finalidade última destruir a Humanidade inteira. 

O diabo domina este perverso e decadente mundo, juntamente com todos os demónios e filhos da perdição, que estão ao seu serviço maquiavélico para implementar o caos e a destruição, insistimos. Mas, atenção, importa ainda salientar que o diabo domina o mundo, contudo não domina o nosso Todo-Poderoso DEUS e a Sua soberania. Também não domina o Senhor Jesus Cristo, o Espírito Santo, a Santa Igreja de Cristo e, tão pouco, domina os eleitos filhos do nosso Eterno JEOVÁ. O Senhor Jesus Cristo venceu o diabo na Cruz do Calvário (Gn 3:15; Jo16:33), dando-nos igualmente o poder de vencê-lo na força do Espírito Santo e todos os seus demónios (Mc 16:17; Lc 10:19). 

Subscrevo na íntegra as sugestivas e inspiradas palavras de Hernandes Dias Lopes quando afirma que “Cristo venceu o mundo e o diabo (Jo 12.31), e Satanás não tem poder sobre ele. Não há nada em Jesus Cristo que o diabo possa controlar. Uma vez que estamos “em Cristo”, Satanás também não pode controlar nossa vida. Nem Satanás nem o mundo podem perturbar nosso coração”. 

Somos blindados por DEUS, através do Espírito Santo nas nossas vidas. O Espírito da verdade que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece. Ele está connosco e habita nos nossos corações, razão pela qual O conhecemos (Jo 14: 17). Ele ensina-nos tudo e faz com que recordemos tudo o que o Senhor Jesus Cristo outrora instruiu aos seus discípulos (Jo 14:26). Convencerá o mundo do pecado, e da justiça e do juízo (Jo 16:8).  Guiar-nos-á sempre em toda a verdade; porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido, e nos anunciará o que há de vir (Jo 16:13). O Espírito Santo, em suma, é o penhor da nossa salvação em Cristo Jesus (Ef 1:14). Louvado seja DEUS! 

Não ficaremos desamparados no mundo e entregues à nossa sorte. O Senhor Jesus Cristo foi para a Sua excelsa glória, depois ter sido crucificado, morto e ressuscitado ao terceiro dia, apresentando-Se com provas irrefutáveis (Mt 28:1-10; Mc 16:1-10; Lc 24:1-12; Jo 20:1-10). Era importante que Ele fosse para o céu. Se não fosse assim, o Consolador não viria até nós (Jo 16:7), tal como aconteceu logo a seguir no dia de Pentecostes (At 2:20-21). Mas Ele foi para junto de DEUS Pai, enviando-nos assim o Espírito Santo para estar connosco e nos orientar na nossa caminhada Cristã neste pervertido, cruel e injusto mundo. 

O Senhor Jesus Cristo foi para o céu, mas não nos deixou órfãos no mundo. “Não vos hei de deixar órfãos pois voltarei para junto de vós”, prometeu o nosso Salvador Jesus Cristo (Jo14:18). E assim foi. A referida promessa foi cumprida com a poderosa descida e habitação do Espírito Santo nas nossas vidas nos dias de Pentecostes (At 2:1-4). Temos o amparo permanente de DEUS, através do Espírito Santo, que impossibilita completamente o diabo de ter qualquer tipo de domínio sobre a nossa vida ou, porventura, de ter a possibilidade de nos destruir. Da mesma sorte que o diabo não tem nenhum poder sobre o Senhor Jesus Cristo, assim também não tem qualquer tipo de poder sobre nós – que somos amados e eleitos filhos de DEUS para a salvação antes da fundação do mundo (Ef 1:4-5; 2 Tm 1:9-10; 1 Ts 1:4; 2 Ts 2:13; Jo 15:17; Rm 8:29-30). 

Por estarmos inteiramente revestidos da presença permanente do Espírito Santo em nós, e com a armadura de DEUS (Ef 6:1-18), não estamos sozinhos no mundo. Não estamos desprotegidos e abandonados. Não estamos solitários nem órfãos (Jo 14:18), antes pelo contrário, temos um Pai amoroso que cuida de nós em tudo o que realmente precisamos para o nosso crescimento e vitória final. 

Sabemos que, pela experiência prática da vida, ficar órfãos dos pais é estar completamente desprotegido e vulnerável em todas as dimensões da vida, susceptível de infindáveis arbitrariedades e injustiças perante os terceiros, especialmente de ser presa fácil dos adversários. Os pais visam zelar pelos interesses legítimos dos filhos e protegê-los de qualquer tipo de tentação, ameaças e perigos em que estes incorrem, sobretudo ataques do inimigo. A orfandade é uma das piores desgraças humanas, acarretando prejuízos incalculáveis, que poderá acontecer a qualquer um. A pessoa perde uma importante cadeia de apoio incondicional, amor filial, o cuidado, a provisão e a protecção dos pais. Não sem razão costuma-se dizer popularmente que “quem tem mãe tem tudo. Quem não tem mãe não tem nada” (leia-se os pais, bem entendido). 

