Mostrar mensagens com a etiqueta Escola Bíblica Dominical (EBD). Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Escola Bíblica Dominical (EBD). Mostrar todas as mensagens

Ser Pobre ou Rico: Qual é o Caminho Certo Segundo o Cristianismo?


O título da nossa reflexão desta manhã é “Riqueza ou Pobreza?”. Trata-se de um tema particularmente relevante, à semelhança de muitos outros que temos vindo a estudar nesta revista e nas diversas publicações que têm servido de base ao nosso aprendizado ao longo dos anos. 

Todavia, quando abordamos a questão da riqueza e da pobreza, entramos num domínio que dificilmente reúne consenso absoluto. Cada indivíduo tende a construir a sua própria visão do mundo, desenvolvendo conceções, interpretações e perspetivas distintas acerca destes assuntos (LER)

A riqueza e a pobreza constituem temas recorrentes no contexto social e na vivência quotidiana. Desde cedo, os seres humanos são incentivados a procurar a prosperidade, a afastar-se da pobreza e a esforçar-se por alcançar uma situação económica mais favorável. De forma generalizada, convencionou-se que a riqueza é sinónimo de felicidade e que aqueles que possuem abundância material desfrutam, necessariamente, de uma vida melhor. 

Esta perceção encontra-se presente em praticamente todas as culturas. Existe a convicção de que quanto maior for a capacidade financeira de uma pessoa, maior será também o seu grau de felicidade. Tal entendimento decorre da ideia de que o dinheiro proporciona poder, e que esse poder permite alcançar objetivos e adquirir bens que, de outra forma, permaneceriam inacessíveis. É por essa razão que, desde a infância ou desde o momento em que começamos a desenvolver consciência de nós próprios, somos estimulados a trabalhar, a poupar e a procurar condições que nos permitam ascender social e economicamente. 

Até aqui, nada existe de intrinsecamente errado. É natural e legítimo que o ser humano procure melhorar as suas condições de vida, progredir e alcançar um patamar mais estável e digno. Contudo, existe um reverso da questão: quando essa procura é orientada por pressupostos equivocados ou por motivações desordenadas. Sabemos que a posse de bens materiais não constitui garantia absoluta de felicidade, de realização pessoal ou de superioridade moral. Embora a sociedade frequentemente promova essa ideia, ela revela-se profundamente ilusória. O dinheiro, por si só, não assegura paz interior, equilíbrio emocional, harmonia familiar nem amor verdadeiro. 

Por outro lado, a pobreza é frequentemente encarada como uma realidade exclusivamente negativa. Em determinadas circunstâncias, tal perceção possui fundamento. Quando uma pessoa vive privada do mínimo indispensável à sua subsistência, encontrando-se numa situação de pobreza extrema, estamos perante uma condição que compromete seriamente a sua qualidade de vida. Todo o ser humano deveria ter acesso a uma habitação digna, alimentação adequada, oportunidades de trabalho e, acima de tudo, cuidados de saúde. Sem estas condições básicas, muitas potencialidades permanecem por desenvolver e multiplicam-se os obstáculos à realização pessoal. 

A pobreza extrema constitui, de facto, uma ameaça à dignidade humana. Quem vive em condições de privação severa torna-se frequentemente mais vulnerável à exclusão, à dependência e à marginalização social. Deus não criou o ser humano para viver destituído de dignidade; pelo contrário, a própria dignidade pressupõe a existência das condições mínimas necessárias à sobrevivência e ao florescimento da pessoa. 

Contudo, como veremos através do ensino do Apóstolo Paulo, o verdadeiro mérito não reside nem na pobreza nem na riqueza. O mérito reside em Deus. Uma pessoa pode ser pobre e plenamente realizada, assim como pode ser rica e viver uma existência equilibrada e bem-sucedida, desde que a sua vida esteja firmemente alicerçada em Deus. O elemento decisivo não é a condição económica, mas a presença de Deus no coração e na conduta do indivíduo. 

Não obstante, na ânsia de alcançar riqueza, muitas pessoas tornam-se dominadas pela avareza e pela ganância. Quando alguém passa a considerar a acumulação de bens como o objetivo supremo da sua existência, corre o risco de ignorar princípios morais e espirituais para atingir esse fim. É precisamente por isso que, ao longo da história, se têm observado inúmeras fortunas construídas à custa de práticas eticamente condenáveis e moralmente reprováveis. 

A obsessão pela riqueza gera inevitavelmente conflitos, inquietações e múltiplas formas de sofrimento. Pelo contrário, quando vivemos no centro da vontade de Deus, deixamos de depender das coisas materiais para alcançar felicidade e passamos a fundamentar a nossa existência na relação com o Criador. 

