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Grande Entrevista Com a “Dama de Ferro” Sali Mané


Dentro de algumas horas, isto é, logo às 21h00 de Portugal, estarei a participar num directo no Facebook com a minha estimada amiga Sali Mané Mané (LER). Estaremos juntos a debater sobre a preocupante situação política que se vive no nosso país. A Guiné-Bissau tem, desde que Umaro Sissoko Embaló assumiu pela força armada o poder no país, resvalado numa deriva autoritária sem precedentes, colocando em causa de forma substancial os ganhos democráticos que outrora o país conquistou com bastante dor e sacrifício. 

Há permanentes abusos, violações e violências contra os guineenses por parte deste ilegítimo, incompetente, corrupto e ditatorial regime instalado no país. Há uma completa instrumentalização dos órgãos da soberania em torno de uma pessoa que, contra todas as expectativas jurídico-legais, faz e desfaz a seu bel-prazer a nossa Res Publica. Há perseguição, silenciamento, despotismo e crime organizado, envolvendo directamente os titulares dos órgãos da soberania. 

Nós, como os filhos daquela terra, que queremos o seu bem-estar e desenvolvimento, não podemos ficar indiferentes e calados perante tamanhas atrocidades e desmandos. Não podemos refugiar-nos na confortável posição da injusta “imparcialidade”, ignorando deliberadamente os grilhões do nosso povo em sofrimento. Não podemos, em circunstância alguma, compactuar com a maldade a que o país foi votado por parte dos traidores da pátria. 

Por imperativo de consciência, e dever patriótico, vamos erguer a nossa voz bem alto para denunciar e combater com as armas da justiça esta ditadura do consenso. Vamos lutar, até ao fim, custe o que custar, para reverter este quadro funesto que encaminha paulatinamente o nosso país para o abismo e autodestruição. Vamos estar, acima de tudo, incansavelmente, ao lado do nosso povo e na defesa intransigente do primado da legalidade, do Estado de Direito Democrático e de Direitos Humanos. 

O Sistema da Educação na Guiné-Bissau


Começou hoje oficialmente o início do novo ano lectivo na Guiné-Bissau (LER). Partilho aqui a parcela do live informal que tive há seis anos, concretamente em 27 Fevereiro de 2018, com a nossa famosa e Activista “Dama de Ferro” Sali Mané, sob o tema: “O Sistema da Educação na Guiné-Bissau” (VER).  A minha intervenção em crioulo foi congruente com aquilo que já havia defendido há doze anos num prolixo ensaio intitulado “Em Defesa do Futuro da Guiné-Bissau” (LER).  

Entendo que é preciso fazer reformas profundíssimas neste tão importante e estratégico sector do país, que incorpora o âmago do progresso de qualquer nação, sobretudo no que toca à qualificação dos nossos quadros professores, proporcionando-lhes diversas oportunidades de formação, com vista a poderem responder satisfatoriamente os exigentes desafios pós-modernos a nível da formação. Fazer alteração nos modelos programáticos e didácticos dos cursos que, até então, têm sido cegamente seguidos e que não se ajustam à realidade do país, através da restruturação de planos curriculares, melhorando significativamente a pedagogia do ensino, pautando, acima de tudo, pelo rigor, exigência e excelência do mesmo. Construir mais escolas em todas as regiões e aldeias do país (e não venham cá dizer-me que não há dinheiro para tal), para assim dispor da cobertura do ensino em todo o território nacional e, consequentemente, nesta primeira fase, impor o 9ºano de escolaridade obrigatória para todos os guineenses. 

Estas impreteríveis reformas estruturais devem abranger todos os ciclos de ensino do país. Infelizmente, por incompetência e falta de visão dos nossos sucessivos governantes, actualmente, na Guiné-Bissau, não existe praticamente nenhuma escola técnico-profissionalizante, com a excepção do CIFAP que foi fundado e continua a ser patrocinado pela Dioceses das Igrejas Católica de Bissau, operando com bastante sucesso. É um erro crasso. A nosso ver, o Estado deveria igualmente pensar seriamente em investir nesse modelo de qualificação para os nossos homens e mulheres, minimizando as graves carências que há em múltiplas áreas profissionais do país. 

É preciso também encetar os contactos a nível externo, procurando fazer parcerias com outros países no mesmo sector, não somente para servir de intercâmbio ao nosso pessoal docente e os educadores em geral, assim como melhorar a formação dos nossos jovens, através de bolsas de estudo para os referidos países, a fim de completarem os seus planos de estudos, nomeadamente a nível da Licenciatura, Mestrado, Doutoramento e Pós-Doutoramento, se assim for o seu desejo. 

