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A Igreja do Senhor Jesus Cristo e a Pós-modernidade


Celebra-se hoje “O Dia da Reforma Protestante”. A propósito disso, partilho aqui esta brevíssima reflexão que fiz há dois anos sobre “A Igreja do Senhor Jesus Cristo e a Pós-modernidade”. Destaquei a importância cimeira da Reforma Protestante na afirmação e consolidação do Evangelho pelo mundo, bem como os grandes desafios espirituais que se colocam a Igreja nos conturbados e libertinos dias em que vivemos. 

Tenha um bom proveito na visualização e auscultação do vídeo. 

A Reforma que Reformou Definitivamente a Igreja


Assinalam-se hoje os 505 anos da data oficial daquilo que mais tarde ficou célebre na história moderna como a “Reforma Protestante”. Foi precisamente no dia 31 de Outubro de 1517 que o inconformado teólogo Martinho Lutero afixou as suas 95 teses na porta da basílica do castelo de Wittenberg, na Alemanha, distanciando-se completamente das práticas heréticas reinantes no seio da Igreja Apostólica Romana, vincando a inquestionável primazia das Escrituras Sagradas em todas as esferas da vida Cristã. Em consequência disso, insurgiu-se intrepidamente contra a profana prática da indulgência, o culto mariano, a infalibilidade da autoridade papal, a veneração dos santos, o ecumenismo teológico, a interpretação lato sensu das Escrituras Sagradas e toda a sorte de idolatria e corrupção associada ao catolicismo ao longo dos séculos. Deste modo, ofereceu aos fiéis Cristãos um “novo paradigma” bíblico centralizado exclusivamente na pessoa do Senhor Jesus Cristo e na Sua obra expiatória na Cruz do Calvário em favor da humanidade outrora decaída. 

Para o teólogo alemão isto resume-se em cinco grandes imperativos salvíficos, a saber: somente a fé, somente a Escritura, somente a Cristo, somente a graça e somente a DEUS a glória devida como únicos meios intrínsecos, indispensáveis e irrenunciáveis para levar o homem ao pleno conhecimento da verdade redentora e, consequentemente, à sua salvação. (VER)

Com a Reforma Protestante, a Igreja ganhou uma outra dinâmica na forma de conceber a Fé bíblica e encarar a santidade da vida Cristã, sobretudo na democratização e expansão do Cristianismo pelo mundo. Os teólogos protestantes desdobraram-se incansavelmente em traduzir a Bíblia Sagrada por diversas línguas, com o intuito de habilitar todos os crentes a poderem lê-la directamente na sua própria língua, sem qualquer tipo de intermediário humano, cumprindo assim a máxima do Novo Testamento do “sacerdócio universal” (1Pd 2:9-10). Esta realidade reformada e reformista ganhou ainda enfâse mais acentuada com o surgimento dos movimentos carismático-pentecostais nos finais do séc. XIX, coadjuvados posteriormente com as mobilizadoras e poderosíssimas campanhas evangelísticas de Billy Graham, catapultando um boom bastante acentuado a nível da aderência massiva à salvífica mensagem do Evangelho, principalmente dos sectores mais desfavorecidos e humildes da sociedade que, até então, não se reviam tanto no protestantismo elitista dos círculos mais tradicionais da Reforma Protestante. 

Hoje graças aos significativos esforços missionários destes homens e mulheres de DEUS, o protestantismo evangélico está consolidado nos quatro cantos do mundo – e com a previsão de continuar a crescer paulatinamente nos próximos anos, décadas e séculos. A Igreja do Senhor Jesus Cristo vai continuar a ser “sal e luz do mundo” que tanto carece da graça, o amor, a paz e o perdão de DEUS, para combater ousadamente o ateísmo, o relativismo, o materialismo, o paganismo, o fanatismo religioso e todo o tipo de malignidade que abafa e controla desgraçadamente este maldito mundo. 