Se eu perguntasse a cada um de vós se preferiria ser rico ou pobre, é provável que a maioria respondesse que gostaria de ser rica. E não existe qualquer mal nisso, desde que a riqueza seja procurada de forma honesta, legítima e em conformidade com os princípios divinos. O trabalho diligente, a competência, a disciplina e uma gestão prudente dos recursos podem conduzir ao sucesso material. Porém, o verdadeiro crente não vive obcecado pela riqueza; para ele, a prosperidade material é apenas uma consequência eventual, nunca a finalidade última da vida. 

O problema surge quando alguém passa a acreditar que a sua felicidade, a sua segurança e a sua paz dependem exclusivamente do dinheiro. Nesse momento, abre-se o caminho para a frustração e para a desilusão. 

O Apóstolo Paulo afirma, em 1 Timóteo 6, que «é grande ganho a piedade com contentamento». Esta declaração revela uma verdade profunda: a verdadeira riqueza consiste numa vida marcada pela piedade e pelo contentamento. Quando a fé é vivida de forma autêntica, produz uma riqueza espiritual incomparável, caracterizada pela paz, pela plenitude e pela harmonia interior – bens que nenhum património financeiro pode adquirir. 

Apóstolo Paulo recorda ainda que «nada trouxemos para este mundo e manifesto é que nada podemos levar dele». Ao nascermos, chegamos de mãos vazias; ao partirmos desta vida, também nada levaremos connosco. Se possuímos alimento, vestuário e os recursos necessários para uma vida digna, já temos razões suficientes para cultivar a gratidão. Porém, aqueles que vivem consumidos pelo desejo de enriquecer acabam frequentemente por cair em tentações, armadilhas e desejos insensatos que conduzem à ruína espiritual e moral. A raiz de todos os males não é o dinheiro em si mesmo, mas o amor desordenado ao dinheiro. Em nome dele, muitos mentem, traem, corrompem-se, exploram os seus semelhantes e chegam até a destruir vidas. 

O dinheiro pode ser um excelente servo, mas é um péssimo senhor. O problema não está em possuir dinheiro, mas em permitir que o dinheiro possua o coração. Quando a riqueza se transforma no propósito fundamental da existência, o ser humano entra num caminho espiritualmente perigoso. 

Vivemos numa sociedade que, muitas vezes, se esquece de Deus, ama as coisas e utiliza as pessoas, quando deveria precisamente fazer o contrário: adorar a Deus, amar as pessoas e utilizar as coisas. O verdadeiro desafio não consiste na posse de recursos materiais, mas em impedir que a ganância domine o coração humano. É preferível possuir o suficiente para viver com serenidade, equilíbrio e consciência tranquila do que acumular grandes riquezas sem paz interior. Quando Deus ocupa o lugar central da nossa vida, o dinheiro torna-se um instrumento ao serviço do bem: para socorrer os necessitados, apoiar causas nobres e contribuir para a expansão do Reino de Deus. 

Por essa razão, ninguém pode servir simultaneamente a Deus e ao dinheiro. Onde estiver o nosso tesouro, aí estará também o nosso coração. O amor excessivo pelas riquezas tem levado muitos a afastarem-se da fé, da comunhão da Igreja e do caminho de Deus, passando a viver exclusivamente em função da acumulação material. 

Que Deus nos ajude a não “naufragarmos na fé” e a reconhecermos que a nossa verdadeira riqueza não se encontra nos bens transitórios deste mundo, mas na pessoa do Senhor Jesus Cristo, na Sua Palavra e no Seu glorioso Evangelho. Que assim seja.  

A Mulher Adúltera e a Sua Absolvição pelo Senhor Jesus Cristo


Partilho aqui esta lição da Escola Bíblica Dominical (EBD), que ministrei na minha Igreja, sobre a mulher que traiu deliberadamente o seu marido na Festa dos Tabernáculos dos judeus que, contra todas as evidencias humano-sociais, achou graça, amor e perdão por parte do Senhor Jesus Cristo (João 8:1-11). Esta mulher acumulava simultaneamente várias infracções no seu acto pecaminoso, fazendo com que merecesse a pena de morte, tal como preceituava a Lei de Moisés (OUVIR AQUI EM PODCAST)

Em primeiro lugar, esta mulher era adúltera e foi apanhada em flagrante acto de adultério numa festa religiosa (v. 4). Deixou-se levar descontroladamente pela luxúria, sem medir as consequências práticas do seu envolvimento sexual ilícito. Também ela era traidora. Traiu deliberadamente o marido e traiu a sua própria família, violando assim o dever da fidelidade que vincula todos os cônjuges no âmbito matrimonial. Ela ofendeu de forma livre e consciente o sétimo mandamento da Lei de DEUS que proíbe, em todas as circunstâncias, o adultério (Ex 20:14). Destruiu a sua vida, a do seu marido e da sua família. Esta mulher era uma autêntica vergonha para a sua família, a sua comunidade e o seu povo, razão pela qual humilharam-na publicamente e puseram-na à chacota perante tudo e todos. A única sentença para o cúmulo de todos estes abomináveis pecados era a pena de morte por apedrejamento. Tinha que ser apedrejada até à morte. Era isso que a Lei mandava fazer em tais situações (Lv 20:10; Dt 22:22-24). Não havia outra solução viável para remediar o censurado pecado desta desgraçada mulher. Ela estava condenada a morrer. Morrer de forma bárbara pelo apedrejamento público. Ela não tinha como fugir ou negar o seu envolvimento sexual com outro homem, porque foi apanhada no próprio acto de adultério. Há muitas pessoas que mentem, roubam, traem, enganam, matam e, mesmo assim, escapam ilesas. Não era o caso dessa mulher. Havia provas irrefutáveis do seu manifesto pecado que ela não podia desculpar. Foi apanhada em pleno acto de adultério, insisto. 

