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O Amor Seja Sem Hipocrisia

O amor é uma das virtudes mais ricas, edificantes e importantíssimas que há do ponto de vista Cristão e no ser humano em geral. Não há nenhum atributo, merecimento, benfeitoria ou dom que se lhe possa comparar ou igualar. Ele transcende, em larga medida, as polutas aspirações do ser humano e todos os bens mundanais. O amor, nas suas várias configurações antropológicas, é mais relevante do que a fé e a esperança (LER). Destas três grandes virtudes Cristãs, que imprescindivelmente devem fazer parte do cardápio espiritual dos filhos de DEUS, o amor é a maior e a mais importante delas (1Co 13:13). 

Tanto o primeiro grande mandamento como o segundo, contidos nas Escrituras Sagradas, que são indissociáveis um do outro e indispensáveis para se entrar no Reino de DEUS, têm a ver com o amor a DEUS e o amor ao próximo.  Destes dois mandamentos, exortava peremptoriamente o Senhor Jesus Cristo, dependem toda a lei e os profetas (Mt 23:36-40). Só há valoração e completa valorização espiritual quando tudo é feito altruisticamente com base na sublime lei do amor, isto é, amor a DEUS e amor ao próximo. O cumprimento pleno e efectivo da Lei de DEUS se resume unicamente no amor. 

O amor é o oxigênio interminável das almas piedosas, habituando-as a saberem relacionar-se com quaisquer tipos de pessoas e situações de forma determinada, devotada, humilde e abnegada. É fonte inesgotável da bondade e do perdão, que brota dos corações puros, projectando-se positivamente na vida de terceiros. O amor ama na felicidade e, ao mesmo tempo, ama na dor e no sofrimento. O amor consegue sempre tudo e é capaz de fazer tudo em prol da unidade, harmonia, paz, reconciliação e felicidade. É, justamente, por tudo isto, escrevia o Apóstolo Paulo, que “o amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece”, pois “tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta” (1 Co 13:4-7). 

Viver o amor é encarnar diariamente, de forma deliberada e holística, a premissa da verdade, da paz, do perdão, da reconciliação, da humildade, da moderação, da empatia, da bondade e da abnegação. O amor é o único caminho para chegarmos verdadeiramente a DEUS e relacionarmo-nos saudavelmente com ELE como seus filhos amados. O amor é, em última instância, a personificação do próprio Todo-Poderoso Jeová. DEUS é amor; e quem está em amor está em DEUS, e DEUS nele (1 Jo 4:16). 

Quem não vive o amor no seu dia-a-dia jamais poderá ter qualquer tipo de intimidade ou relacionamento com o nosso Todo-Poderoso DEUS, sobretudo aquele que odeia o seu irmão. E se disser o contrário, é um autêntico mentiroso. Isto porque, admoestava sabiamente o autor sagrado, “se alguém diz que ama a Deus mas tem ódio ao seu irmão é um mentiroso. Aquele que não ama o seu irmão, a quem vê, como pode amar a Deus, a quem não vê!” (1 Jo 4:20). E, por fim, concluiu de forma exortativa: “o mandamento que Jesus nos deixou é este: aquele que ama a Deus deve também amar o seu irmão” (1 Jo 4:21). 

Só quem realmente não tem o amor no seu coração consegue abominar o seu próximo ao ponto de criar as oportunidades maléficas para prejudicá-lo e fazer-lhe mal, porque “o que ama o seu próximo não lhe faz nenhum mal. Pois o amor é o cumprimento total da lei. O amor não faz mal ao próximo. De sorte que o cumprimento da lei é o amor” (Rm 13:10). O amor é a manifestação visível e real de tudo o que é mais puro e sincero no ser humano. É o maior dom espiritual que há, razão pela qual quem anda genuinamente no amor nunca cansa e nem se cansa. 

No entanto, há um risco bastante acrescido e real do amor ser beliscado, camuflado e adulterado, tendo em conta as realidades conjunturais e vicissitudes supervenientes. Há ainda o risco maior do amor ser parcelado, negligenciado e protelado por causa da insensibilidade humana e oportunismo egocêntrico. Há, acima de tudo, infelizmente, o risco do amor ser subvertido, repulsado, restringido, rejeitado e completamente bloqueado nas mentes empedernidas. Estes perniciosos riscos enumerados, consubstanciam autênticos inimigos directos do amor e venenos mortais para acabar definitivamente com o amor no coração do ser humano. 

