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A Importância da Escrita na Autonomia de Pensamento



O meu blogue “As Verdades” fez ontem catorze anos de existência. São intensos e ininterruptos anos de introspecção, de adrenalina, de partilha, de interacção, de libertação, de satisfação e, acima de tudo, da proclamação da mensagem do Evangelho do Senhor Jesus Cristo. 

Louvo imensamente ao meu Eterno e Todo-Poderoso DEUS por me ter conferido a disponibilidade mental suficiente para poder reflectir sensatamente sobre os vários temas do nosso mundo pós-moderno, especialmente sobre a realidade da Igreja de Cristo no “presente século mau”. 

Fechou-se um ciclo e começa um novo com elevadas expectativas no horizonte (LER). Até aqui nos ajudou o SENHOR. A ELE toda a Glória pelos séculos dos séculos. Que assim seja. E assim sempre será. 

Uma Questão da Liberdade Semântica


Uma das palavras mais usadas no mundo inteiro durante esta pandemia do coronavírus a que estamos infelizmente ainda a viver, sobretudo na imprensa, são “quarentena”, “distanciamento”, “isolamento” e “confinamento” para reforçar a ideia de as pessoas protegerem-se da maléfica doença e simultaneamente protegerem também os outros. Todas elas acompanhadas, na generalidade das situações, do suplemento “social”, ou seja, quarentena, distanciamento social, isolamento social e confinamento social. A meu ver, sem propriamente ater na origem semântica das expressões em questão, julgo que as três primeiras formulações poderão mais induzir ao “erro morfológico” do que propriamente esta última. 

Desde logo, quando se fala e veicula nos media “quarentena”, “distanciamento social” ou “isolamento social” passa implicitamente a ideia, em última instância, de que tudo isto consubstancia na ausência da sociabilidade e sociabilização. Ora, não é nada disso que está a acontecer, mesmo estando a viver em estado de emergência nacional. O coronavírus não nos reduziu ainda a seres eremitas e tão pouco anacoretas. Continuamos, apesar dos assinaláveis constrangimentos diários, a nos suster pela rede social e também pelas redes sociais, confirmando assim a nossa natureza e substrato gregário. 

Por isso, prefiro mais a expressão “confinamento social” comparativamente com as outras, uma vez que consegue espelhar mais e melhor a realidade de excepção a que estamos infelizmente circunscritos. No entanto, é tudo uma mera questão da liberdade semântica e de arbitrariedade. 

A Ler


A verdade está a perder importância como pilar moral e político. Porque triunfam os mentirosos, as teorias da conspiração e a oratória do disparate? A verdade é a primeira vítima dos tempos em que a mentira triunfa. Serão as “fake news” o novo veneno das nossas democracias? Como combater a desinformação? E como devemos olhar para os “factos” apresentados pelos denunciantes nos grandes casos mediáticos? São conjuntos de pertinentes interrogações que foram suscitadas numa longa reportagem da Revista Courrier Internacional deste mês sobre a perniciosidade da mentira na nossa Democracia participativa e liberal (LER)

O Império da Constituição, Por Valter Hugo Mãe


«A Constituição é de aplicação direta. Quer dizer, ela faz-se valer em todas as situações como um código essencial, sem requisição de qualquer formalidade para ser uma imposição entre todos. Isto significa que cada um de nós está imediatamente protegido pelos preceitos constitucionais, mas significa também que cada um de nós está obrigado à sua observação. Por mais críticos que possamos ser, não podemos desadequar a nossa conduta aos seus preceitos. Não há opinião que valha contra cumprir ou não cumprir os mandos da Constituição. 

Assim, qualquer ação inconstitucional não só não pode obrigar os demais, como obriga a uma rejeição liminar, sem necessidade de qualquer argumento além desse mesmo. 

Todas as ditaduras começam na paulatina agressão aos valores constitucionais. A criação de uma progressiva permissividade em que o império da lei superior é menorizado por pulsões moralistas e preconceituosas é método para diminuir a esplendorosa conquista de direitos fundamentais que séculos de História nos garantiram depois de muito sangue e muita morte. A Constituição não é, por isso, um assunto menor, é a norma fundamental onde tudo o mais se mede e se ergue. 