Volvidos quase estes cinco séculos da pertinente Reforma Protestante, e vendo holisticamente a realidade espiritual das igrejas nos dias que correm, ainda ficam bastante aquém daquilo que deveria ser o seu ideal bíblico à imagem e semelhança de Cristo. A Igreja continua a confrontar-se com seríssimos e preocupantes desvios doutrinários. A começar, desde logo, por todos eles, com a incongruência no testemunho Cristão, a descomprometida e corrupta liderança que promovem escândalos espirituais no seio dela, o racionalismo e liberalismo teológico, o secularismo da fé e o evangelho da prosperidade, a letargia missionária e o indecoroso ecumenismo bíblico. Tudo isto, em suma, consubstancia uma autêntica crise de fé em que a igreja infelizmente está submergida, colocando em causa os sublimes Princípios e Valores das Escrituras Sagradas (VER)

Esperamos, de facto, que o nosso Todo-poderoso DEUS continue a levantar homens e mulheres devidamente comprometidos com a Sua Santa Palavra para oferecerem a esperança e salvação ao mundo perdido, tal como fez outrora com Lutero, Swinglio, Calvino, Simons e tantos outros anónimos heróis da fé ao longo da história do Cristianismo, para conduzir a Sua amada Igreja na prossecução da sua sagrada missão aqui na terra que é, acima de tudo, evangelizar e ganhar muitas almas para o Reino de Cristo. Que assim seja. Assim sempre será pela fé no Salvador Jesus Cristo.

A Falsa Questão da Abertura de Igreja ao Mundo


Partilho aqui convosco este brevíssimo e improvisado vídeo que gravei no passado domingo em frente da estátua do grande Reformador Protestante Ulrich Zwingli em Zurique, Suíça, sob o tema “A Falsa Questão da Abertura de Igreja ao Mundo”. Nele refutei manifestamente este falacioso, infundado e maléfico entendimento que visa, em última instância, enfraquecer e destruir definitivamente a Igreja do Senhor Jesus Cristo. Sustentam os tais críticos do Cristianismo, coadjuvados neste diabólico propósito pelos falsos Cristãos, de que a Igreja deve abrir-se ao mundo para assim poder atrair mais pessoas para o seu seio. Abertura esta que, segundo eles, prende-se máxime com a ordenação das mulheres ao ministério pastoral, adopção do ecumenismo bíblico, aceitação da prática homossexual e o seu casamento, bem como não censurar o aborto, a eutanásia e o divórcio, etc. 

Levados por este vento de doutrina e ondas da pós-modernidade, muitas igrejas no Ocidente, sobretudo aqui na Europa, têm renegado deliberadamente as suas origens fundacionais instauradas pelo Senhor Jesus Cristo e reconfirmadas pelos Santos Apóstolos. Tanto que, por esta razão, mesmo com toda esta propalada e tautológica abertura “civilizacional” assente num liberalismo teológico sem precedentes, a Igreja não tem estado a atrair mais pessoas aqui na Europa para dentro dela, antes pelo contrário, ela está cada vez mais herética, estagnada, velha e menos comprometida com os impolutos Princípios e Valores do Evangelho. 

A título exemplificativo, para testar esta nossa afirmação, veja-se a realidade das igrejas nos países escandinavos, especialmente na Suécia, onde o mundanismo apoderou-se completamente do Cristianismo, mesmo assim só dois porcento vai à Igreja e estão parcialmente comprometidos com ela. Na Suécia as mulheres podem ser bispos, tal como os homossexuais. Estes, por sua vez, podem casar pela igreja sem problema, ou seja, aprovam o casamento homossexual e convivem bem com o ecumenismo bíblico-teológico. Apesar de toda esta grande e ampla abertura da igreja sueca aos “avanços civilizacionais” do presente século mau em que estamos submergidos, ela continua a minguar no caminho da autodestruição, tal como muitas outras igrejas aqui na Europa. 

Por isso, este entendimento minimalista e redutor de que a Igreja tem que se abrir ao mundo para poder atrair mais pessoas não passa de um falatório inútil dos ateus, agnósticos e descrentes em geral que visa, em última instância, destruir a Igreja do Senhor Jesus Cristãos. Estas pessoas, em abono da verdade, são dissimuladamente anti-Evangelho, anti-Santidade, anti-Cristianismo, anti-Igreja e anti-Cristo, que não querem ver a afirmação e o sucesso missionário da Igreja do Senhor Jesus Cristo. 

