Mostrar mensagens com a etiqueta A Bíblia Sagrada. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta A Bíblia Sagrada. Mostrar todas as mensagens

Doxologia ao Único DEUS Eterno


“Ora, ao Rei dos séculos, imortal, invisível, ao único Deus, seja honra e glória para todo o sempre. Amém” (Apóstolo Paulo, in a Bíblia Sagrada, 1Tm 1:17). 

Abusos Sexuais na Igreja


 Não fiquei nada surpreendido com a estimativa avassaladora avançada hoje pela Comissão Independente criada para averiguar os abusos sexuais cometidos na igreja católica portuguesa. Estes números de abusos sexuais eram de esperar. Eles retratam parcialmente aquilo que tem sido a obstrução deliberada a que a Igreja Católica Romana tem sido negligentemente votada ao longo dos séculos. Não se podia esperar outra coisa. É a realidade nua e crua da miséria espiritual que reina no seio do Vaticano, repercutindo negativamente nas elites da igreja católica espalhadas pelo mundo. A Igreja Católica Romana, para tristeza nossa, é um antro de aglomeração de pedófilos, homossexuais, tarados sexuais e abusadores. E tudo isto acaba por ter influências extremamente nefastas na dinâmica ministerial da igreja e na forma como lida com os seus membros, sobretudo com as crianças. 

Não comungo literalmente da opinião das pessoas que atribuem os abusos sexuais cometidos pelos padres à imposição do celibato ao clero. Uma coisa não tem nada a ver com a outra. Ser obrigado a viver em abstinência sexual não se traduz literalmente em ser pedófilo ou tarado sexual e, muito menos, abusador. Os padres que não têm o dom do celibato normalmente refreiam os seus ímpetos sexuais com a masturbação ou, em determinados casos, recorrem às mulheres da má vida. Há muitos padres assim, infelizmente, que vivem uma vida paralela, porque não têm a permissão do Vaticano para desposarem, preferindo viver na clandestinidade. Outra coisa, e bem diferente, são os padres pedófilos e homossexuais que continuam secretamente no “armário”, usando depois a sua posição privilegiada dentro da igreja para cometerem abusos sexuais contra os menores. 

É verdade que há também padres heterossexuais que acabam por enveredar deliberadamente por caminhos de homossexualidade e pedofilia, molestando as pessoas vulneráveis que estão à sua disposição. Só que, em abono da verdade, estes casos são inferiores comparativamente com os padres que são pedófilos e homossexuais. Mesmo assim, as duas flagrantes situações são comportamentos aberrantes e de repudiar. O abuso sexual, a prática da pedofilia e da homossexualidade são manifestamente condenadas e não têm qualquer tipo de acolhimento nas Escrituras Sagradas, especialmente o hediondo abuso contra as inofensivas criancinhas. Nenhum autêntico Cristão pode compactuar com tais hediondos crimes, sob pena de ser cúmplice no pecado da promiscuidade sexual. E a Igreja Católica Romana sabe muito bem desta grande verdade bíblica. Acontece que, por vicissitudes várias e supervenientes, faz vista grossa para continuar a perpetuar os abusos contra os menores. 

Encontro, a meu ver, duas explicações para a prática reiterada de abusos sexuais na Igreja Católica Romana e o seu deliberado encobrimento pelas lideranças. A primeira explicação prende-se com a afamada revolução sexual dos anos sessenta do século passado (promiscuidade sexual, bem entendido), encabeçada particularmente pelos jacobinos, que teve como apologia viver a sexualidade de forma desapegada, descomprometida e despida de todo o pudor ou tradicionalismo que, até então, estava profundamente enraizado nas sociedades. Em consequência disso, nesta patente devassidão, começou-se a legitimar socialmente o uso desenfreado de métodos contraceptivos, o consumo da pornografia, a defesa da ideologia de género e da homossexualidade, a despenalização e legalização do aborto, etc. Esta libertinagem, no que toca ao sexo e à sexualidade, acabou por arrastar fortemente a Igreja Católica Romana, atraindo para o seu seio seminaristas homossexuais, pedófilos e pessoas frigidas que não estavam de todo comprometidas com a causa do Evangelho do Senhor Jesus Cristo. Essas pessoas fizeram careira na igreja, passando posteriormente a ocupar posições de relevo na hierarquia do Vaticano como oficiais, padres, bispos e cardeais. São estes tarados que abusam impunemente de menores, contando com o beneplácito dos seus superiores para o encobrir tais monstruosos crimes. 

