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Uma Outra Dimensão de Fazer Missões


Nos últimos séculos os Biblistas, Exegetas, Teólogos e Missionários de todas as denominações Evangélico-protestantes têm-se desdobrado num esforço incomensurável para traçar um paradigma expansionista e eficaz sobre as Missões. Esta realidade veio ganhar uma enfâse mais acentuada com o surgimento dos movimentos carismático-pentecostais nos finais do séc. XIX, catapultando um boom bastante acentuado a nível da aderência massiva à regeneradora mensagem do Evangelho, máxime dos sectores mais desfavorecidos e humildes da sociedade que, até então, não se reviam no protestantismo elitista dos meios mais tradicionais. Acontece que, por vicissitudes várias, de forma subsumida, convencionou-se teologicamente um conceito tripartidário de Missões, que consiste em orar, enviar missionários para o campo e consequentemente sustentá-los. Numa primeira fase este paradigma metodológico funcionou, tendo em conta o declínio do iluminismo no mundo Ocidental e o revigoramento do pentecostalismo a partir dos EUA e as mobilizadoras campanhas evangelísticas de Billy Graham (LER), estendendo-se poderosamente a todos os continentes, levando milhares e milhões de homens e mulheres a aderirem a Boa Nova da Salvação. 

No entanto com o avanço da ciência e da tecnologia que, por sua vez, contribui decisivamente para a melhoria da qualidade de vida das pessoas e da esperança média de vida, a sociedade secularizou-se e, em consequência disso, a Fé foi preterida (LER). O Homem, de forma presunçosa, usurpou o consagrado lugar do Divino, arrogando-se deus do seu próprio destino e com todas as implicações sociais que isto representa na forma de conceber a religião. Por outras palavras, preferiu mais confiar nas falsas promessas científicas e refugiar-se exclusivamente nelas do que propriamente na soteriológica mensagem do Evangelho. Perante este novo desafio do “presente século mau” esperava-se, por parte das Igrejas e Cristãos em geral, uma resposta teológica firme com vista a mudar este niilismo obscurantista. Não é, entretanto, o que tem estado a acontecer.   As Igrejas têm, infelizmente, descurado deliberadamente outras importantes facetas da “Grande Comissão” (LER), que envolve em última instância a santidade da vida Cristã e o imperativo de ser “sal e luz do mundo”

Por isso, o Cristianismo está a enfrentar uma grande crise de fé que, por sua vez, está a afectar consideravelmente o seu desempenho missionário – tanto a nível interno como externo. Ali, o problema prende-se mais com a descaraterização e desestruturação da família no seu todo, que se vai consubstanciando em casamentos mistos, o cancro do divórcio e a realidade de famílias monoparentais, somando ao défice de obreiros e a falta de autoridade ministerial dos pastores/líderes, a rivalidades inter-denominacionais, a desunião no seio das Igrejas, o liberalismo teológico e a sonolência espiritual dos crentes (LER). Aqui, a nível externo, a dificuldade tem mais que ver com o relativismo social fundado no falso pretexto do “avanço civilizacional”, o secularismo materialista e o ateísmo aversivo a qualquer tipo de conceito religioso (LER)

Todas essas realidades conjugadas acabaram por ter repercussões devastadoras no dinamismo das Igrejas, fazendo com que haja uma estagnação no avanço do Cristianismo no mundo e particularmente no mundo Ocidental. No Velho Continente e na América do Norte tem havido uma forte retracção na conversão de pessoas ao Cristianismo e um desvio considerável dos crentes na Igreja. No Médio Oriente, China e nalguns pontos Ásia e no Norte da África e regiões do Sahel e pacífico, tem havido uma implacável perseguição da Igreja, mesmo assim as portas do inferno não tem prevalecido contra ela (Mateus 16:18). O Reino de DEUS continua a avançar poderosamente nestes hostis territórios, bem como no Sul da América e na generalidade dos países africanos (LER)

Apesar deste saldo tangencialmente positivo a nível do crescimento do Cristianismo no mundo, o cenário poderia ainda ser bastante melhor. A nosso ver, é impreterível as Igrejas formularem uma outra dimensão de fazer Missões, que passa em consolidar melhor o conceito tripartidário de Missões supramencionado, bem como reajustá-lo da melhor forma possível a realidade secularista vigente, mediante uma entrega incondicional à nobre causa do Evangelho, o serviço altruísta e a santidade da vida Cristã. Não se pode conformar meramente em orar, enviar missionários para o campo e sustentá-los. (1) É preciso, acima de tudo, que os missionários sejam bem formados do ponto de vista de carácter e na qualificação teológica para assim santificarem em seus corações a Cristo como Senhor; e estando sempre preparados para responder com mansidão e temor a todo aquele que lhes pedir a razão da esperança que há neles (1 Pedro 3:15)

(2). As igrejas devem também consciencializar-se da imprescindível virtude da unidade Cristã e vivenciá-la no seu testemunho quotidiano. A unidade dos Cristãos é um factor decisivo para atrair os não crentes para o Evangelho. Não é por acaso que Cristo na sua Oração Sacerdotal teve o cuidado de focar a unidade dos crentes como o motor fundamental na conquista dos ímpios: "para que todos sejam um, como tu, ó Pai, o és em mim, e eu em ti; que também eles sejam um, em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste” (João 17:21). O cumprimento da Grande Comissão exige a unidade de todos os crentes na fé a fim de lutarmos todos juntos para a mesma causa, que é a proclamação do Evangelho da Salvação. 