Por conseguinte, esta dura realidade não vai acontecer connosco, tal como ficou provado biblicamente supra. Em circunstâncias nenhumas, ficaremos órfãos aqui no mundo. O Todo-Poderoso DEUS é o nosso Pai Celestial que está nos céus para cuidar dos nossos legítimos interesses (Mt 6:9-13). Temo-Lo connosco, bem como o Senhor Jesus Cristo, e o Santo Espírito nas nossas vidas para nos habilitar a viver na graça, no amor, na santificação, no perdão, na segurança, na alegria, na paz, na reconciliação e na promessa da vida eterna. Somos salvos do pecado e do diabo para vivermos definitivamente no amor, na luz e na paz gloriosa do Senhor Jesus Cristo. A nossa vida transborda esta Divina paz, não obstante estarmos cercados pelo mundo hostil em permanentes guerras e pelos inimigos ferozes que nos querem, a todo o custo, destruir. 

Mesmo assim, não somos atingidos por estas setas incendiárias, armadilhas do diabo e dos seus agentes no mundo. Estamos completamente protegidos pela mão poderosa de DEUS, levando-nos a encarnar a paz no nosso testemunho de vida, mormente para todos aqueles que nos rodeiam que, infelizmente, ainda não abraçaram a graça salvífica do Senhor Jesus Cristo. 

Somos chamados a viver na paz de DEUS, fomentá-la, promovê-la e anunciá-la intrepidamente pelo mundo perdido em constantes guerras. Esta maravilhosa paz somente o Senhor Jesus Cristo pode graciosamente conferir, mediante o Espírito Santo. O mundo, em circunstância alguma, pode oferecer a verdadeira paz. Só se oferece aquilo que realmente se tem. O mundo não dispõe da paz do SENHOR, porque a sua natureza é conflituosa, má e pecaminosa. 

Ora, quem é pecaminoso vive deliberadamente em escândalos, ofensas e guerras intermináveis com ela e com tudo à sua volta. Só tem estas abominações para oferecer. A paz do mundo é arbitrária nos seus propósitos e fins. É frágil e despida de consistência no curso do tempo. É ainda tendenciosa é precária. E, por fim, é uma paz parcial, putrefacta, violenta e maligna: uma autêntica adulteração da verdadeira paz, pois de paz não tem certamente nada. Mundo está inteiramente despido da paz e vive completamente alheio com a sua efectivação. 

Concordo na íntegra com as sábias e inspiradoras palavras de D. A. Carson, citado por Hernandes Dias Lopes no seu comentário expositivo do Evangelho segundo João: “o mundo não tem o poder de dar paz. Há tanto ódio, egoísmo, amargura, malícia, ansiedade e medo que toda tentativa na direção da paz é rapidamente submergida. A paz de Cristo é alegria inefável no meio da luta. E a presença sobrenatural na fornalha. É a proteção segura na cova dos leões. É a coragem inabalável no vale da morte. A paz de Cristo é a paz que defende nosso coração e nossa mente da invasão da ansiedade”. 

Mesmo que estejamos a viver todas estas vicissitudes, contradições e contrariedades nas nossas vidas, inclusive passar pelo “vale da sobra da morte” (Sl 23:4), continuaremos a ter holisticamente a paz do Espírito Santo de DEUS para nos proteger, apoiar, guiar, consolar, fortificar, edificar, abençoar e conduzir para as Bem-aventuranças Eternas (Mt 5:1-12). 

Cabe, por isso, a cada um nós, com carácter de urgência, disponibilizar-se em aceitar graciosamente esta maravilhosa e Divina paz do Senhor Jesus Cristo. Só assim, estaremos capacitados para viver plenamente na paz e, deste modo, integrar definitivamente o Reino eterno do Senhor e Salvador Jesus Cristo. Que assim seja. E assim sempre será pela fé no nosso Todo-Poderoso DEUS. 

Uma Guerra Pode Ser Considerada Justa à Luz do Cristianismo?

Depois de atermo-nos no artigo anterior a debruçar sobre se uma guerra pode ser ou não justa, de acordo com as disposições do Direito Internacional Público (LER), vamos procurar também aqui analisar se, realmente, o conceito da guerra justa tem ou não algum acolhimento bíblico para depois dar no final a nossa humilde opinião. 

Desde logo, como devotos, convictos e fiéis Cristãos Evangélico que somos, dizer que a generalidade dos destacados teólogos Cristãos defende manifestamente o conceito da guerra justa, seguindo a mesma esteira do pensamento de Santo Agostinho, embora vincando algumas atenuantes bastantes consideráveis. Por outras palavras, advogam estes ilustres teólogos, “a guerra deve ser declarada só quando é necessário, e para reduzir a injustiça; e para que através dela Deus possa livrar os homens da necessidade e preservá-los em paz”. Mesmo na guerra, sustentam ainda, “o espírito do pacificador deve ser estimado (…) a sua conduta deve ser justa – manter a fé com o inimigo, cumprir promessas, evitar a violência desnecessária, o espólio, o massacre, a vingança, as atrocidades e as represálias”. 

