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De Olhos Postos no Brasil


Tenho estado a acompanhar de perto e com bastante preocupação o desenrolar do processo eleitoral no Brasil, que culminará dentro de poucas horas com a segunda volta entre Bolsonaro e Haddad. Não me revejo politicamente em nenhum dos dois candidatos. Se fosse brasileiro, tal como veiculei oportunamente aqui, não hesitaria votar em branco sendo assim congruente com a minha puritana ideologia Evangélico-Cristã (LER)

Ainda salientar que, independentemente de quem venha a ser eleito amanhã Presidente da República que procure, na medida do possível, ir ao encontro com as legítimas expectativas do povo brasileiro. Que haja de facto uma melhoria significativa a nível do crescimento económico do país, e concomitantemente na qualidade de vida das pessoas, sobretudo na tão propalada área da educação, saúde e segurança pública. Espero, da mesma sorte, que o combate à corrupção generalizada no aparelho de Estado, o tráfico de influências, a redução do fosso entre ricos e pobres, a política de integração e a lusofonia sejam agendas prioritárias do próximo executivo. 

Brasil tem todas as condições necessárias para se erguer como uma grande potência mundial. Precisa apenas, com carácter de urgência, encontrar bons governantes para dinamizá-lo e fazê-lo definitivamente trilhar o caminho do almejado progresso nacional (LER).

Artigo de Opinião


Por imperativo de consciência voltei novamente a publicar no meu jornal favorito, o Observador (ALI) e (AQUI), tendo em conta as importantes eleições brasileiras que se realizam já amanhã. Como lusófono, e sobretudo amigo do Brasil, sinto-me compelido a partilhar a minha modesta opinião sobre a enraizada e alarmante crise político-governativa que se vive neste momento no país do samba. Tenho estado, desde a primeira hora, a acompanhar de perto a preocupante campanha eleitoral e as utópicas propostas dos candidatos/partidos para todos os gostos. Se fosse brasileiro não hesitaria votar em branco, sendo assim congruente com a minha ideologia Evangélico-Crista, procurando não legitimar com o meu precioso voto nenhum dos propostos candidatos/partidos. O Brasil está a correr sérios riscos de uma eventual instabilidade político-governativa, sobretudo de uma sublevação militar, fazendo fé nas notícias que têm vindo a ser veiculadas pela imprensa internacional. 

Espero, de facto, que estas previsões sejam irrealistas. Espero mesmo que sim. Vou estar aqui a torcer para que tudo corra bem e que o nosso "país irmão" consiga realmente reencontrar-se, reconciliar-se e redimensionar-se na senda do desenvolvimento para o bem-estar de todo o afável povo brasileiro. 

Caricatura Francesa


Consolidei há muito tempo o meu palpite determinista sobre a crescente e sistemática barafunda que se vive em França, depois de me ter dado conta que os franceses não se emendam, por causa do seu exacerbado complexo de superioridade, não obstante serem uma grande nação. E a nível de invenções humanas então são praticamente imbatíveis. Eles, desde os primórdios, sempre tiveram a genialidade de inventar tudo o que lhes aprouvesse, diferentemente dos outros povos. Conta-se, parafraseando o "Jansenista", que foram os franceses que inventaram a "burguesia" e a "ideologia"; inventaram a "esquerda" e a "direita"; inventaram a traição de Dreyfus e o "soixante-huitard"; inventaram o "mercantilismo" e as "porcelanas de Limoges"; inventaram o "jardim à francesa" e o "bouillon"; inventaram a "chinoiserie" e metade dos "queijos do mundo"; inventaram a "nacionalidade" e a "república"; inventaram a "liberdade" e o "princípio da igualdade"; inventaram a "politiquice" e os "limites dos mandatos"; inventaram a "arte" e o "impressionismo"; inventaram o "relativismo" e o "ateísmo"; inventaram "o conceito do amor" e o "romantismo"; inventaram o "progressismo" e o "feminismo"; inventaram o "género" e a "emancipação feminina";  inventaram a "auto-determinação sexual" e a "homossexualidade"; diz-se ainda que inventaram "ménage à trois" e outras aberrações sexuais, que os dissolutos tanto se orgulham. Não surpreende que pareçam hoje reféns de todas essas "invenções", interagindo assim com o resto do mundo. 

Por isso, nestas eleições (LER), apropriando-me ainda das sábias palavras do "Jansenista", «que estejam a inventar algo de novo, uma desconcertante baralhação de categorias que lhes devolve a oportunidade de irem na vanguarda, deixando o resto do mundo com a caduca herança daquilo que para os franceses já não serve. Ils se payent nos têtes, em suma. É assim desde o século XVII.».