(3). Entendemos, igualmente, que é preciso reformular os caducos e sectários planos cooperativos, que basicamente se restringem redutoramente ao âmbito inter-denominacional (fruto de protagonismos denominacionais e guerrinhas desnecessárias)   e apostar mais num robusto plano extra denominacional a nível de Missões, porque quem não é contra nós, é por nós (Marcos 9:40), contanto que Cristo seja anunciado de toda a maneira, ou com fingimento ou em verdade (Filipenses 1:18). Cultivar sempre a santidade da vida Cristã e a consagração, sem prejuízo de orar sem cessar ao Senhor da seara para que ELE mande mais trabalhadores para a sua gigantesca colheita [Mateus 9:38] (LER)

Pondo em marcha estes salutares pressupostos teológico-missionários, não há margem para dúvidas que a Igreja estará à altura de anular todas esses diabólicos ateísmos secularistas que estão a devastar o mundo inteiro, condenando-o ao inferno. Para isso, mais do que nunca, é preciso materializar uma outra dimensão de fazer Missões, tal como acabámos de formular. Que DEUS nos abençoe e nos ajude a todos nesta grande e privilegiada Missão de levar a Boa Nova da Salvação para o mundo perdido. Que assim seja.

A Importância das Missões na Dinâmica da Igreja


A Igreja não faz sentido sem encarnar as Missões na sua agenda quotidiana. Elas fazem parte fundamental da vitalidade de qualquer Igreja. Mede-se inequivocamente a saúde espiritual de uma Igreja na maneira como concebe e encara as Missões. São um barómetro infalível para aferir na íntegra o grau da espiritualidade de uma igreja local. Uma Igreja que descura as Missões torna-se vulnerável e fica bastante aquém daquilo que é o seu substrato identitário. Corre, por isso, sérios riscos. É um manifesto sinal que está contaminada por um miasma obstrutivo e consequentemente condenada ao fracasso. Vive insensivelmente na sua autocomplacência, saturada e fora dos imaculados propósitos Divinos. Isto porque não se pode falar de igrejas salutares sem falar de Missões e vice-versa. As duas realidades fazem parte do plano da redenção, razão pela qual as Missões são extremamente importantes na dinâmica e crescimento da Igreja. 

Sabemos, pela realidade prática, que a generalidade das igrejas nos dias que correm não fazem Missões. Não estão minimamente preocupadas com elas. Têm outras prioridades que não as de anunciar o Evangelho da Salvação. São completamente insensíveis à Evangelização e Missões. Tal incongruência deve-se a vários factores conjugados. Desde logo, o desleixo, a impreparação e o descompromisso por parte das lideranças das igrejas, influenciando assim negativamente os restantes membros. E estes, por sua vez, não sabendo gerir bem essas graves lacunas acabam por enveredar na superficialidade da espiritualidade, resvalando nos pecados da hipocrisia, indolência, inveja, murmuração, preconceito, segregação, heresia, maquinação e desunião, etc. Ora, todos esses malefícios desviam o foco primordial dos crentes e obstaculizam consideravelmente a acção missionária e o crescimento da Igreja, tendo contornos preocupantes na promoção e propagação do Evangelho. Nunca foi tão urgente remirmos o tempo, tal como nos tenebrosos dias de hoje. Os dias são, de facto, maus (Efésios 5:16)

A Igreja é chamada a fazer Missões, bem como a crescer e multiplicar-se. Tem que estar predisposta e preparada para partilhar a Boa Nova da Salvação com as almas que carecem da graça salvífica do Senhor Jesus (LER). Mas, para isso, ela tem que preencher previamente alguns importantíssimos pressupostos bíblicos, para assim cumprir plenamente a sua cimeira missão aqui na Terra. A começar com a libertação, a santificação, o compromisso e o serviço. Só assim estará à altura de responder com mansidão e temor a qualquer que lhe pedir a razão da sua esperança (1 Pedro 3:15). Esta irrepreensível e sensata postura consubstancia, em última instância, a obediência ao mandato da "Grande Comissão" e à submissão plena da soberana vontade de DEUS (LER). Demonstra, em suma, o vigor, o dinamismo e a acção poderosa do Espírito Santo na vida de uma Igreja profundamente comprometida com a nobre causa do Evangelho (LER)

MISSÕES: O Que São, Porquê e Para Quê?


I. A vida Cristã comporta vários benefícios espirituais e materiais, bem como as obrigações quanto ao nosso testemunho pessoal e responsabilidade eclesiástica. Ambas as realidades são concomitantemente intrínsecas e fazem parte fundamental do substrato identitário do Cristianismo. A partir do momento em que livremente nos convertemos ao Evangelho passamos automaticamente a ser justificados, e, consequentemente, a beneficiar da dádiva da salvação (Romanos 5:1). Por isso, pelas Escrituras Sagradas, somos considerados plenamente filhos de DEUS e herdeiros com Cristo (Romanos 8:17). A par dessas excelsas e inauditas Bem-aventuranças eternas, somos reduzidamente incumbidos do privilégio de partilhar com o mundo incrédulo e perdido a "Boa Nova da Salvação". Em outras palavras, fazer Missões. 