Esta concepção foi amplamente defendida e difundida por Santo Tomas de Aquino, arrastando posteriormente os grandes Reformadores Protestantes, especialmente Martinho Lutero, João Calvino. O Anabaptista Menno Simões, um dos importantes teólogos protestantes, foi o único que se distanciou radicalmente deste entendimento, defendendo uma posição do pacifismo, ou seja, contra a guerra. Menno Simões, formulando a sua oposição a guerra, baseou-se no facto de “o cristão ser seguidor do Príncipe da Paz, tendo recebido a ordem expressa de amar os seus inimigos e fazer bem aos perseguidores, dando a outra face a quem lhe bater” para rejeitar categoricamente a possibilidade de um Cristão participar na guerra, ou mesmo defendê-la. Importa ainda salientar que este pacifismo foi posteriormente adoptado pelo Pastor Baptista e Activista Político americano, Martin Luther King Jr., na sua grande luta pelos direitos iguais entre os negros e os brancos nos Estados Unidos da América (EUA). 

Feito este brevíssimo enquadramento geral, cabe dizer que nada nos surpreendem quando vemos pessoas não crentes ou não Cristãs no Senhor Jesus Cristo a defenderem ideologicamente a legitimidade da guerra ou “guerra justa”. É natural que eles tenham esse entendimento de “ajustes de contas” e de “vingança” para com o inimigo, visto que não têm o temor de DEUS nos seus corações, diferentemente dos Cristãos. Somos inteiramente contra a guerra e também contra a denominada “guerra justa”, independentemente da sua justificação legal, política, moral, ética e económica. Por mais chocante que possa ser uma situação, como tem acontecido inúmeras vezes, de vermos pessoas inocentes a serem maltratadas, mortas de forma bruta e injusta, precisamos sempre de consciencializar que o nosso Eterno DEUS está sempre no controle da situação e que no devido tempo ELE manifestará o Seu soberano poder para repor a Justiça e punir os malfeitores. 

Nada, mais nada do que é feito neste maldito mundo, transcende o domínio efectivo DEUS ou, porventura, que ELE não saiba. Devemos procurar sempre aplacar os nossos ímpetos de vingança e esperar pacientemente em DEUS. O papel que nos cabe, como seus filhos, é, simplesmente, o de dobrar os nossos joelhos em oração, intercedendo incessantemente a favor destes flagelos e tragedias humanas, pedindo a ajuda Divina e intervenção para a sua eficaz resolução. Jamais esperançando que a guerra é solução ideal dos problemas. Não é com a guerra que se faz a Paz, tal como o mundo apregoa, mas sim com o espírito do diálogo e da paz, procurando humildemente alcançar os consensos das partes beligerantes. Só assim poderemos fazer pontes viáveis e exequíveis e construir solidamente o caminho da tão ambicionada Paz entre os seres humanos, os povos e os países em geral. 

Perante tudo que ficou exposto, sem qualquer tipo de hesitação, consideramos extremamente desprovido do fundamento bíblico a tese dos grandes teólogos que supra mencionamos e de tantos outros Cristãos que, ao longo dos tempos, e ainda hoje, continuam a defender convictamente a legitimidade da “guerra justa” – como sendo solução para os reais problemas que afectam a Humanidade. Apropriando-nos das inspiradoras palavras do Teólogo Menno Simões, perguntamos a estes nossos irmãos na fé: “digam-me, como é que um cristão pode defender biblicamente a retaliação, a rebelião, a guerra, o golpear, o matar, o torturar, o roubar, o espoliar e o queimar cidades e vencer países? … Toda a rebelião é da carne e do diabo … Oh abençoado leitor, as nossas armas não são espadas nem lanças, mas a paciência, o silêncio e a esperança e a Palavra de Deus”. 

Consideramos que qualquer tipo de guerra está sempre subjacente as forças do mal. A guerra, seja justa ou não, é do diabo e dos seus agentes no mundo inteiro. A guerra é uma coisa bruta, sangrenta, horrorosa e macabra. Ela é inequivocamente maléfica, injusta, trágica e diabólica. Com a guerra morrem inúmeras pessoas, principalmente pessoas inocentes. Morrem as criancinhas indefesas, juniores, adolescentes, jovens e adultos. Morrem pessoas doentes, morrem pessoas incapacitadas, morrem os pobres e os ricos, bem como morrem os fracos e os poderosos, morrem as mulheres, morrem as grávidas, morrem os idosos, morrem os homens, morrem, acima de tudo, os seres humanos. Morrem os sonhos e triunfa o ódio, a vingança, as bombas, a destruição, a matança, a carnificina, os horrores, a maldade e a malignidade. As forças do mal conseguem com a guerra abafar transitoriamente as forças do bem. Nós, os Cristãos, somos os discípulos do “Príncipe da Paz”, o Senhor Jesus Cristo, e devemos seguir sempre o Seu Evangelho da Paz, que é viver holisticamente na paz, promover a paz, defender a paz, transmitir os ideais da paz, estar em paz com tudo e todos à nossa volta. 

A paz do Senhor Jesus Cristo habilita-nos a reconciliar primeiramente com DEUS, connosco, com os nossos semelhantes e com tudo à nossa volta. Não é uma paz débil, podre, momentânea ou de fachada e, tão pouco, delimitada no curso do tempo. Ela é efectiva e eterna na vida de todos os homens e mulheres de “boa vontade”. Ela tem o poder para sarar as feridas, transformar o carácter, libertar dos corrosivos vícios e salvar do pecado. É a Paz de DEUS que excede qualquer tipo de arbítrio ou entendimento humano (2 Co 5:17-18, Lc2:14, Fp 4:7). 