Os escribas e fariseus aproveitaram este mediático caso de adultério para poderem apanhar em falso o Senhor Jesus Cristo, que se encontrava empenhadamente a ensinar no templo e, desta forma, poderem aleivosamente acusá-Lo. Fizeram-Lhe uma pergunta sorrateira, que encerra uma rasteira, com vista a apanhá-Lo em contradição e, deste modo, arruiná-Lo completamente. Estes doutores da Lei eram também autênticos doutores em tramoia, conspiração e da maldade! Qualquer resposta que o Filho de DEUS desse seria facilmente apanhada em armadilha e, consequentemente, “esmagado” – podia ser por judeus ou pelas autoridades romanas. Os escribas e doutores da Lei, escreve Hernandes Dias no seu Comentário Expositivo sobre o Evangelho João em concordância com Charles Erdman, “queriam encontrar um motivo para acusá-lo e matá-lo. E assim intentaram três coisas contra ele. Em primeiro lugar, tentaram jogar Jesus contra a lei de Moisés; segundo, tentaram jogar Jesus contra a lei romana; terceiro; tentaram jogar Jesus contra o povo. O alvo dos fariseus era colocar Jesus diante de um dilema: se ele perdoasse e absolvesse a mulher, estaria em oposição à lei de Moisés e contra ele se poderia argumentar que estava fomentando as pessoas a cometer adultério (Lv 20.10; Dt 22.22-24); se ele a condenasse à morte, estaria usurpando atribuições do governo romano (18.28-31), porque os romanos haviam retirado dos judeus o poder de infligir penas capitais”. 

Colocaram assim o Senhor Jesus perante um grande dilema e como juiz num caso que Ele não tinha nada a ver. Não era testemunha ou parte visada no vergonhoso pecado da mulher adúltera. Também não era juiz e, tão pouco, fazia parte da cúria das autoridades judaicas. Eles puseram-Lhe esta questão, relata-nos o evangelista João, “porque queriam apanhá-lo em falso para depois o acusarem” (v.6). Eles tinham a inveja e o ódio declarado contra o Senhor Jesus, desde o começo do Seu ministério, tendo em conta a autoridade com que Ele ensinava e o amplo acolhimento favorável que a Sua mensagem salvífica despertava no seio do povo. William Hendriksen, citado ainda por Hernandes Dias Lopes, na mesma esteira do pensamento, sustenta “que o interesse principal dos acusadores não era a mulher. Eles apenas a estavam usando como um laço para pegar Jesus. Este, sim, era a verdadeira vítima! E, para realizarem esse propósito diabólico contra Jesus, jogaram para o alto qualquer gentileza ou vergonha que tivessem. A vergonha e os temores da mulher, ao ser exposta publicamente, não lhes significava nada, conquanto alcançassem o objetivo que tinham proposto. Assim eram os líderes religiosos de Jerusalém”. 

O Senhor Jesus Cristo, conhecedor da mente dos pecadores e a sua verdadeira intenção, não se precipitou em responder a esta astuta e rasteira pergunta dos escribas e fariseus. Limitou-Se apenas a escrever no chão com o dedo. Mesmo assim, eles não se desarmaram e continuaram a interroga-Lo de forma insistente, querendo a todo o custo ter uma resposta por parte Dele. O Senhor Jesus, diz-nos o Evangelista João, “levantou-se e disse-lhes: Aquele de entre vós que nunca pecou, atire-lhe a primeira pedra” (v.7). Quem não tiver pecado que seja o primeiro a atirar a pedra. Por outras palavras, se houver algum entre vós que esteja sem pecado, sem pecado desta natureza, que não tenha nunca, em nenhuma ocasião, sido culpado de fornicação, adultério ou maculado, que atire a primeira pedra sobre ela. Que seja o primeiro, tal como manda a Lei de Moisés, a atirar a primeira pedra (Dt 17.7). 