A segunda explicação tem a ver com o Segredo Pontifício da Santa Sé – que só há três anos foi revogado para os casos de abuso sexual pelo Papa Francisco (LER)O Segredo Pontifício, segundo Vatican New, “é um segredo que é imposto aos destinatários em assuntos de particular gravidade. O mesmo não surge por simples omissão ou negligencia, pelo contrário, através do segredo se pretende proteger uma instituição, respeitar a intimidade das pessoas, manter a autonomia da Igreja Católica, facilitar o normal funcionamento das instituições ou o bem comum” (LER)E a questão que se coloca é a seguinte: como é que se pode guardar um gravíssimo pecado que destrói vidas e concomitantemente afecta a reputação da Igreja? Obviamente que não se pode encobrir pecados que poem em causa o bom nome da Igreja e a incorruptibilidade da mensagem do Evangelho. 

Desde o antigo Direito Romano que havia um entendimento assente que qualquer sigilo cessava automaticamente quando envolvia a prática de um crime, sob pena de se ser cúmplice com o criminoso. O referido postulado recebeu um acolhimento amplamente favorável nas Escrituras Sagradas, com ênfase mais acentuado no Novo Testamento e nas sociedades democráticas. O Vaticano, para ocultar muitas das suas misérias espirituais, refugia-se no Direito Canónico para esconder os incontáveis abusos sexuais a que as inofensivas crianças e mulheres são submetidos nos orfanatos católicos ao longo dos anos. Os pedófilos ditos Cristãos e abusadores em geral não devem apenas ser julgados pela Igreja, mas também pelos tribunais civis. Este entendimento não entra em contradição com a orientação bíblica. Acredito piamente que há muita boa gente que oculta os abusos sexuais com o intuito de “proteger” a Igreja das bocas do mundo. Só que essas pessoas inocentemente estão mais a prejudicar a Igreja com o seu encobrimento do que propriamente a defendê-la, visto que “nada há de oculto que não venha a ser revelado, e nada em segredo que não seja trazido à luz do dia”, exortava peremptoriamente o Senhor Jesus Cristo (Mc 4:22). 

Os abusos são completamente condenados na Bíblia Sagrada. Toda a doutrina bíblica é manifestamente contra os abusos. Nenhum tipo de abuso tem amparo na Palavra de DEUS. A coação, o abuso, a violência, o suicídio e homicídio são do Diabo e dos seus agentes espalhados pelo mundo fora. O nosso Todo-Poderoso não coage ninguém a fazer nada contra a sua livre vontade. Por isso, nenhum cristão pode ser abusador ou compactuar com o abuso seja de criança ou adulto. Todo o abuso é profundamente contrário aos postulados Cristãos: há uma incompatibilidade axiológica e teológica entre Cristianismo e abuso – nenhum cristão pode ser abusador e nenhum abusador se pode dizer cristão. O mais grave ainda é abusar das pobres e inofensivas criancinhas, submetendo-lhes forçosamente a prática sexual. Isto é um cúmulo de depravação que ultrapassa o limite do bom senso e da razoabilidade. Ultrapassa a decência e a dignidade. Ultrapassa a moral e os bons costumes. Ultrapassa, acima de tudo, os valores do humanismo e da humanidade. É estragar a vida da criança que ainda não viveu, condicionando significativamente a sua forma de encarar o sexo e a sexualidade na idade adulta. O abuso sexual desconfigura, atrofia a personalidade, deixa marcas indeléveis na alma, retira a felicidade e, em última instância, mata a vítima. É um dos cancros da pós-modernidade, abarcando todas as esferas da nossa moribunda sociedade. 

No entanto, o abuso sexual não deveria existir no seio da Igreja ou ser perpetrado contra as criancinhas, principalmente por pessoas que têm o dever moral e espiritual de cuidar de vidas que procuram o refúgio na Igreja. As crianças são parte integrante do Reino de DEUS. Por esta razão, o Reino de DEUS é dos que são como crianças, enfatizava o Senhor Jesus Cristo (Mt 19:14-15. Abusar de uma criança na Igreja é declarar abertamente guerra ao Senhor Jesus Cristo, o dono da Igreja, e com todas as implicações espirituais que isto representa para o infractor. E a liderança da Igreja Católica sabe muito bem deste primado bíblico. Com efeito, não o toma em consideração porque está comprometida com uma outra agenda que não a da Palavra de DEUS. Infelizmente. 