A Educação é o único antídoto indispensável para a Guiné-Bissau eliminar cabalmente os flagelos humano-sociais, que a têm ameaçado de forma reiterada e galopante, nomeadamente à questão da instabilidade governativa, a corrupção e a fome, a propagação do vírus de HIV, as gravidezes precoces, o casamento forçado, a hedionda mutilação genital feminina, a violência doméstica, o elevado índice da mortalidade materno-infantil, a curta esperança média de vida dos cidadãos, etc. É através da educação que o Homem consegue dispor de ferramentas necessárias ao seu alcance para responder eficientemente os sérios desafios que vão surgindo ao longo da sua vida e, deste modo, realizar-se como pessoa de bem no círculo em que está inserido. Tudo isto acaba por ter reflexos bastantes positivos à sociedade em geral. 

Não sem razão que um dos grandes e proeminentes pedagogos de todos os tempos Coménio, na sua célebre obra “Didáctica Magna”, falava na necessidade de formação de todas as pessoas, independentemente do sexo, raça, religião e estrato social. Todas as pessoas, sustentavam peremptoriamente, devem ser enviadas às escolas, com vista a contribuírem para uma sociedade mais ordeira, integrativa, equilibrada, justa e progressista. E este imperativo não é alheio à Guiné-Bissau, isto é, aplica-se-lhe na perfeição. Necessitamos, com a máxima urgência, de melhorar a nossa qualidade de ensino para o bem-estar do nosso amado país, a Guiné-Bissau. 

O Futuro da Coligação PAI - Terra Ranka


O relacionamento do PAIGC com os restantes partidos da coligação, sobretudo o seu futuro político, é a pertinente questão que o Jurista Gervasio Silva Lopes me colocou. Não hesitei, na minha humilde resposta, em denunciar a falta de compromisso que caracterizam os actores políticos guineenses. Temos uma classe política incompetente, gananciosa, materialista, corrupta e permeável à corrupção. Todos estes vícios corrosivos têm feito a Guiné-Bissau retroceder consideravelmente a nível do desenvolvimento. 

Mesmo assim, congratulei-me com o facto do PAIGC ter tido uma postura aberta em integrar os outros partidos com assento parlamentar, nomeadamente o PRS e PTG, não obstante não precisarem deles para governar, uma vez que o PAIGC venceu as eleições com a maioria absoluta. 

Centralizei ainda a minha abordagem sobre os constantes ziguezagues políticos que tem caracterizado o PRS nas duas últimas décadas. O PRS é, cada vez mais, para tristeza nossa, um partido descaracterizado, faminto e vendido. Um partido que está sempre metido em trafulhas, conspirações, golpes de estado e ilegalidades, perdendo consideravelmente o capital político que outrora granjeou perante o eleitorado guineense. A maioria dos guineenses há muito tempo que não se revê no PRS por causa da sua avidez pelo poder, estando disposto a tudo para fazer sempre parte do governo. Tanto que, por esta razão, foi relegado duas vezes para a terceira força política do país e com pouca expressão política. 

Não obstante toda esta situação, julgo que esta nova direcção do PRS, encabeçado por Fernando Dias, tem todas as condições para inverter a má fama do partido perante o eleitorado guineense. E uma das formas mais rápidas para chegar este desiderato político é levar avante, até ao fim, este acordo de incidência parlamentar com a coligação PAI – Terra Ranka. 

Por isso, tal como conclui de forma peremptoria, é extremamente importante que o próprio PAIGC ajudasse o jovem Fernando Dias a ganhar o próximo congresso do PRS para, desta forma, poder continuar na liderança e consolidar o seu poder no seio dos renovadores. 

A Polémica em Torno do Novo Governo do Dr. Geraldo Martins


Partilho aqui a minha apreciação sobre o novo governo guineense, procurando cingir-me sobretudo a polémica do momento que tem a ver com os nomes de ministros e secretários de estados que, na leitura de alguns guineenses, não estão habilitados para fazerem parte do executivo liderado por Geraldo Martins – por estarem manchados pela corrupção e/ou incompetentes para o cargo, bem como aqueles que têm um entendimento diferente neste sentido, considerando que é um governo possível. 

O Relacionamento Institucional de Geraldo Martins com Umaro Sissoko Embaló


Como deve ser o relacionamento institucional deste novo governo com o presidente da república? É a pertinente questão que o Jurista Gervasio Silva Lopes me colocou ontem no nosso directo. Na minha resposta, formulei que o relacionamento do Primeiro-Ministro Geraldo Martins com Sissoko deve ser pautado, acima de tudo, pela legalidade constitucional. Instei ainda ao Primeiro-ministro a nunca realizar o Conselho de Ministros na presidência da república, mas sim no palácio do governo como manda a lei, tendo em conta a separação de poderes consagrado no nosso regime jurídico, assim como não reduzir a servilismo subserviente e culto de personalidade a Sissoko. Não precisa de nada disso, uma vez que está revestido da legitimidade popular para exercer o cargo de Primeiro-ministro, independentemente do julgamento positivo ou não de Sissoko. 

