Ao longos de
dois trimestres, na minha Igreja, estivemos a estudar na Escola Bíblica
Dominical (EBD) da classe de Jovens e Adultos os livros do Antigo Testamento,
nomeadamente 1 e 2 Reis, e depois neste último trimestre Amós, Jonas, Oseias e
Miqueias. Findámos, com bastante sucesso, no domingo passado, esta importante
secção dos livros proféticos e introduziremos já amanhã uma nova revista da
Escola Bíblica Dominical da Convenção Baptista Portuguesa sobre os primeiros
onze capítulos do Evangelho segundo João.
Nesta
última lição, que me coube dar, abordámos os reiterados desvios do povo e a
misericórdia de DEUS perante os seus escolhidos filhos, tendo em conta a
promessa de fidelidade que outrora firmou com os patriarcas Abraão, Jacob e os
demais ao longo do Antigo e Novo Testamento (Miqueias 7:1-20).
Por isso,
partilho este brevíssimo excerto deste estudo (foi uma lição de 45 minutos, mas
que recortei para ficar em apenas12 minutos, a fim de partilhar aqui). Tenha um
bom proveito na sua auscultação.
O homem é um ser
gregário e, nesta convivência gregária, constrói profundos laços de
sociabilização, que se vão traduzindo na inteira dependência e interdependência
uns dos outros. Por isso, somos aconselhados pelos terceiros e também
aconselhamos aqueles que precisam da nossa ajuda. Damos constantemente
conselhos e, da mesma sorte, estamos sempre a receber conselhos. Não há nenhum
ser humano neste “vale de lágrimas” que não vive dos conselhos – quer dando
quer recebendo. Todos nós, sem excepção, na generalidade das situações,
fundamentamos as nossas decisões com base nos conselhos que vamos recebendo
daqueles que nos são mais queridos ou que, de alguma certa forma, reconhecemos
autoridade na matéria em que precisamos de orientação.
Não há ninguém que
possa prescindir dos bons conselhos e ser bem-sucedido na vida. Os conselhos
tocam tudo e todos: envolvem todos os estratos sociais. Todas as idades. Todos
os géneros. Todas as classes de pessoas e todas as pessoas no geral. Precisam
deles os ricos e os pobres. Os doutos e indoutos. Os velhos e as crianças. Os
detentores da autoridade e os subalternos. Os homens e as mulheres. Tanto que,
por esta razão, o aconselhamento reveste-se de carácter importantíssimo na
nossa civilização ao longo dos séculos, permanecendo esta inquestionável
verdade até aos nossos dias pós-modernos.
No entanto, por
preconceito doentio e soberba perniciosa, sabemos que nem todas as pessoas são
predispostas a ouvir conselhos de terceiros e, muito menos, a pedi-los, tendo
em conta o orgulho exacerbado e a falsa percepção da realidade que tais pessoas
têm de si mesmas, julgando-se superiores aos outros. Em consequência disso,
fecham-se completamente a qualquer tipo de conselhos, optando meramente por se
refugiarem nas suas próprias ideias e opções de escolha. A idade, o estatuto
social, a origem social, o poder, a fama, o dinheiro e a qualificação não devem
ser causas impeditivas para não recebermos os conselhos daqueles que,
porventura, podemos achar objectivamente que estamos numa posição superior. Os
pais devem estar abertos a ouvir conselhos dos seus filhos e vice-versa. Os
pastores devem aceitar ser admoestados pelos membros da igreja, tal como fazem
com eles. Da mesma forma, os patronos devem ter a humildade suficiente para
ouvir os seus empregados; os governantes para com os governados, etc.
Ora, isto não quer
dizer que temos imperativamente de acatar todos os conselhos que vamos
recebendo, uma vez que nem todos os conselhos são realistas e justos. Há muitos
conselhos adulterados, injustos e maléficos. O objectivo é, acima e tudo,
termos a humildade de saber solicitar ou ouvir oportunamente os conselhos e,
com base nesta audição, examinar tudo e reter o que é mais correcto para a
nossa vida. Já é um grande passo estar inteiramente disponível para ouvir
conselhos, chamadas de atenção e advertências, independentemente da sua
proveniência e do seu interlocutor. É sinal de grande abertura, maturidade,
humildade e sabedoria da nossa parte.