O Senhor Jesus confrontou-os abertamente com a sua miséria espiritual, através da autoanálise que faziam da Sua interpelação, deitando por terra a hipocrisia, a soberba, a vingança, a maldade, a injustiça e o pecado em que se encontravam mergulhados. Estes acusadores eram injustos, parciais e autênticos pecadores. Cometeram, desde logo, uma tamanha injustiça objectiva no caso em apreço, ilibando o homem que estava a praticar relações sexuais ilícitas com a mulher adúltera, contrariando assim as disposições da Lei que expressamente diz: “se um homem for apanhado em adultério com uma mulher casada devem morrer tanto ele como ela. Assim acabarás com este escândalo em Israel” (Dt 22:22; Lv 20:10). Eles limitaram apenas a sua fúria para com a pobre mulher por ser a parte mais fraca nesta história, desculpando-se o homem. Não estavam minimamente preocupados com a espiritualidade sacrossanta, a moralidade pública exemplar e o zelo pelos nobres princípios e valores da família. A preocupação deles, antes pelo contrário, era vingar-se da mulher, condenando-a à morte e posteriormente apanhar o Senhor Jesus em falso para O acusar. 

Perante esta situação, isto é, ao ouvirem as desafiantes palavras do Senhor Jesus, “foram saindo dali um a um, a começar pelos mais velhos, e só lá ficou Jesus e a mulher ao pé dele” (v.9). Fugiram todos. Os falsos moralistas e religiosos de conveniência, foram frustrados nas suas maléficas intenções e fugiram de forma apressada. Não ficou ninguém. Desde o mais velho até ao mais novo, fugiram todos. O Senhor Jesus, diferentemente da reprovável conduta destes escribas e doutores da Lei, “não expõe os próprios acusadores ao opróbrio (8.79). Ele age de maneira diferente daqueles que expuseram a mulher ao ridículo. Jesus conhecia os seus pensamentos. Sabia do plano abominável deles. Ele poderia ter exposto esses acusadores à execração. Podia denunciar o segredo do coração deles. A derrota dos acusadores foi patentíssima. Acusados pela consciência, retiraram-se, começando a debandada pelos mais velhos, que evidentemente idearam o plano, seguindo-se os mais moços, até o último”, escrevia Charles Erdman citado por Hernandes Dias Lopes. E o Senhor Jesus, por Sua vez, levantou-Se e perguntou a humilhada mulher: “Mulher, onde estão eles? Ninguém te condenou? Ninguém, Senhor!, respondeu ela. Também eu te não condeno, disse Jesus. Vai-te embora e daqui em diante não tornes a pecar.” (v.10-11). Vai em paz, os teus pecados são perdoados, bem entendido. 

O Senhor Jesus contra tudo e todos absolveu esta pobre mulher da morte certa a que ela estava destinada perante a turba ululante e os hipócritas escribas e doutores da Lei, perdoando de forma amorosa os seus pecados, mandando-lhe depois ir embora e não voltar a pecar. Jesus, de acordo com Hernandes Dias Lopes, “age com misericórdia com a mulher (8.10,11). Ele veio não para condenar, mas para salvar. A mulher merecia morrer, mas ele usa seu poder para restaurar. Ele veio buscar e salvar o que se havia perdido. Ele veio para os doentes. O perdão não é barato. Jesus deu sua vida. Ele valoriza aquela mulher, chamando-a por um título honroso, o mesmo que usou para sua mãe: Mulher”, concluindo depois que “Jesus a encorajou. (…). Vai. Volta à vida. Não fique carregando seus traumas, recalques e culpa. Ela vai livre, perdoada, restaurada e com dignidade”. 

Em suma, o amor venceu o legalismo hipócrita, a misericórdia a religiosidade, a verdade a mentira, a vida a morte. O Senhor Jesus conferiu um novo estatuto a esta pobre mulher, restaurando-lhe a dignidade plena, tal como faz com todos aqueles que beneficiam da Sua graça redentora. Ele veio ao mundo para salvar e justificar os miseráveis pecadores. Que assim seja. E assim sempre será. Aleluia! 

Ter Esperança em DEUS


A vida é feita de esperança. A esperança é um combustível necessário e indispensável para continuarmos a lutar pelos nossos legítimos sonhos de vida. Sem esperança a vida não faria qualquer tipo de sentido e levar-nos-ia inevitavelmente para um estado de permanente tristeza, depressão, sofrimento e, em última instância, ao suicídio. As pessoas que normalmente se suicidam são pessoas que não vislumbram a esperança e o sentido real para as suas vidas e, consequência disso, põem funestamente termo à sua própria vida. A esperança está intrinsecamente ligada à felicidade e esta é a meta primordial de todos os seres humanos neste “vale de lágrimas”. A esperança é a primeira virtude do Homem nas suas várias ambições e também o reduto último das suas aspirações. A esperança é a última a morrer, formula a sabedoria popular. 