Nem Tudo o que é Legal é Honesto


O senhor Fillon está em apuros perante os seus patrícios franceses (LER), por mais que procure arranjar artifícios escapatórios para redimir do imbróglio em que está entalado (LER). Há um brocardo latino que dizia "non omne quod licet honestum est" (nem tudo o que é legal é honesto), traduzindo assim o Princípio da Moralidade na Esfera Político-comunitária. O Santo Apóstolo Paulo, na mesma esteira do pensamento, vai ao ponto de advertir aos fiéis Cristãos que "todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm. Todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma" (1 Coríntios 6:12). 

A legalidade só por si não legitima qualquer tipo de acção, pois há muitas leis iníquas e imorais que não deveriam, em circunstância alguma, merecer o acolhimento no fórum da consciência e tão pouco servir de pretexto para as nossas transviadas acções. Foi este desnecessário erro que o senhor Fillon deixou cair, pondo em causa agora a sua reputação no processo eleitoral em curso no país que, segundo algumas sondagens, era o favorito dos franceses para ser o próximo presidente da república. 

Lágrima no Canto do Olho



Num dia praticamente especial para África – pela anunciada derrota eleitoral do ditador Yahya Jammeh na Gâmbia (LER) e a ”forçada”  resignação de José Eduardo Santos da presidência de Angola no próximo ano (ALI) e (AQUI) – vale a pena atentar neste pertinente desabafo e crítica social de Bonga. 

Também choro impotentemente todos os dias a miserável realidade que se vive na Guiné-Bissau e em África em especial. Há dois anos escrevi um dos mais completos artigos sobre o marginalizado Continente Negro, intitulado ”A Herança da Ilegalidade”, onde fiz um diagnóstico apurado sobre o que levou ao nosso fracasso colectivo, bem como apontar os caminhos indispensáveis para sairmos definitivamente do lamaçal político-governativo em que estamos submergidos (LER).

Uma Antevisão das Eleições Norte-americanas e o Futuro do País


A escassas horas de conhecermos o próximo Presidente dos EUA sentimo-nos compelidos em prognosticar o vencedor das renhidas disputas eleitorais, e, concomitantemente, traçar alguns pertinentes desafios governativos que espera o novo inquilino da Casa Branca. Desde logo, em abono da verdade, não é preciso ser politólogo para augurar o candidato preferido dos americanos, bem como a complexa agenda política que este terá em mãos logo que tomar posse. 

Sem qualquer grande surpresa, e por maioria de razão, Hillary Diane Rodham Clinton será provavelmente o próximo Presidente da República dos EUA. Ganha, sobretudo, por manifesto desmérito do seu adversário, o populista radical Donald John Trump. Ela representa um "mal menor", tal como reiteradamente assinala a imprensa internacional (LER). Clinton vai enfrentar inúmeros desafios ao longo do seu mandato – tanto a nível interno como externo. Ali, precisa conjugar os esforços para unir o país completamente dividido em torno dos importantes desígnios nacionais. A começar com a consolidação do programa Obamacare, a alteração da politica de imigração, a flexibilização do mercado laboral, a restrição à venda e porte de armas (LER), etc. Ao passo que aqui, a nível externo, é extremamente fulcral a nova presidente pautar a sua diplomacia nos ideais do "equilíbrio mundial". E para isto é essencial redobrar os esforços dos EUA junto dos seus parceiros internacionais para pôr cobro a convulsão política no Médio Oriente, máxime a desoladora guerra na Síria, no Iraque, no Afeganistão, somando a crise israelo-palestiniana e conter o terrorismo galopante dos radicais islâmicos. É, da mesma sorte, premente consolidar o acordo de Paris sobre combate às alterações climáticas (LER), o Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP) [LER] e zelar pelo um clima de apaziguamento com a Rússia. Só assim o mundo estará bastante seguro e, tudo isto, contribuirá decisivamente para resolver a crise ucraniana, a constante provocação da Coreia do Norte, bem como colmatar as fratricidas guerras em África, os fluxos migratórios e quem sabe até erradicar definitivamente a fome no mundo. No entanto, para que tudo isto aconteça, é imprescindível o inequívoco apoio do Congresso e o Senado do país, sem prejuízo obviamente da subtileza político-diplomática da nova administração Clinton para, deste modo, conseguir materializar os tais nobres intentos. 

A vitória de Clinton esta noite representará, acima de tudo, um grande triunfo da Democracia Americana e um reencontro justo da sua História com as mulheres que, ao longo dos séculos, foram manifestamente marginalizadas e relegadas para o segundo plano na condução do destino político do país. Não haverá, por enquanto, o fim da história tal como precipitadamente profetizou Francis Fukuyama. 