Em suma, sabemos de acordo com o ensino do Senhor Jesus Cristo que não se pode evitar que haja ocasiões de pecado, “mas ai de quem for responsável por elas! Seria melhor para essa pessoa ser atirada ao mar com uma pedra de moinho amarrada ao pescoço, do que ela fazer cair em pecado um destes pequeninos” (Lc 17:1-2). Que DEUS nos perdoe e nos livre de infringir este preceito sagrado. Que assim seja. 

O Cristão e a Política

Partilho aqui, mais uma vez, o vídeo que gravei intitulado “O Cristão e a Política”, conjugando o tema com a problemática da ideologia política. A perfilhação ideológico-política de um Cristão não é propriamente um tema consensual, tal como veiculei no vídeo em apreço. Tanto que, por esta razão, tem sido exaustivamente objecto de infindáveis debates entre os fiéis ao longo dos últimos seis séculos, com vista a procurar situar a ideologia que se ajusta melhor às ordenanças bíblicas. As próprias Escrituras Sagradas não tomam uma posição linear sobre que orientação política o crente deve seguir na sua esfera cívica. Podem servir-se delas para defender uma concepção de Direita e concomitantemente de Esquerda. Da mesma sorte, podem usá-las para sustentar o Conservadorismo, o Reacionarismo, o Progressismo, o Liberalismo e o Radicalismo, bem como a Democracia Cristã, o Socialismo, a Social-democracia e o Comunismo. A Palavra de DEUS não se esgota unicamente numa ideologia política. Ela transcende, em larga medida, as redutoras mundividências do Homem e as suas polutas aspirações humano-sociais. Por isso, há espaço para albergar parcialmente cada uma das ideologias naquilo que se destacam em termos positivos. Talvez seja por esta razão que tem havido mal-entendidos, e até mesmo um certo tipo de aproveitamento, por parte de muita gente sobre esta sensível matéria (LER).

A PALAVRA DO SENHOR (36): Quem Tem Ouvidos Para Ouvir, Que Ouça


«Sendo completamente livre diante de todos, fiz-me servo de todos, para poder converter para Cristo o maior número possível. Com os judeus portei-me como judeu, para os converter. Sujeitei-me à Lei de Moisés com aqueles que a cumprem, para os converter, mesmo sabendo que não estou obrigado a isso. Com gentios vivi como gentio para os converter. Mas não sou livre da lei de Deus; antes cumpro a lei de Cristo. Fiz-me fraco com os que são ainda fracos na fé, para os converter. Fiz-me tudo para todos, de modo que por todos os meios pudesse salvar alguns. Faço tudo isto por amor do evangelho, esperando ter parte nas suas promessas. 

Não sabem que no estádio todos os corredores tomam parte na corrida, mas só um é que recebe o prémio? Corram, portanto, de maneira a poderem recebê-lo. Aqueles que se preparam para uma competição privam-se de tudo. E fazem-no só para ver se conseguem um prémio que, afinal, dura pouco. Mas nós trabalhamos por um prémio que dura para sempre. É desta maneira que eu corro e não como quem corre sem saber para onde. É assim que eu luto e não como quem dá socos à toa. Mas eu luto contra o meu corpo, para o dominar, a fim de não acontecer que, andando a pregar aos outros, seja rejeitado por Deus.[1]»  


[1] Apóstolo Paulo, in A Bíblia Sagrada, 1 Coríntios 9:19-27, Versão, A Boa Nova Em Português Corrente, Lisboa, Sociedade Bíblica de Portugal, 2004. 

A PALAVRA DO SENHOR (35): Quem Tem Ouvidos Para Ouvir, Que Ouça


«Não sou eu um homem livre? Não sou um apóstolo? Não vi também eu Jesus, nosso Senhor? Não é a vossa comunidade de fé fruto do meu trabalho? Se para outros eu não sou apóstolo, sou-o com toda a certeza para a vossa comunidade. A vossa fé é o selo que dá garantia ao meu apostolado. Com isto quero defender-me contra aqueles que me criticam. Não tenho eu o direito de comer e beber? Não tenho também o direito de levar comigo uma mulher crente, como fazem os outros apóstolos, os irmãos do Senhor e Pedro? Ou só eu e Barnabé é que temos de trabalhar para viver? Quem é que vai para a guerra à sua própria custa? Quem é que planta uma vinha e não come do seu fruto? Ou quem é que anda a guardar um rebanho e não se alimenta do leite desse rebanho? (…) Se outros têm o direito de participar dos vossos bens, não temos nós ainda mais direito do que eles? Mas nunca quisemos fazer uso desse direito. Pelo contrário, suportámos tudo para não criar dificuldades à pregação da boa nova de Cristo. 

