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Aniversário do Baptismo

Faz hoje precisamente dezasseis anos que desci às águas para ser baptizado (LER). Tinha na altura 22 anos de idade e já com bastantes andanças na fé Evangélico- Cristã. Aliás, em abono da verdade, desde a mais tenra idade que ininterruptamente frequento a Igreja até aos dias de hoje. Espero, com a graça Divina, continuar assim para o resto da minha vida. 

Nasci na Igreja. Cresci na Igreja. Comungo na Igreja. E desenvolvo-me no seio da Igreja. Sou membro e parte integrante da Igreja. Faço parte da Igreja no passado, no presente e assim será no futuro e para toda a eternidade. Não vejo a minha vida fora dos muros e horizontes da Igreja do Senhor Jesus Cristo. Tudo o que sou hoje e vou ser no futuro deve-se e dever-se-á sempre aos grandes Princípios e Valores que aprendi na Igreja. A minha educação é moldada pelos nobres ensinos que recebi na Igreja. Da mesma forma, a minha mundividência e forma de encarar os elevados desafios da vida são profundamente influenciados e arreigados pela Doutrina da Igreja. Sou definitivamente um filho da Igreja do Senhor Jesus Cristo, redimido pelo Seu sacrifício expiatório na Cruz do Calvário, não obstante as minhas incapacidades, fragilidades, limitações, incongruências, falhas e pecados que tenho como miserável ser humano que sou, neste longo percurso em que estou inserido com os demais irmãos Cristãos para a Terra Prometida. 

Agradeço penhoradamente a todos aqueles que, de forma directa e indirecta, o Espírito Santo usou poderosamente para me conduzir para os caminhos do Evangelho, bem como doutrinar-me com a verdade da salvação, dando-me assim a requerida consistência na Fé no Senhor Jesus Cristo, nomeadamente a minha família, os pastores, os professores, os irmãos e irmãs de várias denominações Cristãs. A todos, sem excepção, o meu eterno obrigado. A DEUS, por meio do Senhor Jesus Cristo, seja dada todo o poder, a honra, a glória e o louvor para todo o sempre. Que assim seja. 

Oração do Pai Nosso


“Oração do Pai Nosso” é uma das mais célebres passagens contidas nas Escrituras Sagradas. Tanto que, por esta razão, ela tem sido sabiamente memorizada e cantada pelos milhões de fiéis ao longo da História do Cristianismo. É uma Oração que deve servir de bitola para todos os Cristãos de todos os tempos e épocas. Não somos obrigados a adoptá-la literalmente em todas as preces que fazemos diariamente, uma vez que o Senhor Jesus Cristo não a seguiu à risca na Sua afamada “Oração Sacerdotal” (João 17:1-26) e, muito menos, quando estava angustiado no Getsémani (Mateus 26:39-46; Marcos 14-32-42; Lucas 22:39-46), bem como os Santos Apóstolos e os Pais da Igreja. E mais, somos posteriormente ensinados pelo próprio Senhor Jesus a orar e pedir ao Pai em Seu Nome (João 14:13-14). Um importante pormenor que a “Oração do Pai Nosso” não contem. Não sabemos por que razão o Senhor Jesus terá omitido este relevante pormenor (será, porventura, por estar ainda na Sua humilde fase de encarnação quando formalizou esta Oração? Eis o mistério que nos interpela). Uma coisa, no entanto, temos a certeza absoluta: a “Oração do Pai Nosso” deve ser sempre o modelo padrão para todas as nossas orações. 

O Senhor Jesus, antes de veicular esta famosa e poderosa Oração, nos versículos 1 até 8 do Evangelho segundo Mateus 6, exortou aos seus discípulos a adoptarem uma espiritualidade de descrição, evitando o pecado da hipocrisia e ostentação somente para serem elogiados pelos Homens. Tal postura não deve, em circunstância alguma, ser a de um devoto Cristão, máxime quando damos a esmola ou estamos em momentos de contrição perante DEUS. Caso contrário, a pessoa já recebeu a sua devida recompensa (qui a palavra recompensa tem uma conotação pejorativa, uma vez que não tem qualquer valoração espiritual). Além da advertência que o Senhor Jesus fez sobre o risco da ostentação, que consubstancia o testemunho de falsidade e a sua nefasta consequência espiritual (Mateus 6:1-4; 23:14; 33), aproveitou ainda a deixa para aconselhar os seus discípulos sobre as vãs repetições que são feitas nas orações, como erradamente fazem os gentios que se desdobram num infindável palavreado, julgando-se que é por muito falarem que serão mais facilmente ouvidos. O Senhor Jesus corrigiu esse equívoco doutrinário, com base na omnisciência de DEUS, realçando que o nosso Pai Celestial sabe muito bem o que precisamos, antes de Lho pedirmos. E de seguida, ensinou-lhes a forma mais correcta de orar. 

Nesta famosa Oração, o Senhor Jesus evidencia seis pertinentes verdades espirituais – das quais as três primeiras relacionam-se exclusivamente com DEUS e as restantes com a realidade quotidiana do ser humano. (I) Ele é o nosso Pai Celestial, que está assentado nos mais altos dos céus, e o Seu nome deve e merece ser permanentemente Santificado; (II) É benéfico para a Humanidade que o Seu Reino venha e domine plenamente toda a Terra; (III) que a Sua perfeita vontade prevaleça no seio dos pecadores, tal como acontece no Céu (a cidade de DEUS deve ser o espelho da cidade dos Homens). Depois disso, as últimas três verdades centralizam-se nos desafios e anseios que afectam o Homem no seu percurso normal de vida, nomeadamente (IV) a concessão do pão diário; (V) o perdão dos seus pecados como também ele perdoa aqueles que lhes insultam, magoam e querem a sua desgraça ou, porventura, possam ter alguma dívida pecuniária com ele e não têm condições financeiras suficientes para lhe saldar (Mateus 18:23-35); e, por fim, (VI) não lhe deixar cair em tentação, mas livrá-lo de todo o perigo e mal que possam eventualmente surgir pelo caminho. Isto porque, culminando o Senhor Jesus com a grande doxologia, do Todo-poderoso DEUS “é o reino, o poder e a glória para sempre. Amém”. Que assim seja.