Mostrar mensagens com a etiqueta Debate. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Debate. Mostrar todas as mensagens

Grande Entrevista Com a “Dama de Ferro” Sali Mané


Dentro de algumas horas, isto é, logo às 21h00 de Portugal, estarei a participar num directo no Facebook com a minha estimada amiga Sali Mané Mané (LER). Estaremos juntos a debater sobre a preocupante situação política que se vive no nosso país. A Guiné-Bissau tem, desde que Umaro Sissoko Embaló assumiu pela força armada o poder no país, resvalado numa deriva autoritária sem precedentes, colocando em causa de forma substancial os ganhos democráticos que outrora o país conquistou com bastante dor e sacrifício. 

Há permanentes abusos, violações e violências contra os guineenses por parte deste ilegítimo, incompetente, corrupto e ditatorial regime instalado no país. Há uma completa instrumentalização dos órgãos da soberania em torno de uma pessoa que, contra todas as expectativas jurídico-legais, faz e desfaz a seu bel-prazer a nossa Res Publica. Há perseguição, silenciamento, despotismo e crime organizado, envolvendo directamente os titulares dos órgãos da soberania. 

Nós, como os filhos daquela terra, que queremos o seu bem-estar e desenvolvimento, não podemos ficar indiferentes e calados perante tamanhas atrocidades e desmandos. Não podemos refugiar-nos na confortável posição da injusta “imparcialidade”, ignorando deliberadamente os grilhões do nosso povo em sofrimento. Não podemos, em circunstância alguma, compactuar com a maldade a que o país foi votado por parte dos traidores da pátria. 

Por imperativo de consciência, e dever patriótico, vamos erguer a nossa voz bem alto para denunciar e combater com as armas da justiça esta ditadura do consenso. Vamos lutar, até ao fim, custe o que custar, para reverter este quadro funesto que encaminha paulatinamente o nosso país para o abismo e autodestruição. Vamos estar, acima de tudo, incansavelmente, ao lado do nosso povo e na defesa intransigente do primado da legalidade, do Estado de Direito Democrático e de Direitos Humanos. 

Segregação Cultural e o Seu Reflexo no Sistema Educacional


Comemora-se “O Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial”. Partilho aqui, a propósito do tema em apreço, a parcela da minha intervenção há dois anos como um dos oradores convidados na conferência organizada pelo Núcleo de Estudantes Africanos da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa (NEAFDL), intitulada “A Segregação Cultural: Seu Reflexo no Sistema Educacional”. Nela procurei humildemente fazer um diagnóstico apurado sobre as raízes e causas da discriminação racial, através de um enquadramento histórico-político, bem como apresentando concomitantemente antídotos necessários para mitigá-las na convivência dos humanos. Tenham um bom proveito. 

O Futuro da Coligação PAI - Terra Ranka


O relacionamento do PAIGC com os restantes partidos da coligação, sobretudo o seu futuro político, é a pertinente questão que o Jurista Gervasio Silva Lopes me colocou. Não hesitei, na minha humilde resposta, em denunciar a falta de compromisso que caracterizam os actores políticos guineenses. Temos uma classe política incompetente, gananciosa, materialista, corrupta e permeável à corrupção. Todos estes vícios corrosivos têm feito a Guiné-Bissau retroceder consideravelmente a nível do desenvolvimento. 

Mesmo assim, congratulei-me com o facto do PAIGC ter tido uma postura aberta em integrar os outros partidos com assento parlamentar, nomeadamente o PRS e PTG, não obstante não precisarem deles para governar, uma vez que o PAIGC venceu as eleições com a maioria absoluta. 

Centralizei ainda a minha abordagem sobre os constantes ziguezagues políticos que tem caracterizado o PRS nas duas últimas décadas. O PRS é, cada vez mais, para tristeza nossa, um partido descaracterizado, faminto e vendido. Um partido que está sempre metido em trafulhas, conspirações, golpes de estado e ilegalidades, perdendo consideravelmente o capital político que outrora granjeou perante o eleitorado guineense. A maioria dos guineenses há muito tempo que não se revê no PRS por causa da sua avidez pelo poder, estando disposto a tudo para fazer sempre parte do governo. Tanto que, por esta razão, foi relegado duas vezes para a terceira força política do país e com pouca expressão política. 

Não obstante toda esta situação, julgo que esta nova direcção do PRS, encabeçado por Fernando Dias, tem todas as condições para inverter a má fama do partido perante o eleitorado guineense. E uma das formas mais rápidas para chegar este desiderato político é levar avante, até ao fim, este acordo de incidência parlamentar com a coligação PAI – Terra Ranka. 

Por isso, tal como conclui de forma peremptoria, é extremamente importante que o próprio PAIGC ajudasse o jovem Fernando Dias a ganhar o próximo congresso do PRS para, desta forma, poder continuar na liderança e consolidar o seu poder no seio dos renovadores. 