É, justamente, por tais lamentáveis situações, que vemos pessoas a usarem e abusarem dos outros, sem dó nem piedade, como objectos de prazer, para satisfazerem os seus insaciáveis caprichos carnais. É por tais situações que, para grande tristeza nossa, estamos submergidos numa sociedade de aproveitamento, de manipulação e de violência física e verbal contra o próximo. É por tais situações que, cada vez mais, proliferam no mundo o divisionismo, o adultério, o divórcio, a corrupção, a ofensa, o abuso, a violação, a brutalidade, a guerra, a carnificina, o homicídio e toda a sorte de malignidade contra DEUS e o próximo em geral. A inevitável consequência objectiva de subtrair deliberadamente o amor de DEUS, na convivência humano-social, é atrair todas as desgraças deste mundo e uma rampa deslizante para a perdição eterna. 

Por isso, o amor de DEUS tem de fazer parte do substrato identitário do ser humano para, desta forma, convertê-lo e humanizá-lo, habilitando-lhe assim para a prática de toda a boa obra que se funda em DEUS (1 Tm 3:17) – a razão primeira e última do amor. Quem ama verdadeiramente a DEUS, e tem-No no seu coração, jamais cometerá as hediondas e detestáveis práticas acima descritas para prejudicar o seu próximo. A sua conduta, antes pelo contrário, será sempre pautada para o bem e sempre o bem-fazer. 

Vivamos, em suma, de forma genuína, a virtude do amor no nosso coração e mente durante toda a nossa momentânea peregrinação neste mundo maligno. Rejeitamos resolutamente viver um amor superficial e de hipocrisia, despidos de qualquer tipo de valor espiritual, uma vez que esta repreensível conduta não se coaduna com os elevados Princípios e Valores Cristãos. Ela é manifestamente contrária com tudo aquilo que se espera de nós, como seres humanos, criados à imagem e semelhança de DEUS. Vivamos, sim, na Lei do Amor, porque só o amor nos libertará da condenação presente e também da vindoura. Que assim seja. E assim sempre será no nome Bendito do Senhor Jesus Cristo. 

O Mais Importante é o Amor


«Se eu for capaz de falar todas as línguas dos homens e dos anjos e não tiver amor, as minhas palavras são como o badalar de um sino ou o barulho de um chocalho. Se eu tiver o dom de declarar a palavra de Deus, de conhecer os seus mistérios e souber tudo; e se eu tiver uma fé capaz de transportar montanhas e não tiver amor, não valho nada. Ainda que eu dê em esmolas tudo o que é meu, se me deixar queimar vivo e não tiver amor, de nada me serve. O amor é paciente e prestável. Não é invejoso. Não se envaidece nem é orgulhoso. O amor não tem maus modos nem é egoísta. Não se irrita nem pensa mal. O amor não se alegra com uma injustiça causada a alguém, mas alegra-se com a verdade. O amor suporta tudo, acredita sempre, espera sempre e sofre com paciência. O amor é eterno. As profecias desaparecem; as línguas acabam-se; o conhecimento passa. (…)  Agora existem três coisas: fé, esperança e amor. Mas a mais importante é o amor.» 

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(Apóstolo Paulo, in A Bíblia Sagrada, 1 Coríntios 13:1-8;13, Versão, "A Boa Nova Em Português Corrente", Sociedade Bíblica de Portugal, Lisboa, 2004). 

Palavras do Reformador


«Irmãos, digo-lhes a verdade e não minto. Não sou nenhum Enoque, não sou nenhum Elias, não sou ninguém que tenha visões, não sou profeta que possa ensinar e profetizar algo além do que esteja escrito na Palavra de Deus e seja compreendido no Espírito. […] Mais uma vez, não tenho visões nem inspirações angelicais. Nem as desejo, para não ser enganado. A Palavra de Cristo, por si só, é suficiente para mim.» 

(Menno Simons, in Teologia dos Reformadores de Timothy George, Vida Nova, São Paulo-SP, 2004, p. 278).