Apreciação Política Sobre o Novo Governo de Geraldo Martins


Como deve ser o relacionamento institucional deste novo governo com o presidente da república? É a pertinente questão que o Jurista Gervasio Silva Lopes me colocou ontem no nosso directo. Na minha humilde resposta, formulei que o relacionamento do Primeiro-Ministro Geraldo Martins com Sissoko deve ser pautado, acima de tudo, pela legalidade constitucional. Instei ainda ao Primeiro-ministro a nunca realizar o Conselho de Ministros na presidência da república, mas sim no palácio do governo como manda a lei, tendo em conta a separação de poderes consagrado no nosso regime jurídico, assim como não reduzir a servilismo subserviente e culto de personalidade a Sissoko. Não precisa de nada disso, uma vez que está revestido da legitimidade popular para exercer o cargo de Primeiro-ministro, independentemente do julgamento positivo ou não de Sissoko. 

O Regresso


Dentro de algumas horas, mais precisamente às 20h30 de Portugal, estarei a ser entrevistado pelo Jurista Gervasio Silva Lopes para falar sobre a realidade político-governativa do nosso país, a Guiné-Bissau. Esta entrevista marcará o meu regresso ao debate público guineense – depois de ter estado ininterruptamente quatro anos num silêncio absoluto, sem formular nenhuma opinião pública sobre o curso funesto que a Guiné-Bissau tem enveredado. 

Há tempo de calar e o tempo de falar, dizia sabiamente o rei Salomão (Eclesiastes 3:7). Chegou o momento oportuno para erguer a minha voz para falar aquilo que entendo ser mais conveniente e correcto para dinamizar o meu país.  Vou abordar sobre o novo governo do país e como é que este interagirá com o presidente da república e demais órgãos da soberania nos próximos tempos. Falarei ainda sobre o nosso modelo constitucional e os desafios legislativos que se colocam os deputados agora eleitos, sobretudo a matéria da revisão constitucional, a problemática em torno do contrato dos nossos recursos naturais, a estacionada força da CEDEAO que se encontra no país, as flagrantes e reiteradas violações dos direitos humanos dos cidadãos, a responsabilidade e responsabilização dos titulares dos cargos públicos, etc. 

Assim que for às 20h30 vou partilhar o directo na minha página no facebook. Está, por isso, convidado/a para assistir. Até logo. Obrigado.

Conversa com o Dr. Roberto Vieira sobre o Vegetarismo



Nos próximos tempos, querendo DEUS, passarei a fazer entrevistas com algumas pessoas para o meu canal no youtube sobre os mais variados temas que afectam a nossa realidade humano-social. Nada melhor do que começar com o meu mano mais velho, Roberto Vieira (LER). Nesta brevíssima entrevista sobre os desafios de ser vegetariano, o meu irmão partiu da sua própria experiência pessoal de vida (LER), destacando os prós & contras do vegetarianismo, bem como simultaneamente abordando os preconceitos e dificuldades associados à vida vegetariana, especialmente no contexto específico da Guiné-Bissau, dando depois conselhos oportunos para aqueles que têm dificuldades de perder o peso e consequentemente manter um equilíbrio saudável. 

Vale a pena mesmo ver esta rica e esclarecedora entrevista. Recomendo-a. Tenha um bom proveito. Obrigado. 

Entrevista ao Dr. Roberto Vieira Sobre a Situação Macroeconómica da Guiné-Bissau



O meu querido irmão Roberto Vieira ontem numa entrevista na rádio Capital FM da Guiné-Bissau, falando de forma subsumida sobre as estatísticas guineenses, revisão do ano base, contas e produção nacional, riqueza e produto interno bruto (PIB), etc. Em suma, abordou de forma sapiencial a situação macroeconómica geral do país e as previsões de crescimento nos próximos anos. Uma verdadeira aula de Economia e Finanças Públicas. 

Ao longo destes anos, o meu irmão teve uma experiência profissional intensa, destacada e enriquecida a todos os níveis, acabando simultaneamente por ser instrumento de bênção para o país e a nossa família em especial. Por isso, agradeço penhoradamente a DEUS pela oportunidade que lhe tem conferido até à data presente e sobretudo pela sua preciosa vida. Muitos parabéns, Roberto!