Definindo, portanto, Missões, de forma abreviada e resumida, é estar profundamente comprometido com os impolutos ensinos do Senhor Jesus. Aceitá-los fervorosamente sem quaisquer tipos de reservas e vivenciá-los diariamente em todos os contextos em que se está circunscrito. É dar intrepidamente o testemunho da fé "dentro e fora do tempo", contra todas as eventuais oposições maléficas que possam surgir no caminho para obstaculizar a sua vigorosa asserção, anunciando publicamente que o Senhor Jesus é o único caminho para a salvação de todo aquele que Nele crer (João 3:16). Missões envolve, acima de tudo, compromisso, consagração e serviço à nobre causa do Evangelho. Sem estas três virtudes espirituais é impossível encarnar Missões. Isto porque elas requerem, da nossa parte, um engajamento sério com o ministério da Igreja, estando sempre predispostos a usar todas as nossas faculdades, dons e talentos na edificação dos santos e na promoção do Reino de DEUS aqui na Terra. 

II. A partir do momento em que conseguimos espiritualmente  discernir e interiorizar bem o sentido de Missões nas nossas vidas, passamos também a compreender holisticamente o porquê da sua existência (LER). Desde logo, elas fazem parte dos dois grandes sacramentos que o Senhor deixou a Igreja momentos antes da Sua gloriosa Assunção aos céus, nomeadamente o Baptismo e a Ceia do Senhor (LER). Aquela consubstancia aquilo a que os missiólogos chamam da "Grande Comissão". Portanto, "ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo. Ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos", exortava peremptoriamente o Senhor Jesus aos seus discípulos (Mateus 28:18-20). Para obedecer e pôr em prática os três imperativos contidos neste versículo – que é Ide, Baptizai e Ensinai – impõe-se manifestamente fazer Missões, razão pela qual elas consubstanciam um dos ministérios mais importantes e cimeiros da Igreja, porque visam, em última instância, ganhar muitas almas para Cristo. Não haverá a segunda vinda do Senhor Jesus, enquanto não fizermos cabalmente Missões. Elas integram um dos pressupostos fundamentais dos "Sinais dos Tempos", que precederão o regresso do Filho do Homem ao mundo e a finitude das coisas, visto que "esta boa nova do reino de Deus será pregada em todo o mundo como testemunho para os povos. E então chegará o fim" (Mateus 24:14). Tanto que, por esta razão, ciente desta manifesta verdade soteriológica, a Declaração de Fé Baptista Portuguesa vai inspiradamente ao ponto de considerar que "é dever e privilégio de todas as igrejas e de cada crente em particular, esforçarem-se por fazer discípulos em todas as nações. O novo nascimento do espírito do homem pelo Espírito de Deus, faz nascer nele também o amor pelos outros. O esforço missionário é repetida e expressamente ordenado nos ensinos de Jesus, assentando numa necessidade espiritual da vida regenerada. É, pois, dever de todo o filho de Deus procurar ganhar almas para o Salvador, através do testemunho pessoal e do uso de todos os meios consentâneos com o Evangelho de Cristo” (LER). O objectivo primordial dos crentes, e da Igreja em especial, é fazerem Missões, isto é, obedecer ao mandato da "Grande Comissão" e, deste modo, ganhar almas para o Reino do Senhor Jesus. 

III. Ora, materializando em prática esta grande ordenança bíblica, a Igreja está assim, com esta irrepreensível postura de obediência, a glorificar o Bendito Nome do Senhor Jesus, pois a finalidade última de Missões visa a glória e honra do nosso Todo-poderoso DEUS. E isto começa de antemão na nossa vida santificada e comprometida com a causa do Evangelho, estendendo-se a fortiori para os domínios da Igreja, fazendo com que DEUS tenha "a glória na Igreja e em Cristo Jesus, por todas as gerações, por toda a eternidade. Amém!" (Efésios 3:21). É, justamente, por tudo isso, que todos os eleitos de DEUS, sem execepção, devem impreterivelmente saber o que são Missões e o porquê da sua existência e para que servem na dinâmica da Igreja para, assim, poderosamente, encarná-las no seu testemunho diário perante o mundo que carece tanto da Graça Salvífica do Senhor Jesus. Caso contrário, ficaremos refém de uma letargia missionária com contornos prejudiciais na nossa espiritualidade o que, de todo, não é nada salutar. Importa, por tudo o que ficou dito, em suma, que façamos com carácter de urgência as obras daquele que nos enviou, enquanto é dia. Vem a noite, quando ninguém pode trabalhar (João 9:4). Que assim seja para Louvor e Honra do nosso Eterno DEUS.

O Imperativo da Grande Comissão


Falar da segunda ordenança deixada pelo Senhor Jesus Cristo, antes da Sua gloriosa ascensão aos céus, tem muito que se lhe diga (Mateus 16:18-20). Não é uma tarefa nada fácil. Tanto que, por esta razão, tem sido exaustivamente objecto de inúmeros estudos, interpretações e querelas doutrinárias por parte dos reputados biblistas, exegetas e missionários, com o intuito de procurar encontrar o melhor paradigma teológico que se coaduna com as Missões. Sem prejuízo desta nobre preocupação humana, a nosso ver, entendemos que em certa medida acaba por ser bastante redutor à luz das Escrituras Sagradas. Desde logo, ordenança em apreço é bastante clara em todas as dimensões da vida Cristã. Não é susceptível a equívocos, tal como tem sido reiteradamente ao longo dos séculos por parte de pessoas que não conseguiram interiorizar holisticamente todas as suas implicações doutrinárias. 

