Globalização: Marcha-atrás
a todo o vapor? A epidemia veio pôr a nu as falhas de uma economia interconectada
já contestada. Estaremos dispostos a renunciar ao modelo que permitiu o nosso
enriquecimento? São conjuntos de interrogações que foram suscitadas
numa longa reportagem da Revista Courrier Internacional deste mês sobre o “Repensar
o Mundo” em que vivemos, abordando a pertinente temática da pandemia do coronavírus,
globalização, crise climática e natalidade (LER).
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A Ler
Sim, elas podem. Na Áustria,
na Grécia, na Nova Zelândia, no México e em muitos países e organizações
internacionais começam a emergir novas figuras políticas femininas. Será este
um fenómeno esporádico ou duradouro? Tudo indica que podemos estar a assistir
ao início de uma nova era. Basta ver como, nos Estados Unidos da América, uma
figura como Alexandria Ocasio-Cortez promete exercer influência durante largos anos
e, na Finlândia, o novo Governo pode ser um exemplo para o mundo. Sem esquecer,
claro, a importância de Greta Thunberg para as novas gerações. São conjuntos de
grandes reportagens da Revista Courrier Internacional deste mês sobre o surgimento de uma nova liderança feminina no mundo (LER).
A Ler
A verdade
está a perder importância como pilar moral e político. Porque triunfam os
mentirosos, as teorias da conspiração e a oratória do disparate? A verdade é a
primeira vítima dos tempos em que a mentira triunfa. Serão as “fake news” o
novo veneno das nossas democracias? Como combater a desinformação? E como
devemos olhar para os “factos” apresentados pelos denunciantes nos grandes
casos mediáticos? São conjuntos de pertinentes interrogações que foram
suscitadas numa longa reportagem da Revista Courrier Internacional deste mês sobre
a perniciosidade da mentira na nossa Democracia participativa e liberal (LER).
Mulheres: A Luta Por Um Lugar na História
Na semana passada fez-se História no meu
país, a Guiné-Bissau (VER). Pela primeira vez temos os mesmos
números de mulheres e homens a ocuparem cargos ministeriais, isto é, oito por
cada, superando assim a margem da recente lei de quota de 36% aprovada de forma
unânime na Assembleia Nacional Popular (ALI) e (AQUI). Este extraordinário feito
catapultou a Guiné-Bissau para os lugares cimeiros como sendo exemplo a
seguir da boa integração das mulheres na acção governativa em África e no mundo
em geral (contam-se pelos dedos de uma mão os países que respeitam, de facto, a paridade de
géneros nos governos).
Mesmo assim, com este gigantesco passo do meu país na
emancipação feminina, não devemos ficar iludidos com “sol de pouca dura”. Há ainda muitas barreiras,
preconceitos generalizados e descriminações infundadas para com as nossas
inofensivas mulheres que devem ser extraídas. O país, para infelicidade nossa,
continua ainda a ser governado exclusivamente pelos homens. Todos os órgãos da
soberania estão sob alçada dos homens. A começar, desde logo, com o Presidente
da República, o Presidente da Assembleia Nacional Popular, o Primeiro-Ministro,
o Presidente do Supremo Tribunal de Justiça, o Procurador Geral da
República e o Chefe de Estado Maior das Forças Armadas. Como se tudo isto não
bastasse é o mesmo país machista que condena deliberadamente muitas meninas e
mulheres as flagrantes práticas da mutilação genital feminina, o casamento
forçado, a violência doméstica e a elevada taxa da mortalidade
materno-infantil, etc (LER).
Por isso, apesar de registamos com enorme satisfação o
sinal bastante positivo da integração das mulheres neste novo elenco governativo,
continuamos a entender que é preciso ir mais além na emancipação de “nô
padiduris”. Por outras palavras, é preciso deixar as mulheres conquistarem o seu devido espaço e consequentemente eliminar muitos cancros
humano-sociais que continuam ainda a bloquear o nosso desenvolvimento
nacional.
Chegou a Hora de Entrar em Pânico
É a hora de entrar em pânico. O Planeta está a aquecer, com efeitos
catastróficos. Perante os sinais dramáticos do aquecimento global, o medo pode
ser a nossa salvação (LER).
A Estátua da Democracia Vai Cair?
Os sinais avolumam-se,
a uma velocidade impressionante, nos últimos tempos: eleições dominadas pelo
sentimento de raiva dos votantes, chegada ao poder, em diversas nações, de líderes autoritários e
antissistema, regresso dos populismos e dos discursos nacionalistas. O que
significam estes acontecimentos para o futuro das democracias representativas? Qual a
razão da cada vez maior desconexão entre as elites e as populações? Porque
cresce o discurso de ódio e o sentimento de intolerância? (LER).
Agora Mandam os Brutos?
Pode, se achar oportuno
e ser assinante do Courrier Internacional, ler na íntegra a reportagem AQUI. Tenha um bom proveito.