O Professor Ecuménico


Sem grandes surpresas o Catedrático Marcelo Rebelo de Sousa foi eleito ontem presidente da República de Portugal. Não votei nele por imperativo de consciência, tal como fiz questão de sublinhar durante o período da campanha eleitoral (LER). Mas, dos candidatos que se perfilhavam na corrida eleitoral, era o que tinha mais arcaboiço político para conduzir os destinos do país nos próximos cinco anos. 

O Professor Marcelo alcançou a proeza de ganhar as eleições logo à primeira volta, tendo em conta a sua postura de simplicidade, mundividência personalista e ideologia ecuménica (LER). Conseguiu, assim, cativar a generalidade dos portugueses em torno da sua modesta candidatura. Resta-lhe traduzir em prática a promessa eleitoral feita, deste modo, cumprindo os deveres politico-constitucionais para com a Pátria Portuguesa. 

Nem do Tempo Velho nem do Tempo Novo


Tenho acompanhado a série de debates entre os candidatos que se perfilam na corrida presidencial, e registado a agenda política que cada um tenciona implementar caso vença as eleições. A única decepção que tenho tido até agora foi com o Professor Marcelo Rebelo de Sousa. Ele querendo, a todo o custo, ganhar as eleições à primeira volta está desnecessariamente a apostatar a sua identidade ideológica, relativizando a sua profissão social-democrata e católica, distanciando-se dos "tóxicos" Passos Coelho e Paulo Portas (LER), assumindo posições políticas ecuménicas para agradar, no máximo possível, à generalidade dos portugueses. Ora isto é um tacticismo deplorável. Uma "elasticidade moral do cobarde", nas palavras do insuspeito Henrique Raposo (LER). Os fins nunca podem justificar os meios. A consistência é uma coisa importante na vida. Com este comportamento volúvel, o Professor corre o risco de perder muitos votos à direita sobretudo da ala mais conservadora, comprometendo assim a sua vitória logo à primeira volta. 

Não preciso mais ouvir os candidatos para concluir esclarecidamente o meu sentido de voto. Estou bastante elucidado sobre as suas propostas políticas, tendo já tomado a minha decisão final. 

Por imperativo da consciência vou votar em branco, tal como fiz nas últimas legislativas. Nenhum dos candidatos me inspira total confiança. Tinha, inicialmente, expectativas elevadas em Marcelo Rebelo de Sousa, por ter sido o meu Professor, e nutrir uma enorme simpatia pessoal pela sua forma peculiar de estar (LER)No entanto, este entusiamo foi-se esvanecendo à medida que a campanha eleitoral vai apertando, até há dias atrás quando afirmou, peremptoriamente, que deixaria passar o diploma de adopção por casais do mesmo sexo, a eliminação das taxas moderadoras cobradas na interrupção voluntária da gravidez (IVG) e a eventual lei da eutanásia, bem como a liberalização de drogas, inclusive ter elogiado as salas de chuto (ALI) e (AQUI), e titubeado sobre a matéria da barriga de aluguer, num autêntico oportunismo político com o intuito de atrair votos à esquerda. 

Estes temas são-me caros. Sou manifestamente contra a sua legalização. Não posso legitimar, em circunstância alguma, um presidente da república que pactue com tais hediondas práticas. Congruentemente com o que tenho vindo a defender, em vários fóruns e também aqui (LER), votarei em branco no dia 24 do corrente mês, por não me rever ideologicamente em nenhuma das plataformas dos candidatos – Nem do tempo velho nem do tempo novo. 

O Compromisso Governativo


Uma excelente e pertinente reflexão que vale a pena ler (VIDE). A solução estável e duradoura de governação para o bem-estar de Portugal deveria ser um imperativo de todos os partidos políticos, independentemente dos resultados que obtiveram nas eleições. Acontece, infelizmente, que o requerido diálogo permanente e a capacidade de chegar a consensos necessários não estão à altura de todos.

A Incongruência Ideológico-politica dos Cristãos


A perfilhação ideológico-política de um Cristão não é um tema consensual. Tanto que, por esta razão, tem sido exaustivamente objecto de infindáveis debates entre os fiéis ao longo dos últimos seis séculos, com vista a procurar situar a ideologia que se ajusta melhor às ordenanças bíblicas. As próprias Escrituras Sagradas não tomam uma posição linear sobre que orientação política o crente deve seguir. Podem servir-se delas para defender uma concepção de Direita e concomitantemente de Esquerda. Da mesma sorte podem usá-las para sustentar o Conservadorismo, o Reacionarismo, o Progressismo, o Liberalismo e o Radicalismo, bem como a Democracia Cristã, o Socialismo, a Social-democracia e o Comunismo. A Palavra de DEUS não se esgota unicamente numa ideologia política. Ela transcende, em larga medida, as redutoras mundividências do Homem e as suas polutas aspirações sociais. Por isso, há espaço para albergar parcialmente cada uma das ideologias naquilo que se destacam em termos positivos (LER). Talvez seja por esta razão que tem havido mal-entendidos, e até mesmo um certo tipo de aproveitamento, por parte de muita gente sobre esta sensível matéria. 

No "presente século mau" em que vivemos não há praticamente diferença assinável entre ser de Esquerda ou de Direita, tal como existia noutros tempos. Os temas ditos "fracturantes" tornam-se cada vez mais residuais. A tendência natural que os partidos têm vindo a adoptar é, tão-simplesmente, agradar ao eleitorado nas suas aliciantes propostas populistas e deste modo chegar ao poder o mais rápido possível. Apenas vamos notando algumas diferenças pontuais entre polos opostos. As opções socio-económicas dos partidos têm ganho mais relevo no eleitorado em detrimento de preferências ético-morais, que são relegadas para segundo plano. Ademais, nenhum partido político procura honrar a DEUS nas suas agendas políticas, antes pelo contrário afastam-No do seu programa, preocupando-se unicamente em satisfazer o eleitorado, mesmo aqueles que se auto-intitulam inutilmente "Cristãos"

Nada disto deve ser uma surpresa para o Cristão. Sabemos que tudo isso tem inevitavelmente de acontecer um dia. São manifestações visíveis dos "sinais dos tempos" (LER), que precederão a Segunda Vinda do Senhor Jesus Cristo ao Mundo (Mateus 24:1-51 e 25:1-46). A tendência é de as coisas piorarem à medida que o tempo vai passando. O Cristão jamais conseguirá mudar, de forma unilateral, o curso funesto que a Humanidade toma paulatinamente através da sua política profana e, muito menos, julgar que consegue operar alguma alteração em sentido inverso. Deve, tal como bem ensina a Palavra de DEUS, orar pelas autoridades estabelecidas e os seus súbditos. A verdadeira mudança política, se tiver mesmo que acontecer, terá que vir das elites governativas transformadas pelo poder do Espírito Santo. É por meio dos políticos autenticamente regenerados, e dos seus respectivos partidos, que pode surgir uma autêntica mudança social. E julgamos, objectivamente, que, sem qualquer tipo de preconceito, os partidos mais equilibrados são os do centro – tanto de Esquerda como de Direita – sem prejuízo, obviamente, de reconhecer algum mérito nos outros. No entanto, todos estes partidos estão comprometidos com agendas malévolas e lobbies contrários aos sublimes Princípios e Valores das Escrituras Sagradas. 

Por isso, entendemos que não há solução viável que não seja a solução de não defender nenhum partido, ficando-se apenas neutro perante as opções ideológico-políticas que são apresentadas. O Cristão deve apenas trabalhar arduamente pelo bem das cidades em que esteja circunscrito, orando continuamente por elas (Jeremias 29:7). E o Apóstolo Paulo, inspirado pelo Espírito Santo, na mesma esteira do pensamento, vai ao ponto de advertir os seus leitores a "submeter às autoridades públicas, pois não há autoridade que não venha de Deus", pagando-lhes os devidos impostos e simultaneamente honrando-lhes naquilo que for necessário (Romanos 13:1;7). É imperioso cumprir essas obrigações cívico-políticas, sem perder de vista o nosso foco principal neste "Vale de Lágrimas", que é promover o Reino de DEUS e glorificar o Seu Santo Nome. "Dai, pois, a César o que é de César e a Deus o que é de Deus", encerrava inequivocamente esta grande verdade soteriológica expressa pelo Senhor Jesus (Mateus 22:21; Marcos 12:17; Lucas 20:25). 

Partindo de tudo o que ficou exposto, e em abono da verdade, o Cristão jamais poderá votar num partido ou candidato que defende o aborto (LER), a homossexualidade (LER), a eutanásia, a barriga de aluguer, a adulteração da família, a relativização da Moral e os Bons Costumes, etc. Tal conduta entra flagrantemente em contradição com a Bíblia Sagrada. É claro que o Cristão, igualmente, não pode ser conivente com os partidos que promovem e acentuam as assimetrias sociais, a corrupção, a marginalização, as desigualdades, o sexismo, a xenofobia, o ostracismo, a delapidação do meio ambiente, o liberalismo económico que beneficia os poderosos em detrimento dos pobres, etc. A orientação de voto de um Cristão deve ser pautada, acima de tudo, pela coerência com os sagrados Princípios e Valores do Evangelho. Não podemos professar uma coisa e posteriormente legitimar, por sufrágio secreto, algo em sentido contrário. Seria um autêntico paradoxo. 

E perante este grande dilema com que, infelizmente, estamos confrontados coloca-se uma pertinente questão para o Cristão: dos dois males destacados qual seria o menor? Obviamente o segundo. Jamais podemos comparar a hedionda legalização do aborto, a homossexualidade[1] com qualquer outro tipo de injustiça ou despotismo governativo. Contudo, tal não deve servir de desculpa para validar políticas iníquas e/ou imorais a pretexto de serem "males menores", até porque não existe hierarquização de pecados para DEUS, não obstante terem implicações e penalidades diferentes. 

Somos inteiramente da opinião que o Cristão deve votar sempre em branco quando se confronta com os dois males supra mencionados que, aliás, como é cognoscível, é uma realidade praticamente transversal a todos os países do mundo. É verdade que o voto em branco não tem consequências políticas imediatas, tal como votar numa determinada lista ou num candidato em particular. O Cristão não deve ficar sumamente preocupado por não estar a "alterar nada" em termos políticos. O factor determinante é sermos fiéis, máxime coerentes com a profissão de fé que abraçamos no Senhor Jesus. Mais vale não "alterar nada" do ponto de vista humano-social e agradar a DEUS com o nosso nobre testemunho de vida do que contribuir para validar asquerosas injustiças e ser manifestamente desobediente para com os mandamentos bíblicos. 

E mais, o voto em branco consubstancia uma falta de alternativa nos programas eleitorais apresentados pelos candidatos/partidos, contrariamente à abstenção que implica o não exercício do direito de voto e uma clara violação do dever politico-cívico. O Cristão que vota em branco exerceu, pelo menos, condignamente, o seu dever de cidadania. Não é menos preocupado ou desleixado com a situação política do seu país do que aquele que vota numa determinada plataforma. Tão simplesmente não se identifica ou comunga com nenhum projecto eleitoral que se propõe a sufrágio. 

Temos constatado uma efusiva manifestação de muitos Cristãos, que fazem a apologia de determinadas ideologias políticas, mormente apelando afincadamente ao voto em certos partidos/candidatos, não obstante estes já se terem provado publicamente aversivos aos ideais do Evangelho e serem em determinados casos anticristo. Tais Cristãos estão a ser claramente incongruentes com o seu testemunho de fé, esquecendo-se que a conversão que fizeram significa dar primazia à Palavra de DEUS em todos os domínios da vida – quer seja a nível familiar, relacional, profissional, social e político. Temos imensa pena dessas pessoas. Muita pena mesmo. Resta-nos, somente, usando a virtude do amor Cristão, pedir ao SENHOR que não lhes impute esta evitável falha espiritual, porque não sabem realmente o que fazem. 


[1] este último considerado um pecado "abominável" e passível de morte à luz das Escrituras Sagradas [vide o Levítico 18:22 e 20:13; Romanos 1:32].

De Olhos Postos no Brasil


Tenho acompanhado de perto o desenrolar do processo eleitoral no Brasil, que culmina hoje com a renhida segunda volta entre Dilma Rousseff e Aécio Neves (LER)Não tomei partido formalmente durante o período da campanha e não é agora que vou fazê-lo. Prefiro guardar comigo o candidato que entendo estar melhor habilitado para governar o Brasil ao bom porto. 

Gostava apenas de salientar que, independentemente de quem venha a ser eleito Presidente da República, que honre inteiramente à sua palavra, procurando, na medida do possível, ir ao encontro com as legítimas expectativas do povo brasileiro. Que haja, de facto, uma melhoria significativa a nível do crescimento económico do país e concomitantemente na qualidade de vida das pessoas, sobretudo na tão propalada área da educação, da saúde e da segurança pública. Espero, da mesma sorte, que o combate à corrupção generalizada no aparelho de Estado, o tráfico de influências, a redução do fosso entre ricos e pobres, a política de integração, a lusofonia sejam agendas prioritárias para o próximo executivo. 

Brasil tem todas as condições necessárias para se erguer como uma grande potência mundial. Precisa apenas, com carácter de urgência, encontrar bons governantes, com senso patriótico, para dinamizá-lo e fazê-lo definitivamente trilhar o caminho do progresso nacional.