Há um conjunto de pressupostos teológico-doutrinários manifestamente inerentes e irrenunciáveis às Missões, que vinculam qualquer crente no Senhor Jesus. Missões envolvem serviço e compromisso com a causa do Evangelho e estas, por sua vez, estão indubitavelmente associadas à vida consagrada. As três realidades são concomitantemente intrínsecas umas às outras. Por isso, se há um défice acentuado a nível de Missões no nosso país, e no mundo em geral, como infelizmente temos assistido com bastante sofrimento, o problema deve-se sobretudo ao nosso desserviço, descompromisso e desconsagração. Uma clara evidência da nossa indolente espiritualidade, que vai minando cada vez mais a nossa mundividência missionaria (LER)

Esperamos, com a graça Divina, que possamos superar esta letargia espiritual e ganhar muitas almas para o Reino de Cristo – a começar no nosso descrente povo e no mundo em especial. Caso contrário, tal como nos admoestam as Escrituras, chegará a noite quando ninguém pode mais trabalhar (João 9:4). E isto não é o ideal que se espera da nossa tão maravilhosa salvação. Sejamos, pois, intrépidos portadores da Boa Nova da Salvação "dentro e fora do tempo” para glória e honra do nosso Eterno DEUS. Que assim seja. 

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(Artigo da nossa autoria. Publicado primeiramente no Boletim Oficial da Igreja Evangélica Baptista da Amadora, no dia 26 de Novembro de 2017, tal como está ilustrado na imagem supra, a propósito da celebração do mês de Missões Mundiais da Convenção Baptista Portuguesa (CBP)). 

Consciência Missionária


A Grande Comissão é um dos imperativos mais importantes do ponto de vista eclesiástico. Ela concretiza-se nos sacramentos do Baptismo e na Ceia do Senhor  (Marcos 16:15-16; 1 Coríntios 11:23-26). Foi instituída pelo Senhor Jesus Cristo para os seus discípulos, aquando da Sua gloriosa ascensão aos céus, para aumentar o número dos que vão sendo salvos  (Mateus 28:16-18; Actos 2:47). O foco principal da Igreja no mundo é fazer discípulos de todas as nações, baptizando-os em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a guardar todos os cânones sagrados da Palavra de DEUS. 

Por isso, a fé Cristã é intrinsecamente missionária. Acontece que, por vicissitudes várias e supervenientes, há um certo tipo de indolência espiritual que mina cada vez mais as lideranças das igrejas e os crentes em particular, obstando a uma holística visão evangelizadora. No círculo Evangélico dito "tradicional" quase não se realizam missões, salvo algumas raras excepções, devido a um falso pretexto teológico de exacerbada ênfase na "graça irresistível" de DEUS. Uma interpretação extremamente abusiva das Sagradas Escrituras, estorvando assim o melhor avanço da Boa Nova da Salvação. No meio pentecostal e carismático vislumbra-se uma maior abertura e sensibilidade missionária. No entanto, em abono da verdade, muitas igrejas fazem-no de forma flagrantemente errada, devido à impreparação e apedeutismo teológico, somando ainda "os vendilhões do templo” (LER) que procuram tirar astutamente dividendos pessoais, enriquecendo inescrupulosamente à custa do Evangelho, despoletando, com o seu péssimo testemunho de vida, os maiores escândalos, que só envergonham o bom nome do Cristianismo. Todo este dilema consubstancia a profunda crise de fé em que estamos submergidos, ganhando cada vez mais contornos bastante preocupantes no impacto positivo do Evangelho no mundo. 

Há que admitir que muitos crentes e igrejas, no presente século mau em que vivemos, não estão comprometidos com a causa missionária. Não faz parte da sua agenda prioritária de vida. E para ludibriar o bom senso de alguns fiéis inconformados com a lamentável situação, lançam-se nas arengas tautológicas sobre missões que acabam por não ter quaisquer implicações e resultados espirituais. Temos, para vergonha nossa, mais teóricos de missões nas nossas congregações do que propriamente autênticos missionários devidamente comprometidos com a propagação do Evangelho e, consequentemente, salvação de almas perdidas para Cristo. 

O Senhor Jesus deu-nos um belo testemunho nesta imprescindível área da Igreja, "andando por todas as cidades e aldeias, ensinava nas sinagogas, anunciava a boa nova do reino de Deus" (Mateus 9:35). O Apóstolo Paulo, interiorizando bem esta grande verdade soteriológica, vai ao ponto de considerar "ai de mim se não anunciar a boa nova" (1 Coríntios 9:16). Foi por isso, na mesma esteira do pensamento, que os primeiros discípulos intensificaram fortemente os seus esforços missionários na propagação do Evangelho pelo mundo, honrando a sagrada missão que lhes foi outorgada pelo Senhor Jesus. Graças a DEUS, conseguimos, através do significativo esforço deles, beneficiar da preciosa Graça Redentora. Recai, da mesma sorte, sobre nós, a mesma responsabilidade de partilhá-la com o mundo perdido. Haverá consequências se negligentemente não o fizermos, tal como nos é requerido pelas Escrituras Sagradas, porque "este dia é dia de boas-novas, e nós nos calamos; se esperarmos até à luz da manhã, seremos tidos por culpados; agora, pois, vamos e o anunciemos à casa do rei”(2 Reis 7:9 [LER]). Que assim seja.  

