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ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL (2): A Pureza Sexual (1 Ts 4:1-12)


O sexo e a sexualidade são temas completamente tabu no meio Cristão, especialmente nos círculos evangélico-tradicionais. Praticamente não se fala do sexo do ponto de vista eclesiástico, excepto estrita e esporadicamente nos encontros de casais. Esta posição ultraconservadora sobre o sexo no seio dos evangélicos é altamente influenciada pela Igreja Católica Romana que, tal como sabemos, tem uma posição sui generis nesta matéria. 

Santo Agostinho, um dos maiores teólogos Cristãos de todos os tempos, formulou na sua magistral obra “Confissões” o conceito do “pecado original”, que posteriormente desenvolveu na “Cidade de Deus”.  O Pecado original, segundo o insigne Doutor da Igreja, entrou no mundo por via do sexo. A libido e os cuidados redobrados que o ser humano normalmente tem com as regiões pudendas são as manifestações visíveis da vergonha que procedem do castigo (LER), defendia peremptoriamente o reputado teólogo. E toda esta construção doutrinária vai tendo fortes implicações práticas na forma peculiar como a Igreja Católica encara e aborda o sexo, sobretudo negando implicitamente o seu carácter de fruição, reduzindo-o lato sensu à procriação. Por isso, a problemática sobre a intransigente oposição do Vaticano ao uso de métodos contraceptivos entre os casais no âmbito matrimonial só poderá ser holisticamente compreendida no “pecado original” de Santo Agostinho. 

Este ultraconservadorismo sexual da Igreja Católica Romana, embora com algumas nuances, vai ganhado um amplo acolhimento no protestantismo tradicional, arrastando concomitantemente os movimentos pentecostais e neopentecostais. Obviamente, não se pode banalizar o sexo. É um facto. Da mesma sorte, não se pode torná-lo um tema tabu, particularmente no nosso mundo pós-moderno onde se explora o sexo até à exaustão em todas as dimensões da convivência social. 

E mais, tal como sustenta correctamente a Declaração da Fé Baptistas Portuguesa, “Deus não condena o ato sexual em si, mas a prática sexual desgovernada, sem limites e sem princípios divinos.  Deus não deixa a sexualidade ao critério de cada um, até mesmo aos casados lhes adverte e aconselha para que nenhum dos cônjuges negue o sexo, antes procedam com consentimento mútuo. A atração física, emocional e o verdadeiro amor no casamento são condições indispensáveis para uma sexualidade abençoada. Todas as práticas sexuais desviadas dos padrões das Escrituras se inscrevem no mundo do abrasamento e das perversões (parafilias), degradantes da vida e da sua dignidade, a saber: prostituição, homossexualidade, pedofilia, pornografia, incesto, violação e bestialidade»” (LER)

É preciso reforçar, cada vez mais, nas nossas igrejas, um ensino doutrinário consistente sobre o sexo e a sexualidade saudável para, deste modo, poder munir os nossos adolescentes, jovens e adultos a responderem satisfatoriamente aos presentes e exigentes desafios a esse nível. Só assim, deixaremos de ser presas fáceis da fornicação, pornografia, adultério e todo o tipo de imoralidade sexual. E tudo isto, em última instância, só se alcança vivendo na pureza sexual. 

Ora, é esta verdade salvífica que procurei abreviadamente desenvolver nesta lição da Escola Bíblica Dominical (EBD). Tenha um bom proveito na sua auscultação. 

Que Futuro Para a Igreja?


Nos tenebrosos dias que correm impõem-se, a todos os eleitos filhos de DEUS, com carácter de urgência, uma genuína introspecção sobre o dinamismo e o futuro da Igreja “no presente século mau” em que ela está soberanamente submergida. De facto, este exame subjectivo remete-nos concomitantemente para várias preocupantes considerações eclesiásticas. Desde logo, a Igreja confronta-se, cada vez mais, com seríssimas dificuldades em afirmar e passar eficazmente a sua salvífica mensagem ao mundo perdido – fruto da incoerência testemunhal por parte dos seus líderes e correligionários. Além desta manifesta incongruência testemunho-religiosa, acrescem ainda outros factores conjugados, nomeadamente a falta do decoro e autoridade ministerial dos pastores, a sonolência espiritual dos Cristãos que, por sua vez, vai atraindo sorrateiramente para dentro das congregações toda a sorte do mundanismo, racionalismo, liberalismo teológico, idolatria, enriquecimento ilícito, heresias destruidoras de vidas, descomprometimento com a santificação e a obra missionária (LER). Há, de forma subsumida, com tudo isto, uma capitulação da Igreja perante os corruptos valores do mundo e “cantos da sereia” dos dissimulados “vendilhões do templo” (LER) que tomaram-na de assalto, promovendo hereticamente um “outro evangelho” (Gálatas 1:6-7), isto é, o evangelho da prosperidade, do descompromisso, do desserviço, da desconsagração, do protagonismo, do exibicionismo, da auto-complacência, do sincretismo, do ocultismo  e um número infindável de torpezas espirituais. 

A Igreja vive infelizmente dias obnubilados, tendo em conta a ganância e futrica religiosa acabadas de se mencionar, que obstaculiza significativamente a sua coesão e vigorosa acção missionária. Os dias são realmente maus, encerrava advertidamente há séculos o Apóstolo Paulo (Efésios 5:16). Muitos dos actuais pastores e lideranças das igrejas estão mais comprometidos com as suas agendas interesseiras, contrárias aos impolutos propósitos Divinos, levando, em consequência disso, os mais fracos a “naufragarem na fé” (1 Timóteo 1:19) – por causa de reiterados escândalos espirituais que vão minando a Igreja. Os “sinais dos tempos” (LER) apontam-nos indubitavelmente para uma súbita segunda vinda do Senhor Jesus Cristo num futuro breve (LER), uma vez que estamos a assistir cada vez mais ao surgimento de falsos profetas que estão a ludibriar muitas pessoas para o inferno, apostasia dos últimos dias, bem como “abominação devastadora de que falou o Profeta Daniel” (Mateus 24:15).É nesta alarmante e catastrófica realidade espiritual que autêntica Igreja de Cristo é chamada a ser “sal e luz” do Mundo, dando o poderoso testemunho na proclamação do Evangelho (ALI) e (AQUI)

Apesar de todas essas calamitosas e terríficas adversidades que a Igreja vai diariamente enfrentando, mesmo assim, sabemos pela fidedigna revelação bíblica que os verdadeiros Santos de DEUS jamais se sucumbirão. Os autênticos filhos de DEUS jamais se sucumbirão, insistimos. Em todas estas coisas, “somos mais que vencedores, por aquele que nos amou” (Romanos 8:37). A Igreja vai sempre sair vitoriosa em todas as ocasiões, contextos, circunstâncias e conjunturas, máxime da letargia, dos escândalos, dos pecados, das traições, das perseguições e “vale da sombra da morte”. As portas do inferno, em circunstância alguma, prevalecerão contra ela (Mateus 16:18). A predeterminada visão Gloriosa se cumprirá e a Igreja Vitoriosa em paz repousará sobre as Bem-aventuranças Eternas. Eis, em suma, o auspicioso futuro triunfante que espera a Santa Igreja do Senhor Jesus Cristo. Que assim seja. E assim sempre será.