Dá-me uma agradável e inexplicável sensação que brevemente
estarei em Paris. Não sei o porquê. Passei fugazmente seis vezes em Paris que,
praticamente, não deu para desfrutar plenamente do encantador "balsamo" da célebre "cidade das luzes". Agora, nos últimos dias, tenho sentido uma arrebatadora
nostalgia do regresso. Somente este harmonioso som do compositor e pianista
Éric Alfred Leslie Satie para me despertar ainda mais o misterioso ímpeto para
com a romântica cidade. As experiências únicas sempre serão as únicas, feliz ou
infelizmente.
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Aurora da Revolução Francesa
«O povo
francês proclama solenemente o seu compromisso com os direitos humanos e os
princípios da soberania nacional, conforme definido pela Declaração de 1789,
confirmada e completada pelo Preâmbulo da Constituição de 1946, bem como com os
direitos e deveres definidos na Carta Ambiental de 2004. Em virtude desses
princípios e da livre determinação dos povos, a República oferece aos
territórios ultramarinos que expressam a vontade de aderir a eles instituições
novas fundadas sobre o ideal comum de liberdade, de igualdade e de
fraternidade, e concebido com o propósito da sua evolução democrática.
A França é uma República indivisível, laica, democrática e social. Assegura
a igualdade de todos os cidadãos perante a lei sem distinção de origem, raça ou
religião. Respeita todas as crenças. Sua organização é descentralizada. A lei
promove a igualdade de acesso das mulheres e dos homens aos mandatos eleitorais
e funções eletivas, bem como às responsabilidades profissionais e sociais» (LER).
Caricatura Francesa
Consolidei há muito tempo o meu palpite determinista sobre a crescente e sistemática barafunda que se vive em França, depois de me ter dado conta que os franceses
não se emendam, por causa do seu exacerbado complexo de superioridade, não obstante
serem uma grande nação. E a nível de invenções humanas então são praticamente imbatíveis.
Eles, desde os primórdios, sempre tiveram a genialidade de inventar
tudo o que lhes aprouvesse, diferentemente dos outros povos. Conta-se,
parafraseando o "Jansenista", que foram os franceses que inventaram
a "burguesia" e a "ideologia"; inventaram a "esquerda" e a "direita"; inventaram a traição de
Dreyfus
e o "soixante-huitard"; inventaram o "mercantilismo" e as "porcelanas de Limoges"; inventaram o "jardim à francesa"
e o "bouillon"; inventaram a "chinoiserie"
e metade dos "queijos do mundo"; inventaram a
"nacionalidade" e a "república"; inventaram a "liberdade" e o "princípio da igualdade"; inventaram
a "politiquice" e os "limites dos mandatos"; inventaram
a "arte" e o "impressionismo"; inventaram o "relativismo" e o "ateísmo"; inventaram "o conceito do
amor" e o "romantismo"; inventaram o "progressismo"
e o "feminismo"; inventaram o "género"
e a "emancipação feminina"; inventaram a "auto-determinação
sexual" e a "homossexualidade"; diz-se ainda que inventaram "ménage à trois" e outras aberrações sexuais, que os dissolutos tanto se orgulham.
Não surpreende que pareçam hoje reféns de todas essas "invenções", interagindo
assim com o resto do mundo.
Por isso, nestas eleições (LER), apropriando-me ainda das sábias
palavras do "Jansenista", «que estejam a inventar algo de novo, uma
desconcertante baralhação de categorias que lhes devolve a oportunidade de irem
na vanguarda, deixando o resto do mundo com a caduca herança daquilo que para
os franceses já não serve. Ils se payent nos têtes, em suma. É
assim desde o século XVII.».
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