Obviamente que é importante ter esperança naquilo que realmente vale a pena no futuro e que tem sustentáculo no curso do tempo. Sabemos, por realidade prática, que muitas pessoas depositam a confiança na superficialidade e acabam por colher a ilusão, ficando desapontadas, frustradas e infelizes com as suas decepcionantes expectativas de vida. No entanto, para nós Cristãos, a nossa esperança está única e inteiramente no Todo-Poderoso DEUS e não nos valores efémeros deste corrupto mundo. A nossa esperança não está na nossa vida, na nossa família, no nosso estatuto social, no nosso trabalho, nos nossos amigos, nas nossas riquezas materiais, nos nossos méritos pessoais ou qualquer outro tipo de valor mundanal, mas sim no Senhor Jesus Cristo e na Sua infalível promessa da vida eterna para connosco. 

É claro que há muitos Cristãos que, em situações de grandes turbulências e adversidades, não conseguem absorver de forma plena esta grande verdade soteriológica e hesitam em confiar plenamente em DEUS, tendo em conta as distrações espirituais que vão tendo. Mas, somos advertidos nesta lição da Escola Bíblica Dominical, para continuarmos sempre a ter a esperança no nosso Todo-Poderoso DEUS, mesmo nos momentos dificílimos de problemas, contradições, tentações e provações, porque ELE vai estar sempre connosco para nos orientar e, em tempo oportuno, providenciar-nos o auto-escape para todos os desafios que vamos enfrentando neste maldito mundo. Que assim seja. E assim será pela fé no Senhor Jesus Cristo.  

ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL (4): Os Desvios do Povo e a Misericórdia de DEUS


Ao longos de dois trimestres, na minha Igreja, estivemos a estudar na Escola Bíblica Dominical (EBD) da classe de Jovens e Adultos os livros do Antigo Testamento, nomeadamente 1 e 2 Reis, e depois neste último trimestre Amós, Jonas, Oseias e Miqueias. Findámos, com bastante sucesso, no domingo passado, esta importante secção dos livros proféticos e introduziremos já amanhã uma nova revista da Escola Bíblica Dominical da Convenção Baptista Portuguesa sobre os primeiros onze capítulos do Evangelho segundo João. 

Nesta última lição, que me coube dar, abordámos os reiterados desvios do povo e a misericórdia de DEUS perante os seus escolhidos filhos, tendo em conta a promessa de fidelidade que outrora firmou com os patriarcas Abraão, Jacob e os demais ao longo do Antigo e Novo Testamento (Miqueias 7:1-20). 

Por isso, partilho este brevíssimo excerto deste estudo (foi uma lição de 45 minutos, mas que recortei para ficar em apenas12 minutos, a fim de partilhar aqui). Tenha um bom proveito na sua auscultação.  

ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL (3): Saber Ouvir os Conselhos (Ec 4:13-16).


O homem é um ser gregário e, nesta convivência gregária, constrói profundos laços de sociabilização, que se vão traduzindo na inteira dependência e interdependência uns dos outros. Por isso, somos aconselhados pelos terceiros e também aconselhamos aqueles que precisam da nossa ajuda. Damos constantemente conselhos e, da mesma sorte, estamos sempre a receber conselhos. Não há nenhum ser humano neste “vale de lágrimas” que não vive dos conselhos – quer dando quer recebendo. Todos nós, sem excepção, na generalidade das situações, fundamentamos as nossas decisões com base nos conselhos que vamos recebendo daqueles que nos são mais queridos ou que, de alguma certa forma, reconhecemos autoridade na matéria em que precisamos de orientação. 

Não há ninguém que possa prescindir dos bons conselhos e ser bem-sucedido na vida. Os conselhos tocam tudo e todos: envolvem todos os estratos sociais. Todas as idades. Todos os géneros. Todas as classes de pessoas e todas as pessoas no geral. Precisam deles os ricos e os pobres. Os doutos e indoutos. Os velhos e as crianças. Os detentores da autoridade e os subalternos. Os homens e as mulheres. Tanto que, por esta razão, o aconselhamento reveste-se de carácter importantíssimo na nossa civilização ao longo dos séculos, permanecendo esta inquestionável verdade até aos nossos dias pós-modernos. 

No entanto, por preconceito doentio e soberba perniciosa, sabemos que nem todas as pessoas são predispostas a ouvir conselhos de terceiros e, muito menos, a pedi-los, tendo em conta o orgulho exacerbado e a falsa percepção da realidade que tais pessoas têm de si mesmas, julgando-se superiores aos outros. Em consequência disso, fecham-se completamente a qualquer tipo de conselhos, optando meramente por se refugiarem nas suas próprias ideias e opções de escolha. A idade, o estatuto social, a origem social, o poder, a fama, o dinheiro e a qualificação não devem ser causas impeditivas para não recebermos os conselhos daqueles que, porventura, podemos achar objectivamente que estamos numa posição superior. Os pais devem estar abertos a ouvir conselhos dos seus filhos e vice-versa. Os pastores devem aceitar ser admoestados pelos membros da igreja, tal como fazem com eles. Da mesma forma, os patronos devem ter a humildade suficiente para ouvir os seus empregados; os governantes para com os governados, etc. 