Consciência Missionária


A Grande Comissão é um dos imperativos mais importantes do ponto de vista eclesiástico. Ela concretiza-se nos sacramentos do Baptismo e na Ceia do Senhor (Marcos 16:15-16; 1 Coríntios 11:23-26). Foi instituída pelo Senhor Jesus Cristo para os seus discípulos, aquando da Sua gloriosa ascensão aos céus, para aumentar o número dos que vão sendo salvos (Mateus 28:16-18; Actos 2:47). O foco principal da Igreja no mundo é fazer discípulos de todas as nações, baptizando-os em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a guardar todos os cânones sagrados da Palavra de DEUS. 

Por isso, a fé Cristã é intrinsecamente missionária. Acontece que, por vicissitudes várias e supervenientes, há um certo tipo de indolência espiritual que mina cada vez mais as lideranças das igrejas e os crentes em particular, obstando a uma holística visão evangelizadora. No círculo Evangélico dito "tradicional" quase não se realizam missões, salvo algumas raras excepções, devido a um falso pretexto teológico de exacerbada ênfase na "graça irresistível" de DEUS. Uma interpretação extremamente abusiva das Sagradas Escrituras, estorvando assim o melhor avanço da Boa Nova da Salvação. No meio pentecostal e carismático vislumbra-se uma maior abertura e sensibilidade missionária. No entanto, em abono da verdade, muitas igrejas fazem-no de forma flagrantemente errada, devido à impreparação e apedeutismo teológico, somando ainda “os vendilhões do templo” que procuram tirar astutamente dividendos pessoais, enriquecendo inescrupulosamente à custa do Evangelho, despoletando, com o seu péssimo testemunho de vida, os maiores escândalos, que só envergonham o bom nome do Cristianismo. Todo este dilema consubstancia a profunda crise de fé em que estamos submergidos, ganhando cada vez mais contornos bastante preocupantes no impacto positivo do Evangelho no mundo. 

Há que admitir que muitos crentes e igrejas, no presente século mau em que vivemos, não estão comprometidos com a causa missionária. Não faz parte da sua agenda prioritária de vida. E para ludibriar o bom senso de alguns fiéis inconformados com a lamentável situação, lançam-se nas arengas tautológicas sobre missões que acabam por não ter quaisquer implicações e resultados espirituais. Temos, para vergonha nossa, mais teóricos de missões nas nossas congregações do que propriamente autênticos missionários devidamente comprometidos com a propagação do Evangelho e, consequentemente, salvação de almas perdidas para Cristo. 

O Senhor Jesus deu-nos um belo testemunho nesta imprescindível área da Igreja, "andando por todas as cidades e aldeias, ensinava nas sinagogas, anunciava a boa nova do reino de Deus" (Mateus 9:35). O Apóstolo Paulo, interiorizando bem esta grande verdade soteriológica, vai ao ponto de considerar "ai de mim se não anunciar a boa nova" (1 Coríntios 9:16). Foi por isso, na mesma esteira do pensamento, que os primeiros discípulos intensificaram fortemente os seus esforços missionários na propagação do Evangelho pelo mundo, honrando a sagrada missão que lhes foi outorgada pelo Senhor Jesus. Graças a DEUS, conseguimos, através do significativo esforço deles, beneficiar da preciosa Graça Redentora. Recai, da mesma sorte, sobre nós, a mesma responsabilidade de partilhá-la com o mundo perdido. Haverá consequências se negligentemente não o fizermos, tal como nos é requerido pelas Escrituras Sagradas, porque "este dia é dia de boas-novas, e nós nos calamos; se esperarmos até à luz da manhã, seremos tidos por culpados; agora, pois, vamos e o anunciemos à casa do rei”"(2 Reis 7:9 [LER]). Que assim seja. 

Um Enquadramento Histórico-Teológico do Natal e as Suas Implicações para a Humanidade


Natal não é somente uma festa familiar de comer, beber e trocar presentes, tal como equivocadamente julga a maioria das pessoas. É muito mais que isso, isto é, se nós o compreendermos holisticamente. Se o homem não tivesse desobedecido deliberadamente às ordens de DEUS, no início da criação, não haveria necessidade de termos este grande evento Messiânico. Mas, como, infelizmente, isso aconteceu fez com que se criassem o fosso abismal de separação entre ambos. 

Logo na queda do Homem, no jardim do Éden, o Todo-poderoso Jeová planeou salvá-lo dos seus pecados, como podemos constatar nos relatos de Génesis 3:15. E este plano redentor apontava milagrosamente para a vinda do Senhor Jesus Cristo ao mundo, a começar com o Seu nascimento virginal, vida, morte e ressurreição, tendo como razão última salvar a Humanidade dos seus pecados. 

Passaram, no entanto, anos, décadas e séculos, a nação israelita clamou incansavelmente pelo Messias e os Profetas anunciaram a Sua vinda ao mundo, sem verem concretizadas as promessas que DEUS havia feito aos seus antepassados (Hebreus 11:13), nomeadamente a grande promessa abraâmica e a davídica (Génesis 12:3; 2 Samuel 7:1-16). Mesmo assim, viram-nas (as promessas) de longe e confiaram que DEUS daria aos seus descendentes o Messias que tanto almejavam. 