Com a vinda do Senhor Jesus ao mundo, a palavra paz passou a ganhar o mais elevado significado teológico e teleológico. A começar, desde logo, com o jubiloso anúncio da grande multidão de milícia celestial que entoava alegremente: “glória a Deus nas maiores alturas, e paz na terra entre os homens, a quem ele quer bem”. E, ainda, nos momentos precedentes, a ascensão do Senhor Jesus aos céus, Ele encorajou os seus discípulos com as afectuosas palavras de determinação e perseverança: “deixo-vos a paz, a minha paz vos dou”. A paz que, em última instância, sem dúvida, traduz a presença constante do Espírito Santo na vida daqueles que verdadeiramente “nasceram de novo”. Estas inequívocas verdades salvíficas estão também contempladas no Evangelho Lc 2:13-14 e Jo 14:27. 

Tanto a encarnação do Senhor Jesus como a Sua glorificação enceraram com a palavra paz. Por isso, o Senhor Jesus Cristo proclamou incessantemente a paz, durante todo o Seu ministério terreno, sem fazer excepção de pessoas, confirmando assim pelo Seu impoluto testemunho de vida ser o “Príncipe da Paz”. Ele não presenteou os pobres pastores com nada que não fosse a paz, emanada pelos anjos e personificada na Sua humilde manjedoura. Da mesma sorte, o único legado que ELE deixou aos seus discípulos, aquando da Sua assunção aos céus, foi a mesma paz de DEUS. É uma paz que consegue na perfeição preencher plenamente todo o vazio do ser humano e, concomitantemente, despertá-lo para os sublimes Princípios e Valores da vida consagrada e de entrega incondicional ao Senhor Jesus Cristo. Cristo, sustentava o Apóstolo Paulo, para reforçar esta manifesta verdade salvadora, “é de facto a nossa paz”. O Senhor Jesus, reafirmamos pela fé e de forma convicta, é realmente a nossa Paz (Ef 2:14 a17 e Is 9:6). 

O nosso mundo está bastante descrente, corrompido, desnorteado, conflituoso e na deriva espiritual sem precedentes, porque teima em declinar a maravilhosa paz do Senhor Jesus (Is 55:1-13), preferindo refugiar-se nas efémeras ilusões que não proporcionam uma vida bem-sucedida, realizada e feliz. A Paz de DEUS está visceralmente ligada à harmonia, ao amor, ao perdão, ao gozo, à bondade, à esperança e à herança da vida eterna. Ela é a manifestação visível do fruto do Espírito na vida dos eleitos filhos de DEUS e infalíveis garantias das bem-aventuranças eternas (Is 55:1a13, Gl 5:22 e Mt 5:1a12). 

Por isso, para terminar, sigamos vivamente o nobre exemplo do Senhor Jesus Cristo, que é o “Príncipe da Paz”. Rejeitemos firmemente todo e qualquer tipo de engano, descrença, mundanismo, pecado, guerras ou conflitos, porque são de trevas e do diabo. Nós, os Cristãos, somos filhos de DEUS para andarmos na luz e na paz. Somos salvos pelo Senhor Jesus Cristo, através da acção do Espírito Santo em nós, para encarnarmos plenamente a paz, viver em paz, proclamar a mensagem da paz, defender afincadamente a paz para a glória e honra do nosso Todo-Poderoso DEUS. Que assim seja. E assim sempre será pela fé no nome Bendito do Senhor e Salvador Jesus Cristo. Amém, Amém e Amém! 

O Meu Coração Está Com o Sofrido Povo Palestiniano

Eu, Térsio Vieira, e mais duas crianças palestinianas na cidade de Hebrom, Cisjordânia, em Março de 2013.       


É com o coração dilacerado que tenho estado a acompanhar os bombardeamentos indiscriminados na Faixa de Gaza pelas tropas israelitas, vitimando milhares dos inocentes, sob pretexto de “eliminar” completamente os terroristas do Hamas. O mal não se combate praticando um outro mal. O mal combate-se com o bem. 

É verdade que nada justificava os atentados macabros do Hamas perpetuado no dia 07 de Outubro do ano passado no território israelita, que ceifou vidas de inúmeros inofensivos judeus e de outras nacionalidades (LER). É verdade que este acto ignóbil, bárbaro e deliberado do Hamas configura um flagrante desrespeito pela vida humana (LER). É verdade ainda que Israel, à luz do Direito Internacional, tinha todo o direito de se defender por legítima defesa pelo traiçoeiro e sanguinário ataque que sofreu por parte dos terroristas do Hamas (LER)

No entanto, esta legítima defesa não pode esvaziar o Direito Internacional Humanitário contemplado na Convenção de Genebra e, muito menos, a legitima defesa ser manifestamente desproporcional com a agressão sofrida. A verdade é que, desde início da invasão da Faixa de Gaza, as autoridades israelitas não têm respeitado estes postulados axiológicos da Carta das Nações Unidas, optando por via de confrontação da Comunidade Internacional, não obstante os reiterados apelos e pressões constantes dos países para que Israel protegesse os civis palestinianos, sobretudo que cessasse o conflito armado, e negociasse a libertação dos seus reféns que estão ainda nas mãos dos terroristas do Hamas. 