Ora, isto não quer dizer que temos imperativamente de acatar todos os conselhos que vamos recebendo, uma vez que nem todos os conselhos são realistas e justos. Há muitos conselhos adulterados, injustos e maléficos. O objectivo é, acima e tudo, termos a humildade de saber solicitar ou ouvir oportunamente os conselhos e, com base nesta audição, examinar tudo e reter o que é mais correcto para a nossa vida. Já é um grande passo estar inteiramente disponível para ouvir conselhos, chamadas de atenção e advertências, independentemente da sua proveniência e do seu interlocutor. É sinal de grande abertura, maturidade, humildade e sabedoria da nossa parte. 

O rei Salomão, um dos homens mais sábios da história da Humanidade, considerava peremptoriamente “insensato” o velho que não sabe ouvir conselhos (v.13), julgando-os inconvenientes por causa da sua idade, diferentemente das pessoas prudentes que estão sempre abertas aos conselhos, sobretudo os conselhos sábios e valiosos. É sobre esta verdade soteriológica que procurei explorar aqui nesta lição da Escola Bíblica Dominical (EBD). 

Que o Todo-Poderoso DEUS nos abençoe e nos ajude a procurar os conselhos da Sua Santa Palavra para, deste modo, podermos tomar decisões correctas, sensatas e irrepreensíveis neste perverso mundo em que estamos submergidos. Que assim seja. E assim sempre será pela fé no Senhor Jesus Cristo. 

ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL (2): A Pureza Sexual (1 Ts 4:1-12)


O sexo e a sexualidade são temas completamente tabu no meio Cristão, especialmente nos círculos evangélico-tradicionais. Praticamente não se fala do sexo do ponto de vista eclesiástico, excepto estrita e esporadicamente nos encontros de casais. Esta posição ultraconservadora sobre o sexo no seio dos evangélicos é altamente influenciada pela Igreja Católica Romana que, tal como sabemos, tem uma posição sui generis nesta matéria. 

Santo Agostinho, um dos maiores teólogos Cristãos de todos os tempos, formulou na sua magistral obra “Confissões” o conceito do “pecado original”, que posteriormente desenvolveu na “Cidade de Deus”.  O Pecado original, segundo o insigne Doutor da Igreja, entrou no mundo por via do sexo. A libido e os cuidados redobrados que o ser humano normalmente tem com as regiões pudendas são as manifestações visíveis da vergonha que procedem do castigo (LER), defendia peremptoriamente o reputado teólogo. E toda esta construção doutrinária vai tendo fortes implicações práticas na forma peculiar como a Igreja Católica encara e aborda o sexo, sobretudo negando implicitamente o seu carácter de fruição, reduzindo-o lato sensu à procriação. Por isso, a problemática sobre a intransigente oposição do Vaticano ao uso de métodos contraceptivos entre os casais no âmbito matrimonial só poderá ser holisticamente compreendida no “pecado original” de Santo Agostinho. 

Este ultraconservadorismo sexual da Igreja Católica Romana, embora com algumas nuances, vai ganhado um amplo acolhimento no protestantismo tradicional, arrastando concomitantemente os movimentos pentecostais e neopentecostais. Obviamente, não se pode banalizar o sexo. É um facto. Da mesma sorte, não se pode torná-lo um tema tabu, particularmente no nosso mundo pós-moderno onde se explora o sexo até à exaustão em todas as dimensões da convivência social. 

E mais, tal como sustenta correctamente a Declaração da Fé Baptistas Portuguesa, “Deus não condena o ato sexual em si, mas a prática sexual desgovernada, sem limites e sem princípios divinos.  Deus não deixa a sexualidade ao critério de cada um, até mesmo aos casados lhes adverte e aconselha para que nenhum dos cônjuges negue o sexo, antes procedam com consentimento mútuo. A atração física, emocional e o verdadeiro amor no casamento são condições indispensáveis para uma sexualidade abençoada. Todas as práticas sexuais desviadas dos padrões das Escrituras se inscrevem no mundo do abrasamento e das perversões (parafilias), degradantes da vida e da sua dignidade, a saber: prostituição, homossexualidade, pedofilia, pornografia, incesto, violação e bestialidade»” (LER)

É preciso reforçar, cada vez mais, nas nossas igrejas, um ensino doutrinário consistente sobre o sexo e a sexualidade saudável para, deste modo, poder munir os nossos adolescentes, jovens e adultos a responderem satisfatoriamente aos presentes e exigentes desafios a esse nível. Só assim, deixaremos de ser presas fáceis da fornicação, pornografia, adultério e todo o tipo de imoralidade sexual. E tudo isto, em última instância, só se alcança vivendo na pureza sexual. 

Ora, é esta verdade salvífica que procurei abreviadamente desenvolver nesta lição da Escola Bíblica Dominical (EBD). Tenha um bom proveito na sua auscultação. 

ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL (1): Escuta DEUS


Uma das vantagens assinaláveis que os círculos baptistas tradicionais têm em comparação com as outras denominações evangélico-protestantes é a importância cimeira que damos ao ensino minucioso da Palavra de DEUS, que advém da Reforma Protestante. E a nossa Igreja, a Evangélica Baptista da Amadora, neste aspecto, tem acolhido na medida possível este relevante e determinante desiderato espiritual. O sucesso Cristão passa inevitavelmente pelo conhecimento das Escrituras Sagradas. É um pressuposto assente e indiscutível, razão pela qual a minha Igreja tem investido consideravelmente nesta importantíssima área do ministério eclesiástico, proporcionando pontuais acções de formação e gratuitidade da Revista da Escola Bíblica Dominical da Convenção Baptista Portuguesa para todos os seus respectivos membros. 

No domingo passado, depois de termos finalizado com bastante sucesso o estudo do livro de 1 e 2 Reis, iniciámos agora a nova revista com o estudo do Profeta Amós, Jonas, Oseias e Miqueias.  Por outras palavras, nos próximos três meses, na classe de Jovens e Adultos, estaremos a estudar estes “profetas menores”. Calhou-me dar esta primeira lição intitulada “Escuta Deus”, baseada no texto de Amós 2:4-16. Foi um juízo de DEUS para com o seu povo eleito, tendo em conta o desvio doutrinário e práticas deliberadas de inúmeros pecados em que se deixou envolver, tal como fizeram os seus antepassados, nomeadamente pecados contra os desprotegidos/pobres, a heresia doutrinária, a idolatria, a promiscuidade sexual, profanando assim o Nome do Todo-Poderoso DEUS. 

Por isso, dizia o autor sagrado sobre a sentença do Senhor sobre o povo transviado, “vos esmago como o carro carregado de feixes esmaga a calçada. As pessoas velozes não hão de encontrar refúgio, as fortes hão de perder a sua força, e os guerreiros não hão de poder salvar as suas vidas. Os arqueiros não se poderão manter de pé, os corredores velozes não hão de poder escapar e os cavaleiros não hão de poder fugir. Naquele dia, até o mais valente dos heróis deixará as suas armas e há de fugir.» Palavra do Senhor” (Amós 2:13-16). 

O Cristão e o Trabalho


Partilho aqui este podcast sobre “O Cristão e o Trabalho”, baseado no texto sagrado de 2 Tessalonicenses 3:6-18. É parcela do estudo que ministrei este domingo na minha igreja no âmbito da Escola Bíblica Dominical (EBD). Debrucei-me sobre as implicações humano-sociais do trabalho na vida dos Filhos de DEUS, destacando casos extremos em que o trabalho pode consubstanciar uma autêntica maldição e concomitantemente uma bênção. 

Apesar de todos este prós e contras que o trabalho encerra, que veiculei pormenorizadamente no estudo em apreço, nenhum cristão deve sentir-se no direito de não trabalhar e de viver à custa dos outros (cf. 2Ts 3, 6-12). Todos os Cristãos, formula a Doutrina Social da Igreja Católica, “são exortados pelo apóstolo Paulo a tomar como um ponto de honra o trabalhar com as próprias mãos, de modo a não serem «pesados a ninguém» (1 Ts 4, 11-12) e a praticar uma solidariedade também material, compartilhando os frutos do trabalho com «necessitado» (Ef 4, 28) (…) O ócio é nocivo ao ser do homem, enquanto a actividade favorece o seu corpo e o seu espírito. O cristão é chamado a trabalhar não só para conseguir o pão, mas também por solicitude para com o próximo mais pobre, a qual o Senhor ordena dar de comer, de beber, de vestir, acolhimento, atenção e companhia (cf. Mt 25, 35-36). Cada trabalhador, afirma Santo Ambrósio, é a mão de Cristo que continua a criar e a fazer o bem]”

Um Dia, Uma Fotografia


Eu, informalmente, numa pose dominical em casa. Estava a ultimar a lição da Escola Bíblica Dominical (EBD) de Jovens e Adultos da minha Igreja, que será ministrada por mim, logo às 19h:00, através do Zoom, resolvi fazer um interlúdio para este momento de “narcisismo”. Votos de uma excelente semana a todos. 

As Qualificações dos Oficiais da Igreja



Os Oficiais da Igreja devem ser irrepressíveis na sua postura eclesiástica, familiar, social, relacional e em toda a sua convivência diária. Não devem ser pessoas, tal como exorta expressamente a Palavra de DEUS, dadas ao vinho, nem a levantarem conflitos ou serem interesseiras, orgulhosas, nem ter mau génio ao ponto de levarem uma vida reprovável. Devem, antes pelo contrário, ser sujeitos de boa reputação, fiéis na vida conjugal e bons pais de família, sóbrios, prudentes, equilibrados, hospitaleiros e terem capacidades suficientes para ensinar (1 Timóteo 3:1-7; Tito 1:6-9). Os Pastores, os diáconos e as diaconisas devem ser exemplos na comunidade e na vida fora, especialmente os Pastores. Estes não podem, em circunstância alguma, descurar a sua espiritualidade. Devem estar sempre na linha da frente na intransigente defesa da Sã Doutrina, da Ética Cristã, da Moral e dos Bons Costumes. O ministério pastoral dos Pastores não está dissociado dos seus familiares, entendemos nós, isto é, no caso de serem casados, das suas esposas, filhos e todos aqueles que estão sob os seus cuidados. 