E mais, em circunstância alguma, a Igreja deve ajustar-se ao mundo. É o mundo que deve ajustar sim a mensagem do Evangelho. Quando a Igreja tenta andar ao sabor do vento e das ondas do mundo acaba sempre por cair nas heresias e, desta forma, desviar-se dos seus princípios fundacionais, tal como a História nos tem indubitavelmente provado ao longo dos séculos. A Igreja tem de abrir-se à Sã Doutrina, à Santidade, à Oração, à Evangelização, à Missões e, acima de tudo, para o Todo-Poderoso DEUS. Isto sim, é abertura que conduz à Salvação. 

Nós, em suma, os eleitos filhos de DEUS, não nos deixaremos nunca enganar por artimanhas inventadas pela esperteza daqueles que se armam profundos conhecedores daquilo que  literalmente desconhecem. Mas continuando fidedignamente a proclamar a verdade com amor, crescendo em todos os sentidos para Cristo, que é a cabeça da Igreja (Ef 4:14-15). Que assim seja. E assim sempre será pela fé no Senhor Jesus Cristo.   

A Estreia



Assinalam-se hoje os 500 anos da Reforma Protestante. Uma efeméride que serviu de pretexto para estrear o meu novo canal no youtube. Sou um assumido amante das redes sociais e reforcei ainda esta convicção depois de ter lido os calhamaços da "Sociedade em Rede" de Manuel Castells. Há mais de uma década que ando neste "admirável mundo novo", desdobrando-me no blogue, facebook, twitter, Instagram, evidenciando sempre "As Verdades" nas minhas considerações  

Neste canal tenciono abordar relevantes assuntos de várias ordens, nomeadamente a Teologia, Política, Sociedade, Relacionamentos, etc. Espero, de facto, ter disponibilidade mental suficiente para gravar os vídeos com alguma regularidade e estar à altura do desafio proposto. Sobre o vídeo em apreço dei ênfase acentuada aos grandes fundamentos da Reforma Protestante, bem como os desafios que se colocam a Igreja de Cristo nos dias de hoje. Tenham um bom proveito na visualização. 

E para terminar, quero agradecer penhoradamente o meu grandíssimo amigo João Paulo Martins pela tão importante colaboração na gravação do vídeo e, simultaneamente, na edição das imagens. Assim que contactei-o manifestou logo prontidão em me ajudar nesta nova empresa. Julgo que vamos ser bons parceiros. Mais uma vez, estimado irmão em Cristo, muito obrigado por tudo.

A Reforma que Reformou Definitivamente a Igreja


Assinalam-se hoje os 504 anos da data oficial daquilo que mais tarde ficou célebre na História Moderna como a “Reforma Protestante”. Foi precisamente no dia 31 de Outubro de 1517 que o inconformado Monge Martinho Lutero afixou as suas 95 teses na porta da Basílica do Castelo de Wittenberg, na Alemanha, distanciando-se completamente das práticas heréticas reinantes no seio da Igreja Apostólica Romana, vincando a inquestionável primazia das Escrituras Sagradas em todas as esferas da vida Cristã. Em consequência disso, insurgiu-se intrepidamente contra a profana prática da indulgência, o culto mariano, a infalibilidade da autoridade papal, a veneração dos santos, o ecumenismo teológico, a interpretação lato sensu das Escrituras Sagradas, a imposição do celibato ao clero e toda a sorte de idolatria e imoralidade associada ao Catolicismo ao longo dos séculos, oferecendo aos fiéis um “novo” paradigma bíblico centralizado exclusivamente na pessoa do Senhor Jesus Cristo e na Sua obra expiatória na Cruz do Calvário em favor da Humanidade decaída. Para o Teólogo alemão isto resume-se a cinco grandes imperativos soteriológicos, a saber: somente a Fé, somente a Escritura, somente Cristo, somente a Graça e somente DEUS a glória como únicos meios intrínsecos, indispensáveis e irrenunciáveis para levar o Homem ao pleno conhecimento da Verdade Redentora. 

Volvidos quase estes cinco séculos da pertinente Reforma Protestante, e vendo holisticamente a realidade espiritual das Igrejas nos dias que correm, ainda ficam bastante aquém daquilo que deveria ser o seu ideal bíblico à imagem de Cristo. Continuamos a confrontar-nos com seríssimos e preocupantes desvios doutrinários. A começar, desde logo, com a incongruência no testemunho Cristão, a descomprometida e corrupta lideranças das igrejas, o galopante desvio doutrinário e mundanismo dentro das igrejas, o racionalismo e liberalismo teológico, o secularismo da fé e o evangelho da prosperidade, a letargia missionária (LER) e os vergonhosos escândalos promovidos pelos “vendilhões do templo” que descredibilizam a impoluta imagem do Cristianismo aos olhos do mundo (LER). Tudo isto, em suma, para vergonha nossa, consubstancia uma autêntica crise da fé a que estamos impotentemente submergidos, colocando em causa os sublimes Princípios e Valores das Escrituras Sagradas. 