Da mesma forma que não hesitei em condenar o hediondo acto do Hamas para com Israel, também não deixarei de condenar a mortandade promovida pelas autoridades israelitas nos territórios palestinianos. Estão a matar, de forma indiscriminada e sem piedade, os palestinianos. Não podemos fechar os olhos com as chocantes imagens que nos chegam todos os dias da Faixa de Gaza. Estão a morrer civis inocentes que não mereciam morrer. A começar, desde logo, por bebés, doentes, mulheres, idosos, mulheres e homens. São seres humanos como nós, independentemente das suas origens e crenças. É imprescindível, com carácter de urgência, terminar com este desumano derramamento de sangue, libertar os reféns israelitas e negociar a paz para o bem-estar de todos. Todo o povo palestiniano não pode ser esmagado pela barbaridade do Hamas. É uma questão de bom senso e da razoabilidade, ou melhor, é uma questão do humanismo e humanidade. 

Sou, tal como oportunamente manifestei aqui publicamente, um convicto sionista (LER). Rejeito qualquer tipo de antissemitismo. Julgo que Israel merece ser protegido contra os hostis países do Médio Oriente que, a todo o custo, querem a sua aniquilação total. Há um ódio declarado dos países circunvizinhos para com Israel o que, em circunstância nenhuma, não posso subscrever. Agora, uma coisa é ser pró-Israel. Outra coisa, e bem diferente, é apoiar cegamente Israel, mesmo quando não está certo. Sim, sou defensor acérrimo de Israel, mas muito mais defensor da Verdade, pois só a Verdade libertar-nos-á, já dizia o Senhor Jesus Cristo (Jo 8:32). E a única e exequível verdade neste momento é a de Israel cessar a guerra e negociar um cordo de paz, com vista a formação do estado palestiniano.  Sou apologista da existência do estado palestiniano, sobretudo no que toca à sua coexistência pacífica com o estado hebreu, sem este contudo abdicar da parte dos territórios que actualmente ocupa, especialmente na cidade de Jerusalém. 

Visitei Israel e Palestina alguns anos atrás onde constatei in loco as tremendas rivalidades existentes e existenciais entre ambos, mormente o manifesto ódio que os dois povos nutrem um pelo outro (LER). Marcou-me profundamente a mundividência e idiossincrasias tanto dos judeus como dos palestinianos (LER). Estes estão completamente desprovidos dos elementos básicos de sobrevivência, vivendo num limiar da pobreza aviltante que não deixa qualquer pessoa indiferente. Foi neste contexto humilde que conheci pessoas fantásticas que abençoaram a minha vida e das pessoas que estavam comigo na viagem. Lembro-me, particularmente, da família Cristã Abu Sa'id que foi muito acolhedor, cordial e simpático connosco durante a nossa estadia na Cisjordânia. 

Há ainda, tal como a família Abu Sa'id, milhares de Cristãos palestinianos que estão neste momento a sofrer com efeitos colaterais e nefastos da guerra na Faixa de Gaza. O meu coração está com o sofrido povo palestiniano em geral, especialmente com estes nossos irmãos na fé Cristã que certamente alguns já perderam a vida e outros os seus ente-queridos. Que o nosso Todo-Poderoso DEUS console as almas destas pessoas e renove as suas esperanças unicamente Nele, principalmente que faça terminar a guerra e restaure definitivamente a paz para o bem-estar dos dois povos vizinhos. Que assim seja. 

A Paz Perpétua do Reino do Messias Salvador


Partilho aqui convosco, para terminar um longo e grande dia de celebração natalícia, este curto vídeo que gravei no ano passado sobre “A Paz Perpétua do Reino do Messias Salvador” (LER). Tenham um bom proveito na sua visualização e auscultação. 

Um feliz e abençoado Natal na Paz do Senhor Jesus Cristo. DEUS vos abençoe e vos guarde na Sua Graça e Paz.  

A Incompatibilidade da Teologia do Novo Testamento Com a Guerra


Nesta terceira parte do meu podcast refutei, com os argumentos bíblicos, todos aqueles Cristãos que manifestamente defende(ra)m o conceito da guerra justa. A Teologia do Novo Testamento é toda ela pacífica e contra qualquer tipo do uso de força para impor a verdade, a justiça, a paz e a vontade de DEUS no mundo. 

Tanto que, por esta razão, o Senhor Jesus Cisto rejeitou liminarmente a visão zelota sobre o Reino de DEUS, encarnando exclusivamente a mensagem da paz. Por outras, o Senhor Jesus deu a primazia a paz e esta passou a ganhar o mais elevado significado teológico. A começar, desde logo, com o Seu nascimento, ministério, morte, ressurreição e ascensão aos céus. A Paz do Senhor, que é o Espírito Santo de DEUS, foi o único legado que o Senhor Jesus Cristo nos deixou, a Sua Igreja, razão pela somos chamados para viver em paz, proclamar a mensagem da paz, defender afincadamente a paz para a glória e honra do nosso Eterno e Todo-Poderoso DEUS. Que assim seja. E assim sempre será. 