Palavras do Reformador


«Quando cheguei aqui pela primeira vez, quase não havia nenhuma organização. Pregava-se o evangelho, e isso era tudo. Todas as coisas estavam transtornadas. Atravessei conflitos espantosos. Fui saudado com zombarias à noite diante de minha própria porta com 50 ou 60 ataques. Imaginem como isso afetou um estudioso pobre e tímido como sou e, confesso, que sempre fui. Então, expulsaram-me da cidade, e em meu retorno de Estrasburgo tive tantas dificuldades quanto antes para realizar meu ofício. (…) A respeito de minha doutrina, ensinei fielmente e Deus me deu a graça de escrever. Fiz isso do modo mais fiel possível e nunca corrompi uma só passagem das Escrituras, nem conscientemente as distorci. Quando fui tentado a requintes, resisti à tentação e sempre estudei a simplicidade. Nunca escrevi nada com ódio de alguém, mas sempre coloquei fielmente diante de mim o que julguei ser a glória de Deus.» 

(João Calvino, in Teologia dos Reformadores de Timothy George, Vida Nova, São Paulo-SP, 2004, p. 245-246). 



Calvino e o Calvinismo. A citação supra foi uma das últimas palavras proferidas por aquele que é considerado um dos maiores vultos da história do Cristianismo e que desempenhou um papel bastante crucial no processo da sistematização e consolidação da doutrina Evangélico-protestante. Aquando da sua inesperada morte, em 27 de Maio de 1564, Beza que esteve com ele até o fim da sua vida, escreveu: "Nesse dia, como crepúsculo, a mais brilhante luz que já houve no mundo para a orientação da igreja de Deus foi levada de volta para os céus". 

Apesar de ser admirado por generalidade dos fiéis Protestantes, o Teólogo francês nunca buscou a sua própria glória, mas morreu confessando que "tudo o que fiz não vale nada (…) sou uma criatura miserável". Adoptou esta sensata e humilde postura até a morte. E tal como registou Timothy George, "Calvino foi enterrado no cemitério comum. Devido a seu próprio pedido, não se ergueu lápide alguma sobre o lugar da sua sepultura". 

Não se pode falar da Reforma Protestante sem, no entanto, lembrar Lutero, Swínglio, Calvino, Menno Simons e tantos outros heróis da fé que deixaram usar oportunamente pelo nosso Eterno DEUS. 

Palavras do Reformador


«O resumo do evangelho é que nosso Senhor Cristo, o verdadeiro Filho de DEUS, tornou conhecida a nós a vontade de seu Pai celestial, redimiu-nos da morte e reconciliou-nos com Deus por sua inocência. Portanto, Cristo é o único caminho para a salvação de todos os que existiram, existem ou existirão.» 

(Ulrich Zuínglio, in Teologia dos Reformadores de Timothy George, Vida Nova, São Paulo-SP, 2004, p. 125). 

Palavras do Reformador


«A primeira coisa que peço é que as pessoas não façam uso de meu nome e não se chamem luteranas, mas cristãs. Que é Lutero? O ensino não é meu. Nem fui crucificado por ninguém. (…) Como eu, miserável saco fétido de larvas que sou, cheguei ao ponto em que as pessoas chamam os filhos de Cristo por meu perverso nome. (…) Simplesmente ensinei, preguei, escrevi a Palavra de Deus; e não fiz mais nada (…) A Palavra fez tudo.» 

(Martinho Lutero, in Teologia dos Reformadores de Timothy George, Vida Nova, São Paulo-SP, 2004, p. 55). 

O Mais Importante é o Amor


«Se eu for capaz de falar todas as línguas dos homens e dos anjos e não tiver amor, as minhas palavras são como o badalar de um sino ou o barulho de um chocalho. Se eu tiver o dom de declarar a palavra de Deus, de conhecer os seus mistérios e souber tudo; e se eu tiver uma fé capaz de transportar montanhas e não tiver amor, não valho nada. Ainda que eu dê em esmolas tudo o que é meu, se me deixar queimar vivo e não tiver amor, de nada me serve. O amor é paciente e prestável. Não é invejoso. Não se envaidece nem é orgulhoso. O amor não tem maus modos nem é egoísta. Não se irrita nem pensa mal. O amor não se alegra com uma injustiça causada a alguém, mas alegra-se com a verdade. O amor suporta tudo, acredita sempre, espera sempre e sofre com paciência. O amor é eterno. As profecias desaparecem; as línguas acabam-se; o conhecimento passa. (…)  Agora existem três coisas: fé, esperança e amor. Mas a mais importante é o amor.» 