Que exista um político eleito que possa sequer ironizar o império da Constituição é aberrante, e que o sistema não se imponha penalizando-o imediatamente e de modo veemente é mais aberrante ainda. É uma falha ingénua da democracia, que se vê posta em causa no que tem de mais sagrado. Opinar começa apenas depois de garantida a democracia, e isso é feito pela Constituição. Opinar tem de ser depois de sacralizados os direitos fundamentais. Qualquer inversão neste domínio é torpe, cretina, desumana, insuportável. A democracia não serve para a liberdade irresponsável dos que almejam violentar e diminuir os outros. A democracia serve como imposição de um trato de dignidade onde os propósitos de ódio não podem ter lugar. Sociedade é cuidado. Qualquer desvio precisa de ser atendido em processo negociado pelas leis, mas nunca em detrimento da Constituição. Nunca em detrimento da Constituição (LER)

Chegou a Hora de Entrar em Pânico


É a hora de entrar em pânico. O Planeta está a aquecer, com efeitos catastróficos. Perante os sinais dramáticos do aquecimento global, o medo pode ser a nossa salvação (LER)

O Leviatã das Redes Sociais


Desde a Revolução Francesa do século XVIII, convencionou-se no Ocidente que os media se ajustariam melhor ao epíteto de “quarto poder”, em contraposição aos tradicionais poderes estatais — o legislativo, o executivo e o judiciário —, sendo, deste modo, os exímios fiscalizadores da ação governativa e, concomitantemente, o reduto último das sociedades. Uma premissa, aliás, que já vinha do “poder moderador”, formulada doutrinalmente pelo ilustre Benjamin Constant, servindo subsequentemente de bitola constitucional em diversos Estados europeus e no continente americano. 

O ideal do “quarto poder” dos media, numa primeira avaliação, funcionou. Funcionou de facto, não obstante a forte oposição inicial e a difusa agenda ideológica contrária ao progressismo moderno por parte de uma parcela significativa dos reputados jornais, rádios e revistas mundiais. Mesmo assim, essa “obscura agenda” não triunfou. Foi graças, máxime, à imprensa ocidental que se catapultaram as grandes mudanças político-governativas e sociais, consolidando os postulados da democracia participativa e todos os ganhos inerentes que esta comporta até à atualidade nas sociedades modernas — abertas, bem entendido. 

No entanto, o surgimento das redes sociais, nos finais do século passado, veio obstruir significativamente a vigorosa asserção do “quarto poder” dos media. Em vez de estas novas plataformas de comunicação se circunscreverem meramente ao reforço das democracias liberais e à reafirmação do primado dos Direitos Humanos, tornaram-se, inversamente, espaços onde proliferam cada vez mais a desinformação, arrastando de forma conspurcada os media tradicionais. Hoje, é preciso um discernimento apurado e cuidados redobrados relativamente às notícias que vamos ouvindo, vendo e lendo, uma vez que parte delas é viciada pelas fake news, tendo as redes sociais como principais vanguardistas. 

É nelas, para grande infelicidade nossa, que germinam mensagens de intolerância de várias ordens — mormente de ódio, racismo, sexismo, autoritarismo, insultos a terceiros, instituições e países —, bem como manipulação da opinião pública, violação de direitos de personalidade no seu conceito lato sensu e toda a sorte de despotismos que por aí pululam a uma velocidade impressionante. 

As redes sociais tornaram-se, sem dúvida, o leviatã das nossas vidas. Têm o poder de adulterar a realidade, transformando, aparentemente, a verdade em mentira e esta em verdade. Têm ainda o poder de impor agendas e, em consequência disso, de influenciar as massas. Possuem igualmente um poder que a maioria das pessoas não imagina, um poder que se desdobra em grosseiras arbitrariedades, violações e abusos. É um mundo bastante perigoso em que se está inserido. Por isso, com caráter de urgência, impõe-se uma regulamentação das redes sociais pelo poder político dos países, com vista a estancar definitivamente as patentes arbitrariedades impunes que grassam no seu seio (LER)

Apesar de todos os recuos que elencámos relativamente às redes sociais, continuamos a defender convictamente que elas vieram, naturalmente, revolucionar e conferir uma nova dimensão à liberdade de expressão, proporcionando a todos — sem exceção —, de forma igualitária e justa, as ferramentas indispensáveis para se darem a conhecer ao mundo, quer no aspeto positivo, quer no negativo. Tudo isto, no cômputo geral, é um bom sinal e bastante benéfico para a sociedade. É a melhor “pulsação” da democracia participativa (LER), desde que sejam escrupulosamente fiscalizadas pelo poder político, através do princípio da responsabilidade e da responsabilização dos agentes que violam os Direitos, Liberdades e Garantias nas redes sociais.