As Fundamentais Razões Para Não Apoiar Uma Guerra Armada


Nesta segunda abordagem do meu podcast, procurei analisar a posição doutrinária dos Cristãos sobre o conflito armado e, por fim, dei a minha humilde opinião.  Sou inteiramente contra a guerra e também contra a denominada “guerra justa”, independentemente da sua justificação legal, política, económica, moral e ética. 

Considero que qualquer tipo de guerra está sempre subjacente às forças do mal. A guerra, seja justa ou não, é do Diabo e dos seus agentes no mundo inteiro. A guerra é uma coisa bruta, sangrenta, horrorosa e macabra. Ela é inequivocamente maléfica, injusta, trágica e diabólica. Com a guerra morrem inúmeras pessoas, sobretudo pessoas inofensivas e inocentes. 

O Ódio Declarado Entre os Judeus e Palestinianos


O conflito israelo-palestiniano vai muito além do que um mero reconhecimento e a formação de dois estados na Terra Santa. É um problema de visceral ódio declarado entre ambos os povos, sobretudo dos palestinianos para com os israelitas, que vai germinando em sucessivos conflitos violentos e com perdas infindáveis de vidas humanas nos dois lados da barricada. Os judeus detestam completamente os palestinianos e os palestinianos, por sua vez, odeiam manifestamente os judeus – por causa das significativas conquistas territoriais que estes alcançaram com as sucessivas intifadas ao longo das décadas e, concomitantemente, a sua intransigente política de colonatos na Cisjordânia, tendo em conta o falhanço do acordo de paz que foi assinada em 1993 no famoso “Acordos de Oslo”. 

A meu ver a fundação do estado palestiniano é uma questão meramente secundária neste momento. Ela não é propriamente crucial e determinante na resolução cabal do conflito em questão, diferentemente da visão tautológica e equivocada propalada pelos vários analistas e comentadores políticos. Desde 1993, até à data presente, houve uma mutação significativa no diferendo em torno da disputa territorial entre os judeus e palestinianos na Terra Santa. 

Admitamos até que o cerne do problema seja apenas a criação do estado palestiniano e a sua coexistência pacifica com Israel, tal como é defendido pela generalidade dos países e pelas Nações Unidas em particular: com que critérios tal se efectivaria? Quem ficaria com os lugares sagrados que são essencialmente afectos aos dois povos? A cidade de Jerusalém seria de quem, afinal? Israel, em circunstância alguma, abdicará do controlo pleno de Jerusalém e de considerá-la o seu capital político. Da mesma sorte, a Palestina jamais aceitará ser um país sem, no mínimo, poder contar com Jerusalém como sendo o seu capital político. Aliás, por causa da partilha de Jerusalém firmada nos Acordos de Oslo fizeram com que Yitzhak Rabin, o então Primeiro-ministro de Israel, foi friamente assassinado no ano seguinte por um extremista judeu. 

O grande impasse para formação do estado palestiniano tem a ver mormente com a disputa territorial de Jerusalém por ambos os povos. A cidade de Jerusalém representa tanto para os judeus como para os palestinianos. A resolução das Nações Unidas, que é acolhida por um leque de países, considera Jerusalém como neutra, ou seja, de ninguém, podendo simultaneamente ser partilhada pelos judeus e palestinianos, salvaguardando a liberdade de culto para a três religiões monoteístas, nomeadamente os judeus, Cristãos e islâmicos. No entanto, há muito tempo que esta posição das Nações Unidas não é bem acolhida pelas partes beligerantes, que reclamam exclusivamente o controlo efectivo da Cidade Santa. 

Por razões de força política, diplomática e armada, Israel tem conseguido manter em sua posse o domínio completo de Jerusalém. As coisas complicaram ainda mais por parte dos palestinianos quando administração americana decidiu em 2017 transferir a sua embaixada de Telavive para Jerusalém, reconhecendo assim unilateralmente Israel como sendo o dono peculiar da Cidade Santa. Uma decisão, igualmente, seguida por numerosos países aliados dos EUA, reduzindo cada vez mais a influência dos palestinianos na mítica cidade. 

Estive há dez anos no Médio Oriente, concretamente em Israel e nos territórios palestinianos, procurando inteirar-me da melhor forma possível do diferendo entre as disputas territoriais entre os judeus e palestinianos. A conclusão a que cheguei é que jamais haverá, aos olhos humanos, a tão almejada paz entre os israelitas e os palestinianos. 

Há muitos factores que concorrem e convergem para obstar significativamente ao entendimento entre os dois povos, nomeadamente a diferença ideológico-política, o fundamentalismo religioso que caracterizam ambos os povos, o preconceito generalizado e a conotação negativa que cada um tem do outro. São factores determinantes e desestabilizadores na consolidação do processo de paz naquele conturbado território do mundo. 