Esperamos, de facto, que DEUS continue a levantar homens e mulheres devidamente comprometidos com a Sua Santa Palavra, tal como fez com Lutero, Swinglio, Calvino, Simons e tantos outros anónimos Heróis da Fé ao longo da História do Cristianismo, para conduzir a Sua Amada Igreja na prossecução da sua sagrada missão terrena – que é Evangelizar e ganhar muitas almas para o Reino de Cristo. Que assim seja. E assim sempre será. 

O Vaticano: Uma Vergonha Para o Cristianismo


O Vaticano é uma instituição eclesiástica com profundos desvios doutrinários. Incorpora no seu seio tremendas heresias que não têm qualquer tipo de suporte bíblico, arrastando consigo milhões dos seus fiéis ao longo dos séculos. O exemplo manifesto disso prende-se sobretudo com a prática do culto mariano, a veneração dos santos, o baptismo das crianças, o ecumenismo teológico, a interpretação lato sensu sobre a inerrância da revelação bíblica, a imposição do celibato ao clero, a inflexibilidade sobre o divórcio em caso de adultério (LER), o dogma da infalibilidade papal e toda a capa no sentido de o considerar como sendo representante máximo de DEUS na Terra. Valeu-nos a intrépida correção dos Reformadores Protestantes para recolocar-nos holisticamente no caminho certo da verdade soteriológica (LER)

A última toada vinda do Vaticano, dando conta que o Papa estendeu a todos os padres o poder de perdoar abortos (ALI AQUI), é o exemplo manifesto do profundo desvio doutrinário da Igreja Católica. Tanto o Papa, bispos, sacerdotes, freiras, missionários e todos os cristãos, ninguém tem a prerrogativa de perdoar os pecados cometidos contra o corpo, a natureza e a Trindade. A única pessoa que dispõe desse poder absoluto é DEUS. O Senhor Jesus, na sua encarnação, perdoou os pecados porque Ele é DEUS. Acontece que, por vicissitudes várias e supervenientes, o Vaticano sempre se arrogou de bom anfitrião espiritual, baseando-se numa errada interpretação da afirmação de Jesus ao Apóstolo Pedro em Mateus 16:13-20, usurpando assim poderes que as Escrituras Sagradas não lhe conferem. 

E mais, não há nenhuma novidade no facto de o Papa ter autorizado os padres a absolver as mulheres que se arrependeram de terem praticado o aborto, antes pelo contrário é motivo de tamanha preocupação para quem conhece as Escrituras Sagradas. Digo isto porque esta decisão põe em causa, de forma flagrante, o Sacerdócio Universal dos crentes (1 Pedro 2:5; 2:9; Apocalipse 1:6; 5:9-10). Todos os Cristãos têm acesso livre e directo ao Trono Celestial de DEUS, sem necessitarem de intermediários humanos para que tal aconteça (Efésios 3:11-12; Romanos 5:2). A mesma realidade aplica-se, igualmente, na confissão dos pecados. Qualquer pessoa, seja qual for a sua condição ou cadastro social, pode recorrer unilateralmente a DEUS o perdão dos seus pecados, uma vez que um coração quebrantado e contrito ELE jamais desprezará (Salmo 51:17). Acresce ainda o facto que, aos olhos de DEUS, todos os pecados são perdoados aos homens, excepto a blasfémia contra o Espírito Santo (Mateus 12:31-32; Marcos 3:28-30; Lucas 12:10). E este pecado apenas será cometido por aqueles que não herdarão a vida Eterna. Do resto, todos os outros pecados, independentemente da sua natureza, gravidade ou monstruosidade, o sangue do Senhor Jesus tem poder para os purificar (Salmo 32:5; Hebreus 10:18). 