Não sabem que os que trabalham para o templo comem à custa do templo e os que vão apresentar as ofertas sobre o altar recebem uma parte dessas ofertas? Do mesmo modo, o Senhor determinou que aqueles que anunciam a boa nova vivam à custa desse trabalho. Mas eu nunca exigi isto a ninguém. Nem vos escrevo estas coisas com esse objetivo. Preferia morrer. Não quero que ninguém me tire este motivo de orgulho. E não é por anunciar o evangelho que eu me sinto orgulhoso. Isso é uma obrigação que eu tenho. Ai de mim se eu não anunciar a boa nova! Se o fizesse por minha iniciativa, podia ter um salário. Mas se não é por minha iniciativa é porque me sujeito a uma missão que me foi confiada, qual será então o meu salário? O meu salário é a satisfação de anunciar o evangelho sem exigir nada em troca, renunciando aos direitos que eu tenho.[1]» 


[1] Apóstolo Paulo, in A Bíblia Sagrada, 1 Coríntios 9:1-7; 18-, Versão, A Boa Nova Em Português Corrente, Lisboa, Sociedade Bíblica de Portugal, 2004. 

A PALAVRA DO SENHOR (30): Quem Tem Ouvidos Para Ouvir, Que Ouça


“Quando Jesus se dirigia a Jerusalém, atravessou a Galileia e a Samaria. Ao entrar em certa aldeia, saíram-lhe ao encontro dez doentes com lepra. Ficaram a uma certa distância e puseram-se a gritar: «Jesus, Mestre, tem pena de nós!» Jesus olhou para eles e disse: «Vão ter com os sacerdotes para que eles vos examinem.» Foram, e enquanto iam no caminho, ficaram curados. Um deles, quando viu que estava curado, voltou e louvava a Deus em voz alta. Ajoelhou-se aos pés de Jesus, curvando-se até ao chão em agradecimento. E este era samaritano. Então Jesus perguntou: «Não eram dez os que foram curados? Onde estão os outros nove? Mais nenhum voltou para dar glória a Deus, a não ser este estrangeiro?» Depois disse-lhe: «Levanta-te e vai-te embora. A tua fé te salvou.[1]»”. 


[1] O Senhor Jesus Cristo, in A Bíblia Sagrada, Lucas 17:11-19, Versão, A Boa Nova Em Português Corrente, Lisboa, Sociedade Bíblica de Portugal, 2004). 

O Mais Importante é o Amor


«Se eu for capaz de falar todas as línguas dos homens e dos anjos e não tiver amor, as minhas palavras são como o badalar de um sino ou o barulho de um chocalho. Se eu tiver o dom de declarar a palavra de Deus, de conhecer os seus mistérios e souber tudo; e se eu tiver uma fé capaz de transportar montanhas e não tiver amor, não valho nada. Ainda que eu dê em esmolas tudo o que é meu, se me deixar queimar vivo e não tiver amor, de nada me serve. O amor é paciente e prestável. Não é invejoso. Não se envaidece nem é orgulhoso. O amor não tem maus modos nem é egoísta. Não se irrita nem pensa mal. O amor não se alegra com uma injustiça causada a alguém, mas alegra-se com a verdade. O amor suporta tudo, acredita sempre, espera sempre e sofre com paciência. O amor é eterno. As profecias desaparecem; as línguas acabam-se; o conhecimento passa. (…)  Agora existem três coisas: fé, esperança e amor. Mas a mais importante é o amor.» 

----------------------------------------------------- 
(Apóstolo Paulo, in A Bíblia Sagrada, 1 Coríntios 13:1-8;13, Versão, "A Boa Nova Em Português Corrente", Sociedade Bíblica de Portugal, Lisboa, 2004). 

A Primavera dos Cantos


«Olha! O Inverno já passou 
e com ele foram-se as chuvas. 
Já há flores pelo campo; 
chegou o tempo das canções; 
e ouve-se cantar a rola nos nossos campos.[1]» 



[1] De Rei Salomão, in A Bíblia Sagrada, Cântico dos Cânticos 2:11-12, Versão, A Boa Nova Em Português Corrente, Sociedade Bíblica de Portugal, 2004. 