O Terrorismo Macabro do Hamas

O catástrofe humanitário que se vive neste momento em Israel e na Faixa de Gaza é da inteira responsabilidade dos terroristas do Hamas. Milhares de pessoas que perderam a vida são da inteira responsabilidade do Hamas. Esta monstruosa guerra foi provocada unilateralmente pelo Hamas. O Hamas que é o agressor neste sangrento conflito e Israel é a vítima. Foi o Hamas que atacou violentamente Israel, matando de forma macabra as crianças, os jovens, os idosos, as mulheres, os homens e os civis em particular. É o Hamas que carregará sangue de todas estas vidas perdidas – inutilmente – e das que ainda vão certamente morrer ao longo deste conflito armado de ambos os lados. 

O Hamas é um grupo fundamentalista, extremista e terrorista, que não valoriza o primado da vida humana. Não tem valores da civilização e da civilidade. Vive promovendo o ódio, a guerra, o terror e o derramamento do sangue. Tanto que, por esta razão, assim que teve a oportunidade pelo descuido dos serviços secretos de Israel, não hesitou em empregar os métodos mais hediondos para fazer valer a sua pretensão. Em consequência disso, disparou, decapitou e queimou friamente pessoas inofensivas, sobretudo as pobres criancinhas judias, deixando um horripilante rasto de destruição sem precedentes em Israel. Milhares de pessoas foram barbaramente mortas, sem dó nem piedade, apenas por serem sionistas. 

O despoletar desta guerra é da exclusiva responsabilidade do Hamas, independentemente da convicção a que cada um de nós possa ter sobre a já longa crise israelo-palestiniana. Se não fosse este cruento ataque premeditado do Hamas não estaríamos agora assistir as chocantes imagens de massacres dos civis, bombardeamentos indiscriminados, destruições de várias ordens e de mortandade em larga escala, que nos deixam completamente impotentes perante tais tamanhas devastações. O Hamas, sem qualquer tipo de dúvida ou justificação, para grande tristeza nossa, é o único culpado por toda esta tragédia humanitária. 

A Paz Perpétua do Reino do Messias

 

Partilho aqui convosco novamente este brevíssimo vídeo que gravei esta tarde sobre “A Paz Perpétua do Reino do Messias” (LER)Tenham um bom proveito na sua visualização/auscultação. 

A todos vós, sem excepção, um feliz e abençoado Natal.  

A Caminho da Desordem Mundial


Partilho aqui o artigo de opinião que escrevi hoje no Jornal Observador intitulado “A Caminho da Desordem Mundial”. É um diagnóstico apurado da real e grave convulsão político-internacional a que estamos submergidos, tendo inclusive impactos extremamente negativos na vida de todos nós, infelizmente (LER).  

A Grande Guerra Pela Civilização

Os dias que correm não são nada fáceis. Desafiam a nossa lógica racional até aos limites. Mostram-nos, através da realidade tenebrosa do mundo, o quão desumana a humanidade é e o perigo galopante e ameaçador que todos nós corremos. Vivemos em tempos de muita ansiedade, incerteza, desconfiança, medo e guerras, confirmando assim a sentença do afamado Einstein de que “o mundo é um lugar perigoso de se viver”. Realmente, em abono da verdade, o mundo é um lugar bastante perigoso de se viver. O exemplo manifesto disto são as aterradoras notícias que nos chegam dos media, reportando-nos as maléficas situações de escândalos, violações, marginalizações, abusos, guerras e, por fim, mortes. 

Perante estas hediondas e reiteradas transgressões, a que temos impotentemente assistido, não há margem para dúvida que é o futuro e a sobrevivência da raça humana que está em causa. Cada vez que pactuamos com estas desumanidades estamos, de forma implícita e deliberada, a legitimar as atrocidades e autodestruição da própria Humanidade. Jamais poderemos consentir, em circunstância alguma, com tais maldades, porque constituem autênticos inimigos das sociedades abertas, do primado da liberdade e da autodeterminação que deveriam caracterizar-nos, independentemente da nossa origem, sexo e mundividência. E elas não podem triunfar, sob pena de ficarmos completamente reféns da marginalização e da tirania. 

Por isso, somos todos intimados, os amantes da liberdade e democracia pluralista, a participarmos nesta justa guerra civilizacional. É uma guerra que visa afirmar, de forma intrépida e inequívoca, os sublimes e inegociáveis valores da igualdade entre os seres humanos e povos em geral; da Paz mundial e sã convivência entre os titulares e particulares, da Justiça Social e Tolerância, da Democracia e fraternidade, opondo-se manifestamente toda a sorte de preconceito, discriminação, radicalismo, subjugação, absolutismo, fanatismo, guerras, barbárie e jugo opressor. Eis, sem excepção, a peleja que nos espera a todos, isto é, a grande guerra pela civilização. 

Para Onde Vai o Nobel?


Foi o título da Revista Expresso do dia 22 de Setembro, destacando as regiões e todos os países laureados com um prémio Nobel em mais de 100 anos da sua existência (LER)Os Estados Unidos de América (EUA) lideram em todas as categorias, excepto a nível da Literatura onde é superado por três escassos votos da França. O Continente africano é o mais “penalizado” pelos júris da academia sueca e norueguesa, obtendo apenas umas míseras 19 atribuições ao longo destas dez décadas do prémio. As mulheres, à semelhança da avaliação negativa de África, só conseguiram obter 49 atribuições contra as expressivas 847 dos homens (o mundo, por razões ainda do machismo consentido, continua ainda a ser dominado exclusivamente pelos homens, infelizmente). 