Em Defesa da Heterossexualidade
«A verdade, porém, é
que não há homossexualidade sem heterossexualidade. Enquanto a vida humana não
for substituída por trocas mecânicas, geradas por computadores e cientistas, e
enquanto não se criar um Grande Útero electrónico, que gerará a vida sem
relações sexuais, e enquanto não se propagar a profissão, sindicalizada e
taxada (os governos não dormem), de “barriga de aluguer”, e enquanto não se
estatuir que a mulher é uma mera reprodutora impessoal, enquanto nada disso for
assim, a realidade é a da vida criada por seres de sexos diferentes. Não
discuto aqui nem o afecto, nem o respeito, nem o carinho, nem o mistério do
amor. Não discuto aqui a dignidade de cada um. Não discuto aqui monopólios
sobre o coração. Só digo que a regra comum, a dos casamentos heterossexuais,
foi instituição porque era “natureza” biológica. O facto de se ter perdido em
ritos meramente formais, parcerias vazias, laços de conveniências, traições,
desumanidades não altera a realidade».
--------------------------------------
(Extraído in a Revista SÁBADO, p. 30, nº 508 – 23 a 29 de Janeiro de 2014).
A Ler
A ler o Courrier Internacional. É uma das minhas
revistas favoritas há sensivelmente nove anos, tal como o suplemento semanal da
revista Expresso. Não prescindo de nenhuma edição delas. Tenho-as sempre
comigo. São revistas extremamente boas e que nos enriquecem bastante do ponto
de vista intelecto-cultural. Gosto imenso dos livros e sou um leitor
compulsivo (LER). Emprego a generalidade do meu tempo a ler
e a escrever. Por isso, gasto uma verba significativa do meu dinheiro nos livros e nas
revistas (LER). Mesmo assim, não compro livros de conteúdos “pobres” e,
tão pouco, não perco tempo a ler coisas que não vão acrescentar-me nada
culturalmente. Sou, mesmo assim, bastante selectivo naquilo que vou lendo
diariamente. Aprecio praticamente os livros de todos os géneros literários, especialmente
os de Teologia, Literatura e Política. Não sou muito dado a poesia, mas sim a
prosa. Tanto que, por esta razão, escrevo somente crónicas e nunca me aventurei
nas águas poéticas. Tenciono, num futuro breve, começar também a escrever sobre os textos
poéticos.
O Corrier Internacional é daquelas revistas
imprescindíveis, porque dão-nos sempre um panorama abrangente e transversal
daquilo que passa no nosso mundo pós-moderno, nos mais variados domínios,
através de reputados jornais, revistas e articulistas. Vale, portanto, a pena, sempre comprá-la, lê-la e guardá-la.
Recomendo.
A Igualdade Diferenciada (6), por Clara Ferreira Alves
«As mulheres marcham simbolicamente contra anos de
dominação, violência sexual e silêncio envergonhado e culpado. As mulheres
contam tudo. (…). As mulheres deixaram de ter medo. E estão a ser
ouvidas. Com todos os exageros e deformações do #Metoo, como os houve no
feminismo, estamos a assistir a um dos grandes momentos da história dos
direitos civis e da igualdade de direitos. As mulheres estão em marcha, não
apenas nas ruas mas na internet, nos media e nas redes sociais. As mulheres
deixaram de estar caladas, e é preciso não perceber a coragem que existe em
enfrentar o sistema e denunciar publicamente um abuso sexual antigo e
silenciado pela moral e a hipocrisia vigentes. Eu saúdo a coragem. Saúdo as
mulheres que desafiam o poder do Estado (…), sofrendo as ameaças de morte, as
acusações e as perseguições. A sua vida nunca mais será a mesma.[1]»
A Igualdade Diferenciada (4), por Clara Ferreira Alves
«O mundo ainda está organizado como um clube exclusivo
de homens onde mandam os homens. É assim há muito tempo. Não existe um Bach
mulher. Um Mozart mulher. Um Shakespeare mulher. Um Freud mulher. Um Einstein
mulher. (…). Logo na infância, e sobretudo na adolescência, uma mulher é
classificada em função do seu grau de atração, do seu corpo, e não da sua
cabeça. E logo, em modo darwinista acelerado, a mulher começa a competir com as
outras mulheres, meninas, em função da beleza. Não espanta que as adolescentes
tenham uma preocupação fundamental com a dieta, a magreza, a aparência e os
modos sociais que servem estes atributos e os expandem. A inteligência ou o
desempenho intelectual são relegados para segundo plano aos olhos dos outros e,
na primeira idade consciente, os olhos dos outros são sempre os dos homens, dos
rapazes. A ditadura da aparência começa muito cedo e nunca cessa. E nela está
implícita a cedência ao desejo masculino. A mulher tem que agradar ou será uma
bruxa»[1].
A Ler
Reportagem bastante interessante. Uma excelente abordagem e "prendinha" para os autênticos defensores
da emancipação da Mulher a todos os níveis da convivência humano-social, especialmente as Feministas.
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