O rei Salomão, um dos
homens mais sábios da história da Humanidade, considerava peremptoriamente
“insensato” o velho que não sabe ouvir conselhos (v.13), julgando-os
inconvenientes por causa da sua idade, diferentemente das pessoas prudentes que
estão sempre abertas aos conselhos, sobretudo os conselhos sábios e valiosos. É
sobre esta verdade soteriológica que procurei explorar aqui nesta lição da
Escola Bíblica Dominical (EBD).
Que o Todo-Poderoso DEUS nos abençoe e nos ajude a procurar os conselhos
da Sua Santa Palavra para, deste modo, podermos tomar decisões correctas,
sensatas e irrepreensíveis neste perverso mundo em que estamos submergidos. Que
assim seja. E assim sempre será pela fé no Senhor Jesus Cristo.
Partilho aqui a minha
pregação ontem intitulada “Os Imperativos da Vida Cristã”, baseada no texto
sagrado de Romanos 13:8-14. Desenvolvi os três grandes imperativos bíblicos que
encerram o nosso processo de salvação na passagem em apreço, nomeadamente o
nosso relacionamento com o estado (v. 1.7), o nosso relacionamento com o
próximo mediante a encarnação do amor (v. 8-10), o nosso relacionamento com o
tempo (v. 11-12). Tudo isto deve levar-nos imperativamente a rejeitar as obras
das trevas (v.12), vestir do Senhor Jesus Cristo (v.12; 14) e, por fim, andar
honestamente (v.13).
Por outras palavras,
devemos despir-nos da nossa velha e pecaminosa natureza, colocar as armaduras
de DEUS na nossa vida (Efésios 6:11-14) para, desta forma, com a imprescindível
ajuda do Espírito Santo, podermos andar digna e honestamente para glória do
Senhor Jesus Cristo (VER). Que assim seja.
Uma das vantagens
assinaláveis que os círculos baptistas tradicionais têm em comparação com as
outras denominações evangélico-protestantes é a importância cimeira que damos
ao ensino minucioso da Palavra de DEUS, que advém da Reforma Protestante. E a
nossa Igreja, a Evangélica Baptista da Amadora, neste aspecto, tem acolhido na
medida possível este relevante e determinante desiderato espiritual. O sucesso
Cristão passa inevitavelmente pelo conhecimento das Escrituras Sagradas. É um
pressuposto assente e indiscutível, razão pela qual a minha Igreja tem
investido consideravelmente nesta importantíssima área do ministério
eclesiástico, proporcionando pontuais acções de formação e gratuitidade da
Revista da Escola Bíblica Dominical da Convenção Baptista Portuguesa para todos
os seus respectivos membros.
No domingo passado,
depois de termos finalizado com bastante sucesso o estudo do livro de 1 e 2
Reis, iniciámos agora a nova revista com o estudo do Profeta Amós, Jonas, Oseias
e Miqueias.Por outras palavras, nos
próximos três meses, na classe de Jovens e Adultos, estaremos a estudar estes
“profetas menores”. Calhou-me dar esta primeira lição intitulada “Escuta Deus”,
baseada no texto de Amós 2:4-16. Foi um juízo de DEUS para com o seu povo
eleito, tendo em conta o desvio doutrinário e práticas deliberadas de inúmeros
pecados em que se deixou envolver, tal como fizeram os seus antepassados,
nomeadamente pecados contra os desprotegidos/pobres, a heresia doutrinária, a
idolatria, a promiscuidade sexual, profanando assim o Nome do Todo-Poderoso
DEUS.
Por isso, dizia o autor
sagrado sobre a sentença do Senhor sobre o povo transviado, “vos esmago como o
carro carregado de feixes esmaga a calçada. As pessoas velozes não hão de encontrar
refúgio, as fortes hão de perder a sua força, e os guerreiros não hão de poder
salvar as suas vidas. Os arqueiros não se poderão manter de pé, os corredores
velozes não hão de poder escapar e os cavaleiros não hão de poder fugir.
Naquele dia, até o mais valente dos heróis deixará as suas armas e há de
fugir.» Palavra do Senhor” (Amós 2:13-16).