Um dado curioso ainda que importa salientar prende-se com o Brasil, as Filipinas e a Etiópia. Estes três colossos países nunca conseguiram ganhar um prémio Nobel o que, a meu ver, parece-me estranhíssimo e completamente descabido, uma vez que representam parte significativa da população mundial – fazem parte do rating da restrita lista de 13 países mais populoso do mundo. Como é possível não estarem devidamente a formar homens, mulheres e/ou instituições competentes “que realiza(ra)m pesquisas, descobertas ou contribuições notáveis para a humanidade”, especialmente no âmbito da Química, Física, Paz, Medicina, Economia e Literatura?  É concebível a hegemonia dos EUA e a Europa para serem galardoados com mais de 90% de todos os prémios conferidos até à data presente? Sou eu que não estou a ver bem ou alguma coisa não está mesmo a bater certo com os discricionários “critérios imparciais” de atribuição do famoso prémio Nobel? 

A Paz Perpétua do Reino do Messias

A encarnação do Senhor Jesus Cristo foi a manifestação visível do Seu reinado celestial no seio dos pecadores. Um governo teocêntrico, pautado, acima de tudo, pela imarcescível paz para com todos os homens e mulheres que humildemente O aceitam como único Senhor e Salvador das suas vidas. Paz essa que nos habilita a reconciliar-nos, primeiramente, com DEUS, connosco próprios, com os nossos semelhantes e com tudo o que nos rodeia (2 Co 5:17-18). 

Não se trata de uma paz fétida, momentânea ou de fachada, nem tampouco delimitada pelo curso do tempo. É uma paz efectiva e eterna na vida de todos os “homens de boa vontade” (Lc 2:14). Tem poder para sarar feridas, transformar o carácter, libertar de vícios corrosivos e salvar do pecado. É a paz de DEUS que excede todo o entendimento humano (Fp 4:7). 

Com a vinda do Senhor Jesus ao mundo, a palavra paz passou a assumir o mais elevado significado teológico e teleológico. Desde logo, no jubiloso anúncio da grande multidão da milícia celestial, que entoava alegremente: “Glória a Deus nas maiores alturas, e paz na terra entre os homens a quem Ele quer bem” (Lc 2:13-14). Do mesmo modo, nos momentos que antecederam a ascensão do Senhor Jesus aos céus, Ele encorajou os Seus discípulos com afectuosas palavras de determinação e perseverança: “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou” (Jo 14:27). Trata-se da paz que, em última instância, traduz a presença constante do Espírito Santo na vida daqueles que verdadeiramente “nasceram de novo”. 

Tanto a encarnação do Senhor Jesus como a Sua glorificação estiveram envolvidas pela palavra paz. Por isso, Ele proclamou-a incessantemente durante todo o Seu ministério terreno, sem fazer acepção de pessoas (Ef 2:17), confirmando, pelo Seu impoluto testemunho de vida, ser o verdadeiro “Príncipe da Paz” (Is 9:6). Nada mais ofereceu aos humildes pastores senão a paz anunciada pelos anjos e personificada na Sua simples manjedoura. Da mesma forma, o único legado que deixou aos Seus discípulos, aquando da Sua ascensão aos céus, foi essa mesma paz de DEUS. 

É uma paz capaz de preencher plenamente o vazio do ser humano e, simultaneamente, despertá-lo para os sublimes princípios e valores da vida consagrada. Cristo – sustenta oApóstolo Paulo, para reforçar esta inequívoca verdade salvífica — “é, de facto, a nossa paz” (Ef 2:14). 

O nosso mundo encontra-se profundamente descrente, corrupto, conflituoso e à deriva espiritualmente, porque insiste em rejeitar a maravilhosa paz do Senhor Jesus (Is 55:1-13), preferindo refugiar-se em ilusões efémeras que não proporcionam uma vida verdadeiramente realizada, plena e feliz. A paz de DEUS está intrinsecamente ligada à harmonia, ao amor, à alegria, à bondade, ao perdão, à esperança e à herança da vida eterna. Ela é a manifestação visível do fruto do Espírito na vida dos filhos eleitos de DEUS (Gl 5:22) e a garantia infalível das Bem-Aventuranças eternas (Mt 5:1-12). 

Não obstante tamanha incredulidade e reiterada ingratidão dos pecadores perante a preciosa mensagem do Evangelho – a Boa Nova da Salvação –, a oferta da paz do Senhor Jesus ao mundo perdido permanece viva, plena de força e de implicação salvífica. Usando as Suas próprias palavras: “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá” – assim convida, amorosamente, o Filho de DEUS (Jo 14:27). 

Cabe, pois, aos pobres de espírito abraçar esta paz transformadora com carácter de urgência e, assim, integrar definitivamente o Reino eterno do Senhor Jesus Cristo. Que assim seja. E assim será sempre, pela Fé.