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(Apóstolo Paulo, in A Bíblia Sagrada em Português Corrente, Primeira Carta aos Coríntios [Cap. 13:1-8;13], Sociedade Bíblica, Lisboa, 2004). 

Reflexão Proustiana


Li algures, em tom de assentimento, que toda a existência e o percurso do Homem se baseiam meramente no factor tempo. É um entendimento minimalista, redutor e bastante discutível do ponto de vista antropológico. Confesso publicamente que não sou proustiano. Não lamento a nostalgia do tempo e nem tão pouco fico ansioso por ele. 

Para mim, não existe “o tempo perdido” e “o tempo reencontrado”. Da mesma sorte, “o tempo medido” e “o tempo contado”, tal como convencionado unanimemente pelos seres humanos, são configurações diferentes da mesma realidade, consubstanciando simples fenómenos naturais que o próprio tempo encarna e processa no seu âmago. Qualquer tempo é tempo. Logo, nesta ordem de ideias, tudo é tempo. Considero-me mais salomónico a nível do tempo, máxime na sua pré-determinada implicação teleológica e teleológica. “Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu”, observava inspiradamente o sábio Qohelet na sua construção dogmática no livro de Eclesiastes (Ec 3:1). 

Não tenho qualquer tipo de preferência por nenhuma estação do ano em concreto – nem pelos fusos horários que se vão alternando no universo. Gosto da manhã, da tarde e da noite. Sou do calor e, simultaneamente, do frio. Tropicalista por nascença e …por afinidade. Tanto que, por esta razão, maravilho-me com o Inverno, a Primavera, o Verão e o Outono. Gosto, igualmente, de períodos de chuva e de seca. As mudanças climatéricas não passam, a meu ver, de meras ocorrências cíclicas resultantes do movimento de rotação e de translação da Terra. Nada mais. Tudo o que extravasa este raio de compreensão é pura especulação e raciocínios falazes. Por isso, aprecio imenso todas as épocas do ano, procurando, na medida do possível, ajustar as suas cómodas e/ou incómodas particularidades naturais. 

É o destino que marca a hora e esta, por sua vez, traça o tempo. Sem o destino não há horas e tão pouco agendas temporais. São as duas primeiras conjugações que formam e caracterizam o tempo que concebemos e idealizamos. A existência do Homem é o produto da providência Divina que se veio concretizar milagrosamente no âmago do tempo. Talvez seja por esta mesma razão que damos demasiada primazia ao tempo, sem nos apercebermos disso. Ansiamo-lo, a cada momento que passa, e vivemos toda a nossa vida dependentes dos seus sinais e condicionalismos, conformando-nos com a subtil ideia de que somos produtos casuísticos do tempo, até ao dia que o tempo nos consuma para sempre no curso infinito do tempo.

Uma Vida com Propósitos


Somos nós que construímos o mundo à nossa volta. E fazemo-lo de acordo com os Princípios e Valores que transmitimos no círculo de convivência diária em que estamos inseridos. Além de sermos os principais responsáveis por aquilo que idealizamos e concretizamos, somos da mesma sorte o produto da nossa finita existência naturalista que consubstancia a condição humano-social. O Homem é um ser bastante complexo, composto por enigmas praticamente impenetráveis do ponto de vista gnosiológico. Um autêntico mistério por descodificar. Por haver essas obscuridades subjacentes à sua estrutura antropológica torna bastante difícil precaver infalivelmente o comportamento padrão que é capaz de levar a cabo no seu domínio de influência. O ser humano é um produto de imprevisibilidade – tanto no bom como no mau sentido. E tudo isto acarreta, de facto, agravantes consideráveis a nível da sua personalidade e trato interpessoal que vai tendo com os terceiros (LER)

Para compreendermos, em parte, os paradoxos intrínsecos ao Homem é necessário prima facie um estudo aprofundado sobre a sua genealogia, mundividência, aspiração e o destino final que lhe é reservado. São grandes questões que permitem extrair parcialmente de onde veio e para onde vai e o porquê desta trajectória aparentemente predestinada que tem obrigatoriamente que percorrer neste tenebroso mundo. Tendo presente tais importantes realidades é um meio caminho andado na descoberta da verdade sobre os mistérios envolventes aos comuns dos mortais. Somente conhecendo de antemão a sua personalidade é que o Homem consegue libertar-se das amarras da vida e simultaneamente triunfar. Tal proeza, no entanto, apenas se alcança através da adopção de hábitos sóbrios e vigilantes, adaptando-se progressivamente às constantes adversidades que vão surgindo pelo caminho, procurando obter a perfeição numa vida de tamanhas contradições e contrariedades. Por isso somos desafiados pelos antigos a nos conhecermos a nós mesmos, com o intuito de responder satisfatoriamente aos condicionalismos da madrasta vida e, deste modo, atingirmos os nossos legítimos sonhos. 