A Polémica Tradução Bíblica de Frederico Lourenço


A unanimidade é algo raríssimo nos meios dos tradutores bíblicos. Foi sempre assim desde os primórdios, tendo em conta a espinhosa tarefa de transladar os textos originais (LER). O manifesto contraditório em torno da recente tradução dos quatro evangelhos de Frederico Lourenço somente veio confirmar este palpite determinista (LER) , (ALI) (AQUI). Isto para dizer que nenhuma tradução bíblica, por mais cuidada que for, consegue ser fiel e imaculada. Com isso não estou a legitimar a controversa tradução de Frederico Lourenço. Longe de mim tal pretensão, até porque aquilo que vou lendo e ouvindo por parte dos Doutores da Lei sobre esta nova empreitada é que ficou bastante aquém dos Textos Originais. 

Confesso, o que mais me deixou perplexo foi a manifesta soberba que o insigne tradutor ostentou nas entrevistas que precederam a apresentação da obra, assumindo-se o protagonismo de um "único anfitrião" que tudo sabe e ensina em matéria dos Textos Originais (ALI) e (AQUI). E mais, o facto do autor confessar-se da religião católica, “mas não praticante há uns anos" e desprovido de formação superior em Teologia, não me parece que esteja espiritualmente à altura de tão nobre desafio de traduzir as Escrituras Sagradas. E tal como escreveu sabiamente o Frei Herculano Alves, o que subscrevo na integra, "é dentro do cristianismo que melhor se compreende o sentido profundo da linguagem da Bíblia; pois não basta traduzir as palavras da Bíblia, mas sentir-lhe o perfume cristão, o perfume que elas foram ganhando ao longo dos séculos, ao passarem pela vida de milhares de milhões de cristãos, no povo de Deus, que foi sempre acompanhado pelo Espírito de Jesus. Isso, sim, é fazer uma tradução cristã, “rigorosa”, da Bíblia. Como disse o Concílio Vaticano II: "A Bíblia deve ser lida com o mesmo espírito com que foi escrita" (Dei Verbum, 12). E se lida, também traduzida" (LER)

Por isso, julgamos que o ilustre Frederico Lourenço está desqualificado espiritualmente para traduzir a Bíblia Sagrada – por não ser Cristão comprometido e de estar completamente desprovido de formação superior em Teologia, tendo em conta o grau de complexidade que o "espirito" das Escrituras Sagradas encerra. Esta complexidade só poder ser aferida pelas mulheres e homens comprometidos com a causa do Evangelho e cheios do Espirito Santo. 

Da minha parte, e sem qualquer tipo de preconceito, gosto mais da Velha Edição Revista e Corrigida de João Ferreira de Almeida (LER). Foi com ela que, desde a mais tenra idade, construí afinidade espiritual até aos dias de hoje. Espero continuar sempre assim. 

O Conservador


Sou um homem com mundividências tradicionais. Não sou reaccionário no sentido ideológico da acepção e, muito menos, retrogrado. Estou numa posição intermédia. Gosto de fazer as coisas que me despertam uma atenção especial. Sou, em certa medida, aversivo aos sobressaltos metodológicos. Detesto permanentes mudanças. Não aprecio as aventuras. Lido muito mal com as imprevisibilidades. Delicio-me mais com as realidades simples da vida do que propriamente ambicionar as efemeridades que só causam transtornos e desequilíbrios emocionais. Primo pelas boas amizades. Um grande amante da música - praticamente de todos os géneros. Considero-me uma pessoa de família e tenho DEUS como tudo na minha vida. De uma forma genérica e sumária, sou aquilo que sou. 

Depois de oito anos de excursões em outras versões bíblicas, volto hoje definitivamente a usar a velha Edição Revista e Corrigida de João Ferreira de Almeida na qual construí, desde a mais tenra idade, afinidade espiritual. Regresso sem qualquer tipo de arrependimento existencial ou mudança dogmática, consciente da necessidade e urgência de investir cada vez mais no pleno conhecimento da Palavra de DEUS, com vista a fazer face eficazmente ao secularismo materialista do nosso mundo pós-moderno, completamente hostil à mensagem do Evangelho. Regresso bastante satisfeito e com uma visão teológica mais apurada no que toca, sobretudo, ao testemunho imaculado que devo evidenciar perante os terceiros como fiel seguidor do Senhor Jesus Cristo.