Sucedeu, pois, que no decorrer do tempo, os israelitas se deixaram levar rapidamente pelas práticas pagãs e começaram a adorar os falsos deuses, abandonando flagrantemente os impolutos preceitos do SENHOR. Em consequência disso, passaram por tremendas humilhações e derrotas. Foram maltratados, marginalizados e escravizados pelos seus temíveis inimigos, vivendo quatro séculos de opressão no Egiptoinvadidos pela Assíria e conquistados pela Babilonia, respectivamente. Apesar de toda esta penosa situação, que tiveram adversamente que enfrentar, DEUS nunca colocou em causa o seu Pacto milenar para com eles e muito menos os desamparou. Sempre esteve presente nas suas angústias para lhes dar as importantes lições e orientações na conduta irrepreensível que deveriam seguir, que é a de voltar à origem da genuína adoração. 

O silêncio de 400 anos que reinou em Israel, não obnubilou o pacto de DEUS com o Seu povo. Na plenitude dos tempos, nasceu Aquele que todo o mundo esperava: o Príncipe da Paz, o Pai da Eternidade, o Emanuel (Isaías 9:5). O Logos que substituiu da Sua eterna glória para identificar-se humildemente com a Humanidade, a fim de anular definitivamente a inimizade que outrora existiam entre ambos, através do ministério da reconciliação (Filipenses 2:6-7; Romanos 5:10; 2 Coríntios 5:17-19). Tal como haviam anunciado os Profetas do Altíssimo, máxime os profetas Miqueias e Isaías. Aquele, de forma explícita, considerava que em "Bélem-Efrata, embora seja tão pequena entre as terras de Judá, dali sairá aquele que vai ser o guia de Israel; ele descendente duma família, cuja origem vem dos tempos mais antigos" (Miquéas 5:2). E este, seguindo a mesma esteira do pensamento, acrescentava que "a virgem conceberá, e dará à luz um filho, e será o seu nome Emanuel, que significa Deus connosco" (Isaías 7:14). Foi assim, em cumprimento escrupuloso das referidas profecias, que “o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigénito do Pai, cheio de graça e de verdade (João 1:14). A finalidade última da encarnação do Senhor Jesus Cristo foi a salvação dos Homens, que viviam sob o domínio do pecado e sem qualquer tipo de esperança para a sua auto-libertação (Efésios 2:1-3). E para reverter este curso funesto, que o Homem destinadamente prosseguia pela sua própria culpa, DEUS humildemente humanizou-Se e, deste modo, salvando-lhe das garras do diabo. 

De acordo com as narrativas do Evangelista Lucas, os pastores que guardavam os seus rebanhos durante as vigílias da noite foram dos primeiros a receber "A Boa Nova de Grande Alegria" transmitida pelos Anjos. Apressaram-se, de imediato, a ir ao encontro do menino Jesus. Chegaram a Belém, viram a criança no seu estado humilde "deitada numa manjedoura porque não havia lugar para eles na estalagem" (Lucas 2:7). No mesmo instante, segundo ainda as narrativas de Lucas, apareceu com o Anjo uma multidão dos exércitos celestiais louvando a DEUS e dizendo: "glória a DEUS no mais alto dos céus e paz na Terra aos homens a quem ele quer bem!” (Lucas 2:13-14). Este, sim, é o verdadeiro sentido do Natal: adorar e bendizer ao nome do Todo-Poderoso DEUS, por aquilo que É e fez por nós, miseráveis pecadores. 

Perante a grande verdade exposta, reduzir a mensagem de Natal a uma festa meramente familiar que assenta em comezainas, trocas de presentes e no culto à figura do pai natal, tal como tem sido prática reiterada nos nossos dias, é adulterar o pano de fundo teológico-espiritual que ele representa para a Humanidade e uma postura de lamentar. Por isso, meus caros amigos, em suma, não se iludam com todas estas euforias que temos estado a assistir nesta importante quadra Cristã, porque elas não contêm e nem reflectem o substrato da encarnação do Senhor Jesus Cristo. O Natal só faz sentido quando correspondemos na íntegra à sua salvífica mensagem e damos testemunho dela como fizeram sabiamente os pastores, os magos do oriente e todos os homens de "boa vontade". E tudo isto passa, acima de tudo, em confessarmos o Senhor Jesus Cristo como único Salvador das nossas vidas e mostrar pelas nossas obras que, de facto, "nascemos de novo” (Actos 26:20). Que assim seja agora e para todo o sempre.

O Imperativo da Grande Comissão


«(...) Quando os quatro leprosos chegaram ao limite do acampamento, entraram numa tenda, comeram e beberam do que lá havia, apoderaram-se da prata, do ouro e das roupas que encontraram e foram esconder tudo. Em seguida voltaram, entraram noutra tenda e foram esconder também o que nela tinham encontrado. Eles disseram então uns aos outros: “Não estamos a proceder bem! Temos hoje boas notícias e ficamos calados. Se esperarmos pela amanhã para dar a notícia, Deus vai castigar-nos. Vamos informar o palácio real.”» (In A Bíblia Sagrada, 2 Reis 7:8-9, Versão, A Boa Nova em Português Corrente, Sociedade Bíblica, Lisboa, 2004). 