A Estátua da Democracia Vai Cair?


Os sinais avolumam-se, a uma velocidade impressionante, nos últimos tempos: eleições dominadas pelo sentimento de raiva dos votantes, chegada ao poder, em diversas nações, de líderes autoritários e antissistema, regresso dos populismos e dos discursos nacionalistas. O que significam estes acontecimentos para o futuro das democracias representativas? Qual a razão da cada vez maior desconexão entre as elites e as populações? Porque cresce o discurso de ódio e o sentimento de intolerância? (LER)

Agora Mandam os Brutos?


Pode, se achar oportuno e ser assinante do Courrier Internacional, ler na íntegra a reportagem AQUI. Tenha um bom proveito. 

Em Defesa da Heterossexualidade


«A verdade, porém, é que não há homossexualidade sem heterossexualidade. Enquanto a vida humana não for substituída por trocas mecânicas, geradas por computadores e cientistas, e enquanto não se criar um Grande Útero electrónico, que gerará a vida sem relações sexuais, e enquanto não se propagar a profissão, sindicalizada e taxada (os governos não dormem), de “barriga de aluguer”, e enquanto não se estatuir que a mulher é uma mera reprodutora impessoal, enquanto nada disso for assim, a realidade é a da vida criada por seres de sexos diferentes. Não discuto aqui nem o afecto, nem o respeito, nem o carinho, nem o mistério do amor. Não discuto aqui a dignidade de cada um. Não discuto aqui monopólios sobre o coração. Só digo que a regra comum, a dos casamentos heterossexuais, foi instituição porque era “natureza” biológica. O facto de se ter perdido em ritos meramente formais, parcerias vazias, laços de conveniências, traições, desumanidades não altera a realidade». 

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(Extraído in a Revista SÁBADO, p. 30, nº 508 – 23 a 29 de Janeiro de 2014). 

O Bloguista


Eu – com um dos calhamaços da “Cidade de Deus” de Santo Agostinho (ALI) (AQUI)

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“As Verdades” completa hoje mais um ano. É um espaço que espelha e reflecte fidedignamente a minha identidade ideológica (LER). Aquilo que escrevo e publico aqui expressa os meus profundos sentimentos de alma. Tem-me servido para partilhar especialmente a mensagem do Evangelho, louvar a DEUS pelos seus excelsos atributos e grandes feitos, bem como formular relevantes assuntos que afectam o nosso mundo pós-moderno. Notei que, ao longo destes intensos anos volvidos na cidadania activa, escrevi inúmeras coisas nas mais diversas áreas do conhecimento geral que nem sei como é que consigo arranjar tanta inspiração para tudo isso. Tenho somente que agradecer penhoradamente ao meu Eterno DEUS por me ter abençoado com o dom da escrita e conferido concomitantemente a disponibilidade mental suficiente para partilhar as minhas convicções teológico-doutrinarias e cívico-políticas. 

Aquilo que escrevo só me vincula a mim e mais ninguém. Todos os artigos não assinalados são da minha exclusiva autoria, razão pela qual assumo todas as implicações decorrentes dos mesmos. Jamais tenciono, naquilo que vou escrevendo, ganhar simpatia de terceiros e, muito menos, desdobrar-me em desvelos alimentados por uma mercenária ânsia de legitimação secular. Não escrevo para ter aprovação. Não escrevo para ser reconhecido. Não escrevo pelos circunstancialismos efémeros. Não escrevo imbuído por um mero “activismo de sofá” ou ludismo cibernético. E mais, não escrevo por jactância ou vaidade. Não escrevo nada com tiques de autopromoção, inveja, ódio ou vingança. Nada disso faz parte do meu substrato identitário.    Apenas faço questão de, n’As Verdades que vou escrevendo, usando as sábias e inspiradoras palavras do Teólogo João Calvino, “colocar fielmente diante de mim o que julguei ser a glória de Deus”. O objectivo primário e último da minha vida, e também deste espaço, é reflectir a glória de DEUS em todas as circunstâncias e dimensões da vida. Que assim seja. 

O Vaticano: Uma Vergonha Para o Cristianismo


O Vaticano é uma instituição eclesiástica com profundos desvios doutrinários. Incorpora no seu seio tremendas heresias que não têm qualquer tipo de suporte bíblico, arrastando consigo milhões dos seus fiéis ao longo dos séculos. O exemplo manifesto disso prende-se sobretudo com a prática do culto mariano, a veneração dos santos, o baptismo das crianças, o ecumenismo teológico, a interpretação lato sensu sobre a inerrância da revelação bíblica, a imposição do celibato ao clero, a inflexibilidade sobre o divórcio em caso de adultério (LER), o dogma da infalibilidade papal e toda a capa no sentido de o considerar como sendo representante máximo de DEUS na Terra. Valeu-nos a intrépida correção dos Reformadores Protestantes para recolocar-nos holisticamente no caminho certo da verdade soteriológica (LER)

A última toada vinda do Vaticano, dando conta que o Papa estendeu a todos os padres o poder de perdoar abortos (ALI AQUI), é o exemplo manifesto do profundo desvio doutrinário da Igreja Católica. Tanto o Papa, bispos, sacerdotes, freiras, missionários e todos os cristãos, ninguém tem a prerrogativa de perdoar os pecados cometidos contra o corpo, a natureza e a Trindade. A única pessoa que dispõe desse poder absoluto é DEUS. O Senhor Jesus, na sua encarnação, perdoou os pecados porque Ele é DEUS. Acontece que, por vicissitudes várias e supervenientes, o Vaticano sempre se arrogou de bom anfitrião espiritual, baseando-se numa errada interpretação da afirmação de Jesus ao Apóstolo Pedro em Mateus 16:13-20, usurpando assim poderes que as Escrituras Sagradas não lhe conferem. 

E mais, não há nenhuma novidade no facto de o Papa ter autorizado os padres a absolver as mulheres que se arrependeram de terem praticado o aborto, antes pelo contrário é motivo de tamanha preocupação para quem conhece as Escrituras Sagradas. Digo isto porque esta decisão põe em causa, de forma flagrante, o Sacerdócio Universal dos crentes (1 Pedro 2:5; 2:9; Apocalipse 1:6; 5:9-10). Todos os Cristãos têm acesso livre e directo ao Trono Celestial de DEUS, sem necessitarem de intermediários humanos para que tal aconteça (Efésios 3:11-12; Romanos 5:2). A mesma realidade aplica-se, igualmente, na confissão dos pecados. Qualquer pessoa, seja qual for a sua condição ou cadastro social, pode recorrer unilateralmente a DEUS o perdão dos seus pecados, uma vez que um coração quebrantado e contrito ELE jamais desprezará (Salmo 51:17). Acresce ainda o facto que, aos olhos de DEUS, todos os pecados são perdoados aos homens, excepto a blasfémia contra o Espírito Santo (Mateus 12:31-32; Marcos 3:28-30; Lucas 12:10). E este pecado apenas será cometido por aqueles que não herdarão a vida Eterna. Do resto, todos os outros pecados, independentemente da sua natureza, gravidade ou monstruosidade, o sangue do Senhor Jesus tem poder para os purificar (Salmo 32:5; Hebreus 10:18). 

É verdade que o aborto é um autêntico crime. É tirar a vida de um inocente que merecia sobreviver. Não há justificações "plausíveis" a que se possa recorrer para fazer valer tão vil desumanidade (LER). Mesmo assim, ele é perdoado pelo nosso Amoroso DEUS, tal como os pecados da pedofilia, homossexualidade, roubo, infidelidade, mentira, assassinato, idolatria, corrupção, adultério, ateísmo, agnosticismo, matricida, patricida, fratricida, soberba, chulos, lenocínio, terrorismo, injustiças, ofensas e todos os restantes pecados que não foram enumerados, contando que haja apenas um genuíno arrependimento e conversão a DEUS por parte do pecador, mostrando pelo seu comportamento que está de facto arrependido (Actos 26:20)

A virtude do perdão é um dos excelsos atributos comunicáveis de DEUS, razão pela qual está encerrada na Oração do Pai Nosso (LER) e em inúmeras outras passagens bíblicas. Somos encorajados a perdoar sempre o nosso próximo como DEUS nos perdoou e continua a perdoar (Mateus 6:12; 18:21-23). Tal significa, em termos objectivos, que o perdão deve ser ilimitado, pois DEUS faz exactamente isso connosco (1 João 1:9). O nosso perdão não pode extravasar o seu domínio próprio, isto é, somente podemos perdoar aqueles que nos ofendem e não assumir o protagonismo de perdoar os que pecam contra DEUS como os Papas arbitrariamente costumam fazer. 