Por esta ordem de ideias, a mulher do Pastor deve apresentar-se com dignidade, modéstia, sem grandes penteados, nem ouro, nem jóias nem vestidos luxuosos, mas sim como convém à mulher que se preocupa principalmente em agradar a Deus pelas boas obras (1 Timóteo 2:9-10), evitando sobretudo o pecado do materialismo, da bisbilhotice, da murmuração, da sensualidade e sumptuosidade. Da mesma sorte, espera-se um comportamento decente e congruente dos filhos dos Pastores com os impolutos Princípios e Valores Cristãos, uma vez que fazem parte essencial do ministério pastoral. A família Pastoral deve ser modelo para todas as famílias da Igreja – tanto na espiritualidade, na oração, no serviço aos santos, na hospitalidade, na solidariedade, na visitação e na Evangelização e Missões. A mulher do Pastor deve ser – particularmente – exemplo para toda a comunidade e concomitantemente os filhos dos Pastores, com vista a “aliviarem” o ministério do Pastor e, deste modo, colaborarem de forma edificada no ofício pastoral, livrando assim o Pastor de “não se tornar motivo de difamação nem cair na armadilha preparada pelo Diabo (1 Timóteo 3:1-9). Isto porque, como dizem as Escrituras Sagradas, “se alguém não é capaz de ser um bom chefe da sua própria família como pode assumir responsabilidades na Igreja de DEUS?” (1 Timóteo 3:1-5). Obviamente que não está habilitada para ser Pastor do rebanho do Senhor Jesus Cristo. A mesma verdade se aplica também aos diáconos, diaconisas e demais responsáveis da Igreja. 

Acontece que, por vicissitudes várias, infelizmente, tem havido uma manifesta negligência no que toca à “postura irrepreensível” que deveria nortear a família pastoral e de todos os Oficiais da Igreja. Há cada vez mais um esforço de tentar dissociar o ministério do Pastor da sua família, praticamente desvinculando a mulher do Pastor e os seus filhos como parte fundamental do referido ministério, através de um discurso tautológico aparentemente “consistente” de vitimização sobre a demasiada pressão que as comunidades colocam na família Pastoral. Apercebemo-nos claramente disso quando estávamos a estudar no Instituto Bíblico das Assembleias de DEUS e posteriormente no Seminário Teológico Baptista, bem como nas conversas que temos mantido com inúmeros Pastores e Líderes de várias denominações Evangélico-protestantes. Jamais poderemos compactuar com este discurso redutor e sem qualquer sustentáculo bíblico. 

É verdade que o Diabo tem usado muitas pessoas na Igreja para propositadamente caluniar, humilhar, magoar e ofender o Pastor e a sua família. Também é verdade que, nalgumas igrejas, tem havido uma agenda direcionada a colocar em causa a reputação da família pastoral, através de suspeitas infundadas, maledicências, inverdades grosseiras e toda a sorte de ataques vis contra o bom nome do Pastor e da sua família. É verdade ainda que há uma utópica visão dos Cristãos que julgam que a família Pastoral deve ser perfeitíssima em tudo, sem possibilidade de humanamente falhar. Qualquer recaída é motivo para colocar logo em causa todo o bom trabalho e reputação do Pastor. Não estamos a desvalorizar tais subjacentes realidades nas nossas congregações e, nem tão pouco, as pressões descabidas que parte significativa dos Pastores e as suas famílias vivem. Estamos plenamente cientes disso. No entanto, esses ataques do adversário fazem parte do ministério pastoral e a família do Pastor deve saber muito bem conviver com eles, procurando na medida do possível não ofender a consciência dos ímpios e nem da igreja de DEUS. Ser, acima de tudo, delicado para com todos, não pelo seu interesse, mas pelo bem de todos, para que possam salvar-se (1 Coríntios 10:32-33). Por isso, o Pastor “deve tratar toda a gente com delicadeza, deve saber ensinar e ser capaz de suportar o mal. Deve saber corrigir os seus adversários com mansidão, pois talvez Deus os leve a arrependerem-se para reconhecerem a verdade. E assim escapam da armadilha do Demónio que os traz amarrados para fazerem o que ele quer (2 Timóteo 2:24-26). E tudo isto passa, em última instância, por Pastor ser um exemplo de testemunho para todos os fiéis, juntamente com toda a sua família. Eis o maior e melhor remédio para todas essas artimanhas do Diabo. Que assim seja.