É impressionante a mensagem da salvação que esta passagem bíblica encerra e, sobretudo, no que toca à missão da "Grande Comissão", que Jesus Cristo delegou aos seus fiéis seguidores, os discípulos, antes da Sua ascensão aos céus   (Mateus 28:18-20)

Atentando cuidadosamente a história envolvente destes quatros miseráveis leprosos supra descrita (a começar com as passagens do capítulo 6:24 - 33; 7:1-20), ela assemelha-se indubitavelmente com aquilo que era a condição dos crentes antes de abraçarem a causa do Evangelho (LER). Eles (os leprosos) estavam completamente destituídos do conforto da vida, e em total estado de desespero, sem praticamente nenhumas esperanças de vida para reverter o curso funesto que as coisas seguiam, mas DEUS no Seu divino Poder, providenciou-lhes o auxílio e a salvação; da mesma sorte aconteceu com cada um de nós, os crentes. 

Sobressai ainda aqui nestas passagens uma importante e inegável verdade bíblica - aliás, como está repleta em toda A Bíblia Sagrada - nomeadamente nos versículos 5 a 7 do capítulo 7, que é a seguinte: quem verdadeiramente faz missões não são de modo nenhum os crentes como muitos erradamente julgam, mas sim, o próprio DEUS. É ELE quem providencia e prepara todo o terreno para a salvação das pessoas. Os crentes são apenas os instrumentos que Ele usa pontualmente nesse misterioso processo da graça para concretizar definitivamente o Seu plano redentor. Quando nós, deliberadamente, nos descuidarmos da nossa responsabilidade Cristã, o próprio DEUS arranja alternativas, mesmo as que parecem surreais do ponto de vista humano, tal como usar uma burra para falar ou em caso de extrema necessidade fazer clamar as pedras (Números 22:21-35; Lucas 19:38-40). 

Vemos nesta belíssima e tocante história, a forma tremenda como DEUS trabalhou e alterou significativamente a condição dos referidos leprosos: Passaram de pessoas desesperadas para pessoas com enormes horizontes de esperanças; famintas e privados do conforto da vida para pessoas saciadas e com bastantes riquezas. E como sustenta convictamente o Apóstolo Paulo para reforçar esta mesma verdade, "estando nós mortos, por causa dos nossos delitos, ele deu-nos a vida juntamente com Cristo. É pela sua graça que estão salvos. Pois Deus ressuscitou-nos juntamente com Cristo Jesus e com ele nos fez tomar parte no seu reino celestial. (…) Porque é pela graça que estão salvos, mediante a fé. E isto não é mérito vosso, é dom de Deus. Não vem das obras para que ninguém se glorie" (Efésios 2:4-6; 8-9)

Se de um lado vemos a maravilhosa graça de DEUS a operar nas nossas vidas, do mesmo modo temos o dever e a obrigação de partilhar essa mesma graça com as pessoas do mundo, no sentido de eles poderem usufruir juntamente connosco da preciosa dádiva da salvação que oportunamente nos fora outorgada. Em outras palavras, é aquilo que podemos apelidar do princípio da responsabilidade e da responsabilização que pesa sobre os crentes. Ali é, simplesmente, corresponder na íntegra com as duas grandes ordenanças dadas pelo Senhor Jesus Cristo aos seus discípulos, que são: a Ceia do Senhor e a Grande Comissão - a evangelização dos não crentes para a fé cristã   (Mateus 28:18-20; s. Marcos 16:15-18 Lucas 24:46-49, Actos 1:8). Enquanto aqui consiste apenas em prestar contas diante de DEUS pela forma como aplicamos os nossos dons e talentos que ELE nos concedeu para a sua obra/ceara. Não se trata de penalização dos crentes, mas sim da Justiça distributiva de DEUS, onde cada crente receberá de acordo com as suas obras   (Apocalipse 11:18; 1 Coríntios 3:12-15; 4:5; 5: 10, Lucas 19:17-19, respectivamente). 

Ser um autêntico discípulo de Jesus é sinónimo de aceitar indubitavelmente todas as prerrogativas e responsabilidades inerentes ao testemunho Cristão. É obedecer com muita satisfação o compromisso de encarnar os nobres valores do Evangelho e, concomitantemente, partilhá-los com a intrepidez do espírito para com os não crentes, independentemente das circunstâncias favoráveis ou adversas que possam surgir. Também é assumir na plenitude, os riscos e hostilidades associados à Palavra de DEUS, ao ponto de estar disposto a renunciar todas as benéficas comodidades que poderão advir a nosso favor e, consequentemente, sofrer por amor ao Evangelho. 

Por isso, é impreterivelmente urgente, como crentes que somos, reconfigurarmos acertadamente a nossa mundividência missionária, procurando, na medida do possível, honrar essa sublime causa que nos foi confiada através de um testemunho cristão exemplar e irrepressível a todos os níveis e em todas as ocasiões. Isto porque, como lembram sabiamente estes leprosos, "se ficarmos calados, algum mal nos sobrevirá". Dito por outras palavras, DEUS vai chamar-nos à responsabilidade por negligenciarmos tremendamente o imperativo da Grande Comissão que ELE nos confiou. 