É verdade que o aborto é um autêntico crime. É tirar a vida de um inocente que merecia sobreviver. Não há justificações "plausíveis" a que se possa recorrer para fazer valer tão vil desumanidade (LER). Mesmo assim, ele é perdoado pelo nosso Amoroso DEUS, tal como os pecados da pedofilia, homossexualidade, roubo, infidelidade, mentira, assassinato, idolatria, corrupção, adultério, ateísmo, agnosticismo, matricida, patricida, fratricida, soberba, chulos, lenocínio, terrorismo, injustiças, ofensas e todos os restantes pecados que não foram enumerados, contando que haja apenas um genuíno arrependimento e conversão a DEUS por parte do pecador, mostrando pelo seu comportamento que está de facto arrependido (Actos 26:20)

A virtude do perdão é um dos excelsos atributos comunicáveis de DEUS, razão pela qual está encerrada na Oração do Pai Nosso (LER) e em inúmeras outras passagens bíblicas. Somos encorajados a perdoar sempre o nosso próximo como DEUS nos perdoou e continua a perdoar (Mateus 6:12; 18:21-23). Tal significa, em termos objectivos, que o perdão deve ser ilimitado, pois DEUS faz exactamente isso connosco (1 João 1:9). O nosso perdão não pode extravasar o seu domínio próprio, isto é, somente podemos perdoar aqueles que nos ofendem e não assumir o protagonismo de perdoar os que pecam contra DEUS como os Papas arbitrariamente costumam fazer. 

Por isso, atendendo à verdade exposta, é completamente inoportuno este propalado anúncio do Vaticano. O Papa Francisco já nos deu a conhecer a sua verdadeira faceta pontifícia. É um calculista irenista, que se desdobra em desvelos alimentados por uma mercenária ânsia de legitimação popular. Uma vergonha para o Cristianismo, bem como o Vaticano. Resta-me, como Cristão, suplicar a DEUS para perdoá-lo juntamente com os seus correligionários da instituição que lidera, porque não sabem o que fazem. 

Palavras do Reformador


«Irmãos, digo-lhes a verdade e não minto. Não sou nenhum Enoque, não sou nenhum Elias, não sou ninguém que tenha visões, não sou profeta que possa ensinar e profetizar algo além do que esteja escrito na Palavra de Deus e seja compreendido no Espírito. […] Mais uma vez, não tenho visões nem inspirações angelicais. Nem as desejo, para não ser enganado. A Palavra de Cristo, por si só, é suficiente para mim.» 

(Menno Simons, in Teologia dos Reformadores de Timothy George, Vida Nova, São Paulo-SP, 2004, p. 278).

Palavras do Reformador


«Quando cheguei aqui pela primeira vez, quase não havia nenhuma organização. Pregava-se o evangelho, e isso era tudo. Todas as coisas estavam transtornadas. Atravessei conflitos espantosos. Fui saudado com zombarias à noite diante de minha própria porta com 50 ou 60 ataques. Imaginem como isso afetou um estudioso pobre e tímido como sou e, confesso, que sempre fui. Então, expulsaram-me da cidade, e em meu retorno de Estrasburgo tive tantas dificuldades quanto antes para realizar meu ofício. (…) A respeito de minha doutrina, ensinei fielmente e Deus me deu a graça de escrever. Fiz isso do modo mais fiel possível e nunca corrompi uma só passagem das Escrituras, nem conscientemente as distorci. Quando fui tentado a requintes, resisti à tentação e sempre estudei a simplicidade. Nunca escrevi nada com ódio de alguém, mas sempre coloquei fielmente diante de mim o que julguei ser a glória de Deus.» 

(João Calvino, in Teologia dos Reformadores de Timothy George, Vida Nova, São Paulo-SP, 2004, p. 245-246). 



Calvino e o Calvinismo. A citação supra foi uma das últimas palavras proferidas por aquele que é considerado um dos maiores vultos da história do Cristianismo e que desempenhou um papel bastante crucial no processo da sistematização e consolidação da doutrina Evangélico-protestante. Aquando da sua inesperada morte, em 27 de Maio de 1564, Beza que esteve com ele até o fim da sua vida, escreveu: "Nesse dia, como crepúsculo, a mais brilhante luz que já houve no mundo para a orientação da igreja de Deus foi levada de volta para os céus". 