O Regresso


Dentro de algumas horas, mais precisamente às 20h30 de Portugal, estarei a ser entrevistado pelo Jurista Gervasio Silva Lopes para falar sobre a realidade político-governativa do nosso país, a Guiné-Bissau. Esta entrevista marcará o meu regresso ao debate público guineense – depois de ter estado ininterruptamente quatro anos num silêncio absoluto, sem formular nenhuma opinião pública sobre o curso funesto que a Guiné-Bissau tem enveredado. 

Há tempo de calar e o tempo de falar, dizia sabiamente o rei Salomão (Eclesiastes 3:7). Chegou o momento oportuno para erguer a minha voz para falar aquilo que entendo ser mais conveniente e correcto para dinamizar o meu país.  Vou abordar sobre o novo governo do país e como é que este interagirá com o presidente da república e demais órgãos da soberania nos próximos tempos. Falarei ainda sobre o nosso modelo constitucional e os desafios legislativos que se colocam os deputados agora eleitos, sobretudo a matéria da revisão constitucional, a problemática em torno do contrato dos nossos recursos naturais, a estacionada força da CEDEAO que se encontra no país, as flagrantes e reiteradas violações dos direitos humanos dos cidadãos, a responsabilidade e responsabilização dos titulares dos cargos públicos, etc. 

Assim que for às 20h30 vou partilhar o directo na minha página no facebook. Está, por isso, convidado/a para assistir. Até logo. Obrigado.

A Fronteira entre a Prostituição, Violação e Pedofilia na Guiné-Bissau



Partilho aqui o vídeo do debate que tive no ano passado com a nossa “Dama de Ferro” Sali Mané Semedo, sob o tema: “Qual é a Fronteira entre a Prostituição, Violação e Pedofilia na Guiné-Bissau?” A fronteira é bastante ténue. Por isso, procurei fazer um enquadramento cultural daquilo que é a mundividência da sociedade guineense sobre as três complexas realidades. Na temática da prostituição fiz a destrinça entre a prostituição num conceito lato sensu e o lenocínio. Na violação abordei a problemática de “bafa mindjer”, os apalpões com que, infelizmente, algumas mulheres se confrontam no espaço público e o assédio sexual (tanto no plano laboral como no plano social), demonstrando que a sociedade guineense não concebe os dois últimos como crimes, isto é, os apalpões e o assédio sexual. 

Já na questão da Pedofilia, que foi a parte que mais gerou querelas dos intervenientes, falei das implicações jurídicas da idade da maioridade civil, a idade de consentimento sexual e a maioridade sexual, bem como a definição que a sociedade guineense atribui à pedofilia, concluindo que a envolvência sexual com as ditas “catorzinhas” não consubstanciam, na nossa sociedade, um acto de pedofilia, tal como é entendido na generalidade do mundo Ocidental. Isto porque, a autodeterminação sexual, na sociedade guineense, afere-se com as transformações fisiológicas que os meninos e as meninas vão tendo no seu percurso de vida. Naqueles através do aparecimento de pelos púbicos e alteração da voz. Nestas com o período da menstruação e as mudanças significativas que se vão notando no seu corpo, máxime na protuberância dos seios, etc. São factores que determinam a sexualidade na sociedade guineense (a autodeterminação sexual, bem entendido) e não propriamente uma idade em concreto para qualificar um menino ou uma menina como sendo livre de decidir com quem queira manter uma relação sexual. Partindo destas matrizes culturais e  pressupostos valorativos, razão pela qual, nesta fase, o usufruto sexual não é qualificado como sendo crime de pedofilia. 

Obviamente que esta concepção é passível de vários questionamentos, tal como manifestei veemente no vídeo em apreço. Sou, inteiramente, e sem qualquer tipo de reservas, contra esta redutora forma de estar e encarar a vida. No entanto é, infelizmente, a nossa realidade. Por isso, a prática das “catorzinhas” é amplamente tolerada no nosso país. Sem entrar mais em prolegómenos, disse mais coisas que poderão ouvir no vídeo e tirar também as vossas ilações. Tenham um bom proveito. Obrigado. 

As Leis Imorais Não têm Força no Fórum da Consciência


Cara "Joana", não confundas o inconfundível e nem tão pouco associes outros temas que não tem nada a ver com o debate em apreço, tal como equivocadamente estás a fazer. É preciso separar correctamente “o trigo do joio”. Obviamente que ninguém está aqui a pôr em causa a felicidade dos homossexuais e, muito menos, a livre decisão que lhes assiste. Somos livres de fazer as escolhas que nos convêm, contando que estejamos ao mesmo tempo preparados para assumir integralmente as suas devidas consequências. E uma das inevitáveis consequências decorrentes de ser homossexual é manifestamente a de não poder ter filhos. Por isso, os homossexuais têm apenas que encaixar esta objectiva ideia na cabeça e conformar-se com ela. Como a maioria dos homossexuais não se conforma com tal condicionalismo natural, procuram arranjar falsamente a ideia piedosa de estarem demasiados preocupados com as crianças institucionalizadas, a fim de poderem a todo o custo adoptá-las. Estão simplesmente a servir-se das pobres crianças para fazer valer a sua ilegítima pretensão. Quem, já agora, diz que uma criança institucionalizada quer ser adoptada por pessoas do mesmo sexo? Onde foste buscar essa ideia? Conheces, porventura, a verdadeira aspiração de uma criança ao ponto de saber essa particularidade dela? 