Por isso, atendendo à verdade exposta, é completamente inoportuno este propalado anúncio do Vaticano. O Papa Francisco já nos deu a conhecer a sua verdadeira faceta pontifícia. É um calculista irenista, que se desdobra em desvelos alimentados por uma mercenária ânsia de legitimação popular. Uma vergonha para o Cristianismo, bem como o Vaticano. Resta-me, como Cristão, suplicar a DEUS para perdoá-lo juntamente com os seus correligionários da instituição que lidera, porque não sabem o que fazem. 

A Polémica Tradução Bíblica de Frederico Lourenço


A unanimidade é algo raríssimo nos meios dos tradutores bíblicos. Sempre assim foi desde os primórdios, tendo em conta a espinhosa tarefa de traduzir os textos originais (LER)

O manifesto contraditório em torno da recente tradução dos quatro evangelhos de Frederico Lourenço apenas veio confirmar este palpite determinista (LER) , (ALI) (AQUI). Isto para dizer que nenhuma tradução bíblica, por mais cuidada que seja, consegue ser fiel e imaculada. Com isto não estou a legitimar a controversa tradução de Frederico Lourenço. Longe de mim tal pretensão, até porque aquilo que vou lendo e ouvindo, por parte dos doutores da Lei, sobre esta nova empreitada é que ficou bastante aquém dos textos originais. 

Confesso que o que mais me deixou perplexo foi a manifesta soberba que o insigne tradutor ostentou nas entrevistas que precederam a apresentação da obra, assumindo o protagonismo de um “único anfitrião” que tudo sabe e ensina em matéria dos textos originais (ALI) e (AQUI)

E mais: o facto de o autor se confessar da religião católica, “mas não praticante há uns anos”, e desprovido de formação superior em Teologia não me parece indicar que esteja espiritualmente à altura de tão nobre desafio de traduzir as Escrituras Sagradas. Tal como escreveu sabiamente Frei Herculano Alves – o que subscrevo na íntegra –, “é dentro do cristianismo que melhor se compreende o sentido profundo da linguagem da Bíblia; pois não basta traduzir as palavras da Bíblia, mas sentir-lhe o perfume cristão, o perfume que elas foram ganhando ao longo dos séculos, ao passarem pela vida de milhares de milhões de cristãos, no povo de Deus, que foi sempre acompanhado pelo Espírito de Jesus. Isso, sim, é fazer uma tradução cristã, ‘rigorosa’, da Bíblia. Como disse o Concílio Vaticano II: ‘A Bíblia deve ser lida com o mesmo espírito com que foi escrita’ (Dei Verbum, 12). E, se lida, também traduzida” (LER)

Por isso, julgo que o ilustre Frederico Lourenço está espiritualmente desqualificado para traduzir a Bíblia Sagrada – por não ser um cristão comprometido e por estar completamente desprovido de formação superior em Teologia, tendo em conta o grau de complexidade que o “espírito” das Escrituras Sagradas encerra. Esta complexidade só pode ser aferida por homens e mulheres comprometidos com a causa do Evangelho e cheios do Espírito Santo. 

Da minha parte, e sem qualquer tipo de preconceito, gosto mais da velha edição revista e corrigida de João Ferreira de Almeidae Almeida (LER). Foi com ela que, desde a mais tenra idade, construí afinidade espiritual até aos dias de hoje. Espero continuar sempre assim.

Dono de Opinião


Um iconoclasta que todos os guineenses deveriam ler (ALI) e (AQUI), sem prejuízo de cada um depois formular a sua elucidada opinião sobre as implicações práticas da luta de libertação nacional. O Historiador Mário Sissoko não tem papas na língua. Fala abertamente e com propriedade que, em termos objectivos, não se encontra paralelismo no país. Desvenda, de forma intrépida, a putrefação do PAIGC e do seu "querido líder" Amílcar Lopes Cabral (VER). Um testemunho vivo da hedionda luta colonial. Diz coisas que a generalidade dos conterrâneos não está preparada para ouvir, tendo em conta a ignorância e o fanatismo exacerbado que grassa ainda no seio do nosso marginalizado povo. 

Recomendo a leitura das entrevistas. Vale a pena mesmo atentar pelos seus conteúdos. Tenha um bom proveito.