Apesar de ser admirado por generalidade dos fiéis Protestantes, o Teólogo francês nunca buscou a sua própria glória, mas morreu confessando que "tudo o que fiz não vale nada (…) sou uma criatura miserável". Adoptou esta sensata e humilde postura até a morte. E tal como registou Timothy George, "Calvino foi enterrado no cemitério comum. Devido a seu próprio pedido, não se ergueu lápide alguma sobre o lugar da sua sepultura". 

Não se pode falar da Reforma Protestante sem, no entanto, lembrar Lutero, Swínglio, Calvino, Menno Simons e tantos outros heróis da fé que deixaram usar oportunamente pelo nosso Eterno DEUS. 

Palavras do Reformador


«O resumo do evangelho é que nosso Senhor Cristo, o verdadeiro Filho de DEUS, tornou conhecida a nós a vontade de seu Pai celestial, redimiu-nos da morte e reconciliou-nos com Deus por sua inocência. Portanto, Cristo é o único caminho para a salvação de todos os que existiram, existem ou existirão.» 

(Ulrich Zuínglio, in Teologia dos Reformadores de Timothy George, Vida Nova, São Paulo-SP, 2004, p. 125). 

Palavras do Reformador


«A primeira coisa que peço é que as pessoas não façam uso de meu nome e não se chamem luteranas, mas cristãs. Que é Lutero? O ensino não é meu. Nem fui crucificado por ninguém. (…) Como eu, miserável saco fétido de larvas que sou, cheguei ao ponto em que as pessoas chamam os filhos de Cristo por meu perverso nome. (…) Simplesmente ensinei, preguei, escrevi a Palavra de Deus; e não fiz mais nada (…) A Palavra fez tudo.» 

(Martinho Lutero, in Teologia dos Reformadores de Timothy George, Vida Nova, São Paulo-SP, 2004, p. 55). 

A Reforma Protestante


Assinalam-se hoje os 499 anos da data oficial daquilo que mais tarde ficou conhecido na História Moderna como a Reforma Protestante.  Foi, precisamente, no dia 31 de Outubro de 1517 que o inconformado Doutor Martinho Lutero afixou as suas 95 teses na porta da Basílica do Castelo de Wittenberg, na Alemanha, distanciando-se completamente das práticas heréticas reinantes no seio da Igreja Apostólica Romana, vincando a inquestionável supremacia das Escrituras Sagradas como a única regra de fé e prática em todos os domínios da vida Cristã. Em consequência disso, insurgiu-se intrepidamente contra a profana prática da indulgência, o culto mariano, a infalibilidade da autoridade papal, a veneração dos santos e toda a sorte de idolatria e imoralidade associada ao Catolicismo, oferecendo aos fiéis um novo paradigma bíblico centralizado exclusivamente na pessoa do Senhor Jesus Cristo e na sua impoluta obra expiatória na Cruz do Calvário em prol da Humanidade decaída. 

Para o Teólogo alemão isto resumia-se em cinco grandes imperativos soteriológicos, a saber: somente a Fé, somente a Escritura, somente Cristo, somente a Graça e somente a Glória a DEUS, como únicos meios indispensáveis e irrenunciáveis para levar o Homem ao pleno conhecimento da Verdade Justificadora e consequentemente à sua Salvação. 

Volvidos quase estes cinco séculos da pertinente Reforma Protestante, e vendo a realidade espiritual das Igrejas nos dias que correm, ainda ficam bastante aquém daquilo que deveria ser o seu ideal bíblico. Continuamos a confrontar-nos com sérios e preocupantes desvios doutrinários, a começar com o racionalismo e liberalismo teológico, o evangelho da prosperidade, a incongruência no testemunho Cristão, o secularismo materialista, o descomprometimento com a causa do Evangelho, a letargia missionária (LER) e os escândalos promovidos pelos "vendilhões do templo" (LER). Tudo isto consubstancia uma autêntica crise da fé, em que estamos impotentemente submergidos, colocando em causa os importantes ganhos da Reforma, máxime os sublimes Princípios e Valores bíblicos que outrora nortearam a Igreja Primitiva. 

Esperamos de facto que DEUS continue a erguer mulheres e homens devidamente comprometidos com a Sua Santa Palavra, tal como fez com Lutero, Swinglio, Calvino, Simons e tantos outros Heróis da Fé ao longo da História, para conduzir a Sua Amada Igreja na prossecução da sua nobre e sagrada missão aqui na Terra – que é Evangelizar e ganhar muitas almas para o Reino de Cristo. Que assim seja.