Em suma – por obediência plena e  cumprimento escrupuloso da tal grande ordenança bíblica -, agora, pois, vamos com fé aos pecadores, proclamando a Boa Nova  da salvação.

Minha Esperança Portugal

Associando a iniciativa nobre da “Minha Esperança Portugal”, que terá lugar oficialmente esta tarde, através da emissão em directo de três programas no canal da RTP2, a partir das 18:30h e igualmente amanhã e na sexta-feira, tendo como objectivo dar a conhecer as pessoas o evangelho de JESUS CRISTO, isto é, reconhecê-Lo como único Senhor e salvador das suas vidas. Esperamos que de facto a mão de DEUS possa operar em todo o processo, e que as almas possam render a este precioso convite de salvação.

O Imperativo da Grande Comissão

"... Chegando, pois, estes leprosos à entrada do arraial, entraram numa tenda, e comeram, beberam e tomaram dali prata, ouro e roupas, e foram e os esconderam; então voltaram, e entraram em outra tenda, e dali também tomaram alguma coisa e a esconderam. Então disseram uns para os outros: Não fazemos bem; este dia é dia de boas novas, e nos calamos; se esperarmos até à luz da manhã, algum mal nos sobrevirá; por isso agora vamos, e o anunciaremos à casa do rei." (2Reis 7:8-9).

É impressionante ler esta  passagem bíblica, sobretudo a grande verdade da salvação que ela encorpora, que tem a ver sobretudo com o imperativo da "Grande Comissão", que JESUS CRISTO delegou aos seus fiéis discipulos, em simultâneo com todos os crentes de todos os tempos (Mateus 28:18-20).

A história destes dois miseráveis leprosos acima descrita, assemelha-se indubitavelmente com aquilo que era a nossa condição (dos crentes) antes de abraçarmos a causa do Evangelho. Exactamente como aconteceu com eles, que estavam completamente destituídos do conforto da vida, em total estado de desespero e sem esperanças nenhumas para reverter o curso das coisas, por conseguinte, DEUS no Seu Divino poder, providenciou-lhes o auxílio e a salvação;  assim também, da mesma forma, aconteceu com cada crente no Senhor JESUS.

Vemos nesta belissíma e tocante história, a forma tremenda como DEUS alterou significativamente a condição dos referidos lebrosos: Passaram de pessoas desesperadas para pessoas com horizontes de esperanças; famintas e destituídos do conforto da vida para pessoas saciadas e com muitas riquezas. E com sustenta o Apóstolo Paulo na sua epístola aos Efésios, “estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos), e nos ressuscitou juntamente com ele e nos fez assentar nos lugares celestiais, em Cristo Jesus” (Efésios 2:4-6).

Se de um lado, vemos a maravilhosa graça de DEUS nas nossas vidas, do mesmo modo, temos o dever e a obrigação de partilhar essa mesma graça com o mundo perdido, no sentido deles poderem usufruir juntamente connosco a dádiva da salvação. Em outras palavras, é aquilo que podemos chamar do "princípio da responsabilidade” e da "responsabilização", que pesa sobre qualquer crentes. Ali é simplesmente corresponder na íntegra com o mandato da Grande Comissão , que a evangelização dos não crentes para a causa do Evangelho (Actos 1:8; s. Mateus 28:19-20; s. Marcos 16:15-16). Enquanto que aqui, incide mais na justiça distribuitiva de DEUS no juízo final (Evangelho s. Mateus 16:27; Apocalipse 22:12).

Por isso, é urgente honrarmos essa causa nobre que nos é confiada, e procurar acima de tudo aplicar no nosso testemunho cristão o zelo missionário dos grandes homens de DEUS que marcaram positivamente a sociedade em que estavam inseridos. Com sabemos o desafio da Palavra continua o mesmo: "convém que façamos as obras daquele que nos enviou, enquanto é dia; porque a noite vem, quando ninguém pode trabalhar” (Evangelho s. João 9:4). Caso contrário, como lembram e muito bem estes leprosos: se ficarmos calados, algum mal nos sobrevirá. Dito em outras palavras, DEUS vai chamar-mos a  responsabilidade por negligenciarmos o imperativo da Grande Comissão que Ele nos incumbiu a fazer. 

Fátima

“… Não ireis pelo caminho das agentes, nem entrareis em cidade de samaritanos; mais ide, antes, às ovelhas perdidas da casa de Israel; e indo, pregai, dizendo: É chegado o reino dos céus”. (Mateus 10:6-7)

Aceitando este desafio do Senhor Jesus, resolvi hoje cooperar com a equipa do Seminário Teológico Baptista, numa acção de evangelização em Fátima, com vista a testemunhar as pessoas sobre amor de Jesus, e o plano da salvação. Não foi um desafio nada fácil, tendo em conta a cegueira espiritual que embaraçam aquela multidão de gente, que estão completamente perdidas, sem orientações e esclarecimento naquilo que estavam a fazer. Mas qualquer das formas, tivemos a oportunidade de conversar com muitos deles. Tenho plena certeza que Espírito Santo continuará a obra na vida daqueles que hoje tiveram oportunidade de ouvir o evangelho. Esta acção de evangelização, vai prosseguir até o final da peregrinação, que é no próximo domingo. Oremos para que DEUS continue abençoar esta iniciativa, e que as almas, possam render a Sua palavra.