Digo-te claramente que não é o amor às crianças desprotegidas que move verdadeiramente a maioria dos homossexuais, mas sim a ideia de poder concretizar uma realização pessoal de ter filhos, como é a tendência natural de qualquer ser humano que esteja no seu perfeito juízo. Esquecessem-se que essa pretensão não pode vincar só porque querem, tendo em conta outros valores superiores da criança em jogo, nomeadamente o direito de ter a “formatação” de um pai e de uma mãe no seu percurso de vida, independentemente de viver com eles ou não. Anular completamente este facto, por meros caprichos egocêntricos de certos indivíduos, é pôr em causa um direito fundamental de personalidade inerente a qualquer ser humano, particularmente o da criança. 

Se os homossexuais estão assim tão preocupados com as crianças órfãs e desamparadas nas instituições, e querem realmente ajudá-las, como fazem questão de defender publicamente, há forma mais sublime de o fazer e que certamente fará muito mais diferença na vida das mesmas do que quererem adoptá-las a todo o custo e incutir-lhes uma educação homossexual. Isto passa, acima de tudo, a meu ver, em fazer pontualmente uma doação pecuniária às instituições onde estas crianças estão acolhidas e concomitantemente apoiar/encorajar as pessoas que tomam conta delas. Estariam não somente a prestar um bom serviço às ditas “crianças desprotegidas”, bem como à sociedade e ao país em geral. 

E já agora, não precisas de ficar perplexa comigo. Não sou preconceituoso, como temerariamente julgas, e não precisas estar a conotar erradamente o meu blogue com adjectivos pejorativos. De resto, estou inteiramente de acordo com a qualificação que usaste para caracterizar o preconceito, apesar de não ser propriamente o tema objecto do presente debate. No entanto, se quiseres debater sobre o preconceito em Portugal e no mundo, não tenho nenhum problema em fazê-lo contigo. O cerne do nosso debate é sobre a co-adopção e a adopção por parte dos homossexuais e, sobretudo, destes quererem impor com os argumentos esgrimidos a tal aberrante conduta como sendo padrão normal da sociedade, fazendo com que eu e demais pessoas recusemos peremptoriamente aceitar. 

Em suma, como oportunamente defendi no artigo e volto a defender aqui: a prática homossexual é anti-natural, anti-valor da família, anti continuidade da espécie, anti-progresso, anti-civilização e anti-vida. Da mesma sorte, o regime da co-adopção e da adopção por parte dos mesmos casais ou não casais. Digo isto com a fundamentação de que se continuarmos sistematicamente a fomentar a ideologia homossexual a raça humana deixará de existir num curto prazo de tempo. 

---------------------------------------- 
Escrevi este comentário há 5 anos, a propósito da aprovação na altura do regime de adopção por parte dos homossexuais, respondendo a uma colega que partilhou no fórum universitário o artigo que escrevi aqui (LER), acusando-me precipitadamente de ser homofóbico e preconceituoso e outros adjectivos que não importa agora estar aqui a mencionar, espoletando um conjunto de vociferações contra a minha pessoa. Na minha resposta, como se pode constatar, não resvalei na inqualificável postura de baixo nível e nem tão pouco me deixei intimidar. Sou uma pessoa educada e esclarecida. Não preciso de recorrer a argumentos intimidatórios para fazer valer a minha convicção. Mostrei, apenas, de forma intrépida, sem qualquer tipo de receio, a minha firme convicção. Não há nenhuma lei, “doutrina” ou raciocínios falazes que me possam convencer que a homossexualidade é algo normal e natural, tal como a nossa sociedade do “politicamente correcto” tem procurado fazer crer. O meu comentário, este, foi censurado e consequentemente fui bloqueado. Acontece que, por razões várias, felizmente, consegui estes dias recuperá-lo através da onedrive

Tertúlia e Vigília de Oração


Dentro de algumas horas estarei a participar como convidado especial na tertúlia promovida pelo Núcleo de Estudantes Africanos da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa (NEAFDUL), sob o tema: "Escravatura na Líbia – Um Problema do Mundo ou Africano?". Não devo distanciar-me muito da tese que outrora defendi aqui no Jornal Observador (LER). Espero que, à semelhança de outras tertúlias (LER), possa ser um debate intenso, profícuo e esclarecedor. 

E depois deste evento cívico-cultural dirigir-me-ei para as instalações da Igreja Evangélica Assembleia de Deus de Benfica, em Lisboa, a fim de tomar parte, juntamente com os meus patrícios guineenses, numa vigília de oração que terá início às 22h:00 até à alvorada, onde serei um dos oradores. Que seja, de facto, um tempo de bênção e edificação para glória de DEUS.