O Homem não se limita apenas às complexidades acabadas de se mencionar. Ele ainda é um ser visceralmente antinómico. Como corolário disto depara-se com duas grandes opções de escolha a tomar durante a sua trajectória neste "vale de lágrimas": (1) perfilhar uma vida regrada recheada de valores axiológicos tais como o Amor ao Próximo, a Bondade, a Misericórdia, a Solidariedade, a Temperança, a Humildade e o Bom senso, etecetera; ou (2) a opção de enveredar pelo desregramento ético-moral que se traduz em dissolução, concupiscência, ganância, egoísmo, rivalidade, homicídio e um cúmulo de decadências sem fim à vista. O ser humano é composto por este binómio de antagonismos existenciais, lutando permanentemente consigo. Cabe-lhe, pois, a faculdade do livre-arbítrio para decidir a opção que queira filiar na sua rotina diária. Se preferir a opção do Bem estará automaticamente a superar-se a si próprio e a reconstruir saudavelmente o seu percurso de vida de forma sábia, ordeira, justa, irrepreensível e progressista, culminando assim nas Bem-aventuranças eternas. Diferentemente, se optar pelo engodo do Mal, está sem margem para dúvidas, a atrair sobre si todas as desgraças mundanais e a ficar muito aquém daquilo que deveria ser o seu ideal testemunho de vida. 

A primeira eleição representa a Paz e a segunda a Guerra. A Paz no pensar e no exteriorizar os sentimentos que terão reflexos saudáveis na vida do próprio, bem como na dos seus semelhantes. A consequência de tal sensata postura é ser bastante útil à sociedade, fazendo-a sempre o bem, independentemente da gratidão ou ingratidão que possa advir da sua boa acção (LER). É um caminho direccionado, em última instância, para uma vida com nobres propósitos e feliz. Ao passo que a Guerra gera inimizades e ódio que, por sua vez, vão criando estropícios inimagináveis na vida do próprio e na dos terceiros. É um caminho sombrio que conduz à prisão da alma, uma vez que o homem é escravo daquilo que o domina. O resultado final é a perdição eterna. 

A dualidade da Guerra e da Paz emana da natureza do Bem e do Mal intrinsecamente ligados ao Homem. Obviamente que é mais fácil praticar as más acções do que o Bem. Não somos ensinados a fazer o mal. Ele está enraizado no nosso ADN desde a concepção, razão pela qual estamos constantemente a transgredir as regras pré-estabelecidas. O equilíbrio da vida bem-sucedida está em purificar-se das vaidades do mundo. Saber, sobretudo, agir e viver honestamente. Os Princípios e Valores ético-morais que nos são ensinados na família, na igreja, na escola, no relacionamento que vamos fazendo e na sociedade em geral, só por si não chegam. Não nos levam a lado algum, caso houvesse indolência da nossa parte. É preciso uma postura proactiva com vista a adoptar os melhores ensinos que, certamente, terão um impacto positivo na nossa convivência.

Tudo isto para concluir peremptoriamente que somos nós que construímos o mundo e delineamos o nosso destino final, através do caminho que deliberadamente escolhemos. Uma vereda que pode ser de conformismo, insensibilidade, prepotência e de auto-destruição no caso de nos acomodarmos e deixarmos a tendência do mal, que está profundamente enraizada em nós, triunfar. Ou podemos, inversamente, optar pelo caminho da Resiliência, Verdade, Humildade, Justiça, Paz, Amor e Reconciliação. Só incorporando estas excelentes virtudes ético-morais é que o Homem consegue reassumir vigorosamente a sua outrora condição original perdida, isto é, viver em harmonia consigo próprio e com tudo e todos à sua volta. Pode, muitas vezes, resvalar no clima das incertezas e no desânimo presentâneo mas nunca perderá definitivamente o horizonte e o objectivo último da sua real existência: que é viver para o Bem e somente o Bem-fazer. Eis a verdadeira e plena felicidade! 

Reflexões Tolstoianas


Somos nós que construímos o Mundo à nossa volta. E fazemo-lo de acordo com os Valores que transmitimos no círculo de convivência diária em que estamos inseridos. Além de sermos os principais responsáveis por aquilo que idealizamos e concretizamos na prática somos, da mesma sorte, o produto da nossa finita existência naturalista que consubstancia a dualidade inerente à condição humano-social. 

O Homem é um ser bastante complexo, composto por enigmas praticamente impenetráveis do ponto de vista gnosiológico. Um autêntico mistério por descodificar. Por haver essas obscuridades subjacentes à sua estrutura antropológica dificulta precaver, infalivelmente, o comportamento padrão que é capaz de levar a cabo no seu domínio de influência. O ser humano é um produto de imprevisibilidade – tanto no bom como no mau sentido. E isto acarreta, de facto, agravantes consideráveis a nível da sua personalidade e trato interpessoal (LER)

Para compreender, em parte, os paradoxos intrínsecos ao Homem é necessário, prima facie, um estudo aprofundado sobre a sua genealogia, mundividência, aspiração e o destino final que lhe é reservado. São grandes questões que permitem extrair – holisticamente – de onde veio e para onde vai, e o porquê desta trajectória aparentemente predestinada que tem que percorrer no seu percurso de vida. Tendo presente tais importantes realidades, é um meio caminho andado na descoberta da verdade, sobre os arcanos envolventes aos comuns dos mortais

Somente estudando e conhecendo de antemão a sua personalidade é que o Homem consegue libertar-se das amarras da vida e, concomitantemente, triunfar. Com efeito, tal proeza apenas se alcança através da adopção de hábitos sóbrios e vigilantes, adaptando-se progressivamente às constantes adversidades que vão surgindo pelo caminho: procurar, acima de tudo, obter a perfeição numa vida de tamanhas contrariedades. Por isso somos desafiados, pelos filósofos antigos, a nos conhecermos a nós mesmos, tendo em vista a responder satisfatoriamente aos condicionalismos emaranhados que a madrasta vida nos impõe para atingirmos os nossos legítimos sonhos. 

O Homem não se limita apenas às complexidades acabadas de se mencionar. Ele ainda é um ser visceralmente antinómico. Como corolário disto depara-se com duas grandes opções de escolha a tomar durante a sua trajectória neste "vale de lágrimas": (1) perfilhar uma vida regrada, recheada de valores axiológicos, tais como o Amor ao Próximo, a Bondade, a Misericórdia, a Solidariedade, a Temperança, a Humildade e o Bom senso, etecetera; ou (2) a opção de enveredar pelo desregramento ético-moral que se traduz em dissolução, concupiscência, ganância, egoísmo, rivalidade, homicídio e um cúmulo de decadências sem fim à vista. 

O ser humano é composto por este binómio de antagonismos existenciais, lutando permanentemente consigo. Cabe-lhe, pois, a faculdade do livre-arbítrio para decidir a opção que queira filiar na sua rotina diária. Se preferir a opção do Bem estará automaticamente a superar-se a si próprio e a reconstruir saudavelmente o seu percurso de vida de forma sábia, ordeira, irrepreensível e progressista, culminando assim nas bem-aventuranças eternas. Diferentemente se optar pelo engodo do Mal está, sem margem de dúvida, a atrair sobre si todas as desgraças do presente século mau e a ficar muito aquém daquilo que deveria ser o seu ideal testemunho de vida. 

A primeira eleição representa a Paz e a segunda a Guerra. A Paz no pensar e no exteriorizar os sentimentos, que terão reflexos saudáveis na vida do próprio, bem como na dos seus semelhantes. A consequência de tal sensata postura é ser bastante útil à sociedade, fazendo-a sempre o bem, independentemente da gratidão ou ingratidão que possa advir da boa acção praticada (LER). É um caminho direccionado, em última instância, para uma vida com propósitos nobres. Ao passo que a Guerra gera inimizades e ódios que, por sua vez, vão criando estropícios inimagináveis na vida do próprio e na dos terceiros. É um caminho sombrio que conduz à prisão da alma, uma que o homem é escravo daquilo que o domina. O resultado final é a perdição eterna. 

A dualidade da Guerra e da Paz emana da natureza do Bem e do Mal, intrinsecamente ligados à natureza do Homem. Obviamente que é mais fácil praticar as más acções do que o Bem. Não somos ensinados a fazer o mal. Ele está enraizado no nosso ADN desde a concepção, razão pela qual estamos constantemente a transgredir as regras pré-estabelecidas. O equilíbrio da vida está em purificar-se das vaidades do mundo. Saber, sobretudo, agir e viver honestamente. Os Princípios e Valores ético-morais que nos são ensinados na família, na igreja, na escola, no relacionamento que vamos fazendo e na sociedade em geral, só por si não chegam. Não nos levam a lado algum, havendo uma total passividade da nossa parte. É preciso uma postura proactiva, com vista a adoptar os melhores ensinos que, certamente, terão um impacto positivo no nosso círculo de relacionamentos. 

Tudo isto para concluir, de forma inequívoca e peremptória, que somos nós que construímos o mundo e delineamos o nosso destino final através do caminho que, de forma arbitraria, escolhemos. Uma vereda que pode ser de conformismo, insensibilidade, prepotência e de autodestruição no caso de nos acomodarmos e deixarmos a tendência do mal, que está profundamente enraizada em nós, triunfar. Ou podemos, inversamente, optar pelo caminho da Resiliência, Verdade, Humildade, Justiça, Paz, Amor e Reconciliação. Só incorporando estas excelentes virtudes ético-morais é que o Homem consegue reassumir a sua outrora condição original perdida, isto é, viver em harmonia consigo próprio e com tudo e todos à sua volta. Pode, muitas vezes, resvalar no clima das incertezas e no desânimo presentâneo, mas nunca perderá definitivamente o horizonte e o objectivo último da sua real existência, que é viver para o Bem e somente o Bem-fazer. Eis a verdadeira e plena felicidade! 

O Balanço Geral de 2006

O ano 2006, tem sido o ano de muitas oportunidades e bênções, motivos pela qual, senti a necessidade e satisfação de dar graças a DEUS, Pela forma como têm ocorrido às coisas durante estes cinquenta e dois semanas. Com avanços e recuos, mas pude ver a mão de DEUS, a Sua orientação e protecção na minha vida. Embora, alguns objectivos não tenham sidos concretizados, mas sempre com plena confiança de que tudo vai se realizando. Dizia um poeta: "a vida é luta e a luta é a minha primavera".
Em suma, o balanço foi bem positivo, graças a DEUS, e espero que o ano 2007 possa ser, ainda mais abençoado. Aproveito desde já para informar a todos os leitores, de que “As Verdades” findou hoje, um longo percurso deste ano 2006. Retomaremos as actividades, logo ao início do próximo ano, com sérias de reflexões e pensamentos, acima de tudo tentar descobrir “as grandes verdades”.

Desejo a todos, um feliz 2007 repleto de maravilhas, bênções e muitas felicidades na graça e paz de JESUS CRISTO. Boas festas e boas entradas!

Sinais dos Tempos

“Agora o mundo está covarde, decaído e fraco, velho, cobiçoso… vejo apenas fêmeas e machos estúpidos o fim se aproxima, na verdade (…) tudo vai mal” (Eustache Deschamps). Notícia que nos chegam todos os dias da comunicação social dá-nos a ideia para perceber o drama que este mundo enfrenta: insegurança social, ameaças do terrorismo, guerras e défice dos valores. Cada vez mais, surgem os movimentos que contrapõe à tudo que é de DEUS. Nós como crentes não podemos dar braço a torcer, perante estas situações, temos que provar a nossa existência de “sal e luz do mundo”, dando o nosso testemunho na afirmação da fé, e na proclamação do evangelho.
“Vivemos em tempos difíceis", em que tudo é feito (mesmo sendo mal) como se fosse algo normal. “A despenalização do aborto, à legalização do casamento homossexual, além de outras ideias perversas", são sinais do nosso tempo. A nossa missão é contrariar todas estas tendências, e ter em conta admoestação de Paulo: “porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim, contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes” (Efésios 6:12). Esta é a missão e a estratégia que o Senhor Jesus nos deixou, para fazer à face as contradições mundanas, e ganhar almas para o Seu reino.
Que DEUS nos ilumine a saber ler os sinais, e de consciencializarmo-nos das responsabilidades que temos, no testemunho do evangelho. Acima de tudo, remirmos o tempo, "porque os dias são maus